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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Passeio no caminhão dos Bombeiros será no próximo dia 19 no ABC

Redação

O mês das crianças será agitado no Golden Square Shopping, em São Bernardo do Campo.  Entre as diversas atividades de outubro, o centro de compras programou, para o dia 19, das 17h às 21h, o tradicional passeio gratuito no Caminhão da Alegria na Avenida Kennedy. O evento é uma parceria do empreendimento com o 8º Batalhão do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, sob a coordenação da equipe educativa de São Bernardo do Campo.

O veículo, que recebeu o nome de “Educativa”, foi adaptado especialmente para transportar pessoas | Foto: divulgação

Por ordem de chegada, o embarque será realizado a cada 30 minutos e a parada de retorno será na entrada do shopping. O veículo, que recebeu o nome de “Educativa”, foi adaptado especialmente para transportar pessoas. Ele tem bancos na carroceria para acomodar com mais segurança todos que fizerem o passeio e tem capacidade para transportar 40 crianças sentadas e adultos acompanhantes em pé. A velocidade não ultrapassa 30 quilômetros, por hora. De acordo com o bombeiro Carneiro, “esse é o único momento que temos contato com a população fora de uma situação de perigo. Mostramos um lado social e educativo”.

Além de ter essa experiência incrível, os visitantes também poderão tirar fotos com o caminhão da corporação, que ficará na entrada do shopping. Os interessados em participar deverão gerar o voucher no aplicativo do centro de compras e retirar as pulseiras de acesso no Atendimento ao Cliente, piso L3 (Avenida Kennedy, 700). É importante ressaltar que, em caso de chuva, o evento será cancelado.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Crianças podem brincar de “master chef” em shopping de Diadema

Redação

De 27 de setembro a 20 de outubro, o Shopping Praça da Moça, em Diadema,  sedia a Estação MasterChef Júnior, circuito de atividades gratuitas onde as crianças podem mostrar as habilidades na cozinha, como se fossem os verdadeiros competidores do famoso reality da TV.

Estação "MasterChef Júnior" fica no Shopping Praça da Moça até 20 de outubro | Foto: Reprodução 

O cenário, que remete ao programa original, proporciona uma deliciosa experiência aos participantes, realizando o sonho de estar na cozinha mais desejada do Brasil. No espaço, as crianças de 5 a 12 anos podem se divertir nas sete estações temáticas: “Como se tornar um chef”, “Os indispensáveis”, “Os facilitadores”, “Os vários temperos”, “Descobrindo os sabores”, “As vedetes da cozinha” e “Vestindo o avental do MasterChef”.

No circuito os participantes aprendem desde como manusear utensílios de cozinha até a diferença dos temperos na hora das receitas. Depois de estarem devidamente uniformizados, a atividade se encerra na Cozinha MasterChef, onde monitores auxiliam os mini chefs a colocar a mão na massa e preparar minicanapés, snacks entre outras receitas como se estivessem mesmo participando da competição. No final, os pais e responsáveis são convidados a provar todos os quitutes.

A participação na Estação MasterChef Júnior é gratuita. O Shopping Praça da Moça fica na Rua Manoel da Nóbrega, 712, Centro, em Diadema. A atividade acontece das 13h às 21h.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura arrecada livros infantis e brinquedos

Redação

O Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), entidade centenária com importante história de atuação no comércio da maior cidade do País, lança a partir deste mês a campanha do Dia das Crianças, intitulada “Hora de Doar, muita história para contar”.

As doações podem ser feitas até 11 de outubro no o prédio da ACSP no Centro de São Paulo (Rua Boa Vista, 51) | Imagem: reprodução

Assim, o incentivo à leitura infantil, para o desenvolvimento dos futuros cidadãos e para a qualidade da formação, ganha ênfase na arrecadação deste ano, conforme comenta a presidente do CMEC da Associação Comercial de São Paulo, responsável pela organização da ação, Ana Cláudia Badra Cotait. “A leitura é fundamental na educação infantil, pois ela tem a capacidade de formar cidadãos mais conscientes e críticos”, destaca.

Todo o material arrecadado será encaminhado para as 15 distritais da ACSP e, estrategicamente, serão distribuídos em entidades assistenciais nestas regiões.  “Temos capilaridade de atuação em todos os pontos da capital, dessa forma, atenderemos o maior número de entidades sociais. Isso impacta diretamente na distribuição e, nossa ambição, é angariar um grande volume de livros infantis e brinquedos em boas condições”, explica Ana.

As doações podem ser realizadas diretamente nestes pontos de entrega: no prédio da ACSP no Centro de São Paulo (Rua Boa Vista, 51) ou nas 15 distritais de bairros da capital, até 11 de outubro, véspera do Dia da Criança – data que comemora os direitos das crianças e adolescentes e a conscientização das pessoas (os pais, em especial) sobre os cuidados necessários durante esta fase da vida.

“Mais que doar brinquedos e livros, o nosso propósito é provocar uma grande reflexão sobre o desenvolvimento dos jovens e o impacto na sociedade”, afirma Ana.

Empresas interessadas em doar material também estão convidadas a participar desta “corrente do bem”. “Queremos criar um engajamento em torno deste propósito, que é fomentar o hábito da cultura e da leitura infantil. Acreditamos que a transformação de um País começa pela educação”, ressalta a presidente do CMEC.
 
O Conselho
O Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) da ACSP atua como um fórum de referência de estudos, debates e inspirações que promovem e incentivam, de forma estratégica e sustentável, a educação empreendedora entre as mulheres, além de desenvolver ações, campanhas e projetos sociais, culturais e de fomento da economia local nas diversas regiões da cidade de São Paulo.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Golpe online usa imagem da Turma da Mônica para obter dados de cartões de crédito

Redação

Um post falso da Turma da Mônica está "rodando" grupos de WhatsApp e redes sociais. No golpe, que tem como alvo crianças, os personagens Cebolinha, Mônica, Magali e Cascão dizem estar buscando um “novo amigo” e, para fazer parte da turma, os pequenos precisam comentar “o número de cartão de crédito da mamãe”, “os 3 numerozinhos atrás” e a “data de expiração”.

Com imagem da Turma da Mônica, golpistas tentam obter com crianças informações sobre cartão de crédito | Imagem: reprodução

Os golpes invadiram a internet e, cada vez mais, os pais se preocupam com perigos, como a temida Dark Web e os desafios sombrios lançados no Youtube. Com isso, a educadora parental em Disciplina Positiva e CEO do AppGuardian, Luiza Mendonça, cita quatro dicas que podem ajudar os pais a supervisionarem a rotina online dos filhos.

Diálogo em primeiro lugar: converse com seu filho
O primeiro passo para manter a criança segura na internet é o diálogo entre pais e filhos. Para se conectar melhor com a garotada é essencial que os pais saibam o que eles andam fazendo na internet e fora dela também.

Uma dica importante: procure saber quais são os youtubers que seu filho mais curte, além de hobbies, gostos musicais e quais séries e programas ele gosta de assistir. Não deixe de passar um tempo com seu filho e procure estar sempre atento às suas atividades (online e offline). Vale sempre alertá-los a nunca enviarem dados pessoais, informações de cartões de crédito, fotos a estranhos.

Disciplina: estipule limites de horário
Na hora do diálogo é importante definir os horários em que as crianças e, principalmente, os adolescentes poderão ficar conectados. Um levantamento realizado pela empresa AppGuardian em junho deste ano mostra que a garotada fica, em média, de 5 a 7 horas por dia no celular, número referente aos dias da semana (segunda a quinta-feira), no fim de semana o tempo ao celular sobe 20%, chegando entre 6 e 9 horas/dia. Com os adolescentes é preciso ficar atento ao tempo que passam em seus quartos só usando celular.

Educadores e psicólogos garantem que o quarto trancado é um dos maiores perigos de hoje em dia, já que na web o adolescente pode ter acesso os conteúdos inapropriados e, muitas vezes, perigosos. Caso seu filho use lan houses, procure saber onde é esse local e estipule dias e horários que ele poderá ir até o estabelecimento.

Seja parceiro: navegue junto com a criança
É muito importante que os pais “surfem” a mesma onda dos filhos e também se conectem. Portanto, estejam nas mesmas redes sociais que eles, conheça os canais que a criançada assiste e separe um tempinho do seu dia para acessar à web junto com as crianças, deixe que eles mostrem o que gostam de acessar e fique por dentro do dia a dia do seu filho na internet.

Aposte em tecnologia: use o controle parental
Para auxiliar os pais a organizarem melhor a rotina digital dos filhos ao celular (e tablets), uma alternativa é apostar em apps de controle parental. Um exemplo é o AppGuardian, que permite que os pais bloqueiem o acesso dos filhos a alguns apps e até mesmo a toda e qualquer funcionalidade do smartphone.

Com a tecnologia é possível também ter acesso a um relatório informando o tempo que a criança passou no Youtube e demais redes sociais. Outra ferramenta que ajuda bastante é o “Tempo de Tela”, que permite aos responsáveis determinarem (antecipadamente) quanto tempo querem que os filhos fiquem conectados ao longo da semana - de forma personalizada.

Com suporte 100% em português e feito por pais e mães brasileiros, o AppGuardian também disponibiliza um navegador que bloqueia qualquer tipo de conteúdo adulto, como pornografia, no celular e tablet do filho.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Internet: o inimigo está dentro de casa

*Por Leonardo Torres

Há muito sabemos que os pais não podem deixar seus filhos o dia inteiro navegando na internet. Há muito tempo também não sabemos o que é mandar os filhos voltarem para casa depois de um longo dia brincando nas ruas. "As ruas estão perigosas", "nela há violência", "há um incentivo às drogas nas ruas", "há maldade", etc., alguns dizem. Em partes, sem dúvida, não discordo destes argumentos. Os espaços sociais, como as praças, estão destruídos; e isso é um claro projeto de governo, que não quer que nos juntemos para sociabilizar.

"As pesquisas científicas mais recentes já tem aproximado o consumo de eletrônicos e de internet ao consumo de drogas", comenta Torres | Imagem: Thinkstock

É melhor deixar nossos filhos dentro de casa, sãos e salvos. O problema é que tanto os adultos quanto as crianças não perceberam que dentro de casa existe um vício tão poderoso quanto qualquer outro tipo de droga dentro das quatro paredes do lar. Nós não ingerimos esta droga com a boca, mas com os olhos. Ela não causa problemas somente físicos, mas mentais. E nela, há mais violência e maldade do que na rua da sua casa. E para tudo isso, basta um clique.

Passamos mais de 8 horas diárias em frente aos aparelhos eletrônicos. As pesquisas científicas mais recentes já tem aproximado o consumo de eletrônicos e de internet ao consumo de drogas. Os anestesiologistas apontam que 30 minutos de uso de um tablet equivale a uma dose de Midazolan, um anestésico. Não à toa, a estudiosa Malena Contrera tem chamado atenção para o fato que nós nos denominamos de "usuários" nas redes.

Recentemente, os likes do Instagram foram ocultados. Houve uma revolta por parte de alguns usuários, demonstrando a tendência viciosa e obsessiva de se conquistar as curtidas. Estudos da psicologia comportamental já haviam avisado que esta dinâmica de postar fotos e ser curtido é uma uma dinâmica de recompensa e de condicionamento, que age na vontade de pertencimento grupal do ser humano: o ratinho aperta o botão e ganha a comidinha.

Com as praças destruídas, com a violência fora de casa, nós entramos de tal maneira internet a dentro que é comum escutar que uma família, dentro de casa, conversa mais por Whatsapp do que se reunindo na sala de estar. A internet e os aparelhos eletrônicos prometeram nos unir, mas acabaram nos separando ainda mais.

E não para por aí. Como diria Étienne de La Boétie, existe aí uma "servidão voluntária". Enquanto um usuário passa 8 horas do dia buscando e dando likes, as empresas por trás das redes sociais estão captando todos os dados emitidos pelo usuário. Sabe aquela foto íntima mandada? O texto que você escreveu mas não postou? As fotos que estão como sugestão de postagem? Ou aquela pesquisa no Google que acaba aparecendo no Facebook? Já aconteceu de você falar sobre algo e este algo aparecer como propaganda nas redes sociais? Tudo isso acontece porque, de alguma maneira, os nossos aparelhos eletrônicos nos vigiam 24 horas por dia. E nós estamos oferecendo voluntariamente toda nossa privacidade em troca de viciosos likes. 

*Leonardo Torres é pesquisador, professor, doutorando em Comunicação e Cultura e pós-graduando em Psicologia Junguiana. 

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Cadeirinha: por que a segurança infantil não pode ser item opcional?

Por Mônica Gimenez

Proteger, cuidar e garantir a segurança. Ninguém duvida de que esses sejam os maiores desejos e anseios de todos os pais. Sendo assim, garantir a segurança das crianças no trânsito não deveria ser item opcional. Essa semana, o governo apresentou ao Congresso um projeto que sugere mudanças no Código de Trânsito, entre as principais mudanças sugeridas o documento propõe eliminar a multa para os motoristas que transportarem crianças sem a cadeirinha.

"Tornar a cadeirinha um item opcional é dar um passo para trás em um direito conquistado", avalia a gerente de produtos, Mônica Gimenez | Foto: reprodução

A “Lei da Cadeirinha” como ficou conhecida em 2008, ano em que entrou em vigor, dispõem de regras muito claras para o transporte de crianças menores de dez anos. Até um ano, bebê conforto; de um a quatro anos, cadeirinha; de quatro a sete e meio, assento elevado; de sete e meio à dez anos cinto de segurança no banco traseiro; após os dez anos, já pode ser transportada no banco dianteiro, sempre com sinto de segurança. Os motoristas que forem flagrados transportando crianças sem respeitar essas condições podem ser multados, a infração é classificada como gravíssima e confere sete pontos na carteira, além disso, o motorista pode ter o veículo apreendido até que a irregularidade seja corrigida.

Com a mudança a multa não seria aplicada, tornando assim a medida de segurança não obrigatória aos condutores. Mas, qual o problema de tornar a segurança infantil opcional? De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) o uso da cadeirinha reduz em até 60% o número de mortes de crianças e adolescentes de até 15 anos, para lesões graves, em crianças de 8 e 12 anos, a cadeirinha reduz em até 19%. Desde que foi implementada a obrigatoriedade os registros e hospitalizações caíram 37% enquanto as mortes reduziram 22%.

A lei impõe uma mudança no comportamento ao cidadão, fazendo com que ele entenda a importância de utilizar itens de proteção pensando exclusivamente para as crianças. O cinto de segurança é um dispositivo desenhado e testado para garantir a proteção de adultos, não serve como parâmetro para assegurar a proteção necessária para os pequenos. Tornar a cadeirinha um item opcional é dar um passo para trás em um direito conquistado.

Eu sei que parece contraditório dizer que uma obrigação com pena de multa é um direito, mas a proteção e segurança em acidentes de trânsito é um direito do cidadão, portanto, a cadeirinha é um direito da criança, e livrar o condutor de cumpri essa lei é o mesmo que tirar delas um direto básico.

Proteger as crianças pequenas e a infância é uma responsabilidade de todos nós. Se o projeto será ou não aprovado pelo Congresso, teremos que acompanhar ao longo dos próximos meses. A nós cidadãos cabe participar ativamente do debate político contribuindo para construção de políticas públicas que tornam nossa sociedade melhor e que irão impactar nossas vidas.

*Mônica Gimenez é gerente de produtos de puericultura pesada na Cia do Móvel, referência no segmento de móveis infantis e juvenis.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Especialista fala sobre hormônio do crescimento para crianças

Redação

A endocrinologista pediátrica  Vanessa Radonsky da Croce, clínica especializada no diagnóstico e tratamento nas áreas de Endocrinologia, Alergia, Imunologia, Otorrinolaringologia e Reumatologia, comenta que muitos pais  procuram o local com a seguinte dúvida: meu filho precisa receber hormônio do crescimento?

"É preciso se atentar quantos centímetros a criança está crescendo", comenta a  endocrinologista pediátrica  Vanessa Radonsky | Foto: reprodução

A especialista explica que, em primeiro lugar, é necessário fazer uma avaliação criteriosa, incluindo exames clínicos, avaliação da velocidade de crescimento, exames laboratoriais e um específico para saber a maturidade óssea da criança.

"É preciso se atentar quantos centímetros a criança está crescendo. Por exemplo, até a puberdade, ela deve crescer entre cinco e sete centímetros (cm) por ano. A menina durante a adolescência, deve crescer em média nove cm e o menino dez cm por ano", explica Vanessa.

O hormônio do crescimento age na cartilagem de crescimento, promovendo a formação de células do osso e, consequentemente, o crescimento. O primeiro sinal de que algo está errado, já pode ser percebido durante a consulta de rotina com o pediatra, que faz o acompanhamento por meio da chamada curva de crescimento.

A especialista explica que criança abaixo da curva de crescimento deve ser avaliada pelo endocrinopediatria. "Quando ela começa a ser comparada com os amigos da mesma idade, mostrando que está mais baixa, é outro indicativo para procurar por um especialista", ressalta Vanessa.

A deficiência de crescimento pode ocorrer por déficit do hormônio, ou em decorrência de outras doenças, como hipotireoidismo, doença hematológica e cardiológica são algumas delas. O diagnóstico deve ser feiro por endocrinopediatria e de forma individualizada.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Excesso de pasta de dente pode fazer mal às crianças

Redação

Um estudo divulgado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) aponta que quase 40% das crianças de três a seis anos usam mais creme dental do que o recomendado pelos profissionais de odontologia. Para crianças pequenas, com dentes de leite, ainda, engolir muito creme dental com flúor pode causar descoloração dos dentes, condição chamada fluorose dentária.

Muito creme dental com flúor pode causar descoloração dos dentes, condição chamada de fluorose dentária | Foto: reprodução

O pediatra e homeopata, Moises Chencinski, comenta os dados. “A pesquisa do CDC, com cerca de 1.700 crianças, nessa faixa etária, descobriu que cerca de 38% delas usavam mais do que a quantidade recomendada de creme dental, o que tem o potencial de exceder a recomendação diária de ingestão de flúor. Concentrações excessivamente altas de flúor na água potável também podem contribuir para a fluorose dental”, explica. 

Crianças menores de três anos devem usar menos pasta de dente, de acordo com as diretrizes. Para essas crianças, os pais devem apertar apenas uma minúscula mancha de creme dental com flúor - aproximadamente do tamanho de um grão de arroz. As crianças pequenas são mais suscetíveis à fluorose e menos capazes de cuspir a pasta de dente na pia, sendo mais provável a ingestão do produto.

“A fluorose afeta apenas as crianças, porque o dano ocorre quando os dentes estão se desenvolvendo sob as gengivas. Não afeta a saúde bucal em geral, mas pode levar a linhas brancas ou estrias nos dentes”, diz o pediatra.

Para crianças menores de dois anos, as orientações do CDC divergem de duas associações dentárias.  Em 2014, a Associação Dentária Americana mudou suas diretrizes e recomendou que os pais escovassem os dentes de seus filhos, duas vezes ao dia, com uma pequena quantidade de creme dental com flúor assim que eles nascessem. A Academia Americana de Odontopediatria recomenda o mesmo. No entanto, o CDC continua a recomendar que os pais esperem para introduzir creme dental com flúor às crianças até completarem dois anos.

 “No Brasil, a recomendação da Associação Brasileira de Odontopediatria é a escovação de dentes com pasta, com flúor, na quantidade de um grão de arroz cru, a partir da erupção do primeiro dente, quando também se indica a primeira consulta com o odontopediatra. Quando a criança aprender a cuspir, a quantidade de pasta passa a um grão de ervilha cru”, orienta Chencisnki.

Importante destacar que a escovação até os seis anos de idade deve ser feita com supervisão dos pais, “embora eles possam considerar ficar por perto até os oito anos”, finaliza  o pediatra.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Crianças podem ficar no máximo uma hora em frente às telas

Redação com ABr

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou, nesta quarta-feira (24), um estudo no qual afirma que crianças de até quatro anos de idade devem passar, no máximo, uma hora em frente às telas de forma sedentária, como assistir TV ou vídeos, ou jogar no computador.

Crianças de até cinco anos devem passar menos tempo sentados em frente às telas | Foto: Getty Images

Para quem tem até um ano, não é recomendado ter contato com telas; para as de dois anos, um tempo de até uma hora (preferencialmente menos). Para aquelas que têm entre três e quatro anos, o tempo sedentário de tela também não deve ultrapassar uma hora, sendo quanto menos, melhor.

As informações apontam que crianças de até cinco anos devem passar menos tempo sentados em frente às telas, ou contidos em carrinhos de bebê e assentos, ter melhor qualidade de sono e mais tempo para atividades físicas para crescerem saudáveis. Nos casos de sedentarismo, a OMS encoraja, independentemente da idade, a leitura e a contação de história. A entidade também destacou a quantidade de sono adequada para a idade: 14-17 horas (até 3 meses), 12-16 horas (quatro a 11 meses), 11-14 horas (um a dois anos) e 10-13 horas (três a quatro anos).

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, comenta a importância da infância. “O início da infância é um período de rápido desenvolvimento e um tempo quando os padrões de estilo de vida familiar podem ser adaptados para aumentar os ganhos de saúde”, afirma.

Este estudo é um guia sobre atividades físicas, comportamento sedentário e sono  para crianças com até cinco anos desenvolvido por especialistas da organização.  Eles avaliaram os efeitos em crianças do sono inadequado, do tempo passado em frente a telas, ou  contidos em carrinhos de bebê e assentos e avaliaram os benefícios do aumento dos níveis de atividade.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Palestra gratuita aborda a relação das crianças com a tecnologia

Da Redação

O Hospital e Maternidade São Luiz Unidade São Caetano promove, neste sábado (13), às 10h, a palestra Crianças e Tecnologias: benefícios e malefícios, ministrada pelo coordenador da Pediatria da unidade, Thiago Gara. O objetivo é alertar aos pais e familiares sobre o uso dos aparelhos eletrônicos e como eles podem influenciar no desenvolvimento das crianças. O evento é gratuito e aberto ao público em geral.

Palestra "Crianças e Tecnologias: benefícios e malefícios" será ministrada pelo coordenador da Pediatria do Hospital São Luiz, Thiago Gara | Foto: Freepik

Atualmente, celulares, tablets e notebooks deixaram de ser aparelhos de uso exclusivo dos adultos e passaram a fazer parte da rotina das crianças. Por isso, a palestra vai abordar como a tecnologia pode ajudar ou prejudicar os pequenos.

O evento integra o Ciclo de Palestras à Comunidade, iniciativa promovida pela Rede D'Or São Luiz para contribuir com a saúde dos moradores da região.

Interessados devem se inscrever pelo telefone (11) 2777-1400. O Hospital São Luiz - Unidade São Caetano - fica na Rua Walter Figueira, s/nº, bairro Cerâmica. A palestra será realizada no auditório do hospital (1º andar).

terça-feira, 2 de abril de 2019

Bronquiolite atinge mais crianças com até dois anos de idade

Da Redação

Idosos e crianças são mais suscetíveis a terem problemas respiratórios, em decorrência de mudanças climáticas somadas à baixa umidade e temperatura do ar. No caso de bebês com menos de um mês até crianças com dois anos de idade essa situação torna bastante comum a evolução para quadros mais graves, como a bronquiolite.

Inalações de soro e medicamentos englobam o tratamento da bronquiolite | Foto: Freepik
A causa da doença é o vírus sincicial respiratório (VSR) que provoca uma infecção nos bronquíolos, ramificações dos brônquios que levam oxigênio aos pulmões, segundo o coordenador da UTI Pediátrica do Hospital Leforte, unidade Morumbi, Evandro Salgado. “É comum haver uma confusão, uma vez que o quadro é muito parecido com uma gripe. Por isso, os pais e responsáveis precisam estar atentos aos sintomas como tosse seca, coriza, falta de ar, febre e cansaço”, alerta.

O médico explica ainda que não existe vacina contra o VSR. Para evitar a doença, principalmente nas seis primeiras semanas de vida, é recomendável não expor o bebê a grandes aglomerações ou contato com adultos com sintomas de gripe.

O tratamento pode ser feito em casa, com inalações de soro e medicamentos, antissépticos nasais e fluidificantes, somados à hidratação e à amamentação. Se houver necessidade, o pediatra pode ingressar com antibióticos.

Para os pacientes prematuros (menos de 34 semanas de vida), com defeitos cardíacos congênitos ou aqueles com doenças pulmonares crônicas e dependentes de oxigênio, é indicado o palivizumabe. “É um anticorpo monoclonal que tem como função neutralizar o VSR, prevenindo a infecção. A medicação está disponível na rede pública e também é coberta pelos convênios médicos, mediante relatório médico”, diz Salgado.

Além disso, a coordenadora do serviço de Pediatria do Hospital e Maternidade Dr Christovão da Gama (HMCG), que integra o Grupo Leforte, Sandra Helena Albuquerque Giannini, destaca que a infecção é autolimitada, ou seja, tem duração por um período específico e desaparece entre 7 e 10 dias. Algumas crianças apresentam sintomas gripais leves. Em outras, a doença pode ser grave. No caso das crianças mais velhas, os riscos são menores e, se forem acometidas por bronquiolite, não sofrem tanto quanto as mais jovens. O diagnóstico é clínico e pode ser corroborado por raio X de tórax, hemograma e pesquisa do VSR.

“É importante que não haja uma ação ou medicação sem a recomendação médica. Os pais precisam confiar no especialista para que não ocorram procedimentos desnecessários ou a doença evolua para uma pneumonia”, finaliza Sandra.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

“Aventura Pirata” é opção de entretenimento para crianças no ABC

Da Redação

O “Mundo das Bolinhas” é atração de férias do Golden Square Shopping, em São Bernardo do Campo, desde de 15 de janeiro. Com milhares de bolinhas em uma piscina gigante, a brincadeira é um convite para toda a família na “Aventura Pirata”. Um playground imerso com escorregadores permite que as crianças brinquem com segurança. Dentro do navio, um labirinto promete ser a sensação com três andares de brincadeiras. Menores de quatro anos devem entrar acompanhados por um adulto.

A brincadeira fica até 06 de março na Praça de Eventos | Foto: divulgação 
Interessados podem curtir o brinquedo de segunda a sábado, das 10 às 22 horas; domingos e feriado, das 14 às 20 horas. A brincadeira fica até 06 de março na Praça de Eventos.

O Golden Square Shopping está localizado na Avenida Kennedy, 700, Jardim do Mar, São Bernardo do Campo (SP). O horário de funcionamento é de segunda-feira a sábado, das 10 às 22 horas, e aos domingos e feriados, das 14 às 20 horas (lojas e lazer).


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Psicóloga explica como orientar as crianças na volta às aulas

Da Redação

A volta às aulas é um momento de mudança na vida das crianças. De acordo com a psicóloga e orientadora educacional do Colégio Humboldt, Karin Kenzler, algumas dicas podem auxiliar os pequenos nesta fase de adaptação. Confira a seguir.

"A motivação (para estudar) não deve vir por meio de recompensa, mas sim, pelo próprio benefício do aprendizado e aquisição de conhecimentos", ressalta a psicóloga Karin
“Ajude seu filho a organizar o material, separar o uniforme, encoraje-o, mostre ou retome as coisas que são legais e significativas, o quanto será prazeroso reencontrar ou conhecer novos amigos”.

1-Traçar objetivos para o ano letivo

Pensar em metas para o ano letivo como fazer as lições em dia, estudar com antecipação para as provas, passar direto, fazer novos amigos, é o passo inicial para a realização de qualquer projeto.

“É uma iniciativa positiva a família se reunir para que cada membro compartilhe suas expectativas e planos para ao ano, motivando a criança a fazer o mesmo. A discussão é válida, pois aquece para o tema escola que está por vir e cria um clima favorável ao sucesso”.

2-Voltar à rotina de forma gradual

Não deixar para voltar de viagem na véspera da volta às aulas, para que a criança tenha tempo de se organizar e voltar à rotina de dormir e acordar mais cedo.

3-Cuidar da organização do material

A compra e organização do material também é uma atividade que ajuda no processo de volta às aulas, preparando o aluno psicologicamente para a retomada dos estudos.

“É como num pré-jogo, em que atletas fazem pensamento positivo e bolam sua estratégia: neste ano, vou tentar fazer lição, estudar com antecipação, dar o máximo de mim...”, diz Karin.

4-Fazer um planejamento das atividades

Fazer uma agenda semanal com os horários das aulas e atividades extracurriculares separando também, tempo para os estudos, lazer e esportes, e um calendário mensal para inserir as datas de provas, entrega de trabalhos, eventos e feriados. O ideal é fazer uma agenda semanal dos filhos, para que todos compartilhem o que a família vai fazer, pois a criança não tem a noção de tempo como um adulto tem.

5-Cuidar do emocional das crianças e adolescentes

Conversar e checar os sentimentos da criança em relação ao ano escolar permite trabalhar eventuais ansiedades e medos, assim como balizar expectativas e buscar motivações.  Os pais devem questionar como a criança está para começar mais um ano, se está animada, motivada ou apavorada, e trabalhar suas expectativas e angústias de acordo com o estado emocional.

Além disso, cobranças como “se você tirar nota azul, te dou um iPhone”, colocam mais expectativa na criança, podendo gerar muita ansiedade. “A motivação não deve vir por meio de recompensa, mas sim, pelo próprio benefício do aprendizado e aquisição de conhecimentos que será significativo pela vida afora e futuro sucesso profissional. Ela precisa entender que é capaz de dar conta, e de que a aprendizagem é um processo contínuo na vida”, finaliza Karin.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Viagem: como planejar as férias de verão com criança pequena

Por Mônica Gimenez

As férias de verão são consideradas a melhor época do ano para viajar em família, isso porque o calor, combinado com recesso escolar e empresarial tornam o período propício para fazer as malas. Mas, quando o assunto é viajar com criança pequena tudo se torna muito mais complicado, o planejamento, a escolha do destino, o trajeto e os passeios. Por isso, separei cinco dicas importantes para fazer da viagem de férias com o bebê, momentos inesquecíveis e sem estresse.

Durante a viagem a dica é levar levar brinquedos, para distrair as crianças | Foto: reprodução 
Planejamento: a primeira dica é planejar com antecedência e fazer escolhas que estejam de acordo com a rotina a estilo de vida da família. As crianças pequenas, principalmente na fase que ainda estão de colo estão acostumadas a uma rotina, e abandonar isso durante as férias de verão pode causar desconforto e muitas crises de choro. Portanto, a dica é procurar criar um roteiro que seja não somente divertido, mas que também acolha as necessidades dos pequenos.

Destino: a escolha do destino talvez seja a mais delicada das tarefas. Nessa fase é preciso escolher o clima do local, as opções de passeios e turismo, o tipo de acomodação, qual a infraestrutura do local, etc. Tudo levando em conta o bebê. É comum famílias com criança pequena aproveitar as férias de verão para ficar em um hotel fazenda, ou em um resort. São preferências de quem vai aproveitar para descansar e deseja um ambiente acolhedor e com bastante suporte para os pequenos.

Avião / carro / ônibus: o trajeto é um dos momentos mais desconfortáveis para os bebês, principalmente se for distante e demorar muitas horas. Se a viagem for de carro, vale a pena investir em uma boa cadeirinha como a Pallas Mfix da Cybex, vencedora de testes de segurança da associação alemã Stiftung Warentest, a cadeira que cresce junto com a criança e oferece excelente segurança por mais de 11 anos e em um bebe conforto como o Cloud Q da Cybex, que possui ajustes para apoio de cabeça e cinto de segurança em Y com protetores acolchoados e um sistema de proteção lateral L.S.P. A segurança vem em primeiro lugar sempre. Procure manter a temperatura no interior do veículo amena e agradável e, se possível, opte por viajar em momentos de maior sonolência da criança, assim ela dormirá a maior parte do percurso.

Em casos de aviões e ônibus é comum o desconforto da criança causar irritação, choro e incomodar outros passageiros. Leve brinquedos e maneiras de distrair os pequenos. No avião, durante os momentos de pouso e decolagem é comum a pressão no ouvido causar dor, e junto com ela o choro. Nesse caso, se for um bebê de colo que ainda amamente, a sucção ao mamar geralmente é o suficiente para aliviar esse problema.

Passeios: quando estamos de férias aproveitamos para conhecer o lugar e passear bastante, mas com criança pequena esse pode ser um grande desafio. Por isso é indispensável que a família leve um carrinho de passeio. Ele será seu melhor amigo na hora de curtir as férias. Não só é uma saída interessante para quando a criança está cansada de caminhar, como também permite que essa durma ao longo do dia, descansando da rotina corrida que uma viagem pode ter.

Mas é claro, nada adianta um carrinho que ocupe metade do porta malas, ou que seja difícil de despachar como bagagem. No mercado o melhor carrinho para viagem, mais compacto e mais leve do mundo, é o Pockit+ da GB, esse carrinho é considerado pelo Guinness World Records 2014, como menor carrinho do mundo. Quando dobrado ele fica com as medidas: 32x20 x 38 cm e pesa 4,9kg. Ele ainda se encaixa em qualquer compartimento pequeno, seja em um avião, trem, ônibus ou carro. Ou seja, uma ótima opção para os pais que adoram explorar todos os momentos junto de seus filhos.
       
Mala: é difícil se manter compacto com uma criança pequena, nunca sabemos do que iremos precisar. Minha dica é para que as pessoas façam a mala com peças de roupa versáteis e que sejam fáceis de lavar. Lembre-se de colocar na mala os documentos originais da criança e dos responsáveis, além de uma pequena farmácia com remédios indicados pelo pediatra da criança.

Vendo tantas dicas e alertas os pais de primeira viagem podem se assustar. A viagem de férias com criança pequena requer pequenos cuidados extras. Porém, esse ainda é um momento de diversão, para criarmos laços e aproveitarmos a família, portanto, não se intimide e vá curtir o verão 2019!

*Mônica Gimenez é coordenadora comercial da Cia do Móvel. 


quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Ansiedade afeta cerca de 10% das crianças e adolescentes brasileiros

Da Redação

A ansiedade, comum e recorrente na vida adulta, atinge 9% de todos os brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Porém, o transtorno vem sendo detectado cada vez mais cedo. No Brasil, segundo uma pesquisa recente da Faculdade de Medicina da USP, aproximadamente 10% de todas as crianças e adolescentes brasileiros têm ou irão ter algum tipo de ansiedade em algum momento da vida.

Segundo Wolker, a tecnologia pode colocar a criança frente a um mundo que sua maturidade e entendimento ainda não podem suportar | Foto: reprodução 

Um fator que também deve ser muito observado pelos pais é a influência da tecnologia, já que segundo um estudo americano, crianças a partir de dois anos de idade, apresentaram ansiedade ou depressão após o contato intenso com jogos virtuais, smartphones e televisão.

Segundo o psiquiatra da Aliança Instituto de Oncologia, Roney Vargas, a maioria das crianças experimenta vários medos. Isso pode trazer a ansiedade durante a infância, e alguns desses medos são específicos do estágio do desenvolvimento. "Em contraste com medos, a ansiedade é definida como uma resposta antecipatória a uma ameaça percebida, tanto interna como externa. Em outras palavras, pode-se considerar a ansiedade como um medo sem objeto, o que é bastante diferente de um medo ligado a uma situação ameaçadora como a presença de um leão na frente da pessoa", explica o médico.

De acordo com o especialista, transtornos psiquiátricos podem ser algumas causas da ansiedade das crianças, porém não todas. "Do ponto de vista ambiental, há algumas situações com um potencial de gerar ansiedade de forma mais intensa entre os pequenos, como a questão da separação da família para ingressar no ambiente escolar, a questão de falar em público ou, por exemplo, ser submetido a uma avaliação", esclarece Vargas.

É sabido que a ansiedade por si só é uma emoção fundamental para o ser humano, porque ela representa um transtorno em relação ao desconhecido e, esse transtorno tem uma importância fundamental na sobrevivência das espécies, conforme comenta o cientista político, educador e sócio do Instituto Ideaah, Paulo Wolker: "Ou seja, ter medo do futuro (e a ansiedade é um tipo de medo) é uma característica importante do ser humano. Mas quando ela se torna exagerada e recorrente ela se torna uma doença. E é hoje uma verdadeira pandemia em todo o mundo".

Quando a ansiedade afeta as relações sociais dos pequenos, há necessidade de sempre realizar uma avaliação clínica com um psiquiatra. Em crianças e adolescentes como regra geral deve-se optar em primeiro lugar por medidas como terapias psicológicas como a TCC ou comportamental, além de estratégias psicoeducacionais. "Somente em casos com impacto considerável no funcionamento da criança deve-se lançar mão de medicações. Todavia, essas ações devem sempre caminhar com medidas psicológicas e educacionais", conclui Vargas.

A influência da tecnologia entre as crianças
Muito tempo gasto em jogos, smartphones e televisão está associado a níveis elevados e a diagnósticos de ansiedade ou depressão em crianças a partir dos 2 anos de idade, de acordo com um novo estudo. Mesmo depois de apenas uma hora de tela diariamente, crianças e adolescentes podem começar a ter menos curiosidade, menor autocontrole, menos estabilidade emocional e maior incapacidade de terminar tarefas, o psicólogo relata Jean Twenge, da Universidade Estadual de San Diego e Keith Campbell, professor de psicologia da Universidade da Geórgia.

Segundo Wolker, a tecnologia pode colocar a criança frente a um mundo que sua maturidade, desenvolvimento e entendimento ainda não podem suportar. Esse impacto pode ser devastador para a segurança da criança e pode causar muito medo. Uma cena de massacre coletivo, com vários corpos mutilados de jovens e crianças, que é possível ser visto no Youtube, já é muito impactante para um adulto, imagine para uma criança.

Esse tipo de ansiedade pode gerar uma série de respostas fisiológicas que afetam o sistema cardíaco, pulmonar, gastrointestinal e neurológico. "Além disso, a ansiedade cursa com sintomas cognitivos, como sensação de perda de controle ou perder a cabeça, pensamentos indesejados e intrusivos, desatenção, insônia e mesmo distúrbios de percepção, como despersonalização ou imagens visuais vagas", esclarece Vargas.

Cinco dicas que podem ajudar a amenizar a ansiedade dos pequenos, segundo Wolker:
- Reforçar na criança sempre a visão otimista e positiva da vida e do mundo. Problemas, sejam eles afetivos, financeiros, nunca devem ser expostos à criança.
- Garantir sempre a atenção, o cuidado e a proteção das crianças. Mostrar para os pequenos que eles sempre têm alguém para confiar é muito importante.
- Evidenciar a presença do adulto como cuidador e protetor. Deixar claro para a criança que os pais ou responsáveis adultos que têm o papel de manter a segurança deles.
- Reforçar o foco da criança no presente, no que ela está fazendo agora, de modo que ela tenha a sua atenção na sua brincadeira, no seu brinquedo, nos seus colegas e não no futuro.
- Cuidar para que a criança tenha atenção consigo mesma, com sua respiração, com o seu entorno, com seu corpo, com que ela está fazendo.




quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Crianças pequenas são as mais afetadas por queimaduras químicas nos olhos

Da Redação

Crianças de um a dois anos estão em maior risco de queimar os olhos com produtos químicos, apesar de existir a crença de que os adultos em idade laboral eram os mais expostos a esse tipo de lesão ocular grave, segundo a última pesquisa  da JAMA Ophthalmology de saúde pública.

As lesões nos olhos das crianças podem ser evitadas, se os produtos de limpeza forem armazenados adequadamente | Foto: reprodução 

O oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO) comenta o estudo.  “As descobertas, divulgadas no JAMA Ophthalmology, destacam a necessidade de educar o público sobre o que parece ser evitável e potencialmente causador de lesões permanentes. As fábricas e empresas onde os produtos químicos perigosos estão em uso possuem precauções contra incidentes, como óculos de segurança e tratamentos, como estações de lavagem de olhos. Acredita-se que este estudo seja o primeiro a salientar que as crianças estão realmente em risco”.

Segundo os autores do estudo, essas lesões em crianças são terríveis e podem ser evitadas, pois ocorrem principalmente por causa de produtos de limpeza domésticos armazenados incorretamente.

“As queimaduras químicas dos olhos estão entre as lesões oculares mais críticas e graves porque continuam a queimar o olho, após o contato e podem danificar as estruturas internas de forma irreparável’”, ressalta o oftalmologista.
Acredita-se que o estudo seja o primeiro a usar uma amostra nacional em todas as faixas etárias. Para a pesquisa, os autores analisaram quatro anos de dados das amostras do Departamento de Emergência Nacional, que inclui informações de cerca de 30 milhões de visitas anuais de emergência de mais de 900 hospitais nos Estados Unidos.  Entre 2010 e 2013, houve mais de 144 mil consultas de emergência relacionadas a queimaduras oculares químicas em todo o país. As lesões mais comumente ocorriam em casa, eram mais comuns entre aqueles na metade inferior da escala de renda e eram mais propensas de ocorrer no Sul.

“As lesões eram mais comuns entre as crianças de um e dois anos. Crianças de um ano são duas vezes mais propensas a sofrerem queimaduras oculares do que as crianças de dois  anos. As lesões em jovens caem substancialmente depois que as crianças têm idade suficiente para entender os perigos; com um ano de idade são 13 vezes mais prováveis de queimar os olhos do que aos sete anos de idade”, diz o médico.
Os autores defendem que a chave para reduzir essas lesões é manter produtos de limpeza doméstica e outros produtos químicos - principalmente produtos em garrafas de pulverização - fora do alcance de crianças pequenas.

Os tipos mais comuns de lesões em crianças pequenas são causadas por agentes alcalinos - comumente encontrados em produtos de limpeza - e não de ácidos, como bateria e ácidos sulfúricos. Os agentes alcalinos tendem a causar mais danos, porque as queimaduras continuam causando lesões por mais tempo nos olhos. Se alguém tiver contato com esses produtos químicos nos olhos  deve imediatamente lavá-los com água, algo que pode ser feito jogando a água da torneira sobre os olhos por muitos minutos”, destaca Lucca.

Enquanto as crianças de um ano e dois têm as maiores taxas de queimaduras oculares químicas por ano, individualmente, as pessoas em idade laboral ainda estão em alto risco. Os jovens de 20-29 anos têm as taxas mais altas, seguidas dos de 30-39 anos, 40-49 anos e 0-9 anos de idade. Isso mostra que ainda há margem para melhorias nos locais de trabalho.

As queimaduras oculares químicas são um problema considerável nos Estados Unidos. A pesquisa mostra que as estratégias de prevenção específicas para cada idade precisam ser postas em prática para manter as pessoas seguras contra lesões devastadoras.


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Pediatra explica como manter as crianças seguras dentro e fora de casa

Da Redação

Nunca é demais lembrar a importância de manter as crianças seguras e protegidas, especialmente quando ainda são bebês e requerem mais atenção e cuidados, devido a sua dependência e dificuldade de expressar dor, sofrimento, além da falta de noção do perigo. Da escolha das roupas, passando por móveis, carrinhos e brinquedos, tudo precisa ser pensado para a sua segurança e conforto. O pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e autor do livro “Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses”, elaborou algumas dicas básicas para orientar pais e cuidadores.  

Andador causa mais malefícios que benefícios, alerta o pediatra Barros 
Roupas
Durante os primeiros meses de vida o bebê tem a pele mais sensível a processos alérgicos e, por isso, é indicado que suas roupas sejam de tecidos naturais e leves, como algodão, linho e lã (dependendo do clima).  Importante também evitar babados e laços que possam ser manuseados pela criança e se enrolar em mãos e pescoço. Considere também o tamanho ideal, para garantir a perfeita movimentação da criança.

Ainda sobre processos alérgicos é contraindicado o uso de amaciantes e outros produtos químicos com cheiro forte na lavagem das roupas das crianças.

Mobiliário
É preciso estar atento não apenas com o quarto do bebê, mas com a casa em geral, visto que ele cresce rápido e logo começa a explorar todos os cantos. Tudo o que tenha quina pontiaguda, especialmente de vidro, pode oferecer riscos (mesas, aparadores e cômodas, por exemplo). Se não for possível mudar os móveis é indicado colocar adaptadores de silicone especialmente desenvolvidos com esta finalidade para minimizar possíveis impactos. Evitar também deixar ao alcance os bibelôs e outros objetos decorativos de materiais quebráveis, como cerâmica, louça e vidro. E ainda, tampe tomadas com fitas adesivas ou protetores próprios para isso.

Dentro do quarto da criança evite excesso de prateleiras, tecidos e tapetes que possam acumular pó, incluindo cortinas pesadas. Dentro do berço, nada de bichos de pelúcia e cobertas cheias de babados e fitas que podem se enrolar na criança ou atrapalhar a sua mobilidade e respiração.

Brinquedos
A legislação do setor exige a identificação na embalagem sobre a idade recomendada para cada tipo de brinquedo e deve ser obedecida, porque considera não apenas o aproveitamento do brinquedo, mas as contraindicações, como a presença de peças pequenas que podem se soltar e serem engolidas, por exemplo. Mesmo assim, é preciso ficar atento até mesmo aos indicados e considerar a manutenção contínua. Olhos e botões de bichinhos, bem como rodinhas de carrinhos, são alguns itens para especial observação. Além de checar se o produto possui o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Carrinho do bebê
Cada fase da criança oferece um modelo de carrinho, mas é possível comprar um que se adapte ao maior número de fases. "Quando a criança está no primeiro mês e dorme junto aos pais o modelo "Moisés" pode ser indicado, mas depois é preciso considerar a introdução alimentar, a partir dos seis meses com acessório de inclinação para as refeições e cinto de três pontas, que prende todo o tronco do bebê e evita que ele escorregue ou tombe para frente.", explica o pediatra.

Andador
Apesar de projetado para estimular o andar, o andador causa mais malefícios que benefícios. Embora dê mobilidade à criança ele pode fazer com que ela se acomode sobre o conforto das rodas e não exercite o equilíbrio e a força necessários para andar corretamente. Além de viciar o corpinho em uma postura errada de tronco e pernas, ele ainda pode gerar acidentes ao permitir o deslocamento para locais onde possa cair, como escadas.

Cadeirinha para carro
A recomendação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) é enfática de que a cadeirinha no banco traseiro é indispensável do nascimento aos sete anos de idade. Ela deve ser usada sempre, mesmo para curtas distâncias, sendo o acessório essencial para a segurança da criança em casos de acidente. O modelo usado deve seguir a tabela de compatibilidade de idade e peso orientada pelo Contram.

Barros explica que todas as medidas indicadas não têm a intenção de limitar as descobertas da criança, mas de assegurar que ela experimente o mundo com segurança e bem-estar. "Os olhos e a atenção dos pais são os principais itens de segurança, mas não devem comprometer o desenvolvimento físico e emocional da criança", finaliza.


terça-feira, 30 de outubro de 2018

Veterinária fala sobre a interação entre as crianças e animais

Da Redação

A relação entre as crianças com os animais de estimação é comprovada por vários estudos como benéfica para ambos os lados, desde que alguns cuidados sejam adotados. Segundo a veterinária e gerente de serviços técnicos Pet da MSD Saúde Animal, Tatiana Braganholo, é importante estabelecer limites – tanto para a criança, como para o pet – e atentar-se a prevenção de doenças no animal.

Dependendo da personalidade do animal, o contato precisa ser supervisionado para evitar que o animal  reaja negativamente a alguma ação da criança | Foto: Freepik
“As crianças, principalmente as menores, podem não entender muito bem a fragilidade e a necessidade de respeitar o espaço do pet. Por isso é importante ensinar a elas que o animal nem sempre está disposto a interagir”, aponta a veterinária. A veterinária ressalta ainda que dependendo do tempo de convivência (se for recente) e da personalidade do animal, o contato precisa ser supervisionado para evitar que o animal  reaja negativamente a alguma ação.

Para as famílias que estão pensando em adquirir um animalzinho, vale lembrar que é preciso avaliar alguns fatores para evitar possíveis dores de cabeça no futuro: veja se a sua criança tem alergia aos pelos - que assim como a saliva do animal, pode causar reações - e avalie o animal que melhor se adequaria à família. Sempre lembrando que o pet precisará de atenção – incluindo brincadeiras e passeios externos – e cuidados com seu bem-estar, que requerem a supervisão de um adulto. Por outro lado, destinar algumas tarefas relacionadas ao animal pode ajudar no senso de responsabilidade e organização da criança.

Cães tendem a ser mais agitados e brincalhões, e têm mais dificuldade de se adaptar à solidão. Portanto, são mais indicados para crianças enérgicas e que passam mais tempo em casa. Já os gatos são mais introspectivos e reservados, tendo menos problemas em ficar sozinhos. Crianças mais tranquilas têm mais facilidade para se adequar aos bichanos.

Amizade para toda a vida

Permitir à criança a convivência com um pet pode estimulá-la a desenvolver o amor e respeito aos animais, que serão levados com ela ao longo de toda sua vida. Quando bem inserido na rotina da casa, o animal também pode ser um elo para as atividades em família.

“Os animais costumam estabelecer uma boa relação com as crianças. Acredito que esse contato ensina muito aos pequenos, já que com o pet aprendem a perceber os sentimentos do outro e a ter responsabilidade, principalmente quando são incluídos nos cuidados diários com o animal”, destaca Tatiana, que finaliza “com responsabilidade, todos saem ganhando com essa relação”.

Saúde em dia

Como é crescente o número de brasileiros que consideram o animal um membro de suas famílias - segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente no Brasil, há cerca de 132 milhões de pets, com isso, cresce também os cuidados preventivos com a saúde desses animais, evitando assim a transmissão de doenças a todos, principalmente as crianças.

“Sabemos que, tanto os gatos como os cachorros vêm passando mais tempo dentro de casa, muitas vezes dormindo com os seus tutores. Portanto, para manter a saúde de todos é preciso tomar alguns cuidados. A higiene dos animais é essencial, bem como a vermifugação e a prevenção de parasitas externos, pulgas e carrapatos”, afirma Tatiana, que complementa “é preciso oferecer a esses animais soluções preventivas de longo prazo, diminuindo assim as chances do ciclo da pulga e do carrapato se reiniciar e infestar a casa e seus moradores”.

Pode parecer exagero, mas as pulgas e carrapatos quando dentro de casa podem transmitir diversas doenças para os humanos, como doença de lyme, babesiose, febre maculosa, entre outras. A prevenção é fundamental, e deve ser feita nos pets desde filhotes.


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Ministério da Saúde recomenda 12 passos para uma alimentação saudável na infância

Da Redação

O novo Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos, do Ministério da Saúde esteve em consulta pública até 25 de agosto. Conforme descrito no próprio guia, ele “traz recomendações e informações sobre como alimentar a criança para promover saúde e desenvolvimento para que alcance todo o seu potencial”. Assim, é possível esclarecer dúvidas, obter explicações fundamentadas e orientações sobre o aleitamento materno e a alimentação na infância.

Não ofereça açúcar à criança até dois anos de idade | Foto: Freepik
Essas recomendações são voltadas para a família, em linguagem acessível e de forma prática. A versão online ainda é provisória, mas vale a pena ressaltar, de forma resumida, algumas mudanças apresentadas nos novos “Doze passos para uma alimentação saudável”.

O pediatra e homeopata Moises Chencinski comenta: “Não precisamos esperar a sua publicação oficial para dedicarmos atenção a esses 12 itens (antes eram dez) que podem, também como está no guia, trazer orientações resumidas para amamentar e alimentar corretamente a criança, com dicas que abrangem também toda a família”.

Amamentar até dois anos ou mais, oferecendo somente o leite materno até 6 meses

O leite materno é muito importante para a criança até dois anos ou mais, sendo o único alimento que a criança deve receber até 6 meses, sem necessidade de água, chá ou qualquer outro alimento. Começar a amamentação logo após o nascimento, na primeira hora de vida, traz benefícios para a criança e para a mãe.

“A composição do leite materno é única, personalizada e atende as necessidades nutricionais da criança conforme a sua idade, protege contra doenças na infância e na vida adulta, ajuda o desenvolvimento do cérebro e fortalece o vínculo entre mãe e criança. A existência de uma rede de apoio à mãe que amamenta é importante para o sucesso da amamentação”, afirma o pediatra.

Oferecer outros alimentos, além do leite materno, a partir dos 6 meses

O consumo de outros alimentos além do leite materno passa a ser necessário para o pleno crescimento e desenvolvimento da criança. Ofereça refeições preparadas com alimentos in natura e minimamente processados e continue amamentando até os dois anos ou mais.

O número de refeições ao longo do dia e a quantidade de alimentos oferecidos devem aumentar conforme a criança cresce para suprir suas necessidades. “Essas refeições podem ser dadas cerca de três vezes ao dia aos 6 meses, quatro vezes ao dia, entre sete e 11 meses, e cinco vezes ao dia, a partir dos 12 meses, podendo variar em função do apetite e da rotina da família. Ao completar um ano a criança já deve estar fazendo as principais refeições com a família (café da manhã, almoço e jantar), além de lanches/merenda e do leite materno”, diz o médico.

Oferecer água para o consumo, ao invés de sucos, refrigerantes e outras bebidas açucaradas

Água é alimento e deve fazer parte do hábito alimentar, desde o início da oferta dos outros alimentos. A água é essencial para a hidratação da criança e não deve ser substituída por nenhum líquido, como chá ou suco, muito menos refrigerante ou outras bebidas ultraprocessadas.

Alimentar a criança com alimentos in natura e minimamente processados

A alimentação da criança deve ser composta por comida de verdade, isto é, refeições feitas com alimentos in natura e minimamente processados de diferentes grupos (por exemplo feijões, cereais, raízes e tubérculos, frutas, legumes e verduras, carnes).

“Refeições com maior variedade de alimentos são as mais adequadas e saudáveis para a criança e toda a família. Varie a oferta de alimentos ao longo do dia e ao longo da semana”, orienta o pediatra.


Oferecer a comida na consistência espessa quando a criança começar a comer outros alimentos, além do leite materno

A comida com consistência espessa é a adequada à criança e contribui para seu desenvolvimento, além de conter mais energia e nutrientes. A mastigação estimula o desenvolvimento da face e dos ossos da cabeça. Desde o início o alimento deve ser espesso o suficiente para não “escorrer” da colher. No início, amassar os alimentos apenas com o garfo e picar bem os alimentos mais duros, como carnes, é o bastante.

 “Para deixar na consistência adequada, não bata no liquidificador e nem peneire os alimentos. Nos meses seguintes, amasse cada vez menos e comece a oferecê-los em pedaços pequenos. Por volta de um ano, a criança estará preparada para comer os alimentos com a mesma consistência da família”, explica Chencinski.

Não oferecer açúcar à criança até dois anos de idade

O consumo de açúcar não é necessário e causa danos à saúde como cáries, obesidade e doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e câncer. Além disso, acostumar a criança desde cedo ao sabor excessivamente doce pode causar dificuldade de aceitação dos alimentos in natura e minimamente processado.

“Não inclua na alimentação da criança nem mel, nem açúcar de qualquer tipo (mascavo, demerara, cristal ou refinado (“branco”) rapadura, melaço), nem ofereça preparações e produtos prontos que contenham algum desses ingredientes. Os adoçantes (em pó ou líquido) também não devem ser usados na alimentação da criança até dois anos, pois contém substâncias químicas não adequadas nesta fase da vida”, alerta o pediatra.

Não oferecer alimentos ultraprocessados para a criança

Esses alimentos são pobres em nutrientes e contêm muito sal, gordura e açúcar, além de aditivos, como adoçantes, corantes e conservantes. O consumo desses alimentos pode levar a problemas como hipertensão, doenças do coração, diabetes, obesidade, cárie dentária e câncer. Eles também geram impactos no meio ambiente, tanto no seu processo de fabricação nas indústrias como na geração de lixo das embalagens, e na cultura alimentar, por restringir as práticas alimentares das famílias.

Cozinhar para a família e para a criança a mesma comida, com alimentos in natura e minimamente processados

A chegada de uma criança é a chance de melhorar a alimentação de toda a família. Preparar a mesma comida para todos, com alimentos in natura e minimamente processados, sem excesso de gordura, sal e condimentos, agiliza o dia a dia na cozinha e é uma oportunidade de oferecer uma alimentação adequada e saudável à família e à criança.

“Planejar a alimentação da semana, organizar as compras para ter os alimentos em casa e usar técnicas como congelar parte dos alimentos são estratégias que facilitam o cozinhar e garantem comida de verdade todos os dias e em todas as refeições”, observa Chencinski.

Zelar para que a hora da alimentação da criança seja um momento de experiências positivas, aprendizado e afeto

A criança desde cedo é capaz de comunicar quando quer se alimentar, ou quando já está satisfeita. Os sinais de fome e saciedade devem ser reconhecidos e respondidos de forma ativa e carinhosa. Alimentar a criança é um processo que demanda paciência e tempo. Estimule a criança a comer, mas sem forçá-la, nem mesmo quando ela estiver doente.

 “Além da comida que vai no prato, o modo como ela é dada à criança também é importante. Dê atenção à criança e evite distrações como televisão, celular, computador ou tablet nesta hora, pois podem dispersar a criança, tirando o foco do alimento em seu momento. O prazer da alimentação está nos sabores, odores e na forma como a comida é oferecida”, afirma o pediatra.

Cuidar da higiene em todas as etapas da alimentação da criança

Cuidados com a alimentação e a higiene previnem doenças na criança e na família. “Lave as mãos sempre que for cozinhar, alimentar, cuidar da criança, depois de usar o banheiro, de trocar a fralda e de realizar outras tarefas no cuidado da casa. Quando a criança for comer, também lave as mãos dela”, recomenda Chencinski.


Oferecer à criança alimentação adequada e saudável também fora de casa

É possível manter a alimentação saudável fora de casa. Em passeios, festas e quando for às consultas com a equipe de saúde, continue ofertando os alimentos que a criança come em casa, pois alimentos in natura ou minimamente processados podem ficar até 2 horas em temperatura ambiente. Mesmo o almoço e o jantar podem ser levados em recipientes térmicos. “Informe-se sobre os alimentos ofertados em creches e outros espaços de cuidado da criança e converse a respeito da prática de uma alimentação adequada e saudável com as pessoas envolvidas nesse cuidado”, afirma o pediatra.


Proteger a criança da publicidade de alimentos

A criança facilmente confunde a realidade, programas televisivos e publicidade, não sabendo distinguir um do outro. Isto ocorre porque ela não tem desenvolvida a capacidade de julgamento e decisão e confunde a realidade com a ficção da publicidade. “É crucial que ela seja protegida, evitando ao máximo a sua exposição à publicidade. Este é um dever de todos. Crianças menores de dois anos não devem utilizar televisão, celular, computador e tablet”, recomenda o médico.


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Como falar de política e corrupção com as crianças?

*Por Camila Cury

Em ano de eleição e com a efervescência política que o Brasil vive, com impeachment de presidente, escândalos de corrupção, prisões de políticos, é inevitável que as crianças sintam curiosidade em saber um pouco mais sobre o que é a política e o que significa essa “corrupção”, repetida tantas vezes em casa e no noticiário.

O uso de analogias para explicar o que é política auxilia pais e crianças, comenta a psicóloga Camila Cury
São os brasileiros com mais de 18 anos que têm a obrigação de se dirigir às urnas em outubro, conforme determina a Lei eleitoral, porém a participação dos pequenos na vida política é garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Mas de que maneira tratar do assunto em casa, sem disseminar o ódio partidário ou impor uma forma de pensar nas crianças?

Normalmente, crianças a partir de 7 ou 8 anos, já conseguem entender melhor o que é política e algumas já até se manifestam. Mas é preciso ter cuidado na hora de explicar ao seu filho, não precisa dar muitos detalhes e não só mostrar o lado negativo. Apenas faça com que ele entenda como funciona, de uma forma simples.

É evidente que as posições políticas da família sempre acabam, de alguma forma, influenciando as crianças. Ainda assim, é importante introduzir o assunto, de forma sucinta e aprofundar conforme eles vão demonstrando interesse.

Não é necessário explicar o que é impeachment e o que faz um deputado federal. Os pais podem falar aos filhos dando exemplos de atitudes erradas do dia a dia e os valores da honestidade, como furar uma fila, pegar objetos do colega, não pagar o lanche da escola. As crianças devem compreender que a falta de honestidade não ocorre apenas na política, mas está presente em atos cotidianos, praticados por pessoas de qualquer idade.

Para a discussão ser saudável é preciso sempre respeitar a opinião do outro. O uso de analogias é um recurso que pode ajudar, pois a realidade política fica mais próxima do que as crianças vivenciam.

É muito saudável que os pais falem diretamente da política com crianças. Mas, muito mais do que isso, os adultos precisam criar condições para se apresentarem como exemplo de uma conduta ética, apontando a importância daquilo que não se pode comprar com o dinheiro, como a família, a saúde e os amigos.

*Camila Cury é psicóloga e diretora geral da Escola da Inteligência, Programa Educacional idealizado pelo renomado psiquiatra, escritor e pesquisador, Augusto Cury, que tem como objetivo desenvolver a educação socioemocional no ambiente escolar.


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