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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Personal trainer explica a importância do alongamento

Redação

Qualquer pessoa que esteja começando ou já tenha uma rotina de exercícios sabe (ou deveria saber) que antes de qualquer atividade física é necessário fazer um aquecimento inicial — andar até a academia ou parque já preenche essa necessidade — e fazer uma boa sequência de exercícios de alongamento. 

O alongamento deve ser feito antes e depois do treino, segundo o personal trainner, Giulliano Esperança | Foto: divulgação 

Segundo o diretor técnico da Sociedade Brasileira de Personal Trainers, Giulliano Esperança, o alongamento é um aviso para o corpo de que você está iniciando uma continuação de movimentos que saem da sua “normalidade”, ou seja, que vão além dos movimentos que você faz diariamente.

Fazer alongamentos serve para a manutenção ou, no caso dos principiantes, do aumento da flexibilidade do corpo. Essa ampliação é necessária, pois os exercícios físicos requerem movimentos mais longos. Mesmo exercícios como a caminhada requerem movimentos ampliados das pernas (incluindo as coxas e o quadril), braços, ombros e costas.

A falta de uma sequência de exercícios de alongamento pode comprometer o treino (causar mais cansaço, por exemplo) e aumentar a incidência de lesões musculares. Mas para tudo existe um limite: o alongamento exagerado — forçando até níveis de dores muito exorbitantes — também é prejudicial.

“O alongamento precisa ser feito até um nível chamado ótimo ou ideal. É um processo profilático, ou seja, protege de forma preventiva alguns tipos de lesões causadas pelo excesso no movimento ou na carga de exercícios. Entretanto, quando há um alongamento excessivo, forçando demais a musculatura, esse tipo de preparação para o treino também pode levar a lesões nos músculos e, consequentemente, articulações”, explica Esperança.

O especialista lembra também que as sequências de alongamento não devem ser feitas apenas no início do treino, mas ao final deles também. “O alongamento posterior ajuda o corpo a voltar ao seu ritmo natural, em que os músculos ficam mais estáveis. Faz parte do que chamamos de ‘desaquecimento’ pós-exercício. Tudo isso ajuda a diminuir a ocorrência de um desconforto posterior ao exercício, como aquelas dores nas pernas que muitas pessoas têm no dia seguinte a um treino”, completa Esperança.

 Além disso, não fazer o alongamento de modo correto também podem desenvolver dores crônicas nas costas. O próprio alongamento, aliás, pode ser considerado uma forma bastante prática de exercício. “No dia em que não é possível treinar — por causa do tempo, clima ou outro compromisso — as pessoas podem fazer uma boa sequência de alongamento, em casa mesmo. É uma forma de manter o organismo ativo”, diz Esperança.

Mesmo pessoas mais velhas, que não têm uma rotina de exercícios programada, podem aproveitar os benefícios do alongamento. “A Academia Americana de Medicina Esportiva sugere que pessoas idosas façam séries de alongamentos para manter a flexibilidade do corpo. Isso ajuda essas pessoas a manter uma boa saúde e realizarem mais facilmente suas tarefas diárias, apontam os estudos”, explica o especialista.

Os tipos de alongamento podem variar para cada forma de exercício físico, mas existe uma série básica que pode servir para todos.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Diástase afeta 60% das mulheres após a gravidez

Da Redação

Pesquisas sobre a diástase - condição que se caracteriza pelo afastamento de determinados músculos abdominais - mostram que o problema atinge cerca de 60% das mulheres no pós-parto. Com isso, a personal Gizele Monteiro levanta a bandeira sobre a importância da prevenção e da recuperação da tão temida diástase. Como especialista e coach de mãe ela convive com as frustrações diárias de suas alunas, que muitas vezes, fazem gastos desnecessários com tratamentos sem eficácia.

A prevenção da diástase começa na gravidez, segundo a personal Gizele Monteiro | Foto: reprodução 
"Elas demoram para entender que esse problema de saúde (não só estético) no pós-parto é mais comum do que imaginam. Pesquisas mostram que, pelo menos 60% das mulheres, desenvolvem diástase nos primeiros meses, após o nascimento do bebê. E mais 30% convivem até seu filho completar um ano de vida, porém muitas nem sabem que sofrem de diástase, infelizmente", explica Gizele.

Segundo a especialista, muitos médicos neste período não focam na diástase (sem examinar a região abdominal) durante a consulta no pós-parto, que ocorre cerca de seis semanas após o nascimento. As que são diagnosticadas com o problema recebem indicação de exercícios localizados em academias ou sugestão de cirurgia para reverter a diástase fechando a abertura dos músculos abdominais.

De acordo com Gizele, o melhor é evitar que esse mal aconteça e a prevenção começa na gravidez. Por isso, ela trabalha em suas mídias, informações que podem evitar que as gestantes tenham o afastamento abdominal, além do necessário e normal, nesta fase.

Gizele estuda e pesquisa sobre diástase há 20 anos
"Em 1997 ao ver estudos com estatísticas já indicando que a incidência e o grau de diástase poderiam estar sendo subestimados e que muitos exercícios usados nas prescrições deveriam ser contraindicados passei a pesquisar mais e mergulhar no tema para ajudar minhas alunas. Deu certo! As alunas gestantes internautas apresentam resultados de melhora já no primeiro mês do seu pós-parto, ainda no período de resguardo sem dietas ou qualquer exercício. Elas somente iniciam o programa, em casa, quando tem a liberação médica. Esse resultado é um efeito natural dos exercícios aplicados na gravidez que criam uma memória muscular", enfatiza Gizele.

A personal gestante descreve que não importa quanto tempo se passou da gravidez, a mulher que está por anos com a famosa “barriga de grávida”, pode também começar a ver as melhoras nos primeiros 7 a 15 dias do programa.

Por outro lado, Gizele alerta: exercícios feitos de maneira inadequada não corrigirá o problema. "Na verdade, isso pode até piorar as coisas. E, ao longo prazo, esses exercícios errados, comprometem mais ainda a estabilidade e a função da barriga, da postura e da pelve. Os sintomas comuns para diástase são: dor nas costas, incontinência urinária e desconfortos abdominais, além do principal, a estética de uma barriga de grávida e flacidez associada", finaliza.

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