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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Dieta restritiva pode ser perigosa, alerta nutricionista

Redação

A consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), Ana Pallottini, alerta sobre os perigos de alimentação restritiva, para perder peso de forma rápida e fácil, sem acompanhamento nutricional.

"Os benefícios de uma alimentação saudável não vêm de componentes isolados, mas sim da combinação de nutrientes de uma refeição", destaca a nutricionista Ana Pallottini | Foto: reprodução 
Um adulto sem problemas de saúde consome, em média, 2 mil calorias diárias. Este mesmo adulto, quando adere a uma dieta restritiva, pode passar a consumir entre mil e 1,2 mil calorias diárias ou em alguns casos mais radicais, entre 500 e 800 calorias diárias.

"Com a alta restrição energética é impossível atingir as recomendações de macro e micronutrientes presente nos grupos alimentares (carboidratos, proteínas e gorduras) levando a fadiga, cansaço e à perda de cognição. Além disso, pode gerar o 'efeito sanfona', ou seja, ao voltar para uma dieta normal o ganho de peso é maior do que antes e, consequentemente, gerar gatilhos para a compulsão alimentar", afirma a especialista.

Quando o assunto é alimentação saudável, se engana quem pensa que o ideal é comer apenas salada. Uma boa alimentação está relacionada à ingestão equilibrada dos nutrientes necessários para suprir nossas demandas diárias. O carboidrato, por exemplo, muitas vezes é associado ao ganho de peso de forma equivocada.

"Os benefícios de uma alimentação saudável não vêm de componentes isolados, mas sim da combinação de nutrientes de uma refeição. No caso do carboidrato, ele é constituído por moléculas de carbono, oxigênio e hidrogênio. Esses macronutrientes são as nossas principais fontes de energia, abastecendo o sistema nervoso central, mantendo o bem-estar do cérebro e dando 'aquela' disposição para o nosso corpo", diz Ana.

Assim, ao oferecer os nutrientes nas proporções corretas ao organismo, é possível aproveitar uma série de benefícios como: perda de peso e manutenção de um peso saudável, bom funcionamento do intestino, prevenção e controle do diabetes e proteção da saúde cardiovascular. A regra de ouro é sempre o equilíbrio.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Dia da Nutrição: dicas para manter uma alimentação saudável

Da Redação

Em 31 de março é comemorado o Dia Nacional da Saúde e da Nutrição. A data, que integra o calendário do Ministério da Saúde, tem o objetivo de incentivar os brasileiros a refletirem sobre os seus hábitos alimentares no cotidiano. Afinal, o que comemos interfere diretamente na nossa saúde. A nutricionista Bárbara Ramires, que atende pelo GetNinjas, selecionou cinco dicas para ajudar numa alimentação saudável. Confira:

Nutricionista Bárbara Ramires orienta incluir frutas, legumes, verduras, sementes e grãos na dieta diária | Foto: reprodução 
Evite consumir fast food, comidas congeladas ou alimentos pré-prontos. "Essas comidas são altamente calóricas e gordurosas e não contém nenhum nutriente, nem vitaminas e tampouco minerais", explica Bárbara;

Reduza o consumo de sal, açúcar e de carnes processadas;

Nem toda gordura é ruim. Produtos como azeite, óleo de coco e gordura de porco, por exemplo, são opções de gordura boa e ótimas para manter um bom funcionamento dos hormônios e das vitaminas lipossolúveis que são solúveis em gorduras;

Não faça dietas sem acompanhamento. "Não existe a dieta ideal, mas aquela que melhor se adequa à realidade do seu organismo e aquilo que você busca", orienta a nutricionista. Para não prejudicar a saúde, procure ajuda de um profissional.

Inclua frutas, legumes, verduras, sementes e grãos na dieta diária. "Além destes alimentos serem bem mais baratos que os alimentos prontos ou congelados, eles possuem os nutrientes necessários para te ajudar a manter uma alimentação mais saudável e equilibrada", finaliza.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Nutróloga aposta na dieta cromática

Da Redação 

Investir na diversidade cromática dos alimentos é ideal para ter uma nutrição completa, segundo a médica nutróloga Ana Luisa Vilela, especialista em emagrecimento da Capital paulista. Conhecida como dieta cromática, além da diversidade de cores no prato, é preciso ainda ter variação dos alimentos escolhidos para representar cada cor.

A dica é ingerir alimentos de cinco cores diferentes durante o dia | Foto: Arquivo 
“Embora existam propriedades nutricionais comuns aos alimentos de cada coloração, cada um deles apresenta nutrientes específicos, por isso, a  dica é ingerir alimentos de cinco cores diferentes ao dia: vermelho, laranja, roxo, verde e branco. Assim, o organismo terá as vitaminas, minerais, fibras e substâncias fitoquímicas das quais o corpo necessita para manter uma boa saúde e adequados níveis de energia, protegendo contra os efeitos da idade e reduzindo o risco doenças”, ensina a médica.

Ana fala que a dieta cromática é muito fácil de ser seguida, pois os alimentos são divididos em seis grupos e em seis cores, e com elas é possível saber quais os nutrientes predominantes de cada um.
Para facilitar, a especialista em emagrecimento listou os alimentos e os benefícios de cada cor, que vão interferir diretamente na balança e na saúde:

Cores dos alimentos e seus benefícios
Vermelhos: A coloração é consequência do licopeno, um pigmento que atua como antioxidante celular. Ricos em vitamina C, esses alimentos também possuem antioxidantes que ofereces proteção contra doenças e estresse.

Exemplos: caqui, cereja, framboesa, goiaba, melancia, morango, nectarina, pitanga, romã e tomate, além da beterraba e do pimentão vermelho.

Amarelos e laranjas – os alimentos que possuem a cor mais amarelada e alaranjada são ricos em betacaroteno: um antioxidante que atua contra radicais livres e na manutenção dos tecidos e dos cabelos, beneficia ainda a visão e melhora a imunidade.  São ricos em vitamina C e melhoram a síntese de colágeno da pele.

Exemplos: abacaxi, manga, maracujá, melão, milho, abóbora, ameixa, caju, carambola, damasco, cenoura, laranja, mamão, pimentão amarelo e tangerina.

Verdes: Possuem essa cor graças a presença da clorofila - um potente energético celular, além de outros nutrientes, como betacaroteno e luteína, ambos antioxidantes, folatos, vitaminas C e E, cálcio, ferro e potássio.

Exemplos: folhas verdes, como acelga, alface, repolho, salsa, agrião, chicória, couve, espinafre, rúcula, escarola e manjericão, além de abacate, abobrinha, quiabo, pimentão verde, brócolis, vagem, kiwi, ervilha, limão e pepino.

Roxos: Nessas cores, os alimentos contêm antocianina, um tipo de pigmento ligado à presença da vitamina B1. Conhecida como a vitamina da disposição, a B1 é essencial para a transformação dos carboidratos e outros nutrientes que ingerimos em energia. Entre seus benefícios está o aumento da disposição mental e a manutenção do funcionamento normal do sistema nervoso, dos músculos e do coração.

Exemplos: Alcachofra, ameixa, amora, berinjela, feijão-preto, figo, jabuticaba, uva e repolho roxo.

Brancos: A cor branca é resultante da flavina, que indica alimentos ricos em minerais, como cálcio e fósforo que ajudam na manutenção dos ossos e dentes, carboidratos e vitamina B6, que favorece a respiração das células e ajuda no metabolismo das proteínas.

Exemplos: Alho, banana, batata, cebola, couve-flor, feijão branco, maçã, pera, palmito, chuchu, cogumelo, mandioca, nabo e rabanete.

Marrons – são ricos em fibras que regulam o funcionamento do intestino, além de ajudar a controlar o colesterol e a diabetes. São ainda fontes do mineral selênio e de vitamina E, com funções antioxidante, vasodilatador, anticoagulante e contra a fadiga.

Exemplos: Cereais integrais e as sementes oleaginosas.



quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Dia Nacional de Combate ao Colesterol alerta sobre o problema

Da redação

As doenças cardiovasculares, como o infarto e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) são as principais causas de morte. O colesterol alto é um dos maiores responsáveis por essas fatalidades. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 100 brasileiros, 40 sofrem de doenças causadas por nível elevado de colesterol ruim. Em todo o mundo, são 17 milhões de pessoas com o problema. Como forma de conscientização e prevenção, 8 de agosto é a data marcada como o Dia Nacional de Controle do Colesterol.

Dieta balanceada e exercícios físicos são fundamentais para prevenir o colesterol ruim | Foto: Freepik
O médico do Hospital Cardiológico Costantini, Everton Dombeck, explica que o colesterol é a matéria-prima das placas de gorduras que grudam nas artérias, dificultando ou obstruindo o fluxo sanguíneo. "É preciso estar atento a este fator de risco, que é muito sério. Geralmente, as pessoas têm resistência em baixar o colesterol alto, mas também não conseguem controlar o colesterol, para que fique dentro dos níveis aceitáveis. Isso precisa mudar", alerta.

Mas o colesterol não é só vilão, ele tem funções importantes e fundamentais no organismo. Ele é responsável pela produção de alguns hormônios como a vitamina D, estrógeno, cortisol, testosterona e ácidos biliares, que ajudam na digestão das gorduras. Além disso, está presente no coração, cérebro, fígado, intestinos, músculos, nervos e pele. Porém, em excesso, aumenta o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Diversos  fatores são responsáveis pelo aumento do colesterol, como os genéticos ou hereditários, obesidade, idade, gênero, diabetes e sedentarismo. Entre todos os citados, um dos mais comuns é a dieta desequilibrada, uma vez que 30% do colesterol do organismo provém da alimentação. As gorduras, principalmente as saturadas, que estão nos alimentos de origem animal, contribuem para a elevação do colesterol no sangue.

O cardiologista alerta que níveis elevados de colesterol no sangue são assintomáticos. Ou seja, é um fator de risco alto, porém silencioso. "Por esse motivo é necessário que, além das recomendações básicas para manter os bons níveis do colesterol, como uma alimentação balanceada e exercícios físicos regulares, é necessário fazer o controle com exames de sangue", explica Dombeck.

Quando o problema é diagnosticado, o médico deve avaliar o estado do paciente e o nível de dano ao organismo. "Para pacientes com níveis de cardiopatias moderado a alto, é necessário fazer um controle com medicação", explica. Ele lembra, entretanto, que o mais importante é a prevenção, com uma rotina regular de exames.


sexta-feira, 20 de julho de 2018

É possível amenizar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável

Da redação

Sintomas como dor abdominal frequente, inchaço, intestino preso, náuseas, diarreia e estufamento não são normais e devem ser investigados. A SII – Síndrome do Intestino Irritável traz grandes dificuldades no dia a dia e a Dieta Não-Fermentativa, que consiste em restringir alimentos ricos em carboidratos de alta fermentação é o melhor caminho para amenizar os sintomas.

O nutricionista inglês Nick Trott esteve em São Paulo, durante a 9ª edição da Gluten Free Brasil | Foto: divulgação
As diferentes abordagens de diagnóstico e tratamento para a SII foram exploradas pelo nutricionista inglês Nick Trott, na palestra “O tratamento Low-FODMAP na Síndrome do Intestino Irritável: procedimentos, métodos e atualizações”, durante a 9ª edição da Gluten Free Brasil, realizada no último final de semana (14 e 15), em São Paulo. Segundo ele, o melhor caminho encontrado pelos especialistas é prescrever uma dieta que reduza a fermentação intestinal e, assim, evitar a distensão intestinal e os seus efeitos.

Nutricionista especializado na área de gastroenterologia e premiado como um dos profissionais do ano em doença celíaca do Reino Unido em 2016, Trott é reconhecido como estudioso na educação e orientação de celíacos e de demais quadros relacionados à sensibilidade ao glúten e à Síndrome do Intestino Irritável. Confira abaixo os principais desdobramentos sobre a síndrome:

Geralmente as pessoas confundem a Síndrome do Intestino Irritável com a doença delíaca, porque elas têm sintomas semelhantes. O que difere um do outro?
A doença celíaca é uma doença autoimune, causada por uma resposta imune inadequada ao glúten. Seu diagnóstico requer exames de sangue específicos e uma biópsia do intestino delgado. Atualmente, o único tratamento é a adoção de uma dieta isenta de glúten.  Já a Síndrome do Intestino Irritável é uma desordem crônica do intestino, que se caracteriza pela presença da dor abdominal, distensão e mudança no hábito intestinal, como constipação, diarréia ou ambos. O diagnóstico da Síndrome do Intestino irritável pode ser estabelecido com base nos sintomas, na exclusão de outras doenças do intestino e com a aplicação da dieta específica e seus resultados. A boa notícia é que há uma ampla variedade de abordagens médicas, psicológicas e dietéticas para tratá-la – que pode ser adaptada individualmente para cada paciente.

Qual a relação do estresse com a Síndrome do Intestino Irritável? Ele pode ser considerado uma das causas?
Não temos comprovado que ele pode ser uma das causas da Síndrome do Intestino Irritável, mas certamente pode contribuir para o aumento dos sintomas. Isso se relaciona com a forma como o intestino e o cérebro se comunicam. Um ponto que sabemos é que as mudanças do estilo de vida ajudam as pessoas com SII a gerenciar seu nível de estresse (como a yoga e atividade física), melhorando assim o controle dos sintomas.

Como a doença celíaca, a Síndrome do Intestino Irritável acomete mais mulheres?
A incidência da SII acontece até três vezes mais em mulheres do que em homens, embora a diferença percentual varia globalmente. As razões para esta diferença na taxa de diagnóstico entre os sexos ainda não é bem compreendido, pois está mais relacionado ao fato das mulheres procurarem mais diagnósticos e tratamentos. Também existem diferenças nos sintomas da Síndrome do Intestino Irritável vivida por homens e mulheres.

A dieta não-fermentativa pode ser considerada altamente restritiva por conta dos alimentos que devem ser limitados na alimentação? De que maneira é possível levar uma vida equilibrada, tendo as exclusões que devem ser feitas?
Pessoas e pacientes podem ter diversos benefícios ao adotar uma dieta com alimentos de baixa fermentação, mas não devem adotar esse tipo de dieta por conta própria ou instruídos por uma abordagem encontrada na internet, por exemplo. A dieta não-fermentativa deve ser realizada em três fases distintas, a ser feita por um profissional de saúde, como o nutricionista. Primeiramente, a restrição inicial é seguida de uma reintrodução monitorada de alimentos, para avaliar a tolerância individual. A última fase é uma dieta modificada e personalizada para determinado paciente com base nos resultados de reintrodução. Vale ressaltar que a dieta deve ser seguida por um período de tempo específico e que não deve ser adotada por quem não tem indicação.

Adotar a dieta não-fermentativa apresenta uma melhoria nos sintomas da Síndrome do Intestino Irritável em que porcentagem?
Estudos de curto prazo, com grupos de controle acompanhados por dois ou três meses, demonstram uma taxa de melhoria de 50 a 70%. Nos últimos dez anos, as abordagens dietéticas tornaram-se uma importante metodologia para o tratamento de pessoas com Síndrome do Intestino Irritável.

Como você avalia os estudos que temos atualmente sobre a Dieta Não-Fermentativa em pacientes com a Síndrome do Intestino Irritável?
Há uma série de estudos validados, que trazem a análise de sintomas e da qualidade de vida dos pacientes da SII, que se tornaram ferramentas muito utilizadas na determinação da eficácia desta abordagem.


Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...