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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Sensibilidade dentária: há diversas causas para o problema

Redação

Para quem sofre de hipersensibilidade dentinária, ou sensibilidade nos dentes, a simples ingestão de alimentos ou bebidas quentes e frias, ou mesmo escovar os dentes se torna um desafio, pois pode causar sensibilidade dolorosa.

Enxerto gengival, selamento dos túbulos dentinários e laserterapia estão entre os tratamentos disponíveis para o problema, segundo a cirurgiã dentista,  Daniela Yano | Foto: divulgação

A sensibilidade nos dentes é um problema que afeta 57% da população adulta e acontece quando a dentina (camada interna que envolve o nervo do dente) fica exposta, ou por ausência do esmalte (camada superficial do dente) ou por retração gengival, expondo também a raiz do dente. A dentina é um tecido mais poroso que o esmalte e possui microtúbulos, que quando estimulados por mudanças de temperatura ou determinados alimentos, são capazes de conduzir sensibilidade dolorosa ao nervo do dente (a polpa dentária).

Quando a gengiva é agredida pela ação das bactérias (ou seja, não há boa higienização na região), ou pela escovação realizada com muita força e/ou utilizando cerdas duras, ela inflama e se retrai expondo a raiz do dente, bem como a dentina. Este quadro é conhecido como retração gengival e pode tornar os dentes sensíveis.

A exposição dentinária acontece quando o dente perde a sua camada protetora, e a sua causa pode ser por uma dieta ácida (ingestão frequente de refrigerantes ou frutas cítricas) ou refluxo gástrico, o que altera o pH bucal e pode destruir essa camada superficial; pelo bruxismo (ato de ranger os dentes durante o sono) ou apertamento dentário que levam ao desgaste; pela má oclusão dentária, que pode sobrecarregar um ou mais dentes, causando microtrincas; ou ainda a quebra de uma restauração ou fratura do próprio dente.

Existe também o quadro de sensibilidade dentinária temporária, que pode ocorrer após a realização do clareamento dental. Nestes casos, ela pode aparecer ainda durante o procedimento e desaparece em pouco tempo.

Tratamentos para dentes sensíveis
Segundo a cirurgiã dentista,  Daniela Yano, há vários tratamentos, conforme a causa.  "É de extrema importância identificar a causa da sensibilidade e o melhor procedimento indicado para cada caso. Para isso, é necessária a avaliação com um cirurgião dentista, onde será realizado um exame clínico e uma investigação da etiologia. É importante que se realize também a orientação sobre a higiene bucal, juntamente,, com o uso da escova e pasta de dente ideal, de acordo com a necessidade".

Em alguns casos, é possível revestir a região exposta com material restaurador ou ainda com enxerto gengival, promovendo a proteção da dentina. A associação do uso de um enxaguante com flúor pode ser necessária, a substância reforça os prismas de esmalte “fortalecendo” o dente. Atualmente, é possível promover o selamento dos túbulos dentinários através da laserterapia, um tratamento com diversas propriedades terapêuticas e muito eficaz no controle da sensibilidade dental.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Mulheres são mais vulneráveis à perda dentária do que os homens

Redação

As variações hormonais nas mulheres são fatores de risco, que podem ocasionar prejuízos irreversíveis ao sorriso. O período da gravidez, por exemplo, é especialmente delicado para a saúde bucal, segundo a cirurgiã-dentista Bruna Ghiraldini, especialista em periodontia e coordenadora do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos da S.I.N. Implant System. Porém, a especialista explica que é possível se cuidar e prevenir a perda dentária.

Além de uma boa higiene bucal, visitar o dentista com frequência, especialmente durante a gestação e quando se aproxima a menopausa, são cuidados essenciais, para manter a saúde bucal | Foto: divulgação 

Durante a gravidez, o organismo recebe uma carga intensa de hormônios estrogênio e progesterona, substâncias que promovem modificações vasculares, facilitando o ataque de bactérias nas gengivas. “Pessoas mais suscetíveis podem desenvolver gengivite que, caso não seja tratada adequadamente, leva à perda dentária”, alerta.

Também na idade madura, segunda Bruna, com a modificação hormonal que reflete em todo o organismo, a incidência de danos à saúde bucal aumenta. Desde a proximidade do final do ciclo menstrual – o chamado climatério, que acontece a partir dos 45 anos – a cavidade oral se ressente sob muitos aspectos. “A gengiva, por exemplo, diminui de volume e se retrai, situação que se intensifica com a chegada da menopausa, o que pode afetar a sustentação dos dentes e aumentar as chances de perda”, explica Ghiraldini.

Outros fatores de risco são osteoporose (frequente na menopausa), tabagismo, diabetes, mordida inadequada, hábito de ranger os dentes, estresse e até mesmo a anatomia da boca.

“Para enfrentar essa perda óssea nos dentes, que muitas vezes ocorre a partir de uma aparentemente inocente inflamação da gengiva – e isso pode acontecer em qualquer idade, com agravante no envelhecimento –, existem algumas formas de cuidado que auxiliam na prevenção. Contudo, se a inflamação não for tratada corretamente, já no início, pode levar à perda dos dentes, pois o que ocorre é que irá faltar osso para apoiá-los”, pontua Bruna.

Solução: implante dentário, tratamento cada vez mais acessível
Bruna comenta que é muito difícil um tecido ósseo perdido voltar a crescer novamente, independentemente do que ocasionou sua perda. “A alternativa, quando isso não acontece, é a pessoa passar pelo procedimento de um implante dentário. Felizmente a tecnologia, hoje, oferece possibilidades seguras, com custo acessível e bastante eficientes de tratamento”, diz.
Ela ressalta, ainda, que um implante adequado contribui para a estética da boca, além da reabilitação da atividade mastigatória, com forte influência na saúde física e psíquica da pessoa que sofreu a perda óssea.

Causas da perda óssea dos dentes em mulheres
• Flutuações hormonais;
• Osteoporose;
• Tabagismo;
• Diabetes;
• Mordida inadequada;
• Inflamações na cavidade bucal;
• Hábito de ranger os dentes;
• Estresse
• Anatomia da boca.

Como evitar:
• Fazer uma boa higiene bucal, com escovação e uso de fio dental;
• Visitar o dentista com frequência, especialmente durante o período de gestação e quando se aproxima a menopausa;
• Ter uma alimentação saudável e evitar os fatores de risco;
• Manter sob controle o estresse e doenças metabólicas;
• Caso o problema apareça, é possível restaurar a autoestima e a saúde bucal com um implante dentário, que substitui satisfatoriamente a raiz dos dentes e tem excelente durabilidade.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Problemas dentários podem reduzir a autoestima e causar muitas doenças

Redação

Conhecido como o nosso "cartão de visita", o sorriso possui um importante papel na nossa vida, pois é por meio dele que, muitas vezes, mostramos ao mundo como nos sentimos. Atualmente, vivenciamos uma época de superexposição nas redes sociais, e o sorriso pode se tornar um vilão para a autoestima de pessoas com alguma deficiência estética odontológica, como dentes mal posicionados, amarelados ou com cáries. No entanto, além das aparências, há questões que podem estar relacionadas até a uma série de problemas de saúde.

“É muito gratificante quando podemos observar a primeira foto sorrindo sendo publicada pelo paciente", conta  dentista Robson André | Foto: divulgação 

Algumas pessoas têm vergonha do próprio sorriso a ponto de não ter uma foto sequer sorrindo, comenta o dentista Robson André. "Hoje em dia, facilmente podemos quantificar o quanto o sorriso de nosso paciente está afetando sua autoestima. Uma simples visita ao seu perfil do Instagram pode revelar um histórico de imagens sem sorrir, ou com sorrisos tímidos, sem exposição dos dentes, e esse quadro está ficando cada vez mais frequente".

O especialista aponta que a linguagem do rosto é provavelmente a forma mais comum de comunicação entre as pessoas e ressalta o motivo pelo qual problemas na estética dental e facial podem acarretar em outras questões de saúde e bem estar.

"A expressão facial não apenas traduz um sentimento, mas também o estimula. Ou seja, quem ri porque está feliz fica ainda mais feliz porque ri e o auto condicionamento para não sorrir pode acabar tendo uma ação inversa, deixando o indivíduo ainda mais infeliz. Fatores como o bullying e insegurança com a própria imagem podem ocasionar a privação do indivíduo ao convívio social e até mesmo gerar o aparecimento de outras doenças, tanto cardíacas, devido a bactérias bucais viajando na corrente sanguínea, como até mesmo a depressão, considerada o mal do século 21", explica o especialista.

Ele também conta que os avanços da odontologia estética possibilitaram tratamentos mais rápidos e eficazes como, por exemplo, o uso dos aparelhos ortodônticos invisíveis. “É muito gratificante quando podemos observar a primeira foto sorrindo sendo publicada pelo paciente. Constatar que a mudança no sorriso foi capaz de transformar sua autoestima é recompensador”, finaliza o dentista.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Excesso de pasta de dente pode fazer mal às crianças

Redação

Um estudo divulgado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) aponta que quase 40% das crianças de três a seis anos usam mais creme dental do que o recomendado pelos profissionais de odontologia. Para crianças pequenas, com dentes de leite, ainda, engolir muito creme dental com flúor pode causar descoloração dos dentes, condição chamada fluorose dentária.

Muito creme dental com flúor pode causar descoloração dos dentes, condição chamada de fluorose dentária | Foto: reprodução

O pediatra e homeopata, Moises Chencinski, comenta os dados. “A pesquisa do CDC, com cerca de 1.700 crianças, nessa faixa etária, descobriu que cerca de 38% delas usavam mais do que a quantidade recomendada de creme dental, o que tem o potencial de exceder a recomendação diária de ingestão de flúor. Concentrações excessivamente altas de flúor na água potável também podem contribuir para a fluorose dental”, explica. 

Crianças menores de três anos devem usar menos pasta de dente, de acordo com as diretrizes. Para essas crianças, os pais devem apertar apenas uma minúscula mancha de creme dental com flúor - aproximadamente do tamanho de um grão de arroz. As crianças pequenas são mais suscetíveis à fluorose e menos capazes de cuspir a pasta de dente na pia, sendo mais provável a ingestão do produto.

“A fluorose afeta apenas as crianças, porque o dano ocorre quando os dentes estão se desenvolvendo sob as gengivas. Não afeta a saúde bucal em geral, mas pode levar a linhas brancas ou estrias nos dentes”, diz o pediatra.

Para crianças menores de dois anos, as orientações do CDC divergem de duas associações dentárias.  Em 2014, a Associação Dentária Americana mudou suas diretrizes e recomendou que os pais escovassem os dentes de seus filhos, duas vezes ao dia, com uma pequena quantidade de creme dental com flúor assim que eles nascessem. A Academia Americana de Odontopediatria recomenda o mesmo. No entanto, o CDC continua a recomendar que os pais esperem para introduzir creme dental com flúor às crianças até completarem dois anos.

 “No Brasil, a recomendação da Associação Brasileira de Odontopediatria é a escovação de dentes com pasta, com flúor, na quantidade de um grão de arroz cru, a partir da erupção do primeiro dente, quando também se indica a primeira consulta com o odontopediatra. Quando a criança aprender a cuspir, a quantidade de pasta passa a um grão de ervilha cru”, orienta Chencisnki.

Importante destacar que a escovação até os seis anos de idade deve ser feita com supervisão dos pais, “embora eles possam considerar ficar por perto até os oito anos”, finaliza  o pediatra.

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