sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Nutricionista fala sobre a importância da vitamina C e alerta sobre a suplementação

Redação

Muitas pessoas consomem a vitamina C na prevenção de gripes e resfriados. Mas segundo a nutricionista Juliana Vieira, estudos comprovaram que a substância tem pouco ou nenhum resultado para prevenir estes males. Apesar disso, ela auxilia o bom funcionamento do organismo e até combate o envelhecimento, mas o excesso pode fazer mal.

De acordo com a nutricionista Juliana Vieira, aqueles tubinhos efervescentes de vitamina C vendidos em farmácias não devem ser consumidos diariamente | Foto: Divulgação/Vh Assessoria 

"Ela ajuda a melhorar a imunidade, estimula a produzir colágeno e combate o envelhecimento. Além disso, tem um fortíssimo poder antioxidante , para fortalecer o sistema imunológico, combatendo também os radicais livres", afirma a nutricionista.

Segundo Juliana, o camu-camu, laranja,  limão e acerola são muito ricos em vitamina C.  Ela alerta também que o organismo consegue absorver, em média, 90 gramas por dia e o excesso da substância pode fazer mal, pois pode provocar diarreias, cólicas, dor abdominal e dor de cabeça e até cálculo renal, devido ao oxalato de cálcios.

De acordo com Juliana, aqueles tubinhos efervescentes de vitamina C vendidos em farmácias não devem ser consumidos diariamente.  "Eles contêm sal  e tem que ser tomado adequadamente , pois vitamina C aumenta os níveis plasmáticos da aspirina. Além disso, aumento os riscos do surgimento de trombos nos vasos sanguíneos. Então, nada de tomar como se fosse suco", finaliza.

A hipocrisia faz o errado parecer certo

*Por Fabiano de Abreu

Hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui, frequentemente exigindo que os outros se comportem dentro de certos parâmetros de conduta moral que a própria pessoa não exerce.

Segundo Abreu:"Só determinamos hipócrita aquele que fala o que tem que ser feito, mas não faz" | Foto: divulgação

O ato hipócrita pode vir de um conhecimento do que tem que ser feito ou do que é certo, mas não se traduz na prática. Nem sempre esse ato é por maldade.

Sabemos o que é certo e o que é errado e, cognitivamente, o que é necessário para atingir algo almejado. Por isso, só determinamos hipócrita aquele que fala o que tem que ser feito, mas não faz. Ou seja, ele sabe o caminho, mas não o segue por questões de bloqueio psicológico, falta de tentativa ou por simplesmente não querer.

É o famoso ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.’

O hipócrita pode ser uma pessoa que precisa de ajuda psiquiátrica, para buscar a solução para o que ele sabe ser certo e não consegue fazer.

Quem define o que é certo ou errado? Na realidade tememos a rejeição da massa. O certo pode prejudicar a alguns e ajudar a maioria, mas quem quer prejudicar a qualquer um? O certo pode afetar a um e ajudar um todo. Mas quem quer prejudicar a um?

Gosto de usar o exemplo da guerra. Muitos evitaram combater a Alemanha de Hitler, para evitar a morte de alguns. Mas, ao protelar a guerra, deixaram que morressem milhões. Queremos a paz, mas para ter paz pode ser necessário fazer a guerra.

Ou seja, o correto agora pode não ser o correto depois, ou o correto para o depois pode ser o que parece ser errado agora. Na guerra uns morrem para que milhares vivam. Na vida, nos sacrificamos hoje, para que tenhamos uma melhor sociedade no futuro.

*Fabiano de Abreu é filósofo e especialista em estudos da mente humana.

Dermatologista comenta sobre o fotoenvelhecimento

Redação

O envelhecimento cronológico da pele é aquele relacionado à idade, ocorre de forma bem lenta e progressiva e causa leve atrofia, rugas finas e flacidez. Já o fotoenvelhecimento é um processo desencadeado pela exposição à radiação ultravioleta (UV) do sol e, portanto, resulta no envelhecimento prematuro, segundo o dermatologista Elimar Gomes, que atua na BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo. 

Os danos provocados pela exposição à radiação UV são cumulativos, por isso, o ideal é utilizar protetor solar diariamente | Foto: Freepik

Gomes explica que quando o raio UV penetra na pele, danifica todas as camadas e provoca mudanças na textura e na pigmentação, promovendo, gradativamente, manchas, perda das fibras de colágeno e produção anormal de elastina, determinando rugas mais profundas e perda de elasticidade da pele.

"Em qualquer idade, podemos claramente perceber a diferença entre o envelhecimento cronológico e o fotoenvelhecimento: basta comparar a pele localizada na parte interna com a da parte externa do nosso braço. Os danos provocados pela exposição à radiação UV são cumulativos e, por isso, quanto mais cedo e melhor nos protegermos, menores serão os sinais do envelhecimento", ressalta o dermatologista.

Além das manchas e rugas visíveis, a exposição à luz solar provoca em todas as células da pele pequenas alterações no DNA celular. "Nossas células têm alguns mecanismos de reparo que corrigem essas alterações. Com o excesso de exposição ou com o dano cumulativo, nem todas se recuperam e, consequentemente, acontecem mutações que promovem o crescimento anormal e descontrolado de algumas células, dando origem ao câncer de pele", explica Gomes.

Segundo ele, quando essas mutações ocorrem nas células de revestimento da pele temos os carcinomas, que se dividem em basocelulares - das células basais - e espinocelulares - das células escamosas. Quando existem mutações nos melanócitos, as células que produzem melanina e dão cor a nossa pele, há  câncer do tipo melanoma. 

Além do fotoenvelhecimento, mais de 90% dos casos de câncer de pele são causados pela exposição aos raios ultravioleta do sol. Por isso, é indispensável usar diariamente protetor solar fator 30 ou maior, usar chapéu e  óculos escuros, roupas com fator de proteção ultravioleta no tecido, evitar exposição ao sol no período entre 9h e 15h e permanecer na sombra sempre que possível, recomenda o dermatologista, que também é coordenador da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que anualmente, em dezembro, intensifica as ações de conscientização sobre diagnóstico e prevenção ao câncer de pele.

O uso de protetor solar diariamente é o primeiro passo no tratamento do fotoenvelhecimento. O segundo é procurar um dermatologista, que analisará cada caso e verificará o que pode ser feito. "Existem tratamentos mais simples com cremes hidratantes, antioxidantes e ácidos que estimulam a renovação celular e podem ser usados em casa. Além disso, inúmeros tratamentos podem ser realizados no consultório, tanto para prevenção quanto para corrigir os sinais do fotoenvelhecimento, tais como peelings, luz pulsada, Laser fraccionado, ultrassom microfocado, bioestimuladores de colágeno, preenchimento com ácido hialurônico, aplicação de toxina botulínica, entre outros", finaliza Gomes.

Veterinário fala sobre administração de medicamentos em felinos

Redação

Quem conviveu ou tem gatos em casa sabe que os bichanos são animais de características peculiares - de comportamento mais independente, muito apegados à casa e gostam de momentos de tranquilidade, tudo o que querem é água, comida e carinho. Quando o assunto é administração de medicamentos, o animal pode se estressar, segundo o veterinário Alexandre Merlo, gerente técnico da linha Animais de Companhia da Zoetis.

Quando o assunto é administração de medicamentos, o animal pode se estressar, com isso, há no mercado produtos específicos para os animais | Foto: Freepik
Qualquer situação que os tire desta zona de conforto pode deixá-los estressados, com isso, as reações podem ser diversas - arranhões, mordidas, ataques repentinos, um xixi fora da caixa de areia, algumas horas escondidos ou dias desaparecidos (se costumam sair de casa).

"Estressado, o gato pode morder, arranhar; ficar salivando após a ingestão do medicamento. Em caso de comprimido, por exemplo, ele segura abaixo da língua ou na bochecha e cospe depois. Há casos em que o medicamento precisa ser administrado no horário certo e nem sempre o tutor consegue dar. Com isso, o tratamento fica comprometido", explica Merlo.

Por conta deste contexto, há no mercado produtos de fácil administração e que facilitam a vida dos tutores. 

Revolution 
Vendido em forma de pipetas, Revolution é indicado para prevenção e tratamento para pulgas e carrapatos. Aplicado sobre a pele do animal na região da nuca (ou transição entre pescoço e tórax), o produto é de fácil e rápida absorção e pode ser utilizado em filhotes de cães e gatos, a partir de 42 dias de vida.

Convenia 
Antibiótico injetável (administrado em dose única), Convenia é indicado para o tratamento de infecções de pele e para tratamento de infecções do trato urinário. O medicamento tem ação por 14 dias.

Synulox 
Antimicrobiano indicado para infecções cutâneas, respiratórias, gastrintestinais e periodontais, Synulox apresenta-se na forma de comprimidos palatáveis, o que facilita sua administração.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Atrium sedia exposição “Cartazes da Paz”

Redação

O Atrium Shopping (Rua Giovanni Batistta Pirelli, 155), em Santo André, sedia a exposição “Cartazes da Paz e Redação da Paz”, cujo objetivo é disseminar a paz entre as pessoas. A visitação estará aberta ao público de 9 de dezembro a 17 de janeiro.

Mostra ficará em cartaz até 17 de janeiro | Foto: divulgação

A mostra reúne trabalhos selecionados em concursos realizados pelo Lions Clube, com os temas “bondade importa”, “compartilhe a paz” e “jornada da paz”. Serão cerca de 40 trabalhos expostos, entre desenhos e textos.

O concurso é realizado anualmente pelo Lions Internacional em mais de 100 países, com a participação de estudantes de escolas públicas e particulares, entre 11 e 13 anos para o desenho; e de 14 a 17 anos para as redações. O propósito é incentivar reflexões sobre a paz e discussões sobre tolerância, compreensão e auxílio ao próximo.

Personal trainer explica a importância do alongamento

Redação

Qualquer pessoa que esteja começando ou já tenha uma rotina de exercícios sabe (ou deveria saber) que antes de qualquer atividade física é necessário fazer um aquecimento inicial — andar até a academia ou parque já preenche essa necessidade — e fazer uma boa sequência de exercícios de alongamento. 

O alongamento deve ser feito antes e depois do treino, segundo o personal trainner, Giulliano Esperança | Foto: divulgação 

Segundo o diretor técnico da Sociedade Brasileira de Personal Trainers, Giulliano Esperança, o alongamento é um aviso para o corpo de que você está iniciando uma continuação de movimentos que saem da sua “normalidade”, ou seja, que vão além dos movimentos que você faz diariamente.

Fazer alongamentos serve para a manutenção ou, no caso dos principiantes, do aumento da flexibilidade do corpo. Essa ampliação é necessária, pois os exercícios físicos requerem movimentos mais longos. Mesmo exercícios como a caminhada requerem movimentos ampliados das pernas (incluindo as coxas e o quadril), braços, ombros e costas.

A falta de uma sequência de exercícios de alongamento pode comprometer o treino (causar mais cansaço, por exemplo) e aumentar a incidência de lesões musculares. Mas para tudo existe um limite: o alongamento exagerado — forçando até níveis de dores muito exorbitantes — também é prejudicial.

“O alongamento precisa ser feito até um nível chamado ótimo ou ideal. É um processo profilático, ou seja, protege de forma preventiva alguns tipos de lesões causadas pelo excesso no movimento ou na carga de exercícios. Entretanto, quando há um alongamento excessivo, forçando demais a musculatura, esse tipo de preparação para o treino também pode levar a lesões nos músculos e, consequentemente, articulações”, explica Esperança.

O especialista lembra também que as sequências de alongamento não devem ser feitas apenas no início do treino, mas ao final deles também. “O alongamento posterior ajuda o corpo a voltar ao seu ritmo natural, em que os músculos ficam mais estáveis. Faz parte do que chamamos de ‘desaquecimento’ pós-exercício. Tudo isso ajuda a diminuir a ocorrência de um desconforto posterior ao exercício, como aquelas dores nas pernas que muitas pessoas têm no dia seguinte a um treino”, completa Esperança.

 Além disso, não fazer o alongamento de modo correto também podem desenvolver dores crônicas nas costas. O próprio alongamento, aliás, pode ser considerado uma forma bastante prática de exercício. “No dia em que não é possível treinar — por causa do tempo, clima ou outro compromisso — as pessoas podem fazer uma boa sequência de alongamento, em casa mesmo. É uma forma de manter o organismo ativo”, diz Esperança.

Mesmo pessoas mais velhas, que não têm uma rotina de exercícios programada, podem aproveitar os benefícios do alongamento. “A Academia Americana de Medicina Esportiva sugere que pessoas idosas façam séries de alongamentos para manter a flexibilidade do corpo. Isso ajuda essas pessoas a manter uma boa saúde e realizarem mais facilmente suas tarefas diárias, apontam os estudos”, explica o especialista.

Os tipos de alongamento podem variar para cada forma de exercício físico, mas existe uma série básica que pode servir para todos.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Cervejaria Madalena sedia feira retrô neste fim de semana

Redação

A Cervejaria Madalena, em Santo André, promove neste fim de semana (7 e 8) a primeira edição extra da Expo Vintage Brazil, a mais completa feira retrô do País. Destinada aos amantes da temática dos anos 1930 a 1970.

"Expo Vintage Brazil" terá diversos expositores e música na programação | Foto: divulgação 

De acordo com o diretor de Negócios da Cervejaria Madalena, Renan Leonessa, o evento é também uma oportunidade para as compras de Natal. “A proposta é trazer expositores de artes plásticas, colecionismo, disco e vinil, souvenir, brechó, moda e vestuário, cultura custom, fotografia, vídeo, itens de decoração, antiquário e brinquedos, que ofereçam produtos criativos e com identidade”, conta.

A Expo Vintage Brazil terá também serviços de tatuagem, barbearia, lanchonete, café e claro, toda a linha de cervejas Madalena. “Além disso, também haverá música ao vivo com bandas, DJ´s e apresentação de pin-ups”, comenta Leonessa.

No sábado (7), a programação tem início logo pela manhã, às 9h, com workshop sobre Marketing Digital para Empreendedores Retrô (inscrições pelo link: http://olha.ai/GxJe6). Já no domingo (8), as palestras de Kcau Martins do #analisedeperfilcomportamental e Jelly Maciel da Academia das Divas abrem o segundo dia de evento, a partir das 11h30. Nos dois dias, haverá intervenções artísticas e musicais durante toda a tarde com uma line-up vintage repleto de rockailly, blues e rock and roll.

A Cervejaria Madalena fica na Rua Araçatuba, 137, no bairro Santa Maria, em Santo André. Tel.: 4800-0500.

Dezembro Laranja: alerta para o câncer de pele

Redação

Por conta das altas temperaturas no fim do ano, é preciso que os cuidados com a pele sejam dobrados, para evitar os efeitos nocivos dos raios solares, que são os principais fatores do aumento nos índices de tumores de pele, entre a população brasileira. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 180 mil novos casos da doença devem ser diagnosticados em 2019 - valor que corresponde a 33% de todos os casos de tumores malignos no Brasil, sendo o tipo de câncer mais comum no País. Com isso, a campanha "Dezembro Laranja" alerta para o problema.

As pessoas, que costumam ficar expostas ao Sol, devem reforçar o uso do protetor solar diariamente, principalmente no rosto. Na praia ou piscina, o produto deve ser aplicado em todo corpo, recomendam os especialistas | Foto: Freepik

Em linhas gerais, a principal causa evitável da doença é o Sol. Os melanócitos e queratinócitos (células da pele) são os principais envolvidos no processo de fotoproteção e quando expostos à radiação solar podem aumentar em número e tamanho. O câncer de pele ocorre quando há um crescimento anormal e excessivo dessas células que compõem a pele e pode ser de dois tipos: melanoma e não-melanoma, sendo o primeiro responsável por 95% dos tumores cutâneos identificados entre os brasileiros.

De acordo com a oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO/Oncoclínicas), Sheila Ferreira, esse índice está diretamente relacionado à constante exposição à radiação ultravioleta (UV), sem uso de proteção adequada. Por isso, é preciso estar atento aos sinais de alerta.

“Os principais sinais e sintomas de câncer não-melanoma são a presença de lesões cutâneas com crescimento rápido, ulcerações que não cicatrizam e que podem estar associadas a sangramento, coceira e algumas vezes dor e, geralmente, surgem em áreas muito expostas ao Sol como rosto, pescoço e braços”, explica a oncologista. 

De olho na prevenção 
As pessoas que costumam ficar expostas ao Sol, devem reforçar o uso do protetor solar diariamente, principalmente no rosto. Se a exposição aos raios solares for maior, como na praia ou piscina, por exemplo, é importante abusar do protetor no corpo todo, usar chapéus e evitar horários em que a incidência solar esteja mais forte.

“Pessoas de pele clara, cabelos claros ou ruivos, com sardas e olhos claros são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao Sol, mais envelhecida ela fica, aumentando também a possibilidade de surgimento do câncer não-melanoma”, destaca Sheila.

É importante a avaliação frequente de um especialista (dermatologistas) para acompanhamento das lesões cutâneas. A análise da mudança nas características destas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce. O dermatologista tem o papel de orientar uma proteção adequada, para descobrir os possíveis riscos que os raios solares de verão podem causar na pele.

Entenda os diferentes tipos de câncer de pele e os possíveis tratamentos 
O câncer de pele não-melanoma pode ser classificado em: carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. O primeiro é o tipo mais frequente, com crescimento normalmente mais lento. O diagnóstico se dá, usualmente, pelo aparecimento de uma lesão nodular rosa com aspecto peroláceo na pele exposta do rosto, pescoço e couro cabeludo. Já no carcinoma espinocelular, mais comuns em homens, ocorre a formação de um nódulo que cresce rapidamente, com ulceração (ferida) de difícil cicatrização.

“Tanto o carcinoma basocelular quanto o espinocelular estão relacionados a alta exposição dos raios solares e devem ser prevenidos com protetor solar e consultas frequentes com dermatologista são importantes para detecção do câncer na sua fase inicial”, aponta a oncologista.

O câncer de pele do tipo melanoma é o mais agressivo. São geralmente os casos que se iniciam com o aparecimento de pintas escuras na pele, que apresentam modificações ao longo do tempo. As alterações a serem avaliadas como suspeitas são o “ABCDE”- Assimetria, Bordas irregulares, Cor, Diâmetro, Evolução. “A doença é mais facilmente diagnosticada quando existe uma avaliação prévia das pintas”, destaca Sheila.

É recomendável à ressecção cirúrgica destas lesões por especialista habilitado, para adequada abordagem das margens ao redor da mesma. Posteriormente, dependendo do estágio da doença, pode ser necessária a realização de tratamento complementar. Quando diagnosticada precocemente, quimioterapia ou radioterapia são raramente necessárias e a cirurgia é capaz de resolver a maioria dos casos.

Crianças com excesso de zelo podem ter mais dificuldade de adaptação

Redação

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), até 2030, a participação feminina no mercado de trabalho brasileiro deve crescer em 64,3%, devido as mudanças culturais. No início dos anos 1990, essa parcela era de 56,1%. Com isso, muitas mulheres com bebês e crianças pequenas precisam tomar uma difícil decisão: com quem deixar os filhos?  Portanto, neste período de “afastamento”, é normal a criança sentir falta da mãe, ter medo e mudar o comportamento.

Segundo a psicóloga Elaine Di Sarno, qualquer excesso não é saudável, tanto a falta de zelo como o excesso dele | Foto: Divulgação 
Algumas mulheres preferem deixar com os avós, outras com babás, e há quem opte pela escola infantil. E é nessa fase que se inicia o “desgrude” da criança, o que nem sempre é fácil. Para o filho, a mãe representa nutrição, proteção, conforto, amor e carinho.

Excesso de proteção pode prejudicar a independência da criança
Segundo a psicóloga Elaine Di Sarno - especialista em Avaliação Psicológica/Neuropsicológica e Terapia Cognitivo Comportamental -  crianças criadas com excesso de zelo podem ter ainda mais dificuldade de se adaptarem com a ausência da mãe. “Vale dizer que excesso de zelo é quando a mãe dá tudo o que o filho quer, tem dificuldade de dizer ‘não’ e de impor limites à criança. O carinho e a atenção dos pais são fundamentais, mas a falta de limites torna a criança mimada, insegura e irresponsável. Os filhos precisam entender, desde a infância, até onde podem ir, e que as cobranças fazem parte da vida”.

De acordo com a psicóloga, é na fase pré-escolar (2 a 6 anos) que a criança começa a explorar mais o mundo, e sente curiosidade em descobrir coisas novas, o que faz com que ela possa assumir riscos. Esses riscos devem ser supervisionados, mas permitidos, desde que não envolva situação de risco real. “Isso é importante para que a criança tenha iniciativa e independência. Se cada vez que ela ouvir ‘deixa que eu faço’, ‘você não vai conseguir fazer sozinho’, ‘você é pequeno demais’; sua capacidade de evoluir e de ter interesse por novas descobertas será totalmente inibida”, explica Elaine.

Com o tempo, isso pode levar a criança a ser mais tímida, mais medrosa e achar que as coisas só darão certo se a mãe estiver por perto. A psicóloga afirma que, muitas vezes, a mãe não percebe essa dependência que ela mesma criou.

Como deixar seu filho mais seguro
A mãe pode ir preparando a criança desde cedo, mostrando que outras pessoas também são capazes de cuidar dela. Deixe-a mais tempo com os avós ou com os padrinhos, e aproveite para passear um pouco, se cuidar, sair com os amigos e até ter um momento a sós com o marido. Com o tempo, a criança vai perceber que a mãe se ausenta, mas volta, e será benéfico para todos. De acordo com Elaine, ao sair, sempre se despeça e explique que vai voltar. Se você for embora sem falar com seu filho, ele não entenderá, e isso pode gerar insegurança e perda de confiança.

“Mesmo que seja um bebê, converse com ele. Diga que precisa ir trabalhar ou fazer alguma coisa na rua, mas que irá retornar. Quando deixar a criança na escola ou com outra pessoa, não demonstre tristeza ou angústia. Qualquer sentimento que você tiver irá transmitir ao seu filho. Portanto, seja firme. Diga que o ama, que ele ficará bem e que mais tarde irá buscá-lo”, orienta a psicóloga.

Uma dica importante para estimular a independência da criança é fazer com que ela valorize o seu próprio espaço, ou seja, é importante deixar claro que ela tem, por exemplo, a própria cama, o quarto e os objetos. “Concessões podem ser feitas, como dormir uma noite ou outra com os pais. Mas é fundamental que ela já comece a ter noções de discernimento, e entenda que certas coisas não podem ser feitas sempre que ela tiver vontade”, orienta a especialista. 

Outra boa dica, segundo Elaine Di Sarno, é incentivar a realização de tarefas que ela já possa fazer sozinha, como escovar os dentes, se vestir e tomar banho. Peça ajuda em funções que sejam apropriadas à idade dela, seja arrumando a mesa, guardando os brinquedos, regando as plantas, dando comida ao cachorro, entre outras. Isso ajudará no seu desenvolvimento. Para a psicóloga, a criança muita ociosa tende a demandar mais a atenção dos pais, além de se tornar preguiçosa.

“Se ela estiver com receio de realizar alguma tarefa, primeiro entenda a razão deste medo e a encoraje a enfrentar a situação. É importante que a criança já saiba que virão outros medos ao longo da vida, mas que ela esteja preparada para encará-los e tentar superar”.

Em suma, qualquer excesso não é saudável, tanto a falta de zelo como o excesso dele.


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Especialista comenta o aumento do estresse no fim do ano

Redação

Uma pesquisa americana recentemente realizada pela Slumber Cloud aponta que 68% dos americanos acham essa época do ano a mais estressante. A cirurgiã do aparelho digestivo e especialista em psicossomática, Maria José Femenias Vieira, de São Paulo, comenta esta situação.

Maria José comenta que identificar as doenças causadas pelo estresse é fundamental, para conter os sintomas desse problema, cada vez mais presente na sociedade | Foto: reprodução

Quando começa dezembro inicia-se também uma alta carga de ansiedade e preocupação bem maior do que em qualquer outro período do ano. Os motivos variam entre a rotina intensa de preparativos para as férias de fim de ano, a obrigação de comparecer às reuniões de amigos e familiares, os gastos excessivos que a época exige e os esforços para fechar as metas sob pressão, antes que o ano termine. Além disso, é comum que todo mundo faça um “balanço” do que foi conquistado, ou não, o que pode gerar frustrações.

"A sensação de ansiedade aumenta conforme o estresse gerado por cobranças externas e internas aumentam. Isso é uma resposta ao encerramento de um ciclo, o que é muito angustiante. Os sintomas mais comuns que aparecem associados a tudo isso é a irritabilidade, ansiedade e taquicardia", revela a especialista.

Maria José comenta que identificar as doenças causadas pelo estresse é fundamental, para conter os sintomas desse problema, cada vez mais presente na sociedade. "Por questões hormonais, o estresse afeta diretamente o funcionamento de diversos órgãos do corpo e pode causar insônia, distúrbios alimentares, prisão de ventre, depressão e até problemas no coração", alerta a especialista. 

Durante períodos curtos, as alterações provocadas pelo estresse são até benéficas ao organismo, já que nos níveis normais, a liberação de hormônios que ocorre durante esses momentos tensos é até necessária para o equilíbrio das funções orgânicas. Mas, a especialista em psicossomática alerta: "Quando passa uma determinada fase da vida e esses sintomas ainda são constantes, há o risco de evoluir para o estresse crônico e causar graves danos à saúde", diz.

Maria José revela ainda que o estresse crônico diminui a defesa imunológica e deixa o indivíduo mais vulnerável a alguns sinais característicos desse problema. Os mais evidentes são: consumo descontrolado de álcool e de cigarros, cansaço e indisposição mental, tensão e dores musculares, desinteresse pelas coisas, preocupações excessivas, dificuldade de memória, aumento da ansiedade, falta de concentração, alterações no apetite, irritação constante, alteração de sono e de humor.

Aos primeiros sinais de qualquer um desses sintomas é essencial buscar o controle com a ajuda médica especializada. "Além de evitar o desenvolvimento de outros problemas de saúde, conhecer as doenças causadas pelo estresse e adotar alternativas para vencê-las pode sinalizar o caminho para uma vida plena, saudável e mais tranquila", finaliza a especialista.

Nutricionista faz algumas recomendações para quem deseja se tornar vegetariano

Redação

Impulsionada pela crescente preocupação com o meio ambiente, a alimentação vegetariana tem conquistado cada vez mais adeptos. Apesar de não existirem dados oficiais, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) estima que 5 milhões de brasileiros sejam veganos.

Algumas vitaminas do complexo B só estão presentes em carnes, vísceras e ovos, segundo a nutricionista Alice Cristina Coca, por isso, é necessário o acompanhamento nutricional para verificar a necessidade do consumo de suplementos | Foto: Freepik

Substituir uma dieta onívora por uma vegetariana pode ser uma mudança e tanto. Por conta disso, é recomendada que a transição seja feita com cuidado e, de preferência, com a supervisão de um profissional, segundo a nutricionista do GetNinjas, Alice Cristina Coca.

“Primeiro de tudo, é preciso uma reeducação alimentar para adaptar o corpo à mudança”, afirma Alice. Além disso, a especialista esclarece a seguir algumas das principais dúvidas sobre o tema.

Frequentar restaurantes vegetarianos ajuda no processo? 
Sim, pelo fato de estimular a familiarização com outras texturas e gostos. Além de tomar contato com uma gama diferente de pratos, frequentar um restaurante vegetariano pode te incentivar a aprender a cozinhar novas combinações saborosas e práticas.

O ideal é eliminar a proteína animal de uma vez ou aos poucos? 
A decisão varia de acordo com estilo de vida de cada pessoa. Aqueles que estão com uma boa condição de saúde e têm hábitos alimentares saudáveis podem tirar a carne de uma vez. Para os que possuem uma alimentação defasada, ou seja, que apresenta a falta de alguns nutrientes, é recomendado substituir a proteína animal aos poucos.

3 - É preciso ingerir suplemento vitamínico? 
Algumas vitaminas só estão presentes em carnes, vísceras e ovos, tais como as do complexo B. Por isso, é necessário repor essas vitaminas de alguma maneira, seja com substituições, ou a partir do consumo de suplementos. Outro ponto que pode ser determinante para a adoção de um suplemento é a fase da vida na qual o vegetariano se encontra. Dependendo da faixa etária, o metabolismo necessita de diferentes vitaminas para manter seu bom funcionamento. Uma mulher vegetariana grávida e um idoso vegetariano têm necessidades nutricionais distintas. Por conta dessas especificações, é recomendado agendar uma consulta com um nutricionista.

4 - É necessário fazer acompanhamento nutricional? 
É importante porque o acompanhamento de um profissional garantirá à pessoa a elaboração de um plano alimentar personalizado e com a indicação de todos os nutrientes necessários para o seu organismo. Sem o devido acompanhamento e adaptação, os iniciados na dieta vegetariana correm o risco de desenvolver doenças devido à falta ou ao excesso de nutrientes. A deficiência de vitamina B9, por exemplo, pode gerar depressão e doenças psiquiátricas.

5 - Quais alimentos não podem ser retirados da dieta? 
Uma alimentação vegetariana não pode excluir a proteína vegetal, que pode ser encontrada em legumes e verduras. Além disso, a nutricionista ressalta a importância da inclusão da soja na dieta, que tem todos os nutrientes presentes na proteína animal. A profissional indica ainda o consumo da soja orgânica, que não envolve agrotóxicos.

Advogada explica a diferença entre casamento e união estável

Redação

Na hora de decidir formar uma família com o parceiro, algumas pessoas ficam na dúvida sobre como oficializar esta união e muitos acabam apenas morando juntos, mas desta forma o casal pode perder alguns direitos que a união feita nos conformes da legislação.

Na união estável o estado civil do casal não é alterado, os dois continuam sendo considerados solteiros | Foto: Freepik

Por isso, a advogada Debora Ghelman, especialista em Direito Humanizado nas áreas de Família e Sucessões, explica a importância de se atentar a esses dois tipos de relacionamento: o casamento e a união estável.

"Os dois são entidades familiares previstas na Constituição e possuem a mesma proteção jurídica. A principal diferença se dá em relação a origem de ambos os relacionamentos. O casamento é o ato mais formal do Direito de Família. Já a união estável é completamente informal e a sua existência decorre dessa informalidade. Nesta modalidade de relacionamento o estado civil do casal não é alterado, os dois continuam sendo considerados solteiros, casados ou viúvos perante a lei", explica Debora.

Segundo a especialista, o casal que deseja se tornar uma família pode formalizar a união estável em qualquer período do relacionamento. Antes era necessário que estivessem a pelo menos cinco anos juntos, depois a lei passou a exigir que fossem dois anos e agora não existe mais um tempo determinado. A união estável pode ser registrada em um cartório de Tabelionato de Notas, por meio de uma escritura pública ou no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, através de um contrato de convivência.

O regime de bens também pode ser tratado dentro do contrato de união estável, se o casal desejar, podendo escolher entre comunhão parcial de bens, comunhão total de bens, separação total de bens ou participação final nos bens adquiridos durante a relação, podendo, inclusive, criar um regime misto de bens.

A questão da herança se complica um pouco quando se trata de união estável, pois a família da pessoa falecida pode não reconhecer a união, prejudicando o herdeiro, que para conseguir provar o regime, terá que apresentar testemunhas e outras provas.

Por isso, Debora faz um alerta: "O contrato de convivência não cria uma união estável como ocorre com o casamento, apenas declara a sua existência. A lei diz que o companheiro não é herdeiro, no entanto, o Supremo Tribunal Federal já decidiu favoravelmente. Mas nada impede que o STF no futuro mude este entendimento".

Além disso, se o casal reconhece que vive em união estável, a advogada aconselha também a deixar um testamento pronto incluindo o companheiro como herdeiro e, uma vez que se faça o registro, o mesmo pode ser alterado no cartório a qualquer momento.

Sem o testamento, o provável herdeiro pode ter problemas com a herança, como aconteceu na famosa batalha judicial entre Antônia Fontenelle e as filhas de seu falecido companheiro, o diretor Marcos Paulo. Ele e Antônia mantinham uma união estável há seis anos, quando ele faleceu, deixando por escrito uma carta, sem reconhecimento em cartório, que Antonia deveria herdar 60% de seus bens.

Porém, as filhas do diretor entraram com um processo na justiça para impedir que a distribuição dos bens fosse feita desta forma. Após sete anos, a ação foi decidida em julho, concedendo 12,5% da herança para Antônia.

Já um contrato de casamento é completamente formal e precisa ser celebrado diante de um juiz para ser válido, além da obrigatoriedade das testemunhas. O matrimônio permite que seja feito um pacto antenupcial e o regime de bens também é registrado no cartório, podendo escolher entre: comunhão parcial de bens, comunhão universal de bens, separação total de bens e participação final nos aquestos, podendo o casal criar o seu próprio regime de bens. Lembrando que o regime de bens só pode ser alterado por meio de decisão judicial.

Em relação aos efeitos sucessórios, após dizerem o famoso "sim" os noivos estão casados. Se uma das partes falecer após o sim, automaticamente um vira herdeiro do outro. Caso os bens da herança do falecido tenham sido adquiridos antes do casamento, o membro do casal que está vivo irá concorrer com os outros herdeiros por estes bens, mesmo quando o regime de bens for o da separação convencional.

"Foi uma grande conquista a união estável ter sido equiparada ao casamento e estar protegida. Os companheiros têm direitos. A grande diferença é que o seu registro civil não é alterado por ausência de previsão legal e a união estável, para existir, não precisa ser formalizada", conclui a especialista.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Santo André tem “Pedal Solidário de Natal” nesta terça-feira

Redação 

O tradicional Pedal Noturno, que uma vez por semana reúne ciclistas para passear por Santo André, com saída do Paço Municipal (Praça IV Centenário, s/nº, Centro), realiza nesta terça-feira (3), às 20h, a última edição do ano. A ação desta vez será realizada em clima natalino, com arrecadação de bolas e bonecas, que serão destinadas ao Fundo Social de Solidariedade de Santo André. 

Ação arrecadará brinquedos para o Fundo Social de Solidariedade | Foto:  Helber Aggio/PSA 

A concentração do Pedal Solidário de Natal será no espelho d'água do Paço, com saída às 20h30. Os pedaleiros vão percorrer os trajetos acompanhados por funcionários do Departamento de Lazer, Departamento de Engenharia de Tráfego (DET) e pela Guarda Civil Municipal. Para participar, basta estar no local antes da saída, não há necessidade de prévia inscrição.

O passeio é indicado para maiores de 12 anos. Crianças e adolescentes com menos de 16 anos deverão estar acompanhados de um responsável. Também é recomendado o uso de equipamentos de segurança, bem como preparo físico. Em caso de chuva a ação será cancelada.

Memorial da América Latina abre exposição em homenagema Darcy Ribeiro

Da Redação

O Memorial da América Latina abre no próximo dia 5 de dezembro a exposição A imagem e a palavra: homenagem a Darcy Ribeiro, na Biblioteca Latino-Americana. A mostra conta com a participação de 35 artistas que apresentam em suas obras, em diversos suportes, uma interpretação do intelectual brasileiro como educador e ambientalista.

Para Altina Felício, organizadora da exposição, a importância da educação e do meio ambiente para a formação do individuo como cidadão é fundamental. “Refletir sobre estas questões, tão caras a Darcy Ribeiro, a partir das obras dos artistas, é uma forma de trazer estes temas para discussão”, afirma Felício.

A Imagem e a Palavra traz obras de 35 com artistas, inspiradas no ambientalista e educador; abertura acontece dia 5 de dezembro | Foto: Reprodução


A mostra vem se somar à homenagem prestada ao antropólogo nos 30 anos de aniversário da Fundação Memorial da América Latina, completados em 18 de março de 2019.

No Memorial da América Latina, Darcy deu vida à arquitetura de Oscar Niemeyer e fez com que a Fundação fosse um espaço dedicado à arte e à cultura e um centro de pesquisa de temas de interesse dos países latino-americanos. O acervo bibliográfico da Biblioteca Latino-Americana, por exemplo, teve seu embrião constituído por 10 mil livros selecionados e adquiridos sob a orientação de Darcy Ribeiro.

Participam da exposição os artistas: Altina Felicio, Angela Barbour, Angela Leite, Angelita Cardoso, Beth Pacchini, Carlos Brandão, Cleusa Rossetto, Cristina Bottallo, David Willian, Deinze Cizotto, Denise Muller, Deucelia Silvério, Helena Carvalhosa, Helio Schonmann, Joyce Melguiso, J.Milton Turcato, Ligia De Franceschi, Lilian Arbex, Lourdes Sakotani, Marcio Donato Périgo, Maria Lucia Panizza, Marina de Falco, Maura Takemiya, Norma Grinberg, Paulo Barreto, Pedro Tavares Maluf, Policarpo Ribeiro, Rafael Augustaitiz, Ramira Rocha, Regina Azevedo, Ruth Kelson, Ruth Tarasantchi, São Queiroz,  Sergio de Moraes e Sylvia Soares Vera Chalmers.

Sobre Darcy Ribeiro

Darcy Ribeiro nasceu em 26 de outubro de 1922, na Fazenda do Cedro, em Montes Claros, MG, e faleceu em 17 de fevereiro de 1997, em Brasília, DF.  Em seus 74 anos de vida bem vivida, escreveu mais de 30 livros, entre pesquisas etnológicas, estudos antropológicos sobre o homem brasileiro e a civilização, reflexões sobre educação, ficção em prosa e poesia. Defendeu os índios e a educação. Lecionou, criou e reformou universidades e sistemas de ensino no Brasil, Uruguai, Chile, Peru, México e Venezuela. Quando um dia lhe perguntaram como gostaria de ser lembrado, respondeu simplesmente: “como um homem que brigou muito pro Brasil dar certo, um homem que amou muito a vida, e amou muito o amor...”

Serviço:

Exposição A Imagem e a Palavra
De 6 de dezembro a 6 de janeiro de 2020
Biblioteca Latino-Americana | Portões 2 e 5
Abertura: 5 de dezembro, 17h
De segunda a sexta, das 9h às18h e sábados, das 9h às 15h
Entrada Gratuita
Classificação livre

Ciclo menstrual: a verdade sobre menstruação e saúde mental

*Por Tatiana Pimenta

Ciclo menstrual, apesar de ser algo comum, pode ser um grande mistério para boa parte das mulheres, que ainda desconhecem suas fases e como elas afetam as emoções.

"As alterações químicas que ocorrem durante todo o ciclo menstrual são capazes de afetar nossas emoções e, inclusive, interferir na capacidade de concentração, raciocínio e convívio social", destaca a CEO da Vittude, Tatiana Pimenta | Foto: Freepik

De repente, como se fosse do dia para a noite, seu humor está diferente. Você se sente mais sensível e ao mesmo tempo mais irritada. Sente necessidade de comer doces a toda hora, mas também se culpa por só querer alimentos não muito saudáveis - isso é o seu ciclo menstrual em ação.

Temida por uns, entendida por outros, a famosa TPM (Tensão Pré-menstrual) anuncia sua chegada. Entretanto, o corpo feminino e sua atividade cerebral não são apenas afetados durante esse período. Ao longo de todo o mês, nossos corpos e mentes sentem os efeitos do ciclo menstrual. É sobre isso que vamos falar aqui.

As fases do ciclo menstrual 
Muito mais do que cólicas, alteração no apetite e outros sintomas físicos, as alterações químicas que ocorrem durante todo o ciclo menstrual são capazes de afetar nossas emoções e, inclusive, interferir na capacidade de concentração, raciocínio e convívio social.

É importante entender que não se trata apenas da TPM, que ocorre alguns dias antes da menstruação e,sim, de três fases que formam esse ciclo: fase folicular, ovulatória e lútea. Veja a seguir como o corpo e a mente da mulher se comportam em cada uma delas:

Fase folicular: a fase do "sentir-se bem" 
A fase folicular do seu ciclo começa no dia em que se inicia a menstruação. Em geral, ele dura entre 10 e 14 dias. Durante esse tempo, o hormônio estradiol começa a subir.

Nessa fase, o hormônio folículo-estimulante (FSH) é secretado, estimulando a produção de folículos nos ovários que contêm óvulos. É provável que este seja o seu momento "feliz" do mês, pois essas duas semanas são geralmente boas, emocionalmente falando, comparadas com o que você sente em relação ao final do ciclo.

Quando estamos na fase folicular do ciclo menstrual, podemos exibir uma atividade cerebral positiva maior. Ficamos mais estimuladas a trabalhar e fazer atividades estressantes sem sentir tanto o peso delas, já que o aumento de estradiol ajuda a conter os efeitos dos hormônios do estresse - adrenalina e cortisol - e isso também ajuda a preservar um humor mais feliz.

Fase ovulatória: a fase do "sentir-se sexy"
Durante a fase ovulatória, uma substância chamada hormônio luteinizante aumenta. Esse hormônio estimula a liberação do óvulo nas trompas de falópio para que seja fertilizado. É o que chamamos de "período fértil".

O estradiol está presente em quantidades significativas na época da ovulação e pode interagir com outros hormônios para aumentar sua libido. Na fase ovulatória, o estradiol torna-se uma espécie de insulina. Então, a insulina diz ao organismo para liberar mais testosterona e é justamente esse um dos hormônios que regulam o desejo sexual . Para alguns especialistas, essa pode ser a maneira natural que o organismo tem de incentivar as mulheres a fazer sexo durante o seu período mais fértil.

É nessa fase, também, que podemos nos sentir mais propensas a comprar roupas, maquiagens, ir ao esteticista, etc. Ou seja, tudo que está disponível no mercado para que nos sintamos mais atraentes salta aos nossos olhos e passa a ser considerado necessário.

Fase lútea: a TPM 
Após a ovulação, o folículo vazio - que antes continha o óvulo - começa a secretar o hormônio progesterona para engrossar o revestimento do útero e prepará-lo para a possível implantação de um embrião.

À medida que os níveis de progesterona aumentam, podemos começar a nos sentir mais mal-humoradas. Isso acontece porque a progesterona ajuda o corpo a produzir cortisol, um hormônio que tende ser mais presente em pessoas estressadas ou que leva a um quadro de estresse, quando suas quantidades são elevadas.

Se os níveis de cortisol já estiverem alterados por causa de fatores externos, como uma semana de trabalho agitada, por exemplo, a progesterona pode causar um excesso prejudicial de cortisol no organismo.

E é aí que a avalanche de sentimentos vem e pode fazer com que você precise buscar algum conforto para se sentir melhor. O mais comum desses "pequenos confortos" é o chocolate, que quase todas as mulheres consomem nesses dias meio chatos.

Durante a TPM, podemos apresentar vários comportamentos, mas os mais conhecidos são: tristeza, mudanças repentinas de humor, crises de choro, irritabilidade, pouco ou muito sono, dificuldade de concentração, raciocínio lento, desinteresse em atividades cotidianas, cansaço físico e mental e falta de energia.

Ciclo menstrual e seus sintomas
Entre os sintomas mais clássicos estão as dores de cabeça, cólicas, enjoos, queda de pressão e inchaço devido à retenção de líquidos. Durante essa fase estamos muito mais propensas a ingerir alimentos altamente calóricos, como forma de compensação para o estresse gerado naturalmente no corpo.

Embora os sintomas desagradáveis da fase lútea possam ser difíceis de lidar, um estilo de vida mais saudável, com exercícios e refeições menos calóricas e ricas em nutrientes, pode ser um grande aliado para que possamos lidar melhor com essa fase sombria.

Entendendo o seu ciclo menstrual 
O ciclo menstrual dura em torno de 28 dias, podendo variar de mulher para mulher. Em maior ou menor grau, todas estão suscetíveis aos hormônios e à forma como atuam em cada fase, tanto no corpo físico, quanto em nossa área psíquica.

Por conta disso, praticar o autoconhecimento e aprender a reconhecer seu comportamento em cada fase do ciclo menstrual é fundamental para ter os cuidados certos com a saúde mental.

A partir do momento que você for capaz de identificar em que fase do seu período menstrual está, você poderá se preparar e buscar alternativas, para que cada uma dessas fases hormonais não tome as rédeas do seu comportamento como um todo.

Uma boa dica é utilizar algum aplicativo (app) para smartphone que ajude a acompanhar seu ciclo. Existem diversos tipos de app de controle. Neles é possível anotar os sintomas a cada dia. Ou seja, marcar a data de início da menstruação e, com base nesses dados, ter acesso às possíveis datas de ovulação, fase lútea e pré-menstrual.

Dessa forma, logo você será capaz de reconhecer naturalmente seu comportamento e entender de onde vem o mau humor, a irritabilidade, a fadiga, podendo, inclusive, observar possíveis sintomas fora do comum para procurar um médico, se achar necessário.

Síndrome pré-menstrual: já ouviu falar em TDPM? 
A síndrome pré-menstrual, chamada também de Transtorno Disfórico Pré-menstrual é um tipo de TPM potencializada, mas que apresenta sinais mais fortes de depressão. Tanto que a sigla é parecida e o D de "disfórico" incluído se refere ao sentimento contrário à euforia.

O TDPM atinge entre 7% e 10% das mulheres e pode ter consequências graves se não for reconhecido e tratado, já que traz uma combinação de sintomas físicos, emocionais e comportamentais que costumam surgir de uma a duas semanas antes da menstruação, dando a impressão de que o ciclo menstrual possui "duas TPMs".

A síndrome apresenta quase uma centena de sintomas, e entre os mais comuns estão: irritabilidade,  depressão; ansiedade, fadiga, sensação de perda de controle, dificuldade de concentração, aumento de apetite com desejo maior por certos alimentos, seios doloridos e aumento de volume abdominal.

A principal causa da síndrome é a alteração na comunicação de certos neurotransmissores como a serotonina, por exemplo. Juntos, esses sintomas e a forma severa como se manifestam podem atrapalhar completamente a vida da mulher que sofre com TDPM.

Nesses casos, o tratamento médico é indispensável, assim como a psicoterapia . Poderão ser ministrados contraceptivos orais, analgésicos, suplementação de vitaminas e minerais e, principalmente, antidepressivos e ansiolíticos .

Mudanças na alimentação e a prática de atividade física são altamente recomendadas e necessárias, pois ajudam a regular os hormônios e os neurotransmissores que esteja apresentando alteração.

De toda forma, consultar regularmente o ginecologista e fazer um acompanhamento psicológico são atitudes fundamentais para controlar o ciclo menstrual e não permitir que ele controle sua vida!

*Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude, plataforma que conecta psicólogos e pacientes. Faz psicoterapia pessoal há quase 7 anos, sendo apaixonada por psicologia e comportamento humano. Idealizadora do Consultório Virtual da Vittude. 

Livro “Pequenas Felicidades Trans” traz a história da ilustradora Alice Pereira

Redação

Quadrinista e ilustradora, Alice Pereira é autora de “Pequenas Felicidades Trans”, projeto autobiográfico que transporta para os quadrinhos a vida de uma mulher trans, em especial o processo de transição vivenciado pela artista.  O projeto, que começou nas redes sociais, foi lançado em 2019, por meio de financiamento coletivo, ultrapassando a meta inicial.

Diário foi transformado em livro por Alice Pereira | Imagem: reprodução

O livro surgiu a partir de um diário, que Alice transformou em quadrinhos pensando no público cis (quem não é transgênero). “Eu estava numa fase em que as pessoas estavam me conhecendo, eu já tinha me revelado para quase todo mundo, mas me faziam sempre as mesmas perguntas” conta Alice, que se surpreendeu com a aceitação do público cis. “Foi legal ter essa repercussão muito grande com as pessoas trans, que passaram a se identificar. Eu não imaginava que ia gerar tanta identificação”, destaca.

Apesar de todos os avanços, transgêneros e transexuais ainda são uma população muito marginalizada, dificilmente convidados a escrever, roteirizar ou até mesmo atuar em obras com a sua própria temática.

“Como resultado, geralmente pessoas não trans contam as histórias de pessoas trans. Com isso estas obras acabam sempre repletas de clichês e visões estereotipadas, distante da realidade e das vivências desta população”, explica Alice.

“Pequenas Felicidades Trans” é um relato pessoal, escrito e desenhado com delicadeza e simplicidade, buscando despertar o entendimento e a empatia do leitor em relação a uma vivência trans. Com esse entendimento, a quadrinista priorizou uma concepção visual geométrica e calcada na simplicidade do traço, utilizando elementos básicos.


Fonoaudióloga ensina como fazer as crianças deixarem a chupeta

Redação

A fonoaudióloga Ana Lúcia Duran, da capital paulista, explica que de modo geral, uma vez instalado o hábito, o ideal é suspender o uso da chupeta e da mamadeira a partir de 1 ano e meio até os 3 anos, quando o uso já passa a ser muito prejudicial para o desenvolvimento das estruturas da face. Desse modo, a fala e o desenvolvimento da criança não serão comprometidos.

Segundo a fonoaudióloga Ana Lúcia Duran, o ideal é suspender o uso da chupeta e da mamadeira a partir de 1 ano e meio até os 3 anos | Foto: Freepik

Para ajudar a se livrar de vez deste hábito tão adorados por muitas crianças, a especialista dá algumas dicas importantes e simples de serem seguidas.

Diminua o tempo de uso gradativamente 
Começar diminuindo o tempo de uso da chupeta aos poucos pode ser menos traumático para os pequenos. "Uma vez que eles se acostumaram com os bicos para se acalmarem quando eram bebês, é importante que se sintam protegidos e não sintam esse momento como algo ruim e que desencadeie insegurança e sentimento de abandono”, afirma Ana.

Hora do sono 
Sempre depois que eles adormecem é importante fazer a retirada da chupeta, porque os bebês e crianças estão em sono mais profundo, isso ajuda para que inconscientemente não se sintam tão dependentes deste costume.
Enquanto a criança ainda fizer uso da mamadeira, o bico deve ter um furo pequeno, que ao ser invertido o líquido goteje e não escorra e deve ser ingerido preferencialmente com a criança acordada e sentado, evitando engasgos e otites.

Boca livre para falar 
Ensine que para falar sempre é preciso estar com a boca livre. "No momento em que ainda estão desenvolvendo a fala, eles sentem necessidade de serem entendidos, então vale explicar que os adultos só compreender as frases quando são ditas livres dos bicos de chupetas e mamadeiras na boca", recomenda a fonoaudióloga.

Troque o foco 
Construir um ambiente em que a criança tenha outras distrações, estímulos como brincar de um jogo novo e desafiante ajuda os pequenos a aprenderem sobre as novas formas de lidar com as frustrações sem recorrer aos bicos.

Aposte no paladar 
Já que na fase de introdução alimentar eles ainda estão construindo o paladar vale usar da tática do gosto ruim. Lambuzar os bicos da mamadeira ou da chupeta com algo que a criança não goste de comer pode ser uma boa tática.

Otites de verão: alerta para quem fica muito tempo na água

Redação

Com o tempo quente, as piscinas, praias e cachoeiras são opções para se refrescar. Porém, algumas doenças se tornam recorrentes, na temporada mais quente, como a otite de verão ou otite dos nadadores. Esse problema, inflamatório e infeccioso, acontece por conta do tempo que as pessoas passam dentro da água, de acordo com o otorrinolaringologista do Hospital Paulista, Gilberto Ulson Pizarro.

O ideal é não passar um longo período dentro da água, principalmente, quem tem otites recorrentes | Foto: Freepik

“Esse contato com água pode fazer com que bactérias cheguem ao ouvido, levando a uma infecção do chamado ouvido externo, e ocorre com frequência em quem apresenta coceira e escamação no ouvido”, explica Pizarro. Além de todo cuidado que se deve ter com uma infecção, é recomendável evitar passar as mãos na região, porque pode levar ainda mais bactérias.

Não tem idade para a otite externa aparecer; tanto adultos quanto crianças estão suscetíveis ao problema, sobretudo quando não têm o devido cuidado. Outro ponto que merece destaque é que a doença se diferencia da otite média aguda, que ocorre durante épocas frias, como o inverno, e atinge principalmente crianças.

Ainda assim, alguns sintomas são comuns. “Entre os sintomas, temos a dor intensa, ouvido seco e, em alguns casos, secreção. Deve-se tomar um cuidado maior com quem tem imunidade mais baixa, porque essas otites podem se tornar graves”, afirma o otorrinolaringologista.

Dicas
Enxugue os ouvidos com a ponta da toalha, sem esfregar, após nadar;

Não utilize hastes flexíveis ou qualquer objeto dentro dos ouvidos. Eles podem causar feridas na pele, retirar a camada protetora de cera e aumentar a probabilidade de infecção;

Evite mergulhar em água suja;

Para quem tem otites recorrentes, é recomendável utilizar protetores auriculares de silicone;

Procure não passar um longo período dentro da água.

Diagnóstico e tratamento
Um médico deve ser consultado ao primeiro sinal dos sintomas. É importante não adiar esta visita, pois o desconforto pode acabar com as férias e aumentar os riscos de uma infecção ainda maior. Só um especialista pode realmente confirmar o diagnóstico.

Geralmente, o tratamento é feito na base de analgésicos via oral, antibióticos ou antifúngicos. A otite de verão deve ser tratada e pode ser prevenida com os devidos cuidados.

Nutricionista fala sobre a importância da vitamina C e alerta sobre a suplementação

Redação Muitas pessoas consomem a vitamina C na prevenção de gripes e resfriados. Mas segundo a nutricionista Juliana Vieira, estudos comp...