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terça-feira, 23 de julho de 2019

Três erros que impedem o emagrecimento

*Por Thiago Volpi

Emagrecer parece óbvio, basta parar de comer e fazer exercícios que os resultados serão inquestionáveis. Porém, certos hábitos que são considerados inofensivos podem atrapalhar seriamente os esforços para perder peso.

Rotina deve ser ajustada de forma gradual, para o resultado ser mais eficiente, orienta Volpi | Foto: reprodução 

Segundo o Jornal Americano de Saúde Pública, somente 10% de quem deseja emagrecer conseguirá chegar ao peso ideal e, em cinco anos, 78% dessas pessoas recuperarão todo o peso novamente. Com estes dados, vou te contar os três principais erros que não deixam emagrecer e resultam no famoso efeito sanfona.

Quanto mais exercícios melhor 
Com certeza você conhece alguma pessoa que vai à academia duas vezes por dia, todos os dias da semana, acreditando que assim gastará mais calorias e gordura. A atividade física e o exercício são importantíssimos para aumentar o gasto calórico diário, porém o que realmente é mais eficiente para o emagrecimento é transformar o seu corpo em uma máquina de queimar gordura.

Isso se faz construindo um metabolismo mais rápido e a melhor forma de acelerá-lo é através de exercícios de alta intensidade. Com estes não é necessário gastar muita energia durante o treino, o mais importante são as adaptações fisiológicas que eles geram no corpo para aumentar a de gordura enquanto você faz atividades em repouso, como dormir ou ver a novela no sofá de casa. No caso do exercício físico a intensidade é mais importante que a quantidade.

Mudar todos os hábitos de uma vez só
O cérebro não foi feito para mudanças bruscas de hábitos, essas mudança tornam tudo muito pesado, consequentemente em pouco tempo você voltará a ser a mesma pessoa de antes, com os velhos hábitos que não te ajudarão a emagrecer.

Para a mudança de hábito saudável e eficaz procure ajustar a sua rotina de forma gradual. O ideal é começar com 5% a cada quatro semanas. Um exemplo é mudar uma refeição por vez e começar o exercício físico de uma a duas vezes na semana e quando você perceber que está adaptado vá aos poucos mudando outros hábitos. Assim você construirá, aos poucos, a quantidade e qualidade de hábitos saudáveis para toda a vida.

Restringir demais a alimentação
Muitos acreditam que quanto menos alimentos ingerirem mais eficiente será o emagrecimento. Engano comum, pois quando fornecem menos energia (alimento) que o corpo necessita, o metabolismo entra em um estado de emergência e gasta o mínimo de energia possível para sobreviver, consequentemente o metabolismo se torna lento e mesmo sem comer você voltará a recuperar o peso novamente.

Por isso, equilibre estes pilares do emagrecimento sempre com uma alimentação saudável e exercício físico.

*Thiago Volpi é nutrólogo e fundador do Espaço Volpi.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Nutricionista afirma que crenças limitantes dificultam o emagrecimento

Redação

De acordo com a nutricionista e especialista em obesidade Gladia Bernardi, autora do best-seller "Código Secreto do Emagrecimento", para conseguir se livrar definitivamente do peso em excesso, é necessário deixar de lado as crenças limitantes, que são conceitos negativos que as pessoas acreditam e as limitam.


"Nosso metabolismo não irá determinar o estilo de vida que queremos e devemos ter", afirma a nutricionista Gladia | Foto: reprodução

"As crenças limitantes são aquilo em que acreditamos e tomamos como verdade absoluta, por meio da força do pensamento. Um exemplo é o fato de nos obrigarmos a nos sentirmos 'felizes' com o nosso corpo, acreditando que não conseguiremos mudá-lo", aponta a especialista.

Abaixo, Gladia  lista quatro crenças comuns entre as pessoas que estão acima do peso:

1- Colocar a culpa no metabolismo
A capacidade do metabolismo em queimar ou transformar as calorias ingeridas pelo nosso corpo varia de acordo com cada organismo. Algumas pessoas possuem o metabolismo mais acelerado - o que pode ser um aliado na hora de emagrecer. Porém, quem tem o metabolismo mais lento, muitas vezes, acha que não consegue emagrecer pelo fato de o corpo atuar de forma mais demorada. Mas isso, segundo Gladia, é apenas uma desculpa para justificar o excesso de peso.

"Nosso metabolismo não irá determinar o estilo de vida que queremos e devemos ter. Encontrando um equilíbrio da mente e ingerindo alimentos que nos ajudem a acelerar o metabolismo, podemos, sim, perder peso, com determinação e, acima de tudo, de forma saudável", explica a nutricionista.

2- Acreditar que obesidade é genética
Da mesma forma que é possível herdar a personalidade dos nossos pais, também podemos herdar a genética. Porém, não devemos - nem podemos- nos basear no físico de nossos parentes como verdade absoluta sobre nosso próprio corpo. "A obesidade não é genética se você treinar sua mente e pensamentos para o corpo que deseja ter. Você deve se atentar à sua rotina alimentar e, assim, nunca dependerá da condição física de seus pais. O importante é equilibrar os alimentos e não comer por compulsão quando se está triste, por exemplo", esclarece Gladia.

3- Rotina e falta de tempo
Muitas vezes a falta de tempo e as mudanças da rotina nos impedem de focar em nosso corpo, mente e saúde. Porém, tudo acaba se tornando uma questão de prioridades, coragem e organização.
"Mudar seus hábitos pode transformar a rotina positivamente, levando você a se conhecer cada vez mais. Tudo passa a ser repensado, como suas prioridades e o tempo dedicado a cada uma delas. Com hábitos novos e favoráveis ao seu objetivo, você começa a pensar em tudo o que o rodeia: atitudes, crenças e ações", reflete.

4- Compulsão alimentar
É comum que as pessoas descontem seus sentimentos nos alimentos, ingerindo, por exemplo, muito chocolate quando estão ansiosas ou nervosas com algum acontecimento. Nesses casos, Gladia explica que se alimentar para cobrir vazios, preencher sentimentos, ou para fugir do estresse, das perdas, tristezas, frustrações, e até mesmo da felicidade, prejudicando a saúde mental e física.

"Normalmente, 90% das escolhas alimentares acabam sendo emocionais, e somente 10% racionais. Isso gera distúrbios caracterizados pela falta de controle na ingestão de grandes quantidades de comida em pouco tempo, conhecido como compulsão alimentar. É preciso abandonar as desculpas para emagrecer e parar de comer em excesso como válvula de escape", alerta a especialista.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Outono e inverno são períodos mais fáceis para emagrecer

Da Redação

As estações mais frias são as épocas do ano que o público mais foge da atividade física, seja por preguiça, desânimo ou atividades de lazer. Contudo, nem todos sabem que as baixas temperaturas contribuem muito para o processo de emagrecimento, de acordo com o professor da academia Bio Ritmo, Felipe Prado. Isso acontece porque o corpo, no inverno, precisar se aquecer e o mecanismo que o organismo exerce para essa ação faz com que as pessoas gastem mais calorias e, consequentemente, emagreçam também.

Prado comenta que a baixa frequência nas academias nesses períodos está muito ligada à motivação. Por isso, é importante sempre buscar um bom profissional para incentivar os alunos com uma rotina de treino, que seja interessante para o participante.

"Precisamos tirar esse tabu que só o verão é uma estação para se ir à academia. Sei que no frio as pessoas ficam mais indispostas, mas diminuir a frequência nos treinos prejudica não só os resultados, mas também faz com que as pessoas deixem de aproveitar as peculiaridades de cada período, como o fato de se ter uma facilidade de perda de peso no frio", ressalta Prado.

O educador físico ainda reforça que não existe um treino direcionado para cada período, porém, algumas modalidades trazem mais conforto àqueles que se sentem impactados pelo frio, como o Race Bootcamp, um treino de alta intensidade, a partir de uma experiência sensorial, com iluminação e sonorização vibrantes, que é realizado em uma sala com temperatura controlada para dar uma experiência de treino mais intensa ao aluno.

Além disso, tem o estúdio Vidya que dispõe do Sweat Yoga, uma técnica que leva a prática de yoga para um ambiente aquecido a 40 graus, o que promove melhor lubrificação das articulações, limpa as toxinas do organismo e auxilia na queima da gordura corporal.

Por outro lado, o professor afirma que nada disso funcionará caso a alimentação também não seja controlada. "É preciso tomar cuidado com a ingestão calórica, pois no frio, naturalmente sentimos mais fome e comemos refeições mais gordurosas. Mas, o ideal é que o aluno siga a dieta pré-estabelecida pelo nutricionista ou foque nos alimentos saudáveis, como os integrais e funcionais. Eles vão ajudar a repor as energias e manter a imunidade estável", afirma Prado.

Além disso, o especialista destaca a importância do aquecimento, "No outono e no inverno, o aquecimento é ainda mais importante, porque vai ajudar a aumentar a temperatura do corpo e preparar as articulações para as sobrecargas dos treinos", finaliza.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Nutricionista dá dicas para manter o foco no emagrecimento

Da Redação

O ano novo começou e muitas pessoas colocaram como meta perder peso. A tarefa pode até parecer fácil nos primeiros dias, quando todos estão cansados da comilança do fim do ano e empolgados com os possíveis resultados. Mas, como se manter focado nesse propósito ao longo do ano? A nutricionista Célia Beleli, da Clínica Concon, em Valinhos, dá uma série de dicas para ajudar nesta fase.

Reeducação alimentar que inclui a família contribui para o processo de emagrecimento | Foto: Freepik
"Vamos pensar da seguinte maneira: dieta é o que você escolhe para comer e bons hábitos alimentares são como você escolhe para viver. Dieta refere-se aos hábitos alimentares individuais. Cada pessoa tem uma dieta específica. Cada cultura costuma caracterizar-se por dietas particulares. Mas, popularmente, o emprego da palavra "dieta" está associado a uma forma de conter o peso, através de "contagem de calorias, dieta low carb, dieta paleolítica, dieta da proteína e por aí vai. Então, adquirir bons hábitos alimentares é mais fácil", explica a nutricionista.

De acordo com ela, é possível fazer esta mudança de hábitos, por meio de um bom planejamento e de muita persistência. "A tarefa não é fácil, mas só teremos bons resultados se persistirmos nas mudanças", reforça.

Seguem as dicas:

1 - Primeiramente, é necessário criar um planejamento alimentar para você e sua família, e isso deve ser compartilhado com os outros membros da família. Dividir funções como, por exemplo, compras no supermercado e planejamento do cardápio da semana é bacana e envolve todo mundo. Neste planejamento, se possível, utilize o fim de semana para preparar algumas refeições e congelar em embalagens práticas que facilitem o uso ao longo da semana.

2 - Planeje também os lanches intermediários que você levará ao trabalho. Programe-se para ter frutas e iogurtes na geladeira, o que vai facilitar sua rotina.

3 - “Comida de verdade" deve vir acompanhada de variedade, qualidade, sabor e também de prazer. Uma dieta de uma pessoa sem intolerâncias ou alergias deve conter: arroz, feijão, peixe, carnes magras de boi, ave, leite e derivados magros, vegetais de folhas variados, legumes, frutas, pães (de preferência com grãos) e cereais integrais. O princípio mais importante que temos que levar em consideração é a "moderação". Devemos nos lembrar que a maioria dos casos de ganho de peso excessivo deu início com grandes restrições alimentares.

4 - Tente incluir alimentos com fonte de carboidrato de melhor qualidade. Hoje temos vários estudos que comprovam que quantidades menores de carboidratos auxiliam na perda e controle do peso corporal. Diminua o consumo de açúcares, doces, refrigerantes, tortas, bolos, biscoitos, bolachas, pães, bolos, tapioca, cereais refinados, farinha branca, polvilho. Faça opção por cereais integrais: aveia, arroz integral, farelo de aveia, farinha de linhaça, batata doce (com muita moderação) e semente de chia. Temos também versões bem saborosos de farinhas das oleaginosas, como a farinha de amêndoas, que você pode fazer panqueca, utilizar em bolos, etc.

5 - Inclua diariamente vegetais cozidos e crus e lembre-se: almoço e jantar. Nada de substituir o jantar por lanches, pães ou tapioca.

6 - Consuma fruta – 2 a 3 porções ao dia e evite suco de fruta concentrado. E exclua sucos em pó (qualquer tipo) e sucos na embalagem Tetra Pack, também de qualquer tipo.

7 - Se você toma leite, utilize versões semi desnatadas e não se esqueça de incluir os derivados, principalmente os iogurtes nas versões "sem adição de açúcar" ou substitua por versões de bebidas vegetais.

8 - Lembre-se também das leguminosas: feijões, grão de bico, lentilha, feijão branco, que podem ser incluídos, de preferência como saladas.

9 - Não se esqueça de que a semana tem sete dias, e a mudança de hábito deve ocorrer todos os dias, mas é claro que você pode deixar uma refeição na semana para ter escolhas diferentes, mas lembre-se de planejar essa refeição com a família. Por exemplo: dia que vamos fazer uma refeição fora de casa ou que iremos pedir algo diferente do sugerido acima para comer.

10 - Também devemos aumentar a atenção no ato de comer, ou seja, comer sem distração, ter foco na refeição, fazer pausas para avaliar o sabor e, com isso, começar a perceber os sinais de saciedade. E isso é um treino.

11 - Lembre-se também de comer antes que a fome atinja um nível alto, que podemos até chamar de perigoso. Aquele momento em que o alimento nos escolhe e não o escolhemos.

"De forma geral, devemos consumir mais comida de verdade e diminuir o consumo de alimentos industrializados. Por exemplo,  mais frutas e menos biscoitos, mais arroz (integral), feijão, carnes magras e vegetais e menos fast food  e comidas  industrializadas congeladas", orienta Célia. "São dicas gerais que ajudam muito, mas, claro, consultar um nutricionista é importante para um direcionamento mais personalizado", finaliza.


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