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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Cistos sinoviais são tumores comuns nas mãos

Da Redação

Popularmente conhecidos como “caroços no punho”, os cistos sinoviais são o tumor benigno mais frequente da mão, ou seja, a causa mais comum de aparecimento de nódulos ou tumorações nesta região. O dorso do punho é o local mais comumente afetado, seguido pela região palmar do punho e dedos.

Os cistos não são nódulos cancerígenos e não se espalham para outras áreas | Imagem: reprodução 
A teoria mais aceita para a origem do problema descreve a formação de uma “bexiga” de sinóvia - líquido viscoso, alcalino e transparente que se encontra nas articulações - causada por uma degeneração da cápsula articular do punho, tecido que recobre os ossos formando as juntas.

Os cistos sinoviais são mais frequentes no sexo feminino, e a maioria dos casos surgem entre os dez e os trinta anos de idade. O aparecimento pode estar relacionado a um evento traumático em até um terço dos casos, mas na maioria das vezes, ocorre sem motivo aparente.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Milton Pignataro, o tratamento varia de acordo com o tamanho e localização dos cistos. Os cistos muito pequenos (menores do que 0,5 cm) são mais difíceis de serem puncionados e se assintomáticos, não necessitam de qualquer intervenção.

Nos cistos muito pequenos ou localizados nos dedos ou palma das mãos, a punção é mais difícil e menos efetiva. Nestes casos, quando o paciente sente dor, é recomendado a ressecção cirúrgica dos mesmos. Também está indicada a cirurgia nos cistos maiores que recidivaram após punção prévia.

A punção de cistos maiores é possível e resolve o problema definitivamente em cerca de 50% dos casos. Ela pode ser realizada no consultório com segurança, além de ser pouco dolorosa. O cisto é puncionado diretamente com uma agulha e seringa, procurando-se retirar o líquido viscoso e amarelo claro, muito parecido com um gel, que recheia o cisto. Após seu esvaziamento, a injeção de um corticoide em seu interior (no mesmo ato da sua punção) diminui a taxa de recidiva e é recomendada.

“Geralmente os pacientes procuram o consultório devido a um pequeno nódulo que aparece sem qualquer motivo e vai aumentando de tamanho progressivamente. É muito comum o paciente relatar que ele diminui quando o punho é menos solicitado e aumenta quando o paciente realiza atividades forçadas ou movimentos repetitivos”, conclui Pignataro.

Cirurgia
A cirurgia para retirada do cisto é relativamente simples e muito segura, resolvendo o problema em cerca de 90% dos casos. O cisto pode voltar a se formar em cerca de 10% dos casos e a recidiva pode estar relacionada a uma ressecção incompleta da base do cisto.

A ressecção artroscópica é bem indicada nos casos de cistos com um componente intra-articular importante e é uma alternativa menos invasiva à técnica aberta tradicional.

Vale lembrar que os cistos não são nódulos cancerígenos e não se espalham para outras áreas.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Formigamento nas mãos pode ser sintoma da Síndrome do Túnel do Carpo

Da redação

Você já sentiu dor, choque, dormência ou formigamento nas mãos após um dia cansativo? Então, é importante buscar acompanhamento médico, para checar se sua saúde está em dia. Essa sensação de parestesia - principalmente nas palmas das mãos, dedos polegar, indicador e médio - é um dos sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo.

Doença é mais frequente em mulheres de 35 a 60 anos | Foto: Reprodução
A doença, que tem mais de 150 mil diagnósticos por ano no Brasil, é causada pela compressão do nervo mediano que passa por um canal estreito no punho, chamado Túnel de Carpo. Essa compressão é causada pelo aumento das estruturas que passam pelo túnel ou também pelo seu espessamento.
Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, a doença é mais comum em pacientes com LER (lesão por esforço repetitivo), como pessoas que digitam demais. “Mas ela também está associada a alterações hormonais, como menopausa e gravidez, e é mais frequente nas mulheres de 35 a 60 anos”, explica Walkiria.

No entanto, existem outras causas que podem aumentar a pressão dentro do canal, como tumores e eventos inflamatórios, além de fraturas e traumatismos.

Sintomas
Walkiria explica que os sintomas mais frequentes da síndrome são dores, sensação de choque, dormência, formigamento e perda de destreza nas mãos.

“O formigamento e a dor podem piorar em algumas situações do dia a dia e está relacionada à posição de flexão dos punhos, pois isso leva à compressão do nervo. Uma pessoa que digita o dia todo com os punhos nessa posição, certamente terá o quadro doloroso. Já à noite também piora devido ao posicionamento na hora de dormir. A dor pode irradiar para o braço e para o ombro”, comenta.

A evolução da síndrome dificulta tarefas do dia a dia, como amarrar os sapatos e abotoar uma camisa. O diagnóstico é feito por um ortopedista, por meio de dois testes e quanto mais cedo o diagnóstico for feito e iniciado o tratamento, melhores são os resultados, explica Walkiria.

Fisioterapia ajuda no tratamento e prevenção 
A fisioterapia atua tanto na fase aguda da doença, como também na prevenção. Atualmente, há vários recursos que podem ser usados, como a estimulação elétrica cutânea, estimulação elétrica neuromuscular, ultrassom, infravermelho e laser, que servem para melhorar o quadro doloroso, reduzir o processo inflamatório e melhorar a circulação.

Também podem ser usados calor por imersão, crioterapia e banhos de contraste, além da terapia manual. Para complementar, são aplicados exercícios para aumentar a amplitude de movimento, fortalecer os músculos e recuperar os movimentos.

“Um dos pontos mais importantes da fisioterapia é ensinar o paciente a manter uma posição neutra nos punhos durante o dia e durante o sono. Muitas vezes, é recomendado o uso de talas para ajudar a encontrar essa neutralidade”, diz Walkiria.

O paciente também é aconselhado a diminuir os movimentos repetitivos com as mãos e realizar alongamentos e exercícios todos os dias. O médico também pode prescrever medicamentos para redução da dor. Em alguns casos, porém, somente uma cirurgia pode aliviar a compressão do nervo.



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