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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Saiba como prevenir o mau hálito

Da Redação

A halitose, popularmente conhecida como mau hálito, é uma condição muito comum na sociedade, mas que não deve ser ignorada. É importante ter em mente também que não se trata de uma doença, mas um sintoma, uma indicação de que algo pode estar acontecendo de errado com o organismo. De acordo com a Comissão de Halitologia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), estima-se que existem mais de 60 causas para o problema. Algumas das formas de prevenção incluem mudança nos hábitos alimentares, prática correta da higiene bucal, correção de fluxo salivar – vale lembrar que a saliva é o “detergente natural” da cavidade bucal – e raspagem da língua com limpador específico.

Cirurgião-dentista é o profissional capacitado para diagnosticar a causa da halitose | Foto: Freepik
A principal forma de combate à halitose é o diagnóstico no consultório do cirurgião-dentista. Exames que medem a quantidade e a qualidade da saliva, além do enxofre exalado na respiração e na cavidade bucal, ajudam o profissional a escolher os procedimentos adequados. Entre as possibilidades de tratamento estão dieta balanceada e/ou técnicas que regeneram a função das glândulas salivares. Tudo isso só é possível com base em uma análise da boca e do histórico de saúde do paciente. Além da consulta com o profissional, confira abaixo outras orientações sugeridas pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) para evitar o mau hálito

Previna a saburra lingual (placa esbranquiçada) Um dos pontos fundamentais para evitar o mau hálito é a prevenção da saburra lingual. Trata-se de uma secreção esbranquiçada ou amarelada, composta de restos de alimentos, células da mucosa bucal e bactérias que adere à superfície da língua. Sua presença pode causar o mau cheiro. Uma das recomendações para evitar o problema é o uso do limpador ou raspador de língua, durante a higiene bucal.

Atenção à escovação
Nunca é exagerado reforçar: a prática de escovar os dentes ao acordar, após cada refeição e antes de dormir é requisito básico para manter uma boca limpa e saudável. Vale ressaltar que a escovação deve ser feita em toda a cavidade oral, com o cuidado de evitar força demasiada nos movimentos, o que pode causar retração gengival e hipersensibilidade. A língua deve ser higienizada e o uso do fio dental é imprescindível. O enxaguante bucal, sem álcool, também pode ser recomendado pelo cirurgião-dentista.

Falta de salivação pode interferir
A saliva tem um papel importante na saúde da boca. É responsável por lubrificar a cavidade oral e neutralizar o pH, protegendo-a das bactérias. O aumento destes microrganismos fermenta os restos dos alimentos, provocando o mau odor. Existem exames que diagnosticam se a quantidade de saliva está adequada, mas uma forma de combater o problema é mastigar muito bem os alimentos, manter a higiene bucal em dia e beber entre 2 a 3 litros de água diariamente.

A hidratação decorrente da água bebida permite que as glândulas salivares produzam a quantidade essencial de saliva. O consumo de água também elimina algumas bactérias presentes na boca, evitando a halitose.

Hábitos alimentares
Evitar o jejum prolongado é outra forma de prevenir o mau hálito. Comer de três em três horas e incluir alimentos ricos em fibras na dieta, como maçã e cenoura, são atitudes que podem minimizar o problema.

Excesso de álcool e tabagismo 
A bebida alcoólica desencadeia uma grande descamação de células bucais, as quais são cheias de proteínas que produzem enxofre. O mesmo acontece com o fumo, que traz enxofre em sua composição, além de contribuir para a redução da saliva, o que intensifica o problema. Vale lembrar que o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são a causa de muitas doenças, inclusive o câncer bucal.


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Dentista esclarece dúvidas sobre o mau hálito

Que o mau hálito é desagradável e gera muitos constrangimentos não há dúvidas. O dentista Luciano Teodoro Eleotério, membro indicado da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), explica quais são os cinco questionamentos mais comuns apresentados pelos pacientes. No Brasil,  aproximadamente 57 milhões de pessoas sofrem com esse problema.

Equipamento OralChroma é capaz de medir os gases causadores do mau hálito  | Foto: Reprodução
1 – É possível descobrir se você tem mau hálito exalando sobre a mão em forma de concha?
Luciano Teodoro Eleotério (LTE) - Sim, é possível determinar a presença de mau hálito usando esta técnica. No entanto, isso só pode funcionar se sua halitose é muito grave. A verdade é que identificar seu próprio mau hálito é muito difícil, porque seu nariz está conectado à sua boca. Como tal, muitos odores internos podem ser rastreados, incluindo o mau hálito. Na dúvida, a recomendação é procurar um dentista capacitado no diagnóstico e tratamento.

2 - O mau hálito vem do estômago?
LTE - Não necessariamente. Embora seja possível que o mau hálito possa resultar de distúrbios digestivos, representa de 1 a 2% dos casos de mau hálito. Atualmente, já existem equipamentos que identificam os gases gerados da halitose em questão de minutos. Com esse diagnóstico, é mais fácil e rápido tratar o problema.

3 - O mau hálito pode ser evitado por escovação e uso de fio dental regulares?
LTE - Esta é uma maneira muito simples, mas muito eficaz de evitar o mau hálito. Entretanto, a higienização da língua com um raspador específico ajuda a eliminar a placa bacteriana formada sobre a língua evitando assim o mau hálito. Limpadores de língua podem ser encontrados em farmácias e supermercados.

4 - O mau hálito pode ser eliminado usando enxaguante bucal?
LTE - Não. Infelizmente, esses produtos dentários apenas dão uma solução temporária ao problema de halitose. Alguns deles podem até agravar a situação no longo prazo. Para eliminar de vez o mau hálito, é recomendável procurar um profissional capacitado no diagnóstico e tratamento da halitose, para saber a causa e o tratamento ideal para cada caso.

5 - Comer certos alimentos pode causar mau hálito?
LTE - Mais uma vez, isso depende de vários outros fatores. Por exemplo, todos sabem que comer cebolas ou alho pode deixar um cheiro desagradável na boca que algumas pessoas podem chamar de mau hálito. No entanto, este é apenas um odor temporário e não é mesmo que ter halitose. O mesmo vale para alimentos ricos em enxofre, como o repolho. Nestes casos, é possível ter mau hálito, após a refeição, mas irá desaparecer rapidamente, especialmente se for realizada a escovação dos dentes imediatamente após a refeição

Dicas para o hálito fresco
O dentista explica que para manter o hálito fresco, alguns cuidados são importantes. Um deles é evitar enxaguantes que tenham algum tipo de álcool entre seus ingredientes. Esses produtos causam boca seca, o que incentiva o crescimento de bactérias localizadas dentro da cavidade bucal que produzem o mau hálito.
Evite também ficar longos períodos em jejum e beba água durante o dia, no mínimo um litro e meio. Quando for fazer a higiene bucal, não esqueça de dar uma atenção à língua, usando um raspador específico para isso. E o mais importante: consulte um dentista periodicamente. A recomendação é a cada seis meses.

Como tratar a halitose
Para reduzir o número de casos de halitose e oferecer mais saúde e bem-estar aos pacientes, a tecnologia é uma aliada dentro dos consultórios odontológicos. Uma das mais recentes novidades nesse campo é um aparelho (conhecido como OralChroma) que mede, em apenas oito minutos, os níveis dos três diferentes gases causadores do mau hálito.

Eleotério ressalta que a halitose pode ser um sinal de que algo no organismo está em desequilíbrio, por isso a necessidade de ser identificado e tratado adequadamente. 

Avise o amigo
Você conhece alguém que sofre com a halitose e quer dar aquela dica para ele procurar um profissional, mas sem gerar constrangimento? Eleotério criou uma ferramenta aliada no combate ao mau hálito: é o site Avisa o amigo (www.avisaoamigo.com.brwww.avisaoamigo.com.br), no qual  é possível alertar a pessoa que tem halitose anonimamente via e-mail.

Ela receberá uma mensagem falando sobre o assunto e orientando a procurar tratamento. “Como esse problema acaba constrangendo as pessoas, é difícil falar diretamente sobre o assunto, então criamos essa ferramenta para auxiliar”, conta o dentista.

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