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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Cirurgião plástico explica mitos e verdades sobre aumento de seios

Redação

A colocação de próteses de silicone está entre os procedimentos mais realizados por cirurgiões plásticos no Brasil e é considerada um sonho para muitas mulheres. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o aumento de seios é responsável por 22,5% das cirurgias estéticas no País. Durante o processo de decisão de se submeter à cirurgia, muitas mulheres têm dúvidas, com isso, o cirurgião plástico Victor Cutait, da Cutait Cirurgia Plástica, comenta abaixo os principais pontos questionados.

O aumento de seios representa 22,5% das cirurgias estéticas no Brasil, segundo a SBCP | Foto: Depositphotos 

"Os implantes de silicone podem ser colocados nos seios, nádegas ou outras regiões do corpo para um aumento do volume na região. No caso do silicone nos seios, o procedimento pode ter objetivos diferentes: aumento do volume das mamas, reconstrução, correção de assimetrias ou a melhoria das proporções do corpo", explica Cutait, da Cutait.

Então, o especialista reforça que nos últimos anos, a segurança das próteses aumentou, pois a tecnologia contribuiu com a qualidade da matéria-prima da fabricação do silicone - o maior avanço foi a criação de um gel de alta aderência, envolto por múltiplas camadas de elastômero com texturização, tornando o produto capaz de suportar grandes deformações e manipulações, evitando o rompimento.

Abaixo Cutait esclarece os principais mitos e verdades sobre o procedimento.

A amamentação é prejudicada por conta do silicone?
Mito. A prótese de silicone é colocada embaixo da mama ou embaixo do músculo, portanto, a glândula mamária, os ductos lactíferos e o bico do peito, que estruturam a amamentação, são preservados. A mulher vai produzir leite nas glândulas, os ductos e o bico do peito vão estar intactos e o bebê será amamentado.

Os seios perdem a sensibilidade por conta da prótese de silicone?

Relativo. No momento da cirurgia, os nervos localizados nas laterais das mamas são preservados. Pode acontecer a perda temporária da sensibilidade, que na maioria absoluta dos casos volta ao normal em 6 meses, a não ser em casos de próteses muito grandes, que pode ter uma perda relativa da sensibilidade.

Existe o risco da prótese estourar?
Verdade. No entanto, as chances de ocorrer um rompimento no silicone são mínimas: cerca de 3 a 5% de chance de o implante romper em 15 anos. As próteses atuais, porém, são mais seguras e com um gel bastante espesso, o que impede o risco de extravasamento e infiltração do produto, como acontecia com as próteses antigas de silicone líquido.


Existe uma idade mínima para operar?
Mito. As cirurgias de mama podem ser feitas a partir da maturação sexual, que acontece em média dois anos depois da primeira menstruação, quando o desenvolvimento mamário já está completo. Por outro lado, não há limite máximo de idade para a colocação do silicone, somente basta estar em boas condições de saúde.

É possível colocar o volume de silicone que a paciente quiser?
Mito. A escolha da prótese é feita de acordo com as proporções do corpo da paciente, como altura, tamanho do quadril e do tórax, buscando o equilíbrio estético. É necessário que o médico saiba qual tipo de mudança a paciente deseja, e descobrir junto com ela a melhor opção.

A prótese tem prazo de validade?
Mito. É normal o silicone ter um desgaste natural, assim como qualquer outro material.  Mas, nos dias de hoje, observamos a paciente ano a ano, e caso apareça alguma alteração, trocamos a prótese. Fora isso, a prótese pode permanecer a vida toda com a paciente.

É obrigatório o uso de sutiã após a cirurgia?
Verdade. No pós-operatório, a paciente tem a sensação de que a mama está solta, já que foi colocada uma prótese embaixo dela. Como os tecidos ainda estão em fase de cicatrização, a recomendação do uso do sutiã é para dar firmeza e conforto, dando mais segurança para a paciente. Não precisa ser apertado para não ser doloroso, é suficiente que seja firme.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Cirurgião fala sobre lipoaspiração de papada

Redação

Aquela gordurinha na região abaixo do queixo pode ser um grande problema para muita gente e abalar a autoestima. A solução pode ser a lipoaspiração da papada, que é o procedimento para a redução do excesso de gordura nesta região. O cirurgião-dentista Rogério Marques diz que geralmente pessoas que estiveram acima do peso, em alguma fase da vida, e emagreceram, podem encontrar muita dificuldade para perder a gordura localizada no pescoço (papada). 

O pós-operatório requer bastante atenção, alerta o cirurgião-dentista Rogério Marques | Foto: divulgação

"Em outros casos, mesmo a pessoa estando dentro do peso normal, ainda apresentam um acúmulo de gordura nesta região, por vezes deste a infância ou adolescência. Não é raro algumas mulheres ou homens terem uma linha entre a face e o pescoço (a linha da beleza dada pelo contorno mandibular) apagada pelo acúmulo de gordura localizada no pescoço", completa o profissional.

Segundo Marques, o paciente deve passar por uma avaliação profissional, para ser orientado sobre as indicações e limitações do procedimento. Há casos que o resultado estético podo ser desfavorável devido a obesidade e/ou flacidez da pele.

O procedimento consiste na redução da gordura localizada no pescoço, utilizando uma cânula de diâmetro pequeno, para aspirar o excesso de gordura e dar um contorno mais jovem e belo à mandíbula e melhorar o ângulo entre o mento (queixo) e o pescoço. Ele é realizado no consultório e com anestesia local. "Em uma hora, aproximadamente, é possível lipoaspirar a papada", conta o cirurgião dentista

A recuperação dura em torno de 15 dias. Porém, mesmo o procedimento sendo rápido, o pós-operatório requer bastante atenção. É preciso seguir todas recomendações pré e pós-cirúrgicas como, usar faixa elástica, tomar a medicação, evitar esforço físico, evitar tomar sol e fazer elevação do queixo durante o dia.

De acordo com Marques, seguir as recomendações colaboram para a aderência da pele à musculatura, evitar infeções e diminuição do inchaço.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Hérnia de disco é uma das principais causas de dor nas costas

Da redação
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 70% a 85% da população tem ou terá um episódio de dor nas costas no decorrer da vida. Uma das principais causas de quadros dolorosos relacionados à coluna é a hérnia de disco. Estima-se que a hérnia discal lombar afeta de 2% a 3% da população. A prevalência é de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres.

As hérnias de disco costumam aparecer entre os 40 e 50 anos | Foto: Reprodução
Segundo o neurocirurgião e especialista em cirurgia da coluna, Iuri Weinmann, as hérnias de disco lombar e cervical costumam aparecer entre os 40 e 50 anos, havendo outros picos de incidência entre 25 e 35 anos e, menos frequentemente, entre 50 e 60 anos. Em 76% dos casos, a pessoa tem um antecedente de dor lombar até uma década antes.

Fatores de Risco
“Hoje, há fortes indícios de que a genética tem mais influência no desenvolvimento da hérnia de disco do que os fatores ambientais. Porém, hábitos como carregar muito peso (principalmente exercendo esforço intenso de forma súbita), sedentarismo, excesso de atividades que demandem muito da coluna, má postura, tabagismo e processo natural de envelhecimento são importantes fatores de risco”, explica Weinmann.

Como começa
“Na coluna se encontram os discos intervertebrais, estruturas que ficam entre as vértebras cuja principal função é amortecer o impacto de um osso no outro. Quando há desgaste desses discos eles podem romper-se e pressionar os nervos mais próximos, levando à dor. A hérnia de disco pode atingir a região cervical ou a região lombar, sendo esta última a mais comum”, explica o especialista.

Segundo o especialista, normalmente, a hérnia de disco lombar começa como uma lombalgia, uma simples dor nas costas. Mas, em geral, essa dor evolui para uma lombociatalgia, que ocorre quando a dor lombar está associada à irradiação para os membros inferiores (pernas e pés) devido à compressão da raiz do nervo, como a do ciático. 

A hérnia de disco cervical começa com uma dor no pescoço que irradia para os ombros ou braços, causando fraqueza muscular e formigamento quando há compressão da raiz nervosa. “É importante entender que nem toda hérnia de disco vai causar dor. A herniação, degeneração do disco e a estenose (compressão) do canal espinal não são responsáveis individualmente pela dor. É preciso levar em conta a compressão mecânica e as mudanças inflamatórias que ocorrem no disco e na raiz nervosa”, explica o neurocirurgião.

Cirurgia minimamente invasiva
Após o diagnóstico da hérnia de disco, o médico irá realizar o tratamento conservador, que pode incluir repouso, medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos, acupuntura, fisioterapia e fortalecimento muscular. Na maioria dos casos, a evolução é boa. Porém, cerca de 5% a 10% dos pacientes vão precisar de cirurgia para tratar a hérnia de disco, especialmente se for grande e estiver comprimindo os nervos.

“Há vários tipos de cirurgias que podem ser feitas. Entre elas a microcirurgia e discectomia tradicional, empregando a microtécnica microcirúrgica; a microsdiscectomia tubular, com ou sem auxílio endoscópico, e a microdiscectomia totalmente endoscópica. Contudo, buscamos cada vez mais realizar procedimentos minimamente invasivos devido aos seus comprovados benefícios, como recuperação mais rápida, menor risco de infecções e menor tempo de internação hospitalar,”, diz o neurocirurgião. As técnicas cirúrgicas que reúnem estas vantagens são as duas últimas (microsdiscectomia tubular com ou sem auxílio endoscópico e a microdiscectomia totalmente endoscópica). 

As vantagens desse procedimento quando comparadas aos da cirurgia clássica de hérnia de disco são inúmeras. “É usada anestesia local com sedação em vez de anestesia geral. Isso permite, por exemplo, operar pacientes que não poderiam se submeter a uma sedação geral. O corte na pele é menor, o sangramento é mínimo, há menos dor no pós-operatório e a recuperação é mais rápida. Todos os benefícios desse tipo de cirurgia são importantes para que o paciente retorne às atividades cotidianas, especialmente ao trabalho”, finaliza o médico.


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Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...