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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Brasileiros são os mais ansiosos

Redação

Os últimos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 9,3% dos brasileiros, mais de 18 milhões, apresentam os sintomas de ansiedade. Infelizmente, o Brasil é o líder mundial na patologia, apresentado números três vezes maiores que a média mundial. Na América do Sul, por exemplo, os índices brasileiros superam países que se encontram em estado alarmante quando o assunto é ansiedade, entre eles Paraguai (7,6%), Chile (6,5%) e Uruguai (6,4%).

Mais de 18 milhões de pessoas sofrem com a ansiedade | Foto: Freepik

Hoje, os transtornos derivados da ansiedade já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil, sendo que os gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, de acordo com dados da Previdência  Social.  Segundo o médico da família da Docway, Massimo Colombini, acredita-se que esses números são decorrentes dos conflitos socioeconômicos, da violência, trânsito nas grandes cidades, e instabilidade política, que geram grande tensão na população.

O médico explica que a ansiedade é que uma resposta subjetiva ao estresse sofrido por um indivíduo. Para a medicina existem dois tipos de transtorno: o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e a Síndrome do Pânico. Ambos constituem doenças graves e precisam ser tratados por um psiquiatra com o uso de medicamentos adequados, para o controle dos sintomas e acompanhamento médico contínuo.

Quanto aos sintomas, Colombini explica que podem variar de acordo com cada paciente: “Os sintomas são muito variáveis, desde uma sensação de angústia, mal-estar, coração acelerado, desatenção, tremores, entre outros. O que pode levar a sentimentos de grande desespero com prejuízos a vida de quem sofre com esse transtorno”.
 O tratamento também varia de acordo com cada paciente, o grau de estresse, de ansiedade de cada indivíduo. “A forma com que a pessoa lida com a ansiedade é muito individual, quando ela procura ajuda no consultório procuro analisar a melhor forma de trabalhar o problema para que os resultados sejam satisfatórios”, completa o médico.

Confira dicas do especialista para controlar a ansiedade:

1. Pratique atividades físicas: nosso corpo produz endorfina que é um hormônio que propicia uma sensação de bem-estar, satisfação e relaxamento;

2. Beba água: considerada um “calmante” natural, é fundamental e ajuda no controle da ansiedade;

3. Respire lentamente: o simples fato de respirar lenta e profundamente algumas vezes acalma;

4. Conversar/desabafar com pessoa amiga, profissional de saúde, terapeuta ou coach: resulta em grandes benefícios e pode contribuir para reduzir bastante a ansiedade;

5. Atividades em contato com a natureza ou animais: traz paz e sensação de plenitude para a maioria das pessoas;

6. Pratique técnicas de meditação ou atividades de relaxamento: mindfulness, yoga, pilates, exercícios de alongamento e Lian Gong;

7. Música e dança: são atividades excelentes, procure uma que você goste;

8. Atividades artísticas e culturais: desde fazer um simples desenho, escrever uma poesia, uma crônica ou uma história, até pintar um quadro, atividades manuais ou artesanato podem trazer grandes benefícios;

9. Compreender que “preocupações” muitas vezes são apenas “pré-ocupações”, assim o simples fato de refletir em cada situação que gera ansiedade, se existe algo a ser feito naquele determinado momento,  se não tiver nada a ser feito procurar pensar em situações agradáveis que distraiam a mente;

10. Reconnective healing / cura reconectiva: desenvolvida nos Estados Unidos e utilizada no mundo todo, promove bem-estar, equilíbrio físico e emocional.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Especialista fala sobre ansiedade cardíaca

Redação

Nos dias atuais, em que o estresse faz parte da vida da maior parte das pessoas, é muito comum o desenvolvimento de transtornos e distúrbios de ansiedade. O problema, que é psicológico e deve ser acompanhado por especialistas, pode afetar a saúde física e provocar a chamada ansiedade cardíaca (AC), além de outros males.

"A ansiedade cardíaca pode ser caracterizada por sensações de mal-estar ou dores frequentes no peito, sem que haja uma alteração física ou uma doença que justifique os sintomas", explica coordenador de Cardiologia do Hospital Santa Catarina (SP), Diego Gaia | Foto: reprodução

De acordo com o coordenador de Cardiologia do Hospital Santa Catarina (SP), Diego Gaia, "a ansiedade cardíaca pode ser caracterizada por sensações de mal-estar ou dores frequentes no peito, sem que haja uma alteração física ou uma doença que justifique os sintomas. Essas sensações podem se agravar quando a pessoa começa a acreditar que tem um problema cardíaco, mesmo que não tenha, e desenvolve um medo muito grande", explica.

Com isso, o especialista explica que é importante que a pessoa que vai realizar exames, para investigar as dores ou o mal-estar, responda um questionário para avaliar o nível de ansiedade também. Muitas vezes, o paciente acaba desenvolvendo problemas cardíacos em razão de seu comprometimento psicológico. "Em cardiopatas pode acontecer de o problema ser potencializado por conta dessa ansiedade, o que é preocupante", destaca o especialista.

A ansiedade pode provocar uma série de sintomas no organismo, como aceleramento dos batimentos cardíacos, hipertensão arterial, diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos, obesidade e diabetes. Há riscos, ainda, de ocasionar tonturas por conta do aparecimento de arritmias.

"O mais importante é que as pessoas sempre procurem o médico quando sentirem qualquer mal-estar, mas não devem se autodiagnosticar, pois é justamente isso que pode agravar o quadro e provocar mais problemas", finaliza Gaia.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Domenique Heidy comenta como combater uma crise de ansiedade

Redação

A crise de ansiedade, também conhecida por ataque de ansiedade, é súbita e imprevisível. Para esclarecer mais sobre o assunto, a médica  Domenique Ferreira, conhecida nas redes sociais como Domenique Heidy, explica os principais aspectos sobre o que é a crise de ansiedade, como identificá-la e combater os principais sintomas.

Capaz de provocar uma sensação de angústia, insegurança e medo arrebatador, a crise de ansiedade aumenta o batimento cardíaco, pode causar dor de estômago, náuseas, tonturas e tremores, que são alguns dos sintomas mais recorrentes de um ataque de ansiedade. Por isso, é muito importante saber como tratá-los quando eles ocorrem.

Aumento do ritmo cardíaco, boca seca, tremores e sensação de tontura são alguns dos sintomas da crise de ansiedade | Foto: divulgação 
Assim, a crise de ansiedade é uma condição emocional e física, que ocorre quando o corpo tenta se defender de algo, como uma situação que causa pânico. Embora não seja letal, é verdade que pode causar perda de cabelo, depressão e dor no estômago, por exemplo.

Os sintomas mais comuns num primeiro momento são os tremores, acompanhados por uma sensação de tontura. Em segundo lugar, o cérebro compreendeu que tem que se defender de algo e aumenta o ritmo cardíaco, e também é muito provável que apareçam palpitações e dor no peito. Outros sintomas podem estar presentes como boca seca, suores frios, aumento súbito ou diminuição da temperatura do corpo, náuseas, dor de estômago, diarreia e visão turva.

A seguir, Domenique lista oito dicas para combater uma crise de ansiedade:

Reduzir a ansiedade: ao sofrer um ataque de ansiedade ocorre a hiperventilação, quando isso acontece, o cérebro é mal oxigenado e é provável perder a concentração. Para evitar, realize uma respiração profunda (8 respirações lentas por minuto). Se você é incapaz de respirar lentamente, respire em um saco de papel, isso vai reduzir a respiração.

Procure distrações: por exemplo, contar de 150 para trás e de 3 em 3 números, ou lembrar-se da sua música favorita, se for possível, conte com a ajuda de alguém, mande uma mensagem de modo a manter sua mente distraída desse medo.

Relaxe seus músculos: após um ataque de ansiedade, é bastante normal os músculos ficarem tensos, então um momento para relaxar e distrair é fundamental.

Afaste os pensamentos negativos: cada vez que você tiver em sua mente um pensamento frustrante ou assustador, rapidamente tente substituí-lo por outro positivo, seja forte para dominar o seu mundo mental.

Movimente-se: quando você tem um ataque de pânico não fique sentado ou deitado, pois isso irá piorar seu estado de espírito, se levante, fale com alguém, tente cantar, mexer em papéis, enfim, faça algo.

Musicoterapia: faça uma compilação de todas as músicas que fazem você feliz, ou que transmita positivismo, grave-as em um CD (ou reúna numa pasta) e sempre que tiver um ataque, ouça essas músicas (se tiver fone de ouvido, é melhor).

Exercício: quando nos exercitamos nosso corpo libera endorfinas (hormônio do bem-estar responsável pela felicidade), caminhadas diárias ou fazer alguma atividade como yoga ou pilates, exercícios suaves são mais eficazes do que body pump.

Consulte o seu médico: se você sofre de ataques de ansiedade graves e muito constantes é melhor recorrer a um especialista, ele irá aconselhá-lo como tratar-se.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Você é ansioso?

*Lúcia Moyses

Marta estava caminhando pela rua movimentada quando, de repente, começou a sentir palpitações e falta de ar. Sentiu-se tonta e com náuseas. Seu coração batia cada vez mais rápido e ela achou, aterrorizada, que fosse morrer.

"Distúrbio de ansiedade é o termo genérico para designar um grupo de condições psicológicas relacionadas a preocupações e medos excessivos", explica a psicóloga Lucia | Foto: reprodução
Gabriela chamou o táxi, apreensiva. Não dirigia mais depois do acidente que marcou seu rosto com cicatrizes ainda perceptíveis. Mesmo dentro do táxi, ficava apavorada cada vez que passava por um cruzamento. Rezava o trajeto inteiro e só ficava tranquila depois que descia do veículo.

Gustavo foi chamado à sala do chefe e recebeu a notícia de que teria que apresentar uma palestra em outro país. Começou a suar e seu coração se acelerou em pensar que precisaria tomar um avião para chegar ao seu destino. Declinou da oportunidade e perdeu a tão sonhada promoção que lhe era devida.

Estes casos são apenas alguns exemplos de um distúrbio que está se tornando rapidamente o mal do século: a ansiedade.

Quem já não sentiu a boca seca, o coração batendo mais rápido, a respiração ofegante? Quem já não se sentiu tão nervoso a ponto de desejar fugir ou se esquivar de alguma situação?

A ansiedade, de um modo geral, é um sentimento que se insere no nosso dia a dia em forma de preocupações, medos e expectativas. Se você se sente ou alguma vez se sentiu assim, não há motivos para se alarmar. A ansiedade faz parte de nosso cotidiano e, dependendo da situação, é normal e até mesmo apropriada. Todos já experimentamos um sentimento vago de medo ou preocupação na hora de procurar um emprego, realizar um exame, enfrentar o público pela primeira vez. É perfeitamente natural e saudável. No entanto, quando essa ansiedade se torna uma resposta habitual a situações corriqueiras e passa a interferir na vida cotidiana, inclusive com alterações físicas, ela passa a ser considerada um transtorno.

A ansiedade tônica é um estado emocional acompanhado da sensação desagradável e subjetiva de medo dirigido ao futuro, onde não há ameaça reconhecível ou a ameaça é desproporcional à emoção que a evoca. Quando persistente, acompanhada de sofrimento e com prejuízos na vida do indivíduo, é caracterizada como um estado patológico. Quem experimenta essa ansiedade está sempre irritado, em estado de alerta, apresentando palpitações, dores e tonturas. De repente, o indivíduo não consegue mais funcionar normalmente, sentindo-se preso a expectativas e desconforto. A vida se torna insuportável e o sofrimento, real ou imaginário, torna-se um peso físico e emocional, marcado por sentimentos de apreensão, desassossego ou tensão.

Distúrbio de ansiedade é o termo genérico para designar um grupo de condições psicológicas relacionadas a preocupações e medos excessivos. São eles: Distúrbio de Ansiedade Generalizada (TAG), Síndrome do Pânico, Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) e Fobias.

O TAG é caracterizado por um estado de apreensão ou preocupação constante em relação a qualquer coisa. Indivíduos que sofrem deste transtorno são permanentemente ansiosos, apresentando inquietação, fatigabilidade, dificuldade de concentração ou sensação de branco, irritabilidade, incapacidade de se desligar de pensamentos ansiosos, tensão muscular e perturbação do sono. Esta ansiedade pode progredir para a depressão.

A Síndrome do Pânico, vivenciada por Marta, é caracterizada por ataques recorrentes de terror, palpitações, falta de ar, sudorese, tremor, dores no peito, palidez, tontura e náuseas. Quem sofre deste transtorno tem a sensação de que vai morrer. Os ataques são imprevisíveis, de forma que o indivíduo passa a temer o próximo episódio e não quer mais sair de casa. Assim, não é anormal que quem sofra de Síndrome do Pânico passe, também, a sofrer de agorafobia.

O TEPT, vivenciado por Gabriela, ocorre após um episódio traumático avassalador, como uma catástrofe, um assalto ou um acidente grave. O indivíduo passa a reviver o acontecimento passado como se estivesse vivenciando-o novamente, sentindo o mesmo terror e impotência que sentiu no momento em que ele ocorreu.

As fobias são caracterizadas pelo medo excessivo, persistente e incontrolável direcionado a um objeto ou situação. Algumas das fobias mais conhecidas são agorafobia (medo de lugares públicos, abertos), acrofobia (medo das alturas), acusticofobia (medo do barulho), claustrofobia (medo de lugares fechados), aerofobia (medo de andar de avião, vivenciado por Gustavo) e vários outros. Apesar da gravidade da situação, a boa notícia é que há tratamentos tanto medicamentosos quanto terapêuticos que conseguem diminuir e aliviar a ansiedade de forma que o indivíduo possa voltar a ter uma vida saudável e funcional. O importante é procurar ajuda. Sempre.

*Lucia Moyses é psicóloga, neuropsicóloga e escritora.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Saiba lidar com a ansiedade de um novo ano

*Por Mario Louzã

Para muitos, a chegada de um novo ano representa esperança, prosperidade e expectativas positivas. É como se tivéssemos a chance de recomeçar. De fazer tudo diferente e melhor. Novas promessas, novos planos... E aí vem a ansiedade a todo vapor, especialmente para pessoas que já têm a propensão. O anseio por renovação, seja no lado pessoal ou profissional, pode desencadear a sensação de preocupação excessiva, desconforto e angústia.

“Querer dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo é um chamariz para a ansiedade”, alerta o psiquiatra Louzã
Dependendo do grau de ansiedade, a mente não parar de martelar pensamentos ruins e negativos. Típico da pessoa extremamente insegura, que costuma pensar em muitas coisas ao mesmo tempo, sempre com um toque de pessimismo. E o que fazer para controlar essa inquietação, evitar o desgaste e tentar relaxar?

Uma das tendências da pessoa ansiosa é querer fazer várias atividades simultaneamente. Com isso, se "atropela" e não consegue finalizar nada, gerando mais agonia. Querer dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo é um chamariz para a ansiedade. Evite marcar milhões de compromissos e foque naquilo que for prioridade. A mente e o corpo agradecem!

Outro ponto importante é a ingestão de bebida alcoólica. O álcool é um depressor do sistema nervoso central. Uma droga psicoativa que altera a percepção da pessoa, pois bloqueia a transmissão de mensagens dos receptores nervosos para o cérebro. Quando a pessoa bebe, se sente relaxada, pois sua percepção diminui. No entanto, o consumo regular reduz os níveis de serotonina no cérebro, um dos neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar. Sendo assim, o álcool agrava a ansiedade e, principalmente, a depressão. Mesmo fazendo parte das celebrações de fim de ano, o ideal é evitar a bebida alcoólica. Ou, ao menos, não exagerar.

Uma boa (e simples) dica para diminuir a ansiedade é fazer, diariamente, algo que lhe proporcione prazer, alegria. Seja ouvir música, ler um livro, caminhar, meditar, assistir a um filme, praticar uma atividade física... Enfim, qualquer coisa que, de preferência, seja saudável e te faça bem!

Já a privação do sono, prejudicial para qualquer um, é ainda pior para os mais ansiosos. Dormir mal ou pouco pode causar sonolência excessiva diurna, mau humor, fadiga, falta de atenção, dificuldade para retenção de informações novas, queda de produtividade, entre outros. Portanto, mude sua rotina à noite. Comece a se deitar sempre no mesmo horário, se possível. Evite qualquer tipo de iluminação no quarto. Quando não há luz, a retina envia informações para uma região do cérebro, o hipotálamo, que manda uma mensagem até o epitálamo, fazendo com que a glândula pineal libere melatonina, um neuro-hormônio que faz parte do nosso ritmo biológico, promovendo o sono na ausência de luz. Outro exemplo é o barulho. Os ruídos ativam o sistema nervoso central e dificultam o indivíduo a entrar nos estágios iniciais do sono.

Já a alimentação deve ser mais leve à noite, para que a digestão, mais lenta neste horário, não prejudique o sono. Bebidas à base de cafeína e álcool são estimulantes, fazendo com que a pessoa tenha insônia ou uma noite mal dormida. Em tempo: por razões óbvias, apenas desconsidere as dicas sobre o sono nas noites de Natal e Réveillon! Divirta-se e "desencuca"!

*Mario Louzã é médico psiquiatra, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha, e Membro Filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.



quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Ansiedade afeta cerca de 10% das crianças e adolescentes brasileiros

Da Redação

A ansiedade, comum e recorrente na vida adulta, atinge 9% de todos os brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Porém, o transtorno vem sendo detectado cada vez mais cedo. No Brasil, segundo uma pesquisa recente da Faculdade de Medicina da USP, aproximadamente 10% de todas as crianças e adolescentes brasileiros têm ou irão ter algum tipo de ansiedade em algum momento da vida.

Segundo Wolker, a tecnologia pode colocar a criança frente a um mundo que sua maturidade e entendimento ainda não podem suportar | Foto: reprodução 

Um fator que também deve ser muito observado pelos pais é a influência da tecnologia, já que segundo um estudo americano, crianças a partir de dois anos de idade, apresentaram ansiedade ou depressão após o contato intenso com jogos virtuais, smartphones e televisão.

Segundo o psiquiatra da Aliança Instituto de Oncologia, Roney Vargas, a maioria das crianças experimenta vários medos. Isso pode trazer a ansiedade durante a infância, e alguns desses medos são específicos do estágio do desenvolvimento. "Em contraste com medos, a ansiedade é definida como uma resposta antecipatória a uma ameaça percebida, tanto interna como externa. Em outras palavras, pode-se considerar a ansiedade como um medo sem objeto, o que é bastante diferente de um medo ligado a uma situação ameaçadora como a presença de um leão na frente da pessoa", explica o médico.

De acordo com o especialista, transtornos psiquiátricos podem ser algumas causas da ansiedade das crianças, porém não todas. "Do ponto de vista ambiental, há algumas situações com um potencial de gerar ansiedade de forma mais intensa entre os pequenos, como a questão da separação da família para ingressar no ambiente escolar, a questão de falar em público ou, por exemplo, ser submetido a uma avaliação", esclarece Vargas.

É sabido que a ansiedade por si só é uma emoção fundamental para o ser humano, porque ela representa um transtorno em relação ao desconhecido e, esse transtorno tem uma importância fundamental na sobrevivência das espécies, conforme comenta o cientista político, educador e sócio do Instituto Ideaah, Paulo Wolker: "Ou seja, ter medo do futuro (e a ansiedade é um tipo de medo) é uma característica importante do ser humano. Mas quando ela se torna exagerada e recorrente ela se torna uma doença. E é hoje uma verdadeira pandemia em todo o mundo".

Quando a ansiedade afeta as relações sociais dos pequenos, há necessidade de sempre realizar uma avaliação clínica com um psiquiatra. Em crianças e adolescentes como regra geral deve-se optar em primeiro lugar por medidas como terapias psicológicas como a TCC ou comportamental, além de estratégias psicoeducacionais. "Somente em casos com impacto considerável no funcionamento da criança deve-se lançar mão de medicações. Todavia, essas ações devem sempre caminhar com medidas psicológicas e educacionais", conclui Vargas.

A influência da tecnologia entre as crianças
Muito tempo gasto em jogos, smartphones e televisão está associado a níveis elevados e a diagnósticos de ansiedade ou depressão em crianças a partir dos 2 anos de idade, de acordo com um novo estudo. Mesmo depois de apenas uma hora de tela diariamente, crianças e adolescentes podem começar a ter menos curiosidade, menor autocontrole, menos estabilidade emocional e maior incapacidade de terminar tarefas, o psicólogo relata Jean Twenge, da Universidade Estadual de San Diego e Keith Campbell, professor de psicologia da Universidade da Geórgia.

Segundo Wolker, a tecnologia pode colocar a criança frente a um mundo que sua maturidade, desenvolvimento e entendimento ainda não podem suportar. Esse impacto pode ser devastador para a segurança da criança e pode causar muito medo. Uma cena de massacre coletivo, com vários corpos mutilados de jovens e crianças, que é possível ser visto no Youtube, já é muito impactante para um adulto, imagine para uma criança.

Esse tipo de ansiedade pode gerar uma série de respostas fisiológicas que afetam o sistema cardíaco, pulmonar, gastrointestinal e neurológico. "Além disso, a ansiedade cursa com sintomas cognitivos, como sensação de perda de controle ou perder a cabeça, pensamentos indesejados e intrusivos, desatenção, insônia e mesmo distúrbios de percepção, como despersonalização ou imagens visuais vagas", esclarece Vargas.

Cinco dicas que podem ajudar a amenizar a ansiedade dos pequenos, segundo Wolker:
- Reforçar na criança sempre a visão otimista e positiva da vida e do mundo. Problemas, sejam eles afetivos, financeiros, nunca devem ser expostos à criança.
- Garantir sempre a atenção, o cuidado e a proteção das crianças. Mostrar para os pequenos que eles sempre têm alguém para confiar é muito importante.
- Evidenciar a presença do adulto como cuidador e protetor. Deixar claro para a criança que os pais ou responsáveis adultos que têm o papel de manter a segurança deles.
- Reforçar o foco da criança no presente, no que ela está fazendo agora, de modo que ela tenha a sua atenção na sua brincadeira, no seu brinquedo, nos seus colegas e não no futuro.
- Cuidar para que a criança tenha atenção consigo mesma, com sua respiração, com o seu entorno, com seu corpo, com que ela está fazendo.




quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Neuropsicóloga explica a diferença entre ansiedade normal e patológica

Da Redação

A ansiedade ajudou nossos ancestrais a sobreviverem em um ambiente hostil, entretanto, milhões de anos depois, em um mundo aparentemente mais seguro, a ansiedade se tornou um problema para grande parte da população. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 23,9% dos brasileiros apresentam algum tipo de transtorno ansioso. A neuropsicóloga Thaís Quaranta comenta que todas as pessoas podem se sentir ansiosas, em diferentes níveis, em diversas situações ao longo da vida.

Ansiedade patológica acarreta danos a vida profissional, acadêmica, familiar e (ou) social | Foto: Freepik
“Então, a ansiedade é um sentimento comum que pode surgir antes de uma viagem, de uma reunião importante, antes de uma prova, no dia do casamento, do nascimento de um filho, entre outras situações. O que pode indicar que ansiedade está fora do controle ou se tornou patológica é quando ela interfere nas atividades e impede que a pessoa trabalhe, estude, saia de casa, entre em avião, vá a um supermercado. Ou seja, quando causa prejuízos importantes na capacidade funcional do indivíduo”, explica Thaís.

Outra questão importante levantada pela neuropsicóloga é que os critérios para o diagnóstico de um transtorno ansioso levam em consideração não só os prejuízos funcionais, como também o tempo de manifestação dos sintomas. “Os sintomas precisam estar presentes na maioria dos dias, por pelo menos seis meses ou mais, com danos na vida profissional, acadêmica, familiar e social”, comenta.

Há várias formas de ansiedade

A ansiedade patológica pode se manifestar de diferentes maneiras. Os transtornos ansiosos mais conhecidos são o Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG), o Transtorno do Pânico (TP), o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), o Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) e as Fobias, como a Agorafobia e Fobia Social.

“Todos os transtornos ansiosos têm manifestações semelhantes. Normalmente, a ansiedade e o medo são desproporcionais aos estímulos. Surgem sem motivos aparentes, comprometem o bem-estar e a qualidade de vida, assim como são acompanhados por sintomas físicos", explica Thaís.

Por exemplo, as pessoas com Transtorno do Pânico, que costumam procurar o pronto-socorro com sintomas de um ataque cardíaco, como batimentos acelerados, sudorese, tontura, enjoo, formigamento nos braços, entre outras manifestações físicas.

Medo x ansiedade
“O medo é mais restrito as situações externas e específicas, como andar de avião, por exemplo. A ansiedade é uma antecipação de uma ameaça e não está ligada a situações externas, nem a algo específico, é mais vago. Porém, os dois sentimentos podem aparecer juntos, de acordo com o tipo de transtorno ansioso. Na verdade, um pode levar ao outro”, ressalta Thaís.

Há outras manifestações que podem indicar um transtorno ansioso são cansaço crônico, irritabilidade, inquietação, insônia, dores musculares, problemas gástricos, falta de memória e concentração.

“É importante citar que a ansiedade leva o cérebro a realizar milhões de conexões neurais desnecessárias, com pensamentos muito rápidos e elevado nível de estresse. Por isso, a pessoa pode se sentir mais cansada, esquecida e com maior dificuldade em reter novas informações, por exemplo”, diz a neuropsicóloga.

Abordagem cognitiva comportamental
Após o diagnóstico, há diversas maneiras de tratar os transtornos ansiosos. Porém, é muito importante que além de medicação, o paciente realize algum tipo de psicoterapia. Atualmente, a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) é uma das abordagens terapêuticas mais indicadas para tratar os transtornos da ansiedade.

“A TCC busca mudar ou eliminar os pensamentos disfuncionais, para alterar os padrões de comportamento. A terapia também fornece recursos para que o paciente consiga reduzir o grau da ansiedade e enfrente as situações para devolver sua capacidade funcional e melhorar a sua qualidade de vida como um todo”, encerra Thaís.



segunda-feira, 7 de maio de 2018

Estudantes de graduação precisam de apoio emocional, revela estudo

Da redação

Há uma crise na saúde mental de estudantes de graduação em andamento. Com isso, as instituições de ensino superior precisam tomar atitudes urgentes para enfrentar o problema. Essa é a mensagem principal de uma pesquisa global envolvendo mais de 2,2 mil alunos, de 234 instituições de ensino superior, em 26 países. Destes estudantes, 40% estão matriculados em cursos de engenharia e ciências exatas e demonstram alto índice de sintomas de depressão e ansiedade.

De acordo com os relatórios validados pela pesquisa, 41% de todos os entrevistados demonstraram sintomas moderados a severos de ansiedade e 39% de sintomas moderados a severos de depressão. Existe também uma significante variação dos resultados por gênero. Cerca de um terço dos estudantes do sexo masculino afirmaram sentir sintomas tanto de ansiedade quanto de depressão, enquanto 40% do sexo feminino afirmaram vivenciar a mesma situação.

O resultado é explicado pelo psicólogo e professor do Centro Universitário Internacional Uninter, Ivo Carraro. “Se os estudantes estiverem nos primeiros períodos dos cursos de graduação, eles têm pela frente um universo acadêmico novo, exigente, nem sempre agradável e que exige certos conhecimentos previamente adquiridos para o êxito nos estudos. Por outro lado, se os acadêmicos estiverem cursando os últimos períodos dos seus respectivos cursos, sinaliza no horizonte das suas vidas um mercado de trabalho saturado e altamente competitivo”.

Segundo Carraro, esses são dois motivos, entre tantos, que levam os alunos a desenvolverem processos ansiosos e estados depressivos. “Some-se a eles a vida acadêmica alongada pelos cursos de pós-graduações, especializações, mestrados e doutorados, como condição necessária para uma colocação no mercado de trabalho”, finaliza.

Os dados coletados pelo estudo também sugerem que estudantes que vivenciam relações de suporte e conforto emocional, dentro e fora do ambiente acadêmico, demonstram melhores índices de estabilidade emocional. Aproximadamente metade dos estudantes com ansiedade e depressão revela não contar com relacionamentos desta natureza, além de afirmarem não viverem um bom equilíbrio entre suas vidas pessoais e acadêmicas.

No entanto, há um lado positivo, sugere o estudo. Já há sinais de que as instituições de ensino estão mais atentas a essas situações e tem trabalhado para oferecer aos estudantes novas formas de avaliação e metodologias mais flexíveis que os ajudem a aquedar suas capacidades de aprendizagem ao sistema de ensino.

O psicólogo da Uninter sugere algumas ações para as instituições de ensino superior, com o objetivo de minimizar o problema. “(As instituições) deverão ter um projeto pedagógico que priorize a uma formação acadêmica de qualidade para que os seus egressos sejam competitivos no mercado de trabalho. É preciso formar pessoas que desenvolvam seus autoconhecimentos, com suporte emocional, para enfrentar e vencer os naturais desafios da realidade. As IES devem estabelecer rede de relacionamentos com o mercado de trabalho, a fim de facilitar a colocação profissional dos seus acadêmicos, e dispor de um setor ligado ao RH para acolher os quem venha apresentar crises de fundo emocional, como ansiedade e depressão”.



sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Desorganização está associada à depressão, ansiedade e compulsão alimentar

Da redação

Um estudo publicado no Environment and Behavior comprovou que ambientes caóticos levam ao estresse e à compulsão alimentar. Se a cozinha é um local bagunçado, aumenta em duas vezes a chance das mulheres comerem mais. 
Segundo a psicóloga Carolina Marques, cofundadora da Estar Saúde Mental, o local onde moramos ou onde trabalhamos reflete nosso estado emocional. 

“A bagunça extrema e contínua pode ser um sinal de sofrimento mental e de certos transtornos, como depressão e ansiedade. Além disso, o caos eleva o nível de estresse, pois a bagunça gera uma enorme quantidade de informações no cérebro e é um lembrete permanente da nossa incapacidade de organização ou ainda de que estamos adiando nossas atividades”.

Por onde começar?
O começo do ano é uma época excelente para tomar algumas atitudes que possam melhorar a qualidade de vida. “Uma delas é organizar a casa. Porém, muitas pessoas sentem dificuldade e não sabem por onde começar”, comenta Carolina, que elaborou uma lista para ajudar na mudança de comportamento. 

Tudo de uma vez: Não caia na armadilha de escolher uma gaveta ou um armário para fazer a arrumação. Tire um dia e arrume a casa inteira.

Desapega: Segundo a autora Mary Kondo, que publicou um livro chamado “A Mágica da Arrumação”, 60% daquilo que guardamos não tem utilidade! Portanto, na arrumação separe o que você vai doar, o que você jogar fora e aquilo que realmente é útil.

Boas lembranças: Uma das regras para descartar objetos é pensar se você usou nos últimos seis meses. Outra é se você gosta ou não daquilo. Se não usou neste período, doe ou descarte. Se não gosta, idem.

Espaços para cada item: Separe tudo por categorias, por exemplo, livros, cosméticos e roupas. Use caixas organizadoras se for necessário. Coloque etiquetas. Isso irá ajudar a encontrar mais facilmente os objetos, além de evitar bagunça e acumulação.

Solidão necessária: Se possível faça essa arrumação sozinho. Outras pessoas podem interferir nas decisões de manter, doar, jogar fora.

Trilha sonora: Use uma música para motivar você na hora da limpeza. Se for mais calma, melhor, mas use uma trilha que lhe dê motivação.

Manutenção: Se possível, depois de arrumar, mantenha a organização. Ao chegar a casa, guarde o sapato, as roupas e demais objetos, cada coisa no seu lugar.

“A arrumação é importante. Entretanto, se a pessoa já desenvolveu um quadro de depressão e ansiedade é importante também que ela procure uma psicoterapia e um psiquiatra para o manejo do transtorno. Essas patologias afetam todos os domínios, ou seja, o físico, mental e emocional e, com isso, toda ajuda é bem-vinda”, conclui Carolina.



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Tratar a insônia reduz em 20% as chances de depressão, segundo estudo

Da redação

De acordo com um novo estudo publicado no periódico científico The Lancet Psychiatry, mais de 3 mil pessoas que passaram por tratamento para a cura da insônia apresentaram 20% menos riscos de sofrerem de ansiedade e depressão. O farmacêutico homeopata Jamar Tejada, da capital paulista, alerta para os perigos das medicações indutoras do sono e dá dicas de como tratar as noites mal dormidas com medidas simples e naturais.

Estresse e ansiedade podem gerar insônia | Foto: Reprodução
Basicamente dois grandes fatores podem gerar insônia: estresse e ansiedade. ”Toda pessoa tem seu ritmo biológico e qualquer quebra neste ciclo –  seja mudança de rotina, perda de ente querido, desemprego, dívidas, desentendimentos ou qualquer atividade intensa podem desregular o hormônio indutor do sono: melatonina, assim como a carência nutricional, associação de substâncias químicas, remédios e o processo de envelhecimento”, explica o especialista.

Para se livrar do problema, a saída mais rápida tem sido as medicações alopáticas conhecidos como tarjas pretas. Mas, Jamar lembra que em curto prazo esses remédios podem ser mesmo funcionais, principalmente quando há um fator de estresse muito grande que desencadeia a insônia. “O problema é quando uma pessoa se acostuma com a droga inserida na rotina sem interrupções, então, o cérebro começa a entender que não há necessidade de produzir naturalmente os hormônios indutores do sono - já que os mesmos virão através da medicação. Este é um ciclo vicioso que pode ser perigoso, além de causar irritabilidade e levar à depressão”, alerta o farmacêutico.

Para não cair na dependência, os tratamentos naturais são mais eficazes e seguros em longo prazo e podem tratar diferentes fases e etapas da vida, com nenhuma ou pouquíssimas contra indicações e sem deixar o organismo “preguiçoso”. Para isso, Jamar deixa algumas medidas simples (que podem ser feitas em casa) para acabar com as noites mal dormidas.

Alguns fitoterápicos como Valeriana, Passiflora e Melissa: Podem ser consumidos em infusões das folhas ou manipulada em cápsulas, geralmente pode se beber a infusão ao deitar. “Lembrando que mesmo naturais essas plantas possuem algumas contraindicações, a valeriana e a passiflora não são indicadas para gestantes. A melissa em caso de hipotireoidismo ou de tratamento com hormônios tireoidianos aumenta o efeito desses hormônios, nesses casos deve ser evitada”, alerta o especialista. 

Dicas do farmacêutico homeopata para tratar a insônia.

Praticar  30 minutos de atividade física ao dia: o corpo em movimento libera a dopamina, que relaxa e induz ao sono.

Ter cuidado com o jantar: escolha fazer uma boa e leve refeição, após às 18h, e evite alimentos gordurosos que podem atrasar o processo digestivo.

Beber uma xícara de leite morno: a bebida contém ácido lático que é um excelente indutor do sono.

Florais de Bach:  As essências Florais de Bach são extratos líquidos naturais e altamente diluídos, que se destinam ao equilíbrio dos problemas emocionais, operando em níveis vibratórios sutis e harmonizando a pessoa no meio em vive. O objetivo da terapia floral é o equilíbrio das emoções do paciente e busca a consciência plena do seu mundo interior e exterior. 

Óleos essenciais: Quando inalados, os óleos essenciais chegam ao hipotálamo, região do cérebro que controla as emoções. Para usá-los, basta pingar duas gotas em um recipiente com água fervendo e deixá-lo ao lado da cama. Conheça alguns óleos e use a aromaterapia para dormir bem. Os óleos mais utilizados são: Lavanda - possui ação sedativa, que ajuda a relaxar a mente e o corpo. Bergamota - atua no sistema nervoso central, controlando o estresse e a ansiedade. Camomila - tem propriedades calmantes, para manter a mente relaxada. Manjerona - sua ação sedativa dá conforto e tranquiliza o corpo e Vetiver - age relaxando a mente, diminuindo o estresse e a insônia.



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