sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Livro-reportagem aborda morte misteriosa na ditadura

Da Redação

No ambiente sufocante do regime militar, o diplomata brasileiro Paulo Dionísio de Vasconcelos morre em circunstâncias misteriosas na cidade holandesa de Haia, em 1970, sem que as autoridades tenham se empenhado em desvendar o episódio obscuro. Essa história é contada pelo jornalista Eumano Silva no livro "A morte do diplomata: um mistério arquivado pela ditadura", lançado em 4 de setembro, na Livraria Travessa, no Rio de Janeiro.

Autor levou dois anos na concepção da obra | Foto: Divulgação

     Título: A morte do diplomata: um mistério 
     arquivado pela ditadura
     Autor: Eumano Silva
     Editora: Tema Editorial
     Capa e projeto gráfico: Sérgio Luz
     Páginas: 208
Publicado pela Tema Editorial, a publicação percorre a vida de Vasconcelos e suas conexões com a diplomacia brasileira, na época em que o País vivia sob o comando de generais ansiosos por projetar uma imagem favorável no exterior – mesmo que internamente a realidade fosse opressiva e dolorosa. É nesse contexto que o jovem vindo de Minas Gerais projeta sua trajetória pessoal e profissional, interrompida pouco antes de completar 35 anos de idade. Com linguagem direta e substantiva,  Silva lança mão da estrutura narrativa dos livros de ficção policial para contar uma história verdadeira, baseada em documentos e entrevistas.

Foram dois anos de trabalho para reconstituir os fatos de quase cinco décadas atrás e montar a grande reportagem sobre um personagem à margem do fio principal dos acontecimentos, mas que proporciona uma visão singular do cotidiano daqueles dias atravessados pelo regime político de exceção. A família Vasconcelos franqueou ao autor do livro documentos, fotos, recortes de jornais e até mesmo o diário pessoal do diplomata, que tinha o hábito de escrever copiosamente sobre os mais variados temas.

Mais do que isso, os familiares concederam-lhe uma procuração para ter acesso aos documentos do Itamaraty relacionados ao caso. Assim, "foi um trabalho totalmente independente, sem nenhuma interferência", ressalta Silva. No meio do processo de pesquisa, o autor deparou-se com documentos reveladores sobre o cenário em que a diplomacia brasileira estava mergulhada à época.

Constatou, por exemplo, a extensão da teia de vigilância armada para acompanhar os movimentos de Dom Helder Câmara em países estrangeiros, como se o líder católico brasileiro, que lutava com palavras e gestos, representasse um perigo mortal para o regime. Também apurou as iniciativas dos comandantes militares para apresentar no exterior um País bem-sucedido.





quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Especialista fala sobre aprendizagem de crianças com Transtorno de Espectro Autista

Da redação

Cada pessoa tem um ritmo diferente de vida e de aprendizagem. A nossa capacidade de aprender algo novo é influenciada por diferentes fatores, como a cognição, personalidade, experiências de educação e oportunidades culturais. A dificuldade de aprender é bastante comum em diferentes crianças, mas torna-se ainda mais especial naquelas com Transtorno de Espectro Autista (TEA).

A TEA é um distúrbio do desenvolvimento que tem como características os prejuízos sociais e de comunicação, o interesse restrito a poucos temas e os comportamentos repetitivos e estereotipados. “O TEA é uma condição diagnosticada cada vez mais precocemente e as estatísticas apontam para uma a cada 100 pessoas em todo o mundo”, conta a fonoaudióloga Ana Lúcia Duran, que reforça a importância da capacitação de pais e professores para garantir a melhor aprendizagem e adequação da criança autista.

“É preciso focar nas peculiaridades desta criança. Ela aprende melhor quando é instruída de forma clara e quando as regras e expectativas são simples. As metodologias de ensino que focam na intuição para a aprendizagem não são indicadas a esses alunos, visto que eles têm dificuldade para entender a linguagem corporal, as expressões faciais e a entonação de voz das outras pessoas. São crianças muito literais e que não compreendem conceitos abstratos e piadas, por exemplo”, explica.

Em alguns casos parece difícil por ser pouco linear ou fluído, o aprendizado é totalmente possível e deve ser constantemente estimulado nas crianças com TEA. “Mesmo que pareça que ela não está evoluindo, deve-se insistir na transmissão do conhecimento repetidas vezes”, indica Ana Lucia. “As dificuldades não são permanentes e muitos alunos pulam etapas da aprendizagem, chegando a conseguir acompanhar seus colegas de sala que não têm TEA.”

Para facilitar a aprendizagem, é indicado ser claro e consistente nas explicações, dar dicas visuais, treinos com teatro e instruções curtas e claras.



Dez dicas para reduzir os riscos de um AVC

Da redação

Prevenir sempre é o melhor remédio. Para prevenir o desenvolvimento de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o InterStroke, estudo publicado recentemente sobre a doença, concluiu que 90% dos casos de AVC não ocorreriam se tivéssemos o acompanhamento e controle de dez fatores.

Fumar é um dos dez principais fatores de riscos para um AVC | Foto: Reprodução
O neurologista do Hospital Angelina Caron, Eduardo Hummelgen, explica que metade dos fatores que apontam o estudo estão ligados ao estilo de vida e podem ser corrigidos. “Fatores como alimentação, fumo, gordura abdominal, inatividade física e pressão alta podem ser identificados e acompanhados em consultas de rotina”, afirma.  

O AVC lidera o ranking das doenças que mais matam ao redor do mundo, juntamente com o infarto e câncer. Estima-se que com os cuidados adequados,  o número de pessoas atingidas pela doença poderia reduzir de 15 milhões para 1,5 milhões por ano em todo o globo.

Os dez fatores de risco, que podem ser evitados. 

1. Hipertensão
Entre as maneiras para controlar a pressão arterial está a redução no consumo de sal, o hábito de consumir vegetais, verificar a pressão regularmente e, se for hipertenso, utilizar os medicamentos,  conforme a recomendação médica. Hipertensão é uma doença silenciosa e, por isso, a teimosia não pode ter vez.

2. Inatividade física
Para praticar exercícios e acabar com o sedentarismo escolha uma atividade que lhe dê prazer, elabore uma programação semanal, que motive, busque orientação profissional e persista. Se precisar, pense em formar grupos para a prática de exercícios. 

3. Colesterol altoPara lutar contra o LDL e outros tipos do colesterol ruim, maneire nos alimentos com muita gordura ou açúcar, faça check-ups todos os anos, para monitorar o colesterol e siga as orientações médicas. Dê uma folga para o bacon e aquele café com açúcar, que mais parece um melado.

4. Dieta desequilibradaPode até ser repetitivo, mas é uma verdade do bem. Metade do prato durante o almoço precisa ser colorida com alimentos que tenham a cor verde, laranja, amarelo, roxo e vermelho dos vegetais e legumes. Repensar a quantidade consumida de carne vermelha e processada, gordura trans, sódio e bebidas com muito açúcar também é importante.

5. ObesidadeOs quilos extras estão sempre acompanhados de outros problemas como hipertensão, colesterol alto e diabetes. Só aí já vimos outros dois fatores de risco para um AVC. Então, se estiver acima do peso, que tal pensar em emagrecer? Vale pedir ajuda para um especialista.

6. TabagismoFumar é um dos dez principais fatores de riscos para um AVC. Se for mulher e tomar anticoncepcional o risco é aumentado.

7. Diabetes
O risco de um AVC em diabéticos pode ser de até duas vezes e meia maior que em pessoas sem a doença. Então diminua o consumo de doces e carboidratos, mantenha a glicose dentro dos limites e, se for diabético, monitore a glicemia. Independentemente de casos de diabetes na família, busque o acompanhamento médico para monitorar qualquer alteração ou sinal da doença. Melhor prevenir.

8. EstresseTensão no cotidiano, pressão na vida pessoal e profissional, cobranças internas, entre outras coisas. Tudo contribui para o aumento do nível de estresse. Mas, como outros fatores, esse também depende de cada um. Busque reservar um horário na sua agenda para fazer coisas prazerosas. Que tal descarregar a energia em alguma atividade física que exija muito ou relaxar com a meditação e ioga? Caminhar no parque também é uma ótima opção.

9.Doenças cardíacasProblemas relacionados com o coração podem ser apurados e monitorados com o acompanhamento de um cardiologista. Procure um especialista para um check-up anual após os 40 anos.

10. ÁlcoolO consumo de bebidas alcoólicas em pequenas quantidades diárias não é considerado um problema. No entanto, o consumo regular e exagerado de álcool é fator de risco para o AVC.



Instituto francês traz exposição “Levantes” para São Paulo

Da Redação

Está em cartaz, no Sesc Pinheiros, a exposição “Levantes”, organizada e idealizada pelo Jeu de Paume (histórica instituição que acolhe exposições de arte e fotografia, situada no Jardim das Tulherias, em Paris, na França). A mostra conta com aproximadamente 200 obras relacionadas à insurgência como expressão artística e social e convida o público a uma reflexão sobre as manifestações populares por meio da arte.

Fotografia batizada como “Ninõs desaparecidos”, de Eduardo Gil. Registro foi feito em 1982, durante a
Segunda Marcha de la Resistencia, em Buenos Aires, Argentina. 
“Levantes” conta com curadoria do francês Georges Didi-Huberman, filósofo e historiador da arte que vem pela primeira vez a São Paulo e conta com inúmeros estudos e artigos científicos publicados que integram o currículo das principais escolas de Belas Artes de todo o mundo pelo menos há duas décadas.

A exposição apresenta diversas obras inéditas no Brasil, de vários locais do mundo, o que distancia a mostra das abordagens tradicionalmente eurocêntrica ou norte-americana. “Levantes” é itinerante e a cada cidade por onde passa tem conteúdos locais adicionados. Para São Paulo, Didi-Huberman pediu que fosse incluída uma série de conteúdos que enfatizassem a escravidão, a negritude e a pobreza no Brasil, temas que estarão representados pela sensibilidade artística de Sebastião Salgado, Hélio Oiticica e Oswald de Andrade.

“Children playing”, registro de Agustí Centelles, durante a guerra civil espanhola, em 1936. 
As emoções coletivas, na qual estão presentes as diferentes formas de representação dos levantes, atos populares, políticos, nas revoltas e revoluções são apresentados por meio instalações, pinturas, fotografias, documentos, vídeos e filmes contemporâneos. O curador propõe a divisão da mostra em cinco eixos: elementos, gestos, palavras, conflitos e desejos.

“Levantes” pode ser visitada, gratuitamente, até 28 de janeiro, de terça a sexta-feira, das 10h30 às 12h30, aos sábados das 10h30 às 21h, e aos domingos e feriados das 10h30 às 18h30. O Sesc Pinheiros fica Rua Paes Leme,195, em São Paulo. Classificação: livre.



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Treinamento físico compreende as melhores tendências do mundo fitness

Por Guilherme Aguilla*

O Treinamento Físico Integrado (TFI) é uma proposta de treinamento físico altamente sofisticada, que compreende as melhores tendências do “fitness” mundial, na qual as sessões são pautadas em conceitos de integração de cadeias de movimento, para a melhor utilização possível do corpo humano na maior gama de atividades corporais possível, de maneira equilibrada, preventiva e inteligente. 

Para compreender o conceito é necessário entender que a anatomia convencional aplicada nos conceitos de treinamento tradicionais prevê apenas a ação muscular nos exercícios, mas é escassa para compreender a ação muscular nos movimentos tridimensionais (em diferentes planos e eixos, bem como, diferentes combinações em relação ao meio físico). Porém, são por meio destes (movimentos tridimensionais) que nos relacionamos com o meio e exercemos atividades esportivas, para tanto, se faz necessário um aprofundado conhecimento da anatomia funcional, a qual compreende o corpo de forma integrada nos três planos de movimento.

Foto: Reprodução
Para que seja possível o maior aproveitamento dos movimentos corporais nas sessões e no dia-a-dia, nos primeiros contatos do aluno com o TFI se faz necessário um trabalho de Organização Funcional, para maior ativação da musculatura profunda e estabilizadora de três das mais importantes regiões estabilizadoras para o movimento, são elas: o pé, região lombo pélvica (CORE) e o ombro. Bem como uma boa mobilidade em três das regiões que precisam possibilitar maior amplitude em nossos movimentos: o tornozelo, quadril e coluna torácica. 

Desta maneira, sob uma diferente ótica a cerca do movimento humano, nas sessões, os alunos aprendem à desacelerar, acelerar e trabalhar a tridimensionalidade de seus movimentos, desta maneira é possível conquistar o controle neuromuscular necessário para uma melhor organização corporal, aprimoramento de padrões de movimentos funcionais, melhora no posicionamento articular, melhora na performance física para a atividade pretendida e para o dia-a-dia, prevenindo lesões, reduzindo dores crônicas oriundas de lesões, má postura e má organização dos movimento corporais, além é claro, de promover o aprimoramento do condicionamento físico, força e composição corporal.

*Guilherme Aguilla é preparador físico e  diretor do Sphera Centro de Movimento , em Santo André. Atua há 11 anos na área , é pós-graduado em Educação Física, e possui diversas certificações sobre treinamento físico


Organismo leva mais de uma semana para se adaptar ao horário de verão, diz nutróloga

Da redação

No último domingo (15), começou o horário de verão. De acordo com a especialista em emagrecimento e nutróloga de São Paulo, Ana Luisa Vilela, nos dez primeiros dias após a mudança, o organismo pode sentir a alteração e afetar os hábitos alimentares e, com isso, influenciar também nos ponteiros da balança.
"Mesmo sem fome, é preciso manter os horários das principais refeições. Pode adiantar meia hora, não mais do que isso", orienta a médica.
Já que o sono - um dos principais aliados do controle alimentar - é o mais afetado pela mudança de horário, consequentemente a produção natural de hormônios no corpo também sofre transformações.
Para driblar os efeitos do novo horário, Ana Luisa deixa algumas orientações para essa readaptação: 
Consuma ainda mais líquidos para auxiliar na hidratação desses dias mais quentes; 
Tente manter os horários das refeições na primeira semana, mesmo sem fome e, então, nos próximos dias o organismo já estará adaptado; 
As carnes magras são sempre boas opções, principalmente à noite;
Aproveite o calor para consumir alimentos leves e in natura, como frutas, verduras e legumes; 
Coma de três em três horas, para evitar a fome excessiva.




Tratar a insônia reduz em 20% as chances de depressão, segundo estudo

Da redação

De acordo com um novo estudo publicado no periódico científico The Lancet Psychiatry, mais de 3 mil pessoas que passaram por tratamento para a cura da insônia apresentaram 20% menos riscos de sofrerem de ansiedade e depressão. O farmacêutico homeopata Jamar Tejada, da capital paulista, alerta para os perigos das medicações indutoras do sono e dá dicas de como tratar as noites mal dormidas com medidas simples e naturais.

Estresse e ansiedade podem gerar insônia | Foto: Reprodução
Basicamente dois grandes fatores podem gerar insônia: estresse e ansiedade. ”Toda pessoa tem seu ritmo biológico e qualquer quebra neste ciclo –  seja mudança de rotina, perda de ente querido, desemprego, dívidas, desentendimentos ou qualquer atividade intensa podem desregular o hormônio indutor do sono: melatonina, assim como a carência nutricional, associação de substâncias químicas, remédios e o processo de envelhecimento”, explica o especialista.

Para se livrar do problema, a saída mais rápida tem sido as medicações alopáticas conhecidos como tarjas pretas. Mas, Jamar lembra que em curto prazo esses remédios podem ser mesmo funcionais, principalmente quando há um fator de estresse muito grande que desencadeia a insônia. “O problema é quando uma pessoa se acostuma com a droga inserida na rotina sem interrupções, então, o cérebro começa a entender que não há necessidade de produzir naturalmente os hormônios indutores do sono - já que os mesmos virão através da medicação. Este é um ciclo vicioso que pode ser perigoso, além de causar irritabilidade e levar à depressão”, alerta o farmacêutico.

Para não cair na dependência, os tratamentos naturais são mais eficazes e seguros em longo prazo e podem tratar diferentes fases e etapas da vida, com nenhuma ou pouquíssimas contra indicações e sem deixar o organismo “preguiçoso”. Para isso, Jamar deixa algumas medidas simples (que podem ser feitas em casa) para acabar com as noites mal dormidas.

Alguns fitoterápicos como Valeriana, Passiflora e Melissa: Podem ser consumidos em infusões das folhas ou manipulada em cápsulas, geralmente pode se beber a infusão ao deitar. “Lembrando que mesmo naturais essas plantas possuem algumas contraindicações, a valeriana e a passiflora não são indicadas para gestantes. A melissa em caso de hipotireoidismo ou de tratamento com hormônios tireoidianos aumenta o efeito desses hormônios, nesses casos deve ser evitada”, alerta o especialista. 

Dicas do farmacêutico homeopata para tratar a insônia.

Praticar  30 minutos de atividade física ao dia: o corpo em movimento libera a dopamina, que relaxa e induz ao sono.

Ter cuidado com o jantar: escolha fazer uma boa e leve refeição, após às 18h, e evite alimentos gordurosos que podem atrasar o processo digestivo.

Beber uma xícara de leite morno: a bebida contém ácido lático que é um excelente indutor do sono.

Florais de Bach:  As essências Florais de Bach são extratos líquidos naturais e altamente diluídos, que se destinam ao equilíbrio dos problemas emocionais, operando em níveis vibratórios sutis e harmonizando a pessoa no meio em vive. O objetivo da terapia floral é o equilíbrio das emoções do paciente e busca a consciência plena do seu mundo interior e exterior. 

Óleos essenciais: Quando inalados, os óleos essenciais chegam ao hipotálamo, região do cérebro que controla as emoções. Para usá-los, basta pingar duas gotas em um recipiente com água fervendo e deixá-lo ao lado da cama. Conheça alguns óleos e use a aromaterapia para dormir bem. Os óleos mais utilizados são: Lavanda - possui ação sedativa, que ajuda a relaxar a mente e o corpo. Bergamota - atua no sistema nervoso central, controlando o estresse e a ansiedade. Camomila - tem propriedades calmantes, para manter a mente relaxada. Manjerona - sua ação sedativa dá conforto e tranquiliza o corpo e Vetiver - age relaxando a mente, diminuindo o estresse e a insônia.



Medicina e espiritualidade é tema de simpósio no ABC

O Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), por meio da disciplina de Ginecologia, organiza em 26 de outubro a primeira edição do ‘Simpósio de Medicina, Saúde e Espiritualidade’. O evento das 17h às 20h terá lugar no Anfiteatro David Uip, no campus universitário da FMABC (Av. Lauro Gomes, 2.000, Vila Sacadura Cabral - Santo André), com inscrições gratuitas pelo site www.ginecologiafmabc.org.


A abertura das atividades estará sob responsabilidade do professor titular de Ginecologia, Dr. César Eduardo Fernandes, e da docente da cadeira, Dra. Elizabeth Jehá Nasser. Em seguida, Dr. Álvaro Avezum comandará palestra sobre ‘Espiritualidade e Saúde Cardiovascular’. Professor Livre Docente da Universidade de São Paulo (USP), o convidado foi considerado pela consultoria Thomson Reuters (2015) como um dos quatro cientistas brasileiros com produção acadêmica de maior impacto no mundo em uma lista de 3.215 pesquisadores. O cardiologista já publicou 199 artigos em periódicos especializados indexados no PubMed – incluindo periódicos de alto impacto científico, com 26.439 citações. Atualmente é Diretor Técnico de Saúde II, da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

A partir das 18h15, os trabalhos serão coordenados pela Dra. Ana Claudia Quintana Arantes, que abordará o tema ‘Medicina e Espiritualidade’. Médica formada pela USP, com residência médica em Geriatria e Gerontologia no Hospital das Clínicas da FMUSP, a convidada atua na área de cuidados paliativos desde 1998, com especializações pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford. É autora do livro ‘A morte é um dia que vale a pena viver’, sócia-fundadora da Associação Casa do Cuidar, Prática e Ensino em Cuidados Paliativos, e docente na The School of Life, onde ministra as aulas “Como lidar com a morte” e “Como ter melhores conversas”.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Livro apresenta a literatura brasileira não ensinada na escola

Da Redação

Nossa cultura tem um universo muito rico a ser explorado: os bastidores da produção literária. Há histórias incríveis sobre a vida dos escritores, os cenários e os contextos em que obras fundamentais e de referência foram criadas. E é com intuito de reunir e consolidar essas informações instigantes, que o jornalista Marcel Verrumo escreveu o livro "História Bizarra da Literatura Brasileira" (Editora Planeta do Brasil). 

Foto: Divulgação
Por meio de uma extensa pesquisa (livros, filmes, ensaios, documentos oficiais, jornais, revistas, trabalhos acadêmicos e entrevistas), Marcel apresenta a literatura brasileira de uma forma diferente e curiosa, revelando um lado não contado nas escolas. Assim, ele traz à tona mistérios, fatos engraçados, emocionantes e inusitados envolvendo nossos livros e autores. 

Dos cronistas do descobrimento aos autores contemporâneos, os escritores brasileiros são apresentados a partir de uma perspectiva incomum, tirando-os de um pedestal e do posto de intocáveis e tornando-os mais humanos com suas aventuras e desventuras.

O auto, Marcel Verrumo | Foto: Divulgação 

Por exemplo, você sabia que a carta de Pero Vaz de Caminha - o texto inaugural da literatura brasileira - foi escrita para livrar um ladrão do exílio? Sabia que um dos nossos poetas fez uma promessa à Virgem Maria para conseguir continuar virgem (José de Anchieta)? E que o casal retratado em um poema, que é referência na literatura, acabou unindo-se postumamente, sendo enterrado junto (Poema Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga)? 

Ao todo, 50 curtos capítulos traçam a trajetória da Literatura nacional de uma forma criativa e entusiasmada. Também são apresentadas particularidades que poucas pessoas conhecem, como os primeiros livros nacionais de ficção científica e as primeiras obras literárias eróticas escritas no país. E, a fim de instigar a leitura, o autor ainda sugere boas indicações e referências de outros livros e autores para que o leitor se aprofunde no escritor de seu interesse.  


Sobre o autor

Marcel Verrumo é jornalista, professor universitário e pesquisador acadêmico, tendo se especializado nas áreas de Literatura e Arquitetura. Já publicou em revistas como SUPERINTERESSANTE, Aventuras na História, Mundo Estranho, Arquitetura & Construção, dentre outras. Em 2016, venceu o Prêmio Abril de Jornalismo com uma reportagem em HQ sobre o escritor-escravo Baquaqua. Mestre em Comunicação pela Unesp, desde 2007 realiza pesquisas sobre repórteres-cronistas que transitam entre o jornalismo e a literatura. Atuou como Professor convidado de Pós-graduação na FAAP.



terça-feira, 10 de outubro de 2017

Mês das crianças: Luara Faria fala sobre como organizar quarto infantil

Da Redação 

Outubro é o mês das crianças e, para começar bem o mês, a personal organizer Luara Faria dá dicas para pais de primeira viagem e, também, para os que aguardam a chegada de mais um filho, organizarem o quarto dos pequenos sem transtornos.

Manter o quarto infantil organizado não é tarefa fácil, com a chegada do primeiro bebê é necessário pensar na distribuição dos móveis e na divisão interna dos mesmos, para que acomodem roupas, fraldas, brinquedos, calçados e demais itens de maneira prática e sem oferecer riscos aos pequenos.

Dormitório deve ser repensado para os bebês | Foto: Divulgação

Com a chegada do segundo filho, muitas vezes, é necessário repensar o espaço. O quarto que antes era de um passa a ser de dois, ou até mesmo de três ou mais, no caso de gestações múltiplas.

O fato é que pais e crianças precisam de espaço e de segurança e, nessas horas, ninguém melhor do que uma personal organizer para “botar ordem na bagunça”. Luara Faria que é adepta ao método Montessori, que valoriza a capacidade de autoeducação das crianças, revela que na grande maioria dos casos, os pais que contratam o serviço de organização para quarto dos seus filhos prezam, principalmente, pela organização de brinquedos e pela autonomia dos filhos.

Confira as sugestões da profissional para atingir esses objetivos:

Brinquedos sem bagunça – A atividade preferida das crianças deve ser incentivada nesse espaço e, para os pais que fazem questão da participação dos filhos na hora de guardar e organizar os brinquedos utilizados na hora da brincadeira, o ideal é manter recipientes adequados para o armazenamento de peças de diferentes tamanhos.  Luara explica que não adianta guardar tudo em um grande baú, onde as peças pequenas ficariam esquecidas no fundo do móvel. O ideal é que brinquedos pequenos sejam categorizados e armazenados em cestos plásticos sem tampa ou caixas transparentes, onde a criança consiga visualizar os objetos guardados.

Objetos sempre à mão – Livros e brinquedos dentro de caixas ou no alto dificultam o acesso da criança, o ideal é que eles fiquem ao alcance das mãos, para incentivar o manuseio. O mesmo vale para cabideiros de parede, deixá-los na altura dos pequenos facilita na organização de roupas que podem ser utilizadas mais de uma vez, como casacos ou uniforme escolar.

Quarto setorizado – No caso de quartos de bebês é possível organizar as roupas e brinquedos por faixas etária, nos armários divisórias de cabides com marcações ajudam os pais a identificar as roupas que servirão nos filhos por fase, evitando que as peças passem despercebidas e deixem de ser utilizadas. Para quartos compartilhados, a dica é subdividi-lo pelo número de crianças, mesmo que haja apenas um guarda-roupas é preciso preservar a individualidade de cada filho, separando roupas e até mesmo brinquedos. Para filhos únicos, essa subdivisão pode ser feita por área, destinar espaços exclusivos para brincadeira, estudo e vestuário, ajudará a criança a se organizar e a manter o espaço organizado

Identificação e organização – Crianças precisam ser instruídas, isso vale até mesmo para os mais pequenos. É comum que uma criança se sinta perdida e desmotivada na hora da organização, se não tiver a orientação adequada por parte dos adultos. Para facilitar a tarefa, você pode colocar tags ou adesivos nos recipientes onde cada coisa deve ser guardada. Se a criança ainda não for alfabetizada, a opção é substituir palavras por imagens que o ajudem a identificar as peças que devem ser guardadas.

Marcenaria planejada – Os móveis escolhidos para os quartos infantis também podem contribuir para a organização. Guarda-roupas bem divididos com prateleiras, cabideiro e gavetas ajudam na hora de separar e armazenar os objetos infantis. Camas baú ou com gavetas, são muito úteis para guardar o enxoval; prateleiras e nichos ajudam a expor e deixar sempre à mão, objetos de uso frequente; e manter uma escrivaninha ou mesa em um dos cantos do quarto, podem ajudar na hora do estudo.

Organizado e seguro – segurança é uma das grandes preocupações quando se fala em quarto infantil. Os cuidados básicos incluem: afastar móveis e objetos onde a criança possa subir ou se apoiar de janelas, acoplar cantoneiras nas quinas dos móveis e utilizar protetores específicos em tomadas, afastando o risco de choque.



Asma é uma das principais causas de internação entre crianças e idosos

Da redação

A asma é uma inflamação crônica das vias aéreas, que provoca estreitamento da passagem do ar nos pulmões, dificultando a respiração. Ela pode aparecer em pessoas de qualquer idade e, também, em qualquer época do ano. Segundo a pediatra especialista em alergia e imunologia do Docway, Priscila Moraes, a asma é uma das importantes causas de internação, principalmente em crianças e idosos. A asma não tem cura, mas tem controle, permitindo vida normal a seus portadores. 

A doença pode ser alérgica ou não | Foto: divulgação
Então, a especialista explica que a asma pode ser alérgica ou não, dependendo do tipo de resposta imunológica. “No caso da asma alérgica, o organismo cria anticorpos contra os agentes agressores, chamados alérgenos, os mais comuns são os ácaros (presentes na poeira caseira), cães, gatos e os fungos. Já a asma não alérgica também pode ser provocada por estímulos externos, como fumaças e cheiros fortes, mas por fatores irritativos, sem criar anticorpos contra isso”, detalha.

A asma pode ter manifestações diferentes nas crianças e nos adultos, pela diferença anatômica, pela exposição aos agentes externos e pela própria imunidade.  Assim, a asma nas crianças tem como principal fator desencadeante as infecções das vias aéreas, e tendem a melhorar com a idade, já que vão ficando mais resistentes a infecções. No caso dos idosos, o pulmão pode estar comprometido com outros agentes agressores ao longo da vida, como a poluição, fumaça de cigarro, e a asma tende a ser mais persistente, piorando com estímulos irritativos.

“Os principais sintomas da asma são chiado, tosse, falta de ar, aperto no peito e cansaço aos esforços. Esses sintomas variam de intensidade ao longo do tempo, dependendo de fatores desencadeantes. Um importante aliado no combate a asma são os broncodilatadores, popularmente chamados de ‘bombinhas’, que ajudam na melhora desses sintomas após o uso”, comenta a Dra. Priscila. Atenção especial deve ser dada também aos idosos, que não percebem bem esses sintomas, pois acreditam ser normais para a idade. Crises de tosse, falta de ar aos menores esforços e despertares noturnos são sinais de alerta. Já as crianças apresentam alguns sinais, que podem ser identificados antes que se agravem, para que o atendimento adequado possa ser feito o mais rápido possível. “Crianças com sinais de desconforto respiratório apresentam batimento da asa do nariz, retração muscular nas costelas, aumento da frequência respiratória e chiado no peito. Quando conseguimos identificar o início da crise, podemos evitar o agravamento dela”, explica a médica.

Segundo a médica, existem os tratamentos de alívio, que são aqueles de resgate no momento da crise, e os tratamentos a longo prazo, para reduzirem a inflamação dos pulmões. “Para alívio, são usados broncodilatadores de curta ação, que agem no momento da crise, como o salbutamol e o fenoterol. Dependendo da intensidade e frequência dos sintomas, é importante o tratamento com corticoides inalatórios, associados ou não a broncodilatadores de ação longa. Como exemplo, temos a budesonida e a fluticasona, que podem vir associados com formoterol ou salmeterol. Outros tratamentos também estão disponíveis, para casos mais graves”. Para os casos de asma alérgica, também existe a possibilidade de fazer imunoterapia, que é a "vacina" contra alérgenos, indicada após testes comprovatórios da alergia. “É sempre importante avaliação médica para determinar qual cada caso”, complementa a especialista.

Para amenizar os sintomas da asma, é fundamental seguir algumas dicas básicas, como manter-se longe do cigarro. “Se você fuma e seu filho tem asma, evite fumar perto da criança ou dentro de casa, se você tem certa idade e sofre com ela, é bom parar de fumar. Mantenha a casa limpa, para afastar possíveis desencadeantes das crises. Boa ventilação e exposição solar ajudam a renovar o ar e diminuir a chance de ter mofo no ambiente. Prefira passar pano úmido invés de varrer a casa. Aspiradores de pó com filtro de água ou filtro HEPA são melhores para reter ácaros”, sugere a médica. Outro ponto importante é manter a vacinação em dia, pois pessoas com asma tendem a apresentar mais complicações.



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Acabar com o sedentarismo infantil é possível

Da redação

As antigas brincadeiras de rua, que estimulavam o movimento das crianças, foram substituídas há alguns anos pela diversão virtual. Essa mudança de hábito é uma das causas do desenvolvimento e aumento da obesidade infantil em todo o mundo. Para reverter esse quadro, estimular a prática de atividade física é uma importante alternativa.

Exercício físico e acompanhamento nutricional é importante no combate à obesidade infantil | Foto: Reprodução
A cardiologista infantil e médica do exercício e do esporte do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Silvana Vertematti, ressalta que a identificação e diversão durante uma atividade são fatores primordiais para a aderência da criança a um novo estilo de vida.

Porém, o processo não depende somente de um lado. Os pais e a escola devem participar dessa iniciativa, apresentando diferentes opções de exercícios. A médica explica que este trabalho é equivalente à introdução alimentar, na qual merece mais de uma tentativa, mas nunca forçando situações indesejadas.

A escolha do exercício não é uma questão simples quando se trata de crianças acima do peso. “Com a criança obesa, devemos tomar cuidado com a escolha do exercício. Além da possibilidade de não se identificar, atividades de grande impacto podem causar problemas musculares e nas articulações devido ao peso", complementa.

As atividades que geram fortalecimento muscular e com um bom componente aeróbico são as mais indicadas. De acordo com a especialista, uma ótima opção é a natação, por conseguir unir diferentes benefícios. "Trata-se de um excelente exercício, porque exige força, gasto de energia e, por outro lado, não apresenta nenhum impacto pelo fato de ser realizada na água."

Dados recentes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) mostram que aproximadamente 7,3% das crianças menores de cinco anos estão acima do peso, e as meninas são as mais afetadas: 7,7%.

Silvana pontua ainda que o excesso de peso na infância, em longo prazo, pode desencadear problemas cardiovasculares e doenças crônicas degenerativas, como a síndrome metabólica, diabetes, hipertensão e arteriosclerose. "Fazer atividade física ajuda a criança a crescer ativa, fortalece ossos e articulações e ajuda a controlar o peso", salienta. No caso específico das crianças obesas, o acompanhamento nutricional aliado ao exercício físico é fundamental".



A volta da marmita: brasileiros apostam na alimentação caseira, aponta pesquisa

Da Redação

Tendência para alguns, resgate de um velho costume para outros, a boa e velha marmita voltou com tudo e está cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros.  E, embora sua maior vantagem seja a economia, a famosa quentinha não voltou para o cardápio somente em virtude do orçamento apertado: com a crescente onda fitness e maior preocupação com a qualidade da alimentação, levar comida caseira para o trabalho, faculdade ou academia tem sido uma alternativa para melhorar a saúde. É o que aponta uma pesquisa exclusiva, realizada pela Banca do Ramon, um dos empórios mais tradicionais do Mercado Municipal de São Paulo. De acordo com seu levantamento, mesmo entre aqueles que possuem maior poder aquisitivo, a alimentação caseira é apontada como a escolha mais benéfica. E, segundo especialistas, quando bem elaborada a estratégia pode, de fato, dar aquela forcinha na dieta.

Mais que economia
É indiscutível que muitas vezes a marmita volta para o cardápio devido ao orçamento apertado. Números do último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF 2008-2009) indicam que as refeições fora de casa representam mais de 25% dos gastos com alimentação. Logo, em tempos nos quais a inflação afeta, principalmente, o preço dos alimentos, buscar formas de cortar gastos é essencial. Contudo, atualmente, apostar na alimentação caseira não tem sido exclusividade daqueles que desejam economizar: de acordo com a pesquisa “Do essencial ao Gourmet - O que os brasileiros pensam sobre alimentação saudável e produtos premium”, mesmo entre aqueles que ganham acima de cinco salários mínimos, o hábito (fazer refeições no lar/levar marmita de casa) não só é predominante como também é apontado como a escolha mais saudável por quase 40% dos entrevistados com renda familiar elevada. No geral, considerando todos os 1360 participantes, mais de 85% aponta esse tipo de refeição como a mais frequente e também como a melhor pedida.
Marmitas estão em alta | Foto: Divulgação 

Comida de verdade
Agora, deixando de lado o fator “orçamento”, existem outros pontos que podem explicar o ressurgimento das marmitas: a preocupação com a saúde e, claro, o paladar exigente desses consumidores. De acordo com a pesquisa, os brasileiros não só priorizam o sabor na hora de escolher alimentos (60%) como consideram a alimentação caseira, do dia a dia, como a verdadeiramente saudável.

Seu principal diferencial? A variedade, segundo os entrevistados. E, mesmo que muitos acreditem que não dá para ganhar da diversidade dos self services, a nutricionista Juliana Tomandl explica porque essa aposta pode, de fato, ser mais vantajosa: “Quando bem elaborada, a refeição caseira ou a marmita pode ter um valor nutricional muito mais elevado do que os alimentos oferecidos nos buffets de restaurantes. Embora muitos estabelecimentos também ofereçam “comida no estilo caseiro”, quando as refeições são preparadas e levadas de casa, é possível controlar muito melhor a ingestão de sal, de temperos industrializados, de carboidratos e de gorduras, por exemplo. Além disso, a pessoa evita as tentações típicas dos self services como frituras, salgadinhos, molhos... itens que, de pouquinho em pouquinho, vão deixando o prato mais calórico”.

Outro aspecto relevante, de acordo com a consultora da Banca do Ramon, é que dessa forma o indivíduo pode se reaproximar da “comida de verdade”, ou seja, diminuir o consumo de fast foods e alimentos altamente processados. “Com a marmita sempre à mão é possível ter uma alimentação nutritiva mesmo nos dias mais corridos. Assim, evita-se consumir refeições “industrializadas” que, embora muito práticas, são repletas de ingredientes nocivos à saúde, capazes de propiciar o ganho de peso, aumentar a inflamação do organismo e até mesmo elevar o risco de diabetes”.

Marmita fitness
Pegando carona na preocupação com a saúde, as famigeradas “marmitas fitness” também têm contribuído para que esse hábito esteja mais forte do que nunca. Popularizada pelos adeptos da malhação, seu conceito pode até ser o mesmo da quentinha convencional, mas o cardápio é bem diferenciado: ao invés da lasanha que sobrou do domingo ou do tradicional arroz com feijão, só entram alimentos estratégicos: funcionais, termogênicos, detox, de baixo índice glicêmico, vegetarianos e por aí vai... Além disso, ficam de fora ingredientes gordurosos, alergênicos ou pouco tolerados (glúten, lactose, carboidratos e até mesmo algumas proteínas), tudo em nome da boa forma. E seu público alvo é grande – a pesquisa rastreou, inclusive, que quase 18% dos entrevistados consideram este tipo de alimentação a mais saudável.

Contudo, segundo a Dra. Tomandl embora a “marmita fitness” possa, de fato, ser uma aliada do plano de emagrecimento, é preciso ter cuidado antes de seguir esse estilo “Atualmente, com um apelo tão grande para a perda de peso, as pessoas buscam soluções prontas e esse tipo de marmita se tornou até mesmo um negócio. Mas, geralmente, elas se atentam somente para a quantidade de calorias, sem verificar o valor nutricional das refeições. Como a necessidade nutricional pode variar muito de pessoa para pessoa, é fundamental buscar orientação médica antes de fazer mudanças bruscas na dieta, pois um cardápio pode até ser fit, mas se não for equilibrado não promoverá uma perda de peso saudável e muito menos sustentável”, explica. 

Segredo é o equilíbrio
E se a marmita voltou em nome da saúde, a nutricionista afirma que a fórmula para não errar é buscar sempre o equilíbrio “É a mesma regra do prato saudável: a refeição deve ser colorida e contar com todos os macronutrientes, ou seja, deve ser composta por carboidratos, proteínas, gorduras boas e fibras. Um bom exemplo é o clássico: arroz com feijão, uma porção de carne e uma saladinha – esse prato oferece praticamente todas as vitaminas e sais minerais que o corpo precisa”. E se a preocupação é com a balança, Tomandl complementa: “Se o objetivo é reduzir calorias, por exemplo, basta diminuir a porção ingerida e atentar para o modo de preparo: priorizar alimentos cozidos no vapor ou assados, evitar as frituras, os cortes de carne gordurosos ou a utilização de temperos prontos, que “incham” o corpo. Dessa forma é possível ter uma alimentação balanceada, saborosa e ainda seguir firme na dieta sem grandes restrições”, conclui.



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Saiba mitos e verdades sobre a trombose

Da redação

Para marcar a semana em que é lembrado o Dia Mundial de Combate à Trombose (13/10), a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), por meio do Comitê de Trombose e Hemostasia, lista as principais dúvidas sobre o coágulo sanguíneo responsável por causar obstrução e inflamação na parede do vaso, conhecida pelos médicos como trombose venosa profunda.

Exercitar-se ou fazer pequenas caminhadas previnem a trombose | Foto: Reprodução
1. É possível prevenir a trombose? Verdade. Além do acompanhamento médico, qualquer pessoa pode tomar medidas de prevenção. Muitas delas podem ser incorporadas no cotidiano, como por exemplo: exercitar-se ou fazer pequenas caminhadas regularmente; controlar o peso; evitar o cigarro; movimentar as pernas, após longos períodos sentado; usar meias elásticas no caso de insuficiência venosa, mas nesse caso sempre com orientação médica.

2. Apenas mulheres têm trombose? Mito. A incidência de trombose é igual para ambos os sexos quando não estratificado por faixa etária. Quando é avaliada apenas a faixa entre 20 a 40 anos, a incidência é um pouco maior nas mulheres exatamente pela maior exposição a fatores de risco, como os anticoncepcionais e gestações. 

3. Anticoncepcional é uma das principais causas? Mito. Existe uma correlação do uso dos anticoncepcionais com o tromboembolismo venoso. O aumento do risco relativo de trombose associado a estes é de duas a sete vezes maior, quando comparamos mulheres da mesma idade que usam versus aquelas que não fazem uso. O vilão da história é o estrógeno, que interfere no equilíbrio da coagulação favorecendo a formação de trombose.

4. Dor é um dos sintomas?  Verdade. Os membros inferiores são as regiões do corpo mais comuns de surgimento de trombose e os principais sintomas são o edema (inchaço), a vermelhidão, a dor e o calor local, além da dor nas pernas.

5. Exame de imagem é essencial para o diagnóstico? Verdade. É imprescindível a realização de um método de imagem sempre quando há suspeita clínica para confirmar e localizar o coágulo.

6. Gestantes podem desenvolver trombose? Verdade. O corpo da mulher passa por uma série de mudanças durante a gravidez. O organismo se prepara para a situação do parto, aumentando as substâncias pró-coagulantes no sangue. O resultado é um risco seis vezes maior de trombose durante a gestação. No período pós-parto, aproximadamente 40 dias após dar à luz, esse risco chega a ser 15 vezes maior.

7. Existem fatores de risco? Verdade. Entre os fatores relacionados à trombose arterial e venosa estão antecedentes familiares de eventos trombóticos, tabagismo, aterosclerose, hipertensão arterial; no caso da venosa, antecedentes familiares de eventos trombóticos, idade, cirurgias gerais, traumas, cânceres, uso de contraceptivos orais, terapia de reposição hormonal, entre outros.




quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Pesquisa aponta que músicas sentimentais podem melhorar o humor ao dirigir

Da redação

A Ford encomendou uma pesquisa ao Spotify e à Universidade de Nova York para saber como ouvir música no carro afeta o humor do motorista e fez algumas descobertas surpreendentes. Uma delas é que temas tristes ou melancólicos, como “Back to Black”, de Amy Winehouse, “Sorry”, de Justin Bieber, ou “The Winner Takes it All”, do Abba, podem ajudar a começar o dia com uma carga de energia que dura até duas horas.

O que essas músicas têm em comum é a combinação de uma batida rítmica forte com uma sensação melancólica que, segundo a pesquisa, muitas pessoas preferem ao dirigir – ouça a lista aqui. O estudo faz parte do trabalho da Ford para aprimorar a experiência sonora dentro dos veículos, com a evolução de vários aspectos técnicos. O Novo EcoSport, o utilitário esportivo com melhor conforto acústico da categoria, é um exemplo desses avanços.

Para filtrar ruídos indesejados na cabine o EcoSport traz refinamentos na estrutura da carroceria, na suspensão e no isolamento acústico, com para-brisa acústico, estrutura de portas reforçada, defletores aerodinâmicos e materiais absorsivos no capô e nas portas. A partir dessa base a engenharia da Ford desenvolveu um sistema de som avançado, integrado à central multimídia SYNC, que extrai a máxima qualidade sonora do habitáculo em versões com seis, sete ou nove alto-falantes.

“Sabemos a importância de ter um ambiente acústico de qualidade dentro do veículo, seja para ouvir música, conversar, usar os comandos de voz do sistema SYNC ou simplesmente aproveitar o silêncio”, diz o supervisor de Sistemas de Áudio e Multimídia da Ford, Jayarama Santana.


Energia e valência

No estudo patrocinado pela Ford, os cientistas identificaram duas características-chave da música que influenciam o humor: a “energia”, batida e tempo do som; e a “valência”, sua profundidade, emoção e sentimento. Juntos, esses elementos podem servir como um tônico para animar até a viagem mais monótona.

Na pesquisa, motoristas de vários países da Europa ouviram listas de músicas selecionadas com diferentes combinações de “energia” e “valência”. O seu humor foi conferido por meio de questionários respondidos antes, imediatamente depois e em intervalos de uma hora, após dirigir de manhã.

As trilhas com uma batida energética e alegre, com “alta valência”, funcionaram bem, mas as trilhas tristes, usando a escala menor de notas musicais, com “baixa valência”, mostraram a mesma popularidade.

“Em toda a pesquisa, músicas com um alto nível de energia deixaram nossos testadores empolgados para enfrentar o dia”, diz Amy Belfi, neurocientista cognitiva da Universidade de Nova York, especialista em efeitos da música no cérebro. “Mais intrigante é que, longe de ter de ser alegres, as músicas mais propensas a ter um efeito positivo também podem ser reflexivas e melancólicas. Ou seja, as músicas ‘tristes’ podem realmente nos fazer sentir bem sobre nós mesmos. Elas podem nos lembrar, por exemplo, de experiências difíceis que superamos e com as quais aprendemos.”

Já o assessorou o projeto do Spotify, Koppel Verma, diz que no experimento eles focaram em como a  energia e valência da música podem afetar o humor ao longo do dia. “Esse estudo mostrou que não são só músicas pop felizes e energéticas que funcionam de manhã. Quando analisamos as listas de reprodução de motoristas, descobrimos que muitas tinham um número alto de músicas melancólicas. Pesquisas anteriores já mostraram que a viagem da manhã é um período importante e agora podemos usar nossos dados para ajudar o motorista a preparar seu humor para o resto do dia”, finaliza Verma.


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Ansiedade na infância pode ser patológica

Da redação

Pesadelos frequentes, recusa em ir à escola, medo que os pais morram, queixas de dores de cabeça ou musculares. Estes podem ser sintomas de um dos transtornos da ansiedade mais comuns da infância e adolescência: O Transtorno de Ansiedade da Separação (TAS), que atinge de 3 a 5% das crianças.  

Segundo a neuropediatra e cofundadora da NeuroKinder, Karina Weinmann, o Transtorno da Ansiedade da Separação é uma reação anormal a separação dos pais, familiares ou cuidadores. "A separação pode ser real ou imaginária. Entretanto, há um impacto importante nas atividades diárias, assim como no desenvolvimento cognitivo e social. Normalmente, o pico ocorre entre os sete e nove anos de idade".

Normal x patológica
A médica alerta que é preciso muito cuidado para não confundir a ansiedade da separação, que faz parte do desenvolvimento infantil, com o Transtorno da Ansiedade da Separação. "A ansiedade da separação faz parte dos marcos do desenvolvimento e trata-se de um comportamento evolutivo fundamental. O pico acontece entre nove e trezes meses de idade quando o bebê percebe que é um indivíduo e não mais a extensão do corpo da mãe. Nessa fase o bebê pode chorar mais, sentir medo do abandono e só se acalmar com a presença materna ou paterna, por exemplo", explica Karina.

Já o Transtorno da Ansiedade da Separação costuma aparecer em crianças mais velhas, normalmente na idade pré-escolar. "Consideramos um transtorno quando a ansiedade está além do esperado para o nível de desenvolvimento da criança. Além disso, precisa durar mais de quatro semanas e se desenvolver antes dos 18 anos. Para o diagnóstico também são levados em conta o sofrimento e os prejuízos acadêmicos, sociais e cognitivos", diz a neuropediatra. 

Medo irracional
"As crianças e adolescentes com o Transtorno da Ansiedade da Separação apresentam uma série de sintomas físicos, emocionais e comportamentais quando se separam dos pais ou cuidadores ou quando precisam sair de casa. "Percebemos o medo recorrente de que os pais morram, fiquem doentes, desapareçam ou os esqueçam na escola, etc. O medo é excessivo, gerando preocupação com doenças, acidentes e morte o tempo todo", explica Karina.  

Esse medo da separação impacta diretamente na frequência escolar. Essas crianças costumam faltar muito a escola, não conseguem dormir sozinhas e podem apresentar dores de cabeça, estômago, enjoos e vômitos, principalmente nos momentos em que a separação é eminente.  O sofrimento é muito grande, pois eles imaginam que algo ruim vai acontecer com eles ou com os pais e que o reencontro não vai ser possível.

Piora do quadro
Eventos estressantes, como mudança de escola, de cidade, chegada de um irmão, separação dos pais e perdas de familiares são importantes fatores de risco para a piora do quadro. "É importante que os pais entendam que os sintomas podem se intensificar de acordo com a situação vivida.

Neste ponto, a criança irá perseguir os pais dentro de casa e pode ter crises de choro e desespero quando os pais saem para trabalhar ou ainda quando o horário de ir à escola se aproxima. Frequentemente, são crianças e adolescentes que costumam ligar inúmeras vezes para os pais para saber onde estão", diz a neuropediatra. 

Tratar é importante 
Estima-se que 30% dos casos de TAS irão persistir na vida adulta, se não tratados. O transtorno tem um impacto importante nas interações sociais, já que a criança pode se isolar socialmente. Isso compromete o desenvolvimento das habilidades sociais, por exemplo. É um preditivo de transtornos psiquiátricos adultos, especialmente o transtorno do pânico.  Além disso, há outras doenças associadas ao TAS, como o Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG) e a fobia específica. 

Psicoeducação e Terapia Cognitiva Comportamental
"O tratamento é individualizado, porém a educação é parte fundamental da terapêutica. "Os pais e a criança ou o adolescente precisam conhecer melhor o Transtorno da Ansiedade da Separação e isso é feito por meio da psicoeducação. Além disso, ensinamos os pais a como gerenciar os comportamentos para criar um ambiente adequado e oferecer suporte para que a criança supere os sintomas", comenta Karina.  

Outra abordagem importante é a recomendação da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), sendo atualmente o tratamento com mais evidências de eficácia para tratar os transtornos da ansiedade na infância em curto e longo prazos.




sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Adoçante ou açúcar, o que é melhor para a saúde?

Da Redação

Frequentemente encontramos informações sobre os benefícios de diversos ingredientes, porém nem sempre elas consideram todas as questões levantadas pela comunidade acadêmica. Por isso, muitas vezes há a impressão de que um mesmo alimento transita entre o papel de herói e vilão. Isto é o que vem acontecendo com o açúcar e o edulcorante. Usados com a mesma finalidade (adoçar), são substâncias diferentes e erroneamente colocadas em comparação. 

A nutricionista Marcia Daskal, da Recomendo Assessoria em Nutrição, explica que a sacarose, mais conhecida como “açúcar de mesa”, é um carboidrato simples, composto por glicose e frutose, natural da cana-de-açúcar ou de outros vegetais (como a beterraba ou o coco), sendo responsável pelo fornecimento de energia. Já os adoçantes são variadas substâncias não-calóricas com maior poder de dulçor, produzidas a partir de fontes naturais ou artificiais. “De maneira geral, eles têm poder adoçante de 100 a 500 vezes maior do que o açúcar e, por isso, podem ser utilizados em menor quantidade. Possuem uma quantidade desprezível de calorias, enquanto o açúcar, como qualquer carboidrato, fornece quatro calorias por grama”, comenta a nutricionista.

Foto: Reprodução

Essas são razões para que o edulcorante seja considerado mais saudável por grande parte da população, pois não fornece calorias e adoça. Porém, isso não pode ser considerado como uma verdade absoluta. “Não há evidências científicas sobre a existência de características mais ou menos saudáveis de um ingrediente para o outro”, ressalta. “Também é necessário enfatizar que os adoçantes são utilizados em preparações que podem ter calorias de outros ingredientes. Isto é, ele não traz calorias adicionais, mas não tira as calorias de um suco, um bolo, um pudim ou um chocolate, por exemplo”, completa Marcia.

A substituição

Os edulcorantes são comumente utilizados na substituição da sacarose com o objetivo de reduzir o valor calórico dos alimentos e bebidas. No entanto, essa substituição não necessariamente garante uma redução de calorias, já que alguns produtos têm uma maior quantidade de gordura na formulação. Assim, algumas pessoas aumentam o consumo dos alimentos light e podem comer até mesmo mais calorias. No controle do peso, ambos podem ser utilizados, pois o importante é a alimentação como um todo.

Os profissionais da saúde costumam indicar o uso de edulcorantes para os diabéticos, já que os adoçantes não requerem insulina para sua absorção. Isto não quer dizer que diabéticos não possam consumir açúcar, desde que com orientação e acompanhamento de nutricionista e médico, a critério do profissional de saúde.

Em teoria, a atitude de dispensar bebidas e alimentos açucarados e substituir por versões com esses outros tipos de adoçantes não resolveria o problema relacionado ao balanço energético. “Nossa sociedade foi educada a pensar que engordamos apenas quando consumimos mais calorias e, inversamente, emagrecemos quando ingerimos menos alimentos. A questão é muito mais complexa e essa substituição não traz resultados imediatos. Junto com a alimentação, é necessário mudar o estilo de vida”, afirma o educador físico Marcio Atalla.

Atividade física

A relação do uso do açúcar e do adoçante para quem pratica atividades físicas também gera muitas dúvidas. O ideal é ter em mente que a combinação entre dieta equilibrada e atividade física regular é sempre a melhor base para se viver de forma saudável e evitar doenças.

Para quem se exercita regularmente, o consumo de açúcar ou adoçante também depende de um amplo contexto. Para um atleta, o consumo de açúcar pode ser necessário, dependendo do tipo, duração e intensidade da atividade física. “A recomendação é ingerir um carboidrato simples no pré-treino, pois vai dar energia para fazer os exercícios propostos. Sendo assim, uma fruta ou um pão com geleia são boas opções. Para depois da atividade, recomenda-se ingerir um carboidrato e uma proteína, sendo que a última ajudará na construção dos músculos. Não há uma regra certa, mas é essencial se alimentar antes e depois do treino”, comentou Marcio Atalla.

O cardiologista e nutrólogo do Instituto Dante Pazzanese, Dr. Daniel Magnoni, salienta ainda que, em média, 73% da população que consome açúcar e pratica atividade física está com o peso adequado. “Isto reforça o conceito errôneo de ‘vilanizar’ ingredientes, além de comprovar a possibilidade do uso de açúcar dentro de um estilo de vida balanceado”. 

Cultura

O consumo de ingredientes também passa por questões sociais e culturais, pois escolher o que se deve comer está aliado a diversos símbolos. Para o antropólogo Raul Lody, alimentar-se vai muito além de apenas saciar a fome. "Para o brasileiro, o açúcar é uma referência não só cultural, mas também emocional, visto que está presente no trajeto das relações sociais, como nascimento, aniversários, casamento e outras motivações. Sempre haverá um doce como um marco gastronômico nos diferentes momentos de sociabilidades”.

Além dessa questão, é fundamental entender que não existe um tipo de adoçante que seja mais ou menos saudável do que outro, ou ainda mais vantajoso que o açúcar. “As principais agências reguladoras de alimentos, como o FDA, aprovam o uso de seis adoçantes diferentes e ainda incentivam o uso de açúcar para aqueles que o preferem”, reforça Daniel Magnoni.

Portanto, a ausência de açúcar ou o uso constante do adoçante não torna a alimentação mais saudável, pois o que importa é a forma e a quantidade com que o ingrediente é consumido e de que maneira isso se encaixa no estilo de vida de cada pessoa – que não é definido por um ou alguns ingredientes consumidos isoladamente. Saúde e bem-estar dependem de um extenso conjunto de fatores, imprescindivelmente acompanhados e orientados por especialistas, caso a caso.  

Sobre a Campanha Doce Equilíbrio

A Campanha Doce Equilíbrio, é uma iniciativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e tem como objetivo promover a informação sobre o equilíbrio na alimentação e estilo de vida.

Equalizando o debate sobre o açúcar como componente que pode e deve fazer parte de uma vida saudável, a campanha visa o bem-estar da sociedade.

Nas plataformas de blog, Facebook e Instagram, o público pode acompanhar e participar interativamente dos conteúdos relacionados ao universo do açúcar.



quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Prática de kung fu traz diversos benefícios

Por Vitor Lima

Equilíbrio, autoconfiança, qualidade de vida e longevidade. Esses são apenas alguns dos benefícios que os praticantes do kung fu garantem que a arte marcial lhes proporcionou. A história do kung fu é milenar e, portanto, difícil de ser contada. Existem várias versões sobre sua origem, mas, em geral, os registros históricos dão conta que a arte existe há mais de 2 mil anos e foi criada por monges chineses e indianos que, a princípio, criaram a técnica para se defenderem de animais. 

Luiz é ex-atleta e o proprietário do local | Foto: Hugo Silva

Atualmente, a prática é vista por muitos como apenas um esporte. Porém, adeptos do kung fu ressaltam que a prática da arte marcial envolve diversos outros conceitos e princípios de vida. 

Um dos principais símbolos da cultura chinesa, a arte resistiu aos anos e encantou os olhos do piauiense Luiz Leonardo de Sousa. Ainda na adolescência, Sousa tentou começar a praticar a modalidade, mas, como em sua região não havia locais especializados na arte, o piauiense começou a treinar karatê. Aos 18 anos, quando mudou-se para São Paulo, Sousa iniciou a prática do kung fu tradicional. Ele aperfeiçoou-se na arte e virou atleta. Durante sua trajetória, o piauiense acumulou diversas conquistas em campeonatos realizados na China. Entre elas, destaca-se o título de campeão mundial da modalidade. 

Foto: Hugo Silva
Hoje, aos 43 anos, o ex-atleta comanda a academia Li Fei Lin, no Parque das Nações, em Santo André. “(A academia) foi fundada com o propósito de transmitir o verdadeiro kung fu tradicional, ou seja, transmitir de forma correta, com respeito e responsabilidade sem distinção de raça, cor, religião ou sexo. Nós acreditamos no que ensinamos”, sintetiza o proprietário do local.

A academia foi criada em 2002 e está no atual endereço desde 2009. Além do kung fu, o local – que é filiado junto a Federação Paulista de Kung Fu e a Confederação Brasileira de Kung Fu (CBKW) – oferece aulas de tai chi chuan, de dança circular e arte terapia (esta última modalidade voltada para idosos). Os alunos, além de participar de eventos nacionais e internacionais, podem receber aulas de reforço escolar, de língua chinesa e têm a possibilidade de fazer parte de programas de intercâmbio e turismo para a China. Constantemente, a academia também sedia palestras sobre saúde. 


Foto: Hugo Silva
O nome do local, aliás, é uma homenagem ao mestre de Sousa. “Nos meus treinamentos na China, na casa do meu mestre Li Fei Lin, ele sempre me transmite o que tem de melhor, não somente o marcial, mas principalmente o respeito pela vida e pelo próximo, e é dessa forma que transmitimos para todos os nossos alunos”, conta. 

Pan-Americano da modalidade

Entre 6 e 14 de setembro, ocorreu em São José, na Costa Rica, o campeonato Pan-Americano de Kung Fu Tradicional. Três atletas da academia representaram o Brasil na competição. O trio formado por Cynthia Sayuri, Nicoli Souza e Fátima Diniz regressou a Santo André com cinco medalhas na bagagem – duas de ouro, duas de prata e uma de bronze. 

Sousa comemora o resultado, mas faz questão de ressaltar os benefícios da modalidade. “O kung fu, é uma arte marcial completa, que além de proporcionar para o praticante corpo e mente saudável e forte, o prepara para a vida”, conclui. 

A academia Li Fei Lin fica na Rua Oratório, 1429, Parque das Nações, em Santo André. Tel.: 3439-9333 | Site: www.lifeilin.com.br.



Livro-reportagem aborda morte misteriosa na ditadura

Da Redação No ambiente sufocante do regime militar, o diplomata brasileiro Paulo Dionísio de Vasconcelos morre em circunstâncias mister...