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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Brasileiros diminuem o consumo de carne vermelha, aponta pesquisa

Redação

Preocupados com a saúde, os brasileiros têm mudado alguns hábitos alimentares, principalmente diminuindo a quantidade de carne vermelha, gordura, açúcar e sódio na dieta. De acordo com o levantamento “Who Cares, Who Does”, feito pela Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, os brasileiros reduziram o consumo de carne vermelha não apenas por conta do impacto socioambiental, mas também como forma de equilibrar o orçamento doméstico, de acordo com 25% dos que participaram da pesquisa.

Preocupação com  a saúde e diminuição de gastos alimentares motivaram a redução no consumo de carne vermelha | Foto: Freepik 

Além disso, 31,5% das pessoas declararam ter reduzido a carne por indicação médica e 16% pelo bem-estar dos animais. Ao todo, 22% diminuíram o consumo desse tipo específico de proteína e apenas 8% aumentaram.

Já 48,5% dos consumidores brasileiros afirmam ter reduzido também o consumo de gordura, 48% cortaram certa quantidade de sódio na alimentação e 47% eliminaram o açúcar do dia a dia. Adoçantes, glúten, lactose e alimentos processados também passaram a ter a quantidade controlada à mesa.

Enquanto algumas categorias de produtos são cortadas, outras ganham espaço, como é o caso de produtos orgânicos. Na hora de ir às compras, 69% das pessoas priorizam levar para casa alimentos naturais e 45,5% optam por orgânicos.

A Diretora de Marketing e Insights da Kantar, Giovanna Fischer, comenta os dados. “Apesar de os brasileiros buscarem mais saudabilidade, o custo um pouco mais elevado de produtos naturais e orgânicos ainda é a principal barreira para quem não os consome com tanta frequência”, analisa.

Para escolher os produtos ideais, os brasileiros estão mais atentos aos rótulos. Entre os que checam as embalagens, 44% ficam de olho na taxa de açúcar, 40% na quantidade de gordura, 38% na presença de sódio, 37% nas calorias e 33% nos conservantes.

Pesquisa
A Kantar entrevistou 2 mil pessoas de todas as regiões do Brasil, de maneira online, no período de abril de 2018 a abril de 2019.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Veterinária comenta cinco erros na hora de alimentar o cachorro

Redação

Você sabia que o cão tem uma maneira diferente de se alimentar? De acordo com a médica veterinária e coordenadora de Comunicação Cientifica da Equilíbrio Super Premium (Total Alimentos), Bárbara Benitez, a refeição deve ser regrada, com isso, o tutor evita que o cachorro fique obeso. Mas existem erros muito comuns, que são cometidos pelos tutores de cães na hora da alimentação. Confira abaixo os principais:

snacks funcionais aos cachorros, ao invés de ossos, que podem perfurar algum órgão | Foto: Freepik

Dar comida durante a sua refeição
Os cachorros sabem como ninguém pedir comida, mas alimentá-lo erradamente ensina que chorar e latir são as melhores maneiras de ele conseguir o que quer. Além disso, o problema de alimentar o cachorro com comida caseira, além da ração, é que ele consumirá mais calorias do que precisa e pode acabar engordando.

Dar restos de comida caseira
A ração para cães é balanceada, tem os nutrientes necessários e na quantidade correta para o organismo, de acordo com seu estágio fisiológico (filhote, adulto e idoso). Muitas pessoas acreditam que alimentar os cachorros com sobras das refeições é suficiente, ou que podem ser fornecidas como complemento à ração.
Porém, as necessidades nutricionais dos cães são diferentes das humanas, o que pode levar à desnutrição ou obesidade. Além disso, alguns temperos podem fazer mal ao cachorro e a comida caseira, quando fornecida no longo prazo pode causar tártaro.

Dar ossos
Os cães adoram roer ossos de aves e bovinos, porém não é recomendável, uma vez que podem perfurar o esôfago, estômago ou intestino do cachorro. Recomendamos os snacks funcionais, que são específicos para os cães e trazem inúmeros benefícios para sua saúde e não causam riscos de perfurar nenhum órgão digestivo do animal.

Não controlar a quantidade de ração fornecida por dia
Deixar o pote de ração sempre cheio dá menos trabalho, mas pode fazer o seu cachorro comer além do necessário e gerar um quadro de obesidade. O ideal é que cães sejam alimentados de duas ou três vezes por dia e ter uma rotina é importante para o animal. Porém, se a rotina do tutor não permitir, eles podem ser alimentados uma vez ao dia, porém a quantidade precisa ser medida. Lembre-se de fornecer água limpa e fresca à vontade.

Escolher a ração errada (raça, porte, idade)
Dar a ração certa para o tamanho, idade e raça do seu cachorro é essencial para a nutrição e saúde dele. Em qualquer fase de vida você, deve-se fornecer o melhor alimento para o pet. Em caso de dúvidas, é essencial procurar um veterinário, que saberá das necessidades especiais do pet e ajudará na escolha certa da alimentação.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Dieta restritiva pode ser perigosa, alerta nutricionista

Redação

A consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), Ana Pallottini, alerta sobre os perigos de alimentação restritiva, para perder peso de forma rápida e fácil, sem acompanhamento nutricional.

"Os benefícios de uma alimentação saudável não vêm de componentes isolados, mas sim da combinação de nutrientes de uma refeição", destaca a nutricionista Ana Pallottini | Foto: reprodução 
Um adulto sem problemas de saúde consome, em média, 2 mil calorias diárias. Este mesmo adulto, quando adere a uma dieta restritiva, pode passar a consumir entre mil e 1,2 mil calorias diárias ou em alguns casos mais radicais, entre 500 e 800 calorias diárias.

"Com a alta restrição energética é impossível atingir as recomendações de macro e micronutrientes presente nos grupos alimentares (carboidratos, proteínas e gorduras) levando a fadiga, cansaço e à perda de cognição. Além disso, pode gerar o 'efeito sanfona', ou seja, ao voltar para uma dieta normal o ganho de peso é maior do que antes e, consequentemente, gerar gatilhos para a compulsão alimentar", afirma a especialista.

Quando o assunto é alimentação saudável, se engana quem pensa que o ideal é comer apenas salada. Uma boa alimentação está relacionada à ingestão equilibrada dos nutrientes necessários para suprir nossas demandas diárias. O carboidrato, por exemplo, muitas vezes é associado ao ganho de peso de forma equivocada.

"Os benefícios de uma alimentação saudável não vêm de componentes isolados, mas sim da combinação de nutrientes de uma refeição. No caso do carboidrato, ele é constituído por moléculas de carbono, oxigênio e hidrogênio. Esses macronutrientes são as nossas principais fontes de energia, abastecendo o sistema nervoso central, mantendo o bem-estar do cérebro e dando 'aquela' disposição para o nosso corpo", diz Ana.

Assim, ao oferecer os nutrientes nas proporções corretas ao organismo, é possível aproveitar uma série de benefícios como: perda de peso e manutenção de um peso saudável, bom funcionamento do intestino, prevenção e controle do diabetes e proteção da saúde cardiovascular. A regra de ouro é sempre o equilíbrio.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Especialistas explicam boatos sobre alimentação e a relação com o câncer

Redação

Em fóruns pela internet e grupos de redes sociais é comum aparecerem "milagres" contra o câncer a todo momento, alguns citam "alimentos poderosos". Para a oncologista clínica do Centro Paulista de Oncologia (CPO), Denise Leite, muitos boatos são aceitos como verdades, pois as pessoas se sentem fragilizadas diante do câncer.

O chá verde deve ser evitado, durante o tratamento contra o câncer, para não diminuir a eficácia da medicação | Foto: reprodução 
"É uma doença de que as pessoas têm muito medo, acham que não há cura – mesmo que haja. Elas se agarram a qualquer coisa que crie uma esperança, além do tratamento convencional", afirma Denise.

O oncologista do CPO, Marcelo Aisen, também concorda e acrescenta que alguns pacientes em fases mais avançadas do câncer procuram saídas alternativas, sem pensar racionalmente sobre sua eficácia. "Se alguém relata que se curou de um câncer ou que conhece alguém que tenha ficado bom depois de comer ou beber algo, eles acreditam. Não importa se não há estudo que comprove; aquilo é falado e escrito tantas vezes, em tantos lugares diferentes, que eles tomam como verdade", conta.

Denise explica que  a escolha de alguns alimentos como “milagrosos”, por exemplo, pode ocorrer pelo fato da indústria farmacêutica ter estudado, mas acabaram descartados por não terem sido encontradas neles substâncias eficazes para a elaboração de medicamentos, ou cujo trabalho ainda não terminou. "Um pedaço de informação é manipulado e a história toma proporções enormes", afirma.

A seguir, Denise e Aisen esclarecem mitos e verdades na relação entre a alimentação e o câncer. Mas, antes, os especialistas lembram: uma alimentação balanceada e saudável, com o máximo de alimentos naturais e o mínimo possível de processados, é realmente uma aliada para o sucesso dos tratamentos contra o câncer e para o bem-estar geral das pessoas, tenham elas câncer ou não.

Graviola é a nova arma na cura do câncer?
Mito. Alguns compostos da folha da graviola estão sendo estudados devido às suas características antioxidantes e profiláticas, mas ainda não há nenhuma conclusão quanto à sua eficácia contra o câncer, ou mesmo em relação ao seu uso em medicamentos para o tratamento da doença.

Maçã evita o câncer de pulmão?
Mito. Um estudo realizado em 2017 pela Universidade John Hopkins (EUA) indica que quem come três porções (cerca de 400 gramas) de maçã por dia tem a função pulmonar mais forte e preservada, devido principalmente às características antioxidantes e anti-inflamatórias da fruta. Mas não há nenhuma ligação formal entre isso e o desenvolvimento de um câncer de pulmão.

Não se deve tomar chá verde durante o tratamento contra o câncer?
Verdade. O chá verde é metabolizado pelas mesmas enzimas necessárias para a absorção de alguns dos medicamentos do tratamento contra o câncer. Assim, é melhor evitar a bebida para não haver a diminuição da eficácia dos remédios.

Tomate previne contra o câncer de próstata?
Não chega a ser mito, mas é difícil chamar de verdade. O licopeno presente no tomate realmente tem a capacidade de prevenir contra o câncer de próstata, mas não existem estudos científicos que comprovem na prática, se é possível alcançar algum resultado – além de ter toda uma alimentação geral exemplar.

Gengibre cura qualquer tipo de câncer?
Mito. Não há nenhuma evidência científica de que algum elemento do gengibre tenha a capacidade de curar o câncer. Porém, é verdade que o gengibre alivia os sintomas de mal-estar da quimioterapia e da radioterapia, como náuseas e enjoos.

Vegetais verdes protegem contra o câncer de intestino?
Verdade. Eles aceleram o movimento intestinal, facilitam a evacuação e, possivelmente, impedem a formação de células cancerígenas no órgão, embora, novamente, não haja estudos definitivamente comprobatórios em relação a isso.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Veterinária fala sobre alimentação natural para animais

Redação

Garantir que um cão ou gato se alimente bem é uma das principais preocupações para quem tem um pet. Uma dieta equilibrada e rica em nutrientes evita uma série de doenças. Na hora de escolher o alimento as opções são muitas. Uma das opções é a alimentação natural para pets. Por ser um assunto relativamente novo, a veterinária Livia Romeiro, do Vet Quality Centro Veterinário 24h, esclarece algumas dúvidas.

Quem optar em mudar o cardápio de um animal, deve consultar médicos veterinários especializados em nutrição | Foto: Freepik

Qual é a base da alimentação de um animal?
Cães e gatos são fisiologicamente carnívoros. Por isso, a alimentação deve ser preparada com a composição adequada de proteína animal. Os cachorros são descendentes de lobos e seu código genético é muito próximo aos amigos da alcateia.

Os gatos são carnívoros estritos e necessitam de mais proteínas do que os humanos. A menor quantidade de dentes molares e pré-molares em comparação com os cães, estômago reduzido e intestino curto não combinam com excesso de fibras e carboidratos.

O que é alimentação natural para pets?
É uma alternativa de dieta balanceada, criada com ingredientes naturais cozidos e congelados. Mas isso não significa  poder oferecer para um pet o mesmo alimento que um ser humano come. A ideia de que os animais devem comer os restos do jantar está longe de ser saudável e segura.

Alimentação natural ou ração?
A alimentação natural foi, durante muito tempo, a única forma pela qual os pets se alimentavam. Quando eles passaram a fazer parte da família, comiam basicamente os restos de comida para humanos.

As rações industrializadas existem no mercado brasileiro há mais ou menos 50 anos. Elas são preparadas por meio de uma fórmula que contabiliza os nutrientes básicos que não podem faltar na dieta dos animais.

A diferença entre ambas é que os alimentos naturais são mais frescos e não possuem aditivos químicos, corantes ou estabilizantes. Além disso, as rações são compostas com uma quantidade maior de carboidratos em relação às proteínas e gorduras.

Quais são os nutrientes necessários para um animal?
Uma dieta equilibrada deve conter proteínas, gorduras de boa qualidade, carboidratos, fibras, vitaminas, minerais e água.  Também são necessários suplementos minerais para manter a porcentagem dos nutrientes que os pets precisam. Probióticos e pré-bióticos também devem ser adicionados. Eles mantêm o equilíbrio da flora intestinal.

Os ingredientes utilizados na alimentação natural para animais são os mesmos da alimentação para humanos. Mas, o preparo deve ser completamente diferente. Temperos, alho e cebola podem causar uma séria intoxicação.

Alguns alimentos da lista do que pode ser oferecido aos pets são:

Carnes- carne bovina, frango, carne suína, peru, cordeiro e coelho.

Vegetais- cenoura, abóbora, mandioquinha, batata, batata-doce, inhame, vagem, brócolis, chuchu abobrinha.

Suplementação nutricional – a suplementação vai depender da espécie, estado fisiológico, idade, sexo, condições em que vivem e que tipos de atividades praticam.

É possível escolher entre os três tipos de alimentação natural para pets: cozida, crua com ossos ou crua sem ossos.

A dieta crua com ossos contém carnes, ossos e vísceras cruz. A sem ossos é feita com carnes e vísceras cruas com vegetais e carboidratos cozidos. A dieta cozida é preparada com carnes, vísceras, vegetais e carboidratos cozidos.

É importante ficar atento ao uso de carboidratos. Como a proteína tem um custo alto, muitas pessoas acham que uma grande quantidade de carboidrato irá compensar. Mas isso é um erro que pode levar a problemas de obesidade e diabete.

Qual é quantidade certa de cada ingrediente?
A composição nutricional da comida natural para cachorro deve ser prescrita e assistida pelo médico veterinário nutricionista. Ele vai propor uma dieta de acordo com as características e necessidades nutricionais do pet.

É muito importante que, se você está pensando em oferecer alimentos naturais para um pet, buscar orientação especializada. O animal vai precisar de um tempo de adaptação e isso também é levado em conta na hora do preparo das porções.

Se a pessoa tiver mais de um bicho de estimação, pode ser que a mesma comida não sirva para todos. Tudo vai depender da predisposição genética, se tem doenças crônicas e, principalmente, se é gato ou cachorro.

Assim como ocorre com as rações, os alimentos naturais preparados para cães não devem ser consumidos por gatos. O contrário também não.

Como mudar a alimentação de um pet?
A transição não deve ser feita repentinamente. É necessário preparar o paladar e a fisiologia do animal, para que não haja problemas como diarreia, falta de vitaminas ou anemia.

O processo é menos complicado para os cães, que conseguem se adaptar em até duas semanas. Já os gatos podem levar meses para conseguir entrar em uma rotina alimentar sem ração.

É fundamental é respeitar o gosto e a saúde do animal, se ele estiver apresentando sintomas físicos de rejeição, sinais de desnutrição, ou se ele simplesmente não gostar da textura da comida, consulte o veterinário.

Não existe uma idade certa para a mudança de alimentação. No início, como o organismo precisa de um tempo para se adaptar, o animal pode ter sintomas de desintoxicação, como coceiras, fezes amolecidas, hálito forte e odor corporal.

A comida do animal pode ser preparada pelo dono?
O preparo da comida requer tempo e habilidades. Veja algumas dicas:

Cozinhe cada ingrediente separadamente e pese após o cozimento;
Cozinhe no vapor para preservar os nutrientes;
Não adicione sal, óleo ou ervas sem a autorização do médico veterinário;
Esse tipo de rotina é trabalhoso, mas há no mercado opções de alimentação congelada. No entanto, fique atento às normas de inspeção estadual e federal e tenha a garantia de que está em boas condições de conservação.

Para quem optar em mudar o cardápio de um animal, deve consultar médicos veterinários especializados em nutrição.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Nutricionista indica cinco alimentos que beneficiam o corpo da mulher

Da Redação

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8), a nutricionista da academia Bio Ritmo, Fúlvia Gomes Hazarabedian, preparou uma lista especial de itens que podem fortalecer, prevenir doenças e deixar ainda mais bonitas as mulheres que os consomem, confira:

A uva possui ação antioxidante e rejuvenescedora | Foto: divulgação
1 – Aveia
 Rica em fibras e minerais, a aveia é uma verdadeira fonte de energia que também garante o fluxo intestinal e promove a sensação de saciedade. Para as mulheres que estão na dieta, a aveia é uma ótima pedida com frutas, iogurtes, shakes e em preparações diversas, substituindo farinhas, por exemplo.

2 – Uva
Refrescante, a uva possui ação antioxidante e rejuvenescedora, excelente para quem quer ficar em dia com a pele. A fruta pode ser consumida junto com saladas, como sobremesa ou lanche intermediário.

3 – Grão de bico
Minerais é com ele mesmo! Quem tem uma vida agitada e não tem tempo para ficar doente, o consumo do grão de bico é indicado, porque ele é um bom fornecedor de ferro, cálcio e zinco, que auxilia na imunidade. Para as grávidas, por exemplo, o alimento é ótimo devido ao ácido fólico, mas também contém grandes quantidade de vitaminas C, E, e do complexo B. Pode ser consumido como salada fria, substituindo o feijão ou leguminosas em geral, acompanhando torradas e vegetais em forma de patê, pasta ou até assado, como snack.

4 – Linhaça
Riquíssima em ômega 3, a semente de linhaça também contém muito minerais, mas é fortemente conhecida por ser anti-inflamatória. Indica-se consumir de forma triturada logo após a o processo, acompanhada por sucos, vitaminas, shakes, cereais, frutas, e até inserido em pães, tortas e outras preparações.

5 - Ovo
Simples de fazer e de comer, o ovo é uma fonte de proteínas de alto valor biológico, com ferro, magnésio e colina, que ajuda na manutenção muscular, no transporte de oxigênio e na ativação enzimática. Acompanha bem refeições principais substituindo carnes em geral, mas poder ser uma boa opção também para o café da manhã.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Carnaval: nutricionista orienta como curtir a folia com disposição

Da Redação

Muitas pessoas já estão se preparando para curtir os quatro dias de folia do Carnaval, seja nos blocos de rua, nos sambódromos ou no frevo, por todo o Brasil. No entanto, para aproveitar a festança é necessário pensar muito além da fantasia. Para manter o pique no Carnaval, é importante pensar na alimentação e no consumo de bebidas. Confira algumas dicas da nutricionista do Espaço Volpi, Gabriela Forte, para o antes, durante e depois dos dias de folia.

A água neutraliza a concentração de álcool na corrente sanguínea, então, beba o dobro de água durante a folia | Foto: reprodução
1 - Procure consumir vegetais, legumes e frutas
Eles possuem uma excelente concentração de vitaminas, minerais, fibras e água essenciais para o organismo, principalmente para os dias de folia. No entanto, fique atento quanto a procedência desses alimentos e sua forma de preparo, pois precisam da higienização correta para evitar contaminações.

2 - Carboidratos são bem-vindos
Antes de sair para curtir o carnaval, aposte nos carboidratos e também em frutas de alto teor hídrico. Alimentos como mandioca, batata doce, pães integrais, banana, manga, melancia, mamão, melão e aveia são boas pedidas para auxiliar na liberação de energia gradativa durante a diversão.

3 - Passe longe das frituras e alimentos gordurosos
Os alimentos gordurosos e as frituras são opções que exigem uma carga de trabalho maior para o sistema digestivo, incluindo o fígado. Com essa sobrecarga de trabalho em conjunto com o desgaste do organismo, além do consumo da bebida alcoólica, é natural que o folião apresente náuseas, enxaquecas ou um estímulo elevado no trânsito intestinal.

4 - Consuma o dobro de água
A água neutraliza a concentração de álcool na corrente sanguínea e minimiza os impactos negativos que a bebida traz em conjunto com a desidratação. O ideal é consumir o dobro de água em relação ao consumo de bebidas alcoólicas.

5 - Pós-folia
Cansaço, excesso de folia, excesso de bebidas alcoólicas e o pouco sono fazem o organismo viver uma situação estressante que eleva o cortisol, hormônio inflamatório que afeta a retenção hídrica, facilitando o acúmulo de gordura corporal e afetando também o sono, a disposição e o rendimento.

Por isso, o consumo de verduras, legumes e frutas auxiliará na maior concentração de fitoquímicos e antioxidantes importantes para os processos de "limpeza do organismo", além da ingestão de água. Chás naturais como cavalinha, gengibre com canela em pau, hibisco, salsinha e dente de leão auxiliam também neste processo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Hábitos alimentares influenciam na qualidade do sono, explica especialista

Da Redação

Quem nunca passou por dificuldades na hora de dormir? Perturbações do sono são cada vez mais frequentes nas diversas faixas etárias e muitas vezes estão relacionadas com os hábitos alimentares, pois dependendo da refeição durante o dia ou antes de dormir, a qualidade do sono pode mudar e causar até insônia. De acordo com Vanderli Marchiori, consultora em nutrição da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) o primeiro passo para uma boa noite de descanso é criar uma rotina alimentar que estimule a melatonina, também conhecida como hormônio do sono.

Cerca de 4h antes de dormir, evite alimentos que estimulem o sistema nervoso central como, por exemplo, café e chocolate | Foto: Freepik


"Opte por alimentos ricos em triptofano e magnésio, aminoácidos envolvidos na formação da serotonina – neurotransmissor responsável por regular o humor, sono e o apetite. Entre as alternativas estão as frutas como uva, banana, abacate; grãos e derivados, como granola, gérmen de trigo e aveia, entre outros", diz.

O segundo passo é evitar alimentos que estimulem o sistema nervoso central. Neste grupo estão café, chocolate, chá mate, preto ou verde, refrigerantes, guaraná em pó, bebidas energéticas, pimenta ou gengibre pelo menos quatro horas antes de ir para a cama. "Estes alimentos provocam excitações psíquicas através do aumento da disponibilidade de glicose para o cérebro", explica a nutricionista.

A especialista destaca que uma noite de sono ideal é fundamental para o controle do peso corporal, do humor e reduz o risco de doenças cardiovasculares, facilitando a digestão, o controle da temperatura corporal e outras atividades fisiológicas.

"Normalmente é indicado para indivíduos adultos uma média de sete a nove horas de descanso por noite, mas isso pode variar de acordo com a idade. Isto é, quanto menor a idade, maior a necessidade de sono", pontua Vanderli.

A especialista ressalta que é importante tentar aproveitar o momento de descanso, para se cuidar. Ler um bom livro, evitar o uso excessivo de aparelhos eletrônicos, fazer meditação e tomar um banho relaxante auxiliam o cérebro entender que é hora de desligar.



terça-feira, 16 de outubro de 2018

Ministério da Saúde recomenda 12 passos para uma alimentação saudável na infância

Da Redação

O novo Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos, do Ministério da Saúde esteve em consulta pública até 25 de agosto. Conforme descrito no próprio guia, ele “traz recomendações e informações sobre como alimentar a criança para promover saúde e desenvolvimento para que alcance todo o seu potencial”. Assim, é possível esclarecer dúvidas, obter explicações fundamentadas e orientações sobre o aleitamento materno e a alimentação na infância.

Não ofereça açúcar à criança até dois anos de idade | Foto: Freepik
Essas recomendações são voltadas para a família, em linguagem acessível e de forma prática. A versão online ainda é provisória, mas vale a pena ressaltar, de forma resumida, algumas mudanças apresentadas nos novos “Doze passos para uma alimentação saudável”.

O pediatra e homeopata Moises Chencinski comenta: “Não precisamos esperar a sua publicação oficial para dedicarmos atenção a esses 12 itens (antes eram dez) que podem, também como está no guia, trazer orientações resumidas para amamentar e alimentar corretamente a criança, com dicas que abrangem também toda a família”.

Amamentar até dois anos ou mais, oferecendo somente o leite materno até 6 meses

O leite materno é muito importante para a criança até dois anos ou mais, sendo o único alimento que a criança deve receber até 6 meses, sem necessidade de água, chá ou qualquer outro alimento. Começar a amamentação logo após o nascimento, na primeira hora de vida, traz benefícios para a criança e para a mãe.

“A composição do leite materno é única, personalizada e atende as necessidades nutricionais da criança conforme a sua idade, protege contra doenças na infância e na vida adulta, ajuda o desenvolvimento do cérebro e fortalece o vínculo entre mãe e criança. A existência de uma rede de apoio à mãe que amamenta é importante para o sucesso da amamentação”, afirma o pediatra.

Oferecer outros alimentos, além do leite materno, a partir dos 6 meses

O consumo de outros alimentos além do leite materno passa a ser necessário para o pleno crescimento e desenvolvimento da criança. Ofereça refeições preparadas com alimentos in natura e minimamente processados e continue amamentando até os dois anos ou mais.

O número de refeições ao longo do dia e a quantidade de alimentos oferecidos devem aumentar conforme a criança cresce para suprir suas necessidades. “Essas refeições podem ser dadas cerca de três vezes ao dia aos 6 meses, quatro vezes ao dia, entre sete e 11 meses, e cinco vezes ao dia, a partir dos 12 meses, podendo variar em função do apetite e da rotina da família. Ao completar um ano a criança já deve estar fazendo as principais refeições com a família (café da manhã, almoço e jantar), além de lanches/merenda e do leite materno”, diz o médico.

Oferecer água para o consumo, ao invés de sucos, refrigerantes e outras bebidas açucaradas

Água é alimento e deve fazer parte do hábito alimentar, desde o início da oferta dos outros alimentos. A água é essencial para a hidratação da criança e não deve ser substituída por nenhum líquido, como chá ou suco, muito menos refrigerante ou outras bebidas ultraprocessadas.

Alimentar a criança com alimentos in natura e minimamente processados

A alimentação da criança deve ser composta por comida de verdade, isto é, refeições feitas com alimentos in natura e minimamente processados de diferentes grupos (por exemplo feijões, cereais, raízes e tubérculos, frutas, legumes e verduras, carnes).

“Refeições com maior variedade de alimentos são as mais adequadas e saudáveis para a criança e toda a família. Varie a oferta de alimentos ao longo do dia e ao longo da semana”, orienta o pediatra.


Oferecer a comida na consistência espessa quando a criança começar a comer outros alimentos, além do leite materno

A comida com consistência espessa é a adequada à criança e contribui para seu desenvolvimento, além de conter mais energia e nutrientes. A mastigação estimula o desenvolvimento da face e dos ossos da cabeça. Desde o início o alimento deve ser espesso o suficiente para não “escorrer” da colher. No início, amassar os alimentos apenas com o garfo e picar bem os alimentos mais duros, como carnes, é o bastante.

 “Para deixar na consistência adequada, não bata no liquidificador e nem peneire os alimentos. Nos meses seguintes, amasse cada vez menos e comece a oferecê-los em pedaços pequenos. Por volta de um ano, a criança estará preparada para comer os alimentos com a mesma consistência da família”, explica Chencinski.

Não oferecer açúcar à criança até dois anos de idade

O consumo de açúcar não é necessário e causa danos à saúde como cáries, obesidade e doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e câncer. Além disso, acostumar a criança desde cedo ao sabor excessivamente doce pode causar dificuldade de aceitação dos alimentos in natura e minimamente processado.

“Não inclua na alimentação da criança nem mel, nem açúcar de qualquer tipo (mascavo, demerara, cristal ou refinado (“branco”) rapadura, melaço), nem ofereça preparações e produtos prontos que contenham algum desses ingredientes. Os adoçantes (em pó ou líquido) também não devem ser usados na alimentação da criança até dois anos, pois contém substâncias químicas não adequadas nesta fase da vida”, alerta o pediatra.

Não oferecer alimentos ultraprocessados para a criança

Esses alimentos são pobres em nutrientes e contêm muito sal, gordura e açúcar, além de aditivos, como adoçantes, corantes e conservantes. O consumo desses alimentos pode levar a problemas como hipertensão, doenças do coração, diabetes, obesidade, cárie dentária e câncer. Eles também geram impactos no meio ambiente, tanto no seu processo de fabricação nas indústrias como na geração de lixo das embalagens, e na cultura alimentar, por restringir as práticas alimentares das famílias.

Cozinhar para a família e para a criança a mesma comida, com alimentos in natura e minimamente processados

A chegada de uma criança é a chance de melhorar a alimentação de toda a família. Preparar a mesma comida para todos, com alimentos in natura e minimamente processados, sem excesso de gordura, sal e condimentos, agiliza o dia a dia na cozinha e é uma oportunidade de oferecer uma alimentação adequada e saudável à família e à criança.

“Planejar a alimentação da semana, organizar as compras para ter os alimentos em casa e usar técnicas como congelar parte dos alimentos são estratégias que facilitam o cozinhar e garantem comida de verdade todos os dias e em todas as refeições”, observa Chencinski.

Zelar para que a hora da alimentação da criança seja um momento de experiências positivas, aprendizado e afeto

A criança desde cedo é capaz de comunicar quando quer se alimentar, ou quando já está satisfeita. Os sinais de fome e saciedade devem ser reconhecidos e respondidos de forma ativa e carinhosa. Alimentar a criança é um processo que demanda paciência e tempo. Estimule a criança a comer, mas sem forçá-la, nem mesmo quando ela estiver doente.

 “Além da comida que vai no prato, o modo como ela é dada à criança também é importante. Dê atenção à criança e evite distrações como televisão, celular, computador ou tablet nesta hora, pois podem dispersar a criança, tirando o foco do alimento em seu momento. O prazer da alimentação está nos sabores, odores e na forma como a comida é oferecida”, afirma o pediatra.

Cuidar da higiene em todas as etapas da alimentação da criança

Cuidados com a alimentação e a higiene previnem doenças na criança e na família. “Lave as mãos sempre que for cozinhar, alimentar, cuidar da criança, depois de usar o banheiro, de trocar a fralda e de realizar outras tarefas no cuidado da casa. Quando a criança for comer, também lave as mãos dela”, recomenda Chencinski.


Oferecer à criança alimentação adequada e saudável também fora de casa

É possível manter a alimentação saudável fora de casa. Em passeios, festas e quando for às consultas com a equipe de saúde, continue ofertando os alimentos que a criança come em casa, pois alimentos in natura ou minimamente processados podem ficar até 2 horas em temperatura ambiente. Mesmo o almoço e o jantar podem ser levados em recipientes térmicos. “Informe-se sobre os alimentos ofertados em creches e outros espaços de cuidado da criança e converse a respeito da prática de uma alimentação adequada e saudável com as pessoas envolvidas nesse cuidado”, afirma o pediatra.


Proteger a criança da publicidade de alimentos

A criança facilmente confunde a realidade, programas televisivos e publicidade, não sabendo distinguir um do outro. Isto ocorre porque ela não tem desenvolvida a capacidade de julgamento e decisão e confunde a realidade com a ficção da publicidade. “É crucial que ela seja protegida, evitando ao máximo a sua exposição à publicidade. Este é um dever de todos. Crianças menores de dois anos não devem utilizar televisão, celular, computador e tablet”, recomenda o médico.


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Obesidade infantil quadriplica risco para diabetes

Da Redação

De acordo com a Federação Mundial de Obesidade, em menos de uma década o Brasil deve registrar mais de 11,3 milhões de crianças obesas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que em 2021, caso não haja mudanças significativas de hábitos e o sobrepeso continue avançando, haverá mais crianças e adolescentes obesos do que com baixo peso. Essa população expõe-se, assim, ao alto risco de desenvolver doenças crônicas como diabetes tipo 2, dislipidemias e hipertensão arterial.

A prevenção do diabetes inclui o cuidado com alimentação | Foto: Freepik
A nutricionistaaTarcila Ferraz, do departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), conta que, em 2015, uma em cada três crianças que saíram da escola primária foram consideradas acima do peso. "Por mais que o fator genético influencie é o ambiente ao qual o jovem está inserido que exerce maior impacto, especialmente considerando a alimentação e o sedentarismo. Desta forma, é fundamental cuidar da dieta desde cedo – quanto mais os pais, nutricionistas, pediatras e endocrinologistas se anteciparem e trabalharem conjuntamente para evitar ou reverter à obesidade na infância, melhor", atesta.

E essa condição tem uma relação direta com maior risco de doenças crônicas. "Estudos revelam que crianças obesas têm quatro vezes mais chances de ter diabetes tipo 2 aos 25 anos, quando comparadas com outras que não têm histórico de sobrepeso", diz Tarcila.

A prevenção, como a nutricionista já citou, passa pelo cuidado com alimentação. Por isso, a orientação aos pais deve ser para que conheçam e aceitem a saciedade da criança, sem impor ou exigir a ingestão total ou excessiva dos alimentos. O consumo de frutas, verduras e legumes deve ser estimulado; sempre se atentando ao tipo de gordura consumida. Além disso, é importante não pular refeições e nem substituí-las por lanches.

Atenção na hora do recreio

Na hora de preparar a lancheira, prefira lanches caseiros com proteínas magras, como frango, atum e queijo branco, associando com verduras e legumes – alface, tomate, cenoura e beterraba ralada, por exemplo. Na cantina, o Ministério da Saúde recomenda que estejam de fora dos cardápios os itens: balas, pirulitos, gomas de mascar, biscoitos recheados, salgadinhos e pipocas industrializados, refrigerantes, bebidas alcoólicas, sucos artificiais, fritura e alimentos industrializados cujo percentual de calorias provenientes de gordura saturada ultrapasse 10% das calorias totais.

Já entre os produtos indicados pelo MS às cantinas, estão pelo menos uma opção de fruta da estação, suco natural, bebidas lácteas e salgados assados. Para bebidas que precisam de adição de açúcar, a sugestão é de que sejam oferecidas ao consumo conforme a preferência do consumidor pela adição ou não do ingrediente.

A prevenção da obesidade com a manutenção de uma dieta balanceada é capaz de evitar o diabetes. Nesta quinta-feira (11) é comemorado o Dia Mundial de Combate à Obesidade.



terça-feira, 25 de setembro de 2018

Grupos de emagrecimento em empresas fomentam hábitos saudáveis

Da Redação

Para diminuir o impacto negativo da má alimentação, algumas empresas têm investido cada vez mais em opções saudáveis para seus colaboradores. Um exemplo disso é a Furukawa, em Curitiba (PR), que conta com os serviços da Risotolândia Restaurantes Corporativos para atender as necessidades nutricionais dos mais de 700 colaboradores.

A ingestão excessiva de açúcar pode aumentar os níveis de cortisol no organismo - hormônio responsável pelo estresse | Foto: Freepik
Além de cardápios desenvolvidos de acordo com o perfil da empresa, o serviço conta com projetos que promovem hábitos saudáveis e diminuem os riscos de doenças relacionadas à alimentação, como o Projeto Viva Melhor, que prevê ações personalizadas em formatos de blitz, conforme explica a  nutricionista da Risotolândia, Patrícia Torassi.

 "Nós identificamos os principais problemas de saúde existentes entre os colaboradores das empresas clientes e, a partir daí, desenvolvemos ações junto à empresa para promover um estilo de vida mais saudável e, consequentemente, mais produtivo", conta Patrícia.

Uma das iniciativas são os grupos de atendimento focados em quatro aspectos: emagrecimento, prevenção e controle da diabetes, acompanhamento de gestantes e hipertrofia, para os praticantes de atividades físicas.

Como funciona?
Cada grupo é formado por até 20 colaboradores que são atendidos, conforme a sua necessidade por cinco encontros que acontecem mensalmente. No caso dos grupos de emagrecimento, são abordados temas como tipos de alimentos, densidade calórica, necessidade energética individual, alimentação e atividade física para incentivar a perda eficiente de peso. "Este formato tem se mostrado muito eficiente, já que, juntos, os colaboradores ganham voz e demonstram até cinco vezes mais resultados, graças ao incentivo dos colegas", explica Patrícia.

Já os grupos de hipertrofia são focados no ganho de massa muscular, abordando temas como metabolismo corporal, densidade calórica, necessidade energética individual, alimentação para cada tipo específico de atividade física.

Completando as ações, estão os grupos para diabetes, que auxiliam o participante no ganho de qualidade de vida e no cuidado da doença, por meio de temas como: o que é diabetes, quais seus tipos, quais alimentos devem ser consumidos e quais devem ser evitados, além de contagem de carboidratos.

Por fim, o grupo para gestantes, que auxilia a participante em uma gestação saudável, promovendo debates sobre desenvolvimento da gestação, alimentação em cada trimestre, amamentação e introdução alimentar.

 Na Furukawa, os grupos de atendimento acontecem desde 2016 e, atualmente, a empresa tem mais de 40 colaboradores atendidos pelas nutricionistas da Risotolândia.

O poder da alimentação 
Você já ouviu falar que pessoas bem alimentadas trabalham mais e melhor? É o que aponta uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo dados da instituição, pessoas que costumam ter maus hábitos alimentares são até 20% menos produtivas, do que outras que consomem frutas, grãos e vegetais regularmente.

Além disso, especialistas alertam sobre os perigos da ingestão excessiva de açúcar, que pode aumentar os níveis de cortisol no organismo - hormônio responsável pelo estresse. O perigo está justamente aí: quando os níveis de estresse sobem, as pessoas tendem a consumir mais açúcar, criando um ciclo contínuo que pode desencadear doenças como a obesidade e a diabetes, além de diminuir a motivação e o desempenho no trabalho, é claro.


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Futuro da alimentação é debatido em seminário

Da Redação

No Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, acontecerá em São Paulo o seminário internacional O Futuro da Alimentação. O evento reunirá pesquisadores, cientistas, produtores e sociedade civil para debater o desafio de garantir alimento para uma população que deve chegar à marca de 10 bilhões de pessoas nos próximos 30 anos. O seminário gratuito, promovido pela Scientific American Brasil, será realizado no Teatro Eva Hertz, no Conjunto Nacional, a partir das 09h30. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas.

Evento ocorre em 16 de outubro, no Teatro Eva Hertz, em São Paulo | Imagem: reprodução 
Especialistas internacionais irão abrir as discussões em cada um dos turnos do evento. Na parte da manhã, a americana Nina Fedoroff – bióloga molecular, autora de diversos livros sobre uso de tecnologia para produção agrícola, ex-conselheira científica do Departamento de Estado dos EUA e ex-presidente da Sociedade Americana para o Progresso da Ciência – falará sobre como alimentar uma população crescente de maneira sustentável. À tarde, o convidado é o pesquisador sueco Stefan Jansson – biólogo, um dos pioneiros europeus na utilização da ferramenta de edição genética CRISPR em plantas e ex-presidente da Sociedade de Fisiologia de Plantas da Escandinávia. O título de sua palestra será “Ser ou não ser geneticamente modificado, eis a questão”.

A ideia é discutir os enormes desafios diante dos quais a humanidade está hoje, a exemplo da questão da fome, da produção e da distribuição de alimentos. Os participantes também vão compartilhar a visão de que nunca estivemos tão preparados para superar os obstáculos.

Para o diretor da Scientific American Brasil, Alfredo Nastari, o Brasil deve continuar a ser um protagonista da produção alimentos com tecnologia e de maneira sustentável. “Hoje, já aprendemos muito sobre processos bioquímicos complexos, genética, big data, inteligência artificial e muitos outros. Além disso, temos condições de transformar esse conhecimento em soluções inovadoras”, afirma.

Os temas serão abordados ao longo de quatro painéis: “Um mapa da abundância e da escassez”, “Mudanças climáticas, sustentabilidade e produção de alimentos”, “Novas tecnologias na produção de alimentos” e “Exemplos inspiradores”. Todos os debates vão contar com a participação do público presente no local e também com as contribuições dos internautas que acompanharão o evento por streaming.

Para participar, os interessados devem se inscrever previamente aqui.




Fake News: conheça cinco notícias falsas sobre alimentação

Da Redação

Os números são alarmantes: até 70%* das fake news (notícias falsas) têm mais chances de viralizar nas mídias sociais do que as notícias verdadeiras. Entre elas, estão as informações sobre saúde. Segundo a nutricionista do Hospital 9 de Julho, Erica Fernanda, as campeãs são as notícias sobre emagrecimento. "As crenças populares, somadas ao apelo emocional e às receitas de dietas milagrosas fazem com que muitas pessoas compartilhem notícias falsas".

Beber água quente com limão em jejum não auxilia no emagrecimento, segundo a nutricionista  Erica Fernanda | Foto: iStock
A especialista explica que, além das informações duvidosas sobre emagrecimento, as fake news podem ter consequências mais graves. "Sem a informação correta, as pessoas podem acreditar na notícia e prejudicar sua saúde ao fazer dietas ou exercícios errados", reforça Erica, que lembra também que antes da internet, isso já acontecia. "Na época da escravidão, os senhores do engenho criaram a crença de que comer manga com leite fazia mal só para evitar que os escravos roubassem o leite da fazenda, mas não existe comprovação científica sobre isso". Abaixo algumas fake news famosas nas redes sociais:

Quem tem colesterol alto não pode comer ovo: fake
O aumento do colesterol não está relacionado apenas aos níveis de colesterol encontrados nos alimentos. Está associado a questões como a prática de atividade física, genética, ganho de peso e dieta pobre em fibras e gordura trans. "Por isso, o consumo do ovo, por si só, não costuma aumentar o nível de colesterol a ponto de ser um risco para a saúde" explica a nutricionista.

Beber água quente com limão em jejum emagrece: fake
Essa técnica não elimina a gordura e não existe nenhuma comprovação científica sobre isso. A especialista reforça ainda que nenhum alimento é capaz de eliminar peso. "Alguns alimentos podem ajudar na perda de peso como os termogênicos, que aceleram o metabolismo e o gasto de energia, como a cafeína". A ingestão de líquido, de forma geral, ajuda também na hidratação e desinchaço do organismo. Para perder peso e queimar gordura deve-se diminuir as calorias totais ingeridas durante o dia, consumir menos açúcar, alimentos ricos em gorduras e praticar exercícios físicos.

Chocolate diet engorda menos do que o tradicional: fake
Apesar de não ter açúcar, o alimento diet tem mais gordura saturada que os produtos convencionais para chegar ao sabor próximo ao açúcar, podendo ser mais prejudicial à saúde e conter mais calorias. Não é recomendado para dietas de emagrecimento, e sim para diabéticos.

Comer abacaxi após as refeições emagrece: fake
O abacaxi quando consumido após as refeições auxilia no processo digestivo, mas não diminui os valores calóricos e nem interfere na absorção das gorduras das refeições.

Carboidratos integrais não engordam: fake
 Os alimentos integrais possuem as mesmas ou até mais calorias que os alimentos refinados. A única diferença é que são ricos em vitaminas, minerais fibras e são absorvidos pelo corpo mais lentamente o que dificulta que a pessoa engorde, por ter saciedade por mais tempo. Mas se forem consumidos em excesso, também podem elevar o peso.

A especialista indica que, ao receber mensagens "milagrosas", deve-se desconfiar. "Não existe fórmula mágica para o emagrecimento. Então, caso alguém receba mensagens com receitas milagrosas, desconfie, procure um especialista e não repasse para outras pessoas".



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Mitos e verdades sobre alimentação para pessoas que tratam o câncer

Da redação

A nutrição é um assunto importante durante o tratamento contra o câncer. A nutricionista Larissa Monteiro, que atua na Neolife Bem-Estar, primeira clínica do Brasil que une a oncologia integrativa e a oncologia estética, elenca cinco mitos e verdades sobre alimentação e cuidados para os pacientes que estão em fase de tratamento.

Alimentos: “O ideal é descascar mais e desembalar menos”, orienta a nutricionista Larissa Monteiro
Pois dependendo do tipo e localização do tumor, medicação proposta e das condições clínicas do paciente, aumentam as chances de desnutrição, comprometendo a qualidade de vida devido ao maior risco de infecção. Por outro lado, alguns pacientes ganham peso, o que pode afetar o resultado do tratamento a longo prazo.

1. É comum pacientes oncológicos desenvolverem desnutrição e uma diminuição do sistema imunológico.
Em termos. A nutrição tem grande importância na recuperação dos pacientes oncológicos e, por isso, um suporte nutricional adequado faz parte do tratamento integral e deve estar presente em todas as fases da doença. Durante o processo de quimioterapia podem ocorrer alterações que levam à diminuição do sistema imunológico. Há mais riscos de infecções por vírus, bactérias e fungos. Dessa forma, é necessário tomar alguns cuidados com a higiene e manipulação dos alimentos como: lavar as mãos com água e sabão antes e após a preparação dos alimentos e antes de comer; verificar a data de validade dos produtos, a integridade da embalagem; selecionar sempre gêneros frescos e íntegros de boa procedência.

Alimentos congelados devem ser descongelados na geladeira ou micro-ondas e não podem ser novamente congelados. Evitar comprar queijos e frios previamente fatiados e cortados - prefira os que vêm lacrados da indústria; evitar carnes e peixes crus ou que não estejam bem cozidos ou bem passados; evitar ovos crus ou preparações que usem ovos crus ou com a gema mole. Lavar cuidadosamente em água corrente frutas, legumes e verduras. O ideal é deixar de molho em solução desinfetante à base de hipoclorito de sódio, de acordo com as instruções do fabricante. Escorrer o excesso de água e seque com papel toalha e guarde em recipiente fechado.

2.  Associar a vitamina C à quimioterapia torna o tratamento mais efetivo.
Mito. A vitamina C é um antioxidante que tem várias funções no organismo como síntese de colágeno e neurotransmissores, além de aumentar a absorção de ferro no organismo. Sua biodisponibilidade está relacionada com a absorção intestinal, reabsorção e excreção renal. Os pacientes com câncer podem apresentar uma deficiência de vitamina C por uma baixa ingestão oral, por um aumento do estresse oxidativo e inflamação. A sua deficiência pode causar fadiga, dor, fraqueza, má cicatrização de feridas, entre outros sintomas. Estudos recentes relataram uma melhora de marcadores inflamatórios, melhora nos sintomas (fadiga, dor) e um possível benefício na qualidade de vida quando usado a administração de vitamina C intravenosa ou em combinação com a vitamina C oral em pacientes oncológicos. Entretanto os estudos apresentam cautela no uso da vitamina C (antioxidante). Pode interferir na quimioterapia (terapia pró-oxidante), além de não relatarem efeito antitumoral. O mais seguro é que o paciente tenha uma ingestão de vitamina C adequada através da alimentação.

3. Associar o uso de suplementação de vitaminas e minerais pode beneficiar os pacientes em diferentes estágios do tratamento.
Mito. De acordo com o World Cancer Research Fund International (WCRF) e estudos recentes, o uso de suplementos de vitaminas e minerais em pacientes com câncer sem deficiência nutricional não é justificável, uma vez que a ingestão desses suplementos pode trazer efeitos indesejáveis em termos de comprometimento e eficácia do tratamento. Devido à inconsistência dos estudos, o melhor a fazer é uma nutrição adequada.

4.  A ingestão de alimentos industrializados, embutidos e processados prejudicam as pessoas que já tiveram câncer e hoje estão curadas.
Verdade. A mudança para um hábito alimentar e estilo de vida saudável deve-se permanecer, após o tratamento. Aconselha-se o paciente a manter um alto consumo de frutas, legumes e verduras de forma variada, dar preferência para carboidratos de absorção lenta (grãos integrais, batata doce, mandioca, cará, inhame, arroz integral), grãos e sementes (aveia, chia, semente de girassol), castanhas, gorduras boas (azeite extra virgem, abacate), menor consumo de carne vermelha e maior consumo de carne branca e proteína vegetal (feijão, grãos de bico, ervilha, milho, quinoa). Evitar alimentos processados e industrializados, açúcar, doces, carboidratos refinados (farinha branca), embutidos, refrigerantes, sucos industrializados é recomendado para todos, portanto, bem mais para quem já passou pelo tratamento.  O ideal é descascar mais e desembalar menos.

5. Uma alimentação vegetariana reduz o risco de a doença voltar.
Em termos. Alguns estudos sugerem que dieta vegetariana pode conferir alguma ação protetora para o risco de câncer em geral, embora nem todos os estudos estejam de acordo, uma vez que existem outros fatores de risco para o desenvolvimento do câncer (fumo, álcool, sedentarismo e genética). Os estudos sugerem que ao retirar a carne, retira-se da alimentação nitrito, nitratos, aminas heterocíclicas e gordura saturada que causam inflamação, alteram a microbiota intestinal e diminui o fator de crescimento tumoral (IGF-1).

 Além disso, o alto consumo de vegetais e frutas prediz um menor risco para certos tipos de câncer. As frutas e os vegetais são ricos em fibras, antioxidantes, fitoquímicos que em conjunto com um estilo de vida saudável conferem uma proteção maior e menor incidência de câncer. Os vegetarianos e veganos sob orientação nutricional adotam um padrão alimentar adequado e um estilo de vida saudável, sendo assim a mudança para este padrão alimentar deve ser acompanhado por nutricionista e médico especialista a fim de evitar qualquer carência nutricional.




quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Seis perguntas que os veganos ouvem com frequência

Da redação

O estilo de vida vegano gera curiosidade, para algumas pessoas, pois os adeptos não consomem, nem utilizam nada de origem animal. Confira a seguir seis perguntas que  a maioria dos veganos já ouviu.

1. Você não sente saudade de comer churrasco?
Provavelmente, todo vegano já precisou explicar que não, não sente saudades de comer churrasco. Além disso, dá perfeitamente para fazer um “churrasco vegano” com vegetais.

2. Ser vegano é saudável?
Muita gente pensa que não comer carne, laticínios e derivados nos deixaria com deficiência de algumas vitaminas e sais minerais. Chegou a hora dos carnívoros descobrirem que existem muitas (e ótimas) fontes de proteína, cálcio e sais minerais vegetais.

Ou seja, os veganos não precisam comer carne para ser saudáveis! Claro que tudo depende de uma alimentação balanceada. Mas sabemos que, mesmo comendo carne, boa parte das pessoas não se alimentam muito bem.

3. Veganos não comem nem queijo?
Essa pergunta vem da confusão que alguns fazem entre veganos e vegetarianos. A resposta é um simples não. Queijo é um derivado do leite e, portanto, tem origem animal. Consumi-lo vai contra as éticas e morais veganas, ou seja, não é só um pedacinho de queijo que estão recusando.

4. Como você consegue proteína e cálcio?
Dois exemplos são o brócolis e o espinafre, que substituem os laticínios muito bem. Nenhum vegano vai ficar com deficiência de cálcio só porque deixou de tomar derivados de leite.

5. Você só come salada?
Se você já foi convidado para um churrasco e te deram a desculpa de que "ah, mas vai ter salada", então te entendemos. Os veganos não comem só saladas! Pelo contrário, eles têm um cardápio extremamente rico.

Quando você se torna vegano acaba aprendendo diversas receitas, que nem te passariam pela cabeça se continuasse na refeição padrão de arroz, feijão e carne.

6. Mas não pode nem leite na receita de bolo?
Alguém precisa avisar as pessoas: não é porque você não vê o leite ou derivados que ele não estão lá. Os veganos não consomem esse tipo de alimento, mesmo que ele esteja misturado com o resto da receita.

Felizmente, existem opções veganas de doces para quem optou por esse estilo de vida. Então, toda essa "preocupação" que tem a respeito do veganismo é completamente sem justificativa.



Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...