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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Coração das brasileiras é afetado pelo estresse domiciliar e financeiro

Redação

A Fundación MAPFRE e a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) divulgaram, no último dia 26, os resultados da pesquisa inédita “Saúde Cardiovascular da Mulher Brasileira”. O estudo levou em consideração 93.605 avaliações de pacientes de mais de 500 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o País. A maioria das mulheres sofre com o estresse domiciliar (61,1%) e preocupação financeira (58,4%).

O  o estresse e depressão são responsáveis por aumentar de duas a cinco vezes as chances de infarto e Acidente Vascular Encefálico (AVE) | Foto: Shutterstock

Então, a principal conclusão da pesquisa diz respeito à relação entre doenças cardíacas e saúde mental. Globalmente, o estresse e depressão são responsáveis por aumentar de duas a cinco vezes as chances de infarto e Acidente Vascular Encefálico (AVE). Já na população brasileira, a presença de estresse percebido agrava em oito vezes as chances de infarto, o dobro que em países como a Argentina e o quádruplo que a Colômbia.

O estudo aponta que 51,6% das mulheres passaram por, pelo menos, uma situação estressante muito importante no último ano, enquanto 37,3% dos homens apontaram algum evento deste tipo.

Na pesquisa, a frequência e a natureza desses eventos também foram avaliadas: 61,1% das brasileiras responderam passar por estresse permanente no âmbito domiciliar, em níveis “moderado”, “intenso” ou “exagerado”. Entre os homens esse percentual foi de 45,7%. As finanças também são motivo de aborrecimentos frequentes – entre “moderado”, “intenso” ou “exagerado” – para 58,4% das pesquisadas. O mesmo índice ficou em 52,3% no universo masculino.

A diretora da Fundación MAPFRE no Brasil, Fátima Lima, comenta o estudo. “Estima-se que atualmente cerca de 40% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. Elas, que se desdobram entre as funções de provedoras da família, profissionais, mães e esposas, merecem um foco mais detalhado quando o assunto é saúde do coração”, afirma.

De acordo com o cardiologista José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e responsável pelo Centro de Pesquisa da entidade, esses fatores emocionais devem ser levados em consideração ao avaliar uma tendência à manifestação de doenças cardíacas no público feminino. “Os mecanismos clássicos de avaliação do risco cardiovascular não consideram o estresse percebido, que deve, sim, ser somado a hábitos alimentares, prática de exercícios físicos, tabagismo e consumo de álcool”, aponta.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Setembro Vermelho: alerta para os perigos das doenças cardíacas em cães

Redação

Com o objetivo de informar os tutores e médicos veterinários sobre os sintomas, métodos de prevenção e tratamento das doenças cardíacas que acometem cães de diversas idades, portes e raças, a campanha Setembro Vermelho, idealizada pela Elanco Saúde Animal, busca conscientizar sobre a importância de se fazer exames regulares e manter um acompanhamento veterinário especializado.

Para garantir a saúde do pet, é importante realizar check-ups periódicos com o veterinário | Foto: reprodução

As doenças cardíacas têm se tornado cada vez mais comuns, com o aumento da expectativa de vida dos cães. No entanto, a detecção precoce e um tratamento adequado podem garantir uma vida mais longa, saudável e feliz aos animais. De acordo com a médica veterinária e presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária (SBCV), Lilian Caram Petrus, as principais enfermidades identificadas nos consultórios, responsáveis por boa parte dos casos de insuficiência cardíaca em cães, são a doença mixomatosa e a cardiomiopatia dilatada - esta última com uma menor frequência.

Então, a especialista explica que mudanças repentinas de comportamento dos cães, como intolerância aos exercícios, cansaço, tosse, falta de ar e desmaio, podem indicar algum tipo de problema. "Nesses casos, a tosse parece um engasgo e a falta de ar pode ser identificada por uma respiração mais ofegante, principalmente em repouso. O tutor percebe que o cão está desconfortável", afirma a veterinária.

Idade, porte e raça
Embora os cães idosos e de pequeno porte sejam mais propensos, a doença cardíaca também pode afetar cães de médio e grande porte. O risco aumenta a partir dos cinco anos de idade e a frequência cresce conforme a idade avança. Por isso, realizar check-ups periódicos com o veterinário é imprescindível.

Segundo Lilian, a mixomatosa é de progressão lenta e começa em cães, em geral, de meia idade. "Muitas vezes esses pacientes se tornam sintomáticos só depois dos 10 anos de idade, na maioria das vezes em raças definidas como o Poodle, o Maltês, Lhasa Apso, Yorkshire Terrier e Shih Tzu, isso devido ao caráter hereditário da patologia. Já no caso da cardiomiopatia dilatada, a veterinária destaca que a doença acomete também cães de médio e grande porte, principalmente machos da raça Cocker Spaniel.

Tratamento e rotina
Se for constatado sopro ou qualquer anomalia no coração do animal, ele precisará de exames mais detalhados. O tratamento precoce é essencial, pois uma eventual progressão pode trazer complicações que podem se tornar fatais.

Em relação ao tratamento, a presidente SBCV afirma que o ativo pimobendana é um dos medicamentos mais utilizados no tratamento desses cães, além de diuréticos e vasodilatadores, dependendo dos sintomas apresentados pelo animal.

A especialista destaca ainda a importância de o tutor evitar mudar a rotina desses pacientes, mas respeitando sempre seus limites. "O cão também não pode perder peso. Mesmo com a indicação de se reduzir a quantidade de sal da dieta, o que é comum em cães cardiopatas, é preciso que ela seja palatável para ele se manter alimentado e interessado em comer", finaliza a especialista.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Especialista fala sobre ansiedade cardíaca

Redação

Nos dias atuais, em que o estresse faz parte da vida da maior parte das pessoas, é muito comum o desenvolvimento de transtornos e distúrbios de ansiedade. O problema, que é psicológico e deve ser acompanhado por especialistas, pode afetar a saúde física e provocar a chamada ansiedade cardíaca (AC), além de outros males.

"A ansiedade cardíaca pode ser caracterizada por sensações de mal-estar ou dores frequentes no peito, sem que haja uma alteração física ou uma doença que justifique os sintomas", explica coordenador de Cardiologia do Hospital Santa Catarina (SP), Diego Gaia | Foto: reprodução

De acordo com o coordenador de Cardiologia do Hospital Santa Catarina (SP), Diego Gaia, "a ansiedade cardíaca pode ser caracterizada por sensações de mal-estar ou dores frequentes no peito, sem que haja uma alteração física ou uma doença que justifique os sintomas. Essas sensações podem se agravar quando a pessoa começa a acreditar que tem um problema cardíaco, mesmo que não tenha, e desenvolve um medo muito grande", explica.

Com isso, o especialista explica que é importante que a pessoa que vai realizar exames, para investigar as dores ou o mal-estar, responda um questionário para avaliar o nível de ansiedade também. Muitas vezes, o paciente acaba desenvolvendo problemas cardíacos em razão de seu comprometimento psicológico. "Em cardiopatas pode acontecer de o problema ser potencializado por conta dessa ansiedade, o que é preocupante", destaca o especialista.

A ansiedade pode provocar uma série de sintomas no organismo, como aceleramento dos batimentos cardíacos, hipertensão arterial, diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos, obesidade e diabetes. Há riscos, ainda, de ocasionar tonturas por conta do aparecimento de arritmias.

"O mais importante é que as pessoas sempre procurem o médico quando sentirem qualquer mal-estar, mas não devem se autodiagnosticar, pois é justamente isso que pode agravar o quadro e provocar mais problemas", finaliza Gaia.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Síndrome do coração partido tem sintomas iguais aos do infarto

Da Redação

Estresse emocional acentuado pode provocar sintomas muito semelhantes ao do infarto, como dor no peito, falta de ar, cansaço, tontura e náuseas, de acordo com o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), José Francisco Kerr Saraiva. Por isso, a síndrome do coração partido exige tratamento médico adequado, muitas vezes com a participação não apenas do cardiologista, como também de psiquiatra e/ou psicólogo.

Síndrome do coração partido é mais comum em mulheres com idade superior a 40 anos | Foto: reprodução
"Trata-se da síndrome do coração partido, que pode afetar qualquer pessoa, sendo mais recorrente em mulheres com idade superior a 40 anos", explica Saraiva.

O cardiologista salienta serem muitas as causas que podem provocar a síndrome, como a morte de uma pessoa querida, separação conjugal, dificuldades profissionais e financeiras e perda de emprego, descoberta de uma doença grave, ou problemas que envolvam os filhos.

Embora diagnosticada como doença provocada por razões psicoemocionais, a síndrome do coração partido pode causar disfunções nas contrações dos ventrículos do coração, gerando sintomas iguais ao do infarto do miocárdio. É uma disfunção cardíaca transitória, mas precisa ser tratada com eficiência, evitando-se complicações.

A prevenção é a melhor forma de combate ao problema. O médico da Socesp indica a realização de exercícios físicos, especialmente em grupos, pois a atividade associada à sociabilização proporciona momentos de descontração e psicologicamente positivos. "Atividade física é sempre adequada e necessária para todos como prevenção às doenças cardiovasculares em geral; para aqueles que estejam submetidos a estresse emocional, é ainda mais importante, podendo evitar a síndrome do coração partido, um mal de nosso tempo", conclui.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Infarto: conheça os sintomas

Da Redação

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal causa de morte no mundo está relacionada a doenças cardiovasculares. Entre elas está o infarto, popularmente conhecido como ataque cardíaco, que acontece quando o acúmulo de placas de gordura nas artérias impede que o sangue chegue ao coração e, consequentemente, causa o enfraquecimento do músculo cardíaco. Mas identificar alguns sinais do infarto e buscar ajuda médica a tempo pode salvar vidas. 

Identificar alguns sinais do infarto e buscar ajuda médica rápida, pode salvar vidas | Foto: reprodução
Não é sempre que o infarto se manifesta apresentando dor súbita no peito, conforme explica o coordenador do Núcleo de Cardiologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo, José Armando Mangione. "Em alguns casos, os sintomas são mais leves. Por isso, é muito importante as pessoas estarem atentas aos sinais do corpo e buscarem ajuda médica quando perceberem que há alguma anormalidade", alerta.

O cardiologista aponta alguns sinais que, se combinados, podem indicar infarto:

Falta de ar.
Dor na região do peito. 
Suor frio.
Tontura.
Náusea e vômito. 
Fraqueza.
Falta de ar.

Mangione ressalta que é muito importante levar a pessoa com esses sintomas o quanto antes ao pronto-socorro, com infraestrutura integrada para receber toda a assistência necessária para evitar ou minimizar os danos causados ao coração.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Cardiologista alerta foliões e dá dicas para cuidar da saúde no Carnaval

Da Redação

O Carnaval é uma das épocas mais esperadas do ano. E muitas pessoas gostam de encarar uma verdadeira maratona de folia e, com isso, acabam sobrecarregando o coração, por causa dos excessos de ingestão de bebidas alcoólicas, cigarro, alimentação inadequada e, também, uso de substâncias ilícitas. O cardiologista Marcelo Sampaio, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, alerta os foliões sobre os riscos e lista algumas dicas, para curtir a festa, sem descuidar do coração.

Foliões devem ficar atentos a qualquer sintoma estranho, como cansaço exagerado, falta de ar, dor no peito, tontura e palpitações | Foto: reprodução
Segundo o especialista, não são apenas aqueles que sabem que são portadores de problemas cardíacos que precisam se preocupar. “Todos devem ficar atentos a qualquer sintoma diferente do normal, como cansaço exagerado, falta de ar, dor no peito, tontura e palpitações”, afirma Sampaio.

Cuidado com o abuso de bebida alcoólica

"Tudo em excesso pode provocar danos ao coração. A bebida alcoólica também", ressalta o cardiologista. Ele explica que o álcool libera substância que podem provocar vasoconstrição, reduzindo o fluxo de sangue para o músculo do coração, podendo gerar arritmia.

O cardiologista destaca que não é incomum pessoas que bebem muito terem episódios de taquicardia,  arritmia ou até mesmo infarto. "Se tiver antecedentes de eventos com álcool ou fatores de risco genéticos, pode haver complicações", ressalta Sampaio.

Para aqueles que costumam beber descontroladamente, ele alerta ainda para o risco do coma alcoólico, que ocorre quando a pessoa fica inconsciente devido aos efeitos do excesso de álcool no organismo. “Geralmente, ele ocorre quando se bebe a ponto de ultrapassar a capacidade do fígado de metabolizar o álcool, o que leva à intoxicação do cérebro e de diversos órgãos do corpo”, explica o cardiologista.

Esta condição é considerada estado grave, e caso não seja rapidamente tratada, pode levar à morte, devido à diminuição da capacidade respiratória, lentificação dos batimentos cardíacos, além de queda dos níveis de glicose no sangue ou outras complicações como desenvolvimento de arritmias, por exemplo.

 Cuide da alimentação

O cardiologista chama atenção para outra atitude comum no Carnaval que costuma oferecer perigo ao coração: a alimentação desregrada. "Alimentos gordurosos, que provocam má digestão, podem causar danos ao coração e entupimento das artérias. Por isso, mantenha uma alimentação leve e balanceada. Prefira alimentos saudáveis, como proteína magra, frutas, verduras e vegetais”.

Hidrate-se

Outro perigo é o calor excessivo que causa muito suor e desidrata, além de provocar queda de pressão e desmaios. Para os adultos, recomenda-se 2 litros de água pura, por dia. “Lembre-se de beber água mesmo que você não esteja com sede, porque a sede ocorre quando o corpo já está em desequilíbrio”, diz o especialista.

Fique longe de drogas ilícitas, do cigarro e dos energéticos

Se as drogas ilícitas trazem muitos riscos para quem é saudável, têm impacto ainda mais grave para quem tem problemas cardíacos. Misturadas ao álcool, podem causar crises de taquicardia de longa duração, o que aumenta os riscos de infarto, derrame e morte. A cocaína, por exemplo, é a principal causa de infarto agudo do miocárdio em pessoas com menos de 30 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Já as drogas consideradas lícitas, como cigarro, álcool e energéticos, causam efeitos colaterais no coração. Da mesma forma, os proibidos termogênicos desencadeiam graves arritmias cardíacas.

“O cigarro é um dos maiores agressores do endotélio, aquela parede de células que recobre os vasos sanguíneos. Essa ação interfere com a produção de uma substância protetora conhecida como óxido nítrico e faz como que as artérias fiquem mais vulneráveis ao acúmulo de gordura. Há também uma interferência no mecanismo de contração e relaxamento, o que resulta numa maior dificuldade para o sangue circular”.

Preste atenção à pressão arterial

As emoções exacerbadas podem elevar a pressão arterial, o que é um perigo para o coração. “É importante verificar sempre a pressão e mantê-la sob controle”, diz o médico. Uma dica é controlá-la antes do Carnaval, retirando o saleiro da mesa, reduzindo o consumo de embutidos (que possuem muito sódio), evitando carne vermelha e temperos industrializados.

Pratique exercícios físicos antes das festas

Se você é daqueles que não perde um bloco de Carnaval ou um desfile na avenida, não deixe de se preparar fisicamente antes desses eventos. Chegar sem condicionamento físico ao Carnaval pode trazer complicações para seu fôlego, deixá-lo dolorido e, assim, prejudicar a sua festa!

É recomendado fazer exercícios físicos durante 40 minutos, cinco vezes por semana. Caminhadas intercaladas com pequenas corridas, hidroginástica e esteira ou bicicleta são boas opções para auxiliar na melhora do condicionamento, comenta o médico.

Atenção ao choque térmico

Sampaio explica que toda vez que a temperatura está muito quente e a pessoa vai para um local mais frio, pode ocorrer um espasmo da artéria coronária, provocando um fechamento total. "Há também uma redução abrupta do sangue, podendo gerar infarto ou angina, com dor no peito. Pessoas que têm placas obstrutivas nas artérias queixam-se que têm mais dor no peito no frio", comenta o cardiologista. Portanto, é importante tomar cuidado com o entra e sai de ambientes com ar condicionado ligado em temperaturas muito baixas, em contraponto com o ar livre extremamente quente.

O contrário também é perigoso - quando a pessoa vai para um local com temperatura elevada por longo período, como praia e piscina sob sol bem quente, corre o risco de ter queda de pressão. "Se a pessoa tem placas, pode até provocar um infarto, uma arritmia ou um desmaio", finaliza o cardiologista.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Jovens com sífilis podem ser adultos cardíacos

Da Redação

O aumento de 2.000% nos casos de sífilis no Brasil, segundo último levantamento do Ministério da Saúde, além de evidenciar a urgência de retomar ações e campanhas eficazes de prevenção contra doenças sexualmente preventivas, exige atenção quanto a futuras complicações cardiovasculares. O Alerta o cardiologista José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Ele explica que os jovens acometidos hoje pela doença podem ter sérios problemas cardiovasculares no futuro, caso o tratamento não seja correto e eficiente.

O uso da camisinha é essencial para prevenir a sífilis | Foto: reprodução 
Depois de dois a 20 anos da infecção, ocorre a sífilis terciária, cujos sintomas são mais graves. Dentre eles, pode desenvolver-se a sífilis cardiovascular. Os sintomas são dor torácica e nas costas, provocada por aneurisma da artéria aorta ascendente ou descendente, com risco de ruptura. Outro sintoma é o cansaço, sensação de falta de ar, quando a sífilis acomete a válvula aórtica. Neste caso, ocorre um refluxo do sangue, que volta para dentro do coração e causa sobrecarga, provocando a sensação de falta de ar.

Saraiva explica que a sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. A doença apresenta três fases de infecção. A primária tem como sintoma o surgimento, a partir de 10 dias após o contágio, de uma ferida em local específico, como órgãos sexuais, boca ou pele.

A secundária ocorre entre seis semanas e seis meses. Os sintomas são manchas avermelhadas, principalmente nas mãos e pés, podendo também aparecer ínguas nas regiões íntimas e virilha.
Há, ainda, uma fase na qual a doença fica latente, levando a um descuido com o tratamento, pois muita gente acredita ter sarado. Na sífilis terciária, na qual os sintomas podem aparecer entre dois e 20 anos após a infecção, os problemas são mais graves, incluindo os problemas cardíacos, com alto risco de morte.

Em todos os casos, o tratamento no combate à bactéria é feito com antibióticos, em especial a penicilina. Porém, a sífilis cardiovascular exige que um cardiologista especializado também cuide do paciente.

"É premente a retomada de campanhas e ações preventivas de doenças sexualmente transmissíveis no Brasil", alerta o presidente da Socesp, enfatizando a importância de conscientização maciça dos jovens".


segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Emoções podem partir o coração temporariamente

Da Redação

Que atire a primeira pedra quem nunca teve o coração partido. As lágrimas, tristeza e até mesmo a dor física fazem parte do processo de lidar com as decepções da vida, principalmente as amorosas. Mas o que muita gente não sabe é que, em certos casos, essas situações podem causar a síndrome do coração partido, também conhecida como "broken heart disease" ou cardiomiopatia de Takotsubo, que  é um problema cardíaco que pode ocorrer quando o indivíduo passa por um grande estresse emocional e provoca sintomas semelhantes aos de um infarto, como dor no peito, pressão alta, falta de ar ou cansaço.

Durante a crise os ventrículos do coração não contraem corretamente | Imagem: reprodução 
O cardiologista Diego Garcia comenta esta situação. "Separações, desastres, perda de algum ente querido, exposição à violência ou acidentes são alguns dos gatilhos para a síndrome. Estas situações podem provocar um aumento da produção de hormônios e neurotransmissores no organismo devido ao estresse sofrido, levando a uma ação direta no miocárdio e na microvasculatura cardíaca. Isso provoca uma alteração na conformidade e contratilidade do músculo do coração bem característica, chamada de Takotsubo (instrumento de pesca de polvo japonês). O coração nessas ocasiões se assemelha ao formato deste instrumento de pesca", explica.

Relatada pela primeira vez por médicos japoneses, no início dos anos 1990, esta síndrome não é considerada uma doença psicológica, pois situações não relacionadas com a mente também são estímulo para provocar a doença como outras doenças graves ou quadros clínicos críticos. Estudos hemodinâmicos comprovam que durante a crise os ventrículos do coração não contraem corretamente.

"A descarga adrenérgica em situações de estresse é muito grande, o que pode afetar temporariamente a musculatura do coração", esclarece Garcia.

O cardiologista ainda explica que a síndrome é rara e possui um menor risco de mortalidade, quando comparado ao infarto. "Na Síndrome do Coração Partido, as coronárias não têm obstrução, o coração diminui a sua função, mas volta ao normal em semanas ou meses. Já em um infarto as artérias coronárias se encontram obstruídas totalmente ou parcialmente e parte do coração não volta a funcionar posteriormente", esclarece.

Por não ser muito conhecida, ainda existem muitas dúvidas que cercam essa alteração cardíaca. Um estudo de 2011, realizado por pesquisadores da Universidade do Arkansas, nos Estados Unidos, a partir do banco de dados de cerca de mil hospitais americanos, apontou que mulheres com menos de 55 anos são cerca de nove vezes mais propensas a sofrer com a síndrome em relação aos homens dessa idade. As causas exatas para isso ainda não foram esclarecidas, novos estudos são necessários.

O cardiologista comenta que cerca de 1/3 dos pacientes com a síndrome não apresentam nenhum fator gatilho identificável.



sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Dia Mundial do Coração: prevenir doenças é o melhor remédio

Da Redação

Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), só no Brasil, as doenças cardiovasculares matam em média 300 mil pessoas por ano, alcançando uma morte a cada dois minutos. Neste sábado (29), é comemorado o Dia Mundial do Coração, com isso, o cardiologista Diego Garcia lista abaixo alguns hábitos que podem fazer bem ao coração e reduzir este número de mortes.

A ida periódica ao cardiologista é recomendada, pois muitas doenças são silenciosas | Foto: Freepik
Entre as doenças que mais matam estão o infarto agudo do miocárdio, morte súbita, doença vascular cerebral (AVC) e a doença vascular periférica.

Pratique atividade física regularmente
A prática regular de atividade física é importante. O ideal é reservar 150 minutos por semana, com frequência mínima de 2 a 3 vezes por semana. "Isso porque além de ajudar nas condições físicas, favorece na diminuição do colesterol ruim (LDL) e aumenta o colesterol bom (HDL) no sangue, por exemplo", ressalta Garcia.

Mantenha uma alimentação saudável
A alimentação balanceada é o principal segredo para uma boa saúde. O ideal é manter uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos, oleaginosas e peixes. Alimentos com um baixo teor de gordura e carboidrato também são essenciais para um bom desempenho. "Evitar alimentos industrializados e ricos em corantes são algumas práticas que ajudam a manter a alimentação mais saudável", comenta o especialista.

Fique longe do tabagismo
O cigarro pode aumentar o risco de uma pessoa sofrer um infarto. Segundo um estudo divulgado pela BMJ, publicação periódica considerada uma da mais importantes na área medica no do Reino Unido, pessoas que fumam um cigarro por dia tem 50% mais chances de desenvolver doenças cardíacas e 30% mais chances de sofrer um infarto. Além de promover o depósito de colesterol na parede das artérias e a oxidação do coração, essa situação favorece a formação de coágulos que podem promover um derrame cerebral.

Para quem faz uso do cigarro, recomenda-se buscar auxilio com profissionais qualificados para abandonar o hábito. "Essa atitude pode melhorar a qualidade de vida do paciente e prevenir diversas doenças cardiovasculares, pulmonares e oncológicas", afirma o cardiologista.

Utilize o sal com moderação
Pesquisas cientificas já demonstraram a relação entre o consumo de sal e a hipertensão arterial. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o brasileiro consome em média 12 gramas de sal, por dia, mesmo sendo recomendada a ingestão de no máximo 6 gramas. "É preciso prestar atenção na ingestão de alimentos industrializados, pois eles são ricos em sódio e, por isso, o consumo acaba se tornando excessivo", explica o especialista.

Controle o peso
Estar acima do peso aumenta ainda mais o risco de adquirir uma doença cardiovascular Grande parte da população mundial briga com a balança em algum momento ou até mesmo durante toda a vida. Segundo estudo do Johns Hopkins Medicine, em Maryland, Estados Unidos, quanto maior o tempo de briga com a balança, maior é o risco cardiovascular. "O ideal é controlar o peso através de alimentação saudável aliado a prática de exercícios físicos e a ida regularmente ao médico para fugir do sobrepeso e obesidade", diz o cardiologista.

Procure ficar longe do estresse
O corpo reage de forma imediata a situações inesperadas, a partir de adaptações como é o caso do aumento da pressão arterial, frequência cardíaca e hormônios. "O estresse aumenta o tônus adrenérgico e eleva o risco de eventos cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico", frisa Garcia.

Vá ao cardiologista periodicamente
Fazer os exames solicitados pelo médico é fundamental. O controle regular é a melhor maneira de verificar possíveis riscos. "É preciso que a população saiba que as doenças do coração são silenciosas, por isso o acompanhamento médico é fundamental para a prevenção diminuindo o risco de complicações e aumentando a sobrevida", finaliza o médico.


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