quarta-feira, 19 de junho de 2019

Brasileiras ainda vivem na bolha

*Por Priscila Queiroz

Relatórios apontam que as mulheres já são responsáveis por 57% dos novos negócios criados no Brasil desde 2016.

As mulheres já são responsáveis por 57% dos novos negócios criados no Brasil | Foto: divulgação

Porém ainda somos a minoria em startups, em missões internacionais e isso se dá por problemas muito sérios:

Falta de incentivo familiar;
Organização do tempo com os filhos;
Sexismo (preconceito);
Mulher não consegue ficar tanto tempo fora de casa por conta de suas obrigações.

São tantos os desafios que as mulheres enfrentam baseado em suas obrigações multi tarefadas, falta de incentivo e apoio do cônjuge e da família e tantas outras atribuições que não conseguem se dedicar para sair da bolha!

As impressões diante destas informações acima considerando que merecemos sim começar a olhar nossos negócios para viver uma experiência diferenciada, indica que este quadro já está mudando.

“Resolvi partir para ação dentro da Rede Mulheres que Decidem, trazendo para todas as empreendedoras o quanto se permitir fazer diferente faz toda diferença!

Esta agenda está pronta para 2019 e 2020 e estou eu e meu time diretor e colaboradoras dos meus projetos pessoais, envolvidas nesta missão mór de trazer a diferença na vida e no mind set da mulher que empreende, da mulher vendedora, da mulher empresária…”

O calendário está maravilhoso e quero compartilhar com você, porque tem oportunidade para todas as mulheres.

Vale do Silício – EUA
29 de julho a 01 de agosto
Grupo fechado. Lista espera já para 20 a 23 de abril 2020.


Eader Woman Valência Espanha
23 a 26 setembro 2019 – valor promocional até 30 junho 2019:
Quanto vale você desenvolver a liderança e gestão na sua vida e nos seus negócios?
A Fundação Brito, com sede em Valência na Espanha me convidou como Representante Oficial deste treinamento no Brasil para esta missão e claro que resolvi não só apoiar como também convidar você mulher a fazer parte desta certificação internacional.

Investimento em si é o melhor investimento do mundo!
https://www.liderancafeminina.net/
Quem te indicou: Mulheres Que Decidem – Pri Queiroz.


Vip Experiencie em Orlando – EUA
20 a 23 novembro de 2019
O mundo está totalmente diferente e cada vez mais as máquinas tomarão nossos lugares.
Como lidamos com as experiências nos negócios!?

Vou levar mulheres e homens para entender o mind set na Disney com a visão da experiencia praticada nos negócios.

Eu e o Mauricio Louzada comandaremos esta experiência com conteúdo exclusivo, vivência e certificação.  Pré-reserva para pri@prisciliaqueiroz.com.br

O empreendedorismo brasileiro e o empreendedorismo feminino precisam se desenvolver rapidamente e eu junto com a Rede Mulheres que Decidem temos como missão contribuir para que aconteça.

Só não vai dizer que depois não sabia…

Oportunidades existem para serem agarradas, pegas com a máxima força!

É nisso que eu acredito.

Este é o impacto que desejamos deixar.

*Priscila Queiroz é presidente da Rede Mulheres que Decidem.

Substâncias ilícitas podem causar problemas cardíacos

Redação

Maconha, cocaína, crack, anfetamina e LSD, além de causarem dependência química, podem gerar graves problemas ao sistema cardiovascular. É sobre esse tema que o psicólogo Rafael Trevizoli Neves, diretor científico do Departamento de Psicologia da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), discorrerá no congresso anual da entidade, no Transamérica Expo Center, entre 20 e 22 de junho.

 cocaína e o crack, além de arritmias, aumentam o risco de infarto | Foto: reprodução

De acordo com o especialista, as alterações da maconha estão mais relacionadas ao ritmo cardíaco, com a ocorrência de arritmias. A cocaína e o crack, além de arritmias, aumentam o risco de infarto e causam prejuízo ao funcionamento do coração (disfunções valvares e insuficiência cardíaca), assim como as anfetaminas e o LSD.

"O uso de substâncias ilícitas aumenta os riscos de doenças cardiovasculares, principalmente em decorrência das alterações no sistema nervoso simpático que essas drogas promovem", explica o psicólogo. Durante a apresentação, as consequências do uso de drogas e sua relação com a frequência e o tempo de consumo serão discutidas.

Também serão abordadas possibilidades de atuação com pacientes internados por alterações cardiológicas em decorrência da dependência química. "O maior desafio é articular o tratamento clínico com a abordagem da dependência, como a abstinência e o encaminhamento para a Rede de Atenção Psicossocial", afirma Neves.

Destaques do congresso da Socesp
Nesta edição do congresso, a grande novidade é a Arena Inovação e Tecnologia, que apresentará cerca de 15 startups da área de saúde com soluções em Digital Health, incluindo aparelhos, aplicativos e novidades em imagem. O evento conta com mais de 160 atividades para o público médico, 100 atrações para profissionais de outras áreas da saúde e oito palestrantes internacionais para debater e trocar experiências sobre formas de reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares.

São esperados mais de 7 mil profissionais da saúde de todo o Brasil, destaca a presidente do evento, Lilia Nigro Maia: "A programação científica foi preparada por equipe multidisciplinar, formada por profissionais referenciais em sua área de atuação".

Além da Arena Inovação e Tecnologia, haverá sessões como hands on, medicina de consultório, palestras em 21 arenas e atividades voltadas aos acadêmicos.

Toxoplasmose: saiba como proteger o bichano

Redação

A Secretaria Municipal de Saúde elevou para 79 o número de casos de toxoplasmose na capital paulista. Desde março, três surtos foram registrados em regiões diferentes da cidade. Com isso, a veterinária Lívia Chimati Fatini do Centro Veterinário Seres, do Grupo Petz, explica como proteger os bichanos da chamada "doença do gato".

Limpe diariamente a caixa de areia do gato. A forma infectante do parasita ocorre após, aproximadamente, dois dias de exposição das fezes no ambiente | Foto: reprodução

"Primeiro é importante ficar claro que apenas gatos que tenham sido contaminados pelo protozoário Toxoplasma gondii é que eventualmente podem transmitir a doença pelas fezes. E esse grupo é minoritário. Apesar do triste apelido de ‘doença do gato’, é mais comum as pessoas terem contato com o parasita ingerindo alimentos ou água contaminados do que pelo contato com as fezes contaminadas dos felinos", explica Lívia.

Além dos gatos, outros mamíferos, incluindo o homem, podem manifestar a doença, mas não a transmitem. Os felídeos são os únicos capazes de concluir o ciclo do Toxoplasma, porque conseguem eliminar o parasita nas fezes.

"O gato desenvolve a doença ao ingerir cistos presentes nos tecidos de animais contaminados ou, de forma menos comum, ao ingerir os ‘ovinhos’ (chamados oocistos) presentes em fezes contaminadas de outros gatos. Esses oocistos só se tornam infectantes, após passarem por um processo chamado esporulação, que ocorre em alguns dias de exposição no ambiente. A maioria dos gatos elimina oocistos nas fezes apenas uma vez ao longo de toda vida", explica a veterinária.

Como perceber e tratar a doença nos felinos
Gatos adultos, e com boa saúde, na maioria das vezes não manifestam sintomas da toxoplasmose. Geralmente a doença afeta os animais mais jovens ou mais velhos, por causa do sistema imunológico enfraquecido.

Sintomas que podem ser observados
Perda de apetite;
Prostração;
Febre;
Dificuldade respiratória (em casos de pneumonia);
Mucosas amareladas (em casos de comprometimento do fígado);
Desconforto abdominal (em casos de comprometimento do pâncreas);
Cegueira;
Alterações de comportamento (em casos de comprometimento do sistema nervoso – como, por exemplo, no cérebro).

Como evitar
Para evitar riscos de contaminação é melhor manter o gato em casa e controlar a alimentação, oferecendo apenas ração ou alimentos com tratamento térmico adequado. Nunca ofereça carne crua ou mal cozida.

Já para os gatos que têm costume de brincar ou dormir no quintal recomenda-se o uso de coleira com guizo. Assim ele terá dificuldade em capturar pássaros e roedores.

Como a doença afeta humanos
A contaminação de humanos e outros mamíferos também se dá pela ingestão de alimentos e água contaminados, além da ingestão de oocistos presentes nas fezes de felídeos contaminados. Em muitos casos, a doença se manifesta com sintomas muito parecidos com os da gripe e vai embora depois de algumas semanas.

"Geralmente a toxoplasmose é uma doença que passa despercebida, mas em alguns casos podem aparecer sintomas parecidos com os da gripe, como dores de cabeça, na garganta e no corpo, coriza e febre. De maneira geral, o sistema imunológico se defende bem contra as ações do parasita", comenta Lívia.

Entretanto, a toxoplasmose pode evoluir para quadros graves em pessoas que estejam com a imunidade baixa e entre mulheres grávidas, porque pode afetar os bebês. As mamães podem transmitir o parasita ao feto, através da placenta. Quando isso ocorre no início da gestação, aumenta a probabilidade de aborto ou má formação fetal.

Como nos proteger e prevenir a toxoplasmose
Limpe diariamente a caixa de areia do bichano. A forma infectante do parasita ocorre após, aproximadamente, dois dias de exposição das fezes no ambiente. Portanto, quando a limpeza é feita com frequência, o risco de contaminação é quase nulo.

Cozinhe bem os alimentos, principalmente carnes. E lave bem os utensílios domésticos usados com carne crua.

Lave bem frutas e legumes. Higienize bem as mãos, antes de cozinhar e antes de comer.

Mulheres grávidas e indivíduos com baixa imunidade devem evitar manusear caixas de areia. Boa higiene ajuda a prevenir a toxoplasmose.

Reposição hormonal: quando e por que fazer

*Por Karina Tafner

Há um determinado período da vida em que mulheres e homens começam a ter sintomas bem desconfortáveis. Este período é chamado de menopausa (para a mulher) e andropausa (para o homem), e caracteriza a queda das taxas dos hormônios sexuais. Na menopausa, há o término dos ciclos menstruais e ovulatórios em mulheres entre os 45 e 55 anos, enquanto na andropausa, há diminuição progressiva da produção de testosterona em homens, após os 50 anos.

"Para amenizar os sintomas da andropausa e da menopausa, é possível realizar a reposição hormonal", comenta a ginecologista Karina Tafner | Foto: divulgação 

A menopausa na mulher, como ocorre uma diminuição abrupta dos níveis de estradiol, tende a ser muito sintomática (fogachos, ondas de calor, ressecamento vaginal), enquanto no homem (andropausa) ocorre uma diminuição mais lenta dos níveis de testosterona, resultando em sintomas mais leves como cansaço e fadiga.

Quando a menopausa e andropausa ocorrem antes da idade esperada, tem-se um quadro que denominamos "precoce". Isto pode ocorrer por algum processo "destrutivo" nas gônadas (ovário e testículo) e podem decorrer de quadros infecciosos/inflamatórios ou até mesmo serem autoimunes, quando existem anticorpos que passam a "atacar" a glândula.

Para amenizar os sintomas da andropausa e da menopausa, é possível realizar a reposição hormonal. Nas mulheres, o tratamento consiste na reposição do estrógeno, que pode ser por via transdérmica (gel ou adesivo) ou oral, combinado ou não a progesterona (naquelas mulheres não histerectomizadas, ou seja, que possuem útero). Nos homens, a reposição é feita com testosterona, que pode ser por diferentes vias.

Com a reposição hormonal, as mulheres sentem a diminuição destes sintomas desconfortáveis, além de minimizar problemas comuns do período como mal estar, perda cognitiva (algumas mulheres queixam-se de perda de memória, piora da depressão e ansiedade) e perda de massa óssea (osso vai ficando mais fraco – osteoporose). Já os homens que fazem a reposição hormonal apresentam melhora na disposição e aumento da libido.

Vale lembrar que não são todas as mulheres que teriam a indicação de fazer reposição hormonal na menopausa. Normalmente, o ginecologista faz uma análise minuciosa de cada caso para indicar ou não a terapia de reposição hormonal após a menopausa. Além disso, como em todo tratamento médico, há efeitos colaterais. Dentre eles, destacam-se aumento do endométrio (efeito minimizado com uso da progesterona), aumento de triglicérides (apenas com a via oral de estrógeno), retenção de líquido e aumento da pressão arterial (mais comuns também com a via oral). Por isso, o tratamento deve ser sempre indicado e acompanhado por especialista da área.

*Karina Tafner é ginecologista e obstetra; médica assistente do ambulatório de Reprodução Assistida da Santa Casa (FCMSCSP); especialista em Endocrinologia Ginecológica e Reprodução Humana pela Santa Casa e especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo. 

terça-feira, 18 de junho de 2019

Osteoporose, uma doença do envelhecimento que se inicia na infância

*Por Vera Szejnfeld

A osteoporose, doença metabólica que leva ao enfraquecimento dos ossos e aumenta a chance de fraturas, é um sério problema de saúde pública. Estima-se que 10 milhões de brasileiros tenham osteoporose. A doença é silenciosa de modo que a maioria dos pacientes não sabe que tem ossos frágeis até o momento da fratura. As primeiras fraturas ocorrem quando já houve perda de 30 a 40% da massa óssea. Pesquisas apontam que, a partir dos 50 anos, cerca de 30% das mulheres e 13% dos homens apresentarão alguma fratura em decorrência da osteoporose.

Para prevenir a osteoporose é necessário praticar atividade física regular, ter uma dieta saudável e rica em cálcio, evitar hábitos nocivos (fumo e bebidas alcoólicas) e tomar sol | Imagem: reprodução

A doença é mais comum em mulheres na menopausa e homens idosos. Uma vez que o nosso osso é construído na infância e adolescência, podemos dizer que a osteoporose é uma doença geriátrica, mas que começa na pediatria. Embora rara na faixa etária pediátrica, crianças e adolescentes podem sofrer de osteoporose e osteopenia (condição que também leva ao enfraquecimento dos ossos).

O primeiro sinal da osteoporose costuma ser o aparecimento de fraturas, após traumas leves, como uma queda da própria altura, durante as brincadeiras, prática de esportes ou mesmo na ausência de um trauma (fraturas espontâneas). As vértebras, o punho e o quadril são as regiões mais acometidas pela doença. Nos adultos a osteoporose e osteopenia estão relacionadas à perda dos hormônios sexuais (menopausa e andropausa) e ao envelhecimento em si. Nas crianças e adolescentes, a osteoporose quase sempre ocorre como decorrências de outras doenças.

Durante a infância e adolescência construímos um "banco de ossos", que será a base para toda a nossa vida. Para construir uma boa reserva de osso, precisamos ingerir diariamente cálcio (por meio principalmente do consumo de leite e derivados), praticar exercícios físicos e sintetizar a vitamina D, por meio da exposição (moderada!) ao sol. Esses hábitos de vida saudáveis permitem que aos 30 anos de idade alcancemos um pico de massa óssea maior. Após essa fase, a massa óssea permanece estável até a menopausa ou andropausa (ao redor dos 50 anos), ocasião em que se inicia a perda óssea. Pessoas que atingiram um maior pico de massa óssea terão menor risco de osteoporose. Por outro lado, pessoas com pico de massa óssea reduzido terão risco maior de fragilidade óssea.

Atividade física regular, dieta saudável e rica em cálcio e evitar hábitos nocivos como o fumo e o excesso de bebidas alcoólicas são as medidas preventivas eficazes para minimizar o risco de osteoporose. Precisamos estimular as nossas crianças a evitar o sedentarismo, praticar atividades físicas e esportes e melhorar o consumo de leite e derivados. Assim, desenvolverão ossos fortes e serão menos suscetíveis à fragilidade óssea na fase adulta e no envelhecimento.

*Vera Szejnfeld é doutora em Reumatologia, professora da Unifesp e médica do Cura – Imagem e Diagnóstico.

Cerca de 97% das mulheres afirmam ter sido vítimas de assédio em meios de transporte

Redação

O assédio sexual é uma realidade na vida da maior parte das mulheres brasileiras: 71% conhecem alguma mulher que já sofreu assédio em espaço público e, ainda mais impressionante, 97% dizem já ter sido vítimas de assédio em meios de transporte. Os dados são da pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com o apoio da Uber, sobre violência contra a mulher no transporte.

Imagem: divulgação 

Para entender os obstáculos e desafios que as mulheres enfrentam em sua locomoção pelas cidades diariamente, a pesquisa ouviu 1.081 brasileiras – com 18 anos ou mais, de todas as classes sociais (A a D), de todas as regiões do Brasil - que utilizaram transporte público e por aplicativo, nos três meses anteriores ao início do estudo, que começou em fevereiro deste ano.

O levantamento aponta que, para as mulheres que trabalham e/ou estudam, o tempo gasto se deslocando entre sua casa e o trabalho/instituição de ensino é um fator decisivo e central na vida delas: para 72% das entrevistadas, o tempo para chegar ao trabalho influencia na decisão de aceitar um emprego ou de permanecer nele. Ainda assim, 46% das entrevistadas não se sentem confiantes para usar meios de transporte sem sofrer assédio sexual.

Segundo a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, os dados confirmam que o assédio sexual faz parte da rotina das mulheres. “Para elas, que em sua maioria estudam e trabalham fora de casa, a segurança no deslocamento é uma questão essencial. É importante não só aplicar a lei que criminaliza essa prática, como também desenvolver políticas e mecanismos para prevenção, para garantir que as brasileiras possam se sentir seguras ao exercerem seu direito de ir e vir, garantindo também seu direito a uma vida sem violência", afirma Jacira.

Quando o assunto é locomoção, segurança é mesmo o fator que mais preocupa as mulheres: de olhares insistentes a serem “encoxadas”, passando por cantadas indesejadas, passadas de mão, comentários de cunho sexual ou serem seguidas, são diversas as situações de assédio relatadas. Em regra, o percentual de citações de assédio no transporte público é maior do que nas demais alternativas analisadas (ver quadro acima).

A pesquisa também apontou que três em cada quatro mulheres (75%) se sentem seguras usando transporte por aplicativo - número maior do que as que se sentem seguras usando táxis (68%) e quase três vezes maior do que o número de mulheres que se sentem seguras no transporte público (26%).

Ou seja, as mulheres não têm segurança para se locomover pelas cidades, afirma a diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, Maíra Saruê Machado. "Elas são assediadas, seja nas ruas ou nos meios de transporte, quando saem para trabalhar, levar as crianças para a escola, se divertir... Para que as mulheres tenham mais autonomia, precisamos de políticas de combate à violência que incluam o olhar para esses deslocamentos", avalia Maíra.

Elas também apontam que os transportes por aplicativo permitem às mulheres denunciar os abusadores mais facilmente (55%) e que é onde acreditam que há mais chances de os homens que cometem assédio serem punidos (45%) - fatores que podem contribuir para a maior sensação de segurança.

Por fim, para 91% o surgimento do transporte por aplicativo melhorou sua capacidade de locomoção pela cidade e 94% afirmam que se sentem mais seguras sabendo que, se precisarem, podem chamar um motorista de aplicativo para voltar à casa.

Especialistas explicam boatos sobre alimentação e a relação com o câncer

Redação

Em fóruns pela internet e grupos de redes sociais é comum aparecerem "milagres" contra o câncer a todo momento, alguns citam "alimentos poderosos". Para a oncologista clínica do Centro Paulista de Oncologia (CPO), Denise Leite, muitos boatos são aceitos como verdades, pois as pessoas se sentem fragilizadas diante do câncer.

O chá verde deve ser evitado, durante o tratamento contra o câncer, para não diminuir a eficácia da medicação | Foto: reprodução 
"É uma doença de que as pessoas têm muito medo, acham que não há cura – mesmo que haja. Elas se agarram a qualquer coisa que crie uma esperança, além do tratamento convencional", afirma Denise.

O oncologista do CPO, Marcelo Aisen, também concorda e acrescenta que alguns pacientes em fases mais avançadas do câncer procuram saídas alternativas, sem pensar racionalmente sobre sua eficácia. "Se alguém relata que se curou de um câncer ou que conhece alguém que tenha ficado bom depois de comer ou beber algo, eles acreditam. Não importa se não há estudo que comprove; aquilo é falado e escrito tantas vezes, em tantos lugares diferentes, que eles tomam como verdade", conta.

Denise explica que  a escolha de alguns alimentos como “milagrosos”, por exemplo, pode ocorrer pelo fato da indústria farmacêutica ter estudado, mas acabaram descartados por não terem sido encontradas neles substâncias eficazes para a elaboração de medicamentos, ou cujo trabalho ainda não terminou. "Um pedaço de informação é manipulado e a história toma proporções enormes", afirma.

A seguir, Denise e Aisen esclarecem mitos e verdades na relação entre a alimentação e o câncer. Mas, antes, os especialistas lembram: uma alimentação balanceada e saudável, com o máximo de alimentos naturais e o mínimo possível de processados, é realmente uma aliada para o sucesso dos tratamentos contra o câncer e para o bem-estar geral das pessoas, tenham elas câncer ou não.

Graviola é a nova arma na cura do câncer?
Mito. Alguns compostos da folha da graviola estão sendo estudados devido às suas características antioxidantes e profiláticas, mas ainda não há nenhuma conclusão quanto à sua eficácia contra o câncer, ou mesmo em relação ao seu uso em medicamentos para o tratamento da doença.

Maçã evita o câncer de pulmão?
Mito. Um estudo realizado em 2017 pela Universidade John Hopkins (EUA) indica que quem come três porções (cerca de 400 gramas) de maçã por dia tem a função pulmonar mais forte e preservada, devido principalmente às características antioxidantes e anti-inflamatórias da fruta. Mas não há nenhuma ligação formal entre isso e o desenvolvimento de um câncer de pulmão.

Não se deve tomar chá verde durante o tratamento contra o câncer?
Verdade. O chá verde é metabolizado pelas mesmas enzimas necessárias para a absorção de alguns dos medicamentos do tratamento contra o câncer. Assim, é melhor evitar a bebida para não haver a diminuição da eficácia dos remédios.

Tomate previne contra o câncer de próstata?
Não chega a ser mito, mas é difícil chamar de verdade. O licopeno presente no tomate realmente tem a capacidade de prevenir contra o câncer de próstata, mas não existem estudos científicos que comprovem na prática, se é possível alcançar algum resultado – além de ter toda uma alimentação geral exemplar.

Gengibre cura qualquer tipo de câncer?
Mito. Não há nenhuma evidência científica de que algum elemento do gengibre tenha a capacidade de curar o câncer. Porém, é verdade que o gengibre alivia os sintomas de mal-estar da quimioterapia e da radioterapia, como náuseas e enjoos.

Vegetais verdes protegem contra o câncer de intestino?
Verdade. Eles aceleram o movimento intestinal, facilitam a evacuação e, possivelmente, impedem a formação de células cancerígenas no órgão, embora, novamente, não haja estudos definitivamente comprobatórios em relação a isso.

Jornalista Jerônimo Teixeira lança livro em São Paulo

Redação

A Livraria da Vila (Avenida Higienópolis, 618), em São Paulo, sedia o lançamento do livro Os Dias da Crise (Cia das Letras), do jornalista Jerônimo Teixeira, em 24 de junho, a partir das 19h. Com as manifestações de 2013 como pano de fundo, o romance tece uma sátira poderosa do mundo corporativo, ao mesmo tempo que aborda os momentos iniciais da crise brasileira.

Livro tem como pano de fundo as manifestações de 2013 | Imagem: divulgação

Descortinando contradições e relações que apenas a ficção pode detectar, Os Dias da Crise apresenta o que foi posto em marcha naquele 2013, que já parece distante. Faz isso pelos olhos de Alexandre, um personagem que luta para conter o próprio cinismo ao mesmo tempo em que reafirma certa independência em relação aos grupos em conflito. Ligado ao mundo corporativo, o que Alexandre pretende é relatar a própria derrocada, além do princípio de uma crise que também é econômica.

Na obra, Teixeira desnuda o vazio do discurso político de tantos atores brasileiros e oferece uma visão nítida de uma época turbulenta.

Neurologista lista os principais sintomas para identificar a depressão

Redação

O neurologista Leandro Teles explica em seu novo livro, Depressão não é fraqueza (Editora Alaúde), que o diagnóstico da depressão é feito através da identificação de um conjunto de sintomas e sinais, além de compreendê-los dentro de um contexto único. Assim, ele lista abaixo os principais sintomas, para auxiliar as pessoas que desconfiam ter a doença.

O psicólogo deve ser procurado, caso se identifique com a maioria dos sintomas | Foto: reprodução

Vale ressaltar que os sintomas listados abaixo, isolados, não definem a depressão. Caso se identifique com a maioria das situações, é essencial procurar um médico especialista.

Sintomas psíquicos
Os mais famosos e importantes. São o carro-chefe do diagnóstico e compõem um conjunto praticamente obrigatório de alterações para pensarmos em um quadro de depressão. Entre eles, estão:

- Tristeza patológica (humor depressivo);
- Dificuldade de sentir prazer (anedonia);
- Pessimismo e desesperança;
- Baixo autoestima;
- Sentimento de culpa;
- Angústia e ansiedade.

Sintomas físicos
Um cérebro adoecido pela depressão deixa de cuidar adequadamente do corpo que o abriga, gerencia mal as funções vitais e se desapega do árduo trabalho de organizar a complexa máquina vital. São sintomas físicos comuns e característicos:

- Distúrbios de sono;
- Fadiga e indisposição;
- Distúrbios do apetite (podendo alterar o peso);
- Problemas sexuais;
- Dores de cabeça e musculares;
- Problemas gastrointestinais.

Sintomas cognitivos
Sintomas relacionados com a performance do comportamento, da administração da informação e da tomada de decisões. O cérebro mais lento e a falta de engajamento levam a uma série de sintomas como:

- Falta de atenção;
- Esquecimento;
- Falta de criatividade;
- Falta de curiosidade;
- Dificuldade em tomar decisões.

Por fim, Teles reforça: "Não quero que ninguém seja capaz de diagnosticar depressão em si ou no outro, a partir desse conhecimento, até porque isso é trabalho do médico e do psicólogo, mas é fundamental que o leigo tenha a capacidade de desconfiar que algo não anda bem, que existe um processo de adoecimento em curso. Com isso, damos o próximo passo: buscar a ajuda e o diagnóstico diferencial. Com o ‘desconfiômetro’ ligado, somos uma sociedade mais forte e mais solidária".

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Coop abre inscrições para cursos gratuitos este mês

Redação

A Coop – Cooperativa de Consumo abre inscrições para o Ciclo de Palestras, em 21 de junho. As aulas para diversos cursos serão ministradas, a partir de julho, em diversas lojas da rede no ABC.

Em 2018, mais de 6,4 mil pessoas participaram palestras e cursos na Coop | Foto: divulgação

Entre os temas dos cursos estão:  Decoração com plantas; Bolsa em feltro; Aprenda a fazer geleia de modelar; Porta-fraldas sustentável e Lanche rápido para as férias – pão de batata com queijo e cuca de goiabada.

Com vagas limitadas, as inscrições poderão ser realizadas gratuitamente pela Central de Relacionamentos: 0800-772-2667. As aulas acontecerão nas lojas de Santo André (Queirós, Industrial, Perimetral, Pereira Barreto e Capuava), São Bernardo do Campo (Joaquim Nabuco, Café Filho, Vianas e Humberto de Alencar), Diadema, Ribeirão Pires e Mauá.

No decorrer de 2018, mais de 6,4 mil pessoas participaram de 340 palestras e cursos ministrados nas unidades da Coop. Segundo Luciana Benteo, analista de responsabilidade social, a finalidade do Ciclo de Palestras é levar conhecimento aos participantes. "Nossa missão não é de formação profissional, mas despertar interesse para que o cooperado procure novas habilidades que poderão servir de fonte de renda para reforço do orçamento doméstico", explica.

Especialista fala sobre mitos e verdades sobre a asma

Redação

A asma - inflamação crônica das vias aéreas, que provoca estreitamento dos canais de respiração - atinge 30 em cada 100 crianças brasileiras e está entre as principais causas de hospitalização infantil. O otorrinolaringologista do Hospital Cema, Pedro Vieira, comenta que há muitos conceitos envolvendo a asma e nem todos são verdadeiros. Para desmistificar a doença, ele explica abaixo quais são os mitos e verdades.

Filhos de pais asmáticos têm mais chances de desenvolver asma | Foto: reprodução

Os sintomas da asma são tosse e dificuldade de respirar, que pode ser de difícil diagnóstico e perdurar a vida toda, mas a boa notícia é que já existem tratamentos inovadores, que vão além da popular bombinha.

“Nos últimos anos começaram a surgir os chamados anticorpos monoclonais e imunobiológicos, uma classe de medicamentos que age diretamente na causa da doença”, explica Vieira.

1 - A asma é mais comum em meninos?
Verdade. Até os dez anos de idade, crianças do sexo masculino têm mais chances de serem diagnosticadas com asma por terem vias aéreas mais estreitas, embora a doença atinja pessoas de ambos os gêneros. Ressaltando que, apesar de mais comum na infância, a asma também pode aparecer em adultos.

2 - Asma e obesidade podem estar diretamente relacionadas?
Verdade. O excesso de gordura no corpo leva a altos níveis de leptina e citocina inflamatórias, que estão ligadas ao surgimento da asma. Além disso, a obesidade altera propriedades mecânicas do sistema respiratório.

3 - A “bombinha” de asma vicia?
Mito. O que acontece, muitas vezes, é que o paciente não trata a asma de maneira contínua – o que não é o correto – e necessita da “bombinha” com maior frequência. Mas isso nada tem a ver com “vício”, é mais uma inadequação na forma de tratamento da doença.

4 - A “bombinha” faz mal ao coração?
Mito. Os primeiros remédios broncodilatadores para asma eram substâncias que tinham como efeito colateral a aceleração do coração (taquicardia). Porém, as novas medicações não têm esse efeito colateral.

5 - Asma em adultos pode estar relacionada à insônia?
Verdade. Segundo pesquisa recente da Universidade de Pittsburgh (USA), as crises de asma são mais frequentes em pacientes que têm problemas para dormir. Além disso, pessoas que apresentam as duas doenças costumam ter mais depressão e sintomas de ansiedade.

6 – A vacina é eficaz para asma?
Parcialmente verdade. A imunoterapia (uso de vacinas) e medicamentos homeopáticos, no geral, podem ser coadjuvantes, mas o tratamento padrão da asma é feito com associação de um medicamentos anti-inflamatório da família dos corticoides e de um broncodilatador (geralmente administrado por via inalatória). Porém, o tratamento deve ser individualizado, visando atender as necessidades específicas de cada paciente.

7 - Filhos de pais asmáticos têm mais chances de desenvolver asma?
Verdade. A probabilidade é três vezes maior nas famílias nas quais um dos pais é asmático e aumenta para seis vezes mais, caso ambos os pais sejam asmáticos. Se a mãe tiver asma, a criança tem 80% de chance de também vir a desenvolver a doença.

8 -Asma é uma doença que pode matar?
Verdade. Na realidade, a mortalidade da asma tem muito mais a ver com a falta de cuidado no tratamento e no controle das crises do que no potencial fatal da doença, que é perfeitamente controlada com medicações adequadas.

9 - Asma não tem cura?
Verdade. Embora o tratamento para a doença tenha evoluído muito nos últimos anos, a asma é uma doença crônica, que não tem cura. Contudo, é possível ter qualidade de vida convivendo com a enfermidade, desde que seja feito um correto controle com medicações e mudanças de hábitos.

10 – A asma pode ser desencadeada por alergias?
Verdade. Existem substâncias potencialmente alergênicas, como mofo, poeira e pelo de animais, que podem desencadear os sintomas da asma, em algumas pessoas. Nesse caso, é essencial tratar a alergia, eliminando ou minimizando a exposição aos agentes alergênicos e administrando as crises.

Psicanalista fala sobre as doenças psicossomáticas mais comuns

Redação 

A relação entre doenças físicas e emocionais é bastante comum.  Segundo o psicanalista e Master Practitioner de PNL, Alexandre Pedro, os problemas emocionais geram excesso da descarga de adrenalina causada por uma disfunção nos neurotransmissores, ocasionando uma  psicossomatização, ou seja, os efeitos psíquicos se refletem na parte fisiológica do organismo.

A psicoterapia, às vezes, associada à medicação, é a melhor forma de evitar ou diminuir as reações das doenças psicossomáticas, comenta o psicanalista Alexandre Pedro | Foto: divulgação

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a mente doente pode desenvolver enfermidades graves como câncer ou infarto. Dados da OMS apontam ainda que cerca de 60% dos pacientes que procuram ajuda médica sofrem de sintomas gerados pela somatização.

Mas o que são doenças psicossomáticas?
Elas apresentam sintomas físicos, mas não têm origem ou causa identificada em exames. Estar sob forte pressão no trabalho, ter passado por um rompimento amoroso abrupto, perda de um ente querido ou estar com problemas financeiros, são exemplos de situações que podem levar o indivíduo a uma condição de estresse, ansiedade e tristeza tão grave que o seu estado mental transcende e acaba afetando o emocional.

Assim, tudo que a pessoa sente na mente e em seu coração acaba se manifestando fisicamente, causando mal-estar e dores pelo corpo. Isso é a somatização, quando alguém absorve no corpo os seus desequilíbrios emocionais e mentais.

Exemplos de doenças psicossomáticas mais comuns
Resfriados frequentes: quando os episódios acontecem com frequência é sinal de que há algo de errado. Se os exames médicos não encontram uma explicação lógica para essa imunidade sempre baixa e você está passando por dificuldades, a somatização pode ser a resposta.

Herpes: o vírus é transmitido através do contato com uma pessoa infectada. Entretanto, ele se manifesta em ocasiões de baixa imunidade. Ter episódios constantes de herpes, em especial, a labial, indica que o indivíduo apresenta alguma desordem no organismo. As feridas podem surgir em momentos de muito estresse. Os sintomas são surgimento de feridas ao redor da boca ou na região genital, com fortes dores e sensação de queimação no local.

Enxaquecas: a enxaqueca não é uma dor de cabeça convencional, podendo durar algumas horas ou até dias. Alguns casos são incapacitantes, ou seja, a pessoa não consegue realizar atividades rotineiras. Estudos científicos apontam que o principal gatilho para o episódio de enxaqueca é o estresse. Por isso, ela também é considerada uma doença psicossomática. Os sintomas são dor intensa e localizada em um ponto da cabeça, náuseas e falta de concentração.

Alergia nervosa: existe um tipo de alergia de fundo nervoso, em que o indivíduo apresenta erupções na pele desencadeadas por um forte processo de estresse. Uma crise, se não for tratada, pode acarretar em um choque anafilático. Os sintomas são surgimento de erupções na pele, coceira, vermelhidão no local e irritabilidade.

Diarreia: em algumas pessoas, episódios de diarreia são decorrentes de forte estresse. Quando a diarreia se mostra constante e não há uma explicação física, como a Síndrome do Intestino Irritável, é bem possível que se configure como um caso de doença psicossomática. Os sintomas são dores abdominais, fezes extremamente líquidas e episódios constantes e frequentes de emergência para ir ao banheiro.

De acordo com Pedro, a psicoterapia, às vezes, associada à medicação, é a melhor forma de evitar ou diminuir essas reações. “A junção destas duas formas de tratamento é sempre o mais indicado para os transtornos mentais atuais, sejam eles transtornos de humor, como a depressão ou de ansiedade, sejam eles transtornos bipolares, esquizofrênicos, ou mesmo de personalidade, como de borderline. Em casos mais graves, como uma depressão severa, o emocional pode levar o paciente ao suicídio. Daí a importância de procurar ajuda de um profissional de saúde mental, ao menor sinal de que algo não vai bem”, finaliza o psicanalista.

Veterinário alerta para a doença renal nos gatos

Redação

Cerca de 50% dos felinos com mais de 12 anos são acometidos por alguma doença renal e, infelizmente, os sintomas podem aparecer quando os rins já estão com mais de 75% das funções comprometidas. Quem alerta é o veterinário Thiago Marçal, especialista técnico da Nutrire.

As idas frequentes ao veterinário garantem a descoberta precoce da doença | Foto: Pixabay

“A doença renal crônica (DRC) é um mal silencioso e progressivo, que afeta os gatos mais velhos, mas pode aparecer em qualquer idade. As complicações variam de acordo com o estágio da doença e a prevenção ainda é o melhor remédio”, explica o veterinário.

Como a DRC não tem cura, o que se faz com os tratamentos disponíveis é garantir qualidade de vida aos pacientes. “Todos os animais precisam ir ao médico ao menos duas vezes ao ano, os pets acima dos oito anos necessitam de acompanhamento médico a cada quatro meses”, destaca Marçal.

Assim, as idas ao veterinário garantem a descoberta precoce da doença. Segundo o especialista, é preciso estar atento às reações dos felinos, como o emagrecimento repentino e a perda de apetite. O aumento do consumo de água é um dos sintomas mais comuns em gatos com problemas renais. Consequentemente, é possível verificar também o aumento do volume da urina. Além disso letargia, ou se o bichano passa a se movimentar pouco também pode ser que esteja desenvolvendo a doença.

Os vômitos aparecem em estágios mais avançados e podem definir o tipo de tratamento, que vai desde medicamentos até internação com hemodiálise. “Se o animal faz exames de sangue e de imagem regularmente, muito dificilmente chegará de surpresa ao estágio avançado da DRC, visto que os níveis da creatinina, aliados a outros fatores, normalmente apresentam elevação. Além disso, as ecografias e ressonâncias mostram perfeitamente o estado de preservação dos rins e se os mesmos apresentam algum sinal de desgaste. O conjunto desses dois elementos é a segurança de que o pet está sendo monitorado constantemente", explica Marçal.

Incentivar o animal a beber mais água é uma das formas de prevenção, segundo o veterinário. “A ingestão da água é uma das formas de retardar a doença. Vasilhas ou fontes em diferentes locais da casa podem motivar o pet a beber mais ainda quando jovem - o que faz toda diferença na fase adulta e idosa do animal. A alimentação precisa ser balanceada, com fonte de proteína de alta qualidade e níveis controlados de fósforo, magnésio e sódio”, finaliza Marçal.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Colégio São Carlos lança “Escola em Movimento” neste sábado

Redação

Colégio São Carlos, em São Bernardo do Campo, lança o “Escola em Movimento”, neste sábado (15), das 9h às 11h30. O objetivo da iniciativa é desenvolver ações sinérgicas, que sejam capazes de formar uma equipe entre pais e professores, que trabalhem com base na colaboração e compartilhamento de informações, para melhorar o rendimento dos estudantes.


Atividades serão abertas ao público | Foto: divulgação

Na ocasião, para marcar o lançamento da iniciativa, haverá no colégio: simulado, Campeonato de Gamificação, workshop Inovação e Criatividade, oficina Cultura Maker sem tecnologia, orientação vocacional e plogging (atividade que consiste em recolher o lixo das ruas, enquanto você corre ou caminha).

Além dessas atividades, será ministrada pelo professor Rogério Franzini a palestra “Ser humano: Integral ou Multidimensional”, no auditório da Clinica AV Corporate (Av. Presidente Arthur Bernardes, 547  - 549  - Rudge Ramos). A atividade é aberta ao público em geral. Interessados devem se inscrever gratuitamente pelo telefone 4367-1779. Vagas limitadas.

O Colégio São Carlos fica na Rua Comendador Pinotti Gamba,119, Rudge Ramos.

Sesc Santo André sedia a peça “Romeu e Julieta 80”

Redação

Os jovens apaixonados mais icônicos da dramaturgia universal serão vividos pelos atores Renato Borghi e Miriam Mehler na peça Romeu & Julieta 80!, em versão adaptada e dirigida por Marcelo Lazzaratto, nesta sexta (14) e sábado (15), no teatro do Sesc Santo André.

Miriam Mehler e Renato Borghi são os protagonistas da peça | Foto: divulgação

Além de celebrar a longevidade da dupla - amigos, que começaram a fazer teatro no mesmo período (1957) - esta versão de Romeu e Julieta de W. Shakespeare homenageará o próprio Teatro, já que o biênio 2017/2018 marca os 60 anos de carreira dos dois atores que fizeram do palco suas moradas e ajudaram a alicerçar o moderno teatro brasileiro.

"Devemos ser reverentes a eles e à sua geração: Renato Borghi e Miriam Mehler são 'nossos' inusitados Romeu e Julieta do século XXI; as marcas de seus corpos nascidos nas primeiras décadas do século XX dão testemunho de suas paixões e sacrifícios. E têm mais: Eles se amam de verdade, o afeto dos primeiros anos de carreira quando formaram pares enamorados em algumas montagens permaneceu intacto", diz o diretor Lazzaratto, que concebeu há quase uma década a versão com a dupla.

Quando foram convidados para esse projeto, como lembra Lazzaratto, Borghi e Miriam riram como duas crianças! Eles aceitaram no mesmo instante. Imaginaram-se... O que poderá vir à tona, quantas sutilezas da alma humana podem se manifestar se os intérpretes de Romeu e Julieta já conhecem a vida há 80 anos? 

O Sesc Santo André fica na Rua Tamarutaca, 302, na Vila Guiomar. Nesta sexta (14) a peça ocorre às 21h, e no sábado (15), às 20h.

Santo André tem feira de adoção de animais neste sábado

Redação

A  Equipe Singulariana de Proteção aos Animais (ESPA), OAB - Seccional Santo André e protetores independentes promoverão neste sábado (15), às 9 horas, mais uma edição da tradicional Feira de Adoção Animal, no estacionamento da instituição jurídica, localizada na Avenida Portugal, 233, Centro. Na última edição do evento, em 18 de maio, 13 animais ganharam um novo lar.

Evento ocorrerá na Avenida Portugal, 233, Centro | Foto: divulgação

Para adotar é preciso ser maior de 18 anos, ter a concordância de toda a família e levar comprovante de endereço. No dia, também serão fornecidas informações sobre guarda responsável e orientações jurídicas.

A entrada é gratuita, mas quem quiser colaborar com as ações da ESPA poderá adquirir camisetas exclusivas do projeto ou doar ração, cobertores, jornais, vermífugos, potes de sorvete, xampu, sabonete, material de limpeza, sacos de lixo, entre outros itens.

Especialista recomenda três atitudes para alcançar objetivos

Redação

Provavelmente, todo mundo em algum momento já se questionou sobre algo ou alguma atitude que fez simplesmente pela força do hábito. A rotina é a maior culpada pelas escolhas tomadas no dia a dia, já que a partir dela optamos pelo caminho mais fácil e o qual estamos acostumados. Segundo o professor da Fundação Dom Cabral e autor do livro "A Contrapartida", Uranio Bonoldi, o poder de decisão está ligado à consciência de cada escolha, aos costumes, prática de valores e a quem você é de verdade. "Mais perigoso do que uma decisão mal tomada é o fato de insistir no erro ao longo da vida", alerta.

Depois de ter claro seu objetivo, defina as metas e estabeleça prazo para cada uma delas, orienta o professor e escritor Uranio Bonoldi | Imagem: reprodução

Assim, o autoconhecimento é importante no processo de escolhas e tomada de decisão, pois deixará claro qual é o seu propósito de vida. Aliado a isso, é fundamental a avaliação da origem das alternativas e consequências das possíveis escolhas, pois uma decisão consciente sempre é acompanhada de uma boa dose de reflexão.

O poder de decisão é a prática contínua da ponderação baseado no seu autoconhecimento, algo que o conduz à consequência de uma vida com propósito. "Para toda decisão, sempre vai existir uma consequência e, por isso é necessário direcionar o seu pensamento para um objetivo, almejar e ter metas, assim será mais assertivo nas suas escolhas. As nossas decisões têm muito poder", alerta Bonoldi. Para ajudar nesse desafio, ele lista três dicas para alcançar suas metas. Confira:

Encontre seu objetivo
Muitas pessoas ainda não têm ideia de qual caminho seguir ou o que fazer da vida, por isso é importante saber o que realmente te faz feliz. "O primeiro passo é encontrar o objetivo que o motive. Não basta simplesmente dizer "eu quero" e esperar que se realize. Tem a ver com um processo que começa com um desejo de alcançar, que te mova para a ação e termina com persistência e objetivo alcançado", sugere Bonoldi.


Trace metas
Depois de ter claro seu objetivo, defina as metas e estabeleça prazo para cada uma delas. De acordo com Bonoldi, ter grande interesse e estar motivado a cumprir os passos para concretizar seus objetivos é o ponto mais importante. "Quando pensar no que deseja deve-se levar em conta que existe um propósito para que você busque alcançá-lo. Se há pouco interesse no resultado, se não for algo que realmente te motive, as chances de se concretizar são mínimas, pois ao menor obstáculo, sua chance de desistir será grande. Ao contrário, se o propósito é claro e o que você almeja te motiva à ação, não importa quão grande ou difícil sejam transpor obstáculos, você irá fazê-lo um após outro com toda energia”, avalia o especialista.


Mantenha o foco
"Depois de ter o objetivo em mente e saber qual caminho seguir para alcançá-lo, é preciso manter o foco e seguir em frente na sua decisão", afirma Bonoldi. Uma pessoa fica facilmente sobrecarregada quando se concentra em várias tarefas e informações numa mesma época. Com a falta de foco é menos provável que se cumpra qualquer dos objetivos propostos, principalmente se eles exigem um forte esforço emocional ou mental. Por isso concentre-se e siga na direção do seu objetivo.

O cérebro humano é condicionado aos hábitos, por isso existe complexidade ao tomar decisões. De acordo com o neurocientista britânico Chris Frith, do University College, localizada em Londres, 90% do que nosso cérebro faz nunca chega à consciência. No livro "A Contrapartida", Bonoldi mostra como decisões e escolhas muitas vezes geram graves consequências, por serem tomadas valorizando aquilo que é externo a nós e não aos nossos valores, ao nosso ser. Por isso é importante ter compreensão do que você realmente almeja, do que te faz sentido e das suas escolhas para alcançar seus objetivos.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Produtos e serviços de beleza: dicas para economizar

Redação

Mulheres convivem diariamente com a pressão em relação à aparência. A indústria da beleza se aproveita disso, desenvolvendo mais e mais produtos, muitas vezes desnecessários, para gerar o desejo de compra. Porém, produtos e serviços de beleza podem causar um grande prejuízo no orçamento. Mesmo que o gasto não seja descontrolado, uma pessoa que se propõe a ir mensalmente à manicure, depiladora e cabeleireira pode ter um custo alto. Veja algumas dicas apresentadas pelo Simplic, para economizar nesse setor.

Deixar idas ao salão de beleza intercaladas com serviços feitos em casa é uma opção para quem deseja economizar | Foto: reprodução 

1 - Estabeleça um orçamento mensal

Faça uma lista de todos os seus gastos com beleza por mês - maquiagens, salão de beleza e até retoques de cabelos. Assim, ficará fácil comparar se os gastos condizem com seus ganhos e não estão ultrapassando seu limite mensal; caso a conta não feche, é hora de rever suas compras.

2 - Tenha um kit básico
Os itens de maquiagem usados no dia-a-dia, como cremes hidratantes, protetores solares, formam um kit básico, devem ser delimitados por você. Esses itens podem entrar em seu orçamento mensal, já maquiagens de festa, novos lançamentos e produtos específicos, menos cotidianos, são supérfluos e devem ser comprados apenas quando o orçamento estiver sobrando em alguma outra categoria.

3 - Aproveite até o fim
Depois de comprar um produto, é preciso aproveitar ao máximo. Muitas vezes, quando o conteúdo está no final, não conseguimos mais extraí-lo da embalagem. Uma dica é, com uma tesoura, abrir a embalagem, horizontalmente, de forma que possa acessar o conteúdo - que não acabou.

4 - Saiba quando vale pagar mais 
Nem sempre é uma boa ideia economizar em maquiagem, uma vez que a qualidade pode interferir na saúde da sua pele. Itens como lápis de olho não tem grande diferença e podem ser encontrados em marcas mais econômicas. Já a base, que fica em contato direto com a pele de todo o rosto, pode ter tecnologias específicas que justificam a diferença de preço e valem gastar mais.

5 - Faça você mesma
Quando o orçamento aperta, é possível pintar as unhas, fazer depilação e hidratações nos cabelos em casa, de forma muito mais econômica. Assim, o profissional faz apenas coisas que você não domina – como cortar o cabelo, por exemplo. Deixar idas ao salão intercaladas com serviços feitos em casa é uma opção para reduzir o custo e, mesmo assim, frequentar o salão.

Brasileiros em Ushuaia inclui novos destinos turísticos

Redação

A operadora Brasileiros em Ushuaia acaba de anunciar a operação de três novos produtos na sua rede de serviços. Desde o último dia 25 de maio, a empresa, que é líder em viagens ao mágico destino argentino, e já levou nos últimos cinco anos mais de 100 mil brasileiros para o chamado Fim do Mundo, acaba de iniciar a operação para Mendoza, Bariloche e Puerto Madryn.

Visitar a enorme colônia de pinguins em Punta Tombo é uma das atrações | Foto: iStock

Em Puerto Madryn, por exemplo, é possível observar baleias, nadar com golfinhos, experimentar o cordeiro patagônico, beber um chá revigorante e até explorar a vida selvagem da Península de Valdés. Confira abaixo sete dicas para a viagem:

Observação de baleias
Entre os meses de setembro e dezembro, Puerto Madryn tem o privilégio de receber no seu litoral a visita das baleias francas-austrais. A experiência de aproximar-se destas curiosas criaturas é simplesmente indescritível. O tour de observação de baleias é muito organizado e conta com guias especializados que enriquecem a atividade. É uma boa oportunidade para sentir o poder da natureza, aprender mais sobre a vida marinha e conhecer a importância da conservação ambiental para o equilíbrio do planeta. Depois faça um passeio à Playa El Doradillo ou ande de caiaque no Golfo San José para ver de outros ângulos esses gigantes marinhos encantadores.

Conhecer a vida selvagem da Península Valdés
A Península Valdés é uma das reservas naturais mais importantes do Hemisfério Sul e um dos nove Patrimônios da Humanidade que se encontram dentro do território argentino. Com uma área de 3.625 quilômetros quadrados (km²), este lugar foi construído com o objetivo de conservar um habitat crucial para a vida de milhares de animais que se encontram em perigo de extinção. Em suas praias, falésias e golfos é possível observar gigantescas colônias de pinguins, elefantes marinhos, golfinhos, toninas, aves migratórias litorâneas, entre outras espécies.

Mergulhar com leões marinhos em Punta Loma
Mergulhar e nadar com os leões marinhos nas águas cristalinas do Golfo Nuevo é uma das mais incríveis atrações em Puerto Madryn. É muito fácil saber o porquê: este é um dos poucos lugares no planeta em que é possível aproximar-se tanto destas meigas e engraçadas criaturas marinhas. Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, esta atividade não requer experiência prévia como mergulhador e não é necessário ter seu próprio equipamento especial. 

Visitar a enorme colônia de pinguins em Punta Tombo
Todos os anos, a Reserva Natural de Punta Tombo, localizada a 170 km de Puerto Madryn, recebe em seus 3 km de costa uma colônia de aproximadamente 800 mil pinguins de Magalhães, que chegam com o objetivo de ter suas crias. O mais surpreendente desta espécie que habita a zona meridional da América do Sul é seu singular comportamento. Isso quer dizer que essas aves não só possuem apenas um parceiro durante toda sua vida, como também sempre voltam a um mesmo lugar para formar seus ninhos. Os primeiros que podemos encontrar em Punta Tombo são os pinguins machos, que chegam no final de agosto para recondicionar seus ninhos. Um mês depois chegam as fêmeas para botar os ovos e chocá-los acompanhadas de seus parceiros durante 40 dias. Quando começam a nascer suas crias, nos últimos dias de março, elas já estão preparadas para viver no oceano e se preparam para a viagem de volta à Antártica.

Explorar e percorrer os autênticos povoados galeses
As cidades de Puerto Madryn, Rawson, Trelew e Gaiman são as principais localidades construídas por imigrantes galeses que chegaram à Argentina para se instalar na região do Valle Inferior do Rio Chubut. Estes povoados cresceram graças ao caráter empreendedor desses pioneiros, que se esforçaram em levantar seus lares e desenvolver novas atividades econômicas e culturais que permitiram uma melhor adaptação nas duras condições da Patagônia. Algumas das características mais fortes dos recém-chegados foram sua convivência pacífica com os povos indígenas Tehuelches e seu profundo espírito de conservação ambiental. Duas qualidades que transformaram a região em uma prolífera área de preservação, onde é possível observar de pertinho a vida selvagem local.

Tomar um tradicional chá da tarde nas casas de chá em Gaiman
Entre os costumes mais visíveis dos galeses que chegaram à Argentina podemos destacar as tradicionais casas de chá de Gaiman, onde as pessoas se reúnem para compartilhar deliciosos pães, tortas e biscoitinhos de todo o tipo, acompanhados de uma variedade de chás deliciosos. A torta negra galesa é uma das delícias que não podem faltar nesta cerimônia - um pão doce típico galês, cuja receita é mantida em segredo. Outra delícia imperdível é uma fatia generosa do queijo Chubut.

Saborear o delicioso cordeiro patagônico
Conhecer a cidade de Puerto Madryn e não provar um delicioso cordeiro patagônico é algo que não pode ocorrer. Um dos segredos deste prato é sua alimentação à base de orégano silvestre e outras especiarias que se encontram nas regiões patagônicas, as quais dão ao animal um sabor característico e único. A forma mais comum é o tradicional estilo gaúcho, ou seja, assado em um espeto em fogo a lenha, onde ele lentamente vai absorvendo um sabor defumado.

Você tem medo de falar em público? Eu também!

*Por Tatiana Pimenta 

Sinto minhas mãos suando. Está frio, mas a sensação é de um calor infernal. Provavelmente, estou com a bochecha vermelha. O coração bate acelerado e a respiração é ofegante. Estou sentada na primeira fila, meus olhos fitam o cenário em que estarei de pé em poucos instantes. Nada parece racional!

"Aprendi que uma boa apresentação contém três elementos: conteúdo, entrega e estado mental", comenta a fundadora da Vittude, Tatiana Pimenta 

Meus pensamentos divagam e eu só me questiono: por que diabos você aceitou esse convite? Olho para frente: um palco redondo, imenso. Casa cheia, quase mil pessoas na plateia. Vejo holofotes, câmeras e todos os olhos voltados para o centro.

Tento respirar fundo e relembrar o que preciso falar. Passo o discurso na memória. Tento lembrar das palavras da Allison, coach que trabalhou comigo nos dias anteriores. Sinto um medo incontrolável, vontade de sair correndo dali. Olho o relógio, conto os minutos e sei que está chegando o momento de subir naquele bendito palco.

Penso: controle-se Tatiana! Respire fundo. Tento usar técnicas de Mindfulness. Inspiro, expiro, um esforço tremendo para prestar atenção somente na minha respiração. De repente, ouço meu nome. É agora!

Fecho os olhos por rápidos segundos e penso: lembre-se de respirar, manter o contato visual com a plateia e sorrir. Levanto e dou um "grito" interno: SORRIA! Subo no palco, as pernas tremendo, mas consigo fazer pausas e respirar enquanto falo. Minutos depois, quase anestesiada, sinto uma estranha euforia invadir meu corpo. Uma sensação de orgulho paira no ar: eu consegui.

O medo de falar em público
O relato acima parece ficção? Essa era eu, cerca de um mês atrás. Apesar de extrovertida e falante, fazer uma apresentação em público sempre foi um desafio. E esse não é um problema só meu, ele afeta milhares de pessoas ao redor do mundo.

No início de 2019 recebi um convite para compartilhar uma breve história. O tema? Hard Choice. Não seria nada muito longo, cerca de 90 segundos. O objetivo era falar sobre uma escolha difícil que precisei fazer ao longo da minha jornada enquanto empreendedora.

Quando recebi o convite, não hesitei em aceitar. Era uma excelente oportunidade de mostrar meu trabalho. Afinal de contas, um convite assim não se recusa. O evento? A cerimônia de encerramento de uma premiação mundial, focada no empreendedorismo feminino de impacto social. Havia um agravante, o discurso seria em inglês, mas vamos lá. Recuar, sem nem tentar não seria legal. Porém, quanto mais o evento se aproximava, mais o medo apertava.

Se você tem medo de uma apresentação, saiba que não está sozinho! Apesar de muito conhecimento sobre sua área de atuação, muitos executivos, líderes globais, artistas ou embaixadores bem sucedidos paralisam diante da necessidade de falar em público. No entanto, se eximir dessa tarefa nem sempre é uma alternativa existente. Por essa razão, decidi compartilhar um pouco do que já aprendi sobre o tema. Siga lendo e entenda quão natural é esse medo e como fazer para superá-lo.

Milhões de anos de evolução
Como seres humanos, somos condicionados a falhar em situações onde somos o "centro das atenções". A culpa dessa falha é atribuída a uma estrutura do nosso sistema límbico chamada Amígdala. A função dessa área do nosso cérebro é assegurar a nossa sobrevivência.

A amígdala nunca dorme. Sua função é detectar o perigo e enviar sinais de alerta ao corpo, a qualquer momento em que a nossa vida esteja em risco. E, no momento em que subimos em um palco, por exemplo, nossa herança genética liga o radar de PERIGO.

Nosso cérebro mamífero foi moldado durante milhões de anos. E o que significa, para um mamífero, notar centenas de olhos virados para sua direção? Tcharam: serei o almoço da galera, risos.

Especializada na sobrevivência humana, a amígdala imediatamente toma o controle do nosso cérebro e entra em ação. As glândulas adrenais começam a jorrar adrenalina na corrente sanguínea. Passamos a respirar mais rapidamente, oxigenando o sangue. O batimento cardíaco acelera, preparando nosso organismo para a batalha. Começamos a suar, sabe por que? Para ficarmos mais escorregadios e difíceis de ser agarrados. Nossa visão fica mais focada, de modo a decidir entre luta e fuga.

Nosso fluxo sanguíneo é então redirecionado para os grupos musculares maiores (pernas e braços). Todas as funções consideradas "não críticas" para continuarmos vivos são desaceleradas. O sangue é literalmente roubado dos órgãos desnecessários neste momento, para aqueles que irão assegurar a nossa permanência por aqui. Ou seja, vamos precisar correr para não virar alimento daqueles famintos olhos que nos miram!

Sabe o que é interessante? Um dos "órgãos não essenciais" que sofre com o roubo de sangue é justamente o córtex pré-frontal, local onde nossa linguagem é processada. Óbvio né? Não precisamos falar, só temos que correr.

Logo, diante de tanta atenção, todo conteúdo que preparamos para uma reunião ou apresentação importante simplesmente adormece. Por isso surgem os famosos "brancos". Nos sentimos estúpidos, uma vez que mesmo sendo inteligentes e talentosos, muitas vezes travamos quando precisamos falar em público.

O que diz a neurociência
Ser inteligente, bem-sucedido, bonito ou talentoso não protege ninguém de falhar diante de um processo conhecido como sequestro da amígdala.

Ter um QI acima da média não faz ninguém ser um bom comunicador. E, na maioria das pessoas, a habilidade de pensar é muito superior à de falar e se expressar bem. Um CEO de uma organização pode ser brilhante no exercício do seu cargo e falhar em uma apresentação para o board, por exemplo.

A boa notícia é que algumas habilidades podem ser desenvolvidas. Existem técnicas e profissionais experientes capazes de ajudar a transformar você em um bom comunicador. O que descrevi no início desse artigo parece, literalmente, um pesadelo. No entanto, a situação já foi muito pior.

É possível aprender a falar em público
Ao longo dos últimos três anos trabalhei temas como medo, autoconfiança e autoestima nas minhas sessões de terapia. Também tive a ajuda de profissionais como a fonoaudióloga e consultora em comunicação, Mariana Godinho. Mais recentemente, tive a grata alegria de contar com o trabalho da Allison, do Rob e da Carrie, da Stand & Deliver, consultoria especializada na preparação de CEOs, executivos e líderes políticos. Um dos trabalhos da Stand & Deliver é fazer com que seus clientes consigam comunicar suas ideias com alto nível de autoridade, impactando e inspirando pessoas ao seu redor.

Aprendi que uma boa apresentação contém três elementos: conteúdo, entrega e estado mental. Sobre conteúdo, entendam todo conhecimento técnico e preparação de material, slides, decks bem preparados, design, etc. Entrega está relacionada à percepção de postura, tom de voz, aquecimento de cordas vocais, entonação, contato visual e linguagem corporal. E, por último e mais importante, o seu estado emocional. Ou seja: como você treina o seu cérebro para aquela situação. Se a sua mente não estiver bem e consciente, sua amígdala vai tomar conta e você vai travar.

Vale entender que autoconfiança surge quando nos desafiamos a fazer coisas difíceis. Quando superamos as adversidades. A resiliência, presente em muitos empreendedores, é fruto do acúmulo de fracassos e sucessos, pequenos ou grandes. O que eu quis dizer com isso? No processo de aprender a se comunicar melhor, haverão falhas e você vai aprender com elas, por mais ridículas que elas possam parecer.

Somente somos capazes de superar o medo, desafiando nosso ego e arriscando fazer aquilo que tememos mais. É a única forma de demonstrar a si mesmo a sua capacidade de superação. Portanto, se bater aquele medo, vai com medo mesmo.

Uma oportunidade de encantar
Pense no seu discurso como uma oportunidade de dar um presente a alguém. Tenha em mente que a sua fala tem o poder de impactar um outro ser humano. Se você está ali, naquele palco, é pelo seu mérito e conhecimento. Você, muito provavelmente, foi convidado a compartilhar um insight, uma experiência ou um aprendizado. Ninguém conhece mais daquele assunto que você, em especial se tiver falando da sua experiência de vida ou da sua empresa. Ao falar com a consciência e intenção de causar, encantar, a sua apresentação se transformará em uma oportunidade única de inspirar e liderar. Pense nisso, e encare seus "fantasmas" de frente.

Quando enfrentamos nossos medos, nos tornamos vitoriosos!

*Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude, plataforma que conecta psicólogos e pacientes. Faz psicoterapia pessoal há 6 anos e é apaixonada por psicologia e comportamento humano. Foi finalista do Cartier Women's Initiative Awards, premiação internacional de projetos empresariais encabeçados por mulheres.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Socorro: pontos turísticos para visitar

Redação

Ao planejar uma viagem para a região da Serra da Mantiqueira, logo vem à cabeça as suas belas paisagens naturais compostas por montanhas e florestas. Mas em Socorro, no interior de São Paulo, não há apenas atividades ligadas ao ecoturismo. Quem chega à praça principal da cidade se depara com encantadores casarões do início do século XX, que mostram parte da beleza histórica e cultural que o destino conserva.

A Fazenda Sant’Ana é uma das opções de passeio | Foto: divulgação

E para garantir que todos tenham uma ótima experiência, grande parte dos pontos turísticos são acessíveis a pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, gestantes, idosos e crianças. Abaixo, confira uma lista com atrações históricas para visitar em Socorro:

Igreja Matriz
Parada obrigatória, principalmente para quem aprecia arquitetura. A Igreja Matriz está localizada na praça de mesmo nome, no centro da cidade. Foi concluída em 1924, tem estilo eclético com alvenaria de tijolos e vitrais coloridos em suas janelas, que foram doados por famílias socorrenses.

Cine Cavaliere Orlandi
Uma volta ao tempo é o que o Cine Cavaliere Orlandi proporciona a quem o visita. O seu visual clássico de estilo retrô contrasta com a alta tecnologia dos convencionais cinemas.

Museu Municipal
Toda a história de Socorro é cuidadosamente preservada em seu Museu Municipal. O prédio, com estilo colonial, foi o primeiro sobrado construído na cidade. O piso térreo é feito de taipa de pilão e o andar superior de pau-a-pique. Já foi a sede da Prefeitura, abrigou a Delegacia, o Fórum e até mesmo a Câmara dos Vereadores. Hoje, é nele onde estão arquivados os objetos e documentos do destino.

Palácio das Águias
As paredes externas em tom cor-de-rosa pastel do casarão que abriga o Palácio das Águias atraem os turistas de longe. O seu nome foi inspirado no Palácio do Catete, antiga sede do Governo Federal no Rio de Janeiro. O local já abrigou a Prefeitura de Socorro e hoje é onde fica a Biblioteca Municipal.

Fazenda 7 Senhoras
Pouca coisa representa mais a história do Estado de São Paulo do que a cultura cafeeira. E só de pensar no verdadeiro sabor do café caipira já dá água na boca! Na visita à Fazenda 7 Senhoras, além de aprenderem sobre o processo de torra e os métodos de preparação, os visitantes podem passear pela plantação e degustar um café fresquinho.

Fazenda Sant’Ana
São raros os locais de São Paulo que oferecem a oportunidade de visitar uma tulha construída em 1898. A Fazenda Sant’Ana conserva um museu na que fica localizada em sua propriedade, reunindo diversas peças do final do século XIX, como móveis e louças. Além disso, oferece um espaço tranquilo para contemplação da natureza.

Maria Fumaça 208
Até os anos 1960, a Maria Fumaça 208 era uma das principais formas de locomoção dos socorrenses. Em 2017, o transporte voltou ao seu lugar de origem, onde passou a ficar em exposição, sendo um dos principais itens históricos da região.

Todos estes pontos turísticos estão contemplados nos roteiros das principais agências de Socorro: Mundaka Aventura (19) 99933-5961, PróximAventura (19) 99906-7544, Reis Turismo (19) 99898-9893 e Rios de Aventura (19) 99935-7179.

Sexo impacta positivamente no humor e na vida profissional, afirma psicólogo

Redação

O Dia dos Namorados é comemorado hoje (12). Para a maioria das pessoas o sexo é algo intrínseco a este clima romântico do período. Porém, o psicólogo do Hapvida Saúde, André Isaac Assunção, afirma que o sexo vai além da data e pode ter impacto também na vida profissional.

Ter uma vida sexual satisfatória pode favorecer a saúde emocional nas relações interpessoais e no trabalho, comenta o psicólogo André Isaac Assunção | Foto: Reprodução

Uma vida sexual satisfatória é fundamental para proporcionar bom humor, sentimentos positivos e estabilidade hormonal. O sexo, além de trazer benefícios à saúde, influencia diretamente no comportamento e na relação amorosa e afetiva das pessoas.

"Ter estabilidade de humor, uma vida sexual que satisfaça cada um, pode favorecer a saúde emocional nas relações interpessoais e no trabalho. Estudos apontam que o sexo gera felicidade. Isso acontece porque durante o ato o corpo libera sensações de bem-estar", comenta o psicólogo.

Apesar de ser positivo, o sexo pode se tornar um problema para aqueles que, por algum motivo, não se satisfazem nesta área. Quando isso acontece, é necessário entender qual é a barreira e buscar o melhor tratamento com urologista, ginecologista ou psicólogo. A psicoterapia é importante no auxílio de traumas, angústias, dificuldades e outros fatores emocionais que estejam acumulados e que proporcionam negatividade.

Existem casos em que as pessoas apresentam problemas comportamentais, mas não têm consciência de que eles estão relacionados à vida sexual. "Mudanças de comportamento, angústias, preocupações e sensações de incapacidade são fatores observáveis. Além disso, a autoestima e autoconfiança também precisam de investigação e autoconhecimento", completa Assunção.

Por fim, para comemorar o Dia dos Namorados com sexo saudável, vale destacar a importância do uso do preservativo. Além disso, o diálogo entre as partes envolvidas pode gerar uma experiência ainda mais prazerosa com resultados positivos na vida de cada um.

Time de Santo André é tema de exposição fotográfica

Redação

Com fotos de torcedores e jogadores, o Esporte Clube Santo André vira tema de exposição no Shopping ABC, em Santo André. A partir de 15 de junho, o time pode ser visto, por meio das lentes do fotógrafo Renato Camilo Mafra, nas exposição 'Retratos de uma Paixão Azul e Branca, que reúne 50 fotos.

Mostra reúne 50 imagens | Foto: Renato Camilo Mafra

A mostra, planejada pela torcida organizada Fúria Andreense, conta em imagens a trajetória do clube na conquista do pentacampeonato paulista da Série A-2 e a volta ao futebol estadual.

O grande destaque da abertura será a presença da quinta taça de campeão paulista da divisão de acesso do Ramalhão, conquistada em abril deste ano. Com a conquista do segundo nível do Campeonato Paulista, o time ganhou o direito de jogar na elite estadual e disputar a Copa do Brasil em 2020.

A exposição fica em cartaz até 15 de julho. O horário de visitação é de segunda a sábado, das 10h às 22h, domingos e feriados, das 11h às 21h. O Shopping ABC fica na Av. Pereira Barreto, 42, Vila Gilda.

Seis dicas para superar o fim de um relacionamento

*Por Tatiana Pimenta

Prepare-se: você escutará muitos conselhos quando comentar com os amigos que seu relacionamento amoroso chegou ao fim.

" Isso também vai passar. Faça disso um mantra. Repita, para si mesmo, quantas vezes precisar", comenta a CEO e fundadora da Vittude,  Tatiana Pimenta | Foto: divulgação

Alguns dirão coisas que irão lhe tocar profundamente, desencadeando reflexões transformadoras. Outros, oferecerão palavras que você julgará bobas — que talvez até lhe irritem.

A intenção é sempre a mesma: ajudar. Mas as pessoas são diferentes — e seus modos de enfrentar as consequências da vida, também.

Neste artigo, compartilho seis dicas para superar o fim de uma história, de um amor. Mas, assim como seus amigos, o que temos a dizer não é uma fórmula mágica.

Permita-se ler as sugestões sem pré-julgamentos. Ignore aquelas que não conversarem com suas dores. Fixe naquelas que mais lhe incomodarem. Afinal, o que mais nos perturba, é o que primeiro precisamos resolver.

Siga a leitura e, se puder deixar nos comentários algum conselho que acredite valioso, complemente nossa lista!

1. Respeite seu tempo
Um clichê, sabemos. É um conselho tão batido, mas tão batido, que o desprezamos. Contudo, ele é um mandamento que não deveríamos perder de vista.

Respeitar o próprio tempo é aceitar a temporada de choros, sem culpa. É entender que a tristeza não faz as malas no dia seguinte à partida do amor.

Portanto, aceite convites para sair de casa, abrace oportunidades de se divertir. Mas não se cobre recuperação instantânea de um fim de relacionamento.

Por outro lado, respeitar seu tempo é, também, não aceitar a fossa como moradia fixa. Seu tempo merece ser tratado com dignidade. Não o transforme numa tormenta infinita.

Se perceber que o desânimo está indo longe demais, procure ajuda de um psicólogo. Ele lhe auxiliará a descobrir novos caminhos para o pensamento.

2. Invista na autoimagem
Aviso: essa dica não sugere que você tire zilhões de selfies e compartilhe nas redes sociais, para mostrar que está bem!

Autoimagem é um olhar para si, não para a aprovação ou impressão do outro.

Investir na auto imagem é priorizar o relacionamento saudável com a pessoa inevitavelmente constante em toda a sua vida: você.

Se você se colocar para baixo, terá que conviver, a cada segundo, com essa personalidade derrotista que alimentou. Um relacionamento tóxico, não necessariamente, é algo que envolve duas pessoas. Você, sozinho, pode se boicotar, violentar, desmerecer. Não seja, para si mesmo, o que não gostaria de encontrar ou receber de outro alguém.

Num primeiro momento, pode lhe soar superficial. Mas indicamos: cuide da própria beleza! Nada de pensar em padrões! Lembre-se que a ideia é acarinhar a autoestima, dar ênfase ao que se tem de autêntico e original.

Descubra formas de autocuidado que lhe dão prazer. Pode ser através da alimentação, de uma atividade física (que tal dança? Yoga? Luta?), de um ritual de beleza com cosméticos de texturas, cores e perfumes extasiantes.

Convoque os sentidos. A autoestima, por vezes, realmente começa de fora para dentro.

3. Deixe o passado em seu devido lugar
Não espere esquecer a pessoa com quem conviveu. Isso não vai acontecer — a não ser que você sofra de alguma espécie de amnésia...

Entretanto, não a chame para seu presente. Memórias irão lhe ocorrer. Mas não as deixe como parâmetros para um relacionamento futuro. Quando olhamos para trás, editamos nossa percepção. Já percebeu? A memória seleciona "cenas", escolhendo o que ignorar e o que exibir.

Você pode lembrar do relacionamento que acabou só pelas "partes boas", criando uma expectativa irreal de um próximo parceiro, que precisará ser tudo aquilo que a memória estabeleceu como padrão de felicidade.

Ou pode lembrar apenas das coisas ruins e enxergar indícios de repetições em atitudes que, na verdade, não têm correspondência com a experiência do passado. Aprenda com os erros e evite ciladas. Porém, não confunda bom senso com fixação.

Outra coisa de suma importância: nada de stalkear a vida do antigo amor pelas redes sociais! Nem através de amigos em comum. Cedo ou tarde, isso lhe trará mais sofrimento. Sua meta é romper o vínculo e dar espaço a novas conquistas, novas histórias, novas memórias. Mantenha isso em mente!

4. Isso também vai passar
Faça disso um mantra. Repita, para si mesmo, quantas vezes precisar. Não apenas em situações de términos.

Essa é uma das principais dicas de relacionamento com a vida! Tudo passa. Infelizmente, até o que é bom.

Como ensinou Guimarães Rosa, vida é travessia.

5. Pense positivo
É bem difícil um relacionamento acabar quando ambos estão apaixonados, vamos admitir. E se o interesse — ao menos de uma das partes — já não era "aquilo tudo", podemos presumir que o namoro ou casamento não estava em seus melhores dias.

Então, o que foi mesmo que você perdeu?

O sofrimento pode ocorrer, em grande medida, pela imposição da mudança, pela famosa saída da zona de conforto — ainda que, de conforto, houvesse pouco ali.

Foque em notar o que o fim trouxe de bom. Foque em perceber quantos fins — de circunstâncias e humores negativos — a ruptura trouxe consigo.

Perceba a possibilidade de recomeços, de tempo de maior qualidade com amigos ou envolvimento com coisas que gostava — mas havia deixado para trás em função da rotina do relacionamento.

Reencontre-se! Aproveite a liberdade. Reinvente seu cotidiano. Dê espaço para suas preferências e escolhas individuais. Faça do momento um desafio de evolução pessoal.

6. Acredite em um novo relacionamento
Se você prestou atenção às dicas anteriores, chegará a essa preparado!

Por via das dúvidas, faça um "checklist" antes de avançar. Autoestima bem-resolvida? Desenvolvimento pessoal em ordem? Vínculo rompido? Tempo de choradeira encerrado? Então é hora de dar chances ao acaso!

Também não fique esperando o novo amor bater em sua porta. Não aguarde alguém lhe resgatar do limbo. Note as pessoas ao seu redor e faça-se notar.

Se gostar da ideia, aceite que amigos lhe apresentem pessoas interessantes. Abra-se para pessoas de seu convívio, amizades que podem virar algo mais. Saia de casa, quando tiver a oportunidade. É sempre simpático dar uma mãozinha para o destino.

Uma opção bem funcional são os aplicativos e sites de relacionamento. Pesquise quais plataformas seriam mais compatíveis com o seu perfil e com o que procura. Seja responsável, cuide-se, mas permita-se algumas paqueras virtuais — e encontros reais.

Apenas certifique-se de que, independente do meio que escolher para conhecer gente nova, suas expectativas devem estar com os pés no chão. É natural que algumas tentativas resultem em erro. Aceite e siga em frente!

Um pequeno adendo. Todas essas dicas de como superar o fim de um relacionamento são para homens e mulheres, ok? A dor não faz distinção de sexo. E o comportamento, ao contrário do que se possa cogitar, é muito semelhante entre humanos.

As demonstrações podem variar, claro. Assim como o tempo de superação e as estratégias utilizadas. Afinal cada um de nós tem personalidade única.

O que não muda é que, depois de um fim de relacionamento, se houver abertura, um novo tende a chegar em seu lugar. E quando as pessoas estão de bem consigo mesmas, a probabilidade é de que seus relacionamentos melhorem. Tenham maior qualidade e maturidade.

Ou seja, o fim é estágio necessário para que a felicidade floresça novamente, ainda mais segura de si.

*Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude, plataforma que conecta psicólogos e pacientes. Faz psicoterapia pessoal há quase 7 anos, sendo apaixonada por psicologia e comportamento humano. Idealizadora do Consultório Virtual da Vittude, desenvolvido especialmente para atendimentos de saúde, de forma segura e sigilosa.

Brasileiras ainda vivem na bolha

*Por Priscila Queiroz Relatórios apontam que as mulheres já são responsáveis por 57% dos novos negócios criados no Brasil desde 2016. A...