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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Socesp alerta sobre os riscos do tabagismo

Redação

Embora o Brasil tenha se tornado a segunda nação a adotar todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o combate ao tabagismo e reduzido o número de fumantes, o vício mata 428 pessoas por dia e é a causa de 12,6% de todos os óbitos ocorridos no País, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Ao todo, 156.216 vidas seriam preservadas anualmente se o hábito fosse abolido. Com isso, a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) alerta sobre os riscos deste mau hábito.

Nas mulheres, o tabagismo em associação à pílula anticoncepcional, pode aumentar o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC)  | Foto: iStockphoto

Para o presidente da Socesp, José Francisco Kerr Saraiva: "O Dia Nacional de Combate ao Fumo, em 29 de agosto, é oportuno para lembrarmos a gravidade do tabagismo, que matou 27.833 pessoas de câncer do pulmão, em 2017, e 34.999 de doenças cardiovasculares, em 2015".

O cardiologista explica que o tabaco agride o endotélio (parede de células que recobre os vasos sanguíneos) e interfere na produção de óxido nítrico, tornando as artérias mais suscetíveis à formação de placas ateroscleróticas, uma das grandes causas do infarto. "O mecanismo de contração e relaxamento das artérias também é afetado, o que dificulta a circulação sanguínea", afirma o especialista.

O cigarro também acelera a oxidação do colesterol e, em associação à pílula anticoncepcional, pode aumentar o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em mulheres. Nenhuma quantidade de cigarros é segura. Apenas um já pode causar diversos malefícios à saúde.

Terapias antitabagismo e o nocivo cigarro eletrônico
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 4 mil unidades de saúde oferecem tratamento contra o tabagismo e, entre 2005 e 2016, cerca de 1,6 milhão de brasileiros adotaram esse recurso terapêutico. Porém, não é verdade que o cigarro eletrônico é uma terapia adequada para o abandono do vício, pois também é nocivo à saúde e não deve ser utilizado. Trabalho mostrando seus malefícios foi apresentado, este ano, no Congresso da Socesp, em junho, pelo médico Márcio Gonçalves de Sousa, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, especialista em tratamento do tabagismo pela Mayo Clinic (2010) e doutor em Cardiologia pelo INCOR-FMUSP.

O especialista citou estudos que mostram efeitos nocivos do cigarro eletrônico, que é proibido pela Anvisa no Brasil, mas vendido praticamente de modo livre e sem fiscalização. O vapor que ele produz contém substâncias cancerígenas e pode causar danos aos pulmões e ao coração. Lembrando que 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos, o médico salientou que a utilização do cigarro eletrônico pelos jovens é um risco, porque também seduziria os adolescentes e os induziria a um novo vício.

Por outro lado, o tratamento medicamentoso dos fumantes, prescrito e feito com acompanhamento médico, é indicado e contribui para que abandonem o vício. Souza afirmou que é muito importante combater o tabagismo, nocivo à saúde, enfatizando que "a indústria da morte adiciona cada vez mais substâncias aos cigarros para tornar mais rápida e eficiente a entrega de nicotina ao cérebro, potencializando o vício".

Boas notícias
Dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) revelam que, em 2018, 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse percentual era de 15,7%. Nos últimos 13 anos, a população entrevistada reduziu em 40% o consumo do tabaco.

"Avanço relevante também foi a entrada em vigor, há dez anos, da Lei Antifumo no Estado de São Paulo, que tem a maior população do País. Devemos comemorar esse importante aniversário, considerando que, nos primeiros oito anos de vigência da norma, os consumidores de cigarros na capital paulista diminuíram de 18,8% dos paulistanos, em 2009, para 14,2%", afirma presidente da Socesp. A lei, que entrou em vigor no mês de agosto de 2009, proibiu fumar em lugares fechados.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Cigarro: o vilão da saúde bucal

Redação

O número de fumantes no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já chega a quase 20 milhões, sendo que Curitiba é a capital que mais concentra os tabagistas. Os problemas causados pela droga lícita afetam não só os fumantes, mas também as pessoas que convivem com essas pessoas, chamadas de fumantes passivos.

Os fumantes devem visitar o dentista mais vezes | Foto: divulgação

Além das doenças pulmonares, a saúde bucal é prejudicada pelo hábito de fumar, e as cáries e o mau hálito são os primeiros problemas a aparecer, conforme comenta a especialista em ortodontia, ortopedia dos maxilares e lentes de contato, Luciana Beatriz Salbachian Moroni, que é gestora da unidade Oral Unic de São José dos Pinhais (PR).

"Como são mais de 4 mil substâncias ingeridas e que passam pela cavidade oral, elas ficam presas em toda a região da boca, causando halitose", destaca Luciana. Outro problema notado em fumantes é a mudança da coloração dos dentes, pois a nicotina presente no cigarro atinge diretamente o esmalte dentário, provocando uma coloração mais escura.

"A gengiva também é afetada nesse processo, onde em casos extremos, pode levar à doença periodontal, que é uma infecção que prejudica tanto a gengiva, quanto os ossos que sustentam os dentes, e o paciente pode correr o risco até de perdê-los", alerta a especialista. Fumantes têm duas vezes mais chances de desencadear a doença, em comparação com não fumantes.

Além disso, segundo estudo realizado pela Boston University's School of Dental Medicin, pessoas que fumam têm maior probabilidade de precisar fazer tratamento endodôntico - tratamento de canal.

 "O ideal é parar de fumar, mas como não é um processo fácil, indicamos que os pacientes tabagistas visitem com mais frequência o dentista, para avaliações e possíveis tratamentos que evitem problemas mais complexos", finaliza a dentista.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Tabagismo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão

Da redação

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deverá somar 31.270 novos casos de tumores pulmonares em 2018. O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão - entre os 10% restantes, 1/3 é dos chamados fumantes passivos – no mundo, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença.

Os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício do cigarro | Foto: reprodução 
Além disso, o mau hábito aumenta as chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. Apesar destes dados não serem novidade, o país ainda registra um elevado número de casos de neoplasias malignas entre a população fumante.

A oncologista Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO) - Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar e dor no peito. "Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença", diz.

Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia.

Parar de fumar traz benefícios a curto e longo prazo  
Principal fator de risco evitável de tumores pulmonares, o tabaco está presente em cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e também nos cigarros eletrônicos. E, ao contrário do que muitos usuários destes produtos acreditam, nunca é tarde demais para parar. Segundo a especialista do CPO, os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas.

Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou. Para mais informações, acesse www.eseeuparardefumar.com.br.



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