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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Saúde bucal: é possível prevenir o dente envelhecido

Redação

Pode parecer difícil, mas é possível saber, olhando no espelho, qual é a idade que o dente aparenta. Especialistas do Grupo Ateliê Oral explicam que o dente de pessoas jovens, de 20 a 35 anos, deve ser rígido, ter uma ponta translúcida, e a engrenagem perfeita entre os dentes superiores com os inferiores, quando só os caninos se encostam e os outros dentes não, quando se fecha a boca. Essa condição só acontece quando possuímos o esmalte do dente rígido ou preservado.

Os dentes de uma pessoa jovem devem ser rígidos, ter uma ponta translúcida e a engrenagem perfeita entre os dentes superiores com os inferiores | Foto: Freepik

Já um dente envelhecido tem manchas e as pontas desgastadas, condição que deveria aparecer em pessoas com mais de 55 anos de idade, mas está se tornando cada vez mais comum nos dias atuais, com o aumento no número de pessoas com dentes com mais idade biológica (aparência) do que a compatível com a idade real do indivíduo.

Isso se explica, segundo especialistas, pela falta de conhecimento sobre produtos específicos que podem endurecer o esmalte do dente e, ainda, pela falta do hábito da limpeza e consultas nas quais se analisa: o índice de placa bacteriana, a saúde da gengiva, da mordida e da mastigação.

O que um dente envelhecido causa? 

O dente envelhecido é aquele que tem a dentina exposta e as pontas desgastadas. Com o tempo, pela exposição da dentina, o dente envelhecido começa a manchar, apresentando a coloração amarela e depois marrom, muito por causa dos corantes do que comemos. Além disso, pela perda do volume do esmalte, eles vão se movimentando e os dentes de baixo invadem o espaço dos dentes de cima, começando a “lixar” e desgastar toda a arcada -- pesquisas apontam que mais de 90% das pessoas, no mundo inteiro, apertam ou rangem os dentes, o que potencializa o desgaste.

É um processo sem fim. Em cinco anos, por exemplo, um dente que tem uma pequena retração de gengiva, se não for tratado, pode ter a dentina muito mais exposta e pigmentada. O perigo não é a estética, mas o colapso bucal.

A boa notícia é que existem novas pastas dentais - compostas por fluoreto de amina - que ajudam a endurecer o esmalte do dente. Para os mais sensíveis, hoje existe a tecnologia CalSeal, desenvolvida para melhorar a resistência a alimentos ácidos, ideal para pacientes com sensibilidade. E para quem perdeu a guia de proteção dos caninos, o especialista conta que é possível restaurá-las com fragmentos de porcelana, devolvendo o esmalte e ajustando novamente o nivelamento dos dentes.

Para Marcelo Kyrillos do Grupo Ateliê Oral, o alerta para o Dia da Saúde Bucal (25 de outubro) é que: o fato de termos essa engrenagem bucal perfeita na juventude (quando só os caninos se encostam e todos os outros dentes não se tocam), não nos garante um sorriso  saudável com o passar dos anos, mesmo que o indivíduo não tenha cárie ou outra doença. “O ritmo de vida atual impõe mais tensão na mordida que, aliada ao uso de pastas dentais clareadoras (que são mais abrasivas) sem a recomendação adequada, ou de escovas de cerdas muito duras e alimentação ácida, causam o desgaste do esmalte. É preciso ficar atento”, frisa.

Ele alerta ainda que: “Não existe uma idade certa para os dentes começarem a sofrer desgaste. Realizar limpezas e a rotina de cuidados a cada seis meses, pode fazer com que você previna qualquer envelhecimento precoce do dente”, reforça.

 Dicas para preservar a idade biológica do dente 

1. Evitar fazer refeições com alto índice de acidez e escovar os dentes imediatamente. É indicado esperar 30 minutos para escovar os dentes depois de consumir ácidos, evitando, assim, a ação abrasiva das pastas dentais na superfície ainda amolecida do dente.

2. Evitar bebidas ácidas antes de dormir, quando os efeitos protetores da saliva estão reduzidos.

3. Usar placa protetoras para dormir e em momentos que desencadeiam tensão entre os dentes (durante exercícios físicos, por exemplo). Essa proteção é fundamental para prevenir o grande malefício de perda de volume de esmalte.

4. Priorizar o fio dental e a boa escovação, para evitar a pigmentação e as manchas dentais e as inflamações de gengiva.

5. Ficar alerta: a gengiva não deve sangrar jamais. Se sangrar, é forte indício de alguma doença.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Especialista fala sobre sensibilidade nos dentes, problema mais comum no inverno

Redação

A diferença drástica entre a temperatura do corpo humano, entre 36°C e 37°C, e do ambiente, que costuma ficar entre 10°C e 15°C durante o inverno, ou até menos em algumas regiões, pode ocasionar uma sensação de incômodo e dor nos dentes. Isso ocorre pelo resfriamento do esmalte, seguido da dentina, até atingir a polpa dentária (canal), uma área cheia de terminações nervosas, conforme explica o cirurgião-dentista e sócio-diretor do Grupo Ateliê Oral, Marcelo Kyrillos.

Outro fator que pode contribuir para um incomodo nos dentes superiores é a sinusite | Foto: divulgação 

"Essas terminações são rapidamente sensibilizadas pelo frio, que reagem transmitindo o impulso nervoso, que gera a sensação de dor", detalha Kyrillos. Segundo o especialista, qualquer pessoa pode estar suscetível a essa sensação de aumento da dor de dente na época mais gelada do ano, mas ela é mais frequente para quem respira pela boca, bem como naqueles que já sofrem de sensibilidade dentária.

"Há algumas opções de tratamentos para quem tem os dentes mais sensíveis, desde os mais simples aos mais avançados, como a fluorterapia, laserterapia, entre outros. Somente depois de um diagnóstico realizado por um profissional será possível conhecer o tratamento mais indicado", comenta o cirurgião-dentista.

Uma boa dica para não correr o risco de ter sensibilidade é evitar os agentes causadores. "Consumir menos alimentos ácidos, como laranja, limão, vinho, utilizar uma escova macia e não aplicar muita força na hora da escovação, a fim de agredir menos a gengiva pode ajudar bastante", recomenda Kyrillos.

Algum problema bucal, que deixe a dentina exposta ou sensível, como uma cárie mais severa ou outro tipo de trauma pode desencadear a dor de dente causada pelo ar frio.  "O primordial é descobrir o fator causador da sensibilidade para tratar o problema. Se for cárie, é preciso fazer uma restauração; se for fratura, arrumar o dente. No caso de retração gengival, conversar com o dentista para avaliar o melhor tratamento. Hoje também existem no mercado pastas para dentes sensíveis. Esses cremes preenchem os túbulos dentinários, ou bloqueiam a ação do nervo", relata Kyrillos.

Frio, sinusite e dor 
Outro fator que pode contribuir para um incomodo nos dentes superiores é a sinusite. Por estarem ligadas ao seio maxilar, as raízes dos dentes molares e pré-molares são afetadas sempre que a sinusite se manifesta, provocando um incômodo muito parecido com a dor de dente. O especialista explica que a dor é passageira e específica de uma situação, ou seja, assim que as causas sumirem, a dor deve ir embora junto.

Além disso, a alta incidência de gripes e resfriados no inverno - duas doenças virais que podem ser transmitidas pela boca e têm o ressecamento da cavidade oral como um de seus sintomas - interfere diretamente na saúde bucal . Para prevenir a contaminação, é recomendado não compartilhar até mesmo batons (e escovas de dente, claro!) e sempre higienizar a boca adequadamente.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Dentista esclarece dúvidas sobre o dente do siso

Da Redação

Dentes do siso são os últimos dentes a nascerem na gengiva. Eles costumam nascer (na maioria dos casos) entre 17 e 25 anos, por isso, são chamados de "dentes do juízo", por aparecerem próximo ao fim da adolescência, ou início da vida adulta. O dentista Roger Nishyama, da Lira Odonto, esclarece a seguir algumas dúvidas sobre o terceiro molar, como é cientificamente chamado.

 O dentista Roger Nishyama explica que vários fatores são avaliados para indicar a extração do dente do siso | Foto: reprodução 
Antigamente, a perda dos primeiros dentes acontecia muito cedo e o terceiro molar surgia como um apoio para manter uma boa atividade mastigatória. Mas, com o passar dos anos, da evolução na odontologia e melhoria na higiene bucal, os dentes passaram a ter maior durabilidade e os sisos perderam sua função inicial.

A maioria das pessoas possui quatro dentes do siso, sendo dois superiores e dois inferiores. Em alguns casos não há mais espaço para os sisos nascerem, então, há necessidade de extração.

Precisa esperar o dente nascer parar arrancá-lo: mito
Com a ajuda de radiografias é possível descobrir se há risco no nascimento de algum dos dentes de siso do paciente, caso ele esteja mal posicionado é possível agir realizando uma cirurgia de dentes inclusos ou retidos.

É normal não ter dentes do siso: verdade
Algumas pessoas não desenvolvem o terceiro molar, ele simplesmente não existe por fatores genéticos ou ele pode estar ali, mas não ocorre a sua erupção (não nasce).

Os sisos podem atrapalhar o alinhamento dos outros dentes:  controverso
Isto é muito controverso na literatura científica, não tendo sido comprovado que os terceiros molares criem uma força que cause apinhamento dos outros dentes da arcada. Por tanto, a indicação de extração do terceiro molar, unicamente para prevenir o apinhamento dentário não se justifica.

“Para indicar a extração deste dente, devem ser avaliados outros fatores, tais como o risco de cárie e de bolsa periodontal no próprio siso ou no dente adjacente, associação do siso a um cisto ou tumor, risco de pericoronarite (inflamação da gengiva que recobre o siso) ou pacientes que estão planejando fazer tratamento ortodôntico, por indicação do ortodontista”, explica Nishyama.

Não é recomendado retirar os sisos na adolescência: mito
O dentista indicará o melhor momento, mas nessa fase a raiz do dente ainda não está completa, o que facilita esse processo.

Para os casos mais complexos de cirurgia para retirada de dente do siso, há opção de sedação com analgesia inalatória. Trata-se do que chamamos de sedação consciente. É um método que promove a diminuição do estresse e ansiedade, extremamente seguro, previsível, de rápida recuperação podendo ser usado até mesmo em crianças.

Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...