quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Aumenta a procura por cirurgias plásticas entre idosos

Redação

O novo censo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) acaba de ser divulgado. Uma das maiores surpresas foi o aumento de procedimentos em pessoas de 65 anos ou mais. Em 2016, houve um aumento de 5,4% nas cirurgias neste público. Já em 2018, este número saltou para 6,6%.

Segundo o cirurgião plástico Luís Felipe Maatz, comenta que o aumento de mama e lipoaspiração estão entre os procedimentos mais procurados, atualmente | Foto: divulgação 

Na faixa dos 36 a 50 anos, também houve um importante crescimento: em 2016, o aumento foi de 34,2%, enquanto em 2018, foi registrado 36,3%. Um incremento significativo, mas não tão surpreendente se levarmos em conta a faixa etária, mais propícia às intervenções.

Os números também comprovam que a preferência nacional está mudando: as brasileiras estão dando mais atenção aos seios do que ao bumbum. Dentre as cirurgias estéticas em 2018, a que largou na frente foi o aumento de mama, com 18,8%. Em seguida, vem a lipoaspiração, com crescimento de 16,1%. A gluteoplastia (aumento dos glúteos) cresceu apenas 0,8%.

Nos procedimentos não-cirúrgicos, a toxina botulínica teve destaque, com incremento de 95,7%. Na sequência, o preenchimento, com aumento de 89,6%. Entre as cirurgias reparadoras, a de tumores cutâneos teve um crescimento de 40,9%, considerado alto se compararmos ao segundo lugar, o procedimento pós-obesidade, com aumento de 11,6%.

Ao todo, em 2018, tivemos um aumento de cirurgias estéticas em 25,2% e, nas reparadoras, 9,3%. O Sudeste foi a região com maiores intervenções: 51,1%. Depois o Sul, com 19,9%. Centro-Oeste, Norte e Nordeste tiveram o mesmo crescimento de 14,5%.

O cirurgião plástico Luís Felipe Maatz - especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro da SBCP – comenta abaixo os dez procedimentos mais populares, atualmente.

Aumento de mama: aumenta o volume das mamas por meio do implante de próteses de silicone. É uma das cirurgias plásticas mais procuradas no país, principalmente quando a moda de ter seios fartos chegou ao Brasil, cerca de 10 anos atrás. As inovações das próteses também ajudaram no aumento das cirurgias. Hoje, há várias formas de implantação (pode ser feita por uma incisão no sulco abaixo das mamas, pela junção entre a aréola e a pele da mama ou pela axila) e de material (implante de gel de silicone coesivo, prótese com superfície texturizada ou a de poliuretano, que possui menos risco de rejeição). Os implantes com solução salina são mais perigosos, pois a chance de vazamento é maior.

Lipoaspiração: remodela áreas específicas do corpo, removendo o excesso de depósitos de gordura, melhorando os contornos do corpo e suas proporções. Consiste na aspiração de gordura através de cânulas, retirando, normalmente, até 5% do peso corporal. A indicação da lipoaspiração é para pessoas que não conseguem se livrar daquelas gordurinhas localizadas, mesmo realizando atividade física e dieta.

Cirurgia das Pálpebras - Blefaroplastia: indicado para pessoas que possuem queixas em relação à flacidez de pele ou excesso de bolsas de gordura na região ao redor dos olhos. São realizados cortes em áreas pouco aparentes das pálpebras, retirado o excesso de pele e, caso haja necessidade, realizada a abordagem sobre as bolsas de gordura (remoção parcial ou reposicionamento dessa gordura). Pode-se associar o uso do laser de CO2 para a realização desses mesmos passos cirúrgicos.

Rinoplastia: pode ser realizada por motivos estéticos (harmonizar o nariz com os traços do rosto), funcionais (quando há alguma alteração na função respiratória nasal), ou pelos dois motivos. Ao realizar a rinoplastia, o cirurgião deve sempre objetivar a manutenção da função nasal associada à melhoria dos aspectos estéticos. Dos problemas respiratórios, os mais comuns são desvio de septo e hipertrofia das conchas nasais. Quando realizada a cirurgia, há aumento do fluxo de ar pelas narinas e, consequentemente, melhora do padrão respiratório do nariz. A recuperação de uma cirurgia plástica nasal costuma ser tranquila e rápida. Há necessidade de uso de curativo externo por cerca de uma semana, assim como uso de medicações por boca e por via nasal.

Abdominoplastia: melhora o aspecto da região da barriga, remodelando o contorno e diminuindo a flacidez abdominal. A plástica remove a gordura e o excesso de pele localizados na parte inferior do abdome; e as estrias entre o umbigo e a região pubiana. O procedimento também altera a musculatura abdominal, reaproximando os músculos afastados devido à gestação ou fraqueza dos tecidos. Eventualmente, para melhores resultados, é recomendada uma lipoaspiração associada.

Lipoenxertia facial: consiste no uso de gordura do próprio paciente para o enxerto na face que dará volume e melhoria na aparência e qualidade dos tecidos. Esta gordura é extraída através de uma pequena lipoaspiração. Essa é realizada através do uso de cânulas e seringas que chegam até o tecido adiposo, camada que fica abaixo da pele, e a gordura localizada é aspirada usando um sistema de vácuo. O paciente pode optar por associar a lipoenxertia facial com uma lipoaspiração completa, ou então extrair apenas a gordura necessária para o procedimento na face.

Redução de Mama - Mamoplastia redutora: remove o excesso de gordura, tecido glandular e pele para atingir um tamanho de mama proporcional ao corpo do paciente. Também é possível reduzir o tamanho da aréola se esta for excessivamente grande. É feita a retirada de tecido mamário, gorduroso e pele de uma determinada região da mama e, em seguida, o remodelamento no formato natural da mama.

Facelift: o objetivo é suavizar os sinais do envelhecimento facial, retirando a pele flácida e reposicionando os tecidos mais profundos. Isso possibilita a diminuição de vincos, sulcos e rugas, remodelando áreas específicas do rosto e associando técnicas de preenchimento, dando volume a áreas que sofreram atrofia com o passar dos anos.

Aumento de glúteos - Gluteoplastia: remodela ou aumenta a região das nádegas por meio de injeção de gordura ou inclusão de próteses de silicone. As técnicas mais seguras para aumento do bumbum são três: lipoenxertia glútea (injeção de gordura retirada de outras partes do corpo do próprio paciente como, por exemplo, do abdome e dorso); implante de próteses de silicone e preenchimentos com materiais biocompatíveis, como o ácido hialurônico.

Elevação do Seio - Mastopexia: corrige a queda das mamas, podendo envolver o reposicionamento da aréola e do mamilo, assim como o levantamento do tecido mamário. Indicada para as mulheres que possuem flacidez nas mamas, a cirurgia consiste basicamente na retirada do excesso de pele e recolocação dos mamilos. Isso faz com que os seios fiquem mais firmes e simétricos. Procurada por mulheres que passaram por gestação, amamentação, ganho ou perda de peso, a técnica pode envolver apenas a mamoplastia de aumento através da inserção de uma prótese de silicone, a qual irá preencher o excesso de pele da mama, sem a necessidade de fazer a retirada de pele.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Farol Santander sedia exposição gratuita sobre Machado de Assis

Redação

O Farol Santander, em São Paulo, receberá, de 19 de novembro a 12 de dezembro, no hall do icônico edifício a exposição gratuita Machado de Assims, que mostrará em cada elemento apresentado, as múltiplas faces de um dos principais escritores brasileiros. Com curadoria de Marcello Dantas, a mostra contempla passagens da vida e obra de Machado de Assis, desde o menino órfão que vendia doces na infância, até se tornar um dos maiores nomes da literatura nacional, passando pelo envolvimento com questões sociais como a abolição da escravatura.

Machado de Assis durante missa campal em comemoração à abolição da escravatura | Foto: Marc Ferrez

Em aproximadamente 75 metros quadrados (m²) de área expositiva, os visitantes circularão por um espaço desenvolvido entre duas enormes vírgulas. O ambiente terá uma biblioteca imaginária formada por milhares de livros que poderão ser manipulados no local.

Durante todo o trajeto, o visitante encontrará livros de Machado de Assis, de diversas edições, épocas e tradução em diferentes idiomas, como inglês, francês e italiano, que representam fases distintas da trajetória machadiana, da juventude romântica à maturidade realista, incluindo poemas, crônicas e peças de teatro, além dos romances e contos mais consagrados.

 “A proposta passa por explorar aspectos pouco conhecidos da figura de Machado de Assis.  Então mostrar um personagem gigante por lados inusitados, daí o título trocar o sobrenome Assis por Assims, ou seja, de outros jeitos ou modos de ver. Como se fossem outros Machados, o menino vendedor, o enxadrista, o abolicionista, seus múltiplos pseudônimos e alter egos, sua saúde, e os lugares por onde andou por exemplo” afirma Dantas, curador da mostra.

Entre os destaques da exposição, estão edições raras dos livros Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dez Contos, ilustradas por dois dos maiores artistas visuais brasileiros do século XX, Cândido Portinari e Antônio Henrique Amaral. No exemplar de Portinari, por uma combinação de animações e realidade aumentada, personagens da obra ganham vida, como o verme a quem o “defunto autor” Brás Cubas dedica suas memórias. Já na edição com ilustrações de Henrique Amaral, projeções dão movimentos às gravuras que retratam cenas e cenários dos contos, interpretados pelo olhar lírico do artista.

Sempre relevante nas exposições do Farol Santander, as experiências imersivas também farão parte de Machado de Assims. Duas grandes imagens do escritor, baseadas em retratos históricos como a clássica fotografia feita por Marc Ferrez em 1890, serão animadas com inteligência artificial. Inspiradas no conto A cartomante, as animações mostrarão o Bruxo do Cosme Velho falando palavras que um dia ele escreveu, deleitando os visitantes com pílulas de sabedoria machadiana.

Em outro jogo interativo, o público poderá brincar de correlacionar trechos dos livros com cartões-postais do Rio de Janeiro, lugar onde Machado de Assis nasceu e de onde quase nunca saiu.

A exposição também terá imagens raras de autor, uma delas, destaca a atuação do autor junto ao processo abolicionista do Brasil, como testemunha ativa desse marco na história nacional. Na imagem capturada em uma missa campal realizada em 17 de maio de 1888, no Rio de Janeiro, Machado aparece ao lado da Princesa Isabel. A ocasião celebrava a abolição dos escravos no País.

O Farol Santander fica na Rua João Brícola, 24, Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô). Visitação de terça a domingo, das 9h às 20h.

Veterinária fala sobre plantas venenosas para os cães

Redação

Os cães mordem ervas e tudo mais que encontram pela frente, na maioria das vezes. Porém, é preciso estar atento, pois algumas plantas podem colocar em risco a vida do animal, conforme ressalta a veterinária da Nutrire, Luana Sartori.

Ao perceber que o animal ingeriu ou mordeu alguma dessas plantas (veja lista abaixo), o ideal é levá-lo ao veterinário, antes mesmo dos sintomas aparecerem | Foto: divulgação

“A intoxicação pode ocorrer com apenas uma mordida, dependendo do tipo de planta. Além disso, muitos são os motivos que levam o pet a procurar esses verdes para morder, pode ser estresse, desconforto intestinal ou o cheiro da própria planta”, conta a veterinária.

Muitos tutores gostam de enfeitar o jardim ou até o apartamento com flores e plantas, mas para quem tem animais em casa todo cuidado é pouco.

Confira a lista de algumas plantas vilãs para os cães:

Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.);
Costela de Adão (Monstera deliciosa);
Jiboia (Scindapsus aureus);
Espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata);
Bico de papagaio (Euphorbia pulcherrima);
Azaleia (Rhododendron spp.);
Folha da fortuna (Kalanchoe spp.);
Copo de leite (Zantedeschia aeothiopica);
Primula ou primavera (Primula abconica);
Lírio (Lilium spp. e Hemero-callis spp.);
Hortênsia (Hydrangeia macrophylla);
Mamona (Ricinus communis);
Coroa de Cristo (Euphorbia milii);
Dama da noite;
Hibisco;
Samambaia;
Tulipa;
Begônia;
Babosa.

Sinais de intoxicação e o que fazer
A intoxicação causa irritação local na boca e garganta; produção excessiva de saliva, vômitos, dor abdominal e diarreia, tremores, convulsão e perda de coordenação, arritmia, taquipneia e dispneia e, ainda, icterícia, ressecamento da pele, fraqueza, desidratação e hipertermia. “A intensidade dos sintomas dependerá do tipo de planta e da quantidade mordida ou ingerida. Cães filhotes e idosos podem apresentar quadros mais severos”, explica Luana.

Então, ao perceber que o animal ingeriu ou mordeu alguma dessas plantas, o ideal é levá-lo ao veterinário, antes mesmo dos sintomas aparecerem. “A grande questão é que muitos tutores podem não ver no momento exato em que isso aconteceu, então, costumam encontrar o pet já bastante prejudicado pelos sintomas. O quanto antes esse animal for atendido, maiores são as suas chances de recuperação”, aconselha a especialista.

O ideal é que casas e apartamentos com animais estejam mais preparados para armazenar as plantas. “É possível cercar ou pendurá-las em locais onde os pets não alcançarão. O mesmo serve para os tutores de gatos, que podem ser ainda mais afetados pela toxicidade das plantas”, conclui Luana.


Ossos faciais envelhecem menos em pessoas negras

Redação

Os ossos faciais dos adultos negros mantêm maior densidade mineral à medida que envelhecem, em relação aos das pessoas brancas, por exemplo, o que resulta em menos alterações em sua estrutura facial, aponta um estudo, publicado no JAMA Facial Plastic Surgery.

Adultos negros têm maior densidade mineral óssea, menores taxas de perda óssea e menores taxas de osteoporose em comparação com a população em geral | Foto: Freepik

Este é o primeiro trabalho a documentar como os ossos faciais mudam à medida que os negros envelhecem. Os resultados sugerem diferenças significativas na idade dos ossos faciais entre diferentes ascendências, o que pode afetar a maneira como os cirurgiões plásticos abordam o rejuvenescimento facial. Cerca de 16% dos adultos negros buscam procedimentos cosméticos - o dobro dos brancos.

O  cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada, explica que: “É importante que os cirurgiões plásticos compreendam como o processo de envelhecimento facial difere entre os grupos raciais e étnicos para fornecer o melhor tratamento a cada paciente”.


Envelhecimento facial
Segundo Penteado, a idade do rosto é determinada por uma combinação de alterações na pele, nos músculos, na gordura e nos ossos que ocorrem naturalmente à medida que as pessoas envelhecem. “No entanto, a maioria dos procedimentos de rejuvenescimento facial historicamente se concentrou nos tecidos moles, usando tratamentos como lifting facial e preenchimentos injetáveis”, comenta o médico.

À medida que os ossos mudam, eles afetam os tecidos moles ao seu redor, resultando em diminuições percebidas no volume facial. Os tratamentos estéticos devem considerar a estrutura óssea subjacente. “À medida que as pessoas envelhecem, elas podem perder a densidade mineral óssea, o que resulta em perda óssea. Na face, essa perda pode afetar o formato do nariz, a área da mandíbula inferior, as maçãs do rosto e as áreas média e inferior das órbitas oculares”, explica Penteado.

O que diz o novo estudo
Para entender como os ossos faciais envelhecem em adultos negros, os pesquisadores analisaram os prontuários médicos de 1973 e 2017, de 20 pacientes negros - 14 mulheres e seis homens, entre 40 e 55 anos - que realizaram, pelo menos, duas tomografias computadorizadas, tiradas em média há uma década, sem nenhuma intervenção cirúrgica autorreferida.

Enquanto as imagens comparativas mostraram uma mudança significativa nos ossos faciais, ao longo do tempo, nos pacientes negros, essas alterações foram menores em comparação com estudos semelhantes sobre a população branca envelhecida. Este achado reflete outros estudos que mostram que adultos negros têm maior densidade mineral óssea, menores taxas de perda óssea e menores taxas de osteoporose em comparação com a população em geral.

Estudos anteriores sobre como a idade dos ossos faciais ignoraram a ascendência, ou se limitaram aos brancos. Estudos em grupos étnicos focaram mais nas diferenças na composição da pele do que nas alterações ósseas.

Outros estudos mostraram que a população caucasiana apresenta alterações ósseas mais significativas ao longo de uma década, especialmente na parte inferior da testa e no maxilar superior, do que o grupo de pacientes negros deste estudo. “Uma vez que essa população pode experimentar menos perda óssea no meio da face do que os caucasianos, o estudo sugere que a perda óssea do volume pode não contribuir tanto para a aparência do rosto envelhecido na população negra”, finaliza Penteado.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Prótese de silicone: cirurgião esclarece as principais dúvidas sobre a cirurgia

Redação

Colocar silicone nos seios é o desejo de muitas mulheres de diferentes faixas etárias, que procuram melhorar a autoestima e o bem-estar. De acordo com os últimos dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em 2018, 18,8% das intervenções cirúrgicas foram para colocar próteses nos seios, na frente da lipoaspiração (16,1%) e abdominoplastia (15,9%).

Há três modelos de prótese de silicone para os seios: anatômica, cônica e redonda | Foto: iStock 

Os principais motivos que levam as pacientes a procurarem a alternativa variam entre flacidez nos seios, falta de volume, envelhecimento, assimetrias e reconstruções. De acordo com o cirurgião plástico Victor Cutait, durante avaliação do paciente deve ser levada em consideração a individualidade e a harmonia de cada corpo.

 “Tudo deve ser conversado, para que as expectativas delas e a parte médica fiquem alinhadas, já que não há apenas um tipo de prótese ideal. As proporções do corpo, larguras do quadril e da cintura, altura, peso e o tamanho das mamas naturais devem ser avaliadas para que a cirurgia seja um sucesso”, explica o cirurgião.

Durante a decisão de se submeter à cirurgia, no entanto, muitas mulheres têm questionamentos comuns relacionados ao procedimento. Por isso, Cutait esclarece as principais dúvidas sobre aumento de seios.

Do que são feitas as próteses de silicone? 
Victor Cutait (VC) - São compostas por uma cápsula externa e por gel interno de silicone altamente coesivo, com alto grau de aderência.

Quais são os modelos de prótese? 
VC - Anatômica: é bastante indicada para pacientes que não desejam preenchimento do colo mamário com um volume alto. O resultado é um aspecto super natural, já que seu formato é como o de uma gota.

Cônica: indicada para pacientes que têm o tórax bem estreito, e que desejam uma mama projetada.

Prótese redonda: é a mais utilizada entre os procedimentos. Ideal para a paciente que deseja um bom preenchimento do colo mamário, além de preencher a parte superior da mama.

Qual anestesia é utilizada? 
VC - Em grande parte dos casos, é aplicado anestesia local com sedação.

Quais cuidados as pacientes devem tomar antes da cirurgia?
VC - É essencial cuidar da alimentação e adotar hábitos saudáveis antes da cirurgia, evitando comidas condimentadas e bebidas alcoólicas. Além disso, o anticoncepcional oral deve ser suspendido por cerca de um mês, antes da realização do procedimento.

Quais cuidados as pacientes devem tomar após a cirurgia? 
VC - É essencial que a mulher mantenha as mamas hidratadas para prevenir possíveis estrias que possam surgir. A paciente precisa evitar atividades físicas por 14 dias a 21 dias, pois os braços devem ficar em repouso, já que um simples movimento pode romper os pontos e deslocar a prótese.

Além disso, durante a recuperação, a orientação que a paciente use a malha para mamoplastia por volta de dois meses, com o uso do sutiã somente durante o dia. Também deve-se dormir apenas de barriga para cima - deitar de lado só é liberado após seis semanas e de bruços, após cerca de 3 meses.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Nomade Orquestra é uma das atrações do Bazar Vila Mundo ABC neste domingo

Por Vivian Silva

A 18ª edição do Bazar Vila Mundo ABC, promovida pelo Instituto Acqua, acontece neste domingo (10), das 11h às 18h, na Avenida Lino Jardim, 905, Vila Bastos, em Santo André, com entrada gratuita. 

A banda Nomade Orquestra é uma das atrações do evento | Foto: Pedro H. Ladeira

Na programação estão diversas atrações. A partir das 14h, haverá inserções poéticas de Zhô Bertholini e Jurema Barreto, às 15h, tem o show gratuito da banda Nomade Orquestra, que desenvolve um trabalho autoral de música instrumental, com influências do funk 1970, dub, jazz, afrobeat e outras vertentes musicais. 

Para o coordenador do evento, Vanderlei Lopes de Faria, conhecido como Lela, a estimativa de público para esta edição é de, aproximadamente, mil pessoas ao longo do dia. “A Nomade Orquestra é a banda de maior expressão no ABC no momento, então, a expectativa é de um público recorde”.

Haverá ainda expositores ligados à economia criativa, entre os produtos que estarão expostos, estão  biojoias, artesanatos, brechós vintage, antiguidades, livros, vinil, cosméticos, produtos de decoração, além da parte gastronômica e cervejas artesanais. 

Navegar na internet é a principal atividade de lazer para a maioria dos jovens

Redação

Imersos desde crianças num mundo mediado pelas telas dos smartphones e com possibilidade de acesso ininterrupto à informação, a Geração Z tem uma predileção por atividades de lazer on-line. É o que indica o estudo conduzido pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Dados do levantamento mostram que 54% dos jovens de 18 a 24 anos afirmam que nos momentos de lazer, a atividade mais comum é navegar na internet, ouvir música (53%) e assistir filmes, seriados, novelas e programas em geral (51%).

Dados do levantamento apontam que 54% dos jovens de 18 a 24 anos afirmam que nos momentos de lazer, a atividade mais comum é navegar na internet e ouvir música (53%) | Foto: Freepik

A constante conectividade e exposição desses jovens faz com que eles se preocupem com a aparência física e com a autoimagem, uma vez que 92% tomam alguma atitude para ficar mais bonitos e se sentir bem e confiantes. De acordo com a pesquisa, 47% dos jovens costumam comprar roupas, sapatos e acessórios. Enquanto 46% afirmam que cuidam dos dentes, 41% procuram se alimentar de forma saudável e 40% fazem atividades físicas. Somente 8% admitem não fazer nada com este objetivo.

Esses jovens também parecem dispostos a investir na qualidade de vida, uma vez que nove em cada dez entrevistados dizem que tomam algum cuidado com a saúde (94%), sendo que os principais são dormir bem (48%), fazer exercícios físicos (45%) e evitar pensar em coisas negativas (44%).

O presidente da CNDL, José César da Costa, aponta que a constante presença nas redes sociais faz com que os jovens da Geração Z tenham uma preocupação com a autoimagem, uma vez que estão sujeitos a um alto grau de exposição.

“Esses jovens estão sempre conectados e as redes sociais são extensões de sua personalidade. São pessoas cuja trajetória de vida é acompanhada de perto em postagens públicas de vídeos e fotos nas redes sociais, onde percebe-se que há uma atenção no cuidado com a própria imagem”, afirma Costa.

Menos da metade possui plano de saúde médico particular
Apesar da preocupação com qualidade de vida e bem-estar, apenas quatro em cada dez jovens da Geração Z possuem plano de saúde médico particular (43%), sendo que 15% pagam seus planos, 15% têm planos empresariais e 13% têm seu plano pago por terceiros. Outros 57% não têm plano de saúde médico particular; nesse caso, 45% dependem do SUS e 12% pagam pelos serviços quando necessário.

Lojas de rua e sites lideram preferência de compras 
A Geração Z é um importante grupo de consumidores, que, além de pesquisar na internet, também procura as lojas físicas antes de fazer suas compras. Embora gastem boa parte de seu tempo utilizando dispositivos móveis para pesquisar e informar-se, é comum que queiram visitar lojas físicas para testar, avaliar, fazer descobertas e tirar dúvidas.

O estudo mostra que 77% desses jovens utilizam os meios off-line com mais frequência para realizar compras de produtos e serviços, como as lojas de rua (48%) e os shopping centers (42%). Ao mesmo tempo, 71% preferem utilizar os meios on-line, especialmente sites de lojas (52%).

A maioria dos jovens afirma que pagam suas compras na maior parte das vezes à vista (65%), principalmente em dinheiro (38%) e no cartão de débito (12%). Outros 31% pagam a prazo com destaque para o cartão de crédito (23%). A maior parte dos jovens pesquisados (57%) afirmou que tentou fazer alguma compra nos últimos três meses da data de realização da pesquisa e não conseguiu por falta de crédito.

Internet e TV aberta são os meios de comunicação mais consumidos
A pesquisa indica que os jovens da Geração Z ainda utilizam os meios de comunicação off-line e on-line praticamente na mesma proporção. Assim, considerando os que mais assistem, leem e ouvem, 77% mencionam as modalidades off-line, sobretudo a TV aberta (48%), a TV por assinatura (36%) e o rádio (24%). Ao mesmo tempo, 68% já preferem os meios on-line, principalmente os portais na internet (66%) e os podcasts (11%). Os tipos de programa mais consumidos são os filmes e seriados (66%), música (49%), humor (46%) e games/jogos eletrônicos (33%).

Depoimento de usuários e indicação de amigos são fatores de influência na compra
Conectados e bem informados, os jovens da Geração Z valorizam as experiências de outros consumidores ao escolherem uma marca ou uma loja para realizarem suas compras. De acordo com a pesquisa, no processo de escolha de um produto ou serviço, o depoimento de outros usuários é o principal fator de influência (32%), seguido da indicação de amigos ou conhecidos (21%), dos especialistas ou profissionais (18%) e dos familiares (17%).

Metodologia 
A pesquisa ouviu 801 jovens brasileiros, com idade entre 18 e 24 anos, residentes em todas as capitais. Homens e mulheres pertencentes a todas as classes econômicas e escolaridades.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

O uso do canabidiol para combater doenças neurodegenerativas

*Por Gabriela Gonçalves

A incidência de doenças crônicas e incapacitantes cresce à medida em que a população envelhece. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), hoje, mais de 50 milhões de pessoas sofrem com distúrbios neurodegenerativos, ou seja, com doenças que afetam os neurônios do cérebro humano. E, a estimativa para 2050, é que esses casos tripliquem, chegando a 152 milhões.

 A terapia com CBD deve ser recomendada e acompanhada por médicos | Foto: reprodução

O Alzheimer e o Parkinson são exemplos desses transtornos. Nessas circunstâncias, a deterioração progressiva e a morte dos neurônios afetam a coordenação, controle dos movimentos e atividades do organismo, causando problemas de mobilidade, da função mental e outros.

Infelizmente, ainda não há medicamentos que curem essas doenças e os tratamentos mais usados para combater esses males, envolvem altas doses de remédios. Mas, apesar disso, as dores, a incapacidade de interação e a perda da identidade continuam.

Uma alternativa para lidar com esses transtornos, que tem se mostrado, cada vez, mais eficaz, é a utilização de medicamentos à base do canabidiol (CBD). Em 2017, a revista de Ciências Médicas e Biológicas, da Universidade Federal da Bahia, publicou um estudo do potencial neuroprotetor, antioxidante e anti-inflamatório do CBD. Após análise de dez terapias com a substância em pacientes com doenças neurodegenerativas, notou-se que o CBD equilibra os fatores relacionados à toxicidade celular, impedindo a morte gradual dos neurônios.

Um case que ilustra na prática, os benefícios desse tipo de tratamento é o do empresário goiano, Ivo Suzin. Diagnosticado com Alzheimer, aos 52 anos, ele usou medicamentos convencionais por cinco anos e, no final de 2018, ficou mais agressivo e incapaz de exercer atividades essenciais, como mastigar. Diante disso, o filho Filipe, que já pesquisava sobre terapias com óleos à base da canabis medicinal, importou o composto. Os resultados apareceram três meses depois.  Ivo reconheceu a família, voltou a ser mais alegre e a querer comer. Faz um ano que ele é tratado com o óleo à base de CBD e agora, ele não é mais agressivo, caminha, se alimenta sozinho, dorme bem e tem entendimento das coisas. Isso ocorre, porque o canabidiol tem uma ação neuroprotetora, que inibi processos inflamatórios que lesam, de forma crônica, o tecido nervoso, contendo o avanço da doença.

Embora os resultados do tratamento com a canabis medicinal sejam favoráveis, é importante frisar que o CBD não exclui o uso dos medicamentos tradicionais, uma vez que a substância não cura a doença e, sim, contém sua evolução, melhorando a qualidade de vida. Assim como qualquer tratamento, a terapia com CBD deve ser recomendada e acompanhada por médicos.

*Gabriela Gonçalves é diretora médica da Ease Labs.


Celulite: especialista aponta fatores que influenciam o aparecimento

Redação

Motivo de constante insatisfação nas mulheres, o aparecimento da temida celulite ou fibro edema gelóide é resultado de alterações no tecido gorduroso sob a pele. A má alimentação, propensão genética e desequilíbrio hormonal são os principais causadores do problema, segundo a esteticista e fundadora da clínica Slimcenter, Thaís Mugani.

Controle hormonal, exercícios físicos e alimentação saudável são essenciais para prevenir a celulite, comenta a esteticista e fundadora da clínica Slimcenter, Thaís Mugani.  | Foto: divulgação 

Os glúteos, coxa, abdômen, nuca e braços são os locais onde o problema se manifesta com maior frequência. “Um dos principais motivos para o surgimento é o fator genético, ou seja, mulheres que têm um histórico do problema na família devem estar mais atentas”, aponta Thaís.

Fatores metabólicos como ovários policísticos e desequilíbrio de hormônios como progesterona e estrogênio também podem provocar o aparecimento dos edemas. “É importante associar a celulite à saúde. Às vezes a mulher pode até busca o tratamento para a pele, mas por a celulite ter causas metabólicas, estes não surgem efeito”, esclarece a esteticista.

Outro aspecto apontado por Thaís é a alimentação: insumos ricos em carboidratos influenciam o aparecimento da celulite como é o caso do açúcar, alimentos gordurosos, sódio e bebidas com gás, como o refrigerante. Estas bebidas provocam o inchaço, que dificulta a circulação sanguínea e a irrigação dos tecidos e, com isso, há o problema na pele.

Assim como influencia no aparecimento, a alimentação também é decisiva no tratamento da celulite. De acordo com a esteticista, uma dieta equilibrada, alta ingestão de líquido e diminuição no consumo dos alimentos citados acima são algumas medidas que ajudam a eliminar o problema. “Outro aspecto importante é o controle hormonal, além disso, a pessoa deve também fazer exercícios físicos regulares e moderados”, orienta Thaís.

Celulite x aspecto celulítico
A esteticista alerta ainda que é preciso diferenciar a celulite do aspecto celulítico. Enquanto fibro edema gelóide, popularmente chamado de celulite é o acúmulo de nódulos fibróticos e gordura, o aspecto celulítico é o efeito casca de laranja. “Às vezes, a pessoas não tem celulite, mas tem o aspecto, que pode vir de da retenção de líquido e flacidez de pele”, finaliza Thaís.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Sesc São Paulo recebe inscrições de trabalhos para o encontro internacional feminista

Redação

De 8 de novembro a 20 de dezembro, o Sesc São Paulo recebe inscrições para o 2º Encontro Internacional Nós tantas outras, que ocorre de 4 a 7 de março de 2020, em quatro unidades da capital, abordando o tema Mulheres e Novos Imaginários.

Para marcar a abertura das inscrições, haverá um bate-papo, nesta quinta-feira (7),  com Amelinha Teles (fundadora da União de Mulheres de São Paulo) e Patrícia Borges (coordenadora do Cursinho Popular Transformação) no Sesc São Paulo, às 19h30, além da exibição do documentário “Nós Tantas Outras” | Fotos: divulgação 

A primeira edição, realizada em 2018, reuniu 32 pesquisadoras e ativistas de diversos países, entre elas Amelinha Teles (Brasil), Patricia Hill Collins (EUA), e Noorjahan Akbar (Afeganistão), que refletiram sobre a condição social da mulher em diferentes localidades e realidades, os feminismos e os desafios que se apresentam na contemporaneidade.

Em 2020, o encontro pretende mirar para a força coletiva das mulheres, as conquistas dos feminismos e refletir sobre os novos imaginários sociais, que estão criando para si e em resposta a sistemas de desigualdade. Propõe reunir coletivos que se dedicam a erradicar a pobreza e a violência na busca pela efetiva defesa dos direitos das mulheres, criando oportunidades para a partilha de experiências nacionais e internacionais protagonizadas por mulheres.

Para tanto, a presente chamada aberta direciona-se a experiências coletivas, sejam elas resultado de estudos acadêmicos, processos artísticos ou de ações político-sociais.

As inscrições são realizadas pela internet, de forma gratuita, por meio do site: sescsp.org.br/nostantasoutras. Na página, também é possível encontrar o regulamento para participação.

Documentário e bate-papo na Av. Paulista
Para marcar a abertura das inscrições para a segunda edição do evento, será realizado em 7 de novembro, no Sesc Avenida Paulista, às 19h30, um bate-papo com Amelinha Teles (fundadora da União de Mulheres de São Paulo) e Patrícia Borges (coordenadora do Cursinho Popular Transformação). Na ocasião, será lançado também o documentário Nós tantas outras (veja teaser abaixo), produzido no 1º Encontro, que mostra a pluralidade dos feminismos presentes na nossa sociedade, através de reflexões feitas por oito mulheres ligadas ao tema. Retrata a condição social da mulher em diferentes realidades e desafios contemporâneos.

Câncer e doenças reumáticas têm conexão perigosa

Redação

As doenças reumatológicas, de maneira geral são divididas entre as manifestações autoimunes e as doenças degenerativas, possuem grande correlação com o câncer e os médicos precisam estar atentos para essa conexão, para garantir a segurança dos pacientes e escolher o melhor tratamento.

É fundamental o diálogo entre o reumatologista e o oncologista, para que não trate demais a doença reumatológica e descompense o câncer, e nem vice-versa, alerta a reumatologista Danieli Andrade | Foto: Freepik

Segundo a reumatologista e diretora da Sociedade Paulista de Reumatologia e professora do HC-FMUSP, Danieli Andrade, as doenças reumáticas, que são inflamatórias e crônicas, trazem situações predisponentes ao desenvolvimento do câncer especialmente pelos tratamentos utilizados com imunossupressores, que afetam a imunidade do paciente.

“Sabemos que as doenças reumáticas, que usam esses remédios, predispõem os pacientes a terem infecções, inclusive infecções crônicas como é o exemplo do HPV, que pode levar ao desenvolvimento de câncer de colo do útero”, alerta a reumatologista.

 Doença autoimune pode levar ao câncer e vice-versa 
“Uma das situações que o reumatologista tem que estar muito atento é quando você percebe que o indivíduo está abrindo um quadro de doença numa época atípica. Então, imagine que as nossas doenças reumatológicas, autoimunes de uma maneira geral, são doenças de mulheres jovens. Se por um acaso, nós avaliamos um paciente, um idoso, que abre um quadro de artrite reumatóide aos 70 anos, apesar de que isso pode acontecer mesmo sendo uma situação de maior exceção, nós temos que ter o raciocínio e levantar a possibilidade de pensar que aquilo pode ser uma manifestação chamada paraneoplásica. E o que que é isso?  A pessoa tem um câncer escondido, mas na verdade, ela está manifestando aquilo de uma forma sistêmica como uma doença autoimune reumatológica. Então isso é uma das situações”, explica a médica.

 Outra das situações que pode acontecer é exatamente o raciocínio inverso. “Então imagina que o oncologista que está tratando uma mulher com câncer de mama e resolveu usar uma terapia para câncer, principalmente os cânceres que expressam o hormônio, e esse tratamento pode levar a dores incapacitantes articulares nessa mulher. Portanto, é muito importante a parceria entre o oncologista e reumatologista, para que se tenha um resultado final melhor em termos de tratar o paciente da doença de base que ele tem, nesse caso o câncer, mas também dar a oportunidade de a pessoa viver com uma qualidade de vida melhor”, avalia a reumatologista.

E uma terceira situação, citada pela médica da conexão entre câncer e doença reumática, refere-se ao tratamento da imunoterapia, um tratamento muito recente que trata cânceres agressivos que, geralmente, não são responsivos às terapias habituais.

A reumatologista cita exemplo de um paciente que se trata com imunoterapia para câncer de pulmão e o sistema imune pode receber uma mensagem de atacar demais aquele tumor e, na verdade, levar o paciente a desenvolver uma doença autoimune.

Como o paciente reumático pode evitar o câncer? 
O importante é que o reumatologista avalie caso a caso, de maneira individualizada. Para Danieli, não há como generalizar, porque é preciso enxergar tanto a doença reumatológica como o câncer de maneira individualizada, pois a mesma doença, o lúpus, por exemplo, pode se manifestar de forma agressiva em um paciente com sequelas irreversíveis e, em outro, manifestar-se com quase nenhuma perda de qualidade de vida.

A diretora da SPR recomenda que o paciente faça acompanhamento regular com o reumatologista, assim como deve fazer todas as medidas de triagem, que o próprio médico reumatologista deve prescrever como mamografia e colonoscopia. “Tudo de maneira orientada pelo médico, que acompanha esse paciente, não de uma forma indiscriminada”, destaca a especialista.
Danieli acredita ser fundamental uma conversa muito bem ponderada entre o reumatologista e o oncologista para que não trate demais a doença reumatológica e descompense o câncer, e nem vice-versa.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

"Novembro Azul": diagnóstico precoce do câncer de próstata salva vidas

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum dessa doença, atrás apenas do câncer de pele. Somente em 2017, foram registrados 15.400 óbitos decorrentes dessa condição no País. A alta prevalência e mortalidade do câncer de próstata foram fatores que levaram ao surgimento do Novembro Azul, movimento mundial que ajuda na conscientização e popularização de informações a respeito da doença, além de alertar para necessidade do diagnóstico precoce, fundamental para aumentar as chances de cura.

A dificuldade e a necessidade de urinar mais vezes, presença de sangue e a diminuição do jato urinário podem indicar câncer de próstata | Foto: reprodução

Segundo a oncologista da Beneficência Portuguesa (BP) de São Paulo, Camilla Yamada, a próstata é a glândula que produz o líquido seminal, um dos componentes do esperma, e está localizada logo abaixo da bexiga e à frente do reto, parte final do intestino, envolvendo o canal da urina.

"O câncer de próstata é uma doença cujos principais fatores de risco são o envelhecimento, histórico familiar de câncer de próstata, fatores genéticos (na minoria dos casos), obesidade, alterações hormonais, entre outros. Normalmente, a doença cresce lentamente e nas fases iniciais se mantém confinado à glândula, tratado, em geral, de forma local com altas chances de cura ou, em alguns casos selecionados, apenas observado clinicamente. Por outro lado, há tipos mais agressivos que exigem maior complexidade de tratamento", detalha a oncologista

Como na maioria dos cânceres, o diagnóstico precoce é o principal fator que aumenta as chances de cura. Por isso, a importância de campanhas como o Novembro Azul e a realização dos exames de rastreamento, que aumentam as chances de diagnóstico em fase inicial. "Recomenda-se que todos os homens, entre 50 e 75 anos, façam exames de rastreamento a cada um ou dois anos, de acordo com a indicação médica. Mas caso exista histórico familiar relacionado ao câncer de próstata, o ideal é começar antes", reforça Camilla.

A especialista alerta também que sinais como a dificuldade e a necessidade de urinar mais vezes, presença de sangue e a diminuição do jato urinário podem apontar câncer de próstata. "Avaliação médica e exames regulares são importantíssimos e as opções terapêuticas são inúmeras como cirurgia, radioterapia, manejo hormonal, quimioterapia e/ou radionucleotídeos. A opção de tratamento deve ser individualizada e o arsenal de tratamentos disponível proporciona altas chances de cura ou controle da doença", afirma a oncologista.

Sobre prevenção, a médica alerta que hábitos saudáveis e estratégia para rastreamento da doença são as melhores alternativas.

Audição: zumbido nos ouvidos é sinal de alerta

Redação

O zumbido nas ouvidos pode estar relacionado à perda de audição. Com o dia a dia, cada vez mais, barulhento, as dificuldades de audição não atingem apenas os idosos. A surdez, mesmo que ainda leve, está se tornando também um problema dos jovens. A comprovação disso está no aumento do índice de zumbido entre os adolescentes, um dos sintomas da perda auditiva. Esta foi a constatação da pesquisa "Prevalência e causas de zumbido em adolescentes de classe média/alta", realizada pela Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

A exposição ao som intenso e frequente, acima de 85 decibéis, pode provocar danos irreversíveis à audição com o passar do tempo | Foto: Freepik

Em novembro, mês da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido, a constatação de que o índice de jovens com zumbido vem crescendo acende o alerta, principalmente em razão do uso diário dos fones de ouvido. Muitos ainda escutam a música em volumes ensurdecedores, o que piora o quadro, segundo a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

"Há uma relação direta entre eles escutarem música em alto volume e o zumbido. Os males à audição causados pelo uso frequente dos fones podem variar, mas é preciso estar atento", alerta Marcella.
A especialista em audiologia explica que a perda auditiva tem efeito cumulativo, e vai se agravando ao longo do tempo. "Dependendo da frequência, do tempo de exposição ao som elevado e da predisposição genética, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e elevada ao longo da vida", explica a fonoaudióloga.

Durante a pesquisa foram feitos testes auditivos em 170 adolescentes na faixa de 11 a 17 anos. Cerca de 95% relataram ouvir música com os fones. Desses, 77% assumiram que deixam o volume alto, e ao serem questionados se já tinham tido zumbido nos últimos 12 meses, 54,7% disseram que sim. Destes, 51% relataram que sentiram zumbido logo após usar fone de ouvido por muito tempo ou ao saírem de um ambiente muito barulhento.

Testes auditivos também revelaram que 28,8% desses adolescentes sentiram zumbido em níveis comparados aos de adultos. O mais alarmante é que esses jovens disseram não se incomodar com o ruído e, por conta disso, não falaram sobre o problema com seus pais, nem procuraram ajuda médica.

"Quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor. Recomendo a todos que usam fones de ouvido que façam uma avaliação chamada audiometria. É o exame que revela se o paciente já tem perda auditiva e como deve proceder, a partir daí, para evitar o agravamento do problema", aconselha a fonoaudióloga.

A exposição ao som intenso e frequente, acima de 85 decibéis, pode provocar danos irreversíveis à audição com o passar do tempo. Se as pessoas continuarem se expondo a níveis elevados de ruído poderão começar a apresentar perda de audição muito cedo, entre 30 e 40 anos. Intensidades de 80 a 90 decibéis já aumentam o risco de uma lesão na cóclea, que é o órgão dentro da orelha responsável pela audição.

Coop quer aumentar faturamento na área de beleza

Redação

Com a expectativa de aumentar o faturamento em 5% no segmento de beleza em relação a 2018, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará até 30 de novembro, em todas as suas lojas e drogarias, o Festival de Beleza e Bem-Estar, com várias promoções nas linhas de perfumaria e higiene pessoal.

Produtos da higiene pessoal e perfumaria estão com descontos na Coop até 30 de novembro | Foto: Freepik

O Festival da Beleza e Bem-Estar é uma campanha que estará presente em todos os canais da Coop e contará com um mix completo de comunicação, entre divulgação on e offline, como também ações de ativação geolocalizadas.

Segundo a analista de Marketing, Luana Adolfo, a ação é ampla. Para se ter uma ideia, haverá display expositor com tabloides promocionais em salões de cabelereiros próximos às unidades e adesivos nos espelhos com QR Code, para  conferir a oferta do dia – que também poderá ser acompanhada por uma landing page disponível no site; bolachas de chopp e jogos americanos em bares e restaurantes, além, é claro, de forte respaldo das redes  sociais.

 “Queremos impactar usuários com hábito de navegação em assuntos relacionados à beleza, considerando todas as praças onde atuamos”, explica Luana. Neste ano, a ação conta com o apoio das marcas, como Unilever, P&G, Colgate, OGX, Sundown e Nívea.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Curso no ABC aborda lesões do HPV

Redação

O Human Papiloma Virus (HPV) atinge mais da metade dos jovens brasileiros. De acordo com um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde em 2018, 54,6% dos brasileiros entre 16 e 25 anos estão infectados. Para tentar mudar esta realidade, a Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (SOGESP) Regional ABC realiza o Curso de Educação Médica Continuada, no Hospital Brasil, em Santo André. O evento, que visa conscientizar os especialistas da região sobre a conduta adequada em relação à doença, está marcado para 4 de novembro.

O curso tem como objetivo conscientizar os especialistas da região sobre a conduta adequada em relação ao HPV | Foto: Freepik

A ideia é colocar em pauta as lesões provocadas pelo HPV, o diagnóstico e as melhores maneiras de lidar com a doença. Segundo a presidente da regional, Elizabeth Nasser, “serão abordados exames DNA-HPV, pesquisas de P16 e Ki67 e também apresentados casos clínicos de LSIL e HSIL cervical e vulvar”.  A coordenação do curso será feita pela professora doutora Cecília Maria Roteli Martins.

Elizabeth destaca ainda a importância do encontro para oferecer ferramentas aos colegas, proporcionando segurança e assertividade no combate ao HPV. “Consideramos este tema muito relevante para nosso curso, porque atualiza os colegas para os desafios desta doença no dia-a-dia de consultório”, finaliza. Para mais informações e inscrições ligue: 4330-2394.





Brasileiros diminuem o consumo de carne vermelha, aponta pesquisa

Redação

Preocupados com a saúde, os brasileiros têm mudado alguns hábitos alimentares, principalmente diminuindo a quantidade de carne vermelha, gordura, açúcar e sódio na dieta. De acordo com o levantamento “Who Cares, Who Does”, feito pela Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, os brasileiros reduziram o consumo de carne vermelha não apenas por conta do impacto socioambiental, mas também como forma de equilibrar o orçamento doméstico, de acordo com 25% dos que participaram da pesquisa.

Preocupação com  a saúde e diminuição de gastos alimentares motivaram a redução no consumo de carne vermelha | Foto: Freepik 

Além disso, 31,5% das pessoas declararam ter reduzido a carne por indicação médica e 16% pelo bem-estar dos animais. Ao todo, 22% diminuíram o consumo desse tipo específico de proteína e apenas 8% aumentaram.

Já 48,5% dos consumidores brasileiros afirmam ter reduzido também o consumo de gordura, 48% cortaram certa quantidade de sódio na alimentação e 47% eliminaram o açúcar do dia a dia. Adoçantes, glúten, lactose e alimentos processados também passaram a ter a quantidade controlada à mesa.

Enquanto algumas categorias de produtos são cortadas, outras ganham espaço, como é o caso de produtos orgânicos. Na hora de ir às compras, 69% das pessoas priorizam levar para casa alimentos naturais e 45,5% optam por orgânicos.

A Diretora de Marketing e Insights da Kantar, Giovanna Fischer, comenta os dados. “Apesar de os brasileiros buscarem mais saudabilidade, o custo um pouco mais elevado de produtos naturais e orgânicos ainda é a principal barreira para quem não os consome com tanta frequência”, analisa.

Para escolher os produtos ideais, os brasileiros estão mais atentos aos rótulos. Entre os que checam as embalagens, 44% ficam de olho na taxa de açúcar, 40% na quantidade de gordura, 38% na presença de sódio, 37% nas calorias e 33% nos conservantes.

Pesquisa
A Kantar entrevistou 2 mil pessoas de todas as regiões do Brasil, de maneira online, no período de abril de 2018 a abril de 2019.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Santo André tem celebração reggae neste domingo

Redação

As duas principais equipes de sound system do Brasil, Terremoto e a Fresh Dancehall, estarão em Santo André neste domingo (3), no Parque da Juventude Ana Brandão, onde acontece a Celebração Reggae - Santo André de Múltiplos Tons, a partir das 11h.

As equipes de Sound System, Terremoto e a Fresh Dancehall, estarão no evento | Foto: divulgação 

O formato de festa sound system surgiu na Jamaica, no fim da década de 1940 e início dos anos 1950, e é muito forte na cena reggae atual. Consiste em uma festa produzida por grandes caixas de som, por vezes empilhadas, que tocam as músicas de LPs (discos de vinil) selecionadas por DJs, que também comandam o microfone.

O som começa ao meio-dia, mas antes, a partir das 11h, haverá aula aberta de yoga experience, que é realizada ao som do reggae. Além disso, durante o evento, Felipe 3ª Visão produzirá grafites inspirados na cultura rastafári. Haverá ainda praça de alimentação, inclusive com diversas opções de comida vegetariana e artesanato. 

Segundo Thiago Yacov, do Coletivo Reggae para a Juventude - que realiza o evento em conjunto com a Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Cultura – o evento tem como objetivo valorizar a cultura rastafári.  “Mais do que uma festa de música reggae, esse evento tem como objetivo valorizar a filosofia rastafári, por meio da música, das artes, da produção artesanal e da comida”, afirma.

Em vários locais do mundo, pessoas do movimento celebram a cultura rastafári em datas próximas ao dia 2 de novembro. Nessa data, em 1930, aconteceu a coroação do principal nome da cultura rastafári, o rei Haile Selassie I da Etiópia, considerado pelos membros do movimento como um representante de Jah na Terra.

O coordenador do projeto Santo André de Múltiplos Tons, Marcelo Dorador, explica que: “O movimento rastafári nasceu com esse rei e adeptos da filosofia celebram essa data intensamente. Por isso, Santo André, que está neste roteiro de atividades, recebe visitantes de várias outras cidades do Estado”, conta.  Cerca de 10 mil pessoas deverão passar pelo evento, segundo estimativa dos organizadores.

Múltiplos Tons 
O projeto Santo André de Múltiplos Tons visa dialogar e potencializar a produção existente nas manifestações e expressões artísticas e culturais presentes em Santo André. Para isso, a Secretaria de Cultura promove encontros com os diversos coletivos e planeja as ações em conjunto.       

Brasileiros atingem maior índice de obesidade

Redação

Enquanto uma parcela dos brasileiros incorporou na rotina hábitos saudáveis para evitar as gordurinhas indesejáveis, como o consumo de frutas, hortaliças e a prática de atividades físicas, a outra parte da população está ficando cada vez mais obesa. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, o índice de pessoas diagnosticadas com obesidade é o maior em 12 anos. Houve um aumento de 67,8% entre 2006 e 2018, sendo a maioria adultos entre 25 a 34 anos, o que totaliza 55,7% de obesos no País. O número de cirurgias bariátricas, opção de tratamento para os casos mais extremos, teve também um aumento significativo, cerca de 85% nos últimos oito anos.

Produtos processados e industrializados são vilões da obesidade | Foto: Freepik

Muitos brasileiros estão ainda optando por produtos processados e industrializados, além do consumo de itens calóricos e de baixa valor nutricional, que são gatilhos para a condição de obesidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a obesidade como um acúmulo anormal e excessivo de gordura corporal, que pode atingir graus capazes de desencadear graves problemas de saúde, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. O que pode apontar e classificar o grau da obesidade é o Índice de Massa Corporal (IMC), um cálculo simples que divide o peso pela altura ao quadrado e quando o resultado é igual ou maior que 29,0, fica o alerta para a doença.

A endocrinologista do Hospital Brasil, Flávia Ricci, explica que assim como a prevenção, o tratamento da obesidade também consiste na mudança no estilo de vida, adotando práticas e hábitos saudáveis e, nos casos mais intensos, a cirurgia bariátrica. "Quando já diagnosticado com obesidade, o paciente aprende a importância desse estilo de vida e começa uma dieta e exercícios regulares. Em alguns casos, essa prática é associada aos métodos medicamentosos, como os inibidores de apetite ou para ansiedade. Para as pessoas consideradas refratárias a essas abordagens iniciais e que apresentam um alto grau de obesidade, é indicado a cirurgia", explica a especialista.

Núcleo dedicado a prevenção e tratamento 
Considerada como um dos procedimentos cirúrgicos mais seguros atualmente, cirurgia bariátrica está no hall dos procedimentos com índice positivo no Brasil. Entre os anos de 2011 e 2018, foram aproximadamente 500 mil cirurgias realizadas, totalizando um aumento de 85%. O cirurgião geral e bariátrico do Hospital Brasil, Renato Barretto, explica que o Núcleo de Prevenção e Tratamento da Obesidade do Hospital Brasil reflete esse crescimento. "Em 2018, realizamos 224 cirurgias bariátricas no Centro. Este ano, em apenas sete meses este número já aumentou, totalizando 255 procedimentos", conta.

Para auxiliar na prevenção e no tratamento clínico da obesidade e suas consequências, o Núcleo de Prevenção e Tratamento da Obesidade do Hospital Brasil, pioneiro no ABC, disponibiliza uma equipe multidisciplinar composta por cirurgiões bariátricos, endocrinologistas, fisiatras, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, tendo à disposição todas as especialidades médicas do Hospital, como também os exames necessários para o preparo das cirurgias. Com destaque para as cirurgias bariátricas, além da técnica de vídeo laparoscopia, o núcleo exclusivo também realiza os procedimentos com uso de robôs. Uma técnica minimamente invasiva ao paciente, e que proporciona ao cirurgião mais precisão, maior liberdade de movimentos e imagens de resolução 3D.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Sociedade de Dermatologia divulga orientações para pessoas que têm contato com o óleo nas praias

Redação

O desastre ambiental causado pelo derramamento de óleo cru no litoral brasileiro pode também causar graves problemas de saúde para a pele de voluntários que atuam na retirada dos resíduos. Com objetivo de reduzir riscos dessa exposição, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulga nesta quinta-feira (31) um guia com recomendações importantes para quem está participando desse trabalho e mesmo para os moradores das áreas atingidas.

A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilitam a remoção dos resquícios de óleo. Solventes não devem ser utilizados, segundo a SBD | Foto: Reuters/Diego Nigro 

Segundo o presidente da SBD, Sergio Palma, são recomendações simples e que podem ser incorporadas à rotina dos voluntários e dos moradores. “O empenho dessas pessoas deve ser acompanhado de uma preocupação com sua saúde. Os cuidados ao proteger o corpo da exposição aos resíduos e na hora de retirar os produtos que entraram em contato com a pele devem ser contínuos”, alerta.

Ele explica que, como óleo cru permanece impregnado na pele, as pessoas tentam retirá-lo com o uso de solventes (aguarrás, thinner, óleo diesel, querosene ou gasolina). No entanto, o contato com esses produtos aumenta o processo irritativo.

O presidente da SBD ressalta que a maneira mais adequada de limpar a pele é lavar a área atingida com água e sabão. A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até mesmo pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilita a retirada dos resquícios de óleo.  Após essa etapa, a aplicação de cremes ou loções hidratantes é importante.

Grupos 
As recomendações se dividem em três grupos: cuidados de proteção do corpo, que incluem o uso de material específico para o manuseio do óleo; cuidados na retirada do óleo que entrou em contato com a pele, como orientações de limpeza e dos melhores produtos para essa tarefa; e cuidados gerais para os moradores das regiões atingidas.

A SBD já recebeu relatos de complicações ocorridas em alguns locais do País e acredita que novos casos podem ser evitados se as medidas de prevenção e de proteção forem seguidas pela população. A dermatologista Rosana Lazarini, assessora do Departamento de Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais da SBD, que participou da elaboração desse guia da SBD chama atenção para os riscos envolvidos.

“Muitos voluntários têm trabalhado na remoção do material que chega as praias. Entretanto, o trabalho tem sido realizado de maneira inapropriada. Esses grupos têm entrado em contato com o óleo sem proteção adequada e, em alguns casos, com impregnação de toda a pele. Importante salientar que o petróleo ou óleo cru é constituído por uma série de compostos químicos com diferentes toxicidades, como tolueno, xileno, benzeno e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos”, ressalta.

De acordo com a dermatologista, esse contato pode desencadear problemas de saúde que afetam diferentes órgãos e sistemas, como hematopoiéticos, hepáticos, renais e pulmonares, além de causar alterações do humor e das funções cognitivas. Na fase aguda de intoxicação pelo contato com o óleo cru, as reações mais comuns são: irritação e dor na garganta e nos olhos, tosse, coriza, coceira e olhos vermelhos, cefaleia, náuseas, fadiga e pele irritada e vermelha, entre outros.

Recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Como se preparar para atuar nas ações de limpeza das praias?
1. Se houver a necessidade de contato com o óleo derramado nas praias, utilize equipamentos de proteção, como óculos, luvas e roupas que cobrem membros superiores e inferiores (mangas compridas e calças).

2. As luvas mais apropriadas são as de nitrila, ao invés das de borracha, pois apresentam melhor proteção contra óleos, graxas e petróleo.  A lavagem imediata após o contato é importante, embora nessas situações nem sempre seja possível.

O que fazer se sua pele entrar em contato com o óleo cru?
1. Caso, mesmo com uso de roupas adequadas, ocorra o contato, a pele deve ser lavada com água e sabão.

2. A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilitam a remoção dos resquícios de óleo.

3. Após a remoção, a aplicação de cremes ou loções hidratantes é importante para melhorar as condições da pele.

4. Não tente retirar o óleo com o uso de solventes (aguarrás, thinner, óleo diesel, querosene ou gasolina). O contato com esses produtos aumenta o processo irritativo, piorando a dermatite de contato.

Quais as medidas de prevenção para moradores ou turistas que estão nas regiões afetadas pelo derramamento?
1. Evite o contato direto com o óleo, especialmente gestantes e crianças.

2. Observe as orientações da vigilância sanitária para o consumo de alimentos, como peixes e mariscos, provenientes das áreas afetadas.

3. Não inale vapores gerados pelo óleo.

4. Use protetor solar de amplo espectro, com FPS de, no mínimo, 30.

Em caso de exposição e/ou contato com o óleo cru, quais os sintomas comuns?
1. Sintomas respiratórios como: irritação e dor de garganta, tosse, respiração mais difícil e coriza;

2. Irritação e dor nos olhos, coceira e olhos vermelhos;

3. Dor de cabeça;

4. Pele irritada e vermelha;

5. Náusea;

6. Tonturas;

7. Fadiga;

8. Ferimentos e traumas.

Alerta

A pele, quando acometida, apresenta processos irritativos, com eritema nas áreas de contato, evento conhecido como dermatite de contato, sendo a forma irritativa mais comum.  Esses efeitos pioram se a pele permanecer exposta ao Sol, podendo causar queimaduras solares.

Em caso de dúvida, o Ministério da Saúde pede que o paciente entre em contato com o Centro de Informações Toxicológicas pelo telefone 0800-722-6001 e procure ajuda médica.


Novembro azul: veja alguns fatos sobre o câncer de próstata

Redação

Novembro é o mês de conscientização sobre o câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença deve atingir mais de 68 mil pessoas entre 2018 e 2019. Uma pesquisa realizada no aplicativo Quinto aponta que 85% dos usuários disseram que o exame de toque ainda seria uma barreira no combate à doença. Já 57% dos respondentes disseram que não se previnem contra o câncer.

O urologista Alex Meller afirma que se o homem tiver alguém da família – principalmente do lado paterno – que tenha tido o câncer de próstata, deve começar a fazer o check-up a partir dos 45 anos

Pensando nestes números, o Quinto conversou com o urologista Alex Meller da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que comentou algumas orientações para a prevenção da doença.

Sem sintomas!
Meller explica que o câncer de próstata não apresenta sintomas e, raramente, quando isso acontece, o tumor já está em estado grave. Ele citou dificuldade de urinar e dores fortes na bexiga – por conta do tamanho do tumor.

Tabu desnecessário
O exame de toque, um dos mais eficazes na hora de detectar o tumor no paciente, ainda é um tabu. O urologista que as mulheres – sim, as mulheres – são as que tomam a iniciativa e convencem os homens a passarem pela consulta.

Alguém da família já teve?
O urologista afirma que se o homem tiver alguém da família – principalmente do lado paterno – que tenha tido o câncer de próstata, deve começar a fazer o check-up a partir dos 45 anos. Se não teve, pode começar a visitar o médico a partir dos 50.

Tem colesterol alto? Cuidado!
Pouquíssima gente sabe, mas manter o colesterol estabilizado pode ajudar a prevenir o câncer na próstata, inclusive, o urologista afirmou que pacientes que têm o câncer e mantêm o colesterol controlado tem uma diminuição considerável na gravidade do câncer.

Sexo
O sexo pode diminuir as chances do homem ser uma das 68 mil vítimas da doença. É o que ressalta Meller. Ele explica que, apesar de a eficácia do sexo não ser totalmente comprovada, esse é o tipo de terapia que não tem contraindicação!

Dados da pesquisa 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos pratiquem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ao longo de uma semana. Entretanto, 68% dos usuários do Quinto disseram se considerar pessoas sedentárias.

Quando questionados se vão ao médico para consultas preventivas, 61% dos usuários do aplicativo disseram que não procuram ajuda profissional para prevenir doenças.

Um dado interessante dos netos e netas presentes no Quinto é que 54% deles acham que vão viver mais que os avós – atualmente a expectativa de vida do Brasil é de 75 anos.

Já quando questionados sobre planos de saúde, 79% das pessoas que votaram afirmaram que o valor cobrado não é compatível com os serviços oferecidos pelas operadoras.

Ainda dentro do tema, 49% das pessoas que votaram na pergunta acreditam que a ciência vai conseguir barrar o envelhecimento.

Perguntas e Respostas no Quinto (parcial 30/10/2019)

Você se previne contra o câncer?
Votos: 14.352
Sim: 36% - 5158 votos
Não: 64% - 9194 votos
44% dos votantes desta questão são homens, 53% mulheres e 3% outros.

O exame de toque ainda é uma barreira no combate ao câncer de próstata?
Votos: 1.000
Sim: 85% - 846 votos
Não: 15% - 154 votos

Você é uma pessoa sedentária?
Votos: 2.628
Sim: 68% - 1781 votos
Não: 32% - 847 votos

Você vai ao médico para consultas preventivas?
Votos: 5.586
Sim: 39% - 2200 votos
Não: 61% - 3386 votos

Inscrições para cursos na Fundação das Artes começam em novembro

Redação

A Fundação das Artes de São Caetano do Sul abrirá as inscrições, de 04 de novembro a 5 de dezembro, para os cursos livres e profissionalizantes nas áreas de Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. Aulas terão início em 2020.

As inscrições começam em 4 de novembro e vão até 5 de dezembro | Foto: divulgação 

Interessados podem se inscrever de segunda a sexta-feira, das 9 horas às 20 horas, e aos sábados, das 9 horas às 12 horas, na secretaria da Fundação das Artes (Rua Visconde de Inhaúma, 730, Bairro Oswaldo Cruz).

Para os cursos em Artes Visuais podem se inscrever crianças a partir de 5 anos. No Ateliê de Adultos é oferecido os cursos livres de Iniciação em Artes Visuais, Aquarela, Cerâmica, Desenho, Pintura, Xilogravura e Gravura em Metal.

Em Dança, crianças a partir de 3 anos têm a oportunidade de cursar Ballet Clássico, além disso estão abertas também as inscrições para o curso Técnico em Dança: Intérprete-Criador. Para este curso, o candidato deverá ter idade mínima de 15 anos e possuir noções básicas em dança.

Na área musical, são oferecidos cursos para crianças a partir de 5 anos. Para os cursos técnicos em Canto e Instrumento Musical, o candidato deverá possuir 14 anos. Para os cursos livres de Teatro é possível ingressar a partir de 7 anos, já no curso Técnico em Teatro, o candidato deverá ter 18 anos.

Os participantes deverão apresentar no ato da inscrição uma cópia simples dos seguintes documentos: cédula de identidade (RG) ou certidão de nascimento, CPF do aluno (caso menor de idade, do responsável) e um comprovante de residência; além de duas fotos 3x4. O valor é de R$ 20.

Não é necessário ser morador de São Caetano do Sul para ingressar na Fundação das Artes e nem possuir experiência na área escolhida para os cursos Livres. Para mais informações ligue 4239-2020.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Especialista comenta a escrita na era das mídias sociais

Redação

Há pouco tempo, uma grande preocupação das mães era como estimular a leitura e a escrita das crianças.  Hoje, bebês manuseiam celulares e tablets, acessam seus vídeos e jogos favoritos e têm contato com letras, números, hashtags e outros símbolos antes mesmo de se livrarem das fraldas. Todos estes avanços fazem com que as questões da escrita na era digital tenham um impacto muito diferente do que ocorria na era analógica e é preciso se adaptar a tudo isso, segundo a fonoaudióloga Malka Birkman Toledano, especialista em distúrbios da comunicação.

 "Na era digital, a autoria está desaparecendo. É cada vez mais difícil saber quem escreveu um texto, pois eles percorrem a internet instantaneamente”, alerta a fonoaudióloga Malka Birkman Toledano, especialista em distúrbios da comunicação | Foto: Freepik

"A leitura não depende da escrita, que, por sua vez, não é uma transcrição da fala. Ainda que interligadas, escrita e leitura são movimentos distintos do ponto de vista cerebral", comenta Malka.
Na atividade neurológica, a leitura depende de decodificação, que acontece a partir da nossa memória visual, enquanto o movimento de escrita, é o inverso: são ideias apresentadas em códigos, explica a especialista.

"Já as letras remetem a um som e, a partir de uma associação da memória visual com a memória auditiva, buscamos um significante, uma palavra que corresponda àquela escrita e a seu significado", diz a fonoaudióloga.

Então, a escrita é muito mais complexa. Não é por acaso que existem catalogados 10 mil idiomas no mundo inteiro. Destes, somente 10% têm registro escrito. Todos os demais, possuem apenas registros de oralidade.

Se a escrita é ativa, a leitura também o é. Não do ponto de vista da atividade motora, mas da atividade interna.  "Lemos letras, grafemas, que se tornam palavras com sentido a partir de nossas vivências", afirma Malka.

O leitor ativo da era digital
O leitor ativo, que mais do que compreender o que está lendo, tem ideias que remetem a outras ideias simultaneamente ao processo de leitura. Ele “conversa com o texto”.

"Cada um lê o seu texto e o compreende de acordo com a sua interpretação, baseada em sua vivência, em sua percepção. Ainda que em um mesmo idioma, em uma mesma norma, cada indivíduo lê o seu texto, porque temos o nosso filtro de vivências. Cada palavra, cada encontro de palavras têm ressonâncias diferentes em cada um, de acordo com cada experiência de vida", aponta Malka.

Por este motivo, após a leitura de um mesmo texto, as opiniões podem ser tão divergentes que parece que as pessoas leram textos diferentes. Estas diferentes interpretações são responsáveis, hoje em dia, por grandes discussões nas redes sociais e até mesmo em aplicativos de mensagens. Quem nunca protagonizou ou ao menos assistiu a uma discussão iniciada a partir de uma frase, uma piada, um comentário aparentemente sem importância?

Autores anônimos
Da mesma forma que na leitura, a escrita é influenciada por diversos aspectos individuais. Para escrever, precisamos não apenas dominar a norma culta, gramática e  ortografia, mas também deixar a nossa marca.

"Na era digital, a autoria está desaparecendo. É cada vez mais difícil saber quem escreveu um texto, pois eles percorrem a internet instantaneamente, deixando para trás sua origem. Assim, muitas vezes recebemos frases ou textos ótimos, porém não sabemos de onde vieram ou quem é o autor", alerta a especialista.

Não sabemos nem mesmo com quem estamos interagindo, visto que a internet não nos permite acessar informações básicas, como a região de origem de quem escreve, o gênero ou a idade.

"Alguns autores têm a sua marca e conseguem ser identificados ao longo de seus textos, mesmo antes de chegarmos à assinatura. É preciso refinar a nossa condição de escritores para que consigamos marcar a nossa autoria. E isso vale, inclusive, para os comentários. Quem comenta também é autor, pois mesmo que em poucas palavras, coloca seus valores, seu modo de pensar", finaliza Malka.

Especialista comenta introspecção infantil

Redação

A introspecção é um traço de personalidade mal compreendido e, algumas vezes, é confundido, até mesmo, com arrogância. De acordo com o psicólogo e pesquisador Jonathan Chick, do Hospital Castle Craig, no Reino Unido, é possível que existam quatro tipos de introvertidos: sociais, pensantes, ansiosos e reservados. Essa linha de reflexão pode desmistificar o que se imagina sobre as pessoas introspectivas, inclusive por parte dos pais.

A psicóloga Camila Cury comenta que: “Os pais precisam entender que essa é apenas a natureza dele e não há nenhum problema em ser assim (introspectivo), desde que a pessoa não sofra com isso | Foto: Freepik

Os sociais têm um perfil mais falante, dão risadas e chegam a contar piadas, porém escolhem amigos com cuidado e se abrem com poucos. Os ansiosos costumam ser mal compreendidos e buscam a solidão, pois a companhia de outras pessoas os deixa assustados. Já os pensantes nem percebem a presença dos demais ao redor e podem permanecer por horas imersos em seus pensamentos. Por último, para os reservados a ideia de se relacionar não chega a ser assustadora, mas gostam de analisar tudo e pensar com bastante cuidado antes de se comunicar.

A psicóloga e presidente da Escola da Inteligência, Camila Cury, comenta que os pais muitas vezes não compreendem a personalidade do filho.  “Logo na infância o pai ou a mãe tem o costume de incentivar alguns comportamentos dos filhos, sem ter a sensibilidade e o cuidado de analisar se aquilo tem relação com a personalidade da criança ou não. É comum os pais insistirem para os filhos cumprimentarem todas as pessoas no ambiente, forçarem para ficarem em grupo com os amigos ou não se isolarem, por exemplo”, explica.

Então, a preocupação aumenta significativamente quando essas crianças chegam à adolescência e os traços da personalidade começam a ficar mais sólidos e evidentes. A pessoa mais introspectiva tem algumas características como eleger apenas um ou dois amigos para ter um relacionamento, preferem assistir a filmes sozinhos e não em família, e não gostam de programas coletivos.

“Os pais precisam entender que essa é apenas a natureza dele e não há nenhum problema em ser assim, desde que a pessoa não sofra com isso. O papel deles é conduzir a criança para que se sinta segura em ser o que é e se desenvolva como indivíduo, tenha liberdade dentro das suas peculiaridades, sem o receio de ser julgado ou mesmo rejeitado”, afirma Camila.

Ainda assim, a família de um modo geral, pode propor para essa criança ou adolescente a experiência de estar mais perto, de criar novos vínculos, fazer novos amigos e desenvolver mais afetividade, desde que isso seja feito sem pressão, com empatia.


Masculino em descontrole

*Por Jorge Miklos

Segundo o Instituto Patrícia Galvão, no Brasil, a cada 9 minutos uma mulher é vítima de estupro. Houve um crescimento de 8,4% de casos de estupros de 2016 a 2017. Em números exatos, são 60.018 casos registrados. Já, diariamente, três mulheres são vítimas de feminicídio. A recorrência dos homicídios também aumentou: o ano de 2016 registrou 929 casos, e em 2017, ocorreram 1.133 casos, tendo um aumento de 6,1% de casos registrados. A cada dois dias, a cada 2 minutos uma mulher registra agressão sob a Lei Maria da Penha, isto é, 606 casos diários registrados. É válido apontar que aqui se trata somente de casos registrados, ainda existem muitos casos que as autoridades não tomam conhecimento.

Diariamente, três mulheres são vítimas de feminicídio | Foto: Freepik

É alarmante constatar que alguns homens autores de violência contra mulheres declaram que: “tem mulher que só aprende apanhando bastante" e que: “agiram bem” e que: “bateriam de novo”. Essas declarações reforçam a imagem de uma mulher submissa e que “tudo deve aceitar”. À essa naturalização da violência, acrescenta-se o fato de que “a culpa é da mulher” e que agredi-la é uma forma de “domesticá-la”.

O que leva os homens agredirem as mulheres e naturalizarem essa violência? Há muitas respostas para essa pergunta. Uma delas situa-se na “masculinidade tóxica”, um modelo de masculino que estimula a obsessão por poder, dinheiro e sexo e, sobretudo, a violência contra a mulher. Para não perder seu espaço, o homem precisa provar constantemente o seu capital viril e, quanto mais inseguro ele se sente, mais violento fica. Masculino em descontrole. Quando um homem agride uma mulher, ele está agredindo a si mesmo.

O caminho de mudança passa pela ressignificação do perfil de masculinidade. Passa pela ruptura, transformação e transição para um modelo de masculino que desenvolva a alteridade, o vínculo, a empatia e a resiliência.  A masculinidade tóxica é parte do problema; homens com coragem para mudar o seu lugar na história e na sociedade, rumo para a solução.

*Jorge Miklos é professor universitário, sociólogo e psicanalista. Atualmente investiga a respeito da contribuição da mídia na construção da masculinidade tóxica no Brasil. 

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Novembro azul e a prevenção do câncer de próstata

*Por Marco Lipay

A próstata é uma glândula de aproximadamente 25 gramas, no adulto jovem, que fica abaixo da bexiga e na frente do reto (parte terminal do intestino).  A sua função está relacionada à reprodução (produção do líquido ejaculado) e ao prazer sexual (orgasmo), além de atuar como barreira às infecções e manter a continência urinária. 

O urologista Marco Lipay comenta que: “A SBU recomenda que homens com mais de 50 anos procurem um urologista, para avaliação individualizada. Homens da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos” | Foto: divulgação 

O câncer de próstata é a neoplasia sólida mais comum e a segunda maior causa de óbito oncológico no sexo masculino. É o câncer mais incidente nos homens (excetuando-se o câncer de pele não melanoma) em todas as regiões do País.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), haverá mais de 68 mil novos casos este ano no Brasil, enquanto nos Estados Unidos, segundo a Sociedade Americana do Câncer, a estimativa é de 174.650 novos casos e 31.620 óbitos em 2019.

É considerado um câncer da terceira idade, isto é, em três quartos dos casos no mundo manifesta-se a partir dos 65 anos. O aumento da incidência no Brasil pode ser justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação e também pelo aumento na expectativa de vida. 

O INCA e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) destacam a alta incidência do câncer de próstata e, assim, ressaltam a importância da consulta médica, que tem como objetivo o diagnóstico precoce. Lembramos que nos estágios iniciais a doença não manifesta qualquer sinal ou sintoma, justificando assim uma visita ao consultório do urologista, que fará um histórico clínico detalhado, somado ao toque prostático e solicitação dos exames necessários, dentre os quais o famoso PSA (antígeno prostático específico), que podem sugerir a suspeita de um câncer. A confirmação do diagnóstico faz-se por uma biópsia de próstata.

Os fatores de risco para câncer de próstata são: idade, homens de raça negra, obesidade, hábitos alimentares ricos em gorduras, sedentarismo e fator familiar (quando se tem um parente de primeiro grau com câncer de próstata, a probabilidade é de até duas vezes maior; e para aqueles que tem dois parentes de primeiro grau, essa probabilidade é de até seis vezes maior).

A SBU recomenda que homens com mais de 50 anos procurem um urologista, para avaliação individualizada. Homens da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios, em uma decisão compartilhada com o paciente. Ressaltamos que hoje faz-se um diagnóstico de câncer de próstata a cada 7 minutos, um óbito pela doença a cada 40 minutos, 25% dos portadores de câncer de próstata morrem devido a doença e 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados em estágios avançados.

Quando os sintomas começam a aparecer, 95% dos casos já estão em fase adiantada. Não é possível evitar a doença, mas é possível diagnosticá-la precocemente e, desse modo, as chances de cura são maiores – superiores a 90 %.

Segundo a SBU, muitos homens têm “medo” do diagnóstico de câncer, mas os urologistas enfatizam que a medicina tem evoluído para proporcionar aos pacientes tratamentos menos invasivos e cada vez mais eficazes.

Novidades em exames de imagem são incorporadas ao cotidiano, como a ressonância magnética multiparamétrica, que torna mais precisas as indicações de biópsias, evitando procedimentos desnecessários ou o PET CT com PSMA, que pode rastrear doenças metastáticas de pequeno volume em locais incomuns.

Os tratamentos estão sendo personalizados e, para isso, prioriza-se o maior número de informações sobre o tumor, como: volume; extensão e grau de agressividade do tumor prostático, além de considerar a perspectiva de vida do paciente, doenças associadas, valor do PSA e exames de imagem. Desse modo, evitam-se tratamentos agressivos e desnecessários para doenças de baixo risco de progressão.

Em minha opinião, todos os homens devem ser esclarecidos sobre o câncer da próstata e suas implicações. Jamais podemos deixar de diagnosticá-lo em homens saudáveis e, assim, discutir a melhor opção terapêutica. Deixar o câncer se manifestar espontaneamente é um grande risco e sofrimento para o paciente e sua família, considerando a evolução e potencial agressividade desse tumor.

*Marco Aurélio Lipay é doutor em Cirurgia (Urologia) pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, membro correspondente da Associação Americana e Latino Americano de Urologia e autor do livro "Genética Oncológica Aplicada a Urologia".

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