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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Sociedade de Dermatologia divulga orientações para pessoas que têm contato com o óleo nas praias

Redação

O desastre ambiental causado pelo derramamento de óleo cru no litoral brasileiro pode também causar graves problemas de saúde para a pele de voluntários que atuam na retirada dos resíduos. Com objetivo de reduzir riscos dessa exposição, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulga nesta quinta-feira (31) um guia com recomendações importantes para quem está participando desse trabalho e mesmo para os moradores das áreas atingidas.

A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilitam a remoção dos resquícios de óleo. Solventes não devem ser utilizados, segundo a SBD | Foto: Reuters/Diego Nigro 

Segundo o presidente da SBD, Sergio Palma, são recomendações simples e que podem ser incorporadas à rotina dos voluntários e dos moradores. “O empenho dessas pessoas deve ser acompanhado de uma preocupação com sua saúde. Os cuidados ao proteger o corpo da exposição aos resíduos e na hora de retirar os produtos que entraram em contato com a pele devem ser contínuos”, alerta.

Ele explica que, como óleo cru permanece impregnado na pele, as pessoas tentam retirá-lo com o uso de solventes (aguarrás, thinner, óleo diesel, querosene ou gasolina). No entanto, o contato com esses produtos aumenta o processo irritativo.

O presidente da SBD ressalta que a maneira mais adequada de limpar a pele é lavar a área atingida com água e sabão. A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até mesmo pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilita a retirada dos resquícios de óleo.  Após essa etapa, a aplicação de cremes ou loções hidratantes é importante.

Grupos 
As recomendações se dividem em três grupos: cuidados de proteção do corpo, que incluem o uso de material específico para o manuseio do óleo; cuidados na retirada do óleo que entrou em contato com a pele, como orientações de limpeza e dos melhores produtos para essa tarefa; e cuidados gerais para os moradores das regiões atingidas.

A SBD já recebeu relatos de complicações ocorridas em alguns locais do País e acredita que novos casos podem ser evitados se as medidas de prevenção e de proteção forem seguidas pela população. A dermatologista Rosana Lazarini, assessora do Departamento de Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais da SBD, que participou da elaboração desse guia da SBD chama atenção para os riscos envolvidos.

“Muitos voluntários têm trabalhado na remoção do material que chega as praias. Entretanto, o trabalho tem sido realizado de maneira inapropriada. Esses grupos têm entrado em contato com o óleo sem proteção adequada e, em alguns casos, com impregnação de toda a pele. Importante salientar que o petróleo ou óleo cru é constituído por uma série de compostos químicos com diferentes toxicidades, como tolueno, xileno, benzeno e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos”, ressalta.

De acordo com a dermatologista, esse contato pode desencadear problemas de saúde que afetam diferentes órgãos e sistemas, como hematopoiéticos, hepáticos, renais e pulmonares, além de causar alterações do humor e das funções cognitivas. Na fase aguda de intoxicação pelo contato com o óleo cru, as reações mais comuns são: irritação e dor na garganta e nos olhos, tosse, coriza, coceira e olhos vermelhos, cefaleia, náuseas, fadiga e pele irritada e vermelha, entre outros.

Recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Como se preparar para atuar nas ações de limpeza das praias?
1. Se houver a necessidade de contato com o óleo derramado nas praias, utilize equipamentos de proteção, como óculos, luvas e roupas que cobrem membros superiores e inferiores (mangas compridas e calças).

2. As luvas mais apropriadas são as de nitrila, ao invés das de borracha, pois apresentam melhor proteção contra óleos, graxas e petróleo.  A lavagem imediata após o contato é importante, embora nessas situações nem sempre seja possível.

O que fazer se sua pele entrar em contato com o óleo cru?
1. Caso, mesmo com uso de roupas adequadas, ocorra o contato, a pele deve ser lavada com água e sabão.

2. A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilitam a remoção dos resquícios de óleo.

3. Após a remoção, a aplicação de cremes ou loções hidratantes é importante para melhorar as condições da pele.

4. Não tente retirar o óleo com o uso de solventes (aguarrás, thinner, óleo diesel, querosene ou gasolina). O contato com esses produtos aumenta o processo irritativo, piorando a dermatite de contato.

Quais as medidas de prevenção para moradores ou turistas que estão nas regiões afetadas pelo derramamento?
1. Evite o contato direto com o óleo, especialmente gestantes e crianças.

2. Observe as orientações da vigilância sanitária para o consumo de alimentos, como peixes e mariscos, provenientes das áreas afetadas.

3. Não inale vapores gerados pelo óleo.

4. Use protetor solar de amplo espectro, com FPS de, no mínimo, 30.

Em caso de exposição e/ou contato com o óleo cru, quais os sintomas comuns?
1. Sintomas respiratórios como: irritação e dor de garganta, tosse, respiração mais difícil e coriza;

2. Irritação e dor nos olhos, coceira e olhos vermelhos;

3. Dor de cabeça;

4. Pele irritada e vermelha;

5. Náusea;

6. Tonturas;

7. Fadiga;

8. Ferimentos e traumas.

Alerta

A pele, quando acometida, apresenta processos irritativos, com eritema nas áreas de contato, evento conhecido como dermatite de contato, sendo a forma irritativa mais comum.  Esses efeitos pioram se a pele permanecer exposta ao Sol, podendo causar queimaduras solares.

Em caso de dúvida, o Ministério da Saúde pede que o paciente entre em contato com o Centro de Informações Toxicológicas pelo telefone 0800-722-6001 e procure ajuda médica.


quinta-feira, 4 de julho de 2019

Férias: brasileiros preferem destinos nacionais para viagens

Redação

Com a cotação do dólar próxima aos R$ 3,90, 45% dos brasileiros preferem os destinos nacionais, em suas referências e planos para viagens nas redes sociais. É o que confirma um estudo feito pela Stilingue, líder nacional de inteligência artificial para o idioma português, durante o período de 1º a 30 de junho, e ainda levando em conta um comparativo com 2018. Em 2019, o levantamento totalizou 64 mil menções em Facebook, Twitter, Instagram e comentários. Considerando-se os dois anos analisados, foram mais de 128 mil menções.

Os brasileiros estão buscando por contato com a natureza e, se possível, com praia e sol | Foto: reprodução

Além disso, os brasileiros estão buscando por contato com a natureza e, se possível, com praia e sol. Mensagens de paz, tranquilidade e descanso estão em 4% dos conteúdos analisados. Entre os destinos mais mencionados estão: Balneário Camboriú e Bombinhas, em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Brasília. Em relação às companhias preferidas para a viagem, a maior parte envolve familiares (pais, irmãos, primos e avós) e amigos.

Logo após o Brasil, aparecem os países da América do Sul, Europa e América do Norte como localidades preferidas dos viajantes no período de férias. Destinos como Portugal, França, Espanha, Alemanha e Grécia estão ligados em sua maioria a um sentimento de realização pessoal com a marcação #wanderlust (um desejo forte de viajar, de explorar, no que possa levar a algo novo). Já Estados Unidos, Canadá e México estão vinculados às experiências e momentos comuns de lazer e, no caso dos EUA, os outlets de Miami atraem a atenção pelos preços.

Comparativo com 2018
Apesar de 2018 ter tido muitas similaridades com o comportamento registrado neste ano como, por exemplo, predominância de menções ao próprio Brasil, os demais principais países de interesse foram Portugal, EUA, Rússia, Espanha, Alemanha e Japão. Destaque para a Copa do Mundo FIFA 2018 na Rússia, que influenciou no registro do país como o 4º mais citado no período.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Médica alerta para cuidados com os olhos das crianças no verão

Da Redação

As férias escolares e o verão chegaram. Época perfeita para curtir piscina, praia, cachoeiras, brincadeiras aquáticas ou ao ar livre. Entretanto, é também um período em que os pais devem redobrar a atenção com a saúde das crianças. Isso porque o verão propicia o desenvolvimento de algumas doenças oculares e outras condições que podem afetar os olhos.

Óculos de natação previnem a irritação ocular devido ao cloro ou água do mar | Foto: Freepik
Segundo a oftalmopediatra Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba, águas contaminadas, cloro, protetores solares e o sol podem desencadear quadros de irritação, conjuntivite alérgica ou infeciosa.

Assim, a especialista comenta seis cuidados que os pais devem adotar para proteger os olhos das crianças durante o verão. Confira.

Protetor solar: esses produtos contêm diversas substâncias que podem causar irritação, especialmente na região dos olhos. Como as crianças ficam mais tempo dentro da água, o ideal é usar produtos próprios para a região da face, voltados para o público infantil. Jamais passe protetor nas pálpebras superiores. Lembre-se de aplicar o produto 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicar a cada duas horas.

Óculos de sol: os raios solares UVA e UVB ficam mais incidentes no verão. Por isso, o ideal é investir em óculos com lentes protetoras para crianças maiores, já que nos pequenos pode ser mais difícil a aceitação. Além dos óculos, reforce a proteção com bonés ou chapéus.

Óculos de natação: quando a criança gosta de nadar abrindo os olhos embaixo da água, o ideal é investir em óculos de natação para evitar irritação devido ao cloro ou água do mar. O uso dos óculos também protege os olhos da conjuntivite, já que o principal meio de transmissão da doença no verão é a água de piscinas contaminadas.

Água limpa sempre à mão: o ideal é ter uma garrafa com água doce por perto, principalmente na praia, para lavar os olhos da criança depois do banho de mar. A água também serve para lavar os olhos em caso de contato com areia, que pode causar irritação e/ou alergia.

Olho seco: ambientes com ar-condicionado, associados ao sol, cloro, água do mar ou de cachoeiras podem levar ao ressecamento dos olhos. Peça ao oftalmopediatra a prescrição de um colírio lubrificante, caso a criança apresente ressecamento ocular ou ainda vermelhidão nos olhos ao fim do dia.

Atenção os brinquedos: existem alguns tipos de brinquedos usados em piscinas ou praias que podem causar acidentes graves. Alguns são parecidos com "armas", que espirram água. Se o jato for muito forte, e atingir o olho da criança, pode levar a uma emergência médica. Portanto, evite comprar esse tipo de produto para seu filho e fique atento se há outras crianças usando esse brinquedo por perto.

Sinais de alerta
"Depois de um dia inteiro na praia ou piscina, é comum as crianças ficarem com os olhos vermelhos. Porém, no dia seguinte devem estar normais. Quando a vermelhidão não passar e surgirem outros sintomas como coceira, irritação e acúmulo de secreção, o ideal é procurar um oftalmopediatra. Estas podem ser manifestações da conjuntivite, que pode ser irritativa ou infecciosa", conclui Marcela.




Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

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