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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Ginecologista comenta que depressão pode acometer casal, após nascimento do filho

Redação

Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz, (Fiocruz), uma em cada quatro mulheres sofrem com a depressão pós-parto. A situação também acomete os homens: de 10% a 15% dos pais passam pelo problema, após o nascimento dos filhos, que pode levar, em casos extremos, ao suicídio. A ginecologista e obstetra Mariana Rosário - membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) ) e do corpo clínico do Hospital Albert Einstein -  explica comportamentos que podem indicar a situação.

É preciso que os casais estejam atentos aos sintomas de ambos – e não apenas da mulher, recomenda a ginecologista Mariana Rosário 

Os sintomas da depressão pós-parto são caracterizados como tristeza, apatia, desalento e pode ou não ocorrer a rejeição ao bebê. As causas fisiológicas mais comuns do quadro depressivo pós-parto são as alterações hormonais bruscas que ocorrem com a mulher, ou casos apenas emocionais.

Porém, raramente se fala sobre a depressão masculina, após o nascimento do filho. A ginecologista explica que a mudança de vida causada pela chegada do bebê pode trazer ao homem incertezas e inseguranças – as mesmas que são causadas à mulher.

"Assim como muitas mulheres não estão preparadas para ser mães, diversos homens não se veem no papel de pais e um turbilhão de emoções toma conta de suas vidas. É aí que eles não dão conta do momento. Além disso, a nova rotina, o dividir a esposa com o bebê nem sempre são momentos fáceis de encarar. Muitos precisam de ajuda e, não a encontrando, desenvolvem a depressão”, explica Mariana.

A médica já presenciou casos em consultório, que a deixaram impressionada. "Alguns começam com o afastamento do homem da família. Muitos se enterram no trabalho, deixando as atividades familiares totalmente de lado. Depois, vem a depressão, a fadiga, o esgotamento físico e mental", detalha a especialista.

O diagnóstico para a depressão "pós-parto" masculina, muitas vezes, se dá no consultório obstétrico, apesar do tratamento ser realizado com a combinação de atendimento psiquiátrico e psicológico.
"Quando o casal vem em consulta, é comum que a paciente se queixe do esposo e, numa conversa rápida, conseguimos detectar o problema. É aí que orientamos o casal a procurar ajuda", diz Mariana.

O alerta, portanto, deve ser feito: é preciso que os casais estejam atentos aos sintomas de ambos – e não apenas da mulher – na chegada do bebê, afinal, a saúde de toda a família é importante para este momento de tanta alegria e a depressão pode ser precursora do suicídio, tema da campanha do Setembro Amarelo.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Ginecologista comenta as principais dúvidas no pós-parto

Redação

Uma pesquisa do Reino Unido identificou que 80% das mulheres não se sentem satisfeitas ao se olharem no espelho após o parto. A ginecologista e obstetra Silvia Herrera, especialista em Medicina Fetal do Salomão Zoppi Diagnósticos, explica que o pós-parto de cada mulher é único e esclarece abaixo as principais dúvidas.

No pós-parto as mulheres podem se sentir mais tristes (blue puerperal) devido as mudanças hormonais, cansaço, privação de sono, entre outros fatores | Foto: divulgação
O leite "desce" automaticamente após o nascimento do bebê?
Verdade! No pós-parto ocorre a liberação imediata do colostro, que é um leite muito especial produzido em pouca quantidade, mas riquíssimo em proteínas, gorduras, vitaminas e, principalmente, imunoglobulinas, responsáveis pelas defesas do bebê. É em torno do terceiro dia que se dá a apojadura, ou seja, a descida do leite. É comum a mulher sentir a mama mais quente e o ingurgitamento da mama também pode trazer um pouco de dor e até febre. "Então, não se preocupe com a quantidade de leite nos primeiros dias: ela aumenta naturalmente à medida que o bebê aprende a sugar", comenta Silvia.

Toda mãe fica feliz após o nascimento?
Mito! Existe o blue puerperal e a maioria das mulheres passa por essa instabilidade emocional. Trata-se de um choro fácil e tristeza normais. Muitas mulheres não possuem esse conhecimento e acabam se sentindo culpadas por essas sensações, que acontecem devido a uma série de fatores, como a queda brusca dos hormônios durante a gravidez, o cansaço, a privação de sono, a baixa autoestima causada pelas mudanças no corpo e a própria insegurança ao cuidar do bebê, principalmente o primeiro filho.

Existe diminuição da libido e ressecamento vaginal em mães que amamentam?
Verdade! Para quem amamenta, a prolactina, hormônio da amamentação, causa um bloqueio no ovário e a paciente começa a apresentar sinais parecidos com os da menopausa. Os principais efeitos são a secura vaginal e a diminuição da libido. Por isso, é importante compartilhar este momento com o parceiro, explicando a ele que a natureza se utiliza desse artifício para que a mulher fique mais tempo com o bebê. A vontade de ter uma relação sexual vai voltando com o tempo. Para o ressecamento, é indicado o uso de lubrificantes em alguns casos, até que se retorne ao estado normal.

É normal ter constipação após o parto?
Verdade! O intestino está se reacomodando. Nos casos de cesárea, as alças ficam paralisadas por um tempo devido à manipulação cirúrgica, portanto é possível ocorrer constipação e ficar alguns dias sem evacuar. Após um parto normal, a constipação é menos frequente, mas pode acontecer. Assim como é possível sentir um pouco de dor para urinar, tanto após partos normais quanto cesáreas.

Na primeira semana pós-parto, a mãe pode sentir dores devido ao retorno do útero ao tamanho original?
Verdade! Ao amamentar, a mãe libera ocitocina, hormônio que faz o útero contrair. Algumas mulheres possuem uma maior sensibilidade e sentem essa contração como uma cólica.

Toda mulher apresenta flacidez na pele após a gestação?
Mito! Embora a flacidez tenha um componente genético, para evitá-la é também necessário controlar o peso, com orientação médica durante a gestação. Alimentação saudável e a prática de atividades físicas adequadas para fortalecer a musculatura são bons aliados. Após o nascimento, a amamentação auxilia na aceleração da contração do útero e fortalecimento dos músculos.

A mulher tem sangramento após o parto?
Verdade! Este sangramento decorre da cicatrização do órgão depois da gestação. É comum acontecer e pode durar até 21 dias. No começo, o sangue apresenta uma cor viva, depois o volume diminui e o seu aspecto se torna mais rosado.

Os cabelos caem após o nascimento do bebê?
Verdade! A mãe pode ter queda de cabelo em torno do terceiro mês, o que é um ciclo natural. Isto ocorre principalmente devido à redução súbita dos hormônios. Porém, o cabelo volta a nascer normalmente depois. O sintoma pode ser mais grave em mulheres com anemia. Um dermatologista pode indicar uma suplementação que amenize a queda capilar.

Silvia Herrera reforça que é fundamental procurar um profissional para tirar dúvidas tanto em relação ao bebê, quanto às mudanças no corpo e até sentimentos. "Aproveite cada minuto ao lado do recém-nascido e crie esse vínculo para tornar cada momento especial e único", finaliza.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

A cada ano, quase 2 mil mulheres morrem no pós-parto no Brasil

Da Redação

No Brasil, acontecem quase 2 mil mortes obstétricas por ano, segundo o levantamento da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), que utiliza como base o DataSUS, plataforma de dados e estatísticas do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a pesquisa, foram 1.917 óbitos maternos em 2015, enquanto em 2016 ocorreram 1.829 mortes de mulheres durante e após o parto. Os períodos que constam no levantamento são os mais recentes disponibilizados pelo SUS.

As condições encontradas nas estruturas de saúde são algumas das principais causas das mortes das mulheres durante o parto, ou no pós-parto | Foto: Freepik 
Segundo o presidente da Anadem, Raul Canal, as condições encontradas nas estruturas de saúde são algumas das principais causas para este cenário. "Alertar para a infraestrutura precária da saúde no Brasil serve para as mais importantes pautas de qualquer política adotada pelos gestores públicos", afirma.

Já sobre a mortalidade de recém-nascidos, o DataSUS mostra que, anualmente, mais de 3% das crianças no Brasil morrem em seu primeiro ano de vida. Somente em 2018, foram 18,8 mil mortes.

"Em um país em que se discute a previdência por notar o envelhecimento da população, não se pode deixar tantas vidas se perderem em seus primeiros meses. É um gravíssimo erro de saúde pública e até de estratégia financeira", pontua Canal.

Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...