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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Especialistas falam sobre cefaleia tensional e enxaqueca

Redação

Segundo os especialistas, existem mais de 150 tipos de dores de cabeça, chamadas tecnicamente de cefaleias. Por isso, apesar de todas elas provocarem muito incômodo ao paciente, é importante ficar atento aos sintomas, para descrevê-la da melhor forma ao médico, o que permite que o problema seja combatido da forma mais eficaz. De acordo com o professor de Neurologia da Universidade de São Paulo (USP), José Geraldo Speciali, há duas dores de cabeça que podem ser confundidas, são elas: cefaleia tensional e enxaqueca.

O uso de analgésicos não resolve a cefaleia e, se for feito em excesso, pode mascarar o problema e levar ao efeito rebote | Foto: AdobeStock

“A primeira é um dos tipos mais comuns e costuma ser provocada por estresse, ansiedade e depressão e tende a ser difusa, com intensidade de leve a moderada e não impede a pessoa de desempenhar suas atividades do cotidiano” explica Speciali. Ela costuma ser associada a desconforto na nuca, nos ombros e nas costas, que são resultado da contração muscular característica de quem apresenta esse tipo de quadro.

Já a enxaqueca, conhecida também como migrânea, é crônica, normalmente tem um fator genético e é ativada por gatilhos, como preocupações excessivas, alterações hormonais, jejum, noites mal dormidas e fatores alimentares, excesso de cafeína, gordura ou sódio, por exemplo. Ela provoca uma dor bem mais forte, que muitas vezes obriga o indivíduo a fazer repouso, além de náuseas, formigamento ou dormência em algumas partes do corpo, sensibilidade a cheiros e a luz e sintomas visuais, como pontos luminosos ou linhas em ziguezague que antecedem ou acompanham as crises.

Apesar de bem diferentes, nos dois casos o uso de analgésicos não resolve a cefaleia e, se for feito em excesso, pode mascarar o problema e levar ao efeito rebote, que acontece quando o organismo se acostuma com a droga e, por isso, ela não tem mais a mesma eficácia. Quando se trata da enxaqueca, eles apenas aliviam a intensidade e a duração do desconforto, sem tratar a doença, o que deve ser feito com remédios próprios e alterações no estilo de vida, como a prática de atividades físicas, mais horas de sono e mudanças na alimentação que incluem evitar o jejum e abrir mão dos fatores que dão início às crises, o que pode ser percebido diante de uma análise cuidadosa do paciente nos dias de crise.

Na cefaleia tensional esse tipo de medicamento também só alivia o desconforto. Para acabar com o martírio de fato, é preciso encontrar a causa para tanta tensão e combatê-la. Para isso, a atividade física e a melhora do sono também podem entrar em cena, assim como meditação, terapia e massagens. Além disso, uma consulta com o dentista também é bem-vinda, comenta o cirurgião dentista e diretor clínico da LIVA, Alain Haggiag. “A dor pode ser resultado do bruxismo de vigília, que acontece quando a pessoa range ou aperta os dentes involuntariamente durante o dia” explica Haggiag. Nesse caso, tratamentos específicos, como o uso de aparelhos que combatem esses movimentos da boca, são os mais indicados.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Especialista em coluna fala sobre postura adequada para dirigir

Redação

Dores na coluna são comuns em pessoas que trabalham muito tempo sentadas. O médico Alexandre Fogaça Cristante, especialista em coluna do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), participou da série educativa "Pergunta Pro Detran" e deu dicas aos motoristas, para prevenirem as dores e os desgastes do sistema locomotor (veja vídeo abaixo).

Médico recomenda fazer intervalos de duas em duas horas, para alongar o corpo | Foto: Freepik

A série é realizada pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) e transmitida por meio de lives no Facebook. O tema "Cuidando da coluna" foi escolhido pelos internautas em votação na rede social, para a transmissão realizada no último dia 20.

Segundo o médico , entre os fatores que predispõem os motoristas a terem problemas na coluna estão o fato de ficarem muito tempo no trânsito e o impacto da trepidação.

Confira orientações para evitar as dores na coluna:
• Realizar atividades físicas, para fortalecer a musculatura abdominal e a paravertebral e, assim, dar suporte à coluna;
• Manter o peso saudável;
• Fazer intervalos de duas em duas horas, para alongar o corpo;
• Sentar com as costas apoiadas, o quadril dobrado em quase 90 graus e o joelho dobrado em 60 graus;
• Ajeitar a altura para que o olhar no horizonte fique reto;
• Regular a altura do volante na altura dos ombros.

No início, as dores no sistema locomotor costumam ser de natureza muscular e aparecem na cervical, na região dorsal, na lombar, eventualmente irradiada para os braços e pernas. Nesses casos, a simples mudança de hábitos pode resolver.

"Se a dor aparecer acompanhada de dormência, formigamento, perda de força nos braços e nas pernas e se tiver dor à noite, em repouso, é preciso procurar um médico", afirma Fogaça.

De acordo com o especialista, cronicamente o problema deixa de ser muscular e a pessoa passa a ter desgaste nos discos, que são como amortecedores entre as vértebras.  Ou problemas na junta das vértebras, que é a artrose.

Nesses casos, é necessário procurar atendimento médico, fazer uma avaliação e eventualmente exames para o diagnóstico. O tratamento, na maioria das vezes, é a reabilitação: fisioterapia, depois introdução a uma prática esportiva, de preferência sem muito impacto.

Segundo tema da série
A segunda transmissão da série #PerguntaProDetran realizada em parceria com o Hospital das Clínicas da FMUSP e a Secretaria de Estado da Saúde trará o tema "Zen na prova prática" e será em 30 de agosto, às 15 horas, com a participação da médica Mariângela Savoia, psicóloga clínica do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do HC (IPq).

Serão abordados temas como a ansiedade, nervosismo e a insegurança, fatores que podem desestabilizar os candidatos em momentos decisivos, como é a prova prática de trânsito.

A psicóloga ensinará técnicas para driblar esse tipo de problema antes e depois da prova. Perguntas podem ser enviadas durante a live com a hashtag #PerguntaProDetran. A transmissão acontece na página do Detran.SP no Facebook.


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Neurocirurgião esclarece dúvidas sobre dor na coluna

Redação
 

As dores na coluna podem ser incapacitantes e estão entre as principais causas de afastamento no trabalho. O neurocirurgião Iuri Weinmann, especializado em cirurgia e medicina da coluna, comenta a seguir as principais dúvidas sobre o problema.

Dor nas costas ou na coluna é um termo genérico que indica quadros dolorosos na região da coluna vertebral, explica o  neurocirurgião Iuri Weinmann | Imagem: reprodução

1 - Dor nas costas e lombalgia são a mesma coisa? 
Não! Dor nas costas ou na coluna é um termo genérico que indica quadros dolorosos na região da coluna vertebral. A coluna é dividida em quatro áreas: a cervical, que é a região do pescoço; a dorsal, que é a região do meio das costas; a lombar que começa na altura dos rins e termina na região sacrococcigiana, onde temos o último osso que compõe a nossa coluna, o cóccix. Assim, a lombalgia é a dor que atinge a região lombar da coluna vertebral, assim como a cervicalgia atinge a região do pescoço e assim por diante.

2 - Dor que repuxa na perna está sempre relacionada ao nervo ciático?
Depende. A dor ciática é um sintoma e não uma doença. Assim, é preciso avaliar o paciente para entender se a dor está ou não relacionada ao nervo ciático. Na maioria dos casos, a dor ciática ocorre por conta de uma hérnia de disco que comprime o nervo, causando o repuxão referido pelos pacientes. Uma dica para saber se a dor está relacionada ao ciático é que ela ocorre em apenas um lado do corpo e se irradia para os quadris, nádegas e pernas. A dor pode piorar quando a pessoa senta ou se levanta.

3 - Hérnia de disco só acontece com pessoas idosas?
Não. A hérnia de disco é uma condição tão democrática que pode afetar até mesmo crianças e adolescentes. Claro que com menor prevalência. Essa condição é a principal causa de dor na coluna. Em geral, os quadros de hérnias de disco aparecem por volta da 40 ou 50 anos, mas há picos de incidência em pessoas jovens, por volta dos 25 anos. O risco aumenta com a idade devido ao desgaste natural da coluna e dos maus hábitos, como sedentarismo, excesso de peso, esforço intenso para carregar peso, má postura e tabagismo.

4 - Toda hérnia de disco precisa ser operada? 
Não. Em 90% dos casos, o tratamento para uma hérnia de disco será conservador. Isso quer dizer que o médico irá prescrever medicamentos para combater a dor e a inflamação, além de recomendar fisioterapia para reabilitação. Após essas terapêuticas, o paciente precisa melhorar seu estilo de vida.

Como? É preciso perder peso, praticar atividade física de forma regular, corrigir a postura, evitar carregar peso e escolher um colchão e um travesseiro adequados. Esses aspectos são essenciais para evitar novos episódios de dor. Entretanto, de 5 a 10% dos casos não respondem ao tratamento conservador e precisam ser tratados de forma cirúrgica.

5 - Todas as cirurgias de coluna deixam a pessoa sem poder trabalhar?
Depende. Atualmente, graças às técnicas das cirurgias minimamente invasivas, o objetivo principal de realizar uma cirurgia na coluna é a reabilitação do paciente, para que ele volte a realizar suas atividades o mais rápido possível, seja trabalhar, andar, se exercitar, se relacionar etc. O que é incapacitante é a dor não tratada e suas causas, como as hérnias de disco. Quem se submete a uma cirurgia, por meio destas técnicas precisa estar ciente que será necessário um autocuidado maior e uma mudança de estilo de vida para continuar ativo.

6 - É verdade que a fratura do cóccix não tem tratamento? 
Depende de que tipo de tratamento estamos falando. Quando fraturado, por exemplo, ou luxado, realmente não há como imobilizar. Fraturar o cóccix ao cair sentado é uma das causas mais comuns de lesão neste osso. Porém, qualquer trauma na região é de difícil resolução. Os tratamentos podem variar desde almofadas para sentar-se, sessões de fisioterapia, infiltrações e, em casos raros, quando a dor é incapacitante, pode ser feita a remoção total ou parcial do cóccix.

7 - É verdade que existe uma espécie de marcapasso para tratar dor na coluna?
Sim, podemos comparar a Neuroestimulação Elétrica da Medula Espinhal, de uma forma grosseira, a um marcapasso. Este dispositivo só é indicado para pessoas que mesmo depois de todos os tratamentos, incluindo cirurgias, continuam com quadros crônicos de dores na coluna.

O dispositivo é implantado no espaço epidural, região entre a coluna vertebral e a membrana que reveste a medula espinhal. Depois de implantado, o dispositivo é regulado por meio da estimulação elétrica para controlar a dor por meio da substituição dos estímulos sensoriais da dor por sensações mais brandas. Até 75% dos pacientes sentem redução e controle da dor depois do implante.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Campanha global alerta para a dor em populações vulneráveis

Redação

A dor é um sintoma que funciona como uma “campainha natural que apita”, quando algo em nosso organismo não funciona como deveria. Mas quando ela se torna crônica, costuma ser extremamente incapacitante, afetando o aspecto físico, mental, e até social, dos indivíduos. E isto é ainda mais agravante quando ela acomete populações vulneráveis.

Dor crônica tem protocolo de tratamento multidisciplinar e multiprofissional sobre o paciente | Foto: reprodução
Por este motivo, a campanha global da International Association for the Study of Pain (IASP), que reúne especialistas do mundo todo para soluções no campo da dor, elegeu os “mais vulneráveis” como público de atenção de seus estudos e divulgações em 2019. Desta forma, ela chama a atenção sobre necessidades especiais com idosos, bebês e crianças pequenas, indivíduos com transtornos psiquiátricos ou deficiências cognitivas não relacionadas à demência, além de sobreviventes de tortura.

De acordo com o neurocirurgião funcional do Hospital 9 de Julho e especialista no tratamento da dor pela Associação Médica Brasileira (AMB), Claudio Corrêa, o tema é de grande relevância, porque envolve especificidades destes grupos de pessoas, tanto sobre a sua vulnerabilidade para fatores que podem mais facilmente levar a quadros de dor (especialmente doenças), bem como sobre a forma de condução de seus tratamentos.

“É importante destacar que toda dor crônica condiciona a aspectos multifatoriais de grande grau de comprometimento funcional e, por isso, já requer, por protocolo, um cuidado multidisciplinar e multiprofissional sobre o paciente. No entanto, nos grupos de maior vulnerabilidade esta condição exige ainda mais atenção para aspectos como imunidade, efeitos adversos, suscetibilidade a interações medicamentosas, entre outros”, relata o médico.

Outro ponto comum a observar nestes grupos é a maior dificuldade de se comunicarem de modo efetivo, tanto com aqueles que estão em seu convívio como com médicos e profissionais de saúde. Isto pode dificultar a sua avaliação, diagnóstico e a adesão ao tratamento. Não à toa, mais de 30% da população mundial abandona o tratamento em médio e longo prazo.

Estes aspectos também justificam a inserção do atendimento integral ao indivíduo, envolvendo medicamentos bem direcionados, fisioterapia e prática de atividades físicas de reabilitação, além do acompanhamento psicológico. “Não são raros os relatos de depressão decorrentes de dor crônica.

Assim, é instituído o protocolo de terapias convencionais que vai agregando propostas complementares, incluindo procedimentos cirúrgicos, que podem ser realizados para o implante no corpo de bombas de analgésicos mais específicos e potentes, como os opioides, assim como procedimentos ablativos para a interrupção de conexões neurológicas condutoras da via de dor, entre outras”, relata Corrêa.

Em todos os casos, é importante que o paciente persista em seu tratamento, lembrando que como toda doença crônica, e, portanto, sem cura, é preciso ajustes ao longo do processo, para buscar a manutenção da funcionalidade e da qualidade de vida.

Para esclarecer sobre tudo o que compreende o universo da dor crônica, suas causas, sintomas, consequências e principais linhas de tratamento, o neurocirurgião desenvolveu o Guia Tudo sobre Dor.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Dor nos animais: saiba como identificar o problema

Redação

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem hoje mais de 50 milhões de cães e 22 milhões de gatos de estimação. Metade dos tutores desses animais consideram seus pets como membros da família e cuidam com atenção para que eles tenham vida longa e com qualidade. No entanto, uma das preocupações dos tutores com os pets é identificar quando os fiéis companheiros estão sentindo dor.

Falta de interesse em brincar/passear é um dos sintomas que o animal pode estar com dor | Foto: Freepik

Segundo a médica-veterinária Karin Botteon, coordenadora técnica especialista da Boehringer Ingelheim Saúde Animal, é preciso estar atento a sinais sutis de comportamento, tais como:

Apatia e perda de apetite;
Inatividade e/ou intolerância a exercícios;
Relutância ou dificuldade para caminhar, subir escadas, pular;
Falta de interesse em brincar/passear;
Distúrbios de eliminação, ou seja, defecar ou urinar em lugares inadequados;
Mudança nos hábitos de higiene (no caso dos gatos, que param de se lamber/limpar).

"As dores agudas, decorrentes de um trauma, por exemplo, geralmente são fáceis de identificar, porque os tutores estão atentos e esperando alterações diante do ocorrido: os animais geralmente vocalizam, lambem o local acometido, demonstram algum incômodo. No entanto, em processos crônicos como no caso de uma doença articular degenerativa (que envolve as articulações), a manifestação é muito mais comportamental, sendo necessário se atentar àquelas alterações. Desse modo, é fundamental observá-los e conhecê-los bem", afirma a especialista.

O tratamento da dor geralmente é multimodal, ou seja, pode demandar o uso de medicações, terapias de suporte como acupuntura e fisioterapia, e também o manejo do ambiente no qual vive o animal, explica Karin.

As medicações mais utilizadas para o controle da dor são os analgésicos e os anti-inflamatórios, que serão prescritos de acordo com a necessidade de cada paciente e do seu estado de saúde. "É importante reforçar que devemos sempre consultar o médico-veterinário ao menor sinal de mudança comportamental, e não medicar o pet sem prescrição médica", finaliza.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Dor na coluna é a segunda dor mais frequente no ser humano

Redação

Em segundo lugar no ranking dos sintomas que mais acometem a população – perdendo apenas para as dores de cabeça - as dores na coluna têm diversas causas e poucas soluções. Por isso, é importante identificar a causa dessa dor e tratá-la o quanto antes, mudando, inclusive, alguns hábitos como o sedentarismo, o tabagismo e o sobrepeso, fatores que contribuem para o aumento dos casos, segundo o coordenador médico da equipe de ortopedia do Hospital Dom Alvarenga, William Martins Ferreira.

 É importante identificar a causa da dor na coluna e tratá-la o quanto antes, segundo o ortopedista William Martins Ferreira | Foto: divulgação
“Independente do fator causal, é sempre bom lembrar que a natureza é capaz de regenerar e reparar as lesões. Quando aliada ao tratamento médico, é possível obter uma melhora gradativa dos sintomas, assim como uma boa cicatrização (quando a intervenção cirúrgica se faz necessária) além de readaptação do indivíduo através de sessões de fisioterapia. Ou seja, caso você seja diagnosticado com uma crise, não é preciso se desesperar”, afirma Ferreira.

Embora a dor nas costas em si pode estar relacionada a problemas mais graves que envolvem desde o infarto, aneurisma, pneumonia, pedras nos rins e infecção urinária, as causas mais comuns são: artrose lombar, mecânica (musculoligamentar) e hérnia discal. As atividades corriqueiras, como carregar peso com muita intensidade e frequência, sentar-se de forma inadequada, praticar atividade física sem acompanhamento profissional e passar horas navegando na internet pelo smartphone são alguns dos agravantes.

Nestes casos, alguns ajustes ergonômicos ajudam a amenizar os sintomas. “O posicionamento adequado na hora de sentar e deitar, o ajuste do peso de acordo com o seu biotipo e preparo físico durante a atividade física, e se atentar à postura enquanto olha para o celular são fatores imprescindíveis para não agravar o quadro de dor”, ressalta o ortopedista.

Por isso, se a coluna travar é muito provável que seja necessária uma intervenção medicamentosa para reverter essa situação intensa e, muitas vezes, incapacitante. Fique atento a qualquer sinal de dor, pois elas podem estar relacionadas a outras doenças, desde as mais graves até as menos comuns, como: cólica renal, problemas pulmonares, problemas cardíacos, problemas gastrointestinais e até doenças reumáticas ou tumorais.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Doenças reumáticas: conheça cinco sinais

Da Redação 

O corpo dá sinais a toda hora quando algo está errado com a nossa saúde. Sentir dor, por exemplo, não é normal, e serve como aviso de que algo não está bem no organismo – além de funcionar como um alerta de doenças. As doenças reumáticas podem acometer desde crianças até idosos e, por isso, a Sociedade Catarinense de Reumatologia (SCR) destaca a seguir cinco sinais de que você deve procurar um médico reumatologista.

A dor crônica é o principal sinal de que o reumatologista deve ser consultado | Foto: divulgação
1 – Dor
Conforme a reumatologista e vice-presidente da SCR, Adriana Zimmermann, a dor crônica é o principal sinal de que o reumatologista deve ser consultado. Dores na coluna, pescoço, tórax, lombar ou articulações precisam ser observadas. "Dor que persiste ou recorre por aproximadamente três meses precisa ser avaliada por um reumatologista", comenta.

2 – Dificuldade e rigidez ao realizar movimentos articulares
Rigidez articular de longa duração, principalmente no período da manhã, é um importante sinal de alerta.

3 – Inchaço
Inchaço das articulações acompanhado de calor na região; um dos sinais que evidenciam inflamação da articulação.

 4 – Alterações de cor
Alterações da cor (palidez, arroxeamento ou vermelhidão) das extremidades, principalmente mãos e pés, relacionadas com exposição ao frio ou com estresse.

5 – Fraqueza muscular
Fraqueza muscular podendo manifestar-se com dificuldade para subir escada, levantar-se da cadeira e/ou pentear o cabelo. 

A presidente da Sociedade Catarinense de Reumatologia, Mara Suzana Cerentini Loreto, destaca que algumas doenças são "silenciosas" e não manifestam sintomas, como é o caso da osteoporose. Por isso, é importante procurar um reumatologista para a prevenção, o correto diagnóstico e tratamento mais adequado, se for o caso.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Ortopedista aponta as principais causas de problemas articulares

Da Redação

O ortopedista Juan Capriotti - especialista em reconstrução articular, revisão e artroscopia de quadris e joelhos – aponta que predisposição genética, idade e atividades físicas inadequadas são algumas das causas de dor nas articulações.

É fundamental procurar um médico no início das dores, para que o problema não se agrave | Foto: divulgação
"Nos mais velhos, quadris e joelhos com restrição de movimento podem ser decorrentes de uma artrose ou outros processos degenerativos, originando sofrimento crônico no paciente. Já nos mais jovens, são as lesões ligamentares, muitas vezes causadas pelas atividades físicas em excesso ou sem preparação adequada", relata o médico.

É difícil alguém que nunca tenha sentido dor em alguma das articulações do corpo, especialmente se na família existe indícios de problemas ortopédicos. Porém, além da predisposição genética, a idade e os exercícios físicos são os principais motivos de dor nos joelhos e nos quadris, que podem ser leves ou intensas.

Capriotti ressalta que é fundamental procurar um médico no início das dores.  "É extremamente importante que o paciente procure um profissional para evitar a progressão do problema, e até mesmo para curar a região, não permitindo que a dor interfira na qualidade de vida", finaliza.

Síndrome do túnel do carpo é mais comum entre as mulheres

Da Redação

Dor e formigamento na região do punho são sintomas característicos de quem sofre com a síndrome do túnel do carpo. A doença, que afeta os nervos e tendões das mãos, atinge mais as mulheres, como aponta o ortopedista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Agnaldo de Oliveira Júnior.

Dor e formigamento na região do punho são os principais sintomas das síndrome do túnel do carpo | Foto: iStock
Mesmo sem uma explicação científica para o problema, sabe-se que a compressão do nervo mediano, localizado no túnel do carpo, é a principal causa dos incômodos. Oliveira Jr. esclarece que essa reação do organismo é resultado do pouco espaço apresentado na região.

"Por algum motivo, seja por esforço ou questões naturais, as paredes do túnel do carpo (que fica no punho) engrossam e pressionam os nervos e alguns tendões desta área, ocasionando, assim, sintomas, como dor e formigamento", completa.

O tratamento é direcionado conforme o nível de pressão sobre o nervo, que varia de um a quatro. De acordo com o ortopedista, nos casos mais graves, quando as dores são praticamente contínuas, a recomendação é o procedimento cirúrgico, a fim de descomprimir o túnel.

Nos casos iniciais, que apresentam sintomas como dor apenas ao se movimentar e durante a noite, anti-inflamatórios e fisioterapia trazem resultados. "O uso de medicamentos, até mesmo à base de corticoide, ameniza os incômodos. O quadro de inflamação tem resposta de melhora, podendo até mesmo desaparecer", reforça.

Ignorar o procedimento médico, no entanto, interfere diretamente na qualidade de vida, como salienta o especialista. "Até mesmo no nível mais grave, não ocorre uma piora do quadro, mas, sim, a queda da qualidade de vida, pois é preciso conviver com dores fortes e o formigamento intenso", finaliza

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Dores e cãibras nas pernas podem indicar estenose do canal lombar

Da Redação

Após uma caminhada longa, ou depois de ficar de pé por um período prolongado, pode ser comum sentir alguma dor ou cãibra nas pernas. Por outro lado, quando estes sintomas se apresentam de forma constante e são acompanhados por outros, como formigamento e sensação de choque, podem ser sinais da presença da estenose do canal lombar.

A estenose do canal lombar pode ter tratada por meio da microdescompressão do canal lombar | Foto: reprodução
Segundo o neurocirurgião Iuri Weinmann, especialista em Medicina e Cirurgia da Coluna, a estenose do canal lombar é causada pelo estreitamento do canal espinhal, por onde passam a medula espinhal e os nervos. “Os sintomas estão relacionados à compressão dos nervos e das demais estruturas afetadas por esse estreitamento”.

Dor piora em descidas
A dor nas pernas ao andar é chamada de claudicação neurogênica e possui características bem específicas. “Ela se agrava quando a pessoa está caminhando em um terreno em declive, ou seja, descendo, e melhora com a inclinação do corpo para frente ou ainda quando se senta”, explica Weinmann.

De acordo com o especialista, a melhora acontece porque a flexão costuma reduzir a compressão das raízes nervosas. “Estes aspectos são importantes para diferenciar a claudicação neurogênica da claudicação vascular. A estenose lombar pode causar ainda choques, formigamentos, dores na região lombar e perda da sensibilidade nas pernas”.

Irradiação da dor
Em muitos casos, a dor pode atingir outras partes do corpo. “Os pacientes costumam pensar que se trata de dor no nervo ciático, pois é bem parecida. A compressão das raízes nervosas pode irradiar a dor para os quadris, nádegas e para a parte posterior das pernas”, comenta Weinmann.

Uma das piores consequências da estenose do canal lombar é que pode afetar levar à incontinência urinária e/ou fecal. Essas manifestações são mais preocupantes. Isso porque, mesmo após o tratamento, o paciente pode continuar a apresentar esses sintomas.

"Por isso, é fundamental procurar um especialista em medicina da coluna precocemente. O diagnóstico e o tratamento precoces melhoram o prognóstico, ou seja, o resultado do tratamento”, reforça o neurocirurgião.

Idade é principal fator de risco
Com o envelhecimento da população, a estenose do canal lombar tende a se tornar cada vez mais prevalente. Cabelos brancos e rugas são apenas sinais externos do envelhecimento. O que quase ninguém lembra é que todo o nosso corpo, incluindo ossos, músculos e outras estruturas internas, também passa pelo processo de degeneração, típico do envelhecimento.

“Doenças como osteoartrose, hérnia de disco e problemas nos ligamentos da coluna são condições degenerativas, que podem levar ao estreitamento do canal espinhal. Todos são fatores de risco associados à idade. O principal grupo de risco são pessoas com mais de 50 anos. Em raríssimos casos, traumas e alguns tipos de câncer podem levar à estenose do canal lombar. Existe ainda a forma congênita da doença, mas é menos prevalente”, explica o especialista.

Tratamento
Inicialmente, é recomendado o tratamento conservador. Porém, uma parcela dos pacientes não responde a estas terapias e pode precisar de uma cirurgia. Graças aos avanços das técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, a estenose do canal lombar pode ter tratada por meio da microdescompressão do canal lombar.

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, com alto nível de segurança. De acordo com estudos, os pacientes apresentam melhora da capacidade funcional e redução da dor. O principal objetivo do procedimento é a descompressão dos nervos e das estruturas afetadas pelo estreitamento do canal espinhal.

“É uma cirurgia neuroendoscópica, realizada com anestesia local. Por meio de uma pequena incisão, de cerca de 1 cm, e com a ajuda da fluoroscopia, uma espécie de raio-X intraoperatório, o neurocirurgião introduz uma cânula. Neste instrumento, está acoplada uma microcâmera que mostra em tempo real as imagens da área a ser operada em um monitor full-HD”, explica Weinmann.

A cirurgia neuroendoscópica da coluna apresenta várias vantagens quando comparada a uma cirurgia convencional (aberta). “Um dos principais diferenciais é que permite operar pacientes idosos ou àqueles com contraindicação para uma cirurgia aberta. Além disso, reduz os riscos de complicações associados à anestesia geral, o tempo de internação, há menor perda de sangue e a recuperação é mais rápida”, conclui o neurocirurgião.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Dor no cóccix afeta 5 vezes mais as mulheres do que os homens

Da Redação

O cóccix é um osso localizado na última parte da coluna vertebral. Muito pouco lembrado pela população em geral, já que os problemas da coluna ou até mesmo as dores na região das costas são mais comuns na parte lombar e cervical (meio das costas e pescoço). Entretanto, segundo dados da literatura, cerca de 1 a 2% da população mundial sofre com a coccigodinia, ou seja, com quadros de dores crônicas no cóccix.  As mulheres são afetadas pelo problema cinco vezes mais do que os homens. Traumas durante o parto e quedas são as principais causas.

Traumas durante o parto e quedas são as principais causas de dor no cóccix | Foto: reprodução
De acordo com o neurocirurgião Iuri Weinmann, especialista em Medicina da Coluna e em Cirurgia Endoscópica da Coluna Vertebral, o cóccix participa de muitos movimentos da vida diária, como o da defecção. “Outra função importante é funcionar com uma espécie de ‘amortecedor’ quando estamos sentados. Ao sentarmos, é realizada uma compressão na parte posterior do cóccix, que se move para frente”, explica o especialista.

Traumas na região são principais causa de dor
 A dor crônica no cóccix pode ter várias causas. “A principal são traumas, como cair sentado, por exemplo. Isso pode levar a fraturas, torções ou luxações neste osso, que são de difícil resolução. Há ainda causas congênitas, quando a criança nasce sem a curvatura anterior. Cisto pilonidal, cisto aracnoide e lipoma (espécie de nódulo fibrogorduroso) também são causas comuns desta condição”, explica Weinmann.

“Devemos lembrar ainda das dores relacionadas às raízes nervosas, plexos ou nervos periféricos localizados próximos ao cóccix. Tumores, inflamações e traumas durante o parto também podem levar ao problema”, cita o especialista.

Ficar sentado por longos períodos agrava a dor
Em algumas pessoas, a dor pode aparecer e desaparecer de forma espontânea. Entretanto, é comum encontrar quadros crônicos de dor no cóccix.

Segundo um estudo, exames de radiografia mostram que metade dos pacientes apresenta alterações na mobilidade do cóccix. Uma das possíveis causas apontadas pelos pesquisadores são as mudanças do padrão de deslocamento do osso quando a pessoa se senta, especialmente em obesos. A outra hipótese é a alteração do padrão de flexão do cóccix.

“Pessoas que ficam muitas horas sentadas podem sentir dor de forma mais crônica. Em mulheres, pode haver piora do quadro no período pré-menstrual e durante a menstruação. Outras podem sentir dor no momento da defecção ou ainda durante as relações sexuais, por exemplo”, comenta o médico.

Estresse pode levar à dor
Nem todos os casos de dor no cóccix têm a origem esclarecida. Mas, alguns estudos mostram que a dor pode ter relação com o estresse e afeta, de forma frequente, pessoas com diagnóstico de depressão.

Infiltrações com corticoide apresentam bons resultados
O diagnóstico pode ser feito por um neurocirurgião especialista em medicina da coluna. “Iremos avaliar várias possibilidades. Serão solicitados exames de imagem como raio-X, tomografia e ressonância magnética da região. Durante o exame clínico, levantamos todas as informações que podem esclarecer a origem da dor, incluindo traumas, cistos e até mesmo histórico de estresse e depressão”, diz o especialista.  Também são excluídas outras doenças sistêmicas que podem causar a dor.

O tratamento da dor crônica no cóccix quase sempre é conservador. “O paciente é orientado a fazer fisioterapia, usar almofadas para aliviar a tensão na região, assim como podem ser prescritos medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. Quando não há melhora, podemos fazer infiltrações no local com corticoides, excelentes para diminuir a inflamação e a dor. A melhora do quadro com essa terapia pode variar de 60 a 85%", ressalta  Weinmann.

Necessidade de cirurgia é rara
A cirurgia só é indicada quando o paciente não melhora com nenhum outro tratamento. Outra indicação é quando a dor é incapacitante. A cirurgia, chamada de coccigectomia, consiste na remoção total ou parcial do cóccix.


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