quarta-feira, 30 de maio de 2018

Veterinária fala sobre os cuidados na hora de vestir animais

Da redação

O inverno se aproxima e as temperaturas já caíram em diversas cidades brasileiras. Nesta época do ano, os animais podem precisar de cuidado extra para não sofrer com o frio e ficarem doentes. A médica veterinária da Dog Saúde,  Julia Oliveira de Camargo, afirma que é aconselhável colocar roupinhas nos pets, pois eles também sentem frio, principalmente os de pelo curto.

Alguns animais apresentam sensibilidade ao algodão ou outros tecidos, alerta a veterinária Julia | Foto: divulgação
Mas a especialista alerta que é preciso ficar atento ao escolher o tipo de roupa, pois ela pode provocar problemas de pele em alguns animais. "Há cães que são alérgicos e começam a se coçar, gerando um grande incômodo, além de outras consequências negativas, como o aparecimento de feridas e sangramentos".

Filhotes sofrem mais com o frio
Os filhotes, por serem mais frágeis e terem menos gordura corporal, sentem mais frio. Eles precisam de uma proteção ainda maior, pois são muito sensíveis e suscetíveis a ter o sistema imunológico enfraquecido no inverno.  "Os filhotes não podem sentir frio de jeito nenhum já que correm o risco de ficar gravemente doentes", destaca a veterinária.

Toda pelagem protege do frio?
Segundo Julia, tudo depende do tipo de pelagem. Existem cachorros que têm uma pelagem própria que os protegem. As raças de países frios como por exemplo, Husky Siberiano e Akita, possuem pelagens que ajudam a mantê-los aquecidos. "De fato, eles acabam sofrendo no verão e não no inverno", explica. Por outro lado, os cães Poodle e Maltês são raças mais sensíveis, que naturalmente sentem mais frio.

Nem todo pet se dá bem com qualquer tecido
Alguns animais apresentam sensibilidade ao algodão ou outros tecidos. "Nesses casos, o animal pode demonstrar sinais de que algo está errado, ele pode começar a se coçar, o pelo pode cair bastante", esclarece. Caso isso ocorra, recomenda-se tirar imediatamente a roupa do animal.

Animais feridos ou com alergia: nada de roupinha!
A roupinha não é indicada quando o animal apresenta feridas na pele. Para que a cicatrização não demore mais, o local da ferida precisa estar aberto, para que haja oxigenação. Além disso, cães e gatos que tenham alergia, devem ficar longe das roupinhas, pois eles podem ter muita coceira e há casos em que eles se coçam tanto que a pele chega a sangrar. "Para protegê-los contra o frio, vale deixá-los em um ambiente mais aquecido, junto com almofadinhas e cobertinhas", sugere a veterinária.



Morte súbita em jovens: Podemos evitar?

*Por Karina Cindy

A morte súbita em pessoas jovens, saudáveis e praticantes de atividades físicas, ou mesmo em atletas, deve ser levada muito a sério, e analisada de maneira crítica com embasamento em todas as evidências disponíveis, pois tem um impacto profundo na sociedade e meio médico.

Cerca de 50% das paradas cardíacas ocorrem em indivíduos que desconhecem a doença cardíaca subjacente. Em relação as principais causas, existem dois grupos distintos, o primeiro é formado por pessoas com idade inferior aos 30 anos e o segundo composto por pessoas com idades acima dos 30 anos.

Das causas de mortes súbitas em pessoas com idade inferior aos 30 anos, predominam as doenças genéticas como as miocardiopatias e canalopatias. Em ordem decrescente de frequência, estão as miocardiopatias hipertróficas e todas as suas variantes; as anormalidades congênitas das artérias coronárias; e a ruptura da aorta ocasionada pela síndrome de Marfan ou Aracnodactilia.

Dentre as causas menos comuns, está o abuso de substâncias que podem levar a arritmias malignas como alguns medicamentos ou drogas ilícitas (cocaína, maconha, ecstasy, crack, suplementos nutricionais com excesso de cafeína, remédios para emagrecer que possuem em sua fórmula anfetaminas, hormônios tireoidianos, diuréticos e outros).

A displasia arritmogênica do ventrículo direito, o espasmo arterial coronariano, e até mesmo, o prolapso de válvula mitral, também são causas raras de morte súbita. Por outro lado, em pessoas com idade superior aos 30 anos, a principal causa de morte súbita é a doença arterial coronária.

Acredito que é importante ressaltar, que a realização de uma avaliação médica detalhada, pode evitar uma morte súbita. O histórico clínico familiar, o exame físico e o eletrocardiograma são em geral, suficientes para que um paciente seja liberado para a prática de atividades físicas, sem riscos significativos.

Em homens assintomáticos com idades entre 30 e 55 anos, é possível identificar um aumento na prevalência da doença arterial coronariana. Nestes casos, a realização de um teste ergométrico pode auxiliar no diagnóstico. Já exames mais complexos, como por exemplo, a ecocardiografia, são indicados para pacientes com suspeita de alguma patologia, que torna a atividade física, um risco.

Lembro que a identificação de sintomas e a observação de fatores de risco, podem evitar a morte súbita. Dentre os sintomas estão as palpitações e dor torácica causada pelo exercício físico, e a sincope (desmaios induzidos pelo esforço físico). Os principais fatores de risco podem ser as alterações eletrocardiográficas sugestivas de doenças; a insuficiência cardíaca com o comprometimento da função ventricular; a doença arterial coronariana; a hipercolesterolemia familiar (HF); o histórico familiar de morte súbita; e histórico clínico de síndrome de Marfan.

Portanto, aconselhar o afastamento de atividades esportivas a um paciente com propensão a morte súbita, não o afastará do risco inerente aos esforços físicos diários. Atualmente, foi descoberto que desfibriladores implantáveis podem ser a arma mais eficaz para a prevenção primária e secundária de morte súbita em pacientes de alto risco, pois, a fibrilação ou a taquicardia ventricular (arritmias malignas) é uma das principais causas de morte súbita em pacientes com miocardiopatia hipertrófica (MCH) ou aterosclerose coronariana grave.

*Karina Cindy é cardiologista e especialista no tratamento das arritmias cardíacas.


terça-feira, 29 de maio de 2018

Dia Mundial da Saúde Digestiva: como prevenir as principais doenças

Da redação

Neste Dia Mundial da Saúde Digestiva (29), o médico gastroenterologista do CIES Global, Gilson Kamyiama, fala sobre as doenças mais comuns do aparelho digestório e também orienta como preveni-las e tratá-las. A data foi instituída pela Organização Mundial de Gastroenterologia para mobilizar os países do mundo à prática da prevenção de doenças dessa área.

A partir de 50 anos de idade, deve-se procurar o médico gastroenterologista, para prevenir o câncer colorretal | Foto: divulgação
Os problemas mais comuns são gastrites, úlceras, câncer de esôfago, câncer de estômago e câncer colorretal. Esse último é o tumor mais prevalente do aparelho digestivo e está entre os mais frequentes em homens e mulheres de todo o mundo.

O médico ressalta que os hábitos podem ajudar a prevenir muitos dos problemas. "Várias doenças do aparelho digestivo podem ser evitadas se a pessoa tem uma vida saudável, com uma alimentação balanceada, se pratica exercícios físicos regularmente e se faz acompanhamento médico com frequência", afirma.

Em relação à alimentação, o médito também informa que é importante manter horários padrões para as principais refeições do dia e indica fazer pelo menos quatro: café da manhã, almoço, lanche e jantar.

Saúde digestiva e câncer
Além dos hábitos saudáveis, o acompanhamento médico é muito importante para prevenir doenças do aparelho digestivo, principalmente o câncer.  "Há uma bactéria chamada Helicobacter pylori que possui relação com o tumor e se aloja no estômago" informa Kamyiama.

Para prevenir o câncer colorretal é recomendado que pessoas, a partir de 50 anos de idade, se consultem com um médico gastroenterologista. "Podemos fazer um rastreamento de sangue nas fezes e, havendo alguma suspeita, realizamos a colonoscopia. Quem tiver algum parente de primeiro grau que já teve a doença deve procurar um médico o quanto antes para iniciar a prevenção", orienta o médico.

Úlceras e gastrites
Úlceras e gastrites podem ser consideradas patologias "benignas", mas que podem causar muito desconforto para o paciente. Elas também são causadas pela bactéria Helicobacter pylori. Nesse caso, o tratamento é composto por uma readequação alimentação com medicação indicada pelo médico.
Os principais sintomas dessas doenças são dor de estomago e queimação por mais de 6 meses.

Endoscopia
A endoscopia digestiva alta é um exame que oferece muitos benefícios ao paciente. O procedimento tem a vantagem de visualização direta no trato digestório alto (esôfago, estômago e início do duodeno). Quando há alteração pode-se colher amostra para ter o estudo anatomopatológico para ver se é lesão benigna ou maligna.

Durante a realização do exame, é possível até tratar uma ulcera que está sangrando ou varizes de esôfago após rompimento, que também causa hemorragias. Pequenas cirurgias como retirada de pólipos ou tratamento de lesões precoces também podem ser feitas no procedimento, além da realização da dilatação do esôfago e do estomago, quando necessário.




Exposição de Esther Mazzini termina amanhã em Ribeirão Pires

Da redação

O saguão do Teatro Municipal Euclides Menato (Av. Prefeito Valdírio Prisco, 193 – Jardim Itacolomy), da Estância Turística de Ribeirão Pires, sedia até amanhã (30) a exposição de Esther Mazzini Le Var. Com entrada gratuita, o público pode conferir peças do acervo pessoal e artístico da pintora, das 9h às 16h30.

Mostra pode ser visitada das 9h às 16h30 | Foto: Gabriel Mazzo
A mostra foi resgatada pelo Centro de Apoio Técnico ao Patrimônio (CATP) de Ribeirão Pires, com a colaboração do conhecido fotógrafo da cidade, Ubirajara Kaiser Cobra, que encontrou pinturas abandonadas e fez a doação das mesmas ao governo municipal. Foram cerca de 150 obras em tela e madeira, que cobrem todas as diferentes fases de Esther, do figurativo ao abstrato, achadas em fevereiro deste ano.

"Esther Mazzini foi uma expoente no ABC e sua arte reflete o amor que tinha por cada cidade da região. A memória da artista está preservada e acessível a toda a população. Essa exposição faz parte do pacote de ações para fomento do turismo e preservação da memória de nossa cidade", afirma o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Estância, César Ferreira.

A exposição "Esther Mazzini – 25 anos de saudade" é uma realização da Prefeitura da Estância Turística de Ribeirão Pires, por meio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico.

Sobre a artista
Nascida na cidade de Santos, em 30 de setembro de 1927, Esther era filha de Luiz Mazzini e de Aurora Soares Mazzini. Casada com Walter John Le Var, era autodidata e iniciou no campo do desenho e da pintura, em 1976. Recebeu a menção honrosa no I Salão de Arte Contemporânea da Art Pop, em São Paulo, e participou de diversos salões na capital e no ABC. Ela também era poetisa e na Estância fundou a Associação Cultural e Artística a (ACARP), ao lado de  Ednaldo Freire e Gildo Zampol. Sua vida foi marcada pela defesa da cultura e pelo amor ao ABC. Faleceu em 13 de dezembro de 1993.




Terceira idade: casa requer cuidados especiais

Da redação

Com o aumento da expectativa de vida da população brasileira, cresce a necessidade de pensar e planejar uma casa adequada para a terceira idade. As arquitetas Carmem Avila e Cris Paola pontuam abaixo importantes providências que farão toda diferença na vida do morador.

Carmem Avila e Cris Paola destacam que  a funcionalidade deve ser marca registrada em todos os projetos | Foto: divulgação
Elas destacam que um projeto de arquitetura e decoração para idosos deve seguir orientações específicas para que a segurança e beleza possam estar presentes em todos os ambientes.

1.  Iluminação
Problemas de visão são comuns nesta fase da vida. Dessa forma, uma casa banhada de luz natural facilita a vida do morador. "Portas e janelas devem ser grandiosas para oferecer o máximo de luz dentro da residência. Para complementar, na pintura das paredes, recomendo optar por uma pintura branca ou seguir uma paleta de tons claros", conta Carmem.  Outra recomendação bastante válida está relacionada à instalação de pontos de luz nos corredores e locais de circulação intensa. "Além do ponto no teto, a iluminação indireta, na altura do rodapé, pode ajudar o morador na locomoção noturna, quando acorda para beber uma água na cozinha, por exemplo. Esse cuidado evita quedas e batidas inesperadas", explica Cris Paola.

2. Desníveis e escadas
Evitar desníveis – mesmo que seja em pequenas escalas –, é outra dica importante. Caso não seja possível, a sinalização se faz essencial. Para o projeto de escadas, ambas arquitetas são unânimes com relação à execução em piso antiderrapante e sempre acompanhadas por um corrimão firme instalado à altura de 90 centímetros (cm).

3. Portas
O ideal é que elas disponham de largura suficiente para a passagem do idoso com auxílio de andador, por exemplo. A recomendação é considerar um espaço de 90 cm e, caso não seja possível, que não seja inferior a 80 cm.

4. Tapetes e móveis
O uso de tapete costuma ser fator de quedas e acidentes em residências de moradores da terceira idade. Mas isso não quer dizer deva ser desconsiderado! E uma sala, o tapete deve estar embaixo do sofá, com as pontas fixadas com fitas antiderrapantes. À despeito de móveis, quinas de peças baixas, que ficam fora da visão devem ser evitados, assim como objetos de decoração. "Espaços amplos e livres são muito importantes", destaca Cris Paola. "Prateleiras e armários devem seguir a altura dos idosos, para que não precisem se esticar ou subir em escadas quando forem pegar objetos", complementa Carmem.

5. Banheiro
O banheiro deve ser adaptado cuidadosamente. Instalação de barras de apoio, piso antiderrapante no box e assento para banho são precauções básicas a serem tomadas. "Considere instalar barras de segurança também no lavatório e bacia sanitária – que deve ser um modelo mais alto que o padrão", completa Carmem.

Por fim, as arquitetas destacam que a funcionalidade deve ser marca registrada em todos os projetos e para todas as idades. Saber as necessidades e entender a rotina dos moradores é essencial para que um projeto bem planejado garanta a autonomia de quem vai utilizá-lo.



Psicólogas comentam sobre a importância da empatia na vida conjugal

Da redação

Nos últimos tempos, é comum ouvirmos o termo empatia, ou seja, se colocar no lugar do outro, “calçar os sapatos do outro para sentir onde o calo aperta”. De acordo com especialistas no tema, a empatia vai muito além de perceber como o outro está se sentindo. Além disso, a empatia vale também para a vida conjugal, segundo a psicóloga Marina Simas de Lima, terapeuta de casal/família e cofundadora do Instituto do Casal.

Pratique a escuta ativa, pratique a tolerância, orienta as psicólogas | Foto: Freepik
“A empatia só acontece quando há uma conexão verdadeira com o outro e quando conseguimos deixar o individualismo de lado, assim como as críticas e julgamentos”, comenta Marina.

Com isso, é importante refletir se quando seu (sua) parceiro (a) chega mal-humorado depois do trabalho, você costuma criticá-lo (a) por isso ou se colocar no lugar dele (dela) e oferece apoio? E quando sua mulher está de tensão pré-menstrual (TPM), você costuma entender ou acha que é frescura?

“Para sermos empáticos precisamos pensar muito mais no que é bom para o casal do que para nós mesmos. A empatia nos obriga a entender que nossos interesses e necessidades nem sempre serão os mesmos do nosso (a) parceiro (a), portanto precisaremos ceder em alguns momentos e isso dentro de um casamento é uma constante”, afirma a psicóloga.

Empatia e conexão andam juntas
Segundo a psicóloga Denise Miranda de Figueiredo, terapeuta de casal, família e cofundadora do Instituto do Casal, a conexão é fundamental para praticar a empatia. “O ser humano é um ser gregário, social. Isso significa que precisamos uns dos outros para vivermos. Nós crescemos como indivíduos por meio da conexão e não do isolamento. Portanto, a empatia é fundamental na vida a dois, familiar e social, pois nos ajuda a criar e a fortalecer essa conexão”.

A empatia acontece em alguns aspectos, como o emocional, cognitivo e o compassivo. Assim, empatia emocional é quando percebemos o sofrimento, felicidade ou preocupação da outra pessoa. Mas, não basta notar o que o outro sente é preciso adotar uma atitude de compaixão para que o outro se sinta melhor, amado e apoiado, explicam as especialistas.

Curiosamente, na pesquisa realizada pelo Instituto do Casal em 2016, o medo de não se sentir amado e apoiado foi o terceiro no ranking dos principais medos dos casais brasileiros e ficou na frente, inclusive, do medo de ser traído. Assim, esse dado corrobora o fato da empatia ser fundamental na vida a dois.

“Um exemplo é quando o (a) parceiro (a) chega do trabalho mais tarde, estressado (a) e cansado (a). Você sente que há algo errado, que o outro não está bem, mas acaba fazendo um comentário com tom crítico ou julgador, como: “você precisa aprender a dizer não”, “você é muito caxias”, etc. “Neste exemplo a empatia ficou apenas no emocional. O cônjuge não foi capaz de aplicar a compaixão e demonstrar uma atitude de apoio”, exemplifica Denise.

Dicas
1- Menos julgamento, mais apoioTodos nós em certos momentos iremos julgar pessoas e situações, pois isso faz parte da natureza humana. Entretanto, quanto menos julgarmos, mais empáticos seremos. E quando não julgamos, fica mais fácil não criticar.

2- Ofereça seu melhor estado: a presençaVivemos na era da hiperconectividade graças aos celulares e outras tecnologias. E isso é um convite à desconexão entre o casal. Como você vai perceber se o outro está bem ou mal com a cara enfiada na tela do celular ou trocando mensagens com aquele grupo divertido do whatsApp? Lembre-se que a tecnologia te afasta de quem está perto para te aproximar de quem está longe.

3- Importe-se de verdade
Evite supor ou imaginar do que o outro precisa, pois isso aumenta a desconexão e afasta a empatia. Ofereça apoio genuíno, pratique a escuta ativa, pratique a tolerância.

4- Não faça uma competição de sentimentos
Quando o outro está angustiado por algum motivo, evite dizer que tudo vai ficar bem, que não é nada, que você passou por algo pior. Todas essas colocações afastam a empatia. Evite querer resolver o problema logo de cara. Se você faz isso, pode levar o outro a encerrar o assunto e ficar ainda pior. A dica é dar espaço para o outro desabar, falar o que sente e sustentar a conversa até que se esvazie.

5- Pratique a tolerância
 A tolerância tem tudo a ver com a empatia. Na verdade, uma completa a outra. Você não precisa abrir mão de suas opiniões ou crenças, mas precisa entender que todos são livres para pensarem e agirem de maneiras que nem sempre serão iguais as suas.




segunda-feira, 28 de maio de 2018

O que fazer com nossos idosos?

Por Joyce Capelli

Cada vez mais há perspectiva de maior longevidade para os seres humanos. Nas últimas décadas, a expectativa de vida aumentou em quase todos os lugares do mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a população das Américas ganhou 16 anos de vida a mais, em média, nos últimos 45 anos – ou seja, quase dois anos por quinquênio. Agora, uma pessoa nascida no continente pode viver até 75 anos, quase cinco anos a mais do que a média mundial. No Japão, país com maior expectativa de vida no mundo, as pessoas podem esperar viver 83,7 anos. Uma mulher japonesa hoje tem uma expectativa de vida de 87 anos, em comparação com 81 anos para os homens.

Os ricos têm muito mais acesso à meta da longevidade que os pobres |  Foto: Freepik
Chegar aos 100 anos de idade não será fácil, mas já não é tão inesperado quanto antigamente. O problema é que estudos revelam que os ricos têm muito mais acesso à meta da longevidade que os pobres. Nos EUA, por exemplo, o 1% mais rico das mulheres americanas vive 10 anos mais do que a população feminina mais pobre, segundo um estudo de 2016 publicado no Journal of American Medical Association. Para os homens, a desigualdade entre americanos mais ricos e mais pobres é de quase 15 anos.

O ideal seria diminuir esse contraste social entre ricos e pobres no acesso aos avanços para uma vida mais longa e, principalmente, saudável. Afinal, não basta haver uma população que vive mais se for em condições precárias e com péssima saúde.

E este é um perigo real e imediato, veja: estudo divulgado pela Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, sigla em inglês) revelou que o número de brasileiros com osteoporose deve crescer 32% até 2050. Hoje a longevidade já acentuou o aumento de incidência de fraturas nos idosos e a ingestão de cálcio está abaixo do recomendado.

Um ponto importante na longevidade e qualidade de vida que é defendido pelo Instituto Melhores Dias (organização da sociedade civil que dirijo) é de que precisamos rever a forma como vemos e inserimos os nossos idosos. Reconhecer a potencialidade laborativa dos idosos, assim como sua saúde, energia e criatividade, é fundamental para uma sociedade mais produtiva e sábia. Na China e no Japão, velhice é sinônimo de sabedoria e respeito.

Uma pesquisa realizada entre fevereiro e março de 2018 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV EAESP) com apoio da BrasilPrev e da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) em 140 empresas brasileiras, aponta que 75% das empresas ouvidas preferem contratar jovens a profissionais com 50 anos de idade ou mais nas mesmas condições técnicas e 88% não contam com campanhas específicas para a inserção desse público em seus quadros.

As empresas veem os mais velhos como pouco criativos e com baixa adaptabilidade às novas tecnologias, além de os considerarem onerosos nos custos da assistência médica e odontológica.

O único ponto positivo em relação a igual pesquisa realizada há cinco anos é que as empresas aumentaram ligeiramente a percepção positiva com relação aos profissionais mais velhos considerados mais comprometidos no trabalho e com maior equilíbrio emocional para enfrentar as situações em comparação aos jovens.

Precisamos transformar o envelhecimento da força de trabalho em pauta mundial. Mudar o estigma de que um idoso já está desvinculado social, cultural e economicamente, modificar o rótulo e a etiquetagem da inflexibilidade perante as mudanças, da improdutividade laboral e da falta de conhecimento tecnológico.

De acordo com relatório sobre emprego nos Estados Unidos, 19% das pessoas acima de 65 anos estavam trabalhando pelo menos meio período no primeiro trimestre de 2017.

De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, o Brasil possuía 4,5 milhões de idosos empregados, com possibilidade de ser um contingente ainda muito maior.

O Instituto Melhores Dias, consciente da necessidade de inserção dos idosos, desenvolve programas que elevam o bem estar e a qualidade de vida dos idosos, nas áreas de saúde, cultura e lazer.

Não é diferente na Europa. Em setembro de 2017, cerca de 50 países que fazem parte da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (Unece), tornaram-se signatários da Declaração de Lisboa, na qual se comprometem a desenvolver estratégias que valorizem a experiência das pessoas mais velhas, bem como a promoverem esquemas flexíveis de reforma que lhes permitam permanecer mais tempo no mercado de trabalho.

Nesta Declaração, os países reconhecem que as políticas relacionadas com o envelhecimento são uma "responsabilidade partilhada e devem envolver os governos, o setor privado, os parceiros sociais, a comunidade científica e, em particular, as organizações não governamentais para idosos".

Vamos nos engajar nessa proposta?

*Joyce Capelli é sócio-fundadora e presidente do Instituto Melhores Dias, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, registrada como OSCIP, que há 25 anos trabalha para melhorar a qualidade de vida das pessoas.




sexta-feira, 25 de maio de 2018

Livro ensina como a atenção plena pode combater a ansiedade e estresse

Da redação

Na obra A Revolução Mindfulness lançada este ano, a autora Sarah Silverton apresenta uma introdução à prática que tem mudado a vida de milhares de pessoas. Inspirado nas práticas meditativas do Oriente, o mindfulness, ou atenção plena, é uma ferramenta poderosa que nos ensina a viver conscientemente no momento presente, dominar os pensamentos negativos e deixar de reagir a tudo no piloto automático.

O livro é indicado para qualquer pessoa que deseje tirar a mente do modo involuntário | Imagem: Divulgação
"Quando estamos plenamente atentos, percebemos os detalhes de nossas experiências tal como elas são agora, sem julgá-las ou tentar mudá-las imediatamente", afirma Sarah.

Escrito a partir da experiência prática dos instrutores do Centro para a Investigação e a Prática da Atenção Plena da Faculdade de Psicologia da Universidade de Bangor, no Reino Unido, o programa apresentado neste livro vem sendo utilizado com sucesso em diversos países para o tratamento de doenças como estresse, ansiedade, depressão, dor e fadiga crônicas. Na obra, o leitor encontrará passo a passo de exercícios da técnica para lidar com todos estes problemas, além de instruções de como aplicá-la com crianças e em situações práticas do cotidiano em que se deseje obter mais calma, concentração e domínio das emoções.

Por isso, o livro é indicado para qualquer um que deseje tirar a mente do modo involuntário: a atenção plena tem o poder de nos sintonizar com o presente, diminuindo o vagar desenfreado por preocupações futuras e ruminações do passado, nos deixando ao mesmo tempo mais tranquilos e mais atentos, com uma real conexão com nossa existência.

Sobre a autora

Sarah Silverton é instrutora de meditação do Centro para a Investigação e a Prática da Atenção Plena da Faculdade de Psicologia da Universidade de Bangor. Terapeuta ocupacional, trabalha há décadas com portadores de transtornos psíquicos, deficiência física e doenças crônicas.



quinta-feira, 24 de maio de 2018

Propósito: como descobrir o seu?

*Por Lucas Fonseca

Muito tem se falado sobre propósito nos últimos anos. Parece que estamos vivendo uma busca insana por mais sentido em nossas vidas. Conteúdos sobre o assunto estão surgindo aos montes, mas sugiro uma reflexão mais profunda para algo tão sublime na vida de um ser humano.

Logicamente, dar um sentido mais profundo à nossa existência é muito importante. Do contrário, vivemos anos apenas cumprindo tarefas rotineiras, por obrigação e não por paixão. No passado, as pessoas achavam normal serem felizes após o expediente de trabalho. Daí vem o termo “happy hour”, como se a alegria só fosse possível fora da empresa.

Hoje, felizmente, já entendemos que a nossa vida é única. Não é claro o conceito de “vida pessoal” e “vida profissional”. Temos uma única vida e precisamos construir a nossa felicidade o tempo todo, não apenas em momentos específicos. Ao saber disso, muitos agora estão nessa busca incessante por sentido e significado.

E, por mais complexo que tudo isso possa parecer, pode ser mais simples do que se imagina. Minha proposta é, primeiramente, fazer uma auto análise. Quem eu sou? Como eu funciono? O que me agrada? O auto-conhecimento é, sem sobra de dúvida, a principal chave para essa descoberta. Se eu não me conhecer profundamente, provavelmente viverei no vazio, numa busca sem sentido algum.

Muitos definem como propósito inspirar ou impactar pessoas. Mas como posso fazer isso se eu não cuidar muito bem da minha própria vida? Se eu não for uma inspiração para mim mesmo, como poderei inspirar os outros. Nesse sentido, preciso olhar para dentro. O que eu gosto e o que não gosto? O que quero valorizar e o que eu ainda preciso desenvolver e melhorar?

Minha sugestão é começar fazendo uma lista dos seus talentos. No que eu sou bom de verdade? No que eu sou capaz de ser um exemplo aos demais? O que as pessoas reconhecem que eu faço bem? Não fique procurando talentos ultra valorizados. Apenas seja honesto com você e reconheça suas fortalezas. Tendo consciência sobre seus maiores dons, tudo ficará mais simples. Você não tentará ser o que não é, apenas para agradar.

Agora é hora de olhar para fora. Quais são os maiores problemas do mundo? Tente se colocar no lugar das pessoas que sofrem com os problemas que você identificou. Faça um exercício verdadeiro de empatia. Como você reagiria se estivesse dentro das situações que você identificou? Se for possível, faça isso na prática. Tente colher o máximo de informações possíveis sobre esses problemas, seus impactos e consequências.

Depois desse profundo mergulho em uma realidade diferente da sua, pegue a sua lista de talentos novamente e tente cruzar que você tem de melhor, com o que o mundo precisa. Tenho certeza que várias opções irão surgir. Certamente, você tem muitas habilidades das quais o mundo necessita. Basta ajustar o foco.

O mais interessante disso tudo é saber que, com um pouco de esforço e um olhar atento, você vai descobrir que é possível viver do seu propósito. Não ache que o seu propósito deve ser vivido apenas nas horas vagas porque você precisa trabalhar para se sustentar. É possível ganhar dinheiro ao mesmo tempo em que se realiza como ser humano. Tire o seu sustento do seu propósito. Não há nada de ilegal ou imoral nisso.

E, acima de tudo, saiba que esse processo deve fluir de forma natural e espontânea. Não se cobre em busca de um propósito, como se essa fosse a grande resposta da sua vida. Entenda que a felicidade está no caminho, na jornada, não necessariamente no destino. Quem define que só será feliz quando algo realizar, normalmente se decepciona quando alcança. A nossa busca incessante deve ser apenas pela nossa melhor versão, todos os dias.

*Lucas Fonseca é palestrante motivacional formado em administração de empresas com especialização em coaching. Fundador do Instituto Lucas Fonseca o palestrante criou a metodologia MAP - Mindset de Alta Permormance.




quarta-feira, 23 de maio de 2018

Alimentação e hábitos adequados evitam o refluxo gastroesofágico

Da redação

A alimentação adequada é fundamental para evitar que refluxo aconteça, de acordo com a nutricionista do Hospital Dom Alvarenga, Evelyn Teixeira. Ela comenta que as pessoas que sofrem com o problema devem aumentar a ingestão de fibras, apoiar bactérias saudáveis com alimentos ricos em probióticos, além da proteína de alta qualidade que também ajuda a proteger o trato digestivo.

Entre os sintomas do refluxo estão: azia, dor ao engolir e regurgitação | Foto: divulgação 
Queimação, azia, dor ao engolir, regurgitação e ardor na garganta e boca são os principais sintomas da doença do refluxo em adultos. Já nas crianças a doença pode causar sono agitado, vômitos constantes, dificuldade para mamar, irritação e choro excessivo, rouquidão – a laringe inflama devido à acidez do estômago - , dificuldade para ganhar peso e inflamações frequentes nos ouvidos.

Entre as orientações da nutricionista ela ressalta o hábito de comer mais vezes ao dia, porém em porções menores. "Quando for comer, evite alimentos pesados ou gordurosos e nunca faça isso com roupas apertadas demais. Além disso, como qualquer tabela nutricional, é mais viável comer em pequenas porções e com mais frequência do que o inverso", alerta Evelyn. Confira abaixo algumas dicas importantes para evitar o refluxo.

Cuidados essenciais:
Comer em menores quantidades a cada 2 ou 3 horas;
Aumentar o consumo de frutas e legumes;
Aumentar o consumo de produtos integrais, ricos em fibras;
Preferir carnes magras, peixes, leite e derivados desnatados;
Evitar beber líquidos durante as refeições;
Evitar comer de 2 a 3 horas antes de se deitar;
Evitar deitar ou fazer exercícios logo após as refeições.

Os alimentos que devem ser evitados na dieta para refluxo são:
Gordura: frituras, carnes vermelhas, salsicha, linguiça e bacon, pois o excesso de gordura faz com que a comida fique mais tempo no estômago, aumentando a chance de refluxo;
Cafeína: café, chás e chocolate, pois estimulam o estômago, favorecendo o refluxo;
Bebidas alcoólicas: irritam o estômago e aumentam o refluxo;
Bebidas gaseificadas: refrigerantes e água com gás, pois aumentam a pressão dentro do estômago;
Pimenta: irrita o estômago e aumenta a acidez;
Carboidratos simples: farinha, macarrão e pão, pois diminuem a força do esfíncter que fecha a passagem entre o estômago e o esôfago.

Frutas cítricas
O consumo de frutas cítricas deve ser evitado (uva, abacaxi, laranja, limão etc.), a acidez dessas frutas pode aumentar o PH do suco gástrico do estômago.

Hábitos que precisam ser evitados

Adultos
 Uso de cigarro, a nicotina relaxa o músculo do esôfago, o que se torna um grande problema.
Consumo de chicletes e doces duros pode aumentar a quantidade de ar que entra no estômago, por isso, não são recomendados.
Comer e logo após deitar, não é um hábito saudável, esperar em torno de 2h após a refeição para se deitar.
Sobre uma noite de sono, o mais aconselhável é que se eleve a cabeceira da cama em 15 centímetros para uma melhor qualidade do sono e de preferência dormir do lado esquerdo, onde está o estômago, pode trazer alívios.
Uso de cintos e roupas apertados também deve ser evitados.

Crianças
Colocar o bebê na vertical após a mamada.
Deitar o bebê de barriga para cima com a cabeceira do berço levantada.
Evitar balançar o bebê após a mamada.
Evitar vestir roupas apertadas.
Para finalizar, a nutricionista do Hospital Dom Alvarenga reforça que a obesidade amplia as possibilidades da pessoa ter refluxo, por aumentar a pressão abdominal. "Toda condição que aumente a pressão abdominal, aumenta a possibilidade da ocorrência do refluxo do conteúdo do estômago para o esôfago".



terça-feira, 22 de maio de 2018

Sete práticas para te ajudar a lidar com as dificuldades do dia a dia e ainda gerenciar o estresse

*Por Braulio Lalau de Carvalho  

Nos últimos tempos, a nossa rotina de trabalho virou sinônimo de estresse. O trânsito pesado, o excesso de informações e compromissos drenam a nossa energia, nossa capacidade de ter empatia e de pensar de forma criativa. Alia-se a isso, o atual cenário de incertezas que só faz aumentar a nossa
ansiedade. E como se não bastasse, ainda há a cobrança cada vez maior para sermos produtivos sempre.

Por isso, é muito importante que você cuide da sua saúde mental diariamente, antes que o estresse te leve a sofrer de exaustão. Com algumas mudanças de atitudes e novos hábitos, é possível manter o cérebro produtivo e um comportamento resiliente mesmo diante das pressões.

Quer ajuda para começar? Reuni neste artigo sete práticas que você pode adotar para te ajudar a manter o estresse sob controle enquanto você lida com as dificuldades do dia a dia.

1. Tenha hábitos alimentares saudáveis

Os alimentos são o combustível para o corpo e também para o cérebro, de modo que o órgão precisa dos nutrientes adequados para funcionar em plena capacidade. Se você abastece o seu carro com combustível ruim, ele vai apresentar defeitos. A analogia vale para o nosso corpo e cérebro. Concordo que resistir àquele hambúrguer ou doce pode ser difícil, principalmente quando nos sentimos estressados. Mas tornar isso um hábito só vai agravar o problema.

A ciência já provou que o que comemos interfere no nosso humor, produtividade, capacidade de concentração e de tomada de decisão. Portanto, se você quer minimizar os efeitos do estresse, escolha alimentos nutritivos que vão contribuir para que o seu cérebro funcione melhor.

2. Tire um break de tempos em tempos

Não deixe que o volume de trabalho e a pressão te consuma, aumentando o seu estresse. Lembre-se de tirar pequenas pausas durante o dia para hidratar ou tomar um café e se atualizar com os colegas. Essas pausas podem ser mais importantes do que você imagina.

O site e aplicativo Happify  dedicado a ajudar as pessoas a melhorar a saúde emocional e o bem-estar, por meio de atividades e jogos baseados em ciência, constatou com base em estudos que funcionários que tiraram uma pausa a cada 90 minutos apresentaram um aumento de 30% na concentração, de 50% na capacidade de pensar de forma criativa e de 46% nos níveis de saúde e bem-estar.

3. Saia para almoçar com os colegas

Comer sozinho(a) na mesa de trabalho pode fazer você acreditar que está ganhando tempo, mas na verdade, vai te deixar mais tenso(a) e menos produtivo(a). Este estudo comparou os efeitos emocionais e cognitivos de uma refeição feita com colegas, e outra, solitária, consumida no escritório.

Os resultados evidenciaram o efeito relaxante e de melhora do humor naqueles que almoçaram em companhia dos colegas no restaurante. Além disso, andar até o local da refeição vai aumentar a oxigenação no seu cérebro, o que contribui para fomentar novas ideias e aliviar o estresse. É uma forma simples de cuidar da sua saúde cerebral durante o expediente.

4. Priorize uma boa noite de sono todos os dias

Todas as outras práticas ajudam, no entanto, para manter o cérebro em seu melhor desempenho e stress free só existe um caminho: descanso. Portanto, busque dormir o suficiente para fazer você se sentir bem e procure alternativas para melhorar a qualidade do seu sono. Isso vai te tornar uma pessoa mais feliz e mais produtiva, com maior capacidade cognitiva e de empatia, entre outros benefícios.

A escritora, empresária e influencer Arianna Huffington nos convida a descobrir o poder do sono. Huffington publicou no ano passado o livro “The Sleep Revolution”, que está na lista dos bestsellers nos Estados Unidos. Vale conferir. 

5. Economize energia simplificando as suas escolhas 

Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, usa o mesmo tipo de roupa todos os dias. Já Barack Obama tinha apenas duas opções: ternos nas cores cinza ou azul marinho. O motivo é simples. Eles não querem escolher. Ou melhor, eles simplificam as escolhas para, assim, preservar o poder de decisão para o que é realmente importante e estratégico.

Tomar muitas decisões, principalmente quando estamos estressados, nos deixa menos criativos e focados. Logo, considere ter escolhas mais minimalistas na sua vida. Isso não significa que você precisa usar a mesma roupa todos os dias, mas pode começar tendo uma rotina fixa pela manhã, por exemplo, ou escolhendo, na noite anterior, o que você vai vestir e comer no dia seguinte.

6. Converse com os colegas sobre suas dificuldades 

Não se estresse sem necessidade tentando resolver tudo sozinho(a). Diante de uma dificuldade, converse com um colega e peça ajuda. Você pode se surpreender ao ver como as pessoas querem apoiar umas às outras. Além de te dar outras perspectivas, a conversa aliviará a sua tensão e  contribuirá para estabelecer uma conexão mais significativa e de confiança com os colegas, o que é fundamental nesta nova cultura de colaboração em que vivemos.

Lembre-se ainda: pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Ao contrário, mostra que você é uma pessoa humilde e sábia, o que é muito positivo no ambiente corporativo.

7. Pratique a atenção plena 

Inúmeros estudos já comprovaram a eficiência da prática de mindfulness, ou atenção plena, no gerenciamento do estresse cotidiano. A técnica de meditação, que ensina você a focar completamente a sua atenção no momento presente, vai te ajudar a ter uma mente mais calma e mais preparada para lidar com decisões difíceis.

Várias empresas já oferecem aulas de meditação para os seus funcionários. Mas você pode começar usando aplicativos como o Calm e o Headspace para te guiar nesta experiência.

Espero que alguma destas práticas seja útil para você. Caso já pratique alguma delas ou outra, compartilhe a sua experiência nos comentários.

*Braulio Lalau de Carvalho é CEO da Orbitall, empresa do Grupo Stefanini.



segunda-feira, 21 de maio de 2018

Lojas promovem evento sobre empoderamento feminino no ABC

Da redação

Neste sábado (26), a Casa das Três Meninas e a loja de cosméticos veganos The Body Shop realizarão o painel "Toda Beleza Importa", no Shopping ABC (Av. Pereira Barreto, 42, Vila Gilda), em Santo André. Segundo os organizadores, o acontecimento busca promover a ideia da beleza feminina “de dentro para fora”, sem barreiras e padrões.

A partir das 14h, haverá um lounge localizado entre as duas lojas, que ficam frente a frente no segundo andar do shopping, onde acontecerão atividades ao longo do dia, como customização de Melissas com a orientação da artista plástica Tallih Oliveira, autorizada pela Melissa, bate papo sobre imagem e autoestima com a consultora de imagem Carol Coêlho e um tira-dúvidas sobre saúde da pele com as dermatologistas Priscila Reis e Ana Paula Wosniak.

Também serão sorteados, durante o período do evento, kits das marcas mediante qualquer valor em compra em ambas as lojas e, além disso, suas vitrines virarão um grande mural de post its feito da opinião das próprias mulheres que passarem pelo lounge com a temática "o que é beleza para você?", o que, segundo a organização do evento, é uma oportunidade para estimular o apoio entre as mulheres e o empoderamento feminino.



sexta-feira, 18 de maio de 2018

Atividade física é um meio para sair das limitações e chegar nas potencialidades

Por Bárbara Schausteck de Almeida

Os Jogos Paralímpicos têm colocado em evidência, nas últimas décadas, o esporte para pessoas com deficiência. Desde 1988, eles são realizados na mesma sede, poucas semanas após os Jogos Olímpicos. Esses eventos trazem visibilidade às potencialidades de pessoas que tendem a ser subjugadas em outros contextos sociais, devido a suas limitações físicas. Em um histórico recente, as comparações de rendimento esportivo de Jogos Olímpicos e Paralímpicos se tornaram comuns. A participação do corredor Oscar Pistorius, com próteses nas duas pernas, na equipe de revezamento da África do Sul no atletismo nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, foi um marco para a história do esporte – tanto olímpico como Paralímpico.

Embora os Jogos Paralímpicos sirvam como vitrine para grandes demonstrações, a prática de atividade física e esporte por pessoas com deficiência tem propósitos que vão além do desempenho atlético. Há indícios históricos que algumas atividades hoje consideradas modalidades esportivas serviam para fins terapêuticos há milhares de anos. Atualmente, para além dos benefícios físicos, a possibilidade de criar relacionamentos e interações sociais, a melhoria na autoestima e na confiança, são incentivos extra para a participação nessas atividades.

Entre as pessoas com deficiência, existem diversos tipos e graus, demonstrando que cada caso precisa de uma avaliação específica. Nesse sentido, há um número crescente de profissionais e instituições que se especializam no trabalho com esse público. Atividades esportivas podem proporcionar o sentimento de pertencimento a um grupo e o prazer da prática, além de desenvolver habilidades específicas nas modalidades e capacidades físicas que auxiliam na qualidade de vida. Atividades físicas personalizadas podem melhorar o atendimento das necessidades específicas, como alongamento e fortalecimento, no caso de deficiências físicas, especialmente em graus maiores de comprometimento. Nesses casos, elas complementam as atividades fisioterápicas, que visam a reabilitação e a redução dos impactos dos comprometimentos.

Na perspectiva da inclusão, mais do que um discurso, ainda há muito a ser feito. Podemos reconhecer que as pessoas têm diferentes níveis de habilidades, independentemente de qualquer condição pontual ou crônica. Ainda assim, é comum identificar a exclusão de pessoas com deficiência na escola ou no lazer, assim como ocorre com aqueles menos habilidosos, menos velozes ou menos ágeis. Por isso, a inclusão precisa estar presente na formação, nas reflexões e na prática dos profissionais, invertendo a perspectiva da deficiência para considerar as diferentes habilidades e potencialidades existentes entre os seres humanos.

* Bárbara Schausteck de Almeida é professora da Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.


Conflito entre vizinhos em grupo de Whatsapp pode render processo

Da redação

Não é novidade que vários métodos de comunicação surgiram para ajudar no diálogo entre todos que moram em um mesmo conjunto habitacional, exemplo disso são os grupos de WhatsApp. Apesar de ser um método rápido e eficaz, existem cuidados que devem ser tomados antes mesmo do grupo ser criado, para evitar situações drásticas como um processo judicial.

Aplicativo MyCond - desenvolvido por Ana Rita - auxília na gestão condominial | Foto: divulgação
Para a advogada Lessiene Maria Caponi, especialista em direito imobiliário, existem regras que devem ser respeitadas não apenas na criação, mas principalmente na forma de utilizar a ferramenta. Ela lembra ainda que é importante convocar uma assembleia extraordinária para apresentar a proposta de criação do grupo e submeter o assunto à votação.

"Situações que sejam de interesse da comunidade condominial, quando não previstas no Código Civil, Convenção ou Regimento Interno, devem ser deliberadas em Assembleias", explicou Caponi, ressaltando que a falta de cuidado no uso do grupo de WhastApp pode gerar processos judiciais como ações de reparação por danos morais, calúnia e difamação.

A especialista destacou ainda que a criação do grupo de Whatsapp revela dados pessoais que podem futuramente ser usados de forma indevida e lembrou um caso recente. "Uma condômina decidiu expor uma vizinha a uma situação vexatória informando que a mesma costumava sair todas as quintas, sextas e sábados sempre retornando durante a madrugada fazendo barulho. Situação que foi parar na delegacia".

Moradora de um condomínio de Salvador, localizado no Rio Vermelho, Júlia Moraes conta que não teve uma boa experiência online. "Respeito e acho necessário o uso da tecnologia para comunicação, mas não indico o WhatsApp. No pouco tempo que fiquei em um grupo, só vi conflitos e exposições", disse a enfermeira, que revelou já ter tido a vida exposta para os vizinhos.

Em um mundo onde o convívio entre os vizinhos é cada vez mais cheio de possibilidades, a comunicação interna precisa ser direta, assertiva e certeira. Por isso, o aplicativo MyCond chegou ao mercado como ferramenta de auxílio na gestão condominial. Através dele, síndicos e condôminos podem se comunicar, sem ruídos e com privacidade. E a resposta é imediata. As muitas ferramentas do app podem resolver desde questões complicadas às mais práticas, que vão de prestações de contas até liberação da entrada de visitas.

"Com o aplicativo é possível consultar em tempo real as reservas, ocorrências, demandas e diversos outros serviços do condomínio", exemplificou a desenvolvedora Ana Rita Oliveira, que enxergou na tecnologia a solução para quem precisa otimizar tarefas.



Enquanto eu brinco... um dia só é pouco!

Por Jozimeire Stocco

Quando observamos as nossas crianças percebemos o quanto elas gostam de brincar. Brincam com os brinquedos, transformam objetos em brinquedos, conseguem enxergar possibilidades em tudo para interagir com as pessoas e com o meio onde vivem.

Dia Mundial do Brincar  é celebrado em 28 de maio | Foto: Reprodução
Brincar é imprescindível para elas, pois é assim que fazem descobertas, percebem o mundo, aprendem e se desenvolvem socialmente, cognitivamente, emocionalmente e fisicamente.
Em 2018, entre os dias 20 e 28 de maio, acontecerá a Semana Mundial do Brincar cujo tema é “Vem brincar de Corpo e Alma”. Uma semana para destacar para a sociedade a importância do brincar na primeira infância.

Você já ouviu falar sobre a Semana Mundial do Brincar?
A ideia de criar um Dia Mundial do Brincar (28 de maio) foi na 8ª Conferência Internacional de Ludotecas em Tóquio, no ano 1999. De lá para cá se estendeu para a Semana Mundial do Brincar dada a relevância dessa atividade infantil. Em 2018, as brincadeiras voltadas ao corpo e a alma têm relação com o brincar livre, aquele escolhido pela criança, dela estar inteira no momento em que vivencia as brincadeiras.

É uma proposta da Aliança pela Infância, um movimento internacional para uma infância digna e saudável, para que a criança viva essa fase da vida em sua plenitude. De um modo geral, a atuação dos membros é voluntária. No Brasil estão espalhados 32 núcleos que com autonomia atuam e observam a Carta de Princípios, a fim de elaborar conhecimentos e propostas relacionadas ao brincar. A Aliança procura inspirar ações que foquem o que denomina do ABCD da criança-aprender-brincar-comer e dormir para que esses direitos sejam garantidos e preservados.

O que fazer nessa semana?
Criança que brinca é criança que desenvolve suas potencialidades. É no contato com as pessoas, com os elementos da natureza e objetos, que ela pode ver como as coisas funcionam e observar as transformações dos elementos naturais, como, por exemplo, quando está a brincar num parque e mistura areia com água. O que ela vê? O que ela sente ao tocar nessa areia? São sensações e descobertas únicas que precisam ser asseguradas. É imprescindível que nos diversos segmentos sociais, principalmente na família e na escola, os momentos de brincar e se divertir de corpo e alma, estar inteira no instante em que brinca, sendo dona do espaço onde brinca e escolhendo o quanto brinca, sejam garantidos.

Será que é possível?
Essa resposta vai depender do quanto podemos ou queremos nos dedicar às crianças. No dia a dia, nós adultos, temos tanto a fazer… Nossas agendas estão sempre repletas de compromissos que, às vezes, não conseguimos tempo para dar atenção ao outro, mas é preciso repensar em nossas prioridades e organizarmos a rotina a fim de que os vínculos afetivos sejam fortalecidos. Nossas obrigações diárias são importantes, mas estar perto dos nossos filhos e demonstrar afeto, cuidado e atenção também. Por esse motivo, vamos nos propor a refletir se quando estamos com eles, de fato estamos com eles ou se estamos dividindo essa atenção. A razão disso é que enquanto são crianças e jovens e estão em pleno desenvolvimento, podemos deixar as marcas de quem deseja estar junto e vivenciar momentos inesquecíveis para que eles se desenvolvam de maneira saudável. Se tivermos tempo para eles, consequentemente aprenderão a dar tempo para o que é importante: as pessoas.

Alguma ideia?
Minha sugestão é que brinque junto, pois brincando juntos todos ganham.
Ofereça espaços e oportunidades para o brincar. Faça uma viagem imaginária ao seu tempo de criança e pense o que mais lhe agradava: correr, saltar, dançar, esconder-se, brincar com água, pular corda, fazer comidinhas, escorregar, dançar, subir na árvore, estar na praia, no campo, nos parques, trocar figurinhas, preencher um álbum, ouvir histórias, brincar de faz de conta, brincadeiras de roda, escalar objetos, jogar, fazer pipas, bonecos com meias que não servem mais para o uso, dobraduras como um barquinho de papel, brincar na chuva…

Que tal um resgate das suas memórias? Que tal reinventar algumas brincadeiras, adaptando-as aos novos tempos e espaços? Que tal conhecer um parque aberto no bairro ou na cidade? E, se não tiver parques ou playgrounds, que tal juntar a turminha de amigos dos filhos e promover momentos em que possam entregar-se ao brincar de corpo e alma?

Lembre que enquanto a criança brinca ela tem assegurado o seu direito de ter tempo para ser criança, para inventar, criar e soltar a imaginação. Por meio do corpo ela fala as mais diversas linguagens, expressa o que sente, o que percebe, como vê o mundo e o seu entorno, relaciona-se.
Então, dada a importância do brincar, sugiro que tente inspirar brincadeiras e em alguns instantes resgate a criança que está adormecida em seu interior.

As opções para brincar são inúmeras e as oportunidades precisam acontecer com os amigos e com você.

* Jozimeire Stocco é pós-doutoranda em Educação pela PUC/SP, doutora em Educação pela PUC/SP, especialista em educação infantil.


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Uso desenfreado da tecnologia causa doenças

Da redação

O ambiente de trabalho da maioria das pessoas tem algo em comum com o familiar e de lazer: todos são conectados. Atualmente, a tecnologia é o principal recurso para as atividades do cotidiano, pois aproxima as pessoas e otimiza o tempo. Mas, o uso desenfreado da internet causa dependência das ferramentas tecnológicas  e traz prejuízos para a saúde, inclusive, doenças.

Cerca de 70% dos usuários assíduos já sentiram o aparelho de celular vibrar ou tocar, sem  ter recebido notificações ou ligações | Foto: reprodução   
Ansiedade, estresse, irritabilidade e alteração do apetite são alguns dos sintomas do uso inadequado das ferramentas digitais.  Ao serem ignorados, os sinais podem desencadear uma série de doenças críticas.

Para alertar os heavy users (usuários pesados – tradução livre do inglês para o português), o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) listou as seis principais patologias que estão com presença de peso no mundo contemporâneo por conta do abuso tecnológico. Confira a relação abaixo:

Síndrome do Toque Fantasma
Um dos primeiros a trabalhar a temática foi o professor aposentado e ex-presidente do Departamento de Psicologia da Universidade do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, Larry Rosen. No livro iDisorder o especialista mostra que 70% dos usuários assíduos já sentiram o aparelho de celular vibrar ou tocar sem  ter recebido notificações ou ligações.

Nomofobia
O termo foi utilizado pela primeira vez em 2008 em um artigo do UK Post Office para abreviar a expressão inglesa “no-mobile”. Em português a expressão significa a ansiedade causa pelo distanciamento do celular ou devido à falta de bateria do aparelho. As consequências da patologia são problemas de interação social e dificuldades de se comunicar em público.

Depressão
A depressão por conta das redes sociais acontece quando o usuário deposita a sua realização pessoal no número de curtidas e quantidade de comentários recebidos nas publicações. Recentemente, uma pesquisa publicada na revista Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking comprova essa relação.

Problemas na Coluna
O ato de inclinar a cabeça para mexer no celular pode colocar uma carga muito além da suportada pelo pescoço do usuário. Um estudo publicado pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos revelou que a coluna cervical aguenta no máximo seis quilos. Porém, dependendo do posicionamento do pescoço para interagir com os dispositivos eletrônicos, é aplicada uma carga de até 27 quilos.

Perda Auditiva
A interferência dos fones de ouvido em casos de perda auditiva é acontece cada vez mais devido a alta frequência utilizada pelos usuários. Inclusive, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um comunicado no qual metade dos jovens ao redor do mundo escutam músicas em volumes prejudiciais aos tímpanos.

Insônia
O pensamento coletivo de que o uso de forma despretensiosa de aparelhos eletrônicos faz a vontade de dormir aparecer mais rápido é mito, pois a luz emitida pelos dispositivos faz com que o organismo produza menos melatonina – hormônio responsável pela regulação do sono. 

Neste contexto, José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching, dá dicas para evitar cair no uso exagerado da tecnologia. “Vale lembrar que o equilíbrio na rotina é a chave para preservar a qualidade de vida. Para não alimentar o vício, é importante descobrir os seus reais talentos e desenvolver a inteligência emocional fora da internet. Uma sugestão que pode ser seguida é diminuir o uso das tecnologias em casa. Deixe você e os dispositivos descansarem. Portanto, não leve trabalho para depois do expediente, priorize as interações offline, não faça refeições com aparelhos próximos, desligue ou deixe o celular no modo avião no momento de dormir. Por último, caso não consiga amenizar a frequência, procure a ajuda de um profissional”, pontua.



quarta-feira, 16 de maio de 2018

Baby blues: a tristeza materna no pós-parto

Da redação

O nascimento de um bebê pode desencadear emoções ambíguas, que caminham da expressão da alegria ao medo e ansiedade. Também conhecido como tristeza materna, o baby blues atinge até 60% das mães, e acontece nos primeiros dias que seguem o parto, podendo durar até duas semanas.

O baby blues passa com o tempo, já a depressão precisa ser tratada | Foto: reprodução

De acordo com a psicóloga e professora do curso de Psicologia da Universidade Univeritas/UNG, Silvia Sueli de Souza Maia, a maior diferença entre depressão pós-parto e baby blues é que o baby blues passa com o tempo, já a depressão precisa ser tratada.

"Muitas mães passam pelo baby blues, também chamada de tristeza materna, que ocorre após o parto e que, geralmente, inclui mudanças de humor, episódios de choro, ansiedade e dificuldade em dormir", explica.


Quais são os sintomas de baby blues?
Os sintomas de baby blues podem incluir: mudanças de humor, ansiedade, tristeza, irritabilidade, sensação de cansaço e exaustão, choro fácil, concentração reduzida, problemas de apetite, além de dificuldades para dormir.

Existe tratamento para o baby blues?
Além do fator hormonal, este é um período em que ocorrem grandes mudanças com a chegada do bebê como rotina, sono, alimentação e nos papéis familiares. A dedicação e tempo com o filho são intensos. A amamentação e os cuidados com o bebê tomam grande parte do dia da mãe. Esses fatos conduzem a mulher a um estado emocional de introspecção e regressão. Não se evidencia a necessidade de um tratamento intensificado, mas é de suma importância o apoio do pai e da família. Assim, os hormônios se regulam, uma nova rotina se instaura e o baby blues tende a se destituir num prazo de duas a três semanas. Neste contexto, preservam-se as demandas do bebê e a mãe constrói a maternidade.

Quanto tempo geralmente o baby blues dura? 
Os sinais do baby blues, geralmente, duram de apenas alguns dias a uma semana ou duas depois do nascimento do bebê.

O baby blues pode aparecer antes de o bebê nascer?
O baby blues se caracteriza por um estado regressivo e melancólico, em que a mulher, muitas vezes, surge emotiva, insegura, além de apresentar choro contínuo, sem motivos. Geralmente, está ligado às mudanças hormonais e ocorre três ou quatro dias depois do parto, quando a produção do leite inicia.

Quais as causas do baby blues?
A condição psicológica, embora não seja a única causa, pode interferir no surgimento do baby blues, deixando a mãe mais vulnerável. A mulher necessita apresentar uma tendência biológica, que pode ser caracterizada por uma história prévia de depressão na família, ou até a própria mãe já ter desenvolvido a doença em outra etapa de sua vida. Por esse motivo, é importante observar se as gestantes já enfrentaram transtornos psiquiátricos ao longo da vida e conversar com o obstetra e buscar informação antes mesmo do bebê nascer.




terça-feira, 15 de maio de 2018

Centro Paula Souza tem exposição com fotos inéditas de Frida Kahlo

Da redação

Começou nesta terça-feira (15) a Exposição Frida & Diego - Fragmentos, realizada pelo Centro Paula Souza (CPS) em parceria com o Consulado-Geral do México em São Paulo. Inédita no Brasil, a mostra – que fica na sede do CPS, no Bairro Santa Ifigênia, em São Paulo - conta com 60 fotos que retratam a história de Frida Kahlo e seu marido, Diego Rivera.

Mostra fica em cartaz até 13 de julho | Foto: divulgação
As imagens ficarão em exibição no local até 13 de julho. A exposição gratuita pode ser visitada mediante agendamento prévio por e-mail inscricao.arinter@cps.sp.gov.br.

O evento de inauguração hoje (15) contou com as presenças da diretora-superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, do cônsul-adjunto do México em São Paulo, Luis Gerardo Hernández Madrigal, e do cônsul para Assuntos Culturais e Comunitários, Oscar Soberanes Benítez.

Já o CPS fica na Rua dos Andradas,140 - Santa Ifigênia. O horário de visitação é das 9h às 18h, de segunda a sexta.



Maio é o mês de conscientização sobre a asma

Da redação

Três pessoas morrem de asma por dia, segundo dados da ONG Gina no Brasil. são mais de 100 mil internações por ano, a quarta causa mais frequente de hospitalizações no sistema único de saúde (SUS). estima-se que 20 milhões de brasileiros convivam com a doença, metade deles sem saber. Então, para alertar sobre esse problema de saúde pública, na primeira terça-feira de maio foi instituído o Dia Mundial da Asma, data que deu início ao mês para a conscientização sobre a doença.

Embora não exista cura para a asma, existem tratamentos que trazem qualidade de vida aos pacientes | Foto: reprodução
Considerada uma doença crônica, de gravidade variável e alta prevalência, a asma é resultado da inflamação dos brônquios, que são as estruturas que levam o ar para o pulmão. Por causa do processo inflamatório a passagem de ar é obstruída, o que acarreta em quadros de chiado no peito, falta de ar, tosse e sensação de aperto no peito, de acordo com o pneumologista Rafael Stelmach, coordenador da Iniciativa Global Contra a Asma – Gina no Brasil.

 “É muito importante que o paciente conheça sua doença e seus sintomas, e divida esse conhecimento com as pessoas que convivem com ele. Dessa forma, todos ajudam a diminuir o seu sofrimento. O apoio, estímulo e incentivo da família é fundamental para a manutenção do tratamento, evitando riscos desnecessários e perdas na qualidade de vida”, explica Stelmach.

Crises e gatilhos mais comuns 
A asma é uma doença hereditária e, na maioria das vezes, de ordem alérgica, ou seja, é desencadeada por substâncias causadoras de alergia ao paciente. Os mais comuns são ácaros, mofo, pelos de animais, tabaco, pólem e poluição ambiental, mas alimentos, corantes, conservantes, medicamentos e variações bruscas de temperatura também podem desencadear o problema.

Mesmo em tratamento e com controle da doença, o paciente não está livre de ter uma crise. “Crise é a situação onde os sintomas se tornam mais fortes e agudos. Muita falta de ar e chiado, além de fortes apertos no peito caracterizam essa fase. É importante saber a gravidade da crise e entender quando se está em risco. Se os sintomas persistem por longo período e não regridem com uso de medicação, é hora de procurar atendimento médico,” esclarece o pneumologista.

Prevenir é o melhor remédio
Embora não exista cura para a asma, existem tratamentos –  tanto para controle da doença, quanto para resgate de crises – que trazem qualidade de vida e permitem ao paciente manter uma rotina normal, incluindo até mesmo a prática de atividades físicas.



segunda-feira, 14 de maio de 2018

Alguns alimentos auxiliam mulheres que querem adiar o sonho de ser mãe

Da redação

Os alimentos influenciam diretamente a nossa saúde e bem-estar. Além disso, a alimentação é capaz de coordenar e até preservar a fertilidade. Para casais que estão planejando engravidar tardiamente – após os 40 anos – alguns alimentos são indicados para tornar a concepção mais fácil de ser alcançada, de acordo com a médica nutróloga Ana Luisa Vilela, da capital paulista.

 “Alguns minerais ajudam muito na regulação e na produção de hormônios sexuais. Por isso, quem deseja engravidar mais tarde, deve inclui-los no cardápio para manter a fertilidade alta”, diz a médica.
Ana Luisa comenta que muitas mulheres estão deixando para engravidar depois de alcançarem a estabilidade profissional, mas muitas podem ter dificuldades para conceber. Confira abaixo alguns dos principais alimentos para conseguir engravidar.

Zinco: essencial na produção de hormônios sexuais masculinos e femininos, pode ser encontrado na aveia, gema de ovo, ostras, carne vermelha, no centeio e nas frutas secas.

Vitaminas e B6: para potencializar os efeitos dos hormônios e fortalecer óvulos e espermatozoides. Estão presentes na banana, brócolis, na couve-flor e na semente de girassol.

Ácidos graxos (ômegas 3 e 6): são antioxidantes poderosos que ajudam o metabolismo hormonal. Estão em peixes de água fria, como atum e salmão, castanhas, linhaça e chia.

“O ideal, para quem quer manter a fertilidade em ordem, é consumir cinco porções de frutas por dia e evitar carboidratos refinados, açúcares e gorduras, além do excesso de cafeína. Os antioxidantes também são importantes para o crescimento e amadurecimento das células reprodutivas”, explica a nutróloga.

Também é importante aumentar a ingestão de alimentos ricos em ácido fólico (couve, espinafre e frutas cítricas), ferro (feijão, salsinha, carne vermelha), vitamina E (óleos vegetais), vitamina D (luz do sol, sardinha, gema de ovo, salmão), selênio (castanha-do-Pará) e zinco (ostras e frutos do mar).

“Uma alimentação que prioriza alimentos naturais e integrais é muito mais saudável para toda a vida e possibilita que o organismo se mantenha sempre preparado para a gestação. Além disso, ao cortar o excesso de sódio, gordura, carboidratos e açúcares, a saúde como um todo sai ganhando”, conclui Ana Luisa.



sexta-feira, 11 de maio de 2018

Dias das Mães: Cardiologista alerta para os cuidados com o coração

Da redação

Os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que as doenças cardiovasculares já são responsáveis por 30% das mortes de mulheres no mundo. São três mortes por segundo em consequência, principalmente, de infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). O Brasil tem a maior taxa de mortalidade por cardiopatias em mulheres da América Latina e os números não param de crescer. O cardiologista Paulo Frange aponta o estresse que a mulher moderna se submete como um dos fatores agravantes para as doenças cardíacas.

Vida agitada e a ansiedade estão entre as principais causas das doenças cardíacas entre mulheres | Foto: Getty Images
"A mulher está mais presente no mercado de trabalho, mas continua tendo a maior parte da responsabilidade sobre as tarefas de casa. Ela vive pressionada e ansiosa para dar conta de tantas atividades e isso tem reflexo direto na sua saúde. Se ela já traz um histórico de cardiopatia, a tendência é que esses fatores externos agravem o quadro clínico", explica Frange.

Um levantamento recente feito pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) com mulheres de várias regiões do País apontou que 55% das entrevistadas trabalhavam pelo menos oito horas por dia, costumavam enfrentar o trânsito nos deslocamentos para o trabalho e ainda faziam dupla jornada para cuidar das rotinas da casa, assim, 70% delas disseram que sofrem com o estresse diário. 

A situação é mais preocupante entre as grávidas, pois é um momento no qual as emoções ficam ainda mais fortes e a mãe precisa se proteger e proteger o filho. "Essa condição externa faz com que a mulher possa apresentar sintomas como falta de apetite, insônia e enfraquecimento no sistema imunológico. O estresse libera hormônios que contraem o útero e diminuem a vasodilatação, ou seja, a mãe não consegue levar mais nutrientes para o bebê, isso de forma inconsciente. A digestão da mãe é pior e a absorção de nutrientes é ruim aumentando os riscos de hipertensão e infecções", explica o médico.

Frange acrescenta que a gestante pode sofrer mais com problemas respiratórios. Além disso, há um aumento das chances de parto prematuro, maior resistência à insulina, maior risco de obesidade e aumento do risco de doenças cardíacas, alterações cerebrais e o filho pode ter baixo peso ao nascer. Então, na gestão é essencial que a grávida consiga descansar, cuidar da alimentação e relaxar.



quarta-feira, 9 de maio de 2018

Suicídio e a autoestima: o que morre antes de um jovem pensar em suicídio?

*Augusto Cury

Estamos na era da inteligência artificial, na era do estresse, em que precisamos mais do que nunca conhecer a mente humana. Os pais estão desesperados. Antes eles apresentavam dificuldade em admitir que tinham perdido o controle dos seus filhos, hoje já sabem que não possuem esse controle. Estamos diante de uma geração que se vê presa e vítima das armadilhas da mente: do coitadismo, conformismo, imediatismo, superficialidade, necessidade neurótica de estar sempre certo, dificuldade de reconhecer erros, baixa resiliência, insegurança, baixa autoestima - uma geração que não sabe proteger a sua emoção. Os adultos fazem seguros de todos os seus bens, mas não possuem consciência da necessidade de fazer seguro emocional. As crianças e jovens, por conseguinte, também não aprendem sobre proteção emocional com seus pais.

 Algumas pesquisas têm apontado que crianças expostas por longos períodos às telas digitais tornam-se mais calmas. Mas, muito ao contrário, esta exposição constante tem intoxicado mentalmente nossas crianças, tornando-as cada vez mais ansiosas e agitadas. O excesso de informações, por si só, acarreta diversas doenças psicossomáticas.

 Quem está assumindo o controle da mente de nossos jovens? Podemos afirmar que no âmago do cérebro há um biógrafo não autorizado se infiltrando o tempo todo para tentar escrever todos os capítulos da vida deles! A cada pensamento negativo, perturbador, a cada ideia que os aprisiona, a cada momento, esse biógrafo assume um posto de comando, e dita as diretrizes que irão constituir os textos vividos de nossos jovens. Cumpre-nos a responsabilidade e a importância de os ensinar a combater estes pensamentos, assumindo as rédeas de seus pensamentos, aprendendo a gerenciar, também, suas emoções!

 Devemos nos questionar: o que morre dentro de um jovem antes que venha a pensar em suicídio? Quando pensamos em jovens bem resolvidos, felizes, que têm uma relação aberta, afetiva com seus pais e educadores, que se sentem amados e acolhidos, mesmo diante de suas limitações e dificuldades, certamente pensamos em jovens que não se dobrariam ao desejo de tirar a própria vida. O desejo de suicídio surge quando o jovem pondera que não terá grandes perdas ao deixar a vida que leva!

 A cada ano, no Brasil e no mundo, temos presenciado um aumento angustiante na taxa de suicídio, em especial entre a faixa etária de 10 a 19 anos. O suicídio já é a segunda causa de morte entre os jovens. Você, pai, responsável, precisa não somente vigiar as redes sociais, o acesso que o seu filho tem na internet, mas, sobretudo, precisa criar vínculos afetivos seguros, conduzir seu filho a se sentir amado, desejado, pertencente à sua vida, à sua história, à sua família, estar presente, auxiliando-o, sem invadir o espaço dele, observando o que se passa na mente dele, por meio de diálogo, checar quais os "monstros" que encontram-se por dentro da psique do seu filho. Quais são os pensamentos negativos, quais são os seus medos, quais são as suas angústias, o que está no controle dos pensamentos dele?

Falta autoestima e autocontrole aos jovens, além de outras habilidades socioemocionais. É necessário que os pais criem pontes com os filhos, - jamais permitindo que estes se isolem em suas ilhas emocionais. Nós precisamos ensinar as nossas crianças a desenvolver uma autoestima alta, uma autoimagem saudável, que aprendam a se enxergar e a se amar, valorizando-se.

 Segundo pesquisas, hoje no Brasil, dois milhões de meninas sofrem de anorexia nervosa, 80% dos jovens já sofreram algum tipo de bullying, pois se sentiram altamente constrangidos em algum momento. É preciso, com urgência, ensinar os nossos filhos e alunos a se defenderem do sistema que impõe padrões altíssimos de beleza, de sucesso, de capacidade intelectual, etc. Precisamos ensiná-los a serem autores da sua própria história, e não vítimas deste sistema, a trabalhar suas perdas e frustrações, a ensiná-los que o seu valor está naquilo que ele é e não naquilo que os outros dizem que ele é. Ao fazer com que se sintam únicos e insubstituíveis, nós estamos prevenindo o suicídio!

É necessário e imprescindível prevenir. Não basta remediarmos. Nós chegamos a mais de 7 bilhões de habitantes porque a medicina preventiva foi a menina dos olhos de ouro das gerações anteriores e hoje nós precisamos usar a Psicologia, a Pedagogia e a Filosofia, como a menina dos olhos de ouro na prevenção. Nós precisamos promover a saúde, e não só olhar para a doença.

 Ao trabalharmos as habilidades socioemocionais, e darmos ferramentas psicológicas para o enfrentamento às dificuldades da sociedade atual, estamos juntos no combate ao suicídio, que têm assombrado a vida de nossas crianças e dos nossos jovens. Só assim teremos uma geração de jovens que saberá que o seu valor está no que eles próprios pensam e investem em si, sendo autores de suas próprias histórias!

Sobre o autor

*Augusto Cury é médico psiquiatra, psicoterapeuta, pesquisador e escritor. Pós-graduado no Centre Medical Marmottan – Paris/França, na Espanha e na PUC de São Paulo. Ao longo de 30 anos de carreira, atuando como psiquiatra, pesquisador e escritor,  Cury alcançou o reconhecimento nacional e internacional, tornando-se o autor mais lido da última década. Ele também é idealizador do programa da Escola da Inteligência, Menthes e Gênios, empresas que compõem o Grupo Educacional Augusto Cury (GEAC).



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