quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Empreendedoras criam primeira escola de liderança feminina no país

Da Redação

Mesmo em maior número nas universidades, mulheres recebem salários 23,51% menores que os homens, exercendo as mesmas funções. Nos cargos de gerência, apenas 39,1% são ocupados por profissionais do gênero feminino, de acordo com a última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A preocupação com essa realidade despertou o interesse das empreendedoras Carine Roos e Amanda Gomes, que, juntas, criaram a primeira escola de liderança feminina do Brasil, a Elas.

Carine Roos e Amanda Gomes fundaram a escola Elas | Foto: divulgação 
Com pouco mais de um ano, a escola oferece mentorias, workshops, palestras e cursos e, até o final de 2018, terão impactado 2,5 mil mulheres e certificado mais de 180 alunas. O objetivo das iniciativas é tornar as participantes mais seguras, confiantes, autossuficientes e empoderadas. Com uma metodologia própria, experiência em equidade de gênero e desenvolvimento comportamental, Carine e Amanda formam mulheres que desejam assumir posições de destaque no mundo corporativo e na sociedade.

"Nós sempre vimos muitas iniciativas de apoio, mas poucas ações práticas capazes de transformar esse cenário", diz Carine.

No Programa Elas, que possui 54 horas de duração distribuídas em três módulos, as mulheres trabalham o autoconhecimento, forças e fraquezas e técnicas de negociação e de influência, alinhados aos Sete Princípios do Empoderamento das Mulheres nas Empresas, defendidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Neste período, as cofundadoras diagnosticam as participantes em três dimensões que podem ser analisados no término do programa, mapeando o desenvolvimento e a evolução de cada uma dentro de determinadas competências. "Nós identificamos que nossas alunas finalizam o curso mais ambiciosas para conquistar espaços no mercado de trabalho e cientes de seus valores como pessoa e mulher", explica Amanda.

Em uma turma de 100 mulheres certificadas, a Elas constatou que 30% delas receberam aumento salarial ou foram promovidas após participarem do curso. Entre outras conquistas e avanços, as alunas destacam melhora na produtividade, no foco, na comunicação e no desenvolvimento pessoal, fatores imprescindíveis em ambientes profissionais cada vez mais competitivos.



Nutricionista explica as necessidades nutricionais da mulher em cada fase da vida

Da Redação

As mulheres passam por muitas transformações ao longo da vida. Da adolescência à maturidade, o corpo feminino percorre uma série de mudanças significativas que fazem, de cada momento, uma fase única e especial. E se a mulher passa por uma gestação, essas diferenças tornam-se ainda mais marcantes, segundo a nutricionista e Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil, Patrícia Ruffo.

A prática de atividade física e uma alimentação saudável são fundamentais para auxiliar na saúde física e mental | Foto: Freepik
"Para cuidar da saúde de forma mais completa e promover uma melhor qualidade de vida, a mulher precisa compreender suas diversas fases e saber como oferecer ao seu organismo o conjunto de nutrientes adequados para cada momento", explica.
Assim, a nutricionista deu algumas dicas para promover a nutrição ideal da mulher nos diferentes momentos da sua vida. Confira:

Dos 20 aos 30 anos

Ácido fólico
O ácido fólico deve ser uma prioridade na dieta de toda mulher jovem com planos de um dia ter filhos, tendo em vista que sua ingestão em anos (e até mesmo décadas) anteriores à gestação pode afetar a sua fertilidade. Durante o início da gravidez, a ingestão adequada deste nutriente reduz o risco de defeitos do tubo neural (DTNs) – estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal.  Para prevenir malformações, a mulher deve começar a tomar o ácido fólico antes de engravidar, porque, nos fetos, a formação e o fechamento do tubo neural ocorrem entre o 17º e o 30º dia após a concepção, antes mesmo que a mulher saiba que está grávida.

Onde encontrá-lo: o ácido fólico é encontrado em vitaminas e alimentos fortificados, como pães e massas.

Ferro
Possui um papel crucial no auxílio aos glóbulos vermelhos no transporte do oxigênio para todos os tecidos de seu corpo. Durante os anos da idade fértil, a mulher deve prestar atenção ao consumo de alimentos ricos em ferro para evitar sua carência durante os períodos da menstruação.

Onde encontrá-lo: carne, nozes, feijões brancos, folhas escuras e tofu. Importante lembrar que o ferro dos vegetais precisa da ajuda de alimentos que são fontes de vitamina C para serem absorvidos.

Iodo
O iodo ajuda no equilíbrio dos hormônios tireoidianos e, durante a gestação, também auxilia no desenvolvimento do cérebro do bebê.

Onde encontrá-lo: peixes de água salgada como salmão, sardinha e atum, além de frutos do mar, ovos, sal iodado e laticínios, como leite, queijo e iogurte.

Ômega 3
Os ácidos graxos ômega 3 promovem a saúde cerebral em todos os estágios da vida e são uma parte importante na alimentação de uma mulher. Para as gestantes e mães lactantes, também são essenciais para o desenvolvimento cognitivo de seus filhos. "Para as mulheres grávidas, o terceiro trimestre é um momento importante no desenvolvimento cerebral, quando o consumo de ômega 3 poderia ser maior", explica Patrícia.

Onde encontrá-los: peixes com alto teor de gorduras como salmão, sardinha e atum, leite fortificado, ovos, linhaça, sementes de chia, nozes e óleo de canola.

Dos 40 aos 50 anos

Proteína
Por volta dos 40 anos, as pessoas podem perder até 8% de sua massa muscular por década. Com o passar do tempo, essas perdas podem aumentar ainda mais. Por volta dos 70 anos, por exemplo, a massa muscular pode declinar até 15% a cada 10 anos.

Neste sentido, a proteína é a chave para constituir e reparar os músculos. E cuidar da massa muscular é fundamental para manter os níveis de energia, a capacidade de se recuperar rapidamente de lesões ou hospitalizações e para o metabolismo do indivíduo.

Para fornecer ao corpo o combustível para a constituição muscular é necessário incorporar alimentos ricos em proteínas em todas as refeições e lanches. As recomendações atuais sugerem que um adulto saudável deve ingerir cerca de 0,8 gramas por quilograma de peso corporal. Isto é aproximadamente 56 gramas para os homens e 46 para as mulheres. Mas alguns especialistas recomendam quase o dobro dessa quantidade à medida que envelhecemos, especialmente se a pessoa estiver se recuperando de uma cirurgia, combatendo uma doença ou se estiver malnutrida.

Tenha como objetivo consumir de 25 a 30 gramas de proteína a cada refeição, praticar atividades físicas regulares e exercícios de fortalecimento para maximizar os resultados.
Onde encontrá-la: peixe, carnes magras, ovos, leite e derivados.

Vitamina B12
Essa vitamina ajuda na saúde dos glóbulos vermelhos e do sistema nervoso, além de ser vital para manter a energia durante todo o dia. Entretanto, a capacidade do corpo de absorver a B12 pode diminuir ao longo do tempo, e sua deficiência pode resultar em fadiga e anemia graves.
Onde encontrá-la: carne, ovos e leite.

Cálcio
Embora o cálcio possa ajudar a fortalecer os ossos em todos os estágios da vida, após os 50 anos, há um aumento recomendado em sua ingestão diária. "É importante conversar com o seu médico para avaliar sua densidade óssea, seu histórico familiar e sua ingestão de cálcio para prevenir a osteoporose, ou para ajudar a retardar a perda da densidade óssea à medida que você envelhece", explica a nutricionista.

Onde encontrá-lo: laticínios, couve, repolho, soja e peixes com alto teor de gorduras, como salmão ou sardinha.

A partir dos 60 anos

Fibra
Nas mulheres, o risco de problemas cardíacos aumenta após os 55 anos. "A fibra ajuda a reduzir os níveis de colesterol e a melhorar a saúde cardíaca, motivo pelo qual sua digestão em quantidades suficientes torna-se cada vez mais importante", explica Patrícia Ruffo.
Onde encontrá-la: farelo de aveia, cevada, nozes, sementes, feijões, lentilhas, ervilhas, frutas e vegetais.

Vitamina D
A vitamina D é importante para a saúde óssea e apoio à função imune do organismo. Embora seja possível obtê-la em quantidades limitadas, a partir de alimentos como leite fortificado, salmão e cogumelos, a grande maioria das pessoas absorve esta vitamina por meio da exposição ao sol.

Entretanto, para muitas pessoas isso não é o suficiente. Segundo estudo realizado com adultos com mais de 70 anos, 47% das mulheres apresentaram deficiência de vitamina D durante todo o inverno.

Onde encontrá-la: ovos, ostras, camarão e peixes com alto teor de gordura, como salmão e sardinha.
Para a manutenção de uma vida ainda mais saudável, a prática de atividade física aliada à uma alimentação variada e equilibrada ao longo dos anos são fundamentais para auxiliar na saúde física e mental.



Neuropsicóloga explica a diferença entre ansiedade normal e patológica

Da Redação

A ansiedade ajudou nossos ancestrais a sobreviverem em um ambiente hostil, entretanto, milhões de anos depois, em um mundo aparentemente mais seguro, a ansiedade se tornou um problema para grande parte da população. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 23,9% dos brasileiros apresentam algum tipo de transtorno ansioso. A neuropsicóloga Thaís Quaranta comenta que todas as pessoas podem se sentir ansiosas, em diferentes níveis, em diversas situações ao longo da vida.

Ansiedade patológica acarreta danos a vida profissional, acadêmica, familiar e (ou) social | Foto: Freepik
“Então, a ansiedade é um sentimento comum que pode surgir antes de uma viagem, de uma reunião importante, antes de uma prova, no dia do casamento, do nascimento de um filho, entre outras situações. O que pode indicar que ansiedade está fora do controle ou se tornou patológica é quando ela interfere nas atividades e impede que a pessoa trabalhe, estude, saia de casa, entre em avião, vá a um supermercado. Ou seja, quando causa prejuízos importantes na capacidade funcional do indivíduo”, explica Thaís.

Outra questão importante levantada pela neuropsicóloga é que os critérios para o diagnóstico de um transtorno ansioso levam em consideração não só os prejuízos funcionais, como também o tempo de manifestação dos sintomas. “Os sintomas precisam estar presentes na maioria dos dias, por pelo menos seis meses ou mais, com danos na vida profissional, acadêmica, familiar e social”, comenta.

Há várias formas de ansiedade

A ansiedade patológica pode se manifestar de diferentes maneiras. Os transtornos ansiosos mais conhecidos são o Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG), o Transtorno do Pânico (TP), o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), o Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) e as Fobias, como a Agorafobia e Fobia Social.

“Todos os transtornos ansiosos têm manifestações semelhantes. Normalmente, a ansiedade e o medo são desproporcionais aos estímulos. Surgem sem motivos aparentes, comprometem o bem-estar e a qualidade de vida, assim como são acompanhados por sintomas físicos", explica Thaís.

Por exemplo, as pessoas com Transtorno do Pânico, que costumam procurar o pronto-socorro com sintomas de um ataque cardíaco, como batimentos acelerados, sudorese, tontura, enjoo, formigamento nos braços, entre outras manifestações físicas.

Medo x ansiedade
“O medo é mais restrito as situações externas e específicas, como andar de avião, por exemplo. A ansiedade é uma antecipação de uma ameaça e não está ligada a situações externas, nem a algo específico, é mais vago. Porém, os dois sentimentos podem aparecer juntos, de acordo com o tipo de transtorno ansioso. Na verdade, um pode levar ao outro”, ressalta Thaís.

Há outras manifestações que podem indicar um transtorno ansioso são cansaço crônico, irritabilidade, inquietação, insônia, dores musculares, problemas gástricos, falta de memória e concentração.

“É importante citar que a ansiedade leva o cérebro a realizar milhões de conexões neurais desnecessárias, com pensamentos muito rápidos e elevado nível de estresse. Por isso, a pessoa pode se sentir mais cansada, esquecida e com maior dificuldade em reter novas informações, por exemplo”, diz a neuropsicóloga.

Abordagem cognitiva comportamental
Após o diagnóstico, há diversas maneiras de tratar os transtornos ansiosos. Porém, é muito importante que além de medicação, o paciente realize algum tipo de psicoterapia. Atualmente, a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) é uma das abordagens terapêuticas mais indicadas para tratar os transtornos da ansiedade.

“A TCC busca mudar ou eliminar os pensamentos disfuncionais, para alterar os padrões de comportamento. A terapia também fornece recursos para que o paciente consiga reduzir o grau da ansiedade e enfrente as situações para devolver sua capacidade funcional e melhorar a sua qualidade de vida como um todo”, encerra Thaís.



terça-feira, 30 de outubro de 2018

Veterinária fala sobre a interação entre as crianças e animais

Da Redação

A relação entre as crianças com os animais de estimação é comprovada por vários estudos como benéfica para ambos os lados, desde que alguns cuidados sejam adotados. Segundo a veterinária e gerente de serviços técnicos Pet da MSD Saúde Animal, Tatiana Braganholo, é importante estabelecer limites – tanto para a criança, como para o pet – e atentar-se a prevenção de doenças no animal.

Dependendo da personalidade do animal, o contato precisa ser supervisionado para evitar que o animal  reaja negativamente a alguma ação da criança | Foto: Freepik
“As crianças, principalmente as menores, podem não entender muito bem a fragilidade e a necessidade de respeitar o espaço do pet. Por isso é importante ensinar a elas que o animal nem sempre está disposto a interagir”, aponta a veterinária. A veterinária ressalta ainda que dependendo do tempo de convivência (se for recente) e da personalidade do animal, o contato precisa ser supervisionado para evitar que o animal  reaja negativamente a alguma ação.

Para as famílias que estão pensando em adquirir um animalzinho, vale lembrar que é preciso avaliar alguns fatores para evitar possíveis dores de cabeça no futuro: veja se a sua criança tem alergia aos pelos - que assim como a saliva do animal, pode causar reações - e avalie o animal que melhor se adequaria à família. Sempre lembrando que o pet precisará de atenção – incluindo brincadeiras e passeios externos – e cuidados com seu bem-estar, que requerem a supervisão de um adulto. Por outro lado, destinar algumas tarefas relacionadas ao animal pode ajudar no senso de responsabilidade e organização da criança.

Cães tendem a ser mais agitados e brincalhões, e têm mais dificuldade de se adaptar à solidão. Portanto, são mais indicados para crianças enérgicas e que passam mais tempo em casa. Já os gatos são mais introspectivos e reservados, tendo menos problemas em ficar sozinhos. Crianças mais tranquilas têm mais facilidade para se adequar aos bichanos.

Amizade para toda a vida

Permitir à criança a convivência com um pet pode estimulá-la a desenvolver o amor e respeito aos animais, que serão levados com ela ao longo de toda sua vida. Quando bem inserido na rotina da casa, o animal também pode ser um elo para as atividades em família.

“Os animais costumam estabelecer uma boa relação com as crianças. Acredito que esse contato ensina muito aos pequenos, já que com o pet aprendem a perceber os sentimentos do outro e a ter responsabilidade, principalmente quando são incluídos nos cuidados diários com o animal”, destaca Tatiana, que finaliza “com responsabilidade, todos saem ganhando com essa relação”.

Saúde em dia

Como é crescente o número de brasileiros que consideram o animal um membro de suas famílias - segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente no Brasil, há cerca de 132 milhões de pets, com isso, cresce também os cuidados preventivos com a saúde desses animais, evitando assim a transmissão de doenças a todos, principalmente as crianças.

“Sabemos que, tanto os gatos como os cachorros vêm passando mais tempo dentro de casa, muitas vezes dormindo com os seus tutores. Portanto, para manter a saúde de todos é preciso tomar alguns cuidados. A higiene dos animais é essencial, bem como a vermifugação e a prevenção de parasitas externos, pulgas e carrapatos”, afirma Tatiana, que complementa “é preciso oferecer a esses animais soluções preventivas de longo prazo, diminuindo assim as chances do ciclo da pulga e do carrapato se reiniciar e infestar a casa e seus moradores”.

Pode parecer exagero, mas as pulgas e carrapatos quando dentro de casa podem transmitir diversas doenças para os humanos, como doença de lyme, babesiose, febre maculosa, entre outras. A prevenção é fundamental, e deve ser feita nos pets desde filhotes.


Picada de inseto pode ser fatal em pessoa alérgica

Da Redação

As picadas de insetos estão entre as alergias mais comuns e também entre as que causam reações mais graves, como a anafilaxia. Recentemente, uma estudante de medicina da Bahia morreu após ser picada por uma formiga. Os venenos de vespas, abelhas e formigas são os mais perigosos e podem provocar reações muito graves e rápidas com uma única ferroada. Podem levar a pessoa à morte pelo edema de glote (asfixia) ou pelo choque (queda da pressão a zero).

Abelhas, vespas e formigas injetam veneno, que pode causar anafilaxia | Foto: Freepik
"O tratamento dessas alergias é difícil, mas muito eficaz, com uma taxa de sucesso próxima de 98%", explica Dr. Fábio Morato F. Castro, médico alergista e imunologista, diretor da Clínica Croce, pioneira nesse tipo de tratamento no Brasil.

Existem dois grupos de insetos que provocam alergias: os hematófagos injetam saliva (pernilongos, pulgas e borrachudos) e os himenópteros veneno (abelhas, vespas e formigas). O primeiro é importante pela frequência, ocorre mais em crianças e, geralmente, causa reações leves. No segundo grupo, as reações são menos frequentes, mas causam a anafilaxia.

"Entre os sintomas mais comuns no primeiro grupo estão o aparecimento de pequenas pápulas ou vesículas nos locais das picadas com prurido intenso. Já no grupo dos himenópteros as reações podem surgir em forma de urticária, edema de glote, hipotensão, choque e morte", explica Castro.

Tratamentos 
 Nos casos em que o paciente é picado por pernilongos, pulgas e borrachudos, o tratamento deve ser feito apenas no local. "Já as picadas de abelhas, vespas e formigas requerem um tratamento emergencial com adrenalina, antialérgicos e cortisona. A imunoterapia, tratamento feito por meio de vacinas, apresentam resultados excelentes", explica o médico.



Enfrente o verão sem melasma

*Por Denise Steiner

As manchas acastanhadas que surgem, principalmente, no rosto, chamadas de melasma, estão ligadas a fatores genéticos, hormonais e ambientais, como a exposição excessiva à radiação solar, que deve ser evitada durante o tratamento.

A dermatologista Denise recomenda a utilização de protetor solar com alta proteção e pigmentos coloridos (base), para evitar os melasmas | Foto: divulgação 
O verão está chegando, junto aos períodos de sol intenso. Este é o momento ideal para começar a tratar o melasma e ter a chance de aproveitar a época mais quente do ano.

O calor pode piorar hiperpigmentação da pele, deixando-a vermelha, irritada, queimada ou com ardor. Por isso, o item mais fundamental do tratamento é o filtro solar físico com alta proteção e pigmentos coloridos (base). Esse método também consegue bloquear a luz visível, vinda das lâmpadas e computadores, que também mancha a pele.

Além disso, para evitar esses efeitos e qualquer inflamação, hidratar a pele com substâncias calmantes e utilizar cremes clareadores que não causem irritação. Hidroquinona, arbutin, ácido ascórbico (vitamina C), ácido azelaico e kógico são alguns exemplos.

Outras formas de tratamento podem ser utilizadas em caso de melasma, como: 

Existem medicamentos que ajudam a tratar o melasma, como ácido tranexâmico; glutadiona, polypodium e leucotomos. Seu uso deve ser indicado pelo dermatologista;

O laser para tratar o melasma tem que ser específico, com energia baixa e pulso muito rápido para evitar que o calor liberado seja excessivo;

Peelings também ajudam a clarear a pele e devem ser superficiais para que não haja inflamação. Ácido glicólico, mandélico e retinoico são os mais utilizados;

Microagulhamento é uma técnica que utiliza agulhas para fazer perfurações pequenas na pele, provocando leve sangramento. Esse processo melhora a qualidade da pele e promove um clareamento relativo.

*Denise Steiner é médica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da qual foi presidente entre os anos de 2013 e 2014.


Smartphones e computadores aceleram envelhecimento da visão

Da Redação

Problemas oculares relacionados à predisposição genética podem se manifestar em diferentes períodos da vida, independentemente da faixa etária do indivíduo. No entanto, ao se aproximar dos 40, é comum que algumas complicações surjam, devido ao envelhecimento natural da visão – enfraquecimento dos músculos dos olhos e perda de elasticidade. De acordo com o oftalmologista Mário Filippo, da COI, entre os fatores que potencializam esses prejuízos e podem até mesmo antecipá-los estão: uso excessivo de aparelhos eletrônicos, dietas inadequadas e ausência de proteção contra o sol.

Quem utiliza muito o computador ou smartphone, deve olhar em direção ao horizonte, de hora em hora, para relaxar a musculatura e criar o hábito de hidratar os olhos, orienta Filippo | Foto: Freepik 
Com o passar dos anos, a musculatura da visão perde sua tonicidade e a contração da lente natural dos olhos, o cristalino, começa a ser prejudicada. "Isso causa o que é popularmente conhecido como 'síndrome do braço-curto', ou seja, quando as pessoas têm de afastar os objetos para conseguir enxergá-los ou ler alguma coisa", explica Filippo. Denominado presbiopia, esse fenômeno tem início, de maneira geral, a partir dos 40 anos de idade.

O uso constante de celulares e computadores, no entanto, pode antecipar a chegada desse tipo de problema. "Ao manter o foco em telas de aparelhos eletrônicos por longos períodos de tempo, os músculos oculares ficam muito tempo contraídos, e a recorrência desse hábito pode predispor à miopia em crianças e adolescentes", diz o especialista. Não à toa, um estudo publicado pela Associação Americana de Oftalmologia (AAO) aponta que aproximadamente 5 bilhões de pessoas terão algum tipo de problema na visão até 2050 – o que equivalerá a metade da população mundial.

Além disso, ficar muito tempo vidrado nas telas faz com que se pisque menos e reduz a lubrificação, causando secura – ainda mais para quem trabalha com o ar-condicionado ligado o dia inteiro. A recomendação de Filippo é que, de hora em hora, o indivíduo desfoque dos gadgets e olhe em direção ao horizonte para relaxar a musculatura e crie o costume de hidratar mais os olhos, por meio do uso de colírios lubrificantes ou lágrimas artificiais.

Outros maus hábitos

Má alimentação, diabetes, tabagismo e exposição ao sol sem proteção também podem causar o surgimento ou agravar quadros de doenças relacionadas à visão, sobretudo para quem já atingiu a marca dos 50 anos, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), que causa a perda progressiva da visão central e pode levar à cegueira. Para se prevenir, é recomendável buscar uma dieta balanceada, evitar o tabagismo, utilizar óculos de sol e, uma vez que pertença à faixa etária de risco, ir ao oftalmologista ao menos uma vez por ano: "O quanto antes um problema de saúde é identificado, melhor será o prognóstico", lembra Filippo.



segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Ortopedista aponta três dicas para evitar lesões nos exercícios físicos

O verão está chegando e a correria para perder os quilos a mais acumulados no inverno provoca um aumento quase imediato no ritmo dos exercícios físicos. E muitas pessoas não se dão conta dos excessos que cometem na busca da forma perfeita. É nessa hora que as lesões acontecem com mais frequência. O corpo não está preparado para essa mudança brusca na rotina e a consequência imediata de tamanha sobrecarga são as lesões, segundo o ortopedista chefe da Clínica Pró-Movimento, Maurício Marteleto Filho.

“Para o esportista amador o ideal é se juntar a um grupo que tenha um preparador físico profissional”, afirma o ortopedista Maurício Marteleto Filho | Foto: Freepik
Entre os esportistas amadores, as mais comuns são as lesões musculares de membros inferiores, de tendões e as lesões ósseas. "Estiramentos, rupturas, tendinites e até fraturas por over use (repetição de movimento) também acontecem bastante", afirma o ortopedista. Para evitar problemas, Marteleto Filho recomenda algumas atitudes:

Com treinamento compatível é possível correr mais 
 As atividades aeróbicas são excelentes para quem quer acelerar o processo de emagrecimento, com o cuidado de controlar o consumo de calorias, por meio de uma dieta balanceada.

“A corrida estimula o sistema cardiorrespiratório gerando alterações fisiológicas como a diminuição da frequência cardíaca de repouso, redução do percentual de gordura, controle da glicemia, além de fortalecimento dos membros inferiores”, indica o médico.  Outro fator importante para essa prática, é que a corrida, além de ser uma prática democrática, pode ser praticada ao ar livre.

De acordo com Marteleto, a prevenção é muito importante para quem vai iniciar às atividades, e um programa de treinamento compatível com o perfil físico de cada pessoa é essencial. “Para o esportista amador o ideal é se juntar a um grupo que tenha um preparador físico profissional. Existem várias empresas que prestam esse tipo de orientação e preparam as pessoas para provas de corrida de rua, por exemplo”.

Use o calçado adequado para cada tipo de esporte 
Segundo o ortopedista, o calçado também deve ser a preocupação daqueles que querem prevenir lesões. O ideal é investir parte do orçamento para comprar um bom tênis que reduza o impacto. Além disso, devemos lembrar que todos os calçados têm vida útil. “No caso de esportistas que treinam todos os dias esse período é de dois a três meses. Não mais do que isso, pois o tênis perde a capacidade de absorver o impacto e pode causar lesões”, explica.

Não desafie a dor
 Se durante a prática esportiva você sente algum desconforto nos membros inferiores é importante procurar ajuda médica. Nos casos em que o paciente relata dor durante a caminhada, além de exames específicos de imagem, o ortopedista analisa a marcha do paciente e observa o desgaste na sola do calçado para identificar possíveis alterações no caminhar.

 “A pisada correta gasta mais a porção lateral do calçado. Desgastes na porção interna da sola, por exemplo, é indicativo de pés planos e o médico poderá avaliar a necessidade de tratamento. Outras vezes, alterações na pisada podem sinalizar problemas na coluna. Se não tratar a causa, a lesão pode se tornar mais séria”, esclarece o especialista.


Refluxo infantil pode ser doença

Da Redação

Popularmente conhecido como refluxo infantil, o refluxo gastresofágico é caracterizado pelo retorno dos alimentos, sólidos ou líquidos, do estômago para o esôfago, provocando regurgitações ou golfadas. Nos primeiros meses de vida é um sintoma comum à maioria das crianças, mas quando começa a atrapalhar o crescimento e o desenvolvimento da criança ou quando piora a qualidade de vida do lactente, causando perda ou não ganho de peso, choro, irritabilidade, recusa alimentar, anemia e até vômitos com sangue, é considerado uma doença que pode gerar outras complicações como dores abdominais e problemas respiratórios.

Bebês com refluxo normal, após regurgitar, recompõem-se rapidamente, sem apresentar sinais de incômodo | Foto: Freepik
Segundo  a Sociedade Brasileira de Pediatria, de 60% a 80% das crianças apresentam refluxo fisiológico até os seis meses. A partir do sétimo mês, o percentual cai para 21% e, após o primeiro ano, apenas 5% das crianças continuam com os sintomas. Ainda de acordo com a entidade, até 15% das crianças com refluxo têm o tipo patológico.

Bebês com refluxo normal, após regurgitar, recompõem-se rapidamente, sem apresentar sinais de incômodo. Outros demonstram claro desconforto, por meio do choro, da irritação ou de expressões de dor. Neste caso, é importante procurar um médico. Existem diversos exames (laboratoriais e de imagem) que podem identificar o refluxo, segundo o médico e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho, responsável clínico da Dimen São Paulo.

"Na Medicina Nuclear temos a cintilografia, procedimento diagnóstico por imagem, a partir da radiação emitida pelo órgão que está sendo examinado. Este exame contribui para a investigação da presença e a determinação da intensidade do refluxo em crianças", explica o médico.

Conheça o exame
O exame é realizado com a administração oral de um radiofármaco, geralmente misturado ao leite, e da realização de imagens do estômago, do esôfago e, posteriormente, do pulmão.

A imagem obtida com a Cintilografia pode detectar o refluxo com mais sensibilidade que os exames de raio-x com contraste realizados no esôfago, estômago e duodeno. "A exposição à radiação é mínima e não há contraindicações nem riscos para os pequenos pacientes", esclarece o médico.

O tratamento pode variar desde medidas simples, como mudanças posturais na rotina do bebê, até a administração de medicamentos.

Medicina nuclear
Ainda pouco conhecida pelos brasileiros, a especialidade analisa a anatomia dos órgãos e também seu funcionamento em tempo real, permitindo diagnósticos e tratamentos mais precoces e precisos. A prática atua na detecção de alterações das funções do organismo acometidos por cânceres, doenças do coração e problemas neurológicos, entre outros.

A medicina nuclear conta com exames de alta tecnologia, como o PET/CT, que é capaz de realizar um mapeamento metabólico do corpo e captar imagens anatômicas de altíssima resolução, com reconstrução tridimensional, localizando com exatidão nódulos, lesões tumorais e inúmeras outras condições clínicas. O SPECT/CT é a tecnologia de diagnóstico mais rápida, precisa e com menos radiação, que permite melhor localização anatômica dos achados de cintilografia, permitindo um procedimento mais preciso e menos invasivo.

 



Livro aborda temas atuais sobre a educação dos filhos

Da Redação

Nos últimos 50 anos, a evolução no mundo foi intensa. Essas mudanças afetam todas as áreas da vida. Dessa forma, a educação e qualidade da interação familiar são temas relevantes e sempre mutantes, em evolução e constante pesquisa. Em Coaching para pais volume 2 (Literare Books International), os especialistas Iara Mastine, Lorraine Thomas  e Mauricio Sita discutem alguns tópicos importantes como, por exemplo, a inteligência emocional, as relações entre as crianças, como se posicionar e falar sobre os sentimentos e superação do estresse.

os autores propõem exercícios e atividades lúdicas na obra | Imagem: divulgação
Além disso, alguns artigos são focados nos pais, uma vez que eles são uma forma de espelho para os filhos. Muitas vezes, é possível entender o comportamento das crianças quando uma autoanálise é feita, pois a razão de determinado posicionamento pode ser uma representação do que é visto pelos pequenos.

Outro diferencial da obra é que os autores trazem exercícios e atividades lúdicas, reflexivas e ao mesmo tempo práticas que podem ser realizadas com as crianças, em família, utilizadas em um processo de coaching e até mesmo como ferramentas de autoconhecimento. Com isso, é possível  promover a transformação pessoal e familiar, além de educar e estimular as crianças a solucionarem assuntos como os sentimentos e situações de crise, o que, para eles, pode ser a briga com um colega por causa de um brinquedo.

Temas abordados na obra:
• Espelho, espelho meu: é o meu filho ou sou eu?
• A introversão e suas possibilidades: são muitas!
• Modelos e referências para desenvolver habilidades socioemocionais.
• Era uma vez... O poder de contar histórias em família.
• Bullying é só o fruto. O que está por trás?
• Por que vale a pena resgatar sua criança interior.
• Birra, raiva, fúria... Nem as crianças querem sentir isso.
• Conquistando a cooperação das crianças.
• Antes de escolher a escola de seu filho... Estude!



sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Cidade de São Paulo ganha mural em homenagem a Nelson Mandela

Da Redação

Amanhã (27), um presente: um imenso mural em homenagem ao líder sul-africano Nelson Mandela. A obra, que mede cerca de 15 por 25 metros, foi criada e está sendo executado ao longo dessa semana pelos artistas Criola e Diego Mouro no Parque do Minhocão, região central.

Na altura da estação Marechal Deodoro do metrô, o mural chega para impactar a paisagem da cidade, e para lembrar de que cada um de nós pode ser o agente ativo das mudanças que desejamos ver - na escola, no trabalho, na vizinhança, na família. O mural chega para lembrar que todos temos a capacidade de sermos ícones não apenas de nossas vidas, mas das vidas daqueles que foram esquecidos e renegados. O mural chega para lembrar que períodos de injustiças sociais não duram para sempre, que não devemos jamais desistir de lutar, e que a transformação mais difícil de ser feita é a de nós mesmos. O legado de Mandela é afinal, um exemplo para toda humanidade.

Foto: Divulgação

A obra integra a série de ações que está sendo realizada pela South African Tourism, escritório de turismo da África do Sul no Brasil, pela ocasião de celebração do centenário de Mandela em 2018. Outras iniciativas são: “Mulheres brilhantes seguindo os passos de Mandela”, viagem para a África do Sul na qual Camila Pitanga, Djamila Ribeiro e Nátaly Neri, acompanhadas da cineasta Carol Rocha e da jornalista Milly Lacombe, visitaram lugares ligados à história de Mandela. A exposição Mandela e sua terra natal, que fica em cartaz de 25 de Setembro a 31 de Outubro no Mirante 9 de Julho. A exibição de quatro filmes atrelados à história do líder na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. E, por fim, o oferecimento de uma formação sobre o legado de Mandela e Direitos Humanos para professores do ensino fundamental.

Sobre os artistas:

Criola: Criola é a identidade assumida por Tainá Lima para apresentar o seu trabalho artístico, enquanto mulher feminista e representante negra no mundo do graffiti. Mineira, nascida em Belo Horizonte, faz parte da nova geração de artistas urbanas brasileiras, e conduz sua produção diante das assimilações cotidianas e dos embates constantes sobre as mais diversas questões, pautadas principalmente no universo feminino e orientadas através da busca pela conexão consciente com a sua ancestralidade. Criola reforça através de sua assinatura e do seu empoderamento a importância do protagonismo feminino, anteriormente sem registros. Além disso, ela constrói um universo de valorização e resgate às próprias origens de mestiçagem e conexão afro-brasileira.

Diego Mouro: Diego Hernandez de Lima, de nome artístico Diego Mouro, é designer por formação, especialista em mídias sociais e artista da nova geração de talentos de São Paulo. Diego é negro e busca retratar personagens negros, apresentar o histórico da sua raça, a luta de sua irmandade e as belezas e vitórias de suas inspirações. Suas referências são o rap, o candomblé, o tambor africano, a poesia contemporânea da Matilde Campilho, a mãe de santo, o churrasco na quebrada, os textos do Rubem Alves, escritoras e escritores negros, livros de antropologia sobre a Diáspora Negra e a história da Arte Negra/Africana Contemporânea e antiga. Tem alguns princípios básicos que norteiam sua arte como a paleta de cores, pintura somente de pele negra, respeito e conexão com a ancestralidade, até a poética. Diego é político, é ativista, engajado. Fã de Mandela, tem tatuado na costela o poema Invictus e o número da cela onde Mandela foi preso.

Mais informações e fotos: bianca@ticomunicacoes.com ou (11) 2506-6885




Análise genômica detecta várias doenças raras

Da Redação

A genômica é uma peça central da medicina moderna. Por meio dela é possível verificar a predisposição para determinadas patologias e planejar o tratamento de doenças, antes que elas se desenvolvam. A tecnologia de Sequenciamento de Nova Geração (NGS) é a ferramenta mais poderosa nessa nova era. O NGS permite mapear um genoma do indivíduo com rapidez e precisão, detectando mutações genéticas que possam estar associadas com quadros como câncer, diabetes, doenças neurodegenerativas e distúrbios pediátricos raros.

O exame é feito a partir da coleta de uma amostra de saliva para obter o DNA | Imagem: Freepik
Para analisar a grande quantidade de dados produzida em testes que utilizam NGS, a empresa Mendelics desenvolveu o software Abracadabra, pelo qual recebeu o Prêmio MIT de Inovação, conforme explica o presidente e co-fundador da Mendelics, David Schlesinger. "Com o Abracadabra é possível analisar mais de 5 mil doenças raras com alta eficiência em pouquíssimo tempo. A equipe médica, formada por geneticistas clínicos especialistas na área, utiliza essa ferramenta para chegar mais rapidamente ao resultado correto", afirma Schlesinger, que é doutor em genética pela Universidade de São Paulo (USP).

O exame é feito a partir da coleta de uma amostra de saliva para obter o DNA, que é sequenciado de maneira a determinar todas as suas bases. "Identificamos as posições do genoma em que existam variantes genéticas (mutações) – bases em que o genoma do paciente difere do genoma humano de referência. Essas variantes são interpretadas pelo programa e, em seguida, os médicos especialistas liderados pelo Prof. Dr. Fernando Kok analisam o que foi interpretado e redigem um laudo para o paciente. O laudo reúne todas as informações disponíveis para explicar a causa da doença do paciente", explica Schlesinger.

Assim, os exames genéticos identificam, verificam e investigam as causas de muitas doenças raras, como anomalias congênitas, síndromes neurológicas raras, distúrbios do metabolismo, deficiência intelectual, entre outras condições médicas, com foco em um diagnóstico precoce e pontual. Esses testes contribuem para identificação de patologias ainda em sua fase inicial, sendo importante na personalização do tratamento de síndromes e doenças genéticas. Estima-se que num futuro próximo esses exames se tornem tão comuns quanto realizar uma radiografia.

Os exames realizados pela Mendelics são feitos inteiramente no Brasil, o  laboratório é o maior na capacidade de sequenciamento da América Latina. Além disso, a maioria dos exames realizados pelo laboratório tem cobertura dos planos de saúde, uma vez que eles estão previstos no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Assim, a medicina genômica tem diminuído os custos de saúde, por meio da detecção e prevenção de patologias genéticas, que antes não tinham diagnóstico ou tratamento.



quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Psicóloga afirma que emagrecer pode ser uma questão de reprogramar a mente

Da Redação

Sentir-se bem com o próprio corpo foi uma dificuldade vivida durante anos pela psicóloga Elaine Lopes. Após tentar grande parte das técnicas existentes no mercado para emagrecer, ela teve um insight, percebeu que poderia mudar sua realidade com a reprogramação mental. A partir daí, ela encontrou uma maneira de desbloquear uma região do cérebro, na qual garante que é possível emagrecer um quilo a cada 72 horas.

O açúcar e cocaína ativam as mesmas regiões do cérebro, eles liberam hormônios que geram sensação de prazer e euforia, explica a psicóloga Elaine Lopes | Foto: Freepik
Com isso, acabar com o efeito sanfona, gorduras localizadas, aumentar a motivação e autoestima são alguns itens que a coaching de emagrecimento aborda no método, o Viva Leve. “Essa técnica surgiu na minha vida, quando me vi em uma imagem e percebi que não gostava do que estava vendo. O problema é que excesso de peso não é, obviamente, apenas uma questão estética, é uma maneira de se autopunir de alguma forma. Analisando isso pude perceber o vício que a comida causa no nosso organismo e como podemos lidar com isso”, explica.

Ao estudar muito e explorar o tema, a psicóloga que é especialista em Transtornos Alimentares e Obesidade, master practitioner em Programação Neurolinguística e coach sistêmico, constatou que o açúcar e cocaína ativam as mesmas regiões do cérebro, eles liberam hormônios que geram sensação de prazer e euforia. Na realidade você é viciado em comida, ela ressalta.

Para compartilhar o método, ela promoveu em 21 de outubro no Praiamar Corporate o evento Método Viva Leve, que reuniu 40 pessoas no curso. Além deste evento, Elaine trouxe uma novidade, o Viva leve pró, método online para desbloquear o cérebro para o emagrecimento, que terá sua primeira turma em 30 de outubro de 2018. Já o próximo curso está marcado para 25 de novembro, em São Paulo, para mais detalhes clique aqui. 



Projeto Gol do Brasil tem atividade especial em Ribeirão Pires

Da Redação

Neste sábado (27), das 8h às 11h, as mães dos alunos do Gol do Brasil, projeto da Confederação Brasileira de Futebol realizado em Ribeirão Pires, realizarão atividades diferenciadas ao lado dos filhos em comemoração à campanha Outubro Rosa. O projeto ocorre por meio de uma parceria entre CBF Social, Prefeitura e WTC.

Imagem: divulgação 
A programação especial será realizada no Centro Esportivo Vereador Valentino Redivo, na Vila Gomes, em Ribeirão Pires. O "Gol do Brasil" tem por objetivo estimular o desenvolvimento educacional e social de crianças e jovens matriculados na rede pública de ensino da cidade. Para isso, utiliza metodologia desenvolvida pelo CBF Social que emprega as habilidades da vida da Organização das Nações Unidas (ONU), entre as quais a empatia e o respeito ao próximo.


Nova Barbie estimula a criatividade das crianças

Da Redação

Barbie, a boneca mais famosa do mundo, escolheu a Crayola, a marca de crafting número um, para unir esforços na missão de incentivar as meninas de todo o mundo a imaginar,  além de seus limites e começar a construir seus sonhos com suas próprias mãos.

Os produtos são laváveis, para serem usados todas as vezes que desejarem | Foto: divulgação 
A parceria Barbie x Crayola é um reflexo da ampla trajetória que ambas marcas possuem na indústria focada nas crianças, é por isso que unem forças com a finalidade de criar uma linha única que combina os acessórios, cores e desenhos de moda característicos de Barbie com a versatilidade de Crayola em forma de marcadores, e até selos!

A linha é composta de diferentes sets da Barbie: Cria seu estilo, Modas Desenho Arco-íris e Desenhos coloridos. Eles oferecem uma ampla variedade de outfits com lindas saias e vestidos, assim como pequenos acessórios prontos para serem personalizados de maneiras incríveis com ajuda de padrões de desenhos, estampas, canetas e tintas coloridas; todos são completamente laváveis para serem usados todas as vezes que desejarem.

Desta forma, a Barbie busca promover a livre expressão e o espírito criativo das meninas, por meio do "faça você mesmo".


Raquel Matsushita lança livro de contos para adultos

Da Redação

O livro de contos para adultos Mínimo, Múltiplo, Comum foi escrito e ilustrado por Raquel Matsushita. Publicado pela editora SESI-SP, a narrativa se inicia de forma visual, com uma sequência de imagens que provoca o olhar do leitor.

Publicação é lançada pela editora Sesi-SP | Foto: divulgação
Raquel casa a linguagem com a vida, extrai da simplicidade de ser e escrever coisas alegres e coisas doídas com forte dimensão humana. É assim que acontece a criação literária da autora,  que joga contra e a favor da condição humana, sempre plena de tensão significativa.

No texto de quarta capa, escrito por João Anzanello Carrascoza, ele afirma: "Eis uma estreia como o sol nascendo, vigoroso, num dia estupidamente de verão: Mínimo Múltiplo Comum. Mínimo: porque agrupa um conjunto de contos de curta extensão, cortantes em seus desfechos. Porque diz o máximo com suas poucas palavras e seus imensos silêncios... Múltiplo: porque revela mais uma habilidade de Raquel Matsushita; a de criar narrativas para o leitor adulto, somando-se a seu talento de designer premiada... Comum: porque as histórias se alicerçam naquilo que é nuclear da condição humana – os sentimentos de posse, os desencantos, as traições, os embates cotidianos (prosaicos e profundos), e, igualmente, os instantes de comunhão, de contentamento, de êxtase, de alta voltagem erótica. Mínimo Múltiplo Comum: sal para os dias frios e insossos da nossa literatura".

Sobre a autora
Raquel nasceu e vive em São Paulo, é sócia do Escritório Entrelinhas Design, criado em 2001. Premiada com dois Jabutis, Prêmio Literário da Biblioteca Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Bienal de Design Gráfico (ADG), entre outros. Também autora do livro Fundamentos Gráficos Para um Design Consciente e de seis infantis.



quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Coiffure Morani deve ampliar espaço até 2020

Por Vivian Silva

O salão de cabeleireiro Coiffure Morani, em Santo André, planeja aumentar o local, para proporcionar mais conforto aos clientes, conforme antecipou com exclusividade à Dia Melhor, a gerente administrativa do salão, Elen Cristina Sanches Molero Leme. As mudanças ainda estão no papel, mas a expectativa é que fiquem prontas em 2020.

Local ganhará novos andares para atender com mais conforto aos clientes | Foto: Reprodução 
“A gente tem planos de ampliar, porque onde estamos é um prédio próprio, então, a gente tem planos de fazer novos andares. Já estamos em contato com o arquiteto, o prédio já está de pé”, conta Elen.

O cuidado com os cabelos loiros é uma das especialidades do salão | Foto: Reprodução 
Com isso, o local ganhará ao todo seis andares: dois andares de estacionamento, um dedicado às noivas, dois andares para o salão e um deve ser utilizado para locação.

Há 35 anos no mercado, a proprietária Amorani dos Santos se destaca no cuidado com os cabelos, especialmente, no corte que é o carro-chefe do salão e no cuidado com os cabelos loiros.

Atualmente, no local estão disponíveis serviços de manicure, toda parte de química capilar, estética facial/corporal  e depilação. Já a equipe do salão é composta por 16 profissionais.

O Coiffure Morani fica na Rua Oratório, 723, no bairro Bangú. O horário de atendimento é das 9h às 19h, de terça a sábado. Tel.: 44794083.



Chá gelado é opção para o verão

Da Redação

Nos dias quentes, nada é mais restaurador do que uma bebida gelada. Saborosos, os chás também podem ser grandes aliados de quem busca essa sensação de aconchego e refresco nos dias mais quentes. Para isso, basta optar pelas versões frias da bebida. Porém, a tea sommeliére Helena Leigue, do Diário do Chá, afirma que muitas pessoas ainda cometem o pecado de associar os chás apenas ao inverno ignorando sua versatilidade.

É possível usar apenas água fria para extrair das folhas um sabor único | Foto: divulgação Diário do Chá
No verão, eles oferecem uma experiência totalmente diferente, pautada em aromas e sabores leves e refrescantes. "Um ótimo chá gelado faz você parar e notar. É diferente do quente, uma experiência muito refrescante e saborosa, que vale ser testada em casa", explica.

Popularizado nos Estados Unidos, em 1904, quando, ao participar da Feira Mundial de Saint Louis, Richard Blechynden teve a ideia de colocar cubos de gelo em seus chás para atrair os visitantes, devido ao calor intenso da época, o chá gelado é um sucesso, desde então e se tornou um método diferente de preparar a bebida.

Segundo a tea sommelière, existem duas formas de preparo, a mais comum segue o exemplo do norte-americano, que fez a infusão com água quente e, depois, reduziu a temperatura com a mistura de gelo. Na segunda, basta manter o chá na geladeira por algum tempo para obter o mesmo resultado.
Mas, aqueles que gostam de experimentar técnicas diversas podem deixar de lado o fogão e usar apenas água fria para extrair das folhas um sabor único. O cold brew, ou infusão a frio, é um método incrivelmente simples, apesar de pouco conhecido pela maioria dos bebedores de chá.

Segundo a tea sommelière, a baixa temperatura da água faz com que a cinética da infusão seja completamente diferente, promovendo a extração dos compostos químicos de forma única. "Um exemplo é a extração dos polifenóis, os taninos do chá, que ocorre de forma muito mais lenta, produzindo chás gelados bem menos adstringentes.  Na ausência de calor, você fica com um chá suave, nada amargo e perfeitamente refrescante para beber no verão", explica.

O método, que funciona especialmente com os verdes, exige uma infusão longa, de seis a 12 horas. Em contrapartida, é possível ir adicionando mais água, enquanto ocorre o consumo. O resultado é um chá com menos cafeína, mas com muito sabor.

Receita cold brew

Ingredientes
7 gramas de erva
500 ml de água filtrada

Modo de preparo: em um recipiente, coloque a erva e a água filtrada, tampando para não pegar qualquer odor. Coloque na geladeira e aguarde de seis a 12 horas antes do consumo.




Sete motivos para vacinar as crianças

Da Redação

Manter os filhos protegidos e saudáveis é uma das preocupações dos pais. A imunização é uma das melhores formas de proteção contra doenças sérias como meningite, poliomielite, catapora e pneumonia, que podem até levar a óbito, especialmente crianças pequenas. As vacinas reduzem o risco de infecção, estimulando as defesas naturais do corpo e auxilia a criança desenvolver a imunidade à doença.

Não existe relação entre a vacinação e o desenvolvimento do autismo | Foto: Reprodução
O Ministério da Saúde orienta a vacinação, de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e todas as vacinas indicadas no PNI estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Algumas vacinas estão disponíveis somente na rede privada. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também possuem calendários de vacinação com recomendações para a imunização das crianças.

Confira abaixo alguns motivos importantes para os pais pensarem na prevenção dos seus filhos.

1 – As vacinas podem proteger as crianças de doenças sérias
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação ainda é a melhor forma de prevenção das doenças. As vacinas evitam o agravamento de doenças, internações e até mesmo óbitos.  Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação em massa evita entre 2 a 3 milhões de mortes por ano e é responsável pela erradicação de doenças.

2 - Segurança e efetividade das vacinas
As vacinas são efetivas e protegem contra muitas doenças sérias. Antes de serem disponibilizadas ao público passam por rigorosos testes de segurança e eficácia, além de serem avaliadas por órgãos regulatórios como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Às vezes, após a vacinação algumas pessoas podem apresentar sintomas leves, como vermelhidão no local da injeção e febre, mas esses sintomas são brandos e de curta duração. As vacinas ajudam a desenvolver a imunidade sem causar a doença. Elas estimulam o corpo a desenvolver a proteção para que o organismo reconheça e combata a doença.

3 – A importância da vacinação para a proteção coletiva
Alguns bebês e crianças não podem receber determinadas vacinas devido a alergias graves, sistemas imunológicos debilitados ou outras razões. Para ajudar a mantê-los protegidos, é importante que você e seus filhos sejam imunizados. Isso não apenas protege sua família, mas também ajuda a prevenir e evitar a disseminação de doenças para essas pessoas.

4 – As vacinas não causam autismo
Muitos estudos sérios verificaram que não existe relação entre a vacinação e o desenvolvimento do autismo. Em 1998, foi publicado um artigo em que o autor afirmava ter encontrado relação entre uma vacina e o autismo. Mais tarde, descobriu-se que ele havia manipulado os dados. O autor foi criminalmente responsabilizado, teve o registro médico cassado e o artigo foi retirado dos arquivos da revista Lancet, onde havia sido publicado.

5 - Receber muitas vacinas não sobrecarrega o sistema imune da criança
Pelo contrário, ajuda a oferecer desde cedo a proteção contra as doenças. Mesmo quando o bebê recebe diversas vacinas no mesmo dia, essas vacinas contêm apenas uma pequena fração dos antígenos com os quais ele naturalmente se depara todos os dias em seu ambiente. Lembrando que o sistema imunológico de um bebê saudável luta com sucesso contra milhares de microrganismos todos os dias.

6 – Entre as doenças graves preveníveis por vacinas, está a meningite meningocócica
A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana das membranas, que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo levar à morte. Ela é causada pela bactéria Neisseria meningitidis que possui 12 sorogrupos identificados, sendo que cinco deles são os mais comuns (A, B, C, W e Y).

A vacinação é considerada a forma mais efetiva na prevenção da doença. Outras formas de prevenção são evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.

Em 2017, os sorogrupos B e C foram responsáveis pela maioria dos casos em crianças abaixo de 5 anos, sendo 53% dos casos pelo B e 25% dos casos pelo C. Atualmente, existem vacinas para a prevenção dos 5 sorogrupos mais comuns no Brasil, a vacina contra a meningite meningocócica causada pelo sorogrupo B e a vacina contra os sorogrupos A, C e W e Y. A vacina para a prevenção do meningococo B está indicada a partir dos 2 meses de idade até os 50 anos, somente disponível na rede privada.

A vacina para prevenção da doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y é indicada para crianças, a partir dos 2 meses de idade, adolescentes e adultos, também disponível apenas na rede privada. Nos postos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é gratuita para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos.

Importante ressaltar que a meningite meningocócica não é uma doença só de criança, cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores da bactéria, mas não desenvolvem a doença. Apesar disso, podem transmitir a outras pessoas através da saliva e partículas respiratórias. Por isso, a vacinação é um recurso importante para a prevenção das meningites, em crianças, adolescentes e adultos.

7 - As vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde
O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Imunizações todas as vacinas recomendadas pela OMS como BCG (para prevenção da tuberculose em crianças); hepatite B; Penta (vacina contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecção por Haemophilus influenzae); VIP/VOP (vacina inativada e vacina oral contra poliomielite – paralisia infantil); pneumocócica (contra a infecção por pneumococo que causa meningite, pneumonia e infecção de ouvido - otite); Rotavírus; meningite C (conjugada); Febre Amarela; Hepatite A; tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela - catapora); entre outras.



O machismo ainda prevalece no Brasil

Da Redação

O Ministério dos Direitos Humanos (MDH) divulgou o balanço do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, com dados referentes ao período de janeiro a julho de 2018, no qual foi registrado 27 feminicídios, 51 homicídios, 547 tentativas de feminicídios e 118 tentativas de homicídios. No mesmo período, os relatos de violência chegaram a 79.661, sendo os maiores números referentes à violência física (37.396) e violência psicológica (26.527). Já segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de assassinatos chega a 4,8 para cada 100 mil mulheres.

A denúncia de violência contra a mulher pode ser feita em qualquer delegacia e até pelo telefone 180 | Foto: Freepik
São várias as formas de violência contra a mulher: física, psicológica, moral e sexual, entre outras tantas, porém as que acontecem dentro de casa, cometidos, geralmente, pelo companheiro dessa mulher é, hoje a de maior incidência no Brasil. É o que chamamos de feminicídio: perseguição e morte intencional de pessoas do sexo feminino, classificado como um crime hediondo no País, desde 2015. O feminicídio se configura quando é comprovada as causas do assassinato, devendo este ser exclusivamente por questões de gênero, ou seja, quando uma mulher é morta simplesmente por ser mulher.

Para Araceli Albino, presidente do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo, nem sempre os assassinos têm uma doença mental, porém, geralmente, apresentam uma personalidade violenta e hostil. “O feminicídio é um crime de gênero, motivado pelo machismo e por uma sensação de posse do homem em relação à mulher. O feminicídio é o capítulo final de um histórico de violência que, provavelmente, já acompanha a mulher durante algum tempo. Para que o final não seja esse, é necessário que a mulher interrompa estas agressões frequentes, sejam elas verbais ou físicas”, orienta a profissional.

A Lei 13.140, aprovada em 2015, configura o feminicídio como crime hediondo, constatado no Código Penal. Mas, segundo a psicóloga, o problema é bem mais complexo, oriundo de causas sociais que estão relacionadas a aspectos da nossa sociedade patriarcal, machista e conservadora, onde esses homens sentem, de alguma forma, que sua masculinidade foi ameaçada.

Diante de um cenário tão assustador, Araceli Albino orienta que nenhuma mulher deve se deixar sofrer qualquer tipo de violência e, muito menos, se sentir ameaçada. Quando isso acontecer, é necessário que denuncie e se afaste da pessoa.

A denúncia pode ser feita em qualquer delegacia e pelo telefone 180. Após o registro do Boletim de Ocorrência, é possível que a mulher tenha a segurança de que o agressor seja obrigado a se manter longe dela – para isso é preciso entrar com uma medida protetiva sob a Lei Maria da Penha, que age em casos de violência doméstica/familiar.



terça-feira, 23 de outubro de 2018

Dermatologista comenta sobre o preenchimento facial com ácido hialurônico

Da Redação

Rugas de expressão, pés de galinha e olhos fundos. Todas essas marcas são problemas estéticos que incomodam milhares de pessoas, especialmente as mulheres. Isso acontece, pois com o passar dos anos a pele naturalmente perde a elasticidade, a sustentação do tecido conjuntivo e a sua hidratação. De acordo com a dermatologista Monalisy Rodrigues, preenchimento facial é recomendado para quem deseja ter uma pele mais jovem, firme e natural.

“ O ácido hialurônico está presente em nosso organismo e por não ser uma substância “estranha” ao corpo é mais segura”, afirma a dermatologista Monalisy Rodrigues
Existem tratamentos simples para retardar os traços do envelhecimento e manter a aparência jovial. O preenchimento facial é um dos mais indicados e eficazes, e consiste em preencher rugas e sulcos com a injeção de substâncias na derme. “O preenchimento melhora a aparência das linhas de expressão, embeleza os lábios, reestrutura as maçãs do rosto e sulcos profundos, suaviza cicatrizes e repara imperfeições”, explica a dermatologista.

De acordo com os dados do Censo 2016 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), no Brasil, nos últimos dois anos, a procura por procedimentos estéticos não cirúrgicos, aumentou 390%. As principais consumidoras foram as mulheres com menos de 40 anos. Nas clínicas de estética e nos consultórios médicos, a busca por orientações para cuidar da pele começa mais cedo, por volta dos 25 anos.


Existem três tipos de preenchimento facial e suas aplicações variam com objetivo de cada um. O mais procurado é feito com ácido hialurônico. O tratamento possui várias vantagens, como o fato de ser rápido e pouco invasivo, e pode ser aplicado na face, lábios e no dorso das mãos. A médica Monalisy esclarece as principais dúvidas sobre o assunto:

O preenchimento com ácido hialurônico é mesmo seguro?
Sim. O ácido hialurônico está presente em nosso organismo e por não ser uma substância “estranha” ao corpo é mais segura, tem menor probabilidade de ocasionar "alergia" ou complicações.

O procedimento é doloroso? Qual o tempo de aplicação?
É um procedimento considerado “minimamente invasivo” e muito bem tolerado. Ele possui na sua formulação a lidocaína, um anestésico local bem eficiente, que contribui para maior conforto do paciente. O tempo de aplicação depende da quantidade de produto que será utilizado.

Em quanto tempo os resultados aparecem e qual sua duração?
Os resultados são observados logo após a aplicação e tendem a ficar mais naturais com o passar dos dias. A durabilidade varia de acordo com o produto utilizado e a técnica de aplicação. Em média, chega a durar de um a dois anos, dependendo do tipo e marca do preenchedor.

Quais cuidados devem ser tomados após o preenchimento?
Não aplicar maquiagem no mesmo dia do procedimento, evitar atividade física e a exposição solar são as orientações que repasso aos meus pacientes. Também é normal que algumas pessoas notem um inchaço nas áreas de aplicação.

Caso a pessoa não goste do resultado, é um procedimento reversível?
Sim, é reversível. Os preenchimentos a base de ácido hialurônico podem ser degradados facilmente com a aplicação de uma enzima, que o metaboliza rapidamente.

Existe um limite de aplicações?  
O limite é o bom senso. Os tratamentos à base de preenchedores devem buscar sempre a naturalidade, a “melhor versão” de cada um.


Médico fala sobre as alergias comuns na infância

Da Redação

Alergia alimentar, rinite, asma e urticária estão entre as alergias mais comuns entre as crianças, de acordo com o especialista e diretor da Clínica Croce, Fábio Morato Castro. Para minimizar os problemas, é preciso seguir um protocolo de tratamento. Abaixo ele detalha cada doença e comenta como preveni-las.

A criança com alergia respiratória pode ter nariz entupido e/ou coriza, espirros, coceira no nariz e nos olhos, entre outros sintomas | Foto: Freepik
"A primeira exposição a um alérgeno estimula o sistema imune para reconhecer a substância. Qualquer exposição posterior, geralmente ocasionará sintomas. Quando um alérgeno entra no organismo de uma pessoa que tem o sistema imune sensibilizado, certas células liberam histamina e outros químicos, que produz coceira, edemas, produção de muco, espasmos musculares, urticária, erupção cutânea e outros sintomas", explica Castro.

Alergias Respiratórias - Neste caso, os principais agentes desencadeantes são os ácaros, pelos de animais e as mudanças bruscas de temperatura. A criança com alergia respiratória pode ter nariz entupido e/ou coriza, espirros, coceira no nariz e nos olhos e/ou olhos vermelhos, lacrimejantes.

Asma e rinite alérgica: a asma, que acomete cerca de 10% da população brasileira, é ainda mais prevalente na infância, quando chega a afetar 20% das crianças e adolescentes.

Por ano, são 2 mil mortes de adultos e crianças, e a falta de informação é um dos fatores que mais contribuem para os óbitos por asma, doença respiratória que está entre as mais prevalentes do mundo.

A rinite alérgica, doença que no Brasil atinge, aproximadamente, 25% das crianças e 30% dos adolescentes, é uma inflamação crônica da membrana mucosa que reveste as vias nasais, causada por uma reação alérgica. Os sintomas comuns são: nariz entupido, coriza, espirros frequentes e uma tendência a respirar pela boca. Em geral, os olhos da criança ficam vermelhos e lacrimejantes, além de ocorrer inchaço no rosto. "Os bebês com rinite crônica são, muitas vezes, alérgicos a alimentos, e, na maioria das vezes, ao leite de vaca", enfatiza Castro.

Tratamento 
O médico explica que o tratamento das alergias respiratórias deve seguir o seguinte tripé de controle:

1. Ambiental: É preciso eliminar aquilo que causa a alergia.
2. Medicamentoso: sintomático e anti-inflamatório.
3. Imunoterapia específica: Recurso bastante indicado para diminuir a sensibilidade ao alérgeno.




“Floppy baby” pode ser um sintoma de problemas de saúde

Da Redação

Com apenas um mês de vida, os bebês, em sua maioria, já levantam um pouco a cabeça. Quando alcançam os dois meses, mantêm a cabeça erguida por curtos períodos e alguns deles já chegam, inclusive, a apoiar o peso nos braços e até levantar a cabeça e os ombros, como se fazendo uma miniflexão de braços. O desenvolvimento dos pequenos é rápido e surpreendente. Mas uma pequena parcela dos bebês não consegue realizar esses movimentos, são mais "molinhos" que os demais. Eles podem ser floppy babies.


A hipotonia nem sempre é um sinal de um grande problema de saúde | Foto: Matthew Henry

Floppy baby é uma expressão em inglês que caracteriza os pequenos que têm hipotonia – o termo médico para a diminuição do tônus muscular. Se o seu bebê apresenta essa condição, provavelmente você vai senti-lo mais flácido no colo, como como uma "boneca de pano". Essa condição pode ser um sintoma de problemas de saúde.

A depender da intensidade, os principais sinais podem ser percebidos nos primeiros minutos de vida, durante as verificações de rotina do tônus muscular dos recém-nascidos. Já em outros casos, a hipotonia pode se manifestar um pouco mais tarde, sendo perceptível durante o primeiro ou até o segundo ano de vida.

Sintomas
A hipotonia nem sempre é sinal de um grande problema. No caso dos bebês prematuros, por exemplo, o tônus muscular diminuído pode ser atribuído à imaturidade do desenvolvimento neurológico. Nesse cenário, é possível que o quadro melhore com o crescimento do recém-nascido. O importante é você se certificar que seu bebê está cumprindo as etapas do desenvolvimento estabelecidas pelo pediatra e que está recebendo os tratamentos caso sejam necessários.

A maioria dos bebês entra no mundo com um bom tônus muscular, o que lhes permite flexionar e agitar seus pequenos membros. Os recém-nascidos com hipotonia podem não ter movimentos fortes de braços e pernas. À medida que crescem, eles podem não atingir os marcos motores do desenvolvimento, ou até perder marcos que já haviam adquirido, como, por exemplo, a capacidade de sustentar a cabeça.

Sintomas mais frequentes observados nos bebês com hipotonia incluem:
• Falta de controle da cabeça: quando seu bebê não consegue controlar os músculos do pescoço, a cabeça cai para frente, para trás ou para o lado.

• Bebê flácido, especialmente quando você o levanta: se você o pegar com as mãos sob as axilas, os braços podem ser erguidos sem resistência - como se o bebê pudesse escorregar por entre as mãos.

• Os bebês geralmente descansam com os braços e as pernas um pouco flexionados nos cotovelos, quadris e joelhos. As crianças com hipotonia não têm essa flexão - seus braços e pernas ficam em linha reta.

• Também, a condição pode causar problemas de sucção e de deglutição. O tônus muscular diminuído pode ser sintoma de um problema no cérebro, na medula espinhal, nos nervos ou nos músculos. Por esse motivo, ser capaz de identificar os sinais de maneira precoce, e buscar a orientação médica adequada, é extremamente relevante para o desenvolvimento do seu bebê. O estabelecimento de um trabalho multidisciplinar, com fisioterapeutas e outros profissionais da saúde, podem ajudar o bebê a desenvolver músculos mais fortes e melhorar a coordenação.

Várias causas possíveis
O bebê hipotônico pode acontecer sem nenhuma causa específica. É o que os médicos chamam de hipotonia congênita benigna. Entre as causas específicas, estão danos cerebrais devido à falta de oxigênio antes ou depois do nascimento, problemas com a formação do cérebro, causas genéticas – como síndrome de Down, de Prader-Willi e algumas doenças raras, também genéticas, entre elas, a Atrofia Muscular Espinhal (AME).

A AME é uma das mais de 8 mil doenças raras conhecidas no mundo e afeta aproximadamente de 1 para cada 10 mil nascidos vivos. No Brasil, não há um levantamento que indique o número exato de indivíduos acometidos. A enfermidade pode se manifestar em diferentes fases da vida e, quanto mais cedo aparecem os primeiros sintomas, mais grave é o quadro. Alguns pacientes podem apresentar os sintomas já no nascimento ou na primeira semana de vida, e geralmente têm sobrevida de semanas ou meses. Outros apresentam os sintomas até os seis meses e geralmente não são capazes de sentar ou de sustentar a cabeça.

Essas crianças apresentam dificuldades respiratórias graves, e dependem de cuidados intensos diários. Outros, com sintomas que se manifestaram mais tardiamente - a AME pode se manifestar até a terceira década de vida -, são capazes de sentar, mas não de andar. Tudo depende de quão agressiva é a doença em cada paciente. Os principais sinais da doença são fraqueza muscular progressiva, simétrica (nos dois lados do corpo); hipotonia e atrofia muscular; dificuldade em controlar e movimentar a cabeça, sentar, engatinhar e caminhar; respiração e deglutição também podem ser afetadas.

O neurologista Edmar Zanoteli explica que "a pessoa com AME apresenta dificuldade para produzir a proteína de sobrevivência do neurônio motor, também conhecida como SMN. A doença afeta a parte do sistema nervoso que controla os movimentos musculares voluntários. Com o déficit na produção de SMN, os neurônios motores na medula espinhal não sobrevivem e os músculos controlados por esses neurônios têm seu desenvolvimento e função prejudicados. Isso se reflete em atrofia, fraqueza e hipotonia musculares. Tudo isso causa a perda de função motora que prejudica gravemente a qualidade de vida do paciente, muitas vezes impedindo-o de realizar ações básicas, como respirar, se alimentar e se movimentar", detalha o médico.

A AME não afeta a cognição, ou seja, a atividade intelectual é totalmente preservada. O diagnóstico de AME só é feito de forma conclusiva através de um teste genético específico. "Mas os pais precisam ficar de olho nos sinais de hipotonia, uma indicação importante para a AME. Hoje, essa doença já tem um tratamento medicamentoso e quanto antes começarmos a tratá-la, melhores os resultados", indica o especialista.



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