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quarta-feira, 27 de março de 2019

Glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível

Da Redação

A perda gradual da visão periférica é a característica principal do glaucoma, doença que hoje é a maior causa de cegueira irreversível no mundo. A fim de evitar essa consequência drástica, a oftalmologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Paula Boturão de Almeida, alerta para o diagnóstico precoce e o controle do problema, que não tem cura.

O único método para diagnosticar o glaucoma é por meio do exame oftalmológico | Foto: Freepik
Sem sintomas aparentes em sua fase inicial, o único método para reconhecer a doença é por meio do exame oftalmológico, como lembra a médica. Segundo ela, essa prevenção deve ser feita em todas as pessoas acima de 40 anos, para evitar a evolução da doença para a cegueira.

No Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas são portadoras de glaucoma, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que, até 2020, 80 milhões de pessoas no mundo venham a ter essa alteração na visão.

A oftalmologista explica que o mal se apresenta como glaucomas primários ou secundários, sendo os primários classificados como congênitos, fechado (agudo) e ângulo aberto (crônico). Entre essas categorias, os dois primeiros são denominados como urgência oftalmológica, e tendo como tratamento indicado, a cirurgia.

No caso do glaucoma crônico, tipo mais frequente, o controle é feito com medicação e, somente em casos específicos, a intervenção cirúrgica se faz necessária.

"O glaucoma crônico é uma neuropatia óptica crônica, progressiva, caracterizada por alterações típicas do disco óptico e da camada de fibras nervosas da retina. Na maioria das vezes, é acompanhado de pressões intraoculares acima dos níveis considerados estatisticamente normais", ressalta a oftalmologista.

Paula lembra que alguns fatores são denominados como de risco para este caso, entre eles estão a pressão intraocular, etnia, hereditariedade, miopia, diabetes e a idade. No caso dos secundários, a especialista explica que a causa está relacionada ao uso de medicamentos, como colírios de corticoide, de forma indiscriminada, doenças oculares e inflamatórias.

Apesar da gravidade do problema, a médica reforça, porém, que o portador de glaucoma pode levar uma vida normal seguindo o tratamento indicado pelo médico.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Olhos precisam de cuidados redobrados no verão

Da Redação

Com os dias quentes e de sol forte, não é só a pele que precisa de atenção redobrada. O oftalmologista da Unilaser – Hospital Dia, Celso Afonso Gonçalves, alerta sobre a importância de diversos cuidados com a saúde ocular.

“Acessórios (óculos de sol) apenas com lentes escuras fazem as pupilas dilatarem e, consequentemente, mais raios nocivos entram nos olhos, o que facilita os problemas de visão”, alerta o oftalmologista Gonçalves| Foto: divulgação
"A primeira regra do verão é a utilização de óculos de sol com proteção contra os raios ultravioletas (UVA e UVB). Acessórios apenas com lentes escuras fazem as pupilas dilatarem e, consequentemente, mais raios nocivos entram nos olhos, o que facilita os problemas de visão", explica Gonçalves.

Os óculos de sol também precisam ser confortáveis, proteger todos os olhos e região em volta. Para as crianças, são recomendados os óculos com lentes de policarbonato inquebráveis, evitando acidentes em caso de quedas.

Outros cuidados oculares devem ser levados em consideração no verão. Ao passar protetor solar, caso entre nos olhos e cause irritações, é necessário lavar com água abundantemente. Caso o problema persista procure um médico.

Se você usa lentes de contato, é necessário ter mais cuidados. É recomendado tirá-las antes de mergulhar ou descartá-las após banho de mar ou piscina. Uma orientação médica é para o uso de lentes de contato gelatinosas de descarte diário.


terça-feira, 30 de outubro de 2018

Smartphones e computadores aceleram envelhecimento da visão

Da Redação

Problemas oculares relacionados à predisposição genética podem se manifestar em diferentes períodos da vida, independentemente da faixa etária do indivíduo. No entanto, ao se aproximar dos 40, é comum que algumas complicações surjam, devido ao envelhecimento natural da visão – enfraquecimento dos músculos dos olhos e perda de elasticidade. De acordo com o oftalmologista Mário Filippo, da COI, entre os fatores que potencializam esses prejuízos e podem até mesmo antecipá-los estão: uso excessivo de aparelhos eletrônicos, dietas inadequadas e ausência de proteção contra o sol.

Quem utiliza muito o computador ou smartphone, deve olhar em direção ao horizonte, de hora em hora, para relaxar a musculatura e criar o hábito de hidratar os olhos, orienta Filippo | Foto: Freepik 
Com o passar dos anos, a musculatura da visão perde sua tonicidade e a contração da lente natural dos olhos, o cristalino, começa a ser prejudicada. "Isso causa o que é popularmente conhecido como 'síndrome do braço-curto', ou seja, quando as pessoas têm de afastar os objetos para conseguir enxergá-los ou ler alguma coisa", explica Filippo. Denominado presbiopia, esse fenômeno tem início, de maneira geral, a partir dos 40 anos de idade.

O uso constante de celulares e computadores, no entanto, pode antecipar a chegada desse tipo de problema. "Ao manter o foco em telas de aparelhos eletrônicos por longos períodos de tempo, os músculos oculares ficam muito tempo contraídos, e a recorrência desse hábito pode predispor à miopia em crianças e adolescentes", diz o especialista. Não à toa, um estudo publicado pela Associação Americana de Oftalmologia (AAO) aponta que aproximadamente 5 bilhões de pessoas terão algum tipo de problema na visão até 2050 – o que equivalerá a metade da população mundial.

Além disso, ficar muito tempo vidrado nas telas faz com que se pisque menos e reduz a lubrificação, causando secura – ainda mais para quem trabalha com o ar-condicionado ligado o dia inteiro. A recomendação de Filippo é que, de hora em hora, o indivíduo desfoque dos gadgets e olhe em direção ao horizonte para relaxar a musculatura e crie o costume de hidratar mais os olhos, por meio do uso de colírios lubrificantes ou lágrimas artificiais.

Outros maus hábitos

Má alimentação, diabetes, tabagismo e exposição ao sol sem proteção também podem causar o surgimento ou agravar quadros de doenças relacionadas à visão, sobretudo para quem já atingiu a marca dos 50 anos, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), que causa a perda progressiva da visão central e pode levar à cegueira. Para se prevenir, é recomendável buscar uma dieta balanceada, evitar o tabagismo, utilizar óculos de sol e, uma vez que pertença à faixa etária de risco, ir ao oftalmologista ao menos uma vez por ano: "O quanto antes um problema de saúde é identificado, melhor será o prognóstico", lembra Filippo.



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