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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Navegar na internet é a principal atividade de lazer para a maioria dos jovens

Redação

Imersos desde crianças num mundo mediado pelas telas dos smartphones e com possibilidade de acesso ininterrupto à informação, a Geração Z tem uma predileção por atividades de lazer on-line. É o que indica o estudo conduzido pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Dados do levantamento mostram que 54% dos jovens de 18 a 24 anos afirmam que nos momentos de lazer, a atividade mais comum é navegar na internet, ouvir música (53%) e assistir filmes, seriados, novelas e programas em geral (51%).

Dados do levantamento apontam que 54% dos jovens de 18 a 24 anos afirmam que nos momentos de lazer, a atividade mais comum é navegar na internet e ouvir música (53%) | Foto: Freepik

A constante conectividade e exposição desses jovens faz com que eles se preocupem com a aparência física e com a autoimagem, uma vez que 92% tomam alguma atitude para ficar mais bonitos e se sentir bem e confiantes. De acordo com a pesquisa, 47% dos jovens costumam comprar roupas, sapatos e acessórios. Enquanto 46% afirmam que cuidam dos dentes, 41% procuram se alimentar de forma saudável e 40% fazem atividades físicas. Somente 8% admitem não fazer nada com este objetivo.

Esses jovens também parecem dispostos a investir na qualidade de vida, uma vez que nove em cada dez entrevistados dizem que tomam algum cuidado com a saúde (94%), sendo que os principais são dormir bem (48%), fazer exercícios físicos (45%) e evitar pensar em coisas negativas (44%).

O presidente da CNDL, José César da Costa, aponta que a constante presença nas redes sociais faz com que os jovens da Geração Z tenham uma preocupação com a autoimagem, uma vez que estão sujeitos a um alto grau de exposição.

“Esses jovens estão sempre conectados e as redes sociais são extensões de sua personalidade. São pessoas cuja trajetória de vida é acompanhada de perto em postagens públicas de vídeos e fotos nas redes sociais, onde percebe-se que há uma atenção no cuidado com a própria imagem”, afirma Costa.

Menos da metade possui plano de saúde médico particular
Apesar da preocupação com qualidade de vida e bem-estar, apenas quatro em cada dez jovens da Geração Z possuem plano de saúde médico particular (43%), sendo que 15% pagam seus planos, 15% têm planos empresariais e 13% têm seu plano pago por terceiros. Outros 57% não têm plano de saúde médico particular; nesse caso, 45% dependem do SUS e 12% pagam pelos serviços quando necessário.

Lojas de rua e sites lideram preferência de compras 
A Geração Z é um importante grupo de consumidores, que, além de pesquisar na internet, também procura as lojas físicas antes de fazer suas compras. Embora gastem boa parte de seu tempo utilizando dispositivos móveis para pesquisar e informar-se, é comum que queiram visitar lojas físicas para testar, avaliar, fazer descobertas e tirar dúvidas.

O estudo mostra que 77% desses jovens utilizam os meios off-line com mais frequência para realizar compras de produtos e serviços, como as lojas de rua (48%) e os shopping centers (42%). Ao mesmo tempo, 71% preferem utilizar os meios on-line, especialmente sites de lojas (52%).

A maioria dos jovens afirma que pagam suas compras na maior parte das vezes à vista (65%), principalmente em dinheiro (38%) e no cartão de débito (12%). Outros 31% pagam a prazo com destaque para o cartão de crédito (23%). A maior parte dos jovens pesquisados (57%) afirmou que tentou fazer alguma compra nos últimos três meses da data de realização da pesquisa e não conseguiu por falta de crédito.

Internet e TV aberta são os meios de comunicação mais consumidos
A pesquisa indica que os jovens da Geração Z ainda utilizam os meios de comunicação off-line e on-line praticamente na mesma proporção. Assim, considerando os que mais assistem, leem e ouvem, 77% mencionam as modalidades off-line, sobretudo a TV aberta (48%), a TV por assinatura (36%) e o rádio (24%). Ao mesmo tempo, 68% já preferem os meios on-line, principalmente os portais na internet (66%) e os podcasts (11%). Os tipos de programa mais consumidos são os filmes e seriados (66%), música (49%), humor (46%) e games/jogos eletrônicos (33%).

Depoimento de usuários e indicação de amigos são fatores de influência na compra
Conectados e bem informados, os jovens da Geração Z valorizam as experiências de outros consumidores ao escolherem uma marca ou uma loja para realizarem suas compras. De acordo com a pesquisa, no processo de escolha de um produto ou serviço, o depoimento de outros usuários é o principal fator de influência (32%), seguido da indicação de amigos ou conhecidos (21%), dos especialistas ou profissionais (18%) e dos familiares (17%).

Metodologia 
A pesquisa ouviu 801 jovens brasileiros, com idade entre 18 e 24 anos, residentes em todas as capitais. Homens e mulheres pertencentes a todas as classes econômicas e escolaridades.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Alérgicos sentem a produtividade afetada no período de crise, aponta estudo

Redação

A Johnson & Johnson encomendou duas pesquisas com pessoas alérgicas, incluindo uma fase presencial, executada pela Perception, e fase online, executada via Google Survey, para entender mais a fundo o consumidor brasileiro que apresenta alergia respiratória. Mais da metade dos participantes relataram apresentar o problema mais de uma vez por mês. A maior incidência está entre jovens adultos de 25 a 34 anos: 36% relatam pelo menos uma crise ao mês. Além disso, 55% dos entrevistados relataram ter sua produtividade afetada no período de crise.

Mais da metade dos alérgicos possuem ao menos uma crise por mês | Foto: reprodução

Na fase online, 2.078 homens e mulheres responderam ao questionário, com idade entre 18 até 54 anos, em duas amostras – contemplando exclusivamente pessoas que possuem histórico alérgico e consomem medicamentos com frequência dessa categoria. No estudo, o cansaço foi mencionado como uma emoção frequente durante esse período por 75% dos participantes, e está diretamente relacionado aos processos alérgicos, podendo ser o principal causador da baixa produtividade citada anteriormente.

A diretora de Assuntos Médicos da Johnson & Johnson Consumo do Brasil, Leila Carvalho, comenta as pesquisas. “Os dados mostraram o impacto emocional e as frustrações que as alergias respiratórias podem causar nos períodos de crises, apresentando-se como um grande incômodo para as pessoas, além de atrapalhar a rotina e a qualidade de vida de quem apresenta essa condição” afirma.

Confira outras conclusões levantadas pela pesquisa:

Frequência
Mais da metade dos alérgicos possuem ao menos uma crise por mês. Respondentes relataram crises de alergias respiratórias:
54% Uma ou mais vezes por mês;
22% Duas a três vezes por ano;
16% A cada dois ou três meses;
8% A cada quatro ou cinco meses.

Diagnóstico
Os consumidores buscam comprovações de seus sintomas. Participantes da pesquisa relataram que as alergias respiratórias foram:
64% identificada/diagnosticada por um médico;
18% identificada/diagnosticada pelo próprio indivíduo;
11% identificada/diagnosticada por familiares e amigos;
7% identificada/diagnosticada por um farmacêutico.

Gênero
Mulheres têm uma tendência menor de se autodiagnosticarem em relação aos homens.
66% das mulheres identificaram/diagnosticaram alergia respiratória com um médico;
34% dos homens identificaram/diagnosticaram alergia respiratória com um médico.

Sintomas
Irritação ou coceira no nariz e espirros são os sintomas mais frequentes entre os respondentes.
71% irritação ou coceira no nariz;
65% espirros frequentes;
60% congestão nasal;
51% dificuldade para respirar;
50% irritação e coceira na garganta;
47% coriza.

Gatilhos
Os principais gatilhos das alergias respiratórias para os entrevistados são:
74% pó/ácaros;
66% mofo;
65% mudança de tempo/clima;
56% mexer em armários/móveis;
44% cortinas, carpetes, tapetes e cobertores.

Sentimentos
Os respondentes sentem sua produtividade prejudicada (55%) e tomam anti-histamínicos de forma preventiva quando sabem que vão a lugares que podem causar alergia (36%). Ainda relataram:
36% são conhecidos pelas frequentes crises alérgicas;
36% sentem medo ou aflição de ficar sem ar;
32% deixam de ir a lugares que gostariam de ir, como casa de amigos e familiares.

Emoções durante a crise
Alergia e cansaço estão diretamente relacionados, podendo ser o principal causador da baixa produtividade citada anteriormente. Os participantes relataram se sentir, durante as crises:
75% cansados;
40% frustrados;
26% tristes e com vergonha;
22% medo.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Pesquisa aponta que 82,8% das mulheres sofrem preconceito de gênero no ambiente profissional

Da Redação

Com o objetivo de compreender os principais desafios enfrentados pelas mulheres que atuam na área de tecnologia, a Yoctoo, consultoria de recrutamento especializada na seleção de profissionais de TI e digital, realizou uma pesquisa qualitativa em sua base de candidatas. O levantamento feito pela empresa ouviu as dificuldades e os anseios enfrentados por elas. De acordo com a pesquisa, 82,8% das mulheres entrevistadas relatam já ter vivido, ou ainda vivenciar, preconceito de gênero dentro do seu ambiente de trabalho.

"Ainda estamos longe de tornar a área de tecnologia um ambiente igualitário”, afirma o diretor da Yoctoo, Paulo Exel | Foto: divulgação
Já no ambiente escolar, seja universidade ou cursos de tecnologia, 61,8% das entrevistadas afirmam ter vivido ou vivenciar preconceito de gênero. Os dados preocupam o diretor da Yoctoo, Paulo Exel. “É um cenário preocupante, que mostra o quanto ainda estamos longe de tornar a área de tecnologia um ambiente igualitário”, afirma.

Entre as entrevistadas, 91% afirma que ainda existe preconceito dentro das empresas e que elas ainda estão engatinhando no quesito implementação de políticas de diversidade e inclusão dentro de suas estruturas. Outras 72%, afirmam que o ambiente familiar não costuma incentivar meninas a gostarem de brincadeiras ou mesmo carreiras ligadas à tecnologia. “Isso ajuda a explicar o motivo de ainda vermos poucas mulheres em cursos relacionados à tecnologia ou interessadas em seguir carreira na área”, comenta Exel. Cerca de 64% das entrevistadas acreditam que ainda é muito baixo o número de mulheres ligadas à tecnologia que servem de inspiração e espelho para as novas gerações.

Quando perguntadas sobre as dificuldades que enfrentam enquanto mulheres atuantes na área, 42% das participantes afirmam que o maior desafio é ter de provar a todo o tempo que são competentes tecnicamente. Em seguida, contabilizando 40% das respostas, aparece o fato de não serem respeitadas e reconhecida por pares, superiores e subordinados do gênero masculino e até por outras mulheres. Felizmente, essa pesquisa também sinalizou que 71% das entrevistadas acreditam que os ambientes empresarias estão amadurecendo e se transformando para tornar a área de tecnologia mais inclusiva para as mulheres. No entanto, elas ainda enxergam essa mudança como algo lento e gradual.

Questionadas sobre o que é mais urgente ser feito para que mais mulheres atuem na área de tecnologia, as opiniões são diversas. Mais de 36% acredita que precisamos incentivar desde a infância o interesse das meninas pela tecnologia, 18% defende a equiparação salarial em todos os níveis, 13% aposta na transformação do machismo estrutural na sociedade, 12% gostaria que fossem promovidos mais debates nas escolas/universidades sobre esse tema. Já 8% argumenta que é urgente a criação de políticas empresariais de diversidade e apenas 3% concordam que deveriam ser criadas políticas de cota para mulheres em cursos de tecnologia. As demais divergem sobre as abordagens e os próximos passos.

A diversidade e inclusão de mulheres, para a Yoctoo, vai muito além do combate ao machismo na sociedade. Trata-se de trazer visões diferentes e abrangentes para o desenvolvimento do mercado de TI. “Cada vez mais, vemos executivos com olhares atentos para suas equipes de TI, que são majoritariamente masculinas. A diversidade de gênero é benéfica para o ambiente, não só por agregar em termos de pontos de vistas diferentes, mas também pelos frutos que se têm ao poder contar com novas abordagens e experiências”, acredita o diretor.

De acordo com Exel, quanto maior a diversidade de uma equipe, melhores são as discussões e a assertividade das entregas. “Nunca se colocou tanto em evidência a importância da ‘experiência do usuário’ e isso, consequentemente, ressalta a importância de termos cada vez mais equipes diversas, uma vez que é função dos criadores/implementadores das tecnologias compreender como é estar na pele de seus usuários, que na maior parte das vezes, transitam em ambos os gêneros (homem e mulher)”. A questão da diversidade de gênero e, de tantos outros aspectos, como idade, etnia, formações, não só é uma questão competitiva, mas também necessária para a sustentabilidade das marcas num novo contexto de mundo.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Brasil está em sétima posição no ranking da intolerância e segundo em cyberbullying

Da redação

A liberdade de expressão facilitada pela internet não deve ser confundida com propagação de preconceito, atos de intolerância ou discurso de ódio. O tema tem especial relevância se considerarmos uma pesquisa conduzida pela IPSOS em 27 países, este ano, com 19 mil pessoas, que aponta o Brasil como o sétimo no ranking da intolerância ao lado de países como Estados Unidos, Polônia e Espanha.

Brasil ocupa a segunda posição em agressões online a adolescentes | Imagem: reprodução
Quando o tema é cyberbullying, o País ocupa a segunda posição em agressões online a adolescentes.
Entre os pontos da discórdia, a maioria global aponta as visões conflitantes sobre a política (44%); polarização entre ricos e pobres (36%); tensão entre imigrantes e pessoas que nasceram no país (30%); divisão entre grupos religiosos (27%); diferenças entre etnias (25%); entre idosos e jovens/homens e mulheres (11%). No Brasil, os índices são, respectivamente, 54%, 40%, 8%, 38%, 25% e 18%. A maioria dos brasileiros, 62%, acredita que o país está mais polarizado do que há 10 anos.

Por sua vez, a pesquisa sobre cyberbullying– também conduzida pela IPSOS com 20,8 mil pessoas em 28 países – aponta o Brasil como o segundo no número de agressões online. A cada dez pais entrevistados, três disseram que os filhos já sofreram violência na internet; 53% dos pais brasileiros afirmaram que o ataque partiu de colegas de classe do filho, que cometeram o ataque em redes sociais.

Mestre em Educação pela Stanford University, Claudio Sassaki – cofundador e CEO da Geekie – defende que a tecnologia deve estar próxima da linguagem do estudante, gerando identificação e motivação. Na prática, a tecnologia não é mais um diferencial para os jovens; diferente é o fato de a escola ser o único lugar onde a tecnologia fica de lado na vida deles.

“A escola e a família precisam ensinar os jovens a lidar com as oportunidades, os riscos e os desafios de estarem conectados. Uma pesquisa da TIC Kids Online demonstra que quando desafiados a julgar as próprias habilidades na internet, 76% dos jovens brasileiros acreditam saberem mais do que os pais; 71% afirmam conhecer muito sobre como usar a rede. No entanto, da teoria à prática, em um experimento da mesma organização, 30% dos jovens não souberam verificar se uma informação na internet estava correta. Esse dado é relevante, porque prova que o nativo digital precisa de orientação; da mediação de professores”, avalia Sassaki.

Para Sassaki, educar para a cidadania digital vai além da disseminação da compreensão de conceitos como pegadas digitais. “O aluno tem que ser preparado para ver e compreender a relevância desse conhecimento; entender como as pegadas digitais influenciam na forma como ele será visto na internet; como a reputação online pode influenciar a busca de um emprego ou vaga acadêmica, no futuro”, analisa, acrescentando que esse aprendizado envolve disponibilizar insumos para o alcance da cidadania – ou seja, uma aprendizagem significativa e relevante para o cotidiano do aluno.



sexta-feira, 20 de abril de 2018

Igualdade econômica pode manter casais unidos, aponta pesquisa

Da redação

 Os tempos mudaram, assim como os relacionamentos. Embora hoje as pessoas se casem por amor, a renda também faz parte da decisão de se casar, em muitos casos. E se a renda for igual ou muito parecida, a chance do casamento dar certo é bem maior e o risco de separação diminui, segundo um estudo da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, que acaba de ser divulgado.

“O dinheiro jamais será a base de um relacionamento verdadeiro”, afirma a psicóloga Marina Simas de Lima | Imagem: reprodução
Assim, a igualdade de renda parece oferecer aos casais mais estabilidade e reflete a crescente divisão socioeconômica na vida familiar. A pesquisa deixou claro que os recursos combinados do casal são muito importantes para a satisfação conjugal.

Para a psicóloga Marina Simas de Lima, cofundadora do Instituto do Casal, a pesquisa internacional corrobora com estudos feitos por sociólogos e economistas no Brasil e na América Latina, que mostram a crescente tendência de escolher parceiros com características socioeconômicas semelhantes. “Esse fenômeno social é chamado de casamento seletivo. Hoje, as pessoas realmente procuram escolher parceiros (as) que tenham o mesmo nível de educação, de cultura e de renda para se casar”.

Marina comenta que para um relacionamento funcionar é realmente preciso ter mais semelhanças do que diferenças. “Isso não quer dizer que o amor não possa surgir entre pessoas com renda, gostos e nível educacional diferentes. Mas, com o passar do tempo, pode ser que essas diferenças comecem a pesar na dinâmica do casal e diminuir a satisfação com o relacionamento”.


A realidade hoje é muito diferente do que era há 20, 30 anos, quando a mulher não trabalhava e se dedicava aos filhos e ao lar. Outro ponto importante é que a igualdade na renda elimina a dependência econômica e a disputa pelo poder, pois antigamente quem ganhava mais, teoricamente, podia mais no casamento e, com isso, havia casos de submissão na relação.

Mas a psicóloga destaca ainda que “o dinheiro jamais será a base de um relacionamento verdadeiro” e, sim, um vínculo afetivo sólido e sincero poderá construir uma história saudável e feliz.



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Cegueira na vida adulta pode ter relação com diabetes

Da redação

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV) em parceria com a Bayer, divulgada recentemente, aponta que metade dos brasileiros não sabem que a doença pode causar cegueira e 57% dos entrevistados que têm diabetes ou que têm familiares com a doença nunca ouviram falar sobre retinopatia diabética ou edema macular diabético (EMD).

No Brasil há cerca de 14 milhões de pessoas com diabetes | Foto: Reprodução 
O EMD é uma complicação da retinopatia diabética (RD) e, assim como ela, é causada pelo descontrole de açúcar no sangue como resultado direto do diabetes. A doença provoca alterações nos vasos sanguíneos da retina e causa danos à visão, conforme explica o oftalmologista Arnaldo Bordon, representante da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. "No caso do EMD, as alterações são tão graves a ponto de ocorrer vazamentos de fluídos e proteínas dentro da mácula, região central da retina que é responsável por dar foco e nitidez às imagens”.

O fluído na região da mácula causa visão embaçada, distorção de imagens e alterações na visão de cores. Além disso, quando não detectado rapidamente, pode causar perda grave de visão ou levar à cegueira total.

"A EMD é uma das razões mais frequentes de perda severa da visão na população diabética. São muito importantes o acompanhamento dos níveis de açúcar e a realização do exame de mapeamento de retina, contando com a avaliação tanto do endocrinologista como do oftalmologista. Esses são fatores essenciais para diagnosticar a doença precocemente," adverte Bordon.

Importante na detecção de problemas oculares no geral, o exame de mapeamento de retina – que estuda o fundo do olho – é essencial para diagnosticar a RD e a EMD. Infelizmente, quase 38% das pessoas que tem diabetes ou algum caso na família afirmaram na pesquisa que seus endocrinologistas nunca pediram o exame. Isso se torna especialmente preocupante, uma vez que metade dos entrevistados diagnosticados com problemas oftalmológicos em decorrência do diabetes recebeu um diagnóstico tardio, quando os sintomas apresentados já eram graves. 

Com os avanços científicos, tornou-se possível o desenvolvimento de terapias que tem como papel principal impedir a formação de vasos sanguíneos frágeis e reduzir o vazamento de líquidos na região da mácula, promovendo recuperação parcial ou total da visão já perdida.

As opções terapêuticas atuais variam desde o uso de laser a injeções intraoculares de medicamentos antiangiogênicos, implantes de corticosteroides ou procedimentos cirúrgicos em casos específicos.

Para prevenir que o diabetes se desenvolva a ponto de afetar a qualidade da visão do paciente, seguir uma alimentação equilibrada e realizar exames regularmente são essenciais, para manter os níveis de açúcar aceitáveis e controlados. Além disso, para ter uma vida saudável e evitar o surgimento do diabetes tipo 2 é necessário combater o sedentarismo e manter o corpo sempre ativo e o nível de gordura corporal mais baixo. O recomendando pela Organização Mundial da Saúde são 150 minutos de exercícios durante a semana para os adultos, o que ajuda, também, a combater a obesidade.

De acordo com a OMS, o número de diabéticos no mundo subiu de 108 milhões em 1980 para 422 milhões em 2014, sendo que apenas no Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas já sofrem com a doença, segundo o International Diabetes Foundation.



terça-feira, 21 de novembro de 2017

Não utilizar fio dental pode causar diversos danos à saúde

Da redação

É comum as pessoas escovarem os dentes após as principais refeições. Entretanto, na hora de passar o fio dental, muitos “se esquecem”. O que muita gente não sabe é que o mau hábito de negligencia-lo pode trazer muitos danos, tanto à saúde bucal quanto à do organismo de forma geral e, assim,  pode ser um fator de risco para o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o infarto do miocárdio, de acordo com o especialista em implantodontia e odontologia estética, Paulo Coelho Andrade. 

Apenas 57% dos brasileiros utilizam o fio dental diariamente, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha | Foto: divulgação 
“O ideal é utilizar o fio dental após as refeições e, principalmente, antes de dormir, pois as horas ininterruptas de boca fechada contribuem para a proliferação de bactérias. Se há restos de comida entre os dentes, a situação só piora, podendo ocasionar doenças da gengiva, como gengivite que, em seu estado mais avançado, é denominada doença periodontal”, explica Andrade. 

De acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha, 57% dos brasileiros utilizam o fio dental diariamente e, apenas 30% o utilizam mais de uma vez por dia

A gengivite é caracterizada pelo sangramento da gengiva e, em alguns casos, um leve mau hálito. Já na doença periodontal, a halitose fica mais acentuada e pode haver até mobilidade dental, ocasionando, inclusive, a perda de dentes. “O problema, se não tratado em tempo hábil, costuma comprometer até os ossos que funcionam como base de sustentação para os dentes”, esclarece.

O dentista explica que, como as doenças são inflamatórias e caracterizadas pelo sangramento da gengiva, há grande risco de bactérias caírem na corrente sanguínea e se alojarem em artérias cerebrais ou coronárias, ocasionando a interrupção ou mau funcionamento da nutrição para o cérebro e coração, respectivamente. Além destes problemas, pode-se desenvolver uma doença chamada endocardite bacteriana – doença coronária grave – ou até septicemia, levando o paciente à morte.

Os problemas têm tratamento e, principalmente, prevenção. Uma boa higiene bucal aliada a visitas periódicas ao dentista – de 6 em 6 meses – asseguram a saúde oral. “Antes de escovar os dentes é necessário o uso do fio dental. O hábito deve ser criado desde a infância, com os dentes de leite. O fio deve ser passado em todos os sulcos gengivais, até o último dente. Para cada um, deve ser utilizada uma parte nova do fio”.

Na hora da escovação, o dentista indica escovas de cerdas macias. “Existem várias técnicas de escovação, que são indicadas de acordo com cada paciente. É de suma importância que todas as superfícies dos dentes sejam escovadas. Escovar os dentes com muita força pode causar retração gengival e consequente sensibilidade dentária. O ideal é ficar atento às orientações do seu dentista”, finaliza Andrade.



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Pesquisa aponta que músicas sentimentais podem melhorar o humor ao dirigir

Da redação

A Ford encomendou uma pesquisa ao Spotify e à Universidade de Nova York para saber como ouvir música no carro afeta o humor do motorista e fez algumas descobertas surpreendentes. Uma delas é que temas tristes ou melancólicos, como “Back to Black”, de Amy Winehouse, “Sorry”, de Justin Bieber, ou “The Winner Takes it All”, do Abba, podem ajudar a começar o dia com uma carga de energia que dura até duas horas.

O que essas músicas têm em comum é a combinação de uma batida rítmica forte com uma sensação melancólica que, segundo a pesquisa, muitas pessoas preferem ao dirigir – ouça a lista aqui. O estudo faz parte do trabalho da Ford para aprimorar a experiência sonora dentro dos veículos, com a evolução de vários aspectos técnicos. O Novo EcoSport, o utilitário esportivo com melhor conforto acústico da categoria, é um exemplo desses avanços.

Para filtrar ruídos indesejados na cabine o EcoSport traz refinamentos na estrutura da carroceria, na suspensão e no isolamento acústico, com para-brisa acústico, estrutura de portas reforçada, defletores aerodinâmicos e materiais absorsivos no capô e nas portas. A partir dessa base a engenharia da Ford desenvolveu um sistema de som avançado, integrado à central multimídia SYNC, que extrai a máxima qualidade sonora do habitáculo em versões com seis, sete ou nove alto-falantes.

“Sabemos a importância de ter um ambiente acústico de qualidade dentro do veículo, seja para ouvir música, conversar, usar os comandos de voz do sistema SYNC ou simplesmente aproveitar o silêncio”, diz o supervisor de Sistemas de Áudio e Multimídia da Ford, Jayarama Santana.


Energia e valência

No estudo patrocinado pela Ford, os cientistas identificaram duas características-chave da música que influenciam o humor: a “energia”, batida e tempo do som; e a “valência”, sua profundidade, emoção e sentimento. Juntos, esses elementos podem servir como um tônico para animar até a viagem mais monótona.

Na pesquisa, motoristas de vários países da Europa ouviram listas de músicas selecionadas com diferentes combinações de “energia” e “valência”. O seu humor foi conferido por meio de questionários respondidos antes, imediatamente depois e em intervalos de uma hora, após dirigir de manhã.

As trilhas com uma batida energética e alegre, com “alta valência”, funcionaram bem, mas as trilhas tristes, usando a escala menor de notas musicais, com “baixa valência”, mostraram a mesma popularidade.

“Em toda a pesquisa, músicas com um alto nível de energia deixaram nossos testadores empolgados para enfrentar o dia”, diz Amy Belfi, neurocientista cognitiva da Universidade de Nova York, especialista em efeitos da música no cérebro. “Mais intrigante é que, longe de ter de ser alegres, as músicas mais propensas a ter um efeito positivo também podem ser reflexivas e melancólicas. Ou seja, as músicas ‘tristes’ podem realmente nos fazer sentir bem sobre nós mesmos. Elas podem nos lembrar, por exemplo, de experiências difíceis que superamos e com as quais aprendemos.”

Já o assessorou o projeto do Spotify, Koppel Verma, diz que no experimento eles focaram em como a  energia e valência da música podem afetar o humor ao longo do dia. “Esse estudo mostrou que não são só músicas pop felizes e energéticas que funcionam de manhã. Quando analisamos as listas de reprodução de motoristas, descobrimos que muitas tinham um número alto de músicas melancólicas. Pesquisas anteriores já mostraram que a viagem da manhã é um período importante e agora podemos usar nossos dados para ajudar o motorista a preparar seu humor para o resto do dia”, finaliza Verma.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Relacionamentos sociais são mais importantes para a felicidade do que o dinheiro, dizem especialistas

Da redação

Recentemente, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou dados da Sondagem do Bem-Estar mostrando que quanto mais alta a renda do brasileiro, maior a posição no ranking da satisfação com a vida. Entretanto, as pesquisas internacionais que estudam a felicidade mostram que o dinheiro só traz felicidade, quando tira as pessoas da pobreza extrema para a classe média. Deste ponto em diante, o dinheiro tem pouca relação com a felicidade e com o nível de satisfação com a vida.

Nos últimos anos, diversos pesquisadores têm se preocupado em desvendar as relações entre felicidade e saúde mental. Segundo o psicólogo Ed Diener, que passou os últimos 30 anos estudando a felicidade, quanto mais a pessoa se liga aos valores e bens materiais, à aparência física e ao status, menor será seu índice de felicidade.

Renda X felicidade
De acordo com a psicóloga, neuropsicóloga e cofundadora da Estar Saúde Mental, Carolina Marques, em países como Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo, na medida em que a renda aumentou, os níveis de felicidade diminuíram. Apesar de o dinheiro ser um meio para satisfazer as necessidades básicas, a busca por uma renda maior pode minar a felicidade e a satisfação com a vida.

“Notamos que mesmo com o aumento da renda, a felicidade não cresce na mesma proporção. Pelo contrário, hoje a depressão já é a segunda causa de afastamento do trabalho, o número de suicídios entre os jovens aumentou, as crianças estão apresentando precocemente transtornos psiquiátricos e o estresse já atinge 70% da população economicamente ativa no Brasil”, diz Carolina.

As chaves para a felicidade
Os estudos sobre a felicidade ao longo dos anos têm apontado diversos fatores para aumentar a felicidade e o nível de satisfação com a vida. Porém, dois são considerados a base por serem mais duradouros que os demais: vínculos sociais fortes e ter um propósito para se dedicar. Mas, para Carolina, ao contrário, estamos vivendo um empobrecimento das relações sociais muito preocupante, e este pode ser um fator diretamente ligado à queda dos níveis da felicidade.  


 A Receita da felicidade
Segundo o geneticista David Lykken, da Universidade de Minnesota (EUA), 50% de satisfação com a vida é genética. Mas estudos posteriores ao de Lykken mostraram que mesmo que os genes não ajudem, a felicidade pode ser cultivada e foi assim que surgiu a chamada psicologia positiva.

“Mesmo que a pessoa tenha uma predisposição genética para a tristeza ou para a negatividade, é possível treinar o cérebro para ser feliz e satisfeito com a vida. Além de estabelecer vínculos afetivos fortes com amigos e familiares, podemos colocar em prática outros comportamentos que podem nos ajudar a alcançar a felicidade”, explica Carolina.

Dicas para ser mais feliz:

1. Pratique a gratidão: A gratidão aumenta nosso grau de satisfação com a vida, nos mantêm positivos e com a autoestima elevada. Isso porque ativa o sistema de recompensa do cérebro e desencadeia uma “explosão” de neurotransmissores capazes de proporcionar sensação de bem-estar, prazer e tranquilidade. É um verdadeiro antídoto contra as emoções negativas.

2. Seja bondoso e altruísta: Um estudo feito pela Universidade de Stanford (EUA) mostrou que pessoas que ajudam ao próximo são mais felizes, especialmente se não contarem a ninguém e não esperarem nada em troca. Isso porque o altruísmo promove o desenvolvimento do senso de significado para a vida e ativa o sistema de recompensa do cérebro.

3. Faça  massagem: A massagem é capaz de reduzir em até 31% os níveis de cortisol, segundo um estudo do Instituto de Pesquisas do Toque da Universidade de Miami (EUA). A massagem aumenta os níveis da serotonina e da dopamina, hormônios relacionados ao prazer e bem-estar.

4. Respiração: Vivemos na era do instantâneo, do imediato e isso gera consequências no funcionamento do organismo. Uma técnica importante para acalmar o corpo e voltar ao normal depois de um evento estressante é praticar a respiração diafragmática, que ajuda a diminuir os níveis de cortisol restaurando o equilíbrio do corpo e da mente.

5. Medite: Uma pesquisa da Universidade da Califórnia (UCLA), em 2009, constatou que a meditação aumenta a capacidade de cultivar emoções positivas, manter-se equilibrado, reduzir o nível de estresse e estimular o bom funcionamento do sistema imunológico. Também influencia nos neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

6. Encontre seus pontos fortes e expresse-os: Podemos desperdiçar muito tempo tentando consertar nossas fraquezas e isso é ruim para o nível de satisfação com a vida. Em vez disso, procure identificar quais são seus pontos fortes e suas melhores competências. A partir daí, procure sempre colocá-las em prática.

7. Ache seu propósito: Já dizia Nietzsche: quem tem um “porquê” para viver pode lidar com qualquer “como”. A sensação de contribuir para algo importante traz significado para a vida

“Acredito que a discussão sobre a felicidade é muito importante. Essa pesquisa da FGV nos faz lembrar que o dinheiro é importante, porém, a felicidade é um fenômeno predominantemente subjetivo, estando subordinada mais a traços de temperamento e postura perante a vida do que à  renda. Temos outros pontos mais relevantes que precisamos prestar atenção se realmente desejamos ser felizes e satisfeitos com a vida. Como vimos nas pesquisas globais sobre o assunto, a felicidade não está nos bens materiais, e sim nas relações sociais e nos pequenos detalhes do nosso dia a dia. Cabe a nós despertarmos a tempo e dar valor ao que realmente importa”, conclui Carolina.




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