quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Sesc São Caetano recebe instalação artística

Da Redação

O Sesc São Caetano recebe até 17 de fevereiro de segunda a sexta das 9h às 21h30, sábados e feriados, das 9h às 17h30 a instalação artística “À liberdade de criação artística”, projeto que valoriza e abre espaço para artistas da região do ABC. O resultado é transposto para as paredes, por meio da edição gráfica de Nídia Linhares, como um manifesto em prol da liberdade de criação artística.

“Fale de sua aldeia e estará falando do mundo”

Dialogando com este pensamento do escritor russo Leon Tolstói, o Sesc São Caetano valoriza a presença de artistas do Grande ABC em sua programação.  Em 2017, estes criadores das mais diferentes linguagens – da música ao teatro, das artes visuais à literatura –  reverberaram em nosso espaço o ponto de vista de quem vive, cria e atua na região.

Foto: Divulgação
Convidamos estes artistas para juntos comporem um mosaico de frases que inspiram suas práticas, valorizando assim a autonomia do momento da criação como um valor fundamental das sociedades democráticas.

Nídia Linhares ,Designer e fotógrafa com 15 anos de experiência, é bacharel em Design Gráfico pelo Centro Universitário Senac e possui um Master em Design pela Paris 1 Panthéon-Sorbonne. No design, atua nas áreas de web, identidade corporativa e vídeo, e na fotografia atua nos segmentos de eventos culturais, pedagógicos, dança e arquitetura. Seu trabalho de graduação – Célula – foi selecionado para a 8ª Bienal Brasileira de Design Gráfico, e sua dissertação de mestrado recebeu menção honrosa.

SERVIÇO: Sesc São Caetano
Dias: até 17 de fevereiro de segunda a sexta, 9:00 às 21:30, sábados e feriados, das 9:00 às 17:30.
Rua Piauí, 554 – Santa Paula – São Caetano do Sul
Recomendação etária: Livre
Ingresso: Grátis
Telefone para informações: (11) 4223-8800
Para informações sobre outras programações acesse o portal sescsp.org.br
Horário de atendimento/bilheteria do Sesc São Caetano – De segunda a sexta, 9:00 às 21:30, sábados e feriados, das 9:00 às 17:30 .



Estudo relaciona medo de agulhas das crianças ao comportamento dos pais

Da redação

Mais da metade das crianças tem medo de agulhas. Os pesquisadores da Universidade de York, no Canadá, encontraram uma forte conexão entre esse medo antecipado e o comportamento dos pais durante as vacinas infantis. Eles observaram como as crianças se comportavam antes das vacinas com agulhas e depois delas, quando eram pequenas e pré-escolares.  

É aconselhável aplicar analgésicos tópicos, antes da injeção em crianças menores de 12 anos | Foto: Dreamstime
Segundo o pediatra e homeopata Moises Chencinski, para algumas crianças, o medo de agulhas e vacinações é maior. “É tão grave que elas experimentam mais dificuldades relacionadas à dor, logo após a vacinação, e também aprendem a evitar futuros procedimentos e compromissos médicos", afirma. 

Os pesquisadores analisaram dados de 202 pais na região da Grande Toronto e 130 crianças, entre quatro e cinco anos, essas crianças estavam entre as 760 que foram acompanhadas durante a primeira, segunda, quarta e sexta imunização até os 12 meses.

O objetivo deste acompanhamento foi vincular a regulação da dor aos resultados de saúde mental, de acordo com os pesquisadores. O estudo para descobrir o que leva as crianças a desenvolverem o medo da agulha, intitulado "Previsão de dificuldade antecipatória relacionada à dor pré-escolar: a contribuição relativa de fatores longitudinais e concorrentes", foi publicado no jornal Pain.

Os pesquisadores estavam interessados em saber se o comportamento dos pais, durante a infância, refletia-se no medo de agulha das crianças, na pré-escola. Profissionais de saúde também foram observados, antes  de as crianças receberem as vacinas.

"Esta é uma grande preocupação de saúde pública e enfatiza a importância de entender o que leva ao medo da agulha em crianças pequenas e como podemos prevenir isso. As descobertas evidenciam a importância de intervenções para ajudar os pais a apoiarem e auxiliarem melhor seus filhos durante os procedimentos médicos doloridos, desde suas primeiras experiências com injeções, ainda bebês", enfatiza o pediatra.


Reduzindo a dor durante a vacinação

Uma nova orientação canadense visa garantir que a dor durante a vacinação seja minimizada em crianças e adultos. A diretriz, publicada no Canadian Medical Association Journal (CMAJ), é direcionada a todos os prestadores de cuidados de saúde que administram vacinas.

"A dor das vacinas é comum e pode fazer as pessoas hesitarem em se vacinar novamente, mesmo adultos. Isso pode colocar as pessoas em risco de contrair doenças infecciosas que são em grande parte evitáveis através da vacinação", afirma Chencinski.

Esta orientação ampliada e atualizada inclui recomendações para crianças e adultos. A orientação de 2010 era focada apenas em crianças. Um grupo multidisciplinar de 25 pessoas de todo o país (equipe HELPinKids & Adults) com experiência em dor, medo, vacinas, enfermagem, epidemiologia e outros campos relacionados revisou a literatura para desenvolver a diretriz.

"Muitas dessas recomendações podem ser usadas em uma variedade de configurações onde as vacinas são realizadas, seja no consultório de um médico ou num ambiente de saúde pública, como uma escola ou um local de trabalho", defende o pediatra.

Principais recomendações:

Todas as idades:

• A aspiração não deve ser utilizada durante injeções intramusculares em pessoas de todas as idades. (A aspiração é puxar para trás a seringa para garantir que a agulha não entre em um vaso sanguíneo);
•Injete a vacina mais dolorosa durante consultas diferentes.

Crianças:

•Crianças menores de 2 anos devem receber aleitamento materno ou fórmulas, durante a vacinação;
• Abrace as crianças de 0 a 3 anos, durante as injeções, para proporcionar conforto;
•Recomenda-se uma posição vertical para crianças e adultos com mais de 3 anos, porque proporciona uma sensação de controle e pode diminuir o medo. A retenção de crianças não é recomendada;
•Aplique analgésicos tópicos antes da injeção em crianças menores de 12 anos;
•Os pais de crianças com idade inferior a 10 anos devem estar presentes durante a vacinação, para reduzir os níveis de angústia da criança.

Os autores também recomendam educar pais, crianças mais velhas e adultos sobre o que esperar da vacinação, o que podem sentir e o que eles podem fazer para gerenciar a dor.

"Nenhuma intervenção única nesta diretriz é capaz de prevenir toda a dor (ou seja, alcançar um nível de dor de "0"). As intervenções individuais podem ser combinadas, conforme apropriado, para melhorar o alívio da dor. Para crianças menores e em idade escolar, devido aos altos níveis de angústia em relação às vacinas, por meio de injeção, e maior potencial de danos, em longo prazo, (como, por exemplo, desenvolvimento de medo de agulhas e prevenção de cuidados de saúde), recomenda-se uma abordagem mais abrangente e consistente", diz o médico.

No entanto, faltam evidências para grupos específicos. Houve uma diferença notável nas evidências de pesquisas para populações de adolescentes e de adultos. Os esforços devem se concentrar em tornar as campanhas de vacinação uma experiência de saúde mais positiva para as crianças.






terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Nutrição equilibrada contribui para o crescimento das crianças

Da redação

Muitas vezes o crescimento dos filhos acaba sendo um motivo de preocupação dos pais, principalmente quando a criança é mais baixa que os amigos da escola. Em 2015, o Banco Mundial descobriu que, globalmente, 23% das crianças menores de cinco anos possui uma estatura mais baixa do que o recomendado para a idade. No entanto, a nutrição pode ser uma ótima aliada para melhorar esse quadro.

Carboidratos, proteínas e gorduras auxiliam no crescimento | Foto: Getty Images
Diversos fatores podem influenciar no crescimento inadequado de uma criança. E, por mais que possa parecer apenas uma questão física, ele também pode influenciar no aprendizado e no desenvolvimento infantil. 

Para garantir que o desenvolvimento esteja em um padrão saudável, os médicos usam gráficos de crescimento pediátrico, que são séries de curvas que traçam os padrões de crescimento da criança junto aos dados populacionais. Qualquer queda considerável nesse nível pode ser motivo de preocupação, de acordo com a nutricionista Patrícia Ruffo, gerente científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil, é importante estar atento.

"Por isso, é sempre importante estar atento para detectar sinais de crescimento lento das crianças e, mais importante, ajudá-las a serem mais saudáveis por meio da nutrição equilibrada", diz Patrícia.  

Um estudo recente mostrou que o crescimento lento não precisa ser permanente em crianças com idade acima de três e quatro anos. É possível recuperá-lo por meio da intervenção nutricional e aconselhamento alimentar. Além disso, foi constatado que: 

As crianças que complementaram sua alimentação e consumiram duas porções por dia de suplemento nutricional mostraram recuperação do crescimento em peso e altura.

De acordo com os pais, as crianças também tiveram melhoras nos níveis de atividade física e redução no número de dias doentes. 

Em outro levantamento, após a recuperação, as crianças cujo crescimento não estava adequado apresentaram resultados de testes cognitivos similares às crianças que nunca tiveram nenhuma interferência para atingir o seu potencial de crescimento.

A nutricionista listou abaixo os itens que auxiliam no crescimento das crianças:

1 - Calorias
Crescimento requer energia e  por isso, as crianças abaixo do peso precisam de calorias extras para se recuperar. Então, adicione calorias extras a estas recomendações para ajudar nos padrões de crescimento.

2 - Carboidratos, proteínas e gorduras
As calorias extras podem ajudar a aumentar o crescimento, mas é importante certificar-se de que estas calorias vêm de uma mistura saudável de carboidratos, proteínas e gorduras, principalmente as de fontes vegetais. Tenha em mente que os carboidratos e as proteínas contêm quatro calorias por grama, enquanto cada grama de gordura contém nove calorias.

3 - Ferro
Durante períodos de crescimento, o corpo é altamente dependente do ferro, o que ajuda a fornecer oxigênio para as células do corpo. Por isso, aumentar a ingestão de ferro, tanto por meio de alimentos quanto de suplementos nutricionais, pode estimular o crescimento de crianças que estão com deficiência deste mineral. O ferro pode ser encontrado em alimentos, como carnes (bovina, peixes, aves), feijões, ervilhas, cereais fortificados e folhas verdes escuras.

4 - Zinco
O aumento da ingestão de zinco pode ajudar as crianças pré-adolescentes que estão abaixo do peso a se recuperarem. Carne, espinafre, camarão e feijão são fontes alimentares de zinco.

5 - Vitamina D
A vitamina do sol promove a formação e o crescimento saudável dos ossos. No entanto, 40% dos bebês e crianças saudáveis possuem níveis inferiores ao recomendado de vitamina D. O ideal é ajudar a recuperar estes níveis com brincadeiras ao ar livre, e a ingestão de alimentos ricos em vitamina D, como leite/produtos lácteos e, se necessário, suplementação.



Saiba como a nutrição equilibrada contribui para o crescimento das crianças

Da Redação

Muitas vezes o crescimento dos filhos acaba sendo um motivo de preocupação dos pais, principalmente quando a criança é mais baixa que os amigos da escola. Em 2015, o Banco Mundial descobriu que, globalmente, 23% das crianças menores de cinco anos possui uma estatura mais baixa do que o recomendado para a idade. No entanto, a nutrição pode ser uma ótima aliada para melhorar esse quadro.

O CRESCIMENTO IMPORTA

Diversos fatores podem influenciar no crescimento inadequado de uma criança. E, por mais que possa parecer apenas uma questão física, ele também pode influenciar no aprendizado e no desenvolvimento infantil.

Para garantir que o desenvolvimento esteja em um padrão saudável, os médicos usam gráficos de crescimento pediátrico, que são séries de curvas que traçam os padrões de crescimento da criança junto aos dados populacionais. Qualquer queda considerável nesse nível pode ser motivo de preocupação. “Por isso, é sempre importante estar atento para detectar sinais de crescimento lento das crianças e, mais importante, ajudá-las a serem mais saudáveis por meio da nutrição equilibrada”, diz Patricia Ruffo, nutricionista e Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil.

Um estudo recente mostrou que o crescimento lento não precisa ser permanente em crianças com idade acima de três e quatro anos. É possível recuperá-lo por meio da intervenção nutricional e aconselhamento alimentar. Além disso, foi constatado que:

•        As crianças que complementaram sua alimentação e consumiram duas porções por dia de suplemento nutricional mostraram recuperação do crescimento em peso e altura.

•        De acordo com os pais, as crianças também tiveram melhoras nos níveis de atividade física e redução no número de dias doentes. 

Em outro levantamento, após a recuperação, as crianças cujo crescimento não estava adequado apresentaram resultados de testes cognitivos similares às crianças que nunca tiveram nenhuma interferência para atingir o seu potencial de crescimento.

Confira aqui os nutrientes que auxiliam no crescimento das crianças listados por Patricia:

1. CALORIAS
Crescimento requer energia e é por isso que as crianças abaixo do peso precisam de calorias extras para se recuperar. Por isso, adicione calorias extras a estas recomendações para ajudar nos padrões de crescimento.

2. CARBOIDRATOS, PROTEÍNAS E GORDURA
As calorias extras podem ajudar a aumentar o crescimento, mas é importante certificar-se de que estas calorias vêm de uma mistura saudável de carboidratos, proteínas e gorduras, principalmente as de fontes vegetais. Tenha em mente que os carboidratos e as proteínas contêm quatro calorias por grama, enquanto cada grama de gordura contém nove calorias.

3. FERRO 
Durante períodos de crescimento, o corpo é altamente dependente do ferro, o que ajuda a fornecer oxigênio para as células do corpo. Por isso, aumentar a ingestão de ferro, tanto por meio de alimentos quanto de suplementos nutricionais, pode estimular o crescimento de crianças que estão com deficiência deste mineral. O ferro pode ser encontrado em alimentos, como carnes (bovina, peixes, aves), feijões, ervilhas, cereais fortificados e folhas verdes escuras.

4. ZINCO
O aumento da ingestão de zinco pode ajudar as crianças pré-adolescentes que estão abaixo do peso a se recuperarem. Carne, espinafre, camarão e feijão são fontes alimentares de zinco.

5. VITAMINA D
A vitamina do sol promove a formação e o crescimento saudável dos ossos. No entanto, 40% dos bebês e crianças saudáveis possuem níveis inferiores ao recomendado de vitamina D. O ideal é ajudar a recuperar estes níveis com brincadeiras ao ar livre, e a ingestão de alimentos ricos em vitamina D, como leite/produtos lácteos e, se necessário, suplementação.



Meditação: cinco motivos para começar hoje

Da Redação

Sabia que meditar pode trazer melhoras para a sua saúde, como prorrogar o envelhecimento, aguçar a memória, diminuir dores crônicas, reduzir insônia, aumentar a produtividade no trabalho, entre outros milhares de pontos positivos? 

A meditação é um conjunto de técnicas que desenvolve a regulação das emoções e o controle da atenção. O livro “Cérebro e Meditação”, da Editora Alaúde, escrito pelo monge francês Matthieu Ricard – considerado o homem mais feliz do mundo, segundo pesquisadores da Universidade de Wisconsin - e pelo neurocientista alemão Wolf Singer, enaltece a necessidade da troca entre a ciência moderna e os conhecimentos milenares, em uma conversa leve e de fácil leitura, para desvendar os benefícios da meditação à nossa saúde.

Abaixo, listamos alguns dos principais benefícios que a prática regular de meditação pode trazer, baseados na obra:

1.Para regular suas emoções e em vez de ser escravo delas: 
“Sabemos que a mente pode ser nossa melhor amiga ou nossa pior inimiga” (Matthieu Ricard). A meditação permite que você saiba distinguir seu estado mental e aproveitar o melhor dele, controlando o seu lado negativo. Por exemplo, a cólera possui aspectos positivos que podem ser administrados por quem a sente: a atenção, a lucidez evocada por situações que te deixam indignado, por exemplo. Isso diminui o sofrimento que essas emoções podem provocar. 

2.Foco: 
“Quem medita pode manter sua atenção a um nível ideal durante períodos relativamente longos (…) mesmo após quarenta e cinco minutos” (Matthieu Ricard). Ao se concentrar em sons, na respiração, em um objeto específico, criando um fluxo de atenção. Paradoxalmente, essa capacidade é mais ativada nos praticantes iniciantes.

3.Melhorar seu estado de consciência: 
“É inútil tentar bloquear os pensamentos que estão na sua cabeça (…) Meditar se trata de impedir que esses pensamentos invadam nosso espírito” (Matthieu Ricard). Ou seja, esse trabalho interior permite que você se apegue ao que você escolhe como sentimentos de empatia e compaixão.

4.Desenvolver a compaixão: 
A meditação aumenta a sensibilidade em relação ao outro. De acordo com um estudo feito pelo Instituto Max-Planck (Alemanha), dirigido por Wolf Singer, os burn-outs são um resultado do desgaste emocional causado graças à “fadiga da empatia”. Portanto, trabalhar a compaixão pode ser uma forma de combatê-los.

5.Manter um fluxo positivo durante o sono: 
Aqueles já habituados a meditar mostram um crescimento de ondas gama que se mantém mesmo enquanto dorme, em uma intensidade proporcional ao número de horas que passam meditando.

SOBRE OS AUTORES

Matthieu Ricard é monge budista há mais de quarenta anos. Vive no Nepal, onde se dedica aos projetos humanitários da Associação Karuna-Shechen. É intérprete do Dalai Lama para o francês. 

Wolf Singer é neurocientista, diretor emérito do Instituto de Pesquisas Cerebrais Max Planck e diretor fundador do Instituto de Estudos Avançados de Frankfurt.



segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Pneumologista fala sobre mitos e verdades da asma

Da redação

A asma é responsável por mais de 100 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com números do Ministério da Saúde. Para elucidar dúvidas sobre a doença, o pneumologista Oliver Nascimento, médico assistente da disciplina de pneumologia da Unifesp e especialista interno da GSK, elaborou uma lista com os principais mitos e verdades. 

Asma não tem cura, mas pode ser controlada, com orientação médica | Foto: reprodução
Caracterizado pela inflamação crônica das vias aéreas, hoje existem diversos tratamentos que podem ajudar a amenizar os sintomas da doença e melhorar a qualidade de vida. Ao todo, estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas sofram com a enfermidade no Brasil, já no mundo a doença atinge mais de 300 milhões de pessoas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. 

1 – A famosa “bombinha” de asma vicia? Mito.
Os broncodilatadores como são chamados, aliviam a falta de ar momentaneamente quando inalados. Entretanto, é muito comum os pacientes não tratarem a asma de forma contínua, fazendo com que necessitem utilizar as bombinhas com maior frequência. O ideal é sempre procurar um médico e seguir as orientações do profissional, evitando assim crises asmáticas mais graves.

2 – Asma em adultos pode estar relacionada à insônia? Verdade.  
De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Pittsburgh, pacientes que têm problemas para dormir costumam ter mais crises de asma. Os pacientes que sofrem das duas doenças, asma e insônia, têm  mais chances de apresentarem quadros de depressão e sintomas de ansiedade. 

3 – A genética do paciente pode favorecer o aparecimento de asma? Verdade.  
Sim, a genética tem grande influência na asma e crianças de pais asmáticos possuem um risco maior de desenvolver a doença. Se um dos pais forem asmáticos o risco é de 25%, enquanto se os dois tiverem o problema a probabilidade sobre para 50%.   

4 – O uso contínuo de medicamentos como as “bombinhas” faz mal para o coração? Mito.  
No passado, quando surgiram os primeiros remédios broncodilatadores para a asma, existiam substâncias que tinham como efeito colateral a aceleração do coração. Contudo, esses efeitos foram minimizados com as novas drogas e dispositivos que existem hoje no mercado. 

5 – Asma e bronquite crônica são a mesma coisa? Mito.  
As duas doenças costumam ser muito confundidas por apresentarem sintomas parecidos. A diferença é que a asma se manifesta em crises reversíveis, enquanto a bronquite crônica se caracteriza pela ocorrência de tosse produtiva crônica, por mais de três meses no ano, durante pelo menos dois anos consecutivos. 

6 – Atividade física faz bem para pessoas asmáticas? Verdade. 
Atividade física é fundamental para um estilo de vida saudável. A natação, por exemplo, ajuda no fortalecimento da musculatura respiratória. Já beber de dois a três litros de água por dia ajuda a fluidificar as secreções e facilita na sua eliminação. 

7 – Asma começa na infância e se cura na vida adulta? Mito. 
A asma não tem cura, mas pode ser controlada a ponto dos seus portadores levarem uma vida normal. Procure um pneumologista. 

8 – Gripes e resfriados podem piorar os sintomas da asma? Verdade.  
Proteja-se das infecções virais, como gripe e resfriado comum. Eles podem desencadear sintomas da asma.  Lavar as mãos com frequência e manter a carteira de vacinação em dia podem ajudar no combate a infecções mais graves. A vacina contra a gripe é indicada para todas as pessoas asmáticas, independente da idade.




sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Neuropsicopedagoga orienta como ensinar as crianças a serem responsáveis

Da redação

A responsabilidade é algo que deve ser ensinado desde cedo. De acordo com a neuropsicopedagoga, Viviani Zumpano, parceira da NeuroKinder, a responsabilidade deve ser inserida de forma gradativa, começando com as pequenas coisas e aumentando na medida em que a criança cresce. 

“É um erro pensarmos que o único compromisso da criança ou do adolescente é estudar. Afinal, quem na vida é responsável apenas por uma única coisa? Portanto, antes mesmo da vida escolar, os pais podem começar a dar noções de responsabilidade para a criança”, afirma Viviani.

A especialista afirma que uma das primeiras responsabilidades é o autocuidado. Calçar um sapato, lavar as mãos, guardar os brinquedos, se enxugar no banheiro e, assim, por diante. Tarefas de casa também são liberadas como, por exemplo, regar uma planta ou dar comida ao animal de estimação. Tudo isso contribui para o aprendizado da responsabilidade. 

Volta às aulas x responsabilidade
Este é o momento perfeito para falar sobre responsabilidade, já que as aulas estão prestes a começar. Uma das principais dúvidas dos pais é sobre o horário de acordar, por exemplo. De acordo com Viviani, ficar responsável pelo horário de acordar é uma atribuição mais complexa, que pode ser dada a partir dos 11 anos. Nesta idade, os pais também podem incentivar que a criança ou pré-adolescente já faça seu próprio lanche, por exemplo.

Material escolar
Essa é uma outra responsabilidade importante. Os pais podem etiquetar o material, mas a criança precisa ter o comprometimento de manter os livros, cadernos e demais objetos em ordem, limpos e organizados. “As crianças são distraídas por natureza, mas a partir dos oito ou nove anos, os pais podem exigir um maior cuidado com o material escolar, evitando danos, extravios ou até mesmo esquecimentos”, afirma a neuropsicopedagoga. 

Recompensas x reforço positivo
Outra dúvida recorrente dos pais é sobre recompensar ou não o bom desempenho na escola. “Eu não recomendo dar presentes ou outro tipo de recompensa, quando a criança passa de ano ou tira notas boas. O correto é reforçar de forma positiva, valorizando sim o esforço com os estudos, mas sem associar isso a presentes e viagens.

Faça o que eu faço
Não é novidade que as crianças copiam os comportamentos dos pais, principalmente. Então, não adianta cobrar aquilo que você não faz. Os pais precisam dar o exemplo.

“Palavras se perdem no vento, atitudes não. Os pais precisam também assumir a responsabilidade de serem pais e mães, dar limites, cobrar e, claro, valorizar os bons comportamentos. Isso faz parte da vida e é essencial para o amadurecimento das crianças e para que elas entendam o que é responsabilidade, lembrando que onde não há comprometimento, não há crescimento”, conclui Viviani.



Especialistas da Santa Casa de Mauá alertam para o vício em vídeo game

Vai longe o tempo em que as crianças podiam jogar bola ou empinar pipa na rua com seus amigos. Hoje, a violência urbana e a necessidade dos pais de trabalharem fora de casa provocaram uma mudança radical no que diz respeito ao lazer desses jovens. Por questões de segurança e comodidade, é muito mais fácil entregar um jogo eletrônico em suas mãos. Porém, as consequências desse ato têm sido desastrosas, já que muitas crianças e jovens estão ficando viciadas em vídeo games.



Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS), órgão da ONU responsável pela orientação mundial de políticas públicas de saúde, anunciou que a partir deste ano, o vício em jogos de videogame passará a ser considerado como um distúrbio mental.

Segundo a psicóloga e psicopedagoga Leni Rodrigues, do Hospital Santa Casa de Mauá, essa será a primeira revisão do CID desde 1990. “A OMS define a desordem como um padrão de comportamento persistente ou recorrente, de gravidade suficiente para resultar em comprometimento significativo nas áreas de funcionamento pessoal, familiar, social, educacional, ocupacional, entre outras”, explica.

De acordo com estudos e pesquisas, uma das principais razões que fazem os jogos serem tão viciantes é que eles são projetados para isso. Os principais sintomas do vício em jogos são: sentimentos de inquietação e / ou irritabilidade quando não está jogando; preocupação e pensamentos com relação ao jogo on-line, e sentimento de antecipação com a próxima sessão; mentir para amigos ou familiares sobre a quantidade de tempo que passa jogando; isolamento dos outros a fim de passar mais tempo no jogo; fadiga; enxaquecas devido à intensa concentração ou esforço dos olhos; síndrome do túnel cárpico, causada pelo uso excessivo do mouse ou controle, além do descuido com a higiene pessoal.

Para Valéria Xavier, também psicóloga do Hospital Santa Casa de Mauá, assim como qualquer outro transtorno compulsivo, o vício em videogame pode levar a consequências negativas graves. Embora a maioria dos sintomas listados acima tenha efeitos de curto prazo, eles podem levar a problemas mais severos ao longo prazo se não forem tratados adequadamente.

“Alguém viciado em jogos, muitas vezes, pode evitar dormir ou fazer refeições adequadas para continuar jogando e, embora os efeitos a curto prazo incluam fome e fadiga, podem transformar-se eventualmente em um distúrbio do sono ou problemas de saúde relacionado à dieta, como anorexia, diabetes e desnutrição. Outros efeitos ao longo prazo do vício em jogos são as consequências financeiras, acadêmicas e profissionais. Por conta do vício, os jogadores viciados diminuem cada vez mais o tempo para se concentrar em sua educação ou carreira”, explica Valéria.

Leni acrescenta que estudos recentes sobre as relações entre o vício em videogames depressão mostrou uma correlação alarmante entre os dois, já que o vício pode ser tão perigoso quanto qualquer outro e deve ser tratado como tal. O primeiro passo para superar a dependência é ser capaz de reconhecer que ela existe e procurar a ajuda de um profissional.

“No entanto, para ter um diagnóstico preciso, esse comportamento deve ser observado pelo menos, por um período de 12 meses, embora essa duração possa ser encurtada se todos os requisitos de diagnóstico forem atendidos e os sintomas forem graves”, finalizam as psicólogas.


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Cisto cerebral aracnoide pode atingir mais de 1% da população

Da redação

O cisto mais comum encontrado no cérebro é o aracnoide, que também pode se desenvolver na medula espinhal. Estima-se de 1 a 1.5% da população irá desenvolver um cisto aracnoide, sendo mais prevalente em homens que em mulheres.

Entre os sintomas estão: dor de cabeça, vômitos, convulsões e problemas na visão | Foto: reprodução
Segundo o neurocirurgião Iuri Weinmann, do Centro Neurológico Weinmann, o cisto aracnoide se desenvolve no espaço entre o cérebro e a membrana aracnoide, uma das três membranas (meninges) que revestem o encéfalo e a medula espinhal. “O cisto aracnoide, normalmente, é uma bolsa composta de líquido cefalorraquiano. As paredes do cisto não permitem a drenagem do líquido, portanto, o volume se acumula em seu interior”.

O cisto aracnoide pode ser primário - quando é congênito ou presente ao nascimento - e secundário quando se desenvolve mais tarde. Na maioria dos pacientes os cistos aracnoides são achados nos exames de imagem por acaso, justamente porque não geram sintomas.

“Entretanto, em alguns casos, dependendo da localização e do tamanho, o cisto provocará alguns sintomas que podem levar o paciente a procurar um médico. Quando ele se desenvolve no cérebro pode causar dor de cabeça, tontura, enjoo, vômitos, letargia, convulsões, problemas na visão, audição, marcha, equilíbrio, atrasos no desenvolvimento (em crianças) e demência (em adultos)”, comenta Weinmann. 

Já quando o cisto se desenvolve na coluna, pode causar dores nas costas, escoliose, enfraquecimento e espasmos musculares, falta de sensibilidade nos braços ou pernas e problemas para controlar a urina ou as fezes.

As causas são diversas
Os cistos aracnoides congênitos são os mais comuns e surgem, na maior parte dos casos, devido a alguma malformação durante o desenvolvimento intrauterino. Já nos cistos aracnoides secundários as causas são variadas, como traumas encefálicos ou na coluna, complicações de cirurgias no sistema nervoso central, meningites ou tumores.

A maioria dos cistos aracnoides não requer cirurgia, apenas acompanhamento clínico para avaliar o crescimento. Mas, os que causam sintomas precisam ser retirados.

“Alguns cistos podem levar ao aumento da pressão intracraniana, levar a crises convulsivas frequentes, assim como podem se romper. Nestes casos, a cirurgia é indicada. Em crianças, os cistos podem afetar o desenvolvimento e, com isso, também podem ter indicação cirúrgica”, afirma o neurocirurgião. 

Entretanto, o tratamento cirúrgico de um cisto aracnoide vai depender da localização, do perfil do risco operatório, da disposição do paciente em passar por uma cirurgia e da chance de recorrência.

“Atualmente, a retirada dos cistos aracnoides é feita por meio de cirurgia endoscópica que permite a retirada do cisto ou ainda a criação de uma derivação para saída do líquido. Por se tratar de uma técnica minimamente invasiva, a recuperação é mais rápida e os riscos menores quando comparados a uma cirurgia convencional”, explica Weinmann.

Na maioria dos casos, após a cirurgia, o paciente se recupera e terá uma vida normal, necessitando apenas fazer um acompanhamento do pós-cirúrgico, assim como para avaliar a chance de recorrência.



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

"Síndrome do Ninho Vazio” afeta pais

Da redação

Muitos pais sentem solidão, tristeza e saudade, quando o filho (s) sai de casa para morar sozinho, casar ou qualquer outro motivo. Essa situação, conhecida como “Síndrome do Ninho Vazio” pode levar até à depressão.  

Os sintomas físicos e mentais associados à partida dos filhos podem afetar homens e mulheres, e tanto faz se a mulher trabalha fora ou não, se o homem ajudou mais ou menos na criação dos filhos. É uma fase da vida de um casal que pode gerar tristeza, vazio, sensação de inutilidade, sentimento de culpa, entre outros sintomas, impactando na rotina, na relação deste casal, podendo até levar à depressão. 

É um momento que a função parental perde sua importância da forma como vinha sendo exercida, já que não há mais filhos para serem cuidados. A forma de lidar com a partida dos filhos é muito particular, ou seja, nem todos irão se sentir tristes ou irão desenvolver depressão.

Para a psicóloga Denise Miranda de Figueiredo, cofundadora do Instituto do Casal, cada casal vivencia essa fase de uma maneira. “Há sim casais que enxergam a saída dos filhos como um momento de maior liberdade para se dedicarem a outros projetos e ao próprio casamento. Entretanto, todos, de alguma maneira, são afetados. É fundamental neste momento que o casal encontre novas possibilidades de funcionar”, explica. 

Novos posicionamentos
Como toda mudança na vida, a saída dos filhos de casa irá demandar do casal um processo de adaptação à nova fase da relação. “Devemos lembrar que criamos os filhos para o mundo e não para nós. O dia em que eles irão deixar o ‘ninho’ e se aventurar no mundo irá chegar, mais cedo ou mais tarde, em todas as famílias”, comenta a psicóloga Marina Simas de Lima, cofundadora do Instituto do Casal.

Por isso, é muito importante que desde cedo os pais deem autonomia aos filhos e se dediquem também a vida a dois, assim como aos interesses e atividades pessoais. Certamente, casais que se dedicam exclusivamente aos filhos, deixando de lado sua individualidade e descuidando da conjugalidade, podem ter mais dificuldade em enfrentar a partida dos filhos, refletem as especialistas.

Quando os filhos saem de casa é preciso pensar que é o momento de escrever um novo capítulo na história de vida, tanto do casal, quanto na individual.

“O casal precisa lembrar que é um momento especial para o filho, já que ele ou ela estará construindo também esse novo capítulo em sua vida. É uma boa oportunidade de dedicar mais tempo e energia para buscar novas experiências, novos projetos pessoais e conjugais, e quem sabe descobrir um novo jeito de exercitar a paternidade e ou maternidade de filhos autônomos, adultos e que vivem em casas diferentes das suas”, orienta Marina. 

A dica é tentar ver essa nova fase da vida como uma oportunidade para todos desta família, se reinventarem. 



terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Três orientações para ampliar as respostas positivas no cotidiano

*Por Allessandra Canuto

Por muitas vezes, atingir os próprios objetivos depende de alguns fatores como potência, disciplina e foco. No entanto, viver em sociedade é ter que saber lidar com o outro, caso queira encontrar o sucesso. Para aqueles que estão cansados de ouvir sonoros "não's", tanto na vida profissional quanto pessoal, chegou o momento de mudar algumas posturas para viver sem grandes frustrações e alcançar metas conjuntas. Confira dicas infalíveis para mudar de vida em 2018:

1 -  Exercite a empatia:
Se colocar no lugar da outra pessoa não é uma tarefa fácil, mas com esforço é possível chegar lá. Ouvir o outro é um dos primeiros passos para conseguir esse feito. Abra mão de julgamentos e faça perguntas que demonstram interesse, mas sem intimidar. Nesse caso, criar empatia é importante, pois sem ouvir o segundo interlocutor é impossível que ele lhe escute. Afinal, as relações são vias de mão dupla e só com um bom diálogo será possível encontrar um meio termo que favoreça ambos os lados. Uma boa dica para motivar a empatia é lembrar que compreender não é concordar. 

2 - Seja autêntico
De acordo com a etimologia, ser autêntico quer dizer 'aquilo que coincide com você mesmo', ou seja, ser o que é. Quando agimos assim, passamos mais segurança para aqueles que estão ao nosso redor. Dentro do dia a dia, um exemplo comum é quando falamos uma verdade para alguém ou, até para nós mesmos, visando o crescimento e solução de problemas diante de um conflito.

3 - Tenha persuasão
Diferentemente do que se pensa, persuadir não é manipular. Mas sim, convencer alguém a fazer aquilo que se quer. Como se faz isso? Se mostrar o dono da razão com ideias rasas não é o melhor caminho. Vá preparado para o diálogo, tenha bons argumentos em mãos e apresente soluções que possam beneficiar a todos. Assim, fica mais fácil de conquistar respostas positivas dentro de diálogos passionais e construtivos. Boa sorte!

*Alessandra Canuto é especialista em gestão estratégica de conflitos e negociação, facilitação e treinamento para potencializar negócios através do desenvolvimento de pessoas. É sócia e palestrante da AlleaoLado, empresa focada em palestras, treinamentos e consultoria.



sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Desorganização está associada à depressão, ansiedade e compulsão alimentar

Da redação

Um estudo publicado no Environment and Behavior comprovou que ambientes caóticos levam ao estresse e à compulsão alimentar. Se a cozinha é um local bagunçado, aumenta em duas vezes a chance das mulheres comerem mais. 
Segundo a psicóloga Carolina Marques, cofundadora da Estar Saúde Mental, o local onde moramos ou onde trabalhamos reflete nosso estado emocional. 

“A bagunça extrema e contínua pode ser um sinal de sofrimento mental e de certos transtornos, como depressão e ansiedade. Além disso, o caos eleva o nível de estresse, pois a bagunça gera uma enorme quantidade de informações no cérebro e é um lembrete permanente da nossa incapacidade de organização ou ainda de que estamos adiando nossas atividades”.

Por onde começar?
O começo do ano é uma época excelente para tomar algumas atitudes que possam melhorar a qualidade de vida. “Uma delas é organizar a casa. Porém, muitas pessoas sentem dificuldade e não sabem por onde começar”, comenta Carolina, que elaborou uma lista para ajudar na mudança de comportamento. 

Tudo de uma vez: Não caia na armadilha de escolher uma gaveta ou um armário para fazer a arrumação. Tire um dia e arrume a casa inteira.

Desapega: Segundo a autora Mary Kondo, que publicou um livro chamado “A Mágica da Arrumação”, 60% daquilo que guardamos não tem utilidade! Portanto, na arrumação separe o que você vai doar, o que você jogar fora e aquilo que realmente é útil.

Boas lembranças: Uma das regras para descartar objetos é pensar se você usou nos últimos seis meses. Outra é se você gosta ou não daquilo. Se não usou neste período, doe ou descarte. Se não gosta, idem.

Espaços para cada item: Separe tudo por categorias, por exemplo, livros, cosméticos e roupas. Use caixas organizadoras se for necessário. Coloque etiquetas. Isso irá ajudar a encontrar mais facilmente os objetos, além de evitar bagunça e acumulação.

Solidão necessária: Se possível faça essa arrumação sozinho. Outras pessoas podem interferir nas decisões de manter, doar, jogar fora.

Trilha sonora: Use uma música para motivar você na hora da limpeza. Se for mais calma, melhor, mas use uma trilha que lhe dê motivação.

Manutenção: Se possível, depois de arrumar, mantenha a organização. Ao chegar a casa, guarde o sapato, as roupas e demais objetos, cada coisa no seu lugar.

“A arrumação é importante. Entretanto, se a pessoa já desenvolveu um quadro de depressão e ansiedade é importante também que ela procure uma psicoterapia e um psiquiatra para o manejo do transtorno. Essas patologias afetam todos os domínios, ou seja, o físico, mental e emocional e, com isso, toda ajuda é bem-vinda”, conclui Carolina.



quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Verão aumenta a incidência de terçol

Da redação

No verão há uma série de doenças que se proliferam justamente pelas condições climáticas, como temperaturas mais elevadas e maior umidade. Uma delas é o hordéolo, mais conhecido como terçol. Segundo a oftalmologista  Tatiana Nahas, chefe do serviço de plástica ocular da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o terçol é uma infecção bacteriana aguda que atinge as pálpebras.

“A bolinha (vermelha na pálpebra) na verdade é um abscesso que pode conter uma secreção purulenta devido à infecção, causada na maioria dos casos pela bactériaStaphylococcus aureus. Em geral, o tratamento é simples e envolve uso de antibiótico tópicos e compressas mornas. Muito raramente será preciso fazer uma drenagem do abscesso”, explica a oftalmologista.

Mas, além do verão, há outros fatores de risco. Pessoas com blefarite, dermatite seborreica, rosácea, diabetes e com colesterol aumentado têm um risco maior de desenvolver um terçol.  

O diagnóstico do terçol é clínico. Raramente será preciso fazer outros exames, mas pode ser necessário quando há suspeita de que a infecção se espalhou, o que pode levar a um quadro de celulite ocular, condição que requer tratamento imediato.

“O terçol, na maioria dos casos, se resolve sozinho e desaparece dentro de duas semanas. Pode ser preciso uso de antibiótico tópico e é recomendado fazer compressas com água morna”, afirma a médica.

Nos pacientes com blefarite, rosácea e outras doenças que aumentam o risco de desenvolver um terçol, a dica é realizar regularmente a higiene das pálpebras.




quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Produção de colágeno diminui 1% após os 30 anos

Da redação

Envelhecimento, rugas, celulites e flacidez são palavrinhas que assombram qualquer pessoa – principalmente as mulheres. Os efeitos da idade são inevitáveis e difíceis de serem combatidos apenas com hábitos saudáveis e a prática de exercícios físicos. Diante disso, cresce a busca pelos benefícios do colágeno para a pele e no combate ao desgaste que vem com a idade. Com produção própria no nosso corpo, o colágeno começa a ficar cada vez mais "restrito", e diminui a produção com o passar dos anos, ou seja, 1% ao ano após os 30 anos de idade. Na menopausa pode chegar a até 65% menos.

Proteína proporciona diversos benefícios, entre eles, na pele, cabelos, ossos e cartilagem | Foto: divulgação

A nutricionista e consultora da Vital Natus, Dalila Marciele Nunes, comenta a composição do colágeno: “Ele é constituído pelos aminoácidos Glicina, Prolina, Arginina e Hidroxiprolina, e representa a forma mais abundante de proteína que pode ser encontrada no corpo humano. Ele corresponde a 30% das proteínas presentes no organismo”.

Segundo a especialista, uma das principais funções do colágeno é formar as fibras que dão sustentação à pele, mas cabelos, unhas, dentes, ossos e cartilagens também têm muito a ganhar, e alguns estudos apontam que ajuda também no combate à Síndrome do Intestino Irritável. "Algumas práticas, como tabagismo, exposição ao sol de forma indevida e tensão emocional reduzem a produção de colágeno no corpo, diminuindo a elasticidade da pele, contribuindo para o surgimento de rugas, celulites e flacidez", explica. 

Na alimentação, o colágeno está presente, principalmente, nas carnes vermelha, frango e peixe – porém, elas também possuem gorduras saturadas e é preciso ter cuidado na quantidade ingerida desses alimentos. A melhor forma de se obter o colágeno puro é através da suplementação, e pode ser encontrado em pó, líquido ou em cápsulas, ser hidrolisado ou não. O hidrolisado é quando ocorre a quebra das moléculas de proteína do boi, sendo assim mais facilmente absorvidas pelo organismo.

"O intuito é facilitar a sua absorção pelo organismo sem que suas propriedades benéficas sejam perdidas. Portando, a absorção do colágeno hidrolisado a é considerada a melhor forma de consumo, porque torna o colágeno puro, concentrado e livre de gorduras", afirma Dalila. Até porque o colágeno hidrolisado tem dez vezes mais aminoácidos que um bife e ajuda na sensação de saciedade, que faz com que a pessoa sinta menos fome e, consequentemente, perca peso.

Por não ser um medicamento ou substância agressiva, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite a venda e o consumo livremente, mas o ideal é que a suplementação seja feita por meio de uma orientação médica. 

Aliado a uma alimentação saudável que potencializa suas ações, o colágeno também beneficia a pressão arterial, mantendo melhor controle, úlceras gástricas e osteoporose.



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Dor crônica atinge cerca de 37% dos brasileiros

Da redação

Evidentemente, ninguém quer viver com dor. No entanto, muitas vezes, a demora ou negligência no tratamento de um episódio doloroso pode fazer com que o quadro se torne mais grave. É a chamada dor crônica. De acordo com o neurocirurgião do Hospital CEMA, Joel Augusto Teixeira, “é como se o cérebro criasse uma 'memória da dor', tornando-a mais resistente e difícil de ser tratada", explica. A quantidade de pessoas que sofrem com esse quadro é bem significativa, no Brasil, o número chega a 37%, de acordo com a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).

Dor é considerada crônica quando ela dura mais de três meses | Imagem: reprodução
Para que uma dor seja considerada crônica, ela precisa durar mais que três meses. Alguns estudos apontam que é necessário ter seis meses de episódios dolorosos recorrentes para que o caso seja considerado um quadro crônico. A partir desse momento, a resolução é mais difícil, tendo em vista as alterações que ocorrem no sistema nervoso. "Quando o problema se torna crônico, existem mecanismos complexos de manutenção da dor por alterações que ocorrem no sistema nervoso em diferentes pontos: nervos, medula espinhal e cérebro", detalha o médico.

As causas da dor crônica são bastante variadas. Podem ser consequência de uma dor aguda, que não foi resolvida em um período curto de tempo, ou mesmo uma predisposição, embora a relação genética ainda não tenha sido confirmada por estudos. O principal sintoma é a duração do quadro. O especialista ressalta que, geralmente, grande parte dos episódios dolorosos estão relacionados a uma doença, mas é possível que a dor seja a própria enfermidade.

 "A dor crônica pode vir de um problema muscular que não se resolveu num curto período de tempo, como também de uma enxaqueca. No primeiro caso, a dor é secundária à inflamação. No segundo, é a própria doença", diz o neurocirurgião.

Embora exista uma série de medicações para tratar episódios dolorosos, como anti-inflamatórios, analgésicos, opioides, anticonvulsionantes e antidepressivos, é importante investigar a causa para o tratamento adequado. Em alguns casos, o médico pode indicar fisioterapia e prática de atividades físicas específicas. Em outros, cirurgia. Tudo vai depender da causa. O mais importante, em situações de dores crônicas, é buscar ajuda médica, o quanto antes, para evitar que um episódio pontual se transforme em problema para a vida inteira. "A melhor forma da dor não evoluir para crônica é fazendo tratamento precoce, logo que ela começa", finaliza o especialista.



segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Fonoaudióloga relata mitos e verdades que envolvem a língua

Da redação

A língua é um órgão essencialmente muscular e dinâmico, que está envolvido em importantes funções como a mastigação, deglutição, paladar e fala. O que muita gente não imagina é que a movimentação inadequada pode atrapalhar a saúde de um modo geral. Para entender os mitos e verdades desse importante órgão, a fonoaudióloga Ana Lúcia Duran, da Clínica Zambotti & Duran da capital paulista, comenta o tema. 

Língua dói?
Sim e se deve ao fato que nela existem muitas terminações nervosas, por isso sentimos tantas dores quando acidentalmente mordemos a língua ou aparecem as desagradáveis aftas (de causas variáveis) e nos atrapalham nas atividades mais básicas do nosso cotidiano, como comer, falar e até mesmo beijar. “Qualquer sinal de dor na língua precisa ser investigado”, fala a fonoaudióloga.

Usar piercing na língua pode atrapalhar a saúde bucal?
A língua, mais que qualquer outra parte do nosso corpo, é propensa ao risco de infecção, pois em condições normais a boca possui um grande número de bactérias que auxiliam no processo de digestão. “Por isso os cuidados com  a higiene devem ser redobrados nos adeptos de piercing, já que o acessório pode sim atrapalhar a saúde”.

Ficou esbranquiçada?
Aquele aspecto da língua branca pode revelar que a higiene não anda muito bem, e daí já é importante ficar atento. “Outro fator comumente observado pela higiene precária da língua é o mau hálito. A limpeza da língua deve ser diária para evitar a formação da saburra (placa bacteriana que deixa a língua esbranquiçada ou amarelada), para tanto pode-se utilizar a escova de dentes ou o raspador de língua, que em geral é mais confortável para quem sente náuseas neste processo”, orienta a especialista.

Existem movimentos certos para falar?
A articulação dos sons da fala (fonemas)  depende da movimentação da língua, sendo desta forma um órgão muito importante para a efetividade da comunicação oral. “Falhas na percepção da posição correta da língua para a produção de um determinado som, ocasionam trocas, omissões e distorções que, após os quatro anos e seis meses não devem ocorrer e podem inclusive causar prejuízos sociais. Mas, muita gente não se dá conta que os erros de fala podem ser provenientes da movimentação da língua – mesmo na vida adulta – e deixam isso perdurar por anos, mesmo tendo tratamento pela fonoaudiologia”, alerta Ana Duran, que ainda finaliza: “É comum observarmos pessoas falando com a língua entre os dentes na tentativa de tornar a voz mais aguda (fina), muitos o fazem intuitivamente, mas há uma lógica anatômica, uma vez que anteriorizar a  língua, eleva a laringe e favorece a produção vocal em tom mais agudo”.

Ter a língua presa é um problema?
Falar soprando ou cuspindo, é popularmente conhecido pelo termo “ língua presa” que caracteriza a fala com sons distorcidos pela posição anteriorizada da língua, principalmente ao dizer palavras com fonemas s e z. Mas, neste caso, o que muita gente não sabe é que na verdade a “língua está solta”, ou seja pode se movimentar além dos limites do ponto correto de articulação do som, então o nome correto desta alteração é ceceio ou sigmatismo. 

“Na realidade a língua está presa quando o freio lingual, que é aquela pele pequena que está localizada embaixo da língua, está curto e ineficiente, ou seja, não permite a movimentação adequada da língua ao falar ou se alimentar. Na fala impede o movimento da língua para sons que exigem uma destreza maior deste órgão. Um exemplo que podemos citar é a troca ou distorção do r e l como na palavra maravilha que é pronunciada “magavia”, fala a especialista.

Dificuldade para engolir
Crianças e adultos que são diagnosticados mais tardiamente com algum problema na língua precisam de intervenção fonoaudiológica para aprender a falar e engolir corretamente. “No caso do ceceio (“língua solta”) também é necessário tratamento com fonoaudiólogo, para corrigir o ponto correto de articulação dos sons e algumas vezes adequar o tônus da língua, que em geral nestes casos, está flácida e causa deformação nos dentes, além de uma fala esteticamente feia”, explica a especialista.

Reconhecer sabores
Na língua estão localizadas as papilas gustativas, que reconhecem o gosto (doce, salgado, azedo, ácido e amargo) e então enviam a informação ao cérebro. “A saliva exerce um papel fundamental nesta função, já que as papilas só percebem os sabores em estado líquido, então cabe a ela dissolver os alimentos sólidos para que o sabor seja apreciado – caso haja dificuldade neste reconhecimento, é sinal de alerta e tem  que ser investigado”, finaliza Ana Lúcia.




sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Uma em cada quatro crianças é tratada ofensivamente na internet

Da redação

No fim de 2017, uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) mediu o comportamento online de jovens. Os dados revelam que uma em cada quatro crianças e adolescentes foi tratada de forma ofensiva na internet. Traduzido em números, é possível que cerca de 5,6 milhões de meninos e meninas entre nove e 17 anos tenham sido tratados de forma rude ou vítimas de cyberbullying

Os pais devem conhecer ferramentas online de controle de conteúdo | Foto: reprodução
Os números aumentaram. Eram 15% em 2014, 20% em 2015 e 23% no ano de 2016. O acompanhamento dos pais da vida online das crianças deve ser constante. Atitudes preventivas como um diálogo aberto sobre o mundo digital alertam as crianças sobre os perigos.

Para que esses números sejam cada vez menores, seguem alguns pontos de atenção pautados e listados por Fabiany Lima, CEO e fundadora do aplicativo Timokids, que por meio de histórias e jogos, conversa com as crianças sobre questões importantes que devem enfrentar durante o crescimento: 

Conhecer
Os filhos são nativos digitais, e a grande maioria de nós, não. As redes sociais e ferramentas online vão sempre estar presente na vida deles, não é moda do momento. É importante que eles tenham contato com o meio digital, até mesmo para não ficarem obsoletos e defasados no mundo profissional. O que os pais devem fazer é conhecer tudo. Qual a proposta de cada rede social, qual o tipo de conteúdo, qual é o perfil dos usuários. É trabalhoso, mas é algo preventivo.

Dialogar
A conversa é fundamental. Além disso, conhecer as crianças é muito importante para sabermos quais as áreas de maior risco para eles online. Se a criança gosta muito de futebol, por exemplo, canais do YouTube podem ter muitos comentários ofensivos e é dever dos pais orientá-las quanto a isso. Uma vez que os pequenos são instruídos e têm conhecimento prévio de situações de risco, podemos evitar problemas; 

Acompanhar
Todos têm direito à privacidade, no entanto, quanto menor a criança é necessário mais cuidado. Restringir, bloquear e barrar são verbos de conotação negativa, mas que podem ser extremamente positivos no futuro. Ferramentas online de controle de conteúdo e alternativas de entretenimento online mais saudáveis devem ser de conhecimento dos pais.

Compreender
Como mostra a pesquisa, muitas crianças possuem contato diário com falta de bom senso e ofensas online. Caso ela demonstre insatisfação e tristeza com a situação, mesmo com algum pequeno comentário ruim, após ter emitido sua opinião em vídeos e redes sociais, tudo isso é uma oportunidade de orientar e conversar. Entender o que isso significa para ela, como ela se sente pessoalmente atingida com determinadas palavras ou tons.



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dermatologista recomenda sete atitudes para lidar melhor com a dermatite atópica no verão

Da redação

A dermatite atópica, doença inflamatória crônica que afeta cerca de 20% das crianças e até 3% dos adultos, pode se agravar com a chegada da estação mais quente do ano. Isso porque o calor, suor, umidade, uso do ar condicionado e até mesmo o cloro da piscina podem estimular crises da doença. A dermatologista Cristina Laczynski, mestre da Faculdade de Medicina do ABC, coordenadora de estágio em dermatologia da instituição e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), listou sete dicas importantes para não deixar que a dermatite atópica atrapalhe o verão (veja abaixo).

A dermatite atópica tem forte influência hereditária e é causada por um desequilíbrio do sistema imunológico, provocando secura da pele, coceira extrema, lesões, rachaduras, inchaço e vermelhidão. Estes sintomas geram desconforto para os pacientes, ao ponto de tirá-los do convívio social nos casos moderados a graves. 

No verão, quando as atividades de lazer incluem ir à praia ou à piscina expondo o corpo, o impacto social da doença se agrava. "Por ser uma doença imunológica, a dermatite atópica não é contagiosa e, portanto, não existe recomendação para que as pessoas com a doença evitem contato com quem não tem o problema ou deixem de frequentar piscinas, por exemplo. É possível aproveitar o verão seguindo algumas orientações gerais", explica Cristina. 

1. Sol faz bem, mas com moderação
A exposição diária ao sol de 15 a 30 minutos pode ser uma aliada da saúde, contribuindo para a absorção do cálcio pelo organismo e o fortalecimento do sistema imunológico. No entanto, em excesso, pode ser um fator de irritação da pele. Não existe uma contra indicação do uso de protetores solares para os pacientes com a doença. Porém, é recomendado que use produtos para peles sensíveis. É imprescindível usar o protetor antes e depois de nadar, mesmo em dias de pouco sol. Já o repelente, se for usado, deve ser utilizado após o fotoprotetor.

2. Banhos de mar e de piscina
Apesar da água salgada ter um poder anti-inflamatório que pode ser benéfico para quem tem dermatite atópica, o banho de mar não é recomendado para quem apresenta a doença nas formas moderada a grave, principalmente se a pele apresenta fissuras ou infecções secundárias. Por conta do cloro, os banhos de piscina devem ser sempre seguidos de duchas e hidratação.

3. É importante manter sempre a hidratação
O ressecamento da pele causa microfissuras que facilitam o contato com os agentes que desencadeiam os sintomas da dermatite atópica. Por isso, é importante mantê-la sempre hidratada. Recomenda-se utilizar loção sem perfume, ao menos duas vezes ao dia, de preferência sobre a pele já úmida. No verão, utilize um hidratante mais leve, de absorção rápida.

4. Ar condicionado: melhor evitar
Ventiladores e ar condicionados precisam ser higienizados periodicamente para evitar a proliferação de fungos e bactérias, que podem causar irritação na pele. No verão, o uso de umidificador pode ser uma solução para amenizar a falta de umidade no ambiente, principalmente quando se faz uso do ar condicionado, pois o aparelho torna o ar mais seco.

5. Prática de esportes com moderação pode ser benéfica
A prática de esportes e atividades ao ar livre, em períodos mais frescos do dia, é benéfica para a saúde mental e física das pessoas. Porém no verão, o aumento da transpiração pode levar a sensação de coceira, agravando os sintomas da dermatite atópica. Com isso, é preciso avaliar cada caso, se exercitar com moderação e utilizar protetor solar específico, com poder de penetração e durabilidade maiores.

6. Usar roupas leves
É recomendado usar roupas leves, arejadas, de tecidos naturais como algodão, que ajudam na transpiração, além de evitar tecidos sintéticos. Para a praia ou piscina, outra sugestão é usar roupas com proteção solar. Não é recomendado que a criança ou o adulto fique com a roupa úmida sobre o corpo.

7. Cuidar do aspecto emocional e da autoestima
O estado emocional dos pacientes é afetado pelo constrangimento e estigma causados pelas lesões na pele, sintomas típicos da dermatite atópica, que, no verão, ficam mais evidentes devido ao uso de roupas mais leves. Estudo mostra que 51% dos pacientes com a patologia em sua forma moderada ou grave apresentam sinais de ansiedade e depressão. É importante que o paciente esteja sempre próximo de amigos e familiares que não deixam o preconceito e o isolamento tomar conta do cotidiano, bem como manter um acompanhamento médico e psicológico, se for o caso, em dia.



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Quais atitudes dos pais podem ajudar ou atrapalhar no desempenho das crianças na escola?

*Por Gislene Maria Magnossão Naxara

Em mais de 30 anos de atuação na área de educação percebi que os pais precisam ser parceiros da escola, para que a criança perceba que eles e os colégios têm as mesmas atitudes em relação à aprendizagem. Quando falamos em educação, cada família tem a sua estrutura, já a escola trabalha com o coletivo. Ou seja, cada criança vem de uma família diferente, com crenças diferentes, mas o colégio tem uma rotina específica, que traz não só as questões pedagógicas e de aprendizagem, mas também as questões de limite, e acima de tudo, de respeito. 

Ver e acompanhar a tarefa de casa dos filhos é muito importante, ressalta a coordenadora pedagógica Gislene Maria Magnossão Naxara | Foto: divulgação
Para a fase infantil, ter uma rotina é muito importante e a escola contribui com isso. Quando a família escolhe a instituição de ensino para o filho, é necessário que ela acredite nos valores e na proposta pedagógica que ela possui, para poder validá-los. A criança tem que saber que a atitude de ambas é a mesma.

A família também precisa caminhar junto à escola, pois se ela traz algo diferente do que a escola oferece para a criança, que passa grande parte do dia dentro do colégio, acaba atrapalhando o desenvolvimento infantil. Os familiares ajudam a escola quando acredita no trabalho da escola. A criança precisa ter a certeza de que a linguagem é a mesma, em casa e na escola, assim ela sai ganhando com isso. Como coordenadora pedagógica da Educação Infantil no Colégio Salesiano Santa Teresinha, na Zona Norte de São Paulo, percebi outras atitudes importantes de pais e responsáveis que ajudam a proporcionar momentos de estudo com qualidade aos educandos que gostaria de compartilhar.

Não há necessidade de obrigar a criança a estudar após o colégio. Para ela, a aprendizagem é muito espontânea e significativa. Portanto, uma atividade muito formal numa fase inicial não se faz necessária. Vale muito mais um tempo de leitura junto à família do que horas de estudo. Porém, você rever o que seu filho aprendeu na sala de aula, sentar com ele para que ele conte o que fez na escola, isso sim ajuda, além disso, ver e acompanhar a tarefa de casa é muito importante, pois nessa fase, a tarefa que vai para casa tem o intuito de formar a rotina de estudo. É fundamental que a criança tenha um período para essas tarefas que a escola envia, pois é a escola que dosa esse tempo necessário mediante as tarefas solicitadas. Não precisa de horas e horas de atividades e estudo na infância, mesmo porque num primeiro momento ela vai se dedicar, depois não mais, será algo mecânico.

Ela deve ter uma rotina, por conta disso são enviadas tarefas de acordo com a faixa etária que trará essa rotina. Dedicar um tempo curto para que a criança possa repensar o que ela aprendeu ou o tempo da demanda da tarefa que a escola encaminhou ajuda bastante. A família auxilia essa rotina. Se todo dia a criança tem tarefa, então todo dia ela sentará para fazê-la naquele momento, longe de brinquedo, televisão e outros aparelhos ou objetos que possam distraí-la. Outro ponto que pode ajudar é reforçar a postura de estudante e, por exemplo, evitar levar a criança para passear sem antes ter o tempo da tarefa, o que acaba mostrando que a escola está em segundo plano e que outras atividades são as prioridades.

Sendo assim, o tempo de tarefa que a escola solicita deve ser respeitado, pois a criança passa a entender qual é sua responsabilidade e vai inserindo uma rotina adequada de estudo. A quantidade de horas que uma criança precisa ter de estudo fora da sala de aula deve aumentar gradativamente. Para uma criança pequena, de 4 a 5 anos, uma tarefa de 30 minutos dá conta de uma dedicação efetiva nesse momento. Conforme ela vai crescendo, o tempo vai aumentando, pois, a necessidade é outra.

Na infância, ela passa pelo processo de construção do próprio conhecimento, mas com o passar do tempo o contato será com temas mais conceituais, que necessitam de mais estudo e pesquisa, ou seja, de um período maior. E quando, mesmo pequeno, mostramos que esse tempo de estudo é importante e mostramos que não é opcional, trabalhamos a postura de estudante e isso vai aumentando gradativamente, para que essa postura seja fortalecida e para que a criança dê conta da demanda que crescerá durante a vida escolar.

*Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e 1° ano do Colégio Salesiano Santa Teresinha, Gislene Maria Magnossão Naxara atua na área de educação há 32 anos. Formada em pedagogia e pós-graduada em psicopedagogia pela Universidade Presbiterana Mackenzie, ela também cursou especializações em didática de 1ª a 4ª série, semiótica e aprendizagem cooperativa com novas tecnologias no estilo Salesiano.



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Campanha “Janeiro Branco” alerta sobre a importância do bem-estar e autoconhecimento

Da redação

A campanha Janeiro Branco teve início em 2014, idealizada por psicólogos de Uberlândia (MG), a cada ano ganha mais força e novos adeptos. Em algumas cidades brasileiros a campanha já faz parte do calendário oficial. O objetivo do projeto é conscientizar a sociedade em relação aos cuidados com a saúde mental e emocional de cada um.

De acordo com a psicóloga Adriana Guimarães, proprietária do Instituto de Medicina Tradicional e Psicologia (IMTP), a iniciativa  é de extremamente  importância. “Dados da Organização Mundial de Saúde demonstram que estamos sendo cada vez mais afetados por males como ansiedade, estresse, depressão e que devemos tratar a nossa saúde mental como um alicerce que influencia na construção de todas as outras áreas de nossa vida”, comenta.

O fato é que muitas pessoas ainda não têm a dimensão exata de como a saúde mental pode interferir no cotidiano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), hoje, a depressão é uma das principais causas de problemas de saúde e invalidez no mundo, afetando mais de 300 milhões de pessoas, um aumento de mais de 18% desde o ano de 2005. No Brasil, quase 6% da população sofre com a depressão, sendo a maior taxa do continente latino-americano.

Outro dado importante é em relação à ansiedade, pois o Brasil  também é campeão mundial nesse índice: 9,3% dos habitantes manifesta o quadro.

O alerta da psicóloga  é que as pessoas não deixem de procurar ajuda médica. “Se não tratado corretamente, o paciente que apresenta esses males pode desencadear outros problemas, como ataques de pânico, transtornos obsessivo-compulsivo, fobias, entre outros. Além disso, situações cotidianas como pressões no ambiente de trabalho, conflitos de relacionamentos, desemprego e perdas de modo geral, pode afetar não só o nosso psicológico, mas também a nossa saúde física”, afirma.  

Por isso, a Campanha Janeiro Branco reforça o convite às pessoas pensarem sobre suas vidas, seu sentido e propósito, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas, suas emoções, seus pensamentos e sobre os seus comportamentos.

“Se o individuo percebe que está passando por alguma situação em que não sabe ou não consegue administrar sozinho, por que não procurar ajuda? É muito importante não deixar que o problema se instaure e vire algo grave”, finaliza Adriana.


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