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terça-feira, 23 de abril de 2019

Nutricionista alerta sobre consumo de produtos sem lactose por intolerantes

Redação

Dados da pesquisa Datafolha (2017) mostram que cerca de 35% da população brasileira, com idade acima de 16 anos - 53 milhões de pessoas -, tem algum tipo de desconforto digestivo, após o consumo de derivados do leite. Com isso, o mercado dos produtos chamados sem lactose tem crescido no Brasil. Porém,  a nutricionista e pesquisadora Aline Quissak, alerta que produtos “sem lactose” nada mais são que os produtos tradicionais derivados do leite com a enzima lactase e, com isso, esses produtos podem causar ainda mais desconforto ao organismo.

Leite de arroz é uma das opções para substituir o leite de vaca | Foto: divulgação 

“Esses alimentos são os mesmos derivados do leite, a diferença é que neles é adicionada uma enzima química que digere a lactose, ao invés dessa função ser feita pelo seu intestino”, explica.

O intolerante a lactose é um paciente que tem pouca ou nenhuma facilidade de digestão do açúcar natural do leite, a lactose. Com isso, o intestino requisita mais força e água para auxiliar sua digestão, ficando ainda mais irritado e podendo causar diarreia, gases, flatulência e mal-estar. O problema, segundo a nutricionista, é que ao consumir esse tipo de alimento, podemos causar ainda mais desconforto ao organismo, que já está sobrecarregado: “Ao adicionar a enzima química, acabamos atrapalhando ainda mais o intestino, que já está inflamado e irritado; por isso, não aconselho aos pacientes que têm intolerância a consumir esses produtos”, avalia.

Com isso, a melhor solução para esses casos é, com um tratamento adequado, tentar cicatrizar o intestino; optar por produtos com base de leite vegetal ou alimentos que sejam produzidos com o leite animal, mas naturalmente não tenham a lactose, como os famosos queijos maturados (meia cura, canastra). Outro empecilho para quem sofre com a intolerância é o custo, já que os leites vegetais tem valores bem mais altos.

A dica da nutricionista nesse caso é tentar substituir o leite por outros alimentos: “Por exemplo, não precisamos adicionar leite em todas as preparações de bolo. Podemos usar suco de fruta, como o de maçã, que é neutro e traz umidade e maciez para a massa”, completa.

Mas quem não vive sem o tradicional cafezinho com leite, por exemplo, uma boa solução é o leite de arroz, que é um dos mais acessíveis e traz benefícios nutricionais. Confira a receita preparada pela nutricionista:

Leite de Arroz

Ingredientes:

1 xícara de arroz
7 xícaras de água

Modo de preparo:

Em uma panela, coloque o arroz e a água, cozinhando em fogo médio por cerca de 10 minutos ou até o arroz estar cozido. Desligue, coloque o arroz no liquidificador e acrescente mais 4 xícaras de água filtrada. Pulse oito vezes para liberar o amido do arroz na água e pronto.

Se preferir, você pode adicionar um pouco de amêndoas (oito) ou castanha de caju (dez) para que o leite fique mais nutritivo. Não precisa cozinhar, é só bater junto com o arroz e a água filtrada.

Essa receita rente 1 litro e deve ser armazenada em jarra de vidro, na geladeira, por até 3 dias.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Brasil está em sétima posição no ranking da intolerância e segundo em cyberbullying

Da redação

A liberdade de expressão facilitada pela internet não deve ser confundida com propagação de preconceito, atos de intolerância ou discurso de ódio. O tema tem especial relevância se considerarmos uma pesquisa conduzida pela IPSOS em 27 países, este ano, com 19 mil pessoas, que aponta o Brasil como o sétimo no ranking da intolerância ao lado de países como Estados Unidos, Polônia e Espanha.

Brasil ocupa a segunda posição em agressões online a adolescentes | Imagem: reprodução
Quando o tema é cyberbullying, o País ocupa a segunda posição em agressões online a adolescentes.
Entre os pontos da discórdia, a maioria global aponta as visões conflitantes sobre a política (44%); polarização entre ricos e pobres (36%); tensão entre imigrantes e pessoas que nasceram no país (30%); divisão entre grupos religiosos (27%); diferenças entre etnias (25%); entre idosos e jovens/homens e mulheres (11%). No Brasil, os índices são, respectivamente, 54%, 40%, 8%, 38%, 25% e 18%. A maioria dos brasileiros, 62%, acredita que o país está mais polarizado do que há 10 anos.

Por sua vez, a pesquisa sobre cyberbullying– também conduzida pela IPSOS com 20,8 mil pessoas em 28 países – aponta o Brasil como o segundo no número de agressões online. A cada dez pais entrevistados, três disseram que os filhos já sofreram violência na internet; 53% dos pais brasileiros afirmaram que o ataque partiu de colegas de classe do filho, que cometeram o ataque em redes sociais.

Mestre em Educação pela Stanford University, Claudio Sassaki – cofundador e CEO da Geekie – defende que a tecnologia deve estar próxima da linguagem do estudante, gerando identificação e motivação. Na prática, a tecnologia não é mais um diferencial para os jovens; diferente é o fato de a escola ser o único lugar onde a tecnologia fica de lado na vida deles.

“A escola e a família precisam ensinar os jovens a lidar com as oportunidades, os riscos e os desafios de estarem conectados. Uma pesquisa da TIC Kids Online demonstra que quando desafiados a julgar as próprias habilidades na internet, 76% dos jovens brasileiros acreditam saberem mais do que os pais; 71% afirmam conhecer muito sobre como usar a rede. No entanto, da teoria à prática, em um experimento da mesma organização, 30% dos jovens não souberam verificar se uma informação na internet estava correta. Esse dado é relevante, porque prova que o nativo digital precisa de orientação; da mediação de professores”, avalia Sassaki.

Para Sassaki, educar para a cidadania digital vai além da disseminação da compreensão de conceitos como pegadas digitais. “O aluno tem que ser preparado para ver e compreender a relevância desse conhecimento; entender como as pegadas digitais influenciam na forma como ele será visto na internet; como a reputação online pode influenciar a busca de um emprego ou vaga acadêmica, no futuro”, analisa, acrescentando que esse aprendizado envolve disponibilizar insumos para o alcance da cidadania – ou seja, uma aprendizagem significativa e relevante para o cotidiano do aluno.



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