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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Fonoaudióloga recomenda cuidados especiais com a voz durante o inverno

Redação

É comum que durante o inverno as pessoas fiquem roucas, ou sintam muita dor de garganta. Isso tem relação direta com a queda de temperatura e com o tempo seco, características típicas do período. Para ajudar na prevenção, a fonoaudióloga Liliane Lopes, que atende pelo GetNinjas, separou algumas dicas simples para cuidar da voz.

Durante o inverno, Beba bastante líquido, principalmente água, e prefira chás mornos, orienta a fonoaudióloga Liliane Lopes | Foto: Freepik

Ela explica que o frio acaba contraindo os vasos sanguíneos, o que deixa a laringe mais estreita e as cordas vocais mais apertadas, por isso, muitas pessoas ficam roucas. Confira abaixo como se prevenir de eventuais problemas:

1 - Procure poupar a voz e não falar tão alto;
2 - Não fume;
3 - Tente ficar longe do ar condicionado;
4 - Faça inalação com vaporizador, ou mesmo com uma chaleira com água quente;
5 - Evite líquidos e alimentos muito gelados ou muito quentes;
6 - Beba bastante líquido, principalmente água, e prefira chás mornos;
7 - Evite as bebidas alcoólicas e as com gás;
8 - Coma maçã;
9 - Evite consumir leite e derivados, pelo menos pela manhã.

"O que muita gente pensa é que o conhaque, por exemplo, auxilia durante o frio. Ele pode até esquentar, mas assim como qualquer outra bebida alcoólica, produz ácido clorídrico, o que é prejudicial para as cordas vocais", explica Liliane.

No caso das pessoas que trabalham com a voz, é importante fazer um acompanhamento com fonoaudiólogos para a realização de exercícios que auxiliam na conservação da voz. E, claro, o médico deve ser procurado, quando já existir algum sintoma de doença.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

HPV é um dos principais fatores do câncer de boca e garganta

Redação 

Julho é o mês reservado ao combate do câncer de cabeça e pescoço. Entre os dez tipos de câncer de maior ocorrência no Brasil, o tumor orofaríngeo – localizado atrás da boca e que inclui a base da língua, céu da boca, amídalas e paredes laterais – é um dos tumores mais incidentes entre os jovens brasileiros de até 40 anos de idade. O oncologista do Centro Paulista de Oncologia (Grupo Oncoclínicas), Andrey Soares, comenta sobre os fatores de risco.

O aumento do HPV ocorre por meio da prática sexual sem proteção, principalmente por intermédio do sexo oral | Foto: Reprodução 

 "O HPV (Papilomavírus Humano) possui alta associação com este cenário precoce, em conjunto com outros fatores como o tabagismo e o etilismo", alerta Soares.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o número de casos relacionados à infecção pelo vírus vem aumentando em homens e mulheres e a sua transmissão ocorre por meio da prática sexual sem proteção, principalmente por intermédio do sexo oral.

" O risco do desenvolvimento do tumor maligno entre jovens é grande por conta da liberdade sexual adquirida nos últimos anos", explica o especialista.

Ainda segundo Soares, o vírus atinge de forma massiva a população feminina. Cerca de 75% das brasileiras sexualmente ativas terão contato com o HPV ao longo da vida, sendo que o ápice da transmissão do vírus ocorre na faixa dos 25 anos.

Primeiros sinais
Os primeiros sinais do tumor orofaríngeo podem surgir por meio de feridas que não cicatrizam na boca nos primeiros 15 dias, além do aparecimento de nódulos no pescoço. O paciente pode se queixar também de dor para mastigar ou engolir. "Estes fatores, ligados ao aparecimento de pequenas verrugas na garganta ou na boca, podem revelar um possível diagnóstico com associação ao HPV. Portanto, é muito importante que seja acompanhado de perto por um especialista".

Outros sintomas podem estar relacionados à rouquidão persistente, manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca e bochecha, bem como lesões na cavidade oral ou nos lábios e dificuldade na fala.

Principais fatores
1) Infecções Virais: a geração de jovens e adultos com menos de 40 anos preza e valoriza muito a liberdade sexual. Trata-se de um grupo que nasceu após o "boom" do HIV e, apesar de bem informada e consciente dos riscos envolvendo doenças sexualmente transmissíveis, apresenta índices elevados de contágio pelo chamado papilomavírus humano – conhecido como HPV. "Além disso, a hepatite B e C também são fatores de risco para câncer de cabeça e pescoço, são infecções virais que podem ser transmitidas em relações sexuais não seguras. Vale lembrar sempre da importância do uso de preservativos para a preservação da saúde", finaliza o médico.

2) Tabagismo: segundo o oncologista, o câncer de cabeça e pescoço apresenta maior incidência entre os jovens e pouco mais de um terço é causado por maus hábitos. "O principal e o mais importante de ser combatido é o tabagismo", destaca Soares.

Antigamente, o hábito de fumar era visto com elegância e glamour, sendo incentivado até pelas propagandas que mostravam atores famosos tragando seus cigarros, o que estimulava esse costume entre as pessoas mais jovens. O uso frequente do cigarro também é responsável pelo aparecimento do tumor na cabeça e pescoço. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca eram tabagistas.

3) Álcool: houve um tempo em que o cigarro era liberado nos restaurantes e até em sala de aula. Hoje, isso não é mais permitido. Contudo, o uso do tabaco persiste e, na maioria das vezes, vem acompanhando de bebidas alcoólicas. Estimativas apontam que 75% dos casos de câncer de pulmão são decorrentes do uso do tabaco e os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver a doença. O álcool pode agir como um solvente e facilitar a penetração de carcinógenos nos tecidos-alvos.

Além disso, aumenta o índice de quebras no material genético e a peroxidação de lipídios e, consequentemente, a produção de radicais livres. Vários estudos epidemiológicos demonstram que o consumo combinado de álcool e fumo constitui o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Problemas auditivos podem alterar o paladar, alerta fonoaudióloga

Redação

O paladar e a audição são dois sentidos completamente interligados. Qualquer alteração no funcionamento de um influencia o funcionamento do outro, interferindo no sabor dos alimentos ingeridos. A fonoaudióloga Isabela Papera, da Telex Soluções Auditivas, explica que isso ocorre em razão de um nervo chamado "corda do tímpano", que conecta o ouvido médio com as papilas gustativas, responsáveis por identificar os sabores e enviar as informações ao cérebro. Quando acontece alguma perda auditiva, o paladar é automaticamente afetado.

“Gripes e infecções na garganta podem interferir na audição e também no paladar”, comenta a fonoaudióloga Isabela Papera

Quando uma pessoa tem dores de ouvido, por exemplo, é sinal de que o canal auditivo está inchado e pressionando a região da corda do tímpano. Muitas vezes, isso pode alterar momentaneamente o paladar das pessoas. "Gripes e infecções na garganta podem interferir na audição e também no paladar", explica Isabela.

Outro ponto apontado pela especialista na relação audição/paladar é o avançar da idade. Assim como a visão e o olfato, a audição e o paladar também são afetados com o envelhecimento por causa das várias situações de infecções, uso de medicamentos e outros agentes tóxicos que afetam o corpo humano ao longo da vida. Quanto mais cedo as causas forem diagnosticadas, mais eficaz será o tratamento do problema por um profissional qualificado.

A fonoaudióloga alerta, no entanto, que muitas vezes as causas de perda auditiva estão associadas à morte das células ciliadas dos ouvidos, responsáveis pela audição. Isso pode ocorrer por causa da exposição frequente a ambientes barulhentos ou também em razão do envelhecimento. Nesses casos, o uso de aparelhos auditivos é o mais recomendado para o resgate da audição e a interação com as pessoas em sociedade.

"Muitas pessoas já experimentam algum grau de perda auditiva a partir dos 40 anos, por causa do envelhecimento natural do corpo. O processo é diferente para cada um, mas aproximadamente uma em cada dez pessoas nessa faixa etária já percebe que não ouve bem. Depois dos 65 anos, a perda auditiva tende a ser mais severa. Por isso, ao surgir os primeiros sinais de dificuldades para ouvir, procure um médico otorrinolaringologista", conclui a fonoaudióloga.


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