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terça-feira, 27 de agosto de 2019

Especialista em coluna fala sobre postura adequada para dirigir

Redação

Dores na coluna são comuns em pessoas que trabalham muito tempo sentadas. O médico Alexandre Fogaça Cristante, especialista em coluna do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), participou da série educativa "Pergunta Pro Detran" e deu dicas aos motoristas, para prevenirem as dores e os desgastes do sistema locomotor (veja vídeo abaixo).

Médico recomenda fazer intervalos de duas em duas horas, para alongar o corpo | Foto: Freepik

A série é realizada pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) e transmitida por meio de lives no Facebook. O tema "Cuidando da coluna" foi escolhido pelos internautas em votação na rede social, para a transmissão realizada no último dia 20.

Segundo o médico , entre os fatores que predispõem os motoristas a terem problemas na coluna estão o fato de ficarem muito tempo no trânsito e o impacto da trepidação.

Confira orientações para evitar as dores na coluna:
• Realizar atividades físicas, para fortalecer a musculatura abdominal e a paravertebral e, assim, dar suporte à coluna;
• Manter o peso saudável;
• Fazer intervalos de duas em duas horas, para alongar o corpo;
• Sentar com as costas apoiadas, o quadril dobrado em quase 90 graus e o joelho dobrado em 60 graus;
• Ajeitar a altura para que o olhar no horizonte fique reto;
• Regular a altura do volante na altura dos ombros.

No início, as dores no sistema locomotor costumam ser de natureza muscular e aparecem na cervical, na região dorsal, na lombar, eventualmente irradiada para os braços e pernas. Nesses casos, a simples mudança de hábitos pode resolver.

"Se a dor aparecer acompanhada de dormência, formigamento, perda de força nos braços e nas pernas e se tiver dor à noite, em repouso, é preciso procurar um médico", afirma Fogaça.

De acordo com o especialista, cronicamente o problema deixa de ser muscular e a pessoa passa a ter desgaste nos discos, que são como amortecedores entre as vértebras.  Ou problemas na junta das vértebras, que é a artrose.

Nesses casos, é necessário procurar atendimento médico, fazer uma avaliação e eventualmente exames para o diagnóstico. O tratamento, na maioria das vezes, é a reabilitação: fisioterapia, depois introdução a uma prática esportiva, de preferência sem muito impacto.

Segundo tema da série
A segunda transmissão da série #PerguntaProDetran realizada em parceria com o Hospital das Clínicas da FMUSP e a Secretaria de Estado da Saúde trará o tema "Zen na prova prática" e será em 30 de agosto, às 15 horas, com a participação da médica Mariângela Savoia, psicóloga clínica do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do HC (IPq).

Serão abordados temas como a ansiedade, nervosismo e a insegurança, fatores que podem desestabilizar os candidatos em momentos decisivos, como é a prova prática de trânsito.

A psicóloga ensinará técnicas para driblar esse tipo de problema antes e depois da prova. Perguntas podem ser enviadas durante a live com a hashtag #PerguntaProDetran. A transmissão acontece na página do Detran.SP no Facebook.


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Neurocirurgião esclarece dúvidas sobre dor na coluna

Redação
 

As dores na coluna podem ser incapacitantes e estão entre as principais causas de afastamento no trabalho. O neurocirurgião Iuri Weinmann, especializado em cirurgia e medicina da coluna, comenta a seguir as principais dúvidas sobre o problema.

Dor nas costas ou na coluna é um termo genérico que indica quadros dolorosos na região da coluna vertebral, explica o  neurocirurgião Iuri Weinmann | Imagem: reprodução

1 - Dor nas costas e lombalgia são a mesma coisa? 
Não! Dor nas costas ou na coluna é um termo genérico que indica quadros dolorosos na região da coluna vertebral. A coluna é dividida em quatro áreas: a cervical, que é a região do pescoço; a dorsal, que é a região do meio das costas; a lombar que começa na altura dos rins e termina na região sacrococcigiana, onde temos o último osso que compõe a nossa coluna, o cóccix. Assim, a lombalgia é a dor que atinge a região lombar da coluna vertebral, assim como a cervicalgia atinge a região do pescoço e assim por diante.

2 - Dor que repuxa na perna está sempre relacionada ao nervo ciático?
Depende. A dor ciática é um sintoma e não uma doença. Assim, é preciso avaliar o paciente para entender se a dor está ou não relacionada ao nervo ciático. Na maioria dos casos, a dor ciática ocorre por conta de uma hérnia de disco que comprime o nervo, causando o repuxão referido pelos pacientes. Uma dica para saber se a dor está relacionada ao ciático é que ela ocorre em apenas um lado do corpo e se irradia para os quadris, nádegas e pernas. A dor pode piorar quando a pessoa senta ou se levanta.

3 - Hérnia de disco só acontece com pessoas idosas?
Não. A hérnia de disco é uma condição tão democrática que pode afetar até mesmo crianças e adolescentes. Claro que com menor prevalência. Essa condição é a principal causa de dor na coluna. Em geral, os quadros de hérnias de disco aparecem por volta da 40 ou 50 anos, mas há picos de incidência em pessoas jovens, por volta dos 25 anos. O risco aumenta com a idade devido ao desgaste natural da coluna e dos maus hábitos, como sedentarismo, excesso de peso, esforço intenso para carregar peso, má postura e tabagismo.

4 - Toda hérnia de disco precisa ser operada? 
Não. Em 90% dos casos, o tratamento para uma hérnia de disco será conservador. Isso quer dizer que o médico irá prescrever medicamentos para combater a dor e a inflamação, além de recomendar fisioterapia para reabilitação. Após essas terapêuticas, o paciente precisa melhorar seu estilo de vida.

Como? É preciso perder peso, praticar atividade física de forma regular, corrigir a postura, evitar carregar peso e escolher um colchão e um travesseiro adequados. Esses aspectos são essenciais para evitar novos episódios de dor. Entretanto, de 5 a 10% dos casos não respondem ao tratamento conservador e precisam ser tratados de forma cirúrgica.

5 - Todas as cirurgias de coluna deixam a pessoa sem poder trabalhar?
Depende. Atualmente, graças às técnicas das cirurgias minimamente invasivas, o objetivo principal de realizar uma cirurgia na coluna é a reabilitação do paciente, para que ele volte a realizar suas atividades o mais rápido possível, seja trabalhar, andar, se exercitar, se relacionar etc. O que é incapacitante é a dor não tratada e suas causas, como as hérnias de disco. Quem se submete a uma cirurgia, por meio destas técnicas precisa estar ciente que será necessário um autocuidado maior e uma mudança de estilo de vida para continuar ativo.

6 - É verdade que a fratura do cóccix não tem tratamento? 
Depende de que tipo de tratamento estamos falando. Quando fraturado, por exemplo, ou luxado, realmente não há como imobilizar. Fraturar o cóccix ao cair sentado é uma das causas mais comuns de lesão neste osso. Porém, qualquer trauma na região é de difícil resolução. Os tratamentos podem variar desde almofadas para sentar-se, sessões de fisioterapia, infiltrações e, em casos raros, quando a dor é incapacitante, pode ser feita a remoção total ou parcial do cóccix.

7 - É verdade que existe uma espécie de marcapasso para tratar dor na coluna?
Sim, podemos comparar a Neuroestimulação Elétrica da Medula Espinhal, de uma forma grosseira, a um marcapasso. Este dispositivo só é indicado para pessoas que mesmo depois de todos os tratamentos, incluindo cirurgias, continuam com quadros crônicos de dores na coluna.

O dispositivo é implantado no espaço epidural, região entre a coluna vertebral e a membrana que reveste a medula espinhal. Depois de implantado, o dispositivo é regulado por meio da estimulação elétrica para controlar a dor por meio da substituição dos estímulos sensoriais da dor por sensações mais brandas. Até 75% dos pacientes sentem redução e controle da dor depois do implante.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Ortopedista comenta mitos e verdades sobre a hérnia de disco

Redação
 
Uma em cada seis pessoas no mundo sofre de algum tipo de problema causado pela hérnia discal, lombar, cervical e dorsal. O ortopedista Maurício Marteleto Filho, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), esclarece as dúvidas mais comuns sobre o problema, que é uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil. 

Fatores genético, mecânico, degenerativo, nervoso, vascular, imunológico, infeccioso e biológico podem causar a hérnia de disco | Imagem: reprodução

Existem várias causas para a hérnia, que pode ser evolutiva e envolver fatores genético, mecânico, degenerativo, nervoso, vascular, imunológico, infeccioso e biológico. 

Para o ortopedista, alguns casos de hérnia discal podem causar adormecimento e perda de função motora do membro e, em situações extremas, até a paralisia. "Os sintomas variam entre dor lombar, cervical e dorsal, além da ciática, da braquialgia e da dor intercostal, que se transmitem no trajeto da raiz nervosa inflamada na coluna até a extremidade do membro", explica.

Segundo o especialista, repouso e uso de analgésicos são os tratamentos iniciais para quem tem hérnia de disco. Exames mais detalhados vão auxiliar no diagnóstico. "Uma análise cuidadosa e regular da saúde em geral e um tratamento adequado da causa da hérnia discal podem ajudar bastante a minimizar ou sanar as dores, que causam inúmeros transtornos para a vida do paciente", afirma Marteleto Filh, que comenta abaixo o que é mito e o que é verdade sobre a doença.
 
Toda hérnia de disco precisa ser operada?  
Mito.
 
Hérnia de disco pode causar formigamento, ou dormência nos membros superiores e inferiores?  
Verdade: com o desgaste do disco intervertebral, o nervo pode ficar comprimido e ser lesado pela fricção, causando o formigamento ou dormência. 
 
Só pessoas acima do peso ou obesas têm hérnia de disco?  
Mito: pessoas magras também podem sofrer o desgaste do disco intervertebral. 
 
Fazer exercício físico de forma errada pode causar hérnia de disco?  
Verdade: procure um especialista para auxiliá-lo na prática esportiva. Repetir movimentos de forma errada pode lesar a cartilagem, que existe entre as vértebras e acarretar em uma lesão. 
 
Apenas pessoas idosas podem ter hérnia de disco?  
Mito: adultos e jovens também podem sofrer deste mal. 
 
Tratamentos alternativos podem aliviar a dor e até tratar o problema?  
Verdade: sessões de fisioterapia, acupuntura, compressas quentes ou frias e ozonioterapia podem aliviar o desconforto. 
 
Hérnia de disco pode causar dor de cabeça?  
Verdade: se a hérnia for cervical, a dor pode irradiar para a região craniana. 

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Dor na coluna é a segunda dor mais frequente no ser humano

Redação

Em segundo lugar no ranking dos sintomas que mais acometem a população – perdendo apenas para as dores de cabeça - as dores na coluna têm diversas causas e poucas soluções. Por isso, é importante identificar a causa dessa dor e tratá-la o quanto antes, mudando, inclusive, alguns hábitos como o sedentarismo, o tabagismo e o sobrepeso, fatores que contribuem para o aumento dos casos, segundo o coordenador médico da equipe de ortopedia do Hospital Dom Alvarenga, William Martins Ferreira.

 É importante identificar a causa da dor na coluna e tratá-la o quanto antes, segundo o ortopedista William Martins Ferreira | Foto: divulgação
“Independente do fator causal, é sempre bom lembrar que a natureza é capaz de regenerar e reparar as lesões. Quando aliada ao tratamento médico, é possível obter uma melhora gradativa dos sintomas, assim como uma boa cicatrização (quando a intervenção cirúrgica se faz necessária) além de readaptação do indivíduo através de sessões de fisioterapia. Ou seja, caso você seja diagnosticado com uma crise, não é preciso se desesperar”, afirma Ferreira.

Embora a dor nas costas em si pode estar relacionada a problemas mais graves que envolvem desde o infarto, aneurisma, pneumonia, pedras nos rins e infecção urinária, as causas mais comuns são: artrose lombar, mecânica (musculoligamentar) e hérnia discal. As atividades corriqueiras, como carregar peso com muita intensidade e frequência, sentar-se de forma inadequada, praticar atividade física sem acompanhamento profissional e passar horas navegando na internet pelo smartphone são alguns dos agravantes.

Nestes casos, alguns ajustes ergonômicos ajudam a amenizar os sintomas. “O posicionamento adequado na hora de sentar e deitar, o ajuste do peso de acordo com o seu biotipo e preparo físico durante a atividade física, e se atentar à postura enquanto olha para o celular são fatores imprescindíveis para não agravar o quadro de dor”, ressalta o ortopedista.

Por isso, se a coluna travar é muito provável que seja necessária uma intervenção medicamentosa para reverter essa situação intensa e, muitas vezes, incapacitante. Fique atento a qualquer sinal de dor, pois elas podem estar relacionadas a outras doenças, desde as mais graves até as menos comuns, como: cólica renal, problemas pulmonares, problemas cardíacos, problemas gastrointestinais e até doenças reumáticas ou tumorais.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Penteados podem causar dor na coluna, segundo quiropraxista

Da Redação

Pesquisas apontam que o público feminino sofre mais com dores nas costas do que o masculino. Uma das explicações, segundo o quiropraxista David Porto, da Clínica Mais Coluna, é porque os fatores de riscos deste nicho são bem maiores e, um deles, são os penteados – desde o preparo até a forma usada. Coques e até a maneira de fazer “chapinha” podem influenciar negativamente a postura e, consequentemente, causar dores e problemas mais sérios no futuro.

O quiropraxista David Porto ressalta que consciência corporal e planejamento, para executar determinadas ações, podem prevenir problemas na coluna | Foto: reprodução
Secar o cabelo, fazer chapinha e escovar o cabelo: ao puxar o cabelo, a mulher flexiona a cabeça e eleva o ombro - que segura o secador -, gerando pressões articulares e exaustão muscular. Isso pode causar cervicalgias, torcicolos, cervicobraquialgias, dorsalgias e muitos outros tipos de desordens da coluna vertebral.

Cabelo molhado no frio: quando o nosso corpo percebe que a temperatura local reduz, instintivamente ele começa a reagir com o objetivo de aquecer a região e manter a temperatura interna. Um mecanismo muito usado pelo corpo é a contração da musculatura local quando recebe um estímulo frio. Esta contração pode gerar falhas no funcionamento articular e causar alguns tipos de lesões e inflamações.

Coques: este penteado geralmente exige um cuidado quase que inconsciente da mulher em nunca encostar a parte de trás da cabeça quando se sentar para que o penteado não desmanche. Isso gera um aumento da tensão local devido ao uso excessivo da musculatura estabilizadora do pescoço, aumentando o risco de desenvolver algum tipo de alteração no funcionamento destes segmentos da coluna.

Penteados laterais: muitas mulheres que usam o penteado lateral de forma frequente costumam rodar a cabeça mais para o lado oposto de onde o cabelo está do que do mesmo lado do cabelo. É um comportamento quase inconsciente devido ao medo de estragar o penteado. A rotação frequente mais de um lado do que o outro gera um desequilíbrio muscular, que pode gerar alterações mecânicas na região cervical.

“Diante de todo este cenário, um ponto crucial para que a moda esteja em harmonia com a coluna é de ter uma consciência corporal e um planejamento que sempre nos leve a questionar sobre como devemos fazer o que fazemos, preservando e cuidando da nossa saúde. Agir desta forma é escolher o look mais adequado diante do cenário do momento, é protagonizar a própria vida e ser responsável pela sua saúde e bem-estar”, ressalta Porto.

Acessórios e sapatos
O quiropraxista lembra ainda que a postura das mulheres também é totalmente influenciada pelo uso de sapatos e acessórios. No caso dos calçados, o certo é pensar na altura do salto e por quanto tempo este será usado na posição ortostática (em pé). Quando se trata de um salto superior a quatro centímetros que eleva o calcanhar em relação aos dedos, isso obriga a coluna a encurvar para trás, e desta forma, as articulações da coluna vertebral sofrem maior pressão e os músculos podem sofrer exaustão e inflamarem.

O recomendado é evitar mais de três horas na posição em pé usando o salto alto. Por isso, uma dica boa é sempre alternar a postura em pé com o sentar. Isso gera descanso muscular e evita processos inflamatórios por sobrecarga.

Já em relação aos acessórios, existem três tipos muito comuns que influenciam direta ou indiretamente na saúde da coluna feminina.

Sentar com carteira, celular e chaves no bolso de trás: desalinha a base da coluna, sobrecarregando as articulações. Além disso, o objeto do bolso pressiona o músculo do glúteo (músculo piriforme e músculo glúteo médio), causando lesões nestas estruturas. Isso pode evoluir para sintomas de dor ciática.

Pulseiras e relógios que geram incômodo: quando apoiados sobre uma mesa para trabalhar no computador induzem o usuário a levantar os braços e tencionar os ombros, causando fadiga muscular e alterações na articulação da coluna.

Bolsas pesadas penduradas sempre do mesmo lado: desalinham o eixo da coluna e causam desequilíbrios musculares e sobrecargas articulares.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Falta de atenção postural em atividades de lazer pode prejudicar a saúde da coluna

Da Redação

Quando fazemos atividades de lazer, na maioria das vezes, esquecemos da postura adequada, o que pode afetar a saúde da coluna, de acordo com o diretor clínico da unidade de Guarulhos do ITC Vertebral, Bernardo Sampaio, que é também diretor regional da Associação Brasileira de reabilitação de coluna (ABR Coluna). “Nestas horas, quando estamos nos divertindo esquecemos completamente da intensidade que é depositada na coluna, quadril e no joelho”, garante o especialista.

Manter a postura correta quando estiver sentado, ajuda na saúde da coluna | Foto: divulgação 
Mas devemos lembrar que a coluna vertebral é responsável por sustentar todo o nosso corpo, desde membros superiores até os inferiores. Então, manter a saúde dela em dia, é fundamental para viver com qualidade. “Tente manter a postura quando sentado, sem ficar corcunda; evite pegar objetos pesados de uma só vez; tente colocar alguns travesseiros embaixo do joelho quando for dormir”, resume Sampaio.

Recentemente, a cantora Anitta, e o cantor Pericles, foram afastados de suas atividades, devido a uma hérnia de disco, que pode ter sido provocada desde a uma pré-disposição genética até a rotina exaustiva de shows. Já a cantora Beth Carvalho desde 2009 sofre com dores na coluna vertebral, devido a uma lesão no osso sacro, o que a faz subir no palco em cadeiras de rodas, chegando ao extremo de se apresentar deitada em um divã.

“Quando falamos da coluna, é muito importante pensar na melhor forma evitar as lesões. Muitas vezes, exigimos muito do nosso corpo sem saber, e esquecemos de dar a ele o devido descanso. Se você é uma pessoa sedentária, por exemplo, não tente arriscar passos que exijam muito da coluna, isso pode causar dores no dia seguinte e até complicações mais sérias”,  finaliza o médico.

Vale ressaltar que ser uma pessoa ativa, fazer exercícios físicos, inclusive dançar, se praticado de forma correta, só trará benefícios.


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Lesões na medula espinhal aumentam no verão

Da redação

Sol, calor e muita diversão, com banhos de mar, piscina, rio e cachoeira podem se transformar em um problema de saúde grave, como as lesões da medula espinhal, causadas por mergulhos em águas rasas ou desconhecidas.   

Se for mergulhar, certifique-se que a profundidade tem pelo menos o dobro da sua altura | Foto: reprodução
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), mergulhos mal calculados são a 4ª maior causa de lesão medular no Brasil e no verão passa a ser a segunda causa, entre pessoas de 10 a 30 anos, ou seja, nos mais jovens. Homens, na idade média de 21 anos, são as principais vítimas. A maioria das lesões ocorre quando a pessoa mergulha de cabeça em águas desconhecidas, escuras, turvas e rasas. 

De acordo o neurocirurgião Iuri Weinmann, do Centro Neurológico Weinmann, esses acidentes podem ocasionar graves lesões na coluna, como fraturas, luxações e, em alguns casos, quadros de paraplegia ou tetraplegia. “Trata-se de uma emergência médica. Quanto antes o paciente chegar ao hospital, melhor será o prognóstico”.
  

Gravidade depende do local atingido
“Todos os nossos movimentos e sensações têm origem nos impulsos nervosos que saem do cérebro e são transmitidos pela medula espinhal. Traumas nessa região podem cortar, comprimir ou danificar essa estrutura. Quanto mais próxima do pescoço a lesão, maior a gravidade, pois os sinais nervosos do cérebro deixam de ser enviados para os nervos das vértebras abaixo daquela que foi lesionada. Por isso, por exemplo, quando a pessoa quebra o pescoço, pode ser fatal”, explica o neurocirurgião. 


Dr. Iuri explica que a paraplegia ocorre quando a lesão da medula acontece abaixo dos níveis espinais torácicos (T1 a L5). “As pessoas com paraplegia conseguem movimentar as mãos, mas o grau de mobilidade das pernas irá depender da gravidade da lesão. Uma parcela irá ficar totalmente paralisada da cintura para baixo e outra poderá apresentar dificuldade de mobilidade ou perda de sensibilidade na parte inferior do corpo”.

Vale lembrar que nem toda lesão na medula espinhal irá causar a tetraplegia ou a paraplegia, mas o risco existe.

Prevenção
Algumas dicas para curtir o verão com segurança:
Antes de mergulhar, certifique-se qual a profundidade da água. Estima-se que 89% das lesões de medula acontecem em águas rasas, com profundidade de menos de 1,53 metro; 
Se for mergulhar, certifique-se que a profundidade tem pelo menos o dobro da sua altura;
Se estiver alcoolizado, evite pular ou mergulhar em rios, cachoeiras e piscinas;
Jamais pule de pedras ou penhascos;
Não mergulhe em locais totalmente desconhecidos;
Evite pular de cabeça, ao mergulhar em pé a probabilidade de lesionar a medula é menor;
Águas turvas ou escuras podem esconder pedras ou bancos de areia, portanto, não mergulhe nestas condições.



Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...