terça-feira, 31 de outubro de 2017

Salão de beleza em Santo André reúne serviços distintos

Da redação

O MITö Studio, em Santo André, abriu as portas ao público em junho deste ano. Atualmente, além dos espaços tradicionais como a sala da noiva, estética e maquiagem, o salão de beleza conta com estúdio de tatuagem, barbearia e podologia, por exemplo. Em novembro, o MITö –em parceria com a clinica Magrass Santo André – sorteará R$ 500 em procedimento para os clientes que fizerem qualquer serviço. 

MITö oferece serviços para mulheres e homens | Foto: divulgação
No local, os homens contam com tratamento exclusivo. A barbearia fica num espaço totalmente separado do salão e os homens têm direito a uma cervejinha de presente, para aproveitar o momento. 

Já o local dedicado às madeixas femininas possui três lavatórios separados da parte de química e cortes. Atualmente, há uma equipe de quatro cabelereiros, além de manicures, maquiadores e esteticista.  Massagem relaxante e de pedras quentes também estão entre os serviços oferecidos. 

O MITö fica na Rua Rio Preto, 12, bairro Valparaiso, em Santo André. O horário de funcionamento é terça a quinta-feira das 09h às 19h, sexta-feira das 7h30 às 19h30 e sábado das 08h às 19h30.  Tel.: 4319-4555.



segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Exposição sobre origem dos nomes dos municípios está em cartaz no ABC

Da redação

A exposição Origem dos Nomes dos Municípios Paulistas foi  abertura ao público na última quinta-feira (26), no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Caetano do Sul. Na mostra – em cartaz até 27 de novembro - é possível descobrir, por exemplo, que 59 cidades do estado de São Paulo ostentam nomes de santos da Igreja Católica.  

Origem dos Nomes dos Municípios Paulistas surgiu a partir do livro homônimo, escrito em 2004, pelo jornalista e artista plástico Enio Squeff, em coautoria com Helder Perri Ferreira. 

Mostra fica em cartaz até 27 de novembro | Foto: Divulgação
A exposição é uma realização do Sistema Estadual de Museus de São Paulo (Sisem-SP), Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari  (ACAM Portinari) e Arquiprom, com parceria da IDBrasil e apoio da Prefeitura de São Caetano do Sul, por meio da Secult e Câmara Municipal.  

Representando o prefeito José Auricchio Junior na solenidade, a chefe de gabinete da Prefeitura, Marisa Catalão, destacou a importância da atividade como incentivo ao conhecimento. “É sempre salutar a realização de ações que agregam informação e lazer em nosso dia a dia”, diz. 

A coordenadora da Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico do Sisem-SP, Regina Célia Pousa Ponte, detalhou sobre o histórico da atividade. “Essa exposição teve origem no Museu da Língua Portuguesa e após o seu fechamento para restauração se tornou itinerante, percorrendo todo o Estado”.

“Desvendar a origem dos topônimos não exprime os mistérios das cidades, mas indica a poética possível da sua existência, o que inclui sua história e geografia”, argumenta Squeff, responsável pelo levantamento do nome dos 645 municípios e também curador da mostra.

A exposição conta com 70 metros quadrados, distribuídos em quatro contêineres/display, especialmente projetados para receber todo conteúdo expositivo. Um dos destaques são as telas touchscreen, nas quais o público pode criar “cidades ideais” – decidindo se elas ficarão no campo ou na praia, qual será a base da economia, arquitetura, entre outras características.

Com classificação livre e gratuita, a visitação à mostra ocorre de segunda a sexta-feira, das 09h às 17h. Agendamento de excursões e turmas escolares podem ser feitos pelos telefones: 4232-1237 e 4232-1294.






sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Especialista lista as principais mudanças provocadas no corpo da mulher durante a gestação

Da redação

A gravidez é uma fase determinante e especial na vida das mulheres. Acontecem importantes transformações, tanto físicas quanto emocionais, e isso pode trazer angústia, pois o cotidiano da mulher e das pessoas ao redor se altera drasticamente. Assim, a especialista em ultrassonografia ginecológica e obstétrica, Valeria Carbone, lista as principais mudanças provocadas pela gravidez das quais toda mulher pode vivenciar. 

Alteração de humor e dor nas costas são alterações que podem ocorrer | Foto: reprodução
Enjoos e excesso de sono
A progesterona é o hormônio presente na gestação, responsável por causar enjoos matinais e excesso de sono, além de salivação e alteração de humor. É importante lembrar que, embora muito comuns, esses sintomas variam de organismo para organismo, e a ausência deles não representam alerta.

Queda de pressão e aumento dos batimentos cardíacos
O aumento da vascularização na gestante, provocado pelo hormônio estrogênio, pode causar surtos de calor, rinite e ocasionar quedas de pressão. Sendo comum também o aumento dos batimentos cardíacos da mãe devido o aumento do volume de sangue corpóreo.

Diminuição de libido
Na fase próxima ao parto, o hormônio responsável pela produção de leite materno - prolactina – pode causar a diminuição da libido e o ressecamento vaginal durante a amamentação.

Dores e oscilação de humor
A partir do terceiro trimestre as adaptações do eixo de equilíbrio do corpo e o aumento de volume do útero podem causar dores no corpo – principalmente nas costas – e, consequentemente, a gestante apresenta maior irritabilidade, demonstrando oscilações de humor.

Baixa autoestima
Muito importante durante todo o processo da gestação, que a futura mamãe possa contar com o apoio constante de familiares, amigos e principalmente do companheiro, já que alterações indesejáveis podem ocorrer como: aumento de peso, oscilações de humor e surgimento de estrias, por exemplo.
Todo esse apoio é crucial para que sua autoestima não seja abalada.

Diabetes gestacional
Os hormônios produzidos em todo o período da gestação agem contra o efeito da insulina, podendo ocasionar diabetes gestacional – aumentando o nível de açúcar no sangue materno.

Cuidados e prevenções

A mais importante prevenção contra as alterações metabólicas e de todas as complicações já citadas anteriormente, é manter uma dieta balanceada, seguir as recomendações do médico obstetra e realizar o acompanhamento do pré-natal corretamente.


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Acumular objetos e animais pode se tornar um transtorno mental

Da redação

Você conhece alguém que gosta de acumular objetos, pegar todos os animais abandonados ou fazer coleções imensas de itens inusitados? Em caso positivo, preste atenção: essa pessoa pode ter o Transtorno da Acumulação (TA). A necessidade de coletar intencionalmente objetos ou animais e a dificuldade de se desfazer das posses, juntamente com problemas para organizar o ambiente em que mora, são as principais características do TA.

Esse transtorno psiquiátrico ficou mais conhecido do público em geral graças ao programa “Acumuladores Compulsivos”, exibido em alguns canais da TV a cabo. Assistir aos episódios pode ser uma experiência chocante, já que o TA leva à pessoa a conviver com lixo, animais mortos, sujeira, odores insuportáveis e uma infinidade de objetos sem utilidade, que acabam colocando a vida em risco e deixando a casa inabitável.   

Acumulação normal x patológica
Muitas pessoas podem guardar objetos que têm valor sentimental, ou ainda fazer coleções sem que isso seja uma doença. “O que diferencia o Transtorno da Acumulação de uma pessoa mais apegada aos bens materiais ou animas, por exemplo, é a gravidade do comportamento que pode levar a problemas com autoridades sanitárias, sofrimento psíquico, incapacidade para tralhar e isolamento social”, explica a psicóloga Carolina Marques, cofundadora da Estar Saúde Mental.

Origem pode estar na infância
As pesquisas indicam que a origem do acúmulo pode estar na violência física, doença mental dos pais e privação afetiva na infância, assim como na privação material em algum momento da vida. Mas, a manifestação é mais aparente na meia idade e segue um padrão: costuma afetar pessoas que moram sozinhas, não trabalham e estão acima do peso. Além disso, o TA é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres.

Tipos de acumuladores
Carolina explica que a acumulação tem diferentes perfis. “Os acumuladores que têm o chamado consumismo compulsivo costumam comprar enormes quantidades de um mesmo item, pegar doações e coletar objetos na rua. O prazer está no acúmulo e não no aproveitamento do objeto”, comenta.

“Já os acumuladores de animais são aqueles que coletam animais abandonados de forma compulsiva. São dúzias ou centenas de animais que acabam tendo um tratamento inadequado e vivem em condições insalubres. Este tipo é mais comum em mulheres de meia idade, solteiras e que vivem sozinhas”, diz a psicóloga.  

Por fim, o acumulador colecionador é o que menos preocupa. A diferença entre um colecionador saudável e um acumulador patológico é que o primeiro escolhe um item especifico (camisetas, carrinhos, etc.) e o segundo coleciona qualquer objeto e apresenta dificuldades para organizar o ambiente em que vive.

De acordo com Carolina, as pessoas que têm o Transtorno da Acumulação apresentam enorme dificuldade de se livrar de seus itens ou animais. 

Tratamento
Como é possível observar nos programas de TV, o tratamento é muito difícil. Os acumuladores são muito resistentes a se livrar do entulho, dos animais, etc. “Por isso, é importante que ao notar qualquer sinal que possa indicar a acumulação patológica, a família busque ajuda. Os acumuladores não percebem o problema, não tem motivação para tomar decisões, por isso, a família é muito importante”, reforça Carolina. 

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é a abordagem mais aplicada atualmente para o TA, pois ela trabalha para quebrar as crenças disfuncionais sobre o acúmulo, além de ajudar na tomada de decisão e a desenvolver estratégias para diminuir a frequência dos hábitos de coleta. Como os acumuladores têm pensamentos distorcidos ou até mesmo catastróficos para se livrar de suas coisas, a psicoterapia ajuda a diminuir o sofrimento associado ao descarte.



quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Documentário sobre Mais Médicos estreia em Santo André

O documentário Agentes da Vida, que apresenta o atendimento realizado por profissionais do programa Mais Médicos, terá sua estreia em 26 de outubro, quinta-feira, às 20h, na sede do Instituto Acqua. A exibição será gratuita e marcará o primeiro mês de funcionamento do Acqua Cineclube.

Dirigido por Tarcísio Tadeu Garcia Pereira, o documentário narra histórias de profissionais e pacientes atendidos pelo Mais Médicos, com destaque para o atendimento de medicina preventiva e humanizada feito por profissionais brasileiros e estrangeiros que atuam no programa. O filme conta com imagens captadas nas periferias dos estados de São Paulo e Maranhão e teve patrocínio do Instituto Acqua.

Médico do Programa  durante atendimento em Alagoas. Foto: Olival Santos;

“É possível oferecer atendimentos de saúde de forma humanizada e com qualidade para a população que vive longe dos grandes centros urbanos, como acontece nesse projeto, por exemplo. Por meio de parcerias com o poder público, também estamos contribuindo para levar serviços de saúde para milhares de pessoas inseridas nesse contexto”, destacou Ronaldo Querodia, diretor-presidente do Instituto.

Participarão da estreia o diretor do documentário, Tarcísio Tadeu, e diversos profissionais da área da saúde que atuaram nas gravações. Após a exibição, haverá um debate sobre o filme.
O Instituto Acqua fica na Av Lino Jardim, 905 - Santo André com telefone  11- 4825-1800

Leia também o blog Negócios em Movimento: https://negociosemmovimento.blogspot.com


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Campanha Outubro Rosa engloba cuidado animal

Da redação

O mês de outubro é o mês dedicado ao combate ao câncer de mama no mundo todo. E essa doença não é exclusiva dos seres humanos. Os tumores de mama correspondem a 53% de todos os casos de câncer em cadelas e 17% em gatas, atendidas pela equipe de Oncologia da rede Pet Care. 

A melhor forma de prevenção ao câncer de mama é a castração precoce | Foto: reprodução
As cadelas e gatas têm alta propensão a desenvolver tumores de mamas. A ocorrência de gravidez imaginária (pseudociese) e o uso de anticoncepcional nas fêmeas não castradas está diretamente relacionado com a doença. Assim como na medicina humana, o aparecimento de tumores em gatas e cadelas não tem uma única origem. "Observamos a natureza genética, ambiental e hormonal. Sabemos que ele acontece com maior frequência em fêmeas com idade entre 10 e 11 anos e também em fêmeas obesas", diz o Diretor Clínico do Pet Care, Marcelo Quinzani. 

Diagnóstico 
No primeiro momento, o diagnóstico é feito pela apalpação das mamas e pela observação visual de nódulos, pólipos ou aumento de volume no tecido mamário. Depois são realizados exames de raio X de tórax, ultrassonografia de abdômen para investigar metástases e exame histopatológico da formação.

Sintomas 
Dores, inchaço ou aumento das mamas, presença de secreções, caroços na região das mamas ou próximo a ela.

Tratamento
O tratamento é sempre cirúrgico. A cirurgia da cadeia mamária acometida pode ser total ou parcial. O nódulo removido cirurgicamente é submetido ao exame histopatológico (biópsia), que apontará a necessidade da quimioterapia. "A incidência de nódulos malignos nas mamas nas cadelas é de 50% e nas gatas é de 80%", ressalta Quinzani.

O tratamento correto e completo da doença é importante para que ela não se espalhe pelo corpo do pet, através de metástases, para os gânglios, pulmão, fígado, rins, ossos, coração e pele. "Quando o tratamento é precoce, as chances de cura aumentam em 90%", explica Quinzani.
Quimioterapia 

Pode ser usado o recurso de radioterapia ou quimioterapia, que pode envolver medicação oral, injetável, diluída em soro ou a combinação de todas essas possibilidades, dependendo do exame histopatológico – grau de malignidade – idade do animal e presença de outras doenças. O número de sessões e frequência depende do protocolo adotado e a maioria recebe medicação uma vez por semana, durante três a seis meses.

Os efeitos colaterais da quimioterapia em animais são diferentes do tratamento em humanos. "Normalmente eles não perdem pelo – depende da raça e da droga utilizada – e são raros os casos de algum mal-estar considerável", explica Quinzani.

Prevenção
A melhor forma de prevenção é a castração precoce, até 14 meses de idade. "Estudos confirmam que a castração realizada antes do primeiro cio é o procedimento mais indicado, diminuindo para 0,5% a chance de desenvolver tumor de mama em cadelas. Se a castração for feita entre o primeiro e segundo cio, a chance aumenta para 8% e, depois do segundo cio, para 26%", finaliza. 

O controle de peso com alimentação balanceada também ajuda na prevenção.



Aneurisma de aorta abdominal pode ser fatal em 90% dos casos

Da redação

O aneurisma é uma dilatação localizada e permanente em uma parede arterial, que, a princípio, pode ocorrer em qualquer vaso sanguíneo de maior calibre, mas que afeta mais frequentemente a aorta abdominal, a maior artéria do organismo. Considerado traiçoeiro, o aneurisma da aorta abdominal costuma evoluir de forma assintomática ou provocar dor pouco característica até a ruptura, ocasião em que a letalidade vai de 85% a 90%. Daqueles que ainda chegam vivos no hospital apenas 50% a 70% sobrevivem.


O diagnóstico do aneurisma da aorta é realizado através de exame clínico | Foto: Divulgação
Essa saliência geralmente ocorre na parte da aorta situada entre as artérias renais e sua bifurcação para as artérias ilíacas, região acima da virilha, podendo causar várias complicações, de trombose venosa profunda nos vasos dos membros inferiores até compressão de estruturas vizinhas, como nervos e órgãos. A mais temida, porém, é o rompimento da parede da aorta, que resulta em sangramento intenso. Tal probabilidade varia conforme o diâmetro do aneurisma: quanto maior sua extensão, maior o risco de ruptura.

De acordo com o cirurgião vascular e endovalcular, Alberto Ferreira, o tabagismo, o consumo excessivo de colesterol na dieta, hipertensão arterial, ser do sexo masculino e ter histórico de aneurisma na família são os principais fatores de risco dos aneurismas da aorta. Porém, existem casos que podem ter origem em causas mais incomuns. "Algumas pessoas são afetadas por uma fraqueza congênita da parede arterial, caracterizada por anormalidades dos olhos, ossos e sistema cardiovascular em graus e aspectos variáveis - síndrome de Marfan. Em casos de aneurismas da aorta, em especial da aorta torácica são detectados após traumatismos que podem estar associados a desacelerações súbitas, como quedas de grande altura ou acidentes de viação", explica o especialista.

A incidência mais comum dos aneurismas da aorta ocorre na sua porção abdominal, embora a aorta torácica também possa ser afetada. O calibre normal é de dois centímetros de diâmetro. A partir dos três centímetros, a dilatação já é considerada um aneurisma. Na maioria dos casos o paciente tem um diagnóstico, de forma imprevista, por meio de um estudo de imagem de rotina ou até mesmo motivado por sintomas não relacionados com a doença.  


"A maioria dos doentes com um aneurisma da aorta que rompe, acaba por morrer antes de chegar ao hospital. Daqueles que chegam a submeter-se a uma cirurgia emergente, apenas cerca de metade sobrevive. Por isso, o atendimento médico e imediato é essencial nesses casos", alerta Alberto. 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é realizado através de exame clínico, ultrassonografia com Doppler e angiotomografia do abdômen e pelve. Ou seja, exames acessíveis e pouco invasivos.

Atualmente, existem dois tipos de cirurgia disponíveis para os aneurismas da aorta: a cirurgia "aberta", dita clássica, e a cirurgia endovascular. Na cirurgia convencional, a aorta dilatada é trocada por um tubo de plástico, que é perfeitamente integrado ao organismo; o paciente permanece em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 24 a 48 horas se não houver intercorrências, podendo ter alta hospitalar 6 a 7 dias após a operação. Deverá guardar repouso por mais uma semana, quando serão retirados os pontos e a partir de então poderá gradativamente voltar às suas atividades habituais, o que só ocorrerá cerca de trinta dias após o ato cirúrgico.

A cirurgia endovascular é um método inovador que tem apresentado resultados satisfatórios para correção de aneurismas da aorta. Neste tipo de procedimento, uma prótese sintética (basicamente um tubo de tecido com uma estrutura de metal) é introduzida até à aorta através das artérias da raiz da coxa, aberta e fixada em posição nas zonas saudáveis da aorta (acima e abaixo do aneurisma). Este método, embora não totalmente desprovido de risco, permite reduzir o tempo de recuperação para apenas alguns dias.




segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ortopedista fala sobre o hábito de estalar os dedos

Da redação 

Estalar os dedos é uma prática comum para muitas pessoas, mas o barulho causado por este ato desperta uma dúvida: é algo natural ou faz mal ao organismo? A divisão de opiniões é esclarecida pelo ortopedista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Agnaldo de Oliveira Júnior, que garante que o hábito não é prejudicial.

Hábito de estalar os dedos pode antecipar o desgaste das articulações | Foto: Reprodução   
Essa capacidade está associada a uma hipermobilidade, característica identificada em algumas pessoas. O médico explica que esse fator permite movimentos maiores das articulações, não só dos dedos.

"Algumas pessoas têm uma maior flacidez ligamentar, o que possibilita estalar as articulações de todo o corpo, inclusive das mãos e coluna. Isso não é uma doença e, portanto, não causa problemas", assegura o especialista.

O tão incômodo barulho é consequência  da disposição das juntas (junção entre dois ou mais ossos). De acordo com o ortopedista, quem apresenta maior mobilidade possui uma diferença nas articulações, que, com o movimento, provoca o som.

Apesar deste hábito não ser prejudicial, a hipermobilidade é um fator que antecipa o desgaste das articulações, provocando previamente a artrose. O médico esclarece que o acompanhamento médico é essencial para garantir uma qualidade de vida melhor.

O alerta é feito somente quando o costume é acompanhado por dor. Esse aspecto pode sinalizar um problema. "Caso haja dor, é preciso procurar um médico, pois pode ser um processo de desgaste. Nos joelhos, por exemplo, é possível detectar um pedaço de cartilagem solta ou uma complicação de menisco", reforça o médico.


História da sexualidade está em cartaz no Masp

Da Redação

Desde 2015, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) planeja um programa dedicado às questões de sexualidade e gênero, cujas exposições e atividades têm acontecido ao longo de todo o ano de 2017. Assim, no local há 250 obras de 140 artistas, brasileiros e internacionais, que suscitam questionamentos sobre corporalidade, desejo, erotismo, feminismo, questões de gênero, entre outros temas que se congregam, de 20 de outubro a 14 de fevereiro, na mostra coletiva Histórias da Sexualidade

Obra de Jean-Auguste Dominique Ingres
Com isso, a exposição pretende discutir as temáticas acima a partir de uma noção ampla do termo “histórias”, cujos sentidos, múltiplos e diversos, abrangem relatos coletivos e pessoais, ficcionais e não-ficcionais. Devido a algumas obras apresentarem conteúdo contendo violência, sexo explícito e linguagem imprópria, a exposição terá classificação indicativa de 18 anos, seguindo a orientação do manual do Ministério da Justiça.

A mostra divide-se em nove núcleos temáticos e ocupa três espaços expositivos do museu: o primeiro andar, onde se concentra o maior número de obras, distribuídas pela sala em oito desses núcleos: Corpos nus, Totemismos, Religiosidades, Performatividades de gênero, Jogos sexuais, Mercados sexuais, Linguagens e Voyeurismos; a galeria do primeiro subsolo, com o núcleo Políticas do corpo e ativismos; e a sala de vídeo, que compõe também o núcleo Voyeurismos.

Entre os artistas  presentes na exposição estão: Anita Malfatti, Balthus Chico Tabibuia, Cláudia Andujar, Édouard Manet, Eduardo Kac, Egon Schiele, Flávio Rezende de Carvalho, Francis Bacon, Francisco Leopoldo e Silva, Hudinilson Jr., Jean-Auguste Dominique Ingres, Juan Davila, Lionel Wendt, Miguel Angel Rojas, Miriam Cahn, Nancy Spero, Pablo Picasso, Pierre-Auguste Renoir, Rafael RG e Victor Meirelles.

O Masp fica na Avenida Paulista, 1.578, em São Paulo. Os horários para visitação são: terça a domingo (exceto quinta): das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30). Te.: 3149-5959. Site: www.masp.art.br.



sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Livro-reportagem aborda morte misteriosa na ditadura

Da Redação

No ambiente sufocante do regime militar, o diplomata brasileiro Paulo Dionísio de Vasconcelos morre em circunstâncias misteriosas na cidade holandesa de Haia, em 1970, sem que as autoridades tenham se empenhado em desvendar o episódio obscuro. Essa história é contada pelo jornalista Eumano Silva no livro "A morte do diplomata: um mistério arquivado pela ditadura", lançado em 4 de setembro, na Livraria Travessa, no Rio de Janeiro.

Autor levou dois anos na concepção da obra | Foto: Divulgação

     Título: A morte do diplomata: um mistério 
     arquivado pela ditadura
     Autor: Eumano Silva
     Editora: Tema Editorial
     Capa e projeto gráfico: Sérgio Luz
     Páginas: 208
Publicado pela Tema Editorial, a publicação percorre a vida de Vasconcelos e suas conexões com a diplomacia brasileira, na época em que o País vivia sob o comando de generais ansiosos por projetar uma imagem favorável no exterior – mesmo que internamente a realidade fosse opressiva e dolorosa. É nesse contexto que o jovem vindo de Minas Gerais projeta sua trajetória pessoal e profissional, interrompida pouco antes de completar 35 anos de idade. Com linguagem direta e substantiva,  Silva lança mão da estrutura narrativa dos livros de ficção policial para contar uma história verdadeira, baseada em documentos e entrevistas.

Foram dois anos de trabalho para reconstituir os fatos de quase cinco décadas atrás e montar a grande reportagem sobre um personagem à margem do fio principal dos acontecimentos, mas que proporciona uma visão singular do cotidiano daqueles dias atravessados pelo regime político de exceção. A família Vasconcelos franqueou ao autor do livro documentos, fotos, recortes de jornais e até mesmo o diário pessoal do diplomata, que tinha o hábito de escrever copiosamente sobre os mais variados temas.

Mais do que isso, os familiares concederam-lhe uma procuração para ter acesso aos documentos do Itamaraty relacionados ao caso. Assim, "foi um trabalho totalmente independente, sem nenhuma interferência", ressalta Silva. No meio do processo de pesquisa, o autor deparou-se com documentos reveladores sobre o cenário em que a diplomacia brasileira estava mergulhada à época.

Constatou, por exemplo, a extensão da teia de vigilância armada para acompanhar os movimentos de Dom Helder Câmara em países estrangeiros, como se o líder católico brasileiro, que lutava com palavras e gestos, representasse um perigo mortal para o regime. Também apurou as iniciativas dos comandantes militares para apresentar no exterior um País bem-sucedido.





quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Especialista fala sobre aprendizagem de crianças com Transtorno de Espectro Autista

Da redação

Cada pessoa tem um ritmo diferente de vida e de aprendizagem. A nossa capacidade de aprender algo novo é influenciada por diferentes fatores, como a cognição, personalidade, experiências de educação e oportunidades culturais. A dificuldade de aprender é bastante comum em diferentes crianças, mas torna-se ainda mais especial naquelas com Transtorno de Espectro Autista (TEA).

A TEA é um distúrbio do desenvolvimento que tem como características os prejuízos sociais e de comunicação, o interesse restrito a poucos temas e os comportamentos repetitivos e estereotipados. “O TEA é uma condição diagnosticada cada vez mais precocemente e as estatísticas apontam para uma a cada 100 pessoas em todo o mundo”, conta a fonoaudióloga Ana Lúcia Duran, que reforça a importância da capacitação de pais e professores para garantir a melhor aprendizagem e adequação da criança autista.

“É preciso focar nas peculiaridades desta criança. Ela aprende melhor quando é instruída de forma clara e quando as regras e expectativas são simples. As metodologias de ensino que focam na intuição para a aprendizagem não são indicadas a esses alunos, visto que eles têm dificuldade para entender a linguagem corporal, as expressões faciais e a entonação de voz das outras pessoas. São crianças muito literais e que não compreendem conceitos abstratos e piadas, por exemplo”, explica.

Em alguns casos parece difícil por ser pouco linear ou fluído, o aprendizado é totalmente possível e deve ser constantemente estimulado nas crianças com TEA. “Mesmo que pareça que ela não está evoluindo, deve-se insistir na transmissão do conhecimento repetidas vezes”, indica Ana Lucia. “As dificuldades não são permanentes e muitos alunos pulam etapas da aprendizagem, chegando a conseguir acompanhar seus colegas de sala que não têm TEA.”

Para facilitar a aprendizagem, é indicado ser claro e consistente nas explicações, dar dicas visuais, treinos com teatro e instruções curtas e claras.



Dez dicas para reduzir os riscos de um AVC

Da redação

Prevenir sempre é o melhor remédio. Para prevenir o desenvolvimento de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o InterStroke, estudo publicado recentemente sobre a doença, concluiu que 90% dos casos de AVC não ocorreriam se tivéssemos o acompanhamento e controle de dez fatores.

Fumar é um dos dez principais fatores de riscos para um AVC | Foto: Reprodução
O neurologista do Hospital Angelina Caron, Eduardo Hummelgen, explica que metade dos fatores que apontam o estudo estão ligados ao estilo de vida e podem ser corrigidos. “Fatores como alimentação, fumo, gordura abdominal, inatividade física e pressão alta podem ser identificados e acompanhados em consultas de rotina”, afirma.  

O AVC lidera o ranking das doenças que mais matam ao redor do mundo, juntamente com o infarto e câncer. Estima-se que com os cuidados adequados,  o número de pessoas atingidas pela doença poderia reduzir de 15 milhões para 1,5 milhões por ano em todo o globo.

Os dez fatores de risco, que podem ser evitados. 

1. Hipertensão
Entre as maneiras para controlar a pressão arterial está a redução no consumo de sal, o hábito de consumir vegetais, verificar a pressão regularmente e, se for hipertenso, utilizar os medicamentos,  conforme a recomendação médica. Hipertensão é uma doença silenciosa e, por isso, a teimosia não pode ter vez.

2. Inatividade física
Para praticar exercícios e acabar com o sedentarismo escolha uma atividade que lhe dê prazer, elabore uma programação semanal, que motive, busque orientação profissional e persista. Se precisar, pense em formar grupos para a prática de exercícios. 

3. Colesterol altoPara lutar contra o LDL e outros tipos do colesterol ruim, maneire nos alimentos com muita gordura ou açúcar, faça check-ups todos os anos, para monitorar o colesterol e siga as orientações médicas. Dê uma folga para o bacon e aquele café com açúcar, que mais parece um melado.

4. Dieta desequilibradaPode até ser repetitivo, mas é uma verdade do bem. Metade do prato durante o almoço precisa ser colorida com alimentos que tenham a cor verde, laranja, amarelo, roxo e vermelho dos vegetais e legumes. Repensar a quantidade consumida de carne vermelha e processada, gordura trans, sódio e bebidas com muito açúcar também é importante.

5. ObesidadeOs quilos extras estão sempre acompanhados de outros problemas como hipertensão, colesterol alto e diabetes. Só aí já vimos outros dois fatores de risco para um AVC. Então, se estiver acima do peso, que tal pensar em emagrecer? Vale pedir ajuda para um especialista.

6. TabagismoFumar é um dos dez principais fatores de riscos para um AVC. Se for mulher e tomar anticoncepcional o risco é aumentado.

7. Diabetes
O risco de um AVC em diabéticos pode ser de até duas vezes e meia maior que em pessoas sem a doença. Então diminua o consumo de doces e carboidratos, mantenha a glicose dentro dos limites e, se for diabético, monitore a glicemia. Independentemente de casos de diabetes na família, busque o acompanhamento médico para monitorar qualquer alteração ou sinal da doença. Melhor prevenir.

8. EstresseTensão no cotidiano, pressão na vida pessoal e profissional, cobranças internas, entre outras coisas. Tudo contribui para o aumento do nível de estresse. Mas, como outros fatores, esse também depende de cada um. Busque reservar um horário na sua agenda para fazer coisas prazerosas. Que tal descarregar a energia em alguma atividade física que exija muito ou relaxar com a meditação e ioga? Caminhar no parque também é uma ótima opção.

9.Doenças cardíacasProblemas relacionados com o coração podem ser apurados e monitorados com o acompanhamento de um cardiologista. Procure um especialista para um check-up anual após os 40 anos.

10. ÁlcoolO consumo de bebidas alcoólicas em pequenas quantidades diárias não é considerado um problema. No entanto, o consumo regular e exagerado de álcool é fator de risco para o AVC.



Instituto francês traz exposição “Levantes” para São Paulo

Da Redação

Está em cartaz, no Sesc Pinheiros, a exposição “Levantes”, organizada e idealizada pelo Jeu de Paume (histórica instituição que acolhe exposições de arte e fotografia, situada no Jardim das Tulherias, em Paris, na França). A mostra conta com aproximadamente 200 obras relacionadas à insurgência como expressão artística e social e convida o público a uma reflexão sobre as manifestações populares por meio da arte.

Fotografia batizada como “Ninõs desaparecidos”, de Eduardo Gil. Registro foi feito em 1982, durante a
Segunda Marcha de la Resistencia, em Buenos Aires, Argentina. 
“Levantes” conta com curadoria do francês Georges Didi-Huberman, filósofo e historiador da arte que vem pela primeira vez a São Paulo e conta com inúmeros estudos e artigos científicos publicados que integram o currículo das principais escolas de Belas Artes de todo o mundo pelo menos há duas décadas.

A exposição apresenta diversas obras inéditas no Brasil, de vários locais do mundo, o que distancia a mostra das abordagens tradicionalmente eurocêntrica ou norte-americana. “Levantes” é itinerante e a cada cidade por onde passa tem conteúdos locais adicionados. Para São Paulo, Didi-Huberman pediu que fosse incluída uma série de conteúdos que enfatizassem a escravidão, a negritude e a pobreza no Brasil, temas que estarão representados pela sensibilidade artística de Sebastião Salgado, Hélio Oiticica e Oswald de Andrade.

“Children playing”, registro de Agustí Centelles, durante a guerra civil espanhola, em 1936. 
As emoções coletivas, na qual estão presentes as diferentes formas de representação dos levantes, atos populares, políticos, nas revoltas e revoluções são apresentados por meio instalações, pinturas, fotografias, documentos, vídeos e filmes contemporâneos. O curador propõe a divisão da mostra em cinco eixos: elementos, gestos, palavras, conflitos e desejos.

“Levantes” pode ser visitada, gratuitamente, até 28 de janeiro, de terça a sexta-feira, das 10h30 às 12h30, aos sábados das 10h30 às 21h, e aos domingos e feriados das 10h30 às 18h30. O Sesc Pinheiros fica Rua Paes Leme,195, em São Paulo. Classificação: livre.



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Treinamento físico compreende as melhores tendências do mundo fitness

Por Guilherme Aguilla*

O Treinamento Físico Integrado (TFI) é uma proposta de treinamento físico altamente sofisticada, que compreende as melhores tendências do “fitness” mundial, na qual as sessões são pautadas em conceitos de integração de cadeias de movimento, para a melhor utilização possível do corpo humano na maior gama de atividades corporais possível, de maneira equilibrada, preventiva e inteligente. 

Para compreender o conceito é necessário entender que a anatomia convencional aplicada nos conceitos de treinamento tradicionais prevê apenas a ação muscular nos exercícios, mas é escassa para compreender a ação muscular nos movimentos tridimensionais (em diferentes planos e eixos, bem como, diferentes combinações em relação ao meio físico). Porém, são por meio destes (movimentos tridimensionais) que nos relacionamos com o meio e exercemos atividades esportivas, para tanto, se faz necessário um aprofundado conhecimento da anatomia funcional, a qual compreende o corpo de forma integrada nos três planos de movimento.

Foto: Reprodução
Para que seja possível o maior aproveitamento dos movimentos corporais nas sessões e no dia-a-dia, nos primeiros contatos do aluno com o TFI se faz necessário um trabalho de Organização Funcional, para maior ativação da musculatura profunda e estabilizadora de três das mais importantes regiões estabilizadoras para o movimento, são elas: o pé, região lombo pélvica (CORE) e o ombro. Bem como uma boa mobilidade em três das regiões que precisam possibilitar maior amplitude em nossos movimentos: o tornozelo, quadril e coluna torácica. 

Desta maneira, sob uma diferente ótica a cerca do movimento humano, nas sessões, os alunos aprendem à desacelerar, acelerar e trabalhar a tridimensionalidade de seus movimentos, desta maneira é possível conquistar o controle neuromuscular necessário para uma melhor organização corporal, aprimoramento de padrões de movimentos funcionais, melhora no posicionamento articular, melhora na performance física para a atividade pretendida e para o dia-a-dia, prevenindo lesões, reduzindo dores crônicas oriundas de lesões, má postura e má organização dos movimento corporais, além é claro, de promover o aprimoramento do condicionamento físico, força e composição corporal.

*Guilherme Aguilla é preparador físico e  diretor do Sphera Centro de Movimento , em Santo André. Atua há 11 anos na área , é pós-graduado em Educação Física, e possui diversas certificações sobre treinamento físico


Organismo leva mais de uma semana para se adaptar ao horário de verão, diz nutróloga

Da redação

No último domingo (15), começou o horário de verão. De acordo com a especialista em emagrecimento e nutróloga de São Paulo, Ana Luisa Vilela, nos dez primeiros dias após a mudança, o organismo pode sentir a alteração e afetar os hábitos alimentares e, com isso, influenciar também nos ponteiros da balança.
"Mesmo sem fome, é preciso manter os horários das principais refeições. Pode adiantar meia hora, não mais do que isso", orienta a médica.
Já que o sono - um dos principais aliados do controle alimentar - é o mais afetado pela mudança de horário, consequentemente a produção natural de hormônios no corpo também sofre transformações.
Para driblar os efeitos do novo horário, Ana Luisa deixa algumas orientações para essa readaptação: 
Consuma ainda mais líquidos para auxiliar na hidratação desses dias mais quentes; 
Tente manter os horários das refeições na primeira semana, mesmo sem fome e, então, nos próximos dias o organismo já estará adaptado; 
As carnes magras são sempre boas opções, principalmente à noite;
Aproveite o calor para consumir alimentos leves e in natura, como frutas, verduras e legumes; 
Coma de três em três horas, para evitar a fome excessiva.




Tratar a insônia reduz em 20% as chances de depressão, segundo estudo

Da redação

De acordo com um novo estudo publicado no periódico científico The Lancet Psychiatry, mais de 3 mil pessoas que passaram por tratamento para a cura da insônia apresentaram 20% menos riscos de sofrerem de ansiedade e depressão. O farmacêutico homeopata Jamar Tejada, da capital paulista, alerta para os perigos das medicações indutoras do sono e dá dicas de como tratar as noites mal dormidas com medidas simples e naturais.

Estresse e ansiedade podem gerar insônia | Foto: Reprodução
Basicamente dois grandes fatores podem gerar insônia: estresse e ansiedade. ”Toda pessoa tem seu ritmo biológico e qualquer quebra neste ciclo –  seja mudança de rotina, perda de ente querido, desemprego, dívidas, desentendimentos ou qualquer atividade intensa podem desregular o hormônio indutor do sono: melatonina, assim como a carência nutricional, associação de substâncias químicas, remédios e o processo de envelhecimento”, explica o especialista.

Para se livrar do problema, a saída mais rápida tem sido as medicações alopáticas conhecidos como tarjas pretas. Mas, Jamar lembra que em curto prazo esses remédios podem ser mesmo funcionais, principalmente quando há um fator de estresse muito grande que desencadeia a insônia. “O problema é quando uma pessoa se acostuma com a droga inserida na rotina sem interrupções, então, o cérebro começa a entender que não há necessidade de produzir naturalmente os hormônios indutores do sono - já que os mesmos virão através da medicação. Este é um ciclo vicioso que pode ser perigoso, além de causar irritabilidade e levar à depressão”, alerta o farmacêutico.

Para não cair na dependência, os tratamentos naturais são mais eficazes e seguros em longo prazo e podem tratar diferentes fases e etapas da vida, com nenhuma ou pouquíssimas contra indicações e sem deixar o organismo “preguiçoso”. Para isso, Jamar deixa algumas medidas simples (que podem ser feitas em casa) para acabar com as noites mal dormidas.

Alguns fitoterápicos como Valeriana, Passiflora e Melissa: Podem ser consumidos em infusões das folhas ou manipulada em cápsulas, geralmente pode se beber a infusão ao deitar. “Lembrando que mesmo naturais essas plantas possuem algumas contraindicações, a valeriana e a passiflora não são indicadas para gestantes. A melissa em caso de hipotireoidismo ou de tratamento com hormônios tireoidianos aumenta o efeito desses hormônios, nesses casos deve ser evitada”, alerta o especialista. 

Dicas do farmacêutico homeopata para tratar a insônia.

Praticar  30 minutos de atividade física ao dia: o corpo em movimento libera a dopamina, que relaxa e induz ao sono.

Ter cuidado com o jantar: escolha fazer uma boa e leve refeição, após às 18h, e evite alimentos gordurosos que podem atrasar o processo digestivo.

Beber uma xícara de leite morno: a bebida contém ácido lático que é um excelente indutor do sono.

Florais de Bach:  As essências Florais de Bach são extratos líquidos naturais e altamente diluídos, que se destinam ao equilíbrio dos problemas emocionais, operando em níveis vibratórios sutis e harmonizando a pessoa no meio em vive. O objetivo da terapia floral é o equilíbrio das emoções do paciente e busca a consciência plena do seu mundo interior e exterior. 

Óleos essenciais: Quando inalados, os óleos essenciais chegam ao hipotálamo, região do cérebro que controla as emoções. Para usá-los, basta pingar duas gotas em um recipiente com água fervendo e deixá-lo ao lado da cama. Conheça alguns óleos e use a aromaterapia para dormir bem. Os óleos mais utilizados são: Lavanda - possui ação sedativa, que ajuda a relaxar a mente e o corpo. Bergamota - atua no sistema nervoso central, controlando o estresse e a ansiedade. Camomila - tem propriedades calmantes, para manter a mente relaxada. Manjerona - sua ação sedativa dá conforto e tranquiliza o corpo e Vetiver - age relaxando a mente, diminuindo o estresse e a insônia.



Medicina e espiritualidade é tema de simpósio no ABC

O Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), por meio da disciplina de Ginecologia, organiza em 26 de outubro a primeira edição do ‘Simpósio de Medicina, Saúde e Espiritualidade’. O evento das 17h às 20h terá lugar no Anfiteatro David Uip, no campus universitário da FMABC (Av. Lauro Gomes, 2.000, Vila Sacadura Cabral - Santo André), com inscrições gratuitas pelo site www.ginecologiafmabc.org.


A abertura das atividades estará sob responsabilidade do professor titular de Ginecologia, Dr. César Eduardo Fernandes, e da docente da cadeira, Dra. Elizabeth Jehá Nasser. Em seguida, Dr. Álvaro Avezum comandará palestra sobre ‘Espiritualidade e Saúde Cardiovascular’. Professor Livre Docente da Universidade de São Paulo (USP), o convidado foi considerado pela consultoria Thomson Reuters (2015) como um dos quatro cientistas brasileiros com produção acadêmica de maior impacto no mundo em uma lista de 3.215 pesquisadores. O cardiologista já publicou 199 artigos em periódicos especializados indexados no PubMed – incluindo periódicos de alto impacto científico, com 26.439 citações. Atualmente é Diretor Técnico de Saúde II, da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

A partir das 18h15, os trabalhos serão coordenados pela Dra. Ana Claudia Quintana Arantes, que abordará o tema ‘Medicina e Espiritualidade’. Médica formada pela USP, com residência médica em Geriatria e Gerontologia no Hospital das Clínicas da FMUSP, a convidada atua na área de cuidados paliativos desde 1998, com especializações pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford. É autora do livro ‘A morte é um dia que vale a pena viver’, sócia-fundadora da Associação Casa do Cuidar, Prática e Ensino em Cuidados Paliativos, e docente na The School of Life, onde ministra as aulas “Como lidar com a morte” e “Como ter melhores conversas”.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Livro apresenta a literatura brasileira não ensinada na escola

Da Redação

Nossa cultura tem um universo muito rico a ser explorado: os bastidores da produção literária. Há histórias incríveis sobre a vida dos escritores, os cenários e os contextos em que obras fundamentais e de referência foram criadas. E é com intuito de reunir e consolidar essas informações instigantes, que o jornalista Marcel Verrumo escreveu o livro "História Bizarra da Literatura Brasileira" (Editora Planeta do Brasil). 

Foto: Divulgação
Por meio de uma extensa pesquisa (livros, filmes, ensaios, documentos oficiais, jornais, revistas, trabalhos acadêmicos e entrevistas), Marcel apresenta a literatura brasileira de uma forma diferente e curiosa, revelando um lado não contado nas escolas. Assim, ele traz à tona mistérios, fatos engraçados, emocionantes e inusitados envolvendo nossos livros e autores. 

Dos cronistas do descobrimento aos autores contemporâneos, os escritores brasileiros são apresentados a partir de uma perspectiva incomum, tirando-os de um pedestal e do posto de intocáveis e tornando-os mais humanos com suas aventuras e desventuras.

O auto, Marcel Verrumo | Foto: Divulgação 

Por exemplo, você sabia que a carta de Pero Vaz de Caminha - o texto inaugural da literatura brasileira - foi escrita para livrar um ladrão do exílio? Sabia que um dos nossos poetas fez uma promessa à Virgem Maria para conseguir continuar virgem (José de Anchieta)? E que o casal retratado em um poema, que é referência na literatura, acabou unindo-se postumamente, sendo enterrado junto (Poema Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga)? 

Ao todo, 50 curtos capítulos traçam a trajetória da Literatura nacional de uma forma criativa e entusiasmada. Também são apresentadas particularidades que poucas pessoas conhecem, como os primeiros livros nacionais de ficção científica e as primeiras obras literárias eróticas escritas no país. E, a fim de instigar a leitura, o autor ainda sugere boas indicações e referências de outros livros e autores para que o leitor se aprofunde no escritor de seu interesse.  


Sobre o autor

Marcel Verrumo é jornalista, professor universitário e pesquisador acadêmico, tendo se especializado nas áreas de Literatura e Arquitetura. Já publicou em revistas como SUPERINTERESSANTE, Aventuras na História, Mundo Estranho, Arquitetura & Construção, dentre outras. Em 2016, venceu o Prêmio Abril de Jornalismo com uma reportagem em HQ sobre o escritor-escravo Baquaqua. Mestre em Comunicação pela Unesp, desde 2007 realiza pesquisas sobre repórteres-cronistas que transitam entre o jornalismo e a literatura. Atuou como Professor convidado de Pós-graduação na FAAP.



terça-feira, 10 de outubro de 2017

Mês das crianças: Luara Faria fala sobre como organizar quarto infantil

Da Redação 

Outubro é o mês das crianças e, para começar bem o mês, a personal organizer Luara Faria dá dicas para pais de primeira viagem e, também, para os que aguardam a chegada de mais um filho, organizarem o quarto dos pequenos sem transtornos.

Manter o quarto infantil organizado não é tarefa fácil, com a chegada do primeiro bebê é necessário pensar na distribuição dos móveis e na divisão interna dos mesmos, para que acomodem roupas, fraldas, brinquedos, calçados e demais itens de maneira prática e sem oferecer riscos aos pequenos.

Dormitório deve ser repensado para os bebês | Foto: Divulgação

Com a chegada do segundo filho, muitas vezes, é necessário repensar o espaço. O quarto que antes era de um passa a ser de dois, ou até mesmo de três ou mais, no caso de gestações múltiplas.

O fato é que pais e crianças precisam de espaço e de segurança e, nessas horas, ninguém melhor do que uma personal organizer para “botar ordem na bagunça”. Luara Faria que é adepta ao método Montessori, que valoriza a capacidade de autoeducação das crianças, revela que na grande maioria dos casos, os pais que contratam o serviço de organização para quarto dos seus filhos prezam, principalmente, pela organização de brinquedos e pela autonomia dos filhos.

Confira as sugestões da profissional para atingir esses objetivos:

Brinquedos sem bagunça – A atividade preferida das crianças deve ser incentivada nesse espaço e, para os pais que fazem questão da participação dos filhos na hora de guardar e organizar os brinquedos utilizados na hora da brincadeira, o ideal é manter recipientes adequados para o armazenamento de peças de diferentes tamanhos.  Luara explica que não adianta guardar tudo em um grande baú, onde as peças pequenas ficariam esquecidas no fundo do móvel. O ideal é que brinquedos pequenos sejam categorizados e armazenados em cestos plásticos sem tampa ou caixas transparentes, onde a criança consiga visualizar os objetos guardados.

Objetos sempre à mão – Livros e brinquedos dentro de caixas ou no alto dificultam o acesso da criança, o ideal é que eles fiquem ao alcance das mãos, para incentivar o manuseio. O mesmo vale para cabideiros de parede, deixá-los na altura dos pequenos facilita na organização de roupas que podem ser utilizadas mais de uma vez, como casacos ou uniforme escolar.

Quarto setorizado – No caso de quartos de bebês é possível organizar as roupas e brinquedos por faixas etária, nos armários divisórias de cabides com marcações ajudam os pais a identificar as roupas que servirão nos filhos por fase, evitando que as peças passem despercebidas e deixem de ser utilizadas. Para quartos compartilhados, a dica é subdividi-lo pelo número de crianças, mesmo que haja apenas um guarda-roupas é preciso preservar a individualidade de cada filho, separando roupas e até mesmo brinquedos. Para filhos únicos, essa subdivisão pode ser feita por área, destinar espaços exclusivos para brincadeira, estudo e vestuário, ajudará a criança a se organizar e a manter o espaço organizado

Identificação e organização – Crianças precisam ser instruídas, isso vale até mesmo para os mais pequenos. É comum que uma criança se sinta perdida e desmotivada na hora da organização, se não tiver a orientação adequada por parte dos adultos. Para facilitar a tarefa, você pode colocar tags ou adesivos nos recipientes onde cada coisa deve ser guardada. Se a criança ainda não for alfabetizada, a opção é substituir palavras por imagens que o ajudem a identificar as peças que devem ser guardadas.

Marcenaria planejada – Os móveis escolhidos para os quartos infantis também podem contribuir para a organização. Guarda-roupas bem divididos com prateleiras, cabideiro e gavetas ajudam na hora de separar e armazenar os objetos infantis. Camas baú ou com gavetas, são muito úteis para guardar o enxoval; prateleiras e nichos ajudam a expor e deixar sempre à mão, objetos de uso frequente; e manter uma escrivaninha ou mesa em um dos cantos do quarto, podem ajudar na hora do estudo.

Organizado e seguro – segurança é uma das grandes preocupações quando se fala em quarto infantil. Os cuidados básicos incluem: afastar móveis e objetos onde a criança possa subir ou se apoiar de janelas, acoplar cantoneiras nas quinas dos móveis e utilizar protetores específicos em tomadas, afastando o risco de choque.



Asma é uma das principais causas de internação entre crianças e idosos

Da redação

A asma é uma inflamação crônica das vias aéreas, que provoca estreitamento da passagem do ar nos pulmões, dificultando a respiração. Ela pode aparecer em pessoas de qualquer idade e, também, em qualquer época do ano. Segundo a pediatra especialista em alergia e imunologia do Docway, Priscila Moraes, a asma é uma das importantes causas de internação, principalmente em crianças e idosos. A asma não tem cura, mas tem controle, permitindo vida normal a seus portadores. 

A doença pode ser alérgica ou não | Foto: divulgação
Então, a especialista explica que a asma pode ser alérgica ou não, dependendo do tipo de resposta imunológica. “No caso da asma alérgica, o organismo cria anticorpos contra os agentes agressores, chamados alérgenos, os mais comuns são os ácaros (presentes na poeira caseira), cães, gatos e os fungos. Já a asma não alérgica também pode ser provocada por estímulos externos, como fumaças e cheiros fortes, mas por fatores irritativos, sem criar anticorpos contra isso”, detalha.

A asma pode ter manifestações diferentes nas crianças e nos adultos, pela diferença anatômica, pela exposição aos agentes externos e pela própria imunidade.  Assim, a asma nas crianças tem como principal fator desencadeante as infecções das vias aéreas, e tendem a melhorar com a idade, já que vão ficando mais resistentes a infecções. No caso dos idosos, o pulmão pode estar comprometido com outros agentes agressores ao longo da vida, como a poluição, fumaça de cigarro, e a asma tende a ser mais persistente, piorando com estímulos irritativos.

“Os principais sintomas da asma são chiado, tosse, falta de ar, aperto no peito e cansaço aos esforços. Esses sintomas variam de intensidade ao longo do tempo, dependendo de fatores desencadeantes. Um importante aliado no combate a asma são os broncodilatadores, popularmente chamados de ‘bombinhas’, que ajudam na melhora desses sintomas após o uso”, comenta a Dra. Priscila. Atenção especial deve ser dada também aos idosos, que não percebem bem esses sintomas, pois acreditam ser normais para a idade. Crises de tosse, falta de ar aos menores esforços e despertares noturnos são sinais de alerta. Já as crianças apresentam alguns sinais, que podem ser identificados antes que se agravem, para que o atendimento adequado possa ser feito o mais rápido possível. “Crianças com sinais de desconforto respiratório apresentam batimento da asa do nariz, retração muscular nas costelas, aumento da frequência respiratória e chiado no peito. Quando conseguimos identificar o início da crise, podemos evitar o agravamento dela”, explica a médica.

Segundo a médica, existem os tratamentos de alívio, que são aqueles de resgate no momento da crise, e os tratamentos a longo prazo, para reduzirem a inflamação dos pulmões. “Para alívio, são usados broncodilatadores de curta ação, que agem no momento da crise, como o salbutamol e o fenoterol. Dependendo da intensidade e frequência dos sintomas, é importante o tratamento com corticoides inalatórios, associados ou não a broncodilatadores de ação longa. Como exemplo, temos a budesonida e a fluticasona, que podem vir associados com formoterol ou salmeterol. Outros tratamentos também estão disponíveis, para casos mais graves”. Para os casos de asma alérgica, também existe a possibilidade de fazer imunoterapia, que é a "vacina" contra alérgenos, indicada após testes comprovatórios da alergia. “É sempre importante avaliação médica para determinar qual cada caso”, complementa a especialista.

Para amenizar os sintomas da asma, é fundamental seguir algumas dicas básicas, como manter-se longe do cigarro. “Se você fuma e seu filho tem asma, evite fumar perto da criança ou dentro de casa, se você tem certa idade e sofre com ela, é bom parar de fumar. Mantenha a casa limpa, para afastar possíveis desencadeantes das crises. Boa ventilação e exposição solar ajudam a renovar o ar e diminuir a chance de ter mofo no ambiente. Prefira passar pano úmido invés de varrer a casa. Aspiradores de pó com filtro de água ou filtro HEPA são melhores para reter ácaros”, sugere a médica. Outro ponto importante é manter a vacinação em dia, pois pessoas com asma tendem a apresentar mais complicações.



Clube Aramaçan sedia evento gratuito voltado às noivas e debutantes

Da Redação Para quem está prestes a casar ou completar 15 anos, o Clube Atlético Aramaçan, em Santo André, sedia neste domingo (25) o Enco...