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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Vitamina D é aliada no tratamento e prevenção da osteoporose

Da Redação

A ingestão diária de cálcio é um hábito importante para prevenir e tratar a osteoporose, doença que reduz a massa óssea, ocasionando a piora da qualidade dos ossos. Mas engana-se quem acredita que só consumir alimentos ricos nesse mineral seja o suficiente. Segundo o reumatologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Leandro Parmigiani, para que o cálcio seja absorvido é preciso que o organismo adquira também a vitamina D.

A forma mais fácil de obter vitamina D é pela exposição solar | Foto: reprodução
O nutriente, além de auxiliar na absorção do mineral, é necessário para que ocorra um crescimento adequado dos ossos. A forma mais fácil e eficaz de conseguir essa vitamina é pela exposição solar, que segundo o especialista, deve ser feita em um período de 15 minutos por dia sem proteção para que o organismo consiga sintetiza-la.

A importância dos níveis da vitamina D interferem até mesmo no andamento do tratamento da doença, como explica o médico. "Os níveis de cálcio no sangue e a vitamina D devem estar acima do seu limite inferior para que o tratamento da osteoporose consiga ser efetivo".
Somente no Brasil, a osteoporose atinge 10 milhões de pessoas, como mostra estimativa da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF). Porém, é possível preveni-la com a adoção de hábitos saudáveis, conforme explica o reumatologista.

"Entre os hábitos que devem ser adotados estão: a ingestão de cálcio, atividades físicas regulares, principalmente musculação. Além disso, é importante evitar o excesso de café e álcool, não usar drogas, tratar doenças endócrinas existentes e usar cálcio quando estiver em uso de medicamentos que reduzam a absorção do mineral", finaliza.


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Dia Mundial da Osteoporose: prevenção deve começar cedo

Da Redação

A densitometria óssea é o principal exame para detectar precocemente a osteoporose. O endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo (SBEM-SP), Bruno Ferraz de Souza, ressalta que toda mulher com mais de 65 anos e homens acima de 70 anos devem fazer esse exame. No geral, a osteoporose não apresenta sintomas, por isso a necessidade de prevenção. Para alerta sobre a doença 20 de outubro foi instituído como o Dia Mundial da Osteoporose.

Prática constante de atividades físicas é um dos meios de prevenir a doença | Foto: Freepik
Para o diagnóstico da doença, além do exame do densitometria óssea, também podem ser solicitados raio X da coluna, exames de sangue e urina.

A indução da perda óssea ocorre por doenças endócrinas, entre elas estão: hipercortisolismo (síndrome de Cushing), tireotoxicose, estados de hipogonadismo (incluindo secundários a tratamento de câncer), hiperparatireoidismo e diabetes mellitus tipo 1 e 2, além do consumo de álcool e tabagismo. “Adultos com mais de 50 anos que tenham doenças que possam trazer fatores de risco também devem ser avaliados”, comenta Souza.

Já a médica da SBEM-SP, Marise Lazaretti Castro, alerta que: “A Osteoporose é uma doença que se agrava com o envelhecimento, portanto, só tende a piorar nas próximas décadas, ocasionando dor e sofrimento do paciente e de seus cuidadores, com impactos elevados nos custos financeiros e sociais”.

Um terço (33%) das mulheres e um sexto (15%) dos homens com mais de 65 anos terão osteoporose. As fraturas osteoporóticas antecipam a morte, além de causarem dor e levarem à dependência física. “Mas tudo isto pode ser evitado, pois existem tratamentos bastante eficientes”, complementa Marise.


Os princípios básicos para prevenção dessa doença estão no tripé: (1) a prática constante de atividades físicas, (2) o consumo adequado de nutrientes como cálcio e proteínas ao longo da vida e (3) a manutenção de níveis adequados de Vitamina D, obtida pela exposição solar, mas, também através de suplementos, já que com a idade a síntese da pele diminui bastante.


terça-feira, 17 de abril de 2018

Falta de Vitamina D pode interferir na fertilidade

Da redação

Com a chegada dos meses mais frios do ano, há uma redução nas taxas de colecalciferol, ou vitamina D - como é mais conhecido. O processo de formação da vitamina D ocorre na pele e depende dos raios solares do tipo UVA e UVB - 90% da produção de toda a vitamina D que circula em nosso corpo ocorre nesse processo.  Entre os transtornos do déficit de vitamina D constam  dificuldade para engravidar, mesmo nos tratamentos de fertilização in-vitro.

O processo de formação da vitamina D ocorre na pele e depende dos raios solares | Foto: Shutterstock 
Mesmo em países com alta incidência de exposição solar, como é o caso do Brasil, uma parcela cada vez maior da população encontra-se com níveis insuficientes ou deficientes de vitamina D, o que faz com que toda a comunidade médica fique atenta, conforme comenta o ginecologista e especialista em reprodução humana,  Roberto de Azevedo Antunes, diretor-médico do Centro de Reprodução Humana Fertipraxis.  "O crescente déficit dessa molécula na população pode levar ao descontrole e/ou surgimento de uma série de patologias", afirma.

 A vitamina D é uma molécula que apresenta ação hormonal em diversos processos do nosso organismo. Sua ação mais conhecida se dá na regulação dos níveis de cálcio e fósforo, e sua deficiência ocasiona, entre outros problemas, fragilidade óssea e fraqueza muscular. Ela atua ainda no controle da proliferação de células cancerígenas, na modulação da função cardíaca, na regulação do sistema imune e até no desempenho reprodutivo dos casais.

"Então, a influência da vitamina D na fertilidade humana, apesar de cada vez mais estudada, ainda não é bem elucidada. Estudos em modelos animais evidenciaram que ela possui um enorme efeito sobre a capacidade de gravidez e sua evolução. No entanto, em humanos, ainda há espaço para discussão", explica o médico.

Pesquisas recentes identificaram que déficits dos níveis sanguíneos de vitamina D foram observados em condições que dificultam a gravidez, como na endometriose e na síndrome dos ovários policísticos. Além disso, várias publicações mostraram que homens com níveis mais baixos da vitamina D apresentam piores parâmetros de qualidade seminal e maior dificuldade em engravidar suas parceiras.

Outro estudo recente mostrou que baixos níveis de vitamina D estão relacionados a menores taxas de gravidez em tratamentos de fertilização in vitro. "Quando avaliamos o desempenho de gestações em curso, baixos níveis de vitamina D parecem também estar ligados a piores resultados obstétricos. Dentre eles destacam-se maiores taxas de abortamentos e de doença hipertensiva ligada à gravidez", acrescenta.

Diferentemente do que ocorre com a prevenção de fraturas e da saúde óssea, onde a reposição de vitamina D é comprovadamente eficaz, ainda não é claro se a reposição de vitamina D auxilia na prevenção de problemas na gravidez ou na melhora dos resultados de tratamentos de fertilidade.

A grande pergunta que a comunidade médico-científica segue tentando responder é se a reposição de vitamina D nessas situações é válida ou não. Até o momento as principais sociedades de obstetrícia e medicina reprodutiva não recomendam reposições altas de colecalciferol para mulheres em idade fértil, mesmo durante a gestação. "Essa é uma área de muito debate e com muitos estudos sendo realizados, de modo que, a qualquer momento, essa posição pode ser revista", conclui Antunes.




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