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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Nutricionista fala sobre a importância da vitamina C e alerta sobre a suplementação

Redação

Muitas pessoas consomem a vitamina C na prevenção de gripes e resfriados. Mas segundo a nutricionista Juliana Vieira, estudos comprovaram que a substância tem pouco ou nenhum resultado para prevenir estes males. Apesar disso, ela auxilia o bom funcionamento do organismo e até combate o envelhecimento, mas o excesso pode fazer mal.

De acordo com a nutricionista Juliana Vieira, aqueles tubinhos efervescentes de vitamina C vendidos em farmácias não devem ser consumidos diariamente | Foto: Divulgação/Vh Assessoria 

"Ela ajuda a melhorar a imunidade, estimula a produzir colágeno e combate o envelhecimento. Além disso, tem um fortíssimo poder antioxidante , para fortalecer o sistema imunológico, combatendo também os radicais livres", afirma a nutricionista.

Segundo Juliana, o camu-camu, laranja,  limão e acerola são muito ricos em vitamina C.  Ela alerta também que o organismo consegue absorver, em média, 90 gramas por dia e o excesso da substância pode fazer mal, pois pode provocar diarreias, cólicas, dor abdominal e dor de cabeça e até cálculo renal, devido ao oxalato de cálcios.

De acordo com Juliana, aqueles tubinhos efervescentes de vitamina C vendidos em farmácias não devem ser consumidos diariamente.  "Eles contêm sal  e tem que ser tomado adequadamente , pois vitamina C aumenta os níveis plasmáticos da aspirina. Além disso, aumento os riscos do surgimento de trombos nos vasos sanguíneos. Então, nada de tomar como se fosse suco", finaliza.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Nutricionista faz algumas recomendações para quem deseja se tornar vegetariano

Redação

Impulsionada pela crescente preocupação com o meio ambiente, a alimentação vegetariana tem conquistado cada vez mais adeptos. Apesar de não existirem dados oficiais, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) estima que 5 milhões de brasileiros sejam veganos.

Algumas vitaminas do complexo B só estão presentes em carnes, vísceras e ovos, segundo a nutricionista Alice Cristina Coca, por isso, é necessário o acompanhamento nutricional para verificar a necessidade do consumo de suplementos | Foto: Freepik

Substituir uma dieta onívora por uma vegetariana pode ser uma mudança e tanto. Por conta disso, é recomendada que a transição seja feita com cuidado e, de preferência, com a supervisão de um profissional, segundo a nutricionista do GetNinjas, Alice Cristina Coca.

“Primeiro de tudo, é preciso uma reeducação alimentar para adaptar o corpo à mudança”, afirma Alice. Além disso, a especialista esclarece a seguir algumas das principais dúvidas sobre o tema.

Frequentar restaurantes vegetarianos ajuda no processo? 
Sim, pelo fato de estimular a familiarização com outras texturas e gostos. Além de tomar contato com uma gama diferente de pratos, frequentar um restaurante vegetariano pode te incentivar a aprender a cozinhar novas combinações saborosas e práticas.

O ideal é eliminar a proteína animal de uma vez ou aos poucos? 
A decisão varia de acordo com estilo de vida de cada pessoa. Aqueles que estão com uma boa condição de saúde e têm hábitos alimentares saudáveis podem tirar a carne de uma vez. Para os que possuem uma alimentação defasada, ou seja, que apresenta a falta de alguns nutrientes, é recomendado substituir a proteína animal aos poucos.

3 - É preciso ingerir suplemento vitamínico? 
Algumas vitaminas só estão presentes em carnes, vísceras e ovos, tais como as do complexo B. Por isso, é necessário repor essas vitaminas de alguma maneira, seja com substituições, ou a partir do consumo de suplementos. Outro ponto que pode ser determinante para a adoção de um suplemento é a fase da vida na qual o vegetariano se encontra. Dependendo da faixa etária, o metabolismo necessita de diferentes vitaminas para manter seu bom funcionamento. Uma mulher vegetariana grávida e um idoso vegetariano têm necessidades nutricionais distintas. Por conta dessas especificações, é recomendado agendar uma consulta com um nutricionista.

4 - É necessário fazer acompanhamento nutricional? 
É importante porque o acompanhamento de um profissional garantirá à pessoa a elaboração de um plano alimentar personalizado e com a indicação de todos os nutrientes necessários para o seu organismo. Sem o devido acompanhamento e adaptação, os iniciados na dieta vegetariana correm o risco de desenvolver doenças devido à falta ou ao excesso de nutrientes. A deficiência de vitamina B9, por exemplo, pode gerar depressão e doenças psiquiátricas.

5 - Quais alimentos não podem ser retirados da dieta? 
Uma alimentação vegetariana não pode excluir a proteína vegetal, que pode ser encontrada em legumes e verduras. Além disso, a nutricionista ressalta a importância da inclusão da soja na dieta, que tem todos os nutrientes presentes na proteína animal. A profissional indica ainda o consumo da soja orgânica, que não envolve agrotóxicos.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Dieta restritiva pode ser perigosa, alerta nutricionista

Redação

A consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), Ana Pallottini, alerta sobre os perigos de alimentação restritiva, para perder peso de forma rápida e fácil, sem acompanhamento nutricional.

"Os benefícios de uma alimentação saudável não vêm de componentes isolados, mas sim da combinação de nutrientes de uma refeição", destaca a nutricionista Ana Pallottini | Foto: reprodução 
Um adulto sem problemas de saúde consome, em média, 2 mil calorias diárias. Este mesmo adulto, quando adere a uma dieta restritiva, pode passar a consumir entre mil e 1,2 mil calorias diárias ou em alguns casos mais radicais, entre 500 e 800 calorias diárias.

"Com a alta restrição energética é impossível atingir as recomendações de macro e micronutrientes presente nos grupos alimentares (carboidratos, proteínas e gorduras) levando a fadiga, cansaço e à perda de cognição. Além disso, pode gerar o 'efeito sanfona', ou seja, ao voltar para uma dieta normal o ganho de peso é maior do que antes e, consequentemente, gerar gatilhos para a compulsão alimentar", afirma a especialista.

Quando o assunto é alimentação saudável, se engana quem pensa que o ideal é comer apenas salada. Uma boa alimentação está relacionada à ingestão equilibrada dos nutrientes necessários para suprir nossas demandas diárias. O carboidrato, por exemplo, muitas vezes é associado ao ganho de peso de forma equivocada.

"Os benefícios de uma alimentação saudável não vêm de componentes isolados, mas sim da combinação de nutrientes de uma refeição. No caso do carboidrato, ele é constituído por moléculas de carbono, oxigênio e hidrogênio. Esses macronutrientes são as nossas principais fontes de energia, abastecendo o sistema nervoso central, mantendo o bem-estar do cérebro e dando 'aquela' disposição para o nosso corpo", diz Ana.

Assim, ao oferecer os nutrientes nas proporções corretas ao organismo, é possível aproveitar uma série de benefícios como: perda de peso e manutenção de um peso saudável, bom funcionamento do intestino, prevenção e controle do diabetes e proteção da saúde cardiovascular. A regra de ouro é sempre o equilíbrio.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Nutricionista fala sobre compulsão alimentar

Da Redação

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram o Brasil em primeiro lugar quando o assunto é Transtorno da Compulsão alimentar (TCA), atingindo 4,7% da população, o que significa quase o dobro da média mundial que é 2,6%.  Segundo a nutricionista e pesquisadora, Aline Quissak, a compulsão alimentar é a vontade descontrolada que temos de comer.

Acompanhamento psicólogico pode auxiliar na relação emocional com a comida, em casos de compulsão alimentar | Foto: Freepik
“Mesmo quando já está satisfeito, mesmo quando não cabe mais no estômago, a pessoa continua comendo.  E esses alimentos, na maioria das vezes, são alimentos ricos em açúcar e gordura; mas podem ser também variados. Ou seja, a pessoa come tudo que está à disposição e em volumes muito grandes. A compulsão até pode iniciar com a ideia de comer por prazer, mas durante o processo a pessoa não está mais no controle do seu apetite; ela come e não para, até passar mal ou até acabar a comida que está exposta na sua frente”, esclarece.

Essa compulsão é desencadeada por deficiência hormonal de Leptina – hormônio da saciedade -, CCK e Grelina. Ou seja, mesmo após comer a quantidade suficiente para o nosso organismo, nós continuamos comendo.

“A desregulação hormonal é uma consequência. Mas a principal causa são as dietas restritivas a longo prazo. A longo prazo essas dietas "da moda" fazem o paciente privar-se de alimentos sem substituir os maus hábitos. Isso gera uma inflamação no corpo, já que não somos feitos só de calorias e sim de vitaminas, minerais, antioxidantes e vários outros elementos que estão presentes nos alimentos. Sem eles, a deficiência pode causar não só compulsão alimentar como problemas de coração (AVC e trombose), diabetes e transtornos alimentares”, explica a nutricionista.

Descontar emoções na comida 
Raiva, tristeza, frustração e alegria são alguns dos sentimentos comuns ao nosso dia a dia. O problema é como aliviamos essas sensações, que muitas vezes são “aliviadas” na comida. De acordo com a nutricionista, isso acontece porque temos uma relação emocional com a comida. Todos temos um prato especial, que remete a alguma coisa boa. Quando estamos estressados, tristes, ansiosos, acabamos comendo esses alimentos em busca do prazer. Buscamos alimentos que nos trazem bons sentimentos. O problema não é comer o que nos faz sentir bem, mesmo quando o alimento não é saudável, e sim achar que comer vai resolver nossos problemas. Como não resolve, continuamos comendo para manter o nível de prazer, e depois sentimos culpa por termos exagerado, o que acaba desencadeando um ciclo vicioso.

“A culpa aumenta um hormônio inflamatório chamado cortisol, que quando elevado libera um outro hormônio chamado insulina. A insulina alta "pede" por carboidrato e traduz esse sinal no corpo como vontade de comer coisas com gasto de energia rápida: bolos, sorvetes, chocolates, salgadinhos, refrigerante, bala e etc.

Depois de tantos estímulos inflamatórios e desconexos entre comida e vontade de sentir prazer, os hormônios da fome ficam "confusos" e acabam criando uma resistência, não sendo mais estimulados e liberados. A longo prazo eles ‘desligam’, e, então, comemos pelo prazer, sem conseguir parar, pois não temos mais a ativação dos hormônios de saciedade”, avalia a especialista.

Mas como controlar esses sentimentos e melhorar a alimentação? A primeira coisa é não deixar o corpo perceber que tem comida a disposição. Uma pessoa com compulsão não consegue ver um bolo e comer apenas uma fatia dele. Faça forminhas de cupcake e congele, ou já cozinhe em porções pequenas, como um bolo de caneca, por exemplo. Não deixar a comida na mesa - sirva-se no fogão e coma na mesa -, para os olhos não ficarem estimulados e você acabar repetindo. Sempre cozinhe apenas o suficiente para o número de pessoas da casa, assim você evita não só a tentação, como o desperdício.

Coma alimentos saudáveis, considerados anti-inflamatórios, pois eles vão ajudar a diminuir o cortisol (hormônio do estresse que aumenta a vontade de carboidrato). Evite alimentos industrializados e gordurosos, ricos em açúcar refinado, pois estes vão aumentar o cortisol e ainda vão estar à disposição quando a compulsão atacar.

Coma de forma fracionada, ao longo do dia, para não ficar com fome e comer grandes volumes nas refeições principais. Se estiver estressado, ansioso, triste, tente respirar fundo e fazer algo que não envolva comida. “Faça uma massagem, dê uma volta no quarteirão, converse com um amigo/familiar, mas não saia para comer ou não passe no supermercado para comprar comida. Nesta hora você não fará escolhas inteligentes pois estará sendo controlado pelos seus hormônios”, complementa Aline.

Para finalizar, a nutricionista lembra da importância de procurar uma equipe multidisciplinar. Médicos especializados que ajudarão a resolver o problema com calma e com foco na saúde. É importante ter o acompanhamento de um psicólogo, para auxiliar na sua relação emocional com a comida; um psiquiatra avaliará a necessidade de medicamento, ou não; e de um nutricionista, que ajudará a escolher os alimentos certos, para aliar à prática regular de atividades físicas.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Nutricionista alerta para a importância do café da manhã

Da Redação

Realizar todas as refeições ao longo do dia é importante, mas o café da manhã é fundamental para iniciar as atividades do dia. A nutricionista Marcela Tardioli, consultora da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI) explica que entre o intervalo da última refeição e a primeira do dia seguinte, há um longo período em jejum (possivelmente de 8 a 12 horas), por isso, a refeição é tão importante, para a saúde.

De acordo com a nutricionista Marcela Tardioli é essencial reabastecer o corpo ao acordar e repor energia para iniciar um dia produtivo | Foto: reprodução
"Durante o sono, nosso organismo continua gastando energia para manter suas funções básicas como respiração, funcionamento do coração e circulação. Sendo assim, é essencial reabastecer o corpo ao acordar e repor energia para iniciar um dia ativo e produtivo", afirma a especialista.

De acordo a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), pessoas que não possuem o hábito de realizar essa refeição tendem a ingerir quantidades insuficientes de vitaminas, ácido fólico, cálcio, ferro e outros nutrientes essenciais para o corpo. Por isso, na hora de escolher o que comer no café da manhã, o ideal é ingerir um pouco de cada grupo alimentar, que são carboidratos, proteínas e gorduras com o objetivo de uma refeição equilibrada. "Uma fatia de pão de forma integral e uma fruta ou iogurte com algum cereal contêm fibras que ajudam a regular o intestino", explica Marcela.
Para quem optar por pular o café da manhã, a nutricionista alerta que essa ação obriga o organismo a utilizar fontes internas de energia e pode prejudicar a função cerebral cognitiva (interfere nas habilidades e na memória).

 "A pessoa poderá ter alguns sintomas como tonturas, dor de cabeça, além de ter mais fome e querer comer em outros horários, deixando o indivíduo mais propenso a ganhar peso. Lembrando que esses sintomas variam de acordo com a capacidade de cada indivíduo durante o período de jejum prolongado", destaca Marcela.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Saiba quais são os alimentos que espantam a tristeza e o mau-humor

*Por Sabina Donadelli 

Sentir tristeza e ficar "péssima" de vez em quando é uma reação natural a situações difíceis, como o fim de um relacionamento, uma demissão ou uma doença que aflige alguém que amamos, ou até mesmo conviver diariamente com um chefe ou colega chatos, são situações que afetam o emocional de qualquer um.

"A escolha sábia de alimentos pode fazê-lo sentir-se mais feliz e os efeitos são, acredite, imediatos", afirma a nutricionista Sabina
Quando estamos deprimidos, temos tendência a optar por alimentos pouco saudáveis, abusar de doces e bebidas alcoólicas, o que só piora ainda mais os sentimentos de "menos-valia".

A depressão pode ter diversas causas, mas é possível combater a maioria delas com alimentos certos, os quais vão formar substâncias que atuam no cérebro, corrigem deficiências de vitaminas e minerais e estabilizam o açúcar no sangue, trazendo bem estar.

Não importa o quanto você esteja deprimido ou triste, a escolha sábia de alimentos pode fazê-lo sentir-se mais feliz e os efeitos são, acredite, imediatos.

Veja alguns alimentos importantíssimos para fazer você se sentir mais feliz:

Peixes pequenos, ovos, iogurtes, kefir;

Carboidratos ricos em fibras;

Diminua a cafeína e álcool;

Abasteça-se de Vitamina D (tome sol por 10 min todos os dias),

Abacate;

Chocolate Amargo;

Aveia;

Banana;

Morango;

Couve;

Castanha do Pará;

Semente de gergelim;

Alho;

Melancia;

Gengibre.

*Sabrina Donadelli  é formada e pós-graduada em Nutrição, e alia seus conhecimentos da escola clássica com estudos da fitoterapia e dietoterapia oriental, como a chinesa e a indiana.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Nutricionista dá dicas para manter o foco no emagrecimento

Da Redação

O ano novo começou e muitas pessoas colocaram como meta perder peso. A tarefa pode até parecer fácil nos primeiros dias, quando todos estão cansados da comilança do fim do ano e empolgados com os possíveis resultados. Mas, como se manter focado nesse propósito ao longo do ano? A nutricionista Célia Beleli, da Clínica Concon, em Valinhos, dá uma série de dicas para ajudar nesta fase.

Reeducação alimentar que inclui a família contribui para o processo de emagrecimento | Foto: Freepik
"Vamos pensar da seguinte maneira: dieta é o que você escolhe para comer e bons hábitos alimentares são como você escolhe para viver. Dieta refere-se aos hábitos alimentares individuais. Cada pessoa tem uma dieta específica. Cada cultura costuma caracterizar-se por dietas particulares. Mas, popularmente, o emprego da palavra "dieta" está associado a uma forma de conter o peso, através de "contagem de calorias, dieta low carb, dieta paleolítica, dieta da proteína e por aí vai. Então, adquirir bons hábitos alimentares é mais fácil", explica a nutricionista.

De acordo com ela, é possível fazer esta mudança de hábitos, por meio de um bom planejamento e de muita persistência. "A tarefa não é fácil, mas só teremos bons resultados se persistirmos nas mudanças", reforça.

Seguem as dicas:

1 - Primeiramente, é necessário criar um planejamento alimentar para você e sua família, e isso deve ser compartilhado com os outros membros da família. Dividir funções como, por exemplo, compras no supermercado e planejamento do cardápio da semana é bacana e envolve todo mundo. Neste planejamento, se possível, utilize o fim de semana para preparar algumas refeições e congelar em embalagens práticas que facilitem o uso ao longo da semana.

2 - Planeje também os lanches intermediários que você levará ao trabalho. Programe-se para ter frutas e iogurtes na geladeira, o que vai facilitar sua rotina.

3 - “Comida de verdade" deve vir acompanhada de variedade, qualidade, sabor e também de prazer. Uma dieta de uma pessoa sem intolerâncias ou alergias deve conter: arroz, feijão, peixe, carnes magras de boi, ave, leite e derivados magros, vegetais de folhas variados, legumes, frutas, pães (de preferência com grãos) e cereais integrais. O princípio mais importante que temos que levar em consideração é a "moderação". Devemos nos lembrar que a maioria dos casos de ganho de peso excessivo deu início com grandes restrições alimentares.

4 - Tente incluir alimentos com fonte de carboidrato de melhor qualidade. Hoje temos vários estudos que comprovam que quantidades menores de carboidratos auxiliam na perda e controle do peso corporal. Diminua o consumo de açúcares, doces, refrigerantes, tortas, bolos, biscoitos, bolachas, pães, bolos, tapioca, cereais refinados, farinha branca, polvilho. Faça opção por cereais integrais: aveia, arroz integral, farelo de aveia, farinha de linhaça, batata doce (com muita moderação) e semente de chia. Temos também versões bem saborosos de farinhas das oleaginosas, como a farinha de amêndoas, que você pode fazer panqueca, utilizar em bolos, etc.

5 - Inclua diariamente vegetais cozidos e crus e lembre-se: almoço e jantar. Nada de substituir o jantar por lanches, pães ou tapioca.

6 - Consuma fruta – 2 a 3 porções ao dia e evite suco de fruta concentrado. E exclua sucos em pó (qualquer tipo) e sucos na embalagem Tetra Pack, também de qualquer tipo.

7 - Se você toma leite, utilize versões semi desnatadas e não se esqueça de incluir os derivados, principalmente os iogurtes nas versões "sem adição de açúcar" ou substitua por versões de bebidas vegetais.

8 - Lembre-se também das leguminosas: feijões, grão de bico, lentilha, feijão branco, que podem ser incluídos, de preferência como saladas.

9 - Não se esqueça de que a semana tem sete dias, e a mudança de hábito deve ocorrer todos os dias, mas é claro que você pode deixar uma refeição na semana para ter escolhas diferentes, mas lembre-se de planejar essa refeição com a família. Por exemplo: dia que vamos fazer uma refeição fora de casa ou que iremos pedir algo diferente do sugerido acima para comer.

10 - Também devemos aumentar a atenção no ato de comer, ou seja, comer sem distração, ter foco na refeição, fazer pausas para avaliar o sabor e, com isso, começar a perceber os sinais de saciedade. E isso é um treino.

11 - Lembre-se também de comer antes que a fome atinja um nível alto, que podemos até chamar de perigoso. Aquele momento em que o alimento nos escolhe e não o escolhemos.

"De forma geral, devemos consumir mais comida de verdade e diminuir o consumo de alimentos industrializados. Por exemplo,  mais frutas e menos biscoitos, mais arroz (integral), feijão, carnes magras e vegetais e menos fast food  e comidas  industrializadas congeladas", orienta Célia. "São dicas gerais que ajudam muito, mas, claro, consultar um nutricionista é importante para um direcionamento mais personalizado", finaliza.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Nutricionista fala sobre alimentos que beneficiam a pele

Da Redação

O verão chegou com tudo e os termômetros já passam dos 30ºC na maioria das cidades brasileiras. Passar protetor solar regularmente e ingerir bastante água são alguns dos cuidados básicos para manter a pele saudável durante essa época. O hábito alimentar, porém, é ainda mais importante para nutrir as células do corpo. Pensando nisso a nutricionista Cleonice Pereira, do GetNinjas, maior plataforma de contratação de serviços da América Latina, separou sete alimentos para cuidar da pele durante os dias mais quentes.

Manga auxilia no rejuvenescimento da pele | Foto: reprodução 
"Se fizermos apenas algumas mudanças simples na dieta, podemos melhorar muito a condição da pele e postergar o aparecimento de sinais causados pela idade", explica a nutricionista. Confira:

Abacate: fonte de vitaminas E, C e antioxidantes, o abacate ajuda na hidratação e brilho da pele;

Melancia: Rica em vitamina e minerais, como A, C e B6, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e ferro, contribui também para a hidratação de todos os órgãos. Lembrando que a pele é o maior órgão do corpo;

Amora: a fruta devolve o aspecto sadio da pele, pois é riquíssima em antioxidantes que combatem os radicais livres - responsáveis por danificar as células e causar sinais de envelhecimento;

Linhaça: a ação positiva que a linhaça causa na saúde intestinal afeta diretamente a pele. Além disso, o ômega 3 presente no alimento é um forte colaborador na sustentação da pele e do sistema imunitário. "O consumo regular dessa semente maravilhosa, rica fonte de ômega 3, deixa a pele mais hidratada, suave e com um tônus firme", explica Cleonice;

Maçã: além de ser um alimento quase completo, que cuida da saúde ocular e previne várias patologias, inclusive vários tipos de câncer, ela também é excelente para ajudar as células na restauração e proteção contra o envelhecimento precoce;

Cenoura: alimentos mais ricos em betacaroteno - potente antioxidante responsável por sua cor alaranjada -, a cenoura é fonte poderosa de fibras e minerais, como fósforo, potássio, cálcio e sódio, vitamina A, B2, B3 e C. Todos esses nutrientes são responsáveis por manter o bom estado da pele e das mucosas e contribui para a cor saudável da pele, podendo ser usada de várias formas: cruas, cozidas ou em sucos.

Manga: responsável pelo rejuvenescimento, a fruta é fonte de vitaminas e também é rica em antioxidantes. Além de combater os radicais livres, a manga é capaz de regenerar a cútis, evitando rugas, linhas de expressão e remover as toxinas existentes no organismo.

Além desses sete alimentos, Cleonice reforça a importância das oleaginosas, como castanha de caju, amêndoas, coco e castanha do Pará, que são um bom suporte de minerais e boas gorduras, melhoram a elasticidade e combatem infecções, além de fornecerem colágeno à pele.


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Nutricionista ensina 12 passos para desintoxicar o fígado

Da Redação

Com o fim do ano surgem inúmeras comemorações dessa época como, por exemplo, amigo secreto, Natal e Réveillon, tudo isso vira sinônimo de exagero para muita gente, fazendo com que alguns órgãos trabalhem dobrado, como o nosso fígado. Por isso, a pesquisadora e nutricionista Aline Quissak, preparou um passo a passo de como desintoxicá-lo.

O fígado é o responsável por processar nutrientes absorvidos pelo intestino, regular a composição do sangue, entre outras funções | Imagem: divulgação 
O fígado é o responsável por processar nutrientes absorvidos pelo intestino, regular a composição do sangue para balancear proteínas, gorduras e açúcares, entre outras coisas.  Mas como saber se exageramos e nosso fígado está pedindo ajuda? Segundo a nutricionista, existem alguns sintomas, como gases e má digestão (estufamento), refluxo e azia, intestino preso (constipação), pele amarelada, suor excessivo e além da perda de apetite. Se você sente algum deles é bom procurar um médico.

 “Com as festas de fim de ano, sempre acabamos exagerando e nosso corpo acaba pedindo ajuda”, comenta Aline, que preparou esses 12 passos abaixo, para evitar que o fígado seja sobrecarregado.

1) Retire os alimentos que contenham corantes e conservantes da alimentação;
2) Tome sucos de vegetais (couve, cenoura, espinafre, pepino, gengibre e maçã);
3) Consuma alimentos ricos em potássio (melão, melancia, água de coco, mamão, lentilha);
4) Verifique com seu nutricionista a dosagem adequada de suplementos como Milk Thistle, Dente de Leão e Açafrão da Terra;
5) Consuma pelo menos 2 ovos ao longo do dia;
6) Use apenas azeite de oliva extra virgem como gordura de cocção/preparo de comidas;
7) Consuma alimentos alaranjados como manga, cúrcuma, cenoura, pimentão amarelo (orgânico), pêssego, mamão e laranja;
8) Consuma ao menos 1 dente de alho cozido e 1/4 de xícara de cebola roxa
9) Consuma 3 colheres de sopa de abacate (pode comer com mel ou fazer um guacamole);
10) Consuma 3 castanhas do Pará por dia, antes de dormir com kefir ou iogurte natural;
11) Beber muita água (para lavar as toxinas);
12) Dê preferência ao chá verde, durante o dia, e chá de camomila ou erva doce antes de dormir.

Uma bom detox demora em média de 7 a 10 dias, assim o organismo consegue absorver todos esses nutrientes e recuperar seu funcionamento. E a nutricionista reforça, essas dicas não substituem a consulta médica para o diagnóstico adequado.


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Nutricionista alerta sobre os perigos do “efeito sanfona”

Da Redação

É comum que as pessoas com pressa para emagrecer busquem por dietas restritivas, sejam elas com baixos teores de gordura ou carboidrato, diminuição ou isenção de açúcar, jejum intermitente, entre outras. Mas consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), Marcela Tardioli, afirma que se engana quem acha que esta é a solução.  Estes métodos extremistas não fazerem bem à saúde e, como consequência, podem produzir o famoso "efeito sanfona".

Pessoas que entram no “efeito sanfona” têm uma incidência 124% de ter ataques do coração | Foto: reprodução 
"Restringir a dieta a um só tipo ou grupo de alimentos pode até levar à perda rápida de peso no primeiro momento, mas, por falta de nutrientes importantes, pode gerar sintomas como fraqueza, mal estar, alterações na pressão e hormonais", alerta Marcela.

O efeito rebote ocorre quando o metabolismo entre em "alerta" diminuindo seu gasto calórico e estocando energia, afinal, não se sabe quando e como será a próxima refeição.

Uma pesquisa publicada no periódico americano New England Journal of Medicine, em 2017, comprovou que engordar e emagrecer com frequência aumenta o risco de problemas cardiovasculares e de morte prematura, especialmente entre pessoas que já apresentam fatores de risco para doenças do coração, como níveis altos de colesterol.

De acordo com o estudo, pessoas que entram no “efeito sanfona” com flutuação constante com mais de quatro quilos, por exemplo, têm uma incidência 124% maior de ataques do coração, quando comparadas com aquela que mantêm o peso estável a vida toda.

Para a especialista o jeito mais eficaz de não sofrer esta consequência é evitar a perda de massa magra e priorizar a perda de gordura conciliando a atividade física com uma alimentação balanceada, contemplando todos os grupos alimentares, na quantidade certa.

"Dormir bem também é fundamental, cerca de 8 horas por noite. Noites mal dormidas podem liberar pouco hormônio leptina – que ajuda a regular a fome e a manter o metabolismo ativo – e, assim, a válvula de escape pode ser buscar combustível nos alimentos", finaliza a nutricionista.


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Nutricionista explica as necessidades nutricionais da mulher em cada fase da vida

Da Redação

As mulheres passam por muitas transformações ao longo da vida. Da adolescência à maturidade, o corpo feminino percorre uma série de mudanças significativas que fazem, de cada momento, uma fase única e especial. E se a mulher passa por uma gestação, essas diferenças tornam-se ainda mais marcantes, segundo a nutricionista e Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil, Patrícia Ruffo.

A prática de atividade física e uma alimentação saudável são fundamentais para auxiliar na saúde física e mental | Foto: Freepik
"Para cuidar da saúde de forma mais completa e promover uma melhor qualidade de vida, a mulher precisa compreender suas diversas fases e saber como oferecer ao seu organismo o conjunto de nutrientes adequados para cada momento", explica.
Assim, a nutricionista deu algumas dicas para promover a nutrição ideal da mulher nos diferentes momentos da sua vida. Confira:

Dos 20 aos 30 anos

Ácido fólico
O ácido fólico deve ser uma prioridade na dieta de toda mulher jovem com planos de um dia ter filhos, tendo em vista que sua ingestão em anos (e até mesmo décadas) anteriores à gestação pode afetar a sua fertilidade. Durante o início da gravidez, a ingestão adequada deste nutriente reduz o risco de defeitos do tubo neural (DTNs) – estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal.  Para prevenir malformações, a mulher deve começar a tomar o ácido fólico antes de engravidar, porque, nos fetos, a formação e o fechamento do tubo neural ocorrem entre o 17º e o 30º dia após a concepção, antes mesmo que a mulher saiba que está grávida.

Onde encontrá-lo: o ácido fólico é encontrado em vitaminas e alimentos fortificados, como pães e massas.

Ferro
Possui um papel crucial no auxílio aos glóbulos vermelhos no transporte do oxigênio para todos os tecidos de seu corpo. Durante os anos da idade fértil, a mulher deve prestar atenção ao consumo de alimentos ricos em ferro para evitar sua carência durante os períodos da menstruação.

Onde encontrá-lo: carne, nozes, feijões brancos, folhas escuras e tofu. Importante lembrar que o ferro dos vegetais precisa da ajuda de alimentos que são fontes de vitamina C para serem absorvidos.

Iodo
O iodo ajuda no equilíbrio dos hormônios tireoidianos e, durante a gestação, também auxilia no desenvolvimento do cérebro do bebê.

Onde encontrá-lo: peixes de água salgada como salmão, sardinha e atum, além de frutos do mar, ovos, sal iodado e laticínios, como leite, queijo e iogurte.

Ômega 3
Os ácidos graxos ômega 3 promovem a saúde cerebral em todos os estágios da vida e são uma parte importante na alimentação de uma mulher. Para as gestantes e mães lactantes, também são essenciais para o desenvolvimento cognitivo de seus filhos. "Para as mulheres grávidas, o terceiro trimestre é um momento importante no desenvolvimento cerebral, quando o consumo de ômega 3 poderia ser maior", explica Patrícia.

Onde encontrá-los: peixes com alto teor de gorduras como salmão, sardinha e atum, leite fortificado, ovos, linhaça, sementes de chia, nozes e óleo de canola.

Dos 40 aos 50 anos

Proteína
Por volta dos 40 anos, as pessoas podem perder até 8% de sua massa muscular por década. Com o passar do tempo, essas perdas podem aumentar ainda mais. Por volta dos 70 anos, por exemplo, a massa muscular pode declinar até 15% a cada 10 anos.

Neste sentido, a proteína é a chave para constituir e reparar os músculos. E cuidar da massa muscular é fundamental para manter os níveis de energia, a capacidade de se recuperar rapidamente de lesões ou hospitalizações e para o metabolismo do indivíduo.

Para fornecer ao corpo o combustível para a constituição muscular é necessário incorporar alimentos ricos em proteínas em todas as refeições e lanches. As recomendações atuais sugerem que um adulto saudável deve ingerir cerca de 0,8 gramas por quilograma de peso corporal. Isto é aproximadamente 56 gramas para os homens e 46 para as mulheres. Mas alguns especialistas recomendam quase o dobro dessa quantidade à medida que envelhecemos, especialmente se a pessoa estiver se recuperando de uma cirurgia, combatendo uma doença ou se estiver malnutrida.

Tenha como objetivo consumir de 25 a 30 gramas de proteína a cada refeição, praticar atividades físicas regulares e exercícios de fortalecimento para maximizar os resultados.
Onde encontrá-la: peixe, carnes magras, ovos, leite e derivados.

Vitamina B12
Essa vitamina ajuda na saúde dos glóbulos vermelhos e do sistema nervoso, além de ser vital para manter a energia durante todo o dia. Entretanto, a capacidade do corpo de absorver a B12 pode diminuir ao longo do tempo, e sua deficiência pode resultar em fadiga e anemia graves.
Onde encontrá-la: carne, ovos e leite.

Cálcio
Embora o cálcio possa ajudar a fortalecer os ossos em todos os estágios da vida, após os 50 anos, há um aumento recomendado em sua ingestão diária. "É importante conversar com o seu médico para avaliar sua densidade óssea, seu histórico familiar e sua ingestão de cálcio para prevenir a osteoporose, ou para ajudar a retardar a perda da densidade óssea à medida que você envelhece", explica a nutricionista.

Onde encontrá-lo: laticínios, couve, repolho, soja e peixes com alto teor de gorduras, como salmão ou sardinha.

A partir dos 60 anos

Fibra
Nas mulheres, o risco de problemas cardíacos aumenta após os 55 anos. "A fibra ajuda a reduzir os níveis de colesterol e a melhorar a saúde cardíaca, motivo pelo qual sua digestão em quantidades suficientes torna-se cada vez mais importante", explica Patrícia Ruffo.
Onde encontrá-la: farelo de aveia, cevada, nozes, sementes, feijões, lentilhas, ervilhas, frutas e vegetais.

Vitamina D
A vitamina D é importante para a saúde óssea e apoio à função imune do organismo. Embora seja possível obtê-la em quantidades limitadas, a partir de alimentos como leite fortificado, salmão e cogumelos, a grande maioria das pessoas absorve esta vitamina por meio da exposição ao sol.

Entretanto, para muitas pessoas isso não é o suficiente. Segundo estudo realizado com adultos com mais de 70 anos, 47% das mulheres apresentaram deficiência de vitamina D durante todo o inverno.

Onde encontrá-la: ovos, ostras, camarão e peixes com alto teor de gordura, como salmão e sardinha.
Para a manutenção de uma vida ainda mais saudável, a prática de atividade física aliada à uma alimentação variada e equilibrada ao longo dos anos são fundamentais para auxiliar na saúde física e mental.



sexta-feira, 20 de julho de 2018

É possível amenizar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável

Da redação

Sintomas como dor abdominal frequente, inchaço, intestino preso, náuseas, diarreia e estufamento não são normais e devem ser investigados. A SII – Síndrome do Intestino Irritável traz grandes dificuldades no dia a dia e a Dieta Não-Fermentativa, que consiste em restringir alimentos ricos em carboidratos de alta fermentação é o melhor caminho para amenizar os sintomas.

O nutricionista inglês Nick Trott esteve em São Paulo, durante a 9ª edição da Gluten Free Brasil | Foto: divulgação
As diferentes abordagens de diagnóstico e tratamento para a SII foram exploradas pelo nutricionista inglês Nick Trott, na palestra “O tratamento Low-FODMAP na Síndrome do Intestino Irritável: procedimentos, métodos e atualizações”, durante a 9ª edição da Gluten Free Brasil, realizada no último final de semana (14 e 15), em São Paulo. Segundo ele, o melhor caminho encontrado pelos especialistas é prescrever uma dieta que reduza a fermentação intestinal e, assim, evitar a distensão intestinal e os seus efeitos.

Nutricionista especializado na área de gastroenterologia e premiado como um dos profissionais do ano em doença celíaca do Reino Unido em 2016, Trott é reconhecido como estudioso na educação e orientação de celíacos e de demais quadros relacionados à sensibilidade ao glúten e à Síndrome do Intestino Irritável. Confira abaixo os principais desdobramentos sobre a síndrome:

Geralmente as pessoas confundem a Síndrome do Intestino Irritável com a doença delíaca, porque elas têm sintomas semelhantes. O que difere um do outro?
A doença celíaca é uma doença autoimune, causada por uma resposta imune inadequada ao glúten. Seu diagnóstico requer exames de sangue específicos e uma biópsia do intestino delgado. Atualmente, o único tratamento é a adoção de uma dieta isenta de glúten.  Já a Síndrome do Intestino Irritável é uma desordem crônica do intestino, que se caracteriza pela presença da dor abdominal, distensão e mudança no hábito intestinal, como constipação, diarréia ou ambos. O diagnóstico da Síndrome do Intestino irritável pode ser estabelecido com base nos sintomas, na exclusão de outras doenças do intestino e com a aplicação da dieta específica e seus resultados. A boa notícia é que há uma ampla variedade de abordagens médicas, psicológicas e dietéticas para tratá-la – que pode ser adaptada individualmente para cada paciente.

Qual a relação do estresse com a Síndrome do Intestino Irritável? Ele pode ser considerado uma das causas?
Não temos comprovado que ele pode ser uma das causas da Síndrome do Intestino Irritável, mas certamente pode contribuir para o aumento dos sintomas. Isso se relaciona com a forma como o intestino e o cérebro se comunicam. Um ponto que sabemos é que as mudanças do estilo de vida ajudam as pessoas com SII a gerenciar seu nível de estresse (como a yoga e atividade física), melhorando assim o controle dos sintomas.

Como a doença celíaca, a Síndrome do Intestino Irritável acomete mais mulheres?
A incidência da SII acontece até três vezes mais em mulheres do que em homens, embora a diferença percentual varia globalmente. As razões para esta diferença na taxa de diagnóstico entre os sexos ainda não é bem compreendido, pois está mais relacionado ao fato das mulheres procurarem mais diagnósticos e tratamentos. Também existem diferenças nos sintomas da Síndrome do Intestino Irritável vivida por homens e mulheres.

A dieta não-fermentativa pode ser considerada altamente restritiva por conta dos alimentos que devem ser limitados na alimentação? De que maneira é possível levar uma vida equilibrada, tendo as exclusões que devem ser feitas?
Pessoas e pacientes podem ter diversos benefícios ao adotar uma dieta com alimentos de baixa fermentação, mas não devem adotar esse tipo de dieta por conta própria ou instruídos por uma abordagem encontrada na internet, por exemplo. A dieta não-fermentativa deve ser realizada em três fases distintas, a ser feita por um profissional de saúde, como o nutricionista. Primeiramente, a restrição inicial é seguida de uma reintrodução monitorada de alimentos, para avaliar a tolerância individual. A última fase é uma dieta modificada e personalizada para determinado paciente com base nos resultados de reintrodução. Vale ressaltar que a dieta deve ser seguida por um período de tempo específico e que não deve ser adotada por quem não tem indicação.

Adotar a dieta não-fermentativa apresenta uma melhoria nos sintomas da Síndrome do Intestino Irritável em que porcentagem?
Estudos de curto prazo, com grupos de controle acompanhados por dois ou três meses, demonstram uma taxa de melhoria de 50 a 70%. Nos últimos dez anos, as abordagens dietéticas tornaram-se uma importante metodologia para o tratamento de pessoas com Síndrome do Intestino Irritável.

Como você avalia os estudos que temos atualmente sobre a Dieta Não-Fermentativa em pacientes com a Síndrome do Intestino Irritável?
Há uma série de estudos validados, que trazem a análise de sintomas e da qualidade de vida dos pacientes da SII, que se tornaram ferramentas muito utilizadas na determinação da eficácia desta abordagem.


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Primeira alimentação do dia ajuda na construção de hábitos saudáveis

Da redação

Acordar e se alimentar não é um hábito de todos. O café da manhã, por vezes, é excluído da rotina em função de diferentes motivos, seja pela falta de fome ou de tempo. De acordo com a nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Silvia Ribeiro Messalem, a primeira refeição é sempre a base para um dia equilibrado e não deve ser ignorada.

Tomar café da manhã ajuda a ter mais saciedade durante o dia | Foto: reprodução
A falta deste equilíbrio provoca uma mania muito comum: as famosas "beliscadas" entre as refeições. "Quem habitualmente toma um café da manhã equilibrado, tende a passar o dia com maior saciedade e, portanto, evita pequenas compulsões", explica Silvia.

Os benefícios do café da manhã vão além do fim das "beliscadas" diárias. Até mesmo o consumo de doces e guloseimas pode ser evitado com a inserção desta refeição na rotina alimentar. A nutricionista ressalta ainda que o equilíbrio em todas as refeições do dia possibilita ter um autocontrole em relação ao que se tem vontade de comer.

Segundo a nutricionista, a velha desculpa da falta de fome logo quando acorda deve ser excluída do vocabulário. "O organismo se adapta rapidamente a novos hábitos. Pessoas que não têm o costume de se alimentar pela manhã devem insistir no início, mesmo sem fome. Aos poucos, isso vai se tornar algo natural e comum", afirma.

Para um bom café da manhã, a dica da nutricionista é se alimentar de macronutrientes em quantidades adequadas, como carboidratos, proteínas e gorduras. Mas, como lembra Silvia é fundamental evitar, de modo geral, alimentos muito açucarados e excessivamente gordurosos, como as frituras.



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Mudar é a opção saudável

*Por Ana Paula Bedin

Mudar a maneira como as pessoas pensam a alimentação. Esse é o principal benefício do recente estudo  Prospective Urban and Rural Epidemiological Study (PURE), publicado na última semana pelo The Lancet, um dos mais renomados periódicos científicos do mundo. O artigo sugere que as recomendações atuais para limitar a ingestão de gordura total para menos de 30% das calorias e ingestão de gordura saturada para menos de 10% das calorias estão equivocadas. Em outras palavras, o estudo põe em cheque a gordura como causa principal de doenças cardiovasculares e aumento da mortalidade.

Nutricionista Ana Paula aposta na tendência low carb | Foto: Divulgação


Os pesquisadores da Universidade McMaster e da Hamilton Health Sciences, ambas no Canadá, acompanharam a alimentação de 135.000 pessoas em 18 países por mais de 7 anos. Os resultados apontaram que a ingestão de gorduras não foi associada a doenças cardiovasculares, infarto do miocárdio ou mortalidade por doenças cardiovasculares, enquanto a gordura saturada teve associação inversa com AVC. 

De forma bem simplista, as estatísticas da pesquisa mostram que o consumo moderado de gorduras, equivalente a 35% das calorias diárias, incluindo a tão temida gordura saturada, está associado a uma longevidade maior. Os cientistas sugerem na pesquisa que os carboidratos – quando consumidos de forma excessiva - seriam os verdadeiros vilões da morte por doenças cardiovasculares. 

O que o PURE traz de inovador na verdade é o fato de que precisamos rever nossas diretrizes. Urgentemente! Rever a distribuição de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) na dieta, perder o medo da gordura natural dos alimentos e passar a rever produtos industrializados refinados ou integrais vendidos como opções saudáveis. 

Trata-se de uma mudança de paradigmas. De fato, estamos comendo mal, mas mais do que isso, estamos fazendo opções erradas. A tendência low carb é uma maneira de alimentar-se com comida de verdade, sem aditivos, açúcares, farinhas ou gordura trans, com sabor de vida longa, com equilíbrio de nutrientes. É um retorno à cozinha e às nossas origens.

*Ana Paula é nutricionista, especialista em nutrição preventiva e dietas low carb



Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...