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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Golpe online usa imagem da Turma da Mônica para obter dados de cartões de crédito

Redação

Um post falso da Turma da Mônica está "rodando" grupos de WhatsApp e redes sociais. No golpe, que tem como alvo crianças, os personagens Cebolinha, Mônica, Magali e Cascão dizem estar buscando um “novo amigo” e, para fazer parte da turma, os pequenos precisam comentar “o número de cartão de crédito da mamãe”, “os 3 numerozinhos atrás” e a “data de expiração”.

Com imagem da Turma da Mônica, golpistas tentam obter com crianças informações sobre cartão de crédito | Imagem: reprodução

Os golpes invadiram a internet e, cada vez mais, os pais se preocupam com perigos, como a temida Dark Web e os desafios sombrios lançados no Youtube. Com isso, a educadora parental em Disciplina Positiva e CEO do AppGuardian, Luiza Mendonça, cita quatro dicas que podem ajudar os pais a supervisionarem a rotina online dos filhos.

Diálogo em primeiro lugar: converse com seu filho
O primeiro passo para manter a criança segura na internet é o diálogo entre pais e filhos. Para se conectar melhor com a garotada é essencial que os pais saibam o que eles andam fazendo na internet e fora dela também.

Uma dica importante: procure saber quais são os youtubers que seu filho mais curte, além de hobbies, gostos musicais e quais séries e programas ele gosta de assistir. Não deixe de passar um tempo com seu filho e procure estar sempre atento às suas atividades (online e offline). Vale sempre alertá-los a nunca enviarem dados pessoais, informações de cartões de crédito, fotos a estranhos.

Disciplina: estipule limites de horário
Na hora do diálogo é importante definir os horários em que as crianças e, principalmente, os adolescentes poderão ficar conectados. Um levantamento realizado pela empresa AppGuardian em junho deste ano mostra que a garotada fica, em média, de 5 a 7 horas por dia no celular, número referente aos dias da semana (segunda a quinta-feira), no fim de semana o tempo ao celular sobe 20%, chegando entre 6 e 9 horas/dia. Com os adolescentes é preciso ficar atento ao tempo que passam em seus quartos só usando celular.

Educadores e psicólogos garantem que o quarto trancado é um dos maiores perigos de hoje em dia, já que na web o adolescente pode ter acesso os conteúdos inapropriados e, muitas vezes, perigosos. Caso seu filho use lan houses, procure saber onde é esse local e estipule dias e horários que ele poderá ir até o estabelecimento.

Seja parceiro: navegue junto com a criança
É muito importante que os pais “surfem” a mesma onda dos filhos e também se conectem. Portanto, estejam nas mesmas redes sociais que eles, conheça os canais que a criançada assiste e separe um tempinho do seu dia para acessar à web junto com as crianças, deixe que eles mostrem o que gostam de acessar e fique por dentro do dia a dia do seu filho na internet.

Aposte em tecnologia: use o controle parental
Para auxiliar os pais a organizarem melhor a rotina digital dos filhos ao celular (e tablets), uma alternativa é apostar em apps de controle parental. Um exemplo é o AppGuardian, que permite que os pais bloqueiem o acesso dos filhos a alguns apps e até mesmo a toda e qualquer funcionalidade do smartphone.

Com a tecnologia é possível também ter acesso a um relatório informando o tempo que a criança passou no Youtube e demais redes sociais. Outra ferramenta que ajuda bastante é o “Tempo de Tela”, que permite aos responsáveis determinarem (antecipadamente) quanto tempo querem que os filhos fiquem conectados ao longo da semana - de forma personalizada.

Com suporte 100% em português e feito por pais e mães brasileiros, o AppGuardian também disponibiliza um navegador que bloqueia qualquer tipo de conteúdo adulto, como pornografia, no celular e tablet do filho.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Romance scam: um novo golpe nas redes sociais

*Por Vivaldo José Breternitz

As redes sociais são imensamente importantes, porém, alguns cuidados são recomendados para utilizá-las, principalmente nos dias de hoje, pois novos golpes surgem e se proliferam. Uma dessas novas armadilhas é o "romance scam", algo como "golpe de amor" - um misto dos velhos e quase sempre não virtuais golpes do baú e conto do vigário.

"Cautela nunca é excessiva no ambiente das redes sociais", afirma o professor e doutor em Ciências pela Usp,Vivaldo José Breternitz | Imagem: reprodução 

Uma forma muito popular desses golpes é praticada, principalmente por nigerianos: eles capturam
fotos de militares americanos e procuram manter contatos com mulheres, geralmente afirmando estarem servindo em lugares remotos. O relacionamento virtual evolui e em seguida o ciber-golpista começa a pedir dinheiro "emprestado", sob diversos pretextos - a vítima, apaixonada pelo pobre "soldado" passa então a auxiliá-lo, até que percebe ter caído em um golpe. Até mesmo Adam Kinzinger, um congressista americano, militar, teve sua imagem roubada e utilizada por um desses vigaristas.

Alguns casos têm final trágico, indo além da perda de dinheiro: em 2017, Renee Holland, uma mulher casada, apaixonou-se por alguém que se identificava como Michael Chris, um soldado do exército americano. Ela acabou enviando a ele cerca de US$ 30 mil, produto das economias da família. Mas "Chris" não existia, as fotos eram do sargento Daniel Anonsen, um fuzileiro naval que nada sabia a respeito do assunto.

A situação evoluiu de tal forma que, quando "Chris" anunciou estar voltando de serviço no exterior, Renee foi buscá-lo no aeroporto - evidentemente ninguém chegou, o voo sequer existia; "Chris" não fez mais contato e ela percebeu que fora vítima de um golpe. Mas a situação foi além: após alguns meses, ela e seu pai foram mortos pelo marido, que em seguida se suicidou.

Aqueles que têm suas imagens roubadas também têm problemas, pois os golpistas as utilizam sob diversos nomes, gerando inúmeras vítimas: o deputado Kinzinger e o sargento Anonsen têm sido assediados por vítimas, que inclusive se propõem a processá-los.

Mais uma vez: cautela nunca é excessiva no ambiente das redes sociais.

*Vivaldo José Breternitz é doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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