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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Pneumologista lista algumas recomendações para combater as doenças respiratórias

Redação

Em 20 de junho começa o inverno. Além de preparar os tradicionais agasalhos, é preciso ter cuidados extras com a saúde, pois as doenças respiratórias costumam aumentar neste período. Para auxiliar neste processo, a pediatra e pneumologista Natália Barbosa Gomes, do Grupo Prontobaby, listou 15 dicas para prevenir doenças.

É Importante a rotina de aspiração da casa pelo menos uma a duas vezes por semana, para diminuir os ácaros e minimizar as crises alérgicas | Foto: reprodução

Para crianças e adultos, todo cuidado é pouco, desde fazer a manutenção da casa até o uso correto de materiais de limpeza, que também podem ser vilões do ambiente. Uma "orientação de ouro" é a vacinação.

"A aspiração e organização da casa são as principais aliadas na hora de se proteger. Limpar o ar condicionado, usar antimofo e manter a higiene deixam o ambiente livre de bactérias e fungos, que trazem alergias", explica a pediatra. Confira a seguir as demais recomendações.

1. Evitar aglomerações
Nesta época o clima fica mais propicio a transmissão de vírus e a proliferação de bactérias e fungos, sendo assim, evitar locais com aglomeração de pessoas diminui este risco.

2. Limpeza regular
É impossível eliminar toda presença de ácaros da poeira, porém é possível reduzir, quanto menor a população de ácaros, menor o risco de exacerbações.

3. Aspiração da casa
Importante a rotina de aspiração da casa pelo menos uma a duas vezes por semana, preferencialmente com aspiradores de filtro HEPA (alguns alérgenos por serem muito pequenos acabam passando pelos filtros normais). Caso não tenha aspirador use a vassoura ou rodo com pano molhado, nunca use a vassoura, pois a mesma levanta a poeira deixando os ácaros no ar.

4. Organização da casa
Evitar acúmulo de caixas, roupas e etc., pois podem se tornar locais de acúmulo de poeira.

5. Evite tapetes, carpetes ou cortinas
Esses são grandes vilões no acumulo de poeira, por mais limpo e higienizado que sejam o acumulo de partículas pode desencadear uma crise alérgica. Caso não seja possível a retirada destes objetos, é importante lavar regularmente e sempre deixar secar ao sol.

6. Casa livre de mofo
Manter sempre vigilância para possíveis infiltrações e focos de mofo, pois a presença de fungos é um forte gatilho para a alergia.

7. Arejar a casa
Manter a casa arejada diariamente, pelo menos uma vez ao dia, por 30 minutos, para permitir a circulação de ar com janelas abertas.

8. Lavagem frequente da roupa de cama
Faça a troca frequente da roupa de cama, pelo menos uma vez na semana. Fazer a lavagem das mesmas com água quente evita proliferação de germes e mata os ácaros já existentes. Se possível, fazer a secagem na máquina com altas temperaturas, se não, deixe secando exposta ao sol.

9. Utilizar capas em travesseiros e colchões
Existem hoje no mercado diversas capas protetoras, que são resistentes ao ácaro, evitando que os colchões e travesseiros acumulem esse germe. A capa deve ser lavada a cada dois meses.

10. Bichinhos de pelúcia
No quarto de crianças alérgicas os bichinhos de pelúcia devem ser evitados, por ser um grande acumulador de poeira. Para aqueles que têm deve-se ser feita a lavagem frequente com água quente e exposição ao sol regular.

11. Uso correto de materiais de limpeza
Evitar sempre produtos com forte odor.

12. Limpeza do ar condicionado
Atente-se a limpeza regular tanto do filtro quanto de seus dutos, o acumulo de poeira nesses locais pode levar a disseminação de ácaros no ar, quando o aparelho estiver ligado.

13. Animais de estimação
Manter sempre o animal limpo (banhos semanais) e evitar que este frequente o quarto do alérgico, e se possível, evitar que o animal fique no sofá.

14. Limpeza regular do sofá
Manter o sofá limpo e higienizado evita o acúmulo de ácaros.

15. Vacinação
Por ser um período propício à transmissão de vírus a vacinação torna-se essencial, para proteção de pacientes alérgicos.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Especialista explica a diferença entre rinite, sinusite e rinossinusite

Redação

Com a chegada do outono e, em breve, o inverno, ocorre a baixa umidade do ar, somada a maior concentração de poluentes e mudanças bruscas no clima, o que favorece a proliferação de doenças respiratórias. Com isso, tanto crianças como adultos estão vulneráveis a contrair alguma das ‘’ites’’, rinite, sinusite e rinossinusite, neste período, conforme comenta a otorrinolaringologista do Hospital Paulista, Cristiane Adami.

Usar soro fisiológico nasal para limpar diariamente o nariz e beber muita água também favorecem o combate desses problemas | Foto: reprodução

“Nos meses mais frios do ano temos um aumento dos casos de rinite e sinusite devido ao clima frio e seco, que atuam como fatores irritativos da mucosa nasal. O tempo seco desidrata a mucosa, desencadeando um processo inflamatório, que pode virar uma rinossinusite. Além disso, o agravamento e concentração da poluição nos grandes centros impacta diretamente na piora do quadro”, explica Cristiane.

Embora as doenças sejam parecidas, é importante ficar atento aos sintomas para buscar o tratamento mais adequado.

O que é rinite?
A rinite é uma inflamação e/ou disfunção da mucosa de revestimento nasal, e é caracterizada por alguns dos seguintes sintomas: obstrução nasal, rinorreia (presença de secreção e corrimento nasal), espirros, prurido nasal e hiposmia (diminuição do olfato).

A rinite alérgica é a forma mais comum da doença, induzida por inalação de alérgeno, substância que provoca uma reação alérgica em certos indivíduos, tais como a poluição.  “Nestes casos, recomenda-se deixar os cômodos da casa e a roupa de cama bem limpos para evitar acúmulo de poeira, e deixar entrar sol o máximo possível, além de realizar o tratamento adequado”, afirma Cristiane.

Há outros tipos da doença, como por exemplo, as rinites infecciosas, causadas por vírus e, menos frequentemente, por bactérias. “Neste caso, é importante lavar bem as mãos, principalmente quando em lugares muito fechados e cheios de pessoas. O uso do álcool gel pode ajudar”, orienta a médica.

O que é sinusite?
Segundo Cristiane, a sinusite pode ser aguda ou crônica. “A sinusite aguda geralmente decorre de um processo inflamatório iniciado no nariz, e pode durar até 12 semanas, com desaparecimento completo após o tratamento. Ao ultrapassar este período, já é considerada sinusite crônica”, conta.

A especialista acrescenta que a sinusite crônica pode apresentar um subtipo chamado de Polipose Nasossinusal. “Neste caso, a mucosa nasal e dos seios da face têm predisposição para a formação de pólipos. Esses obstruem os óstios de drenagem dos seios nasais, favorecendo o acúmulo de secreções e infecção bacteriana”, detalha a otorrinolaringologista.

“A rinite e a sinusite apresentam sintomas semelhantes, porém a sinusite geralmente é uma complicação de uma crise de rinite infecciosa ou alérgica, que teve um prolongado tempo de duração, ocasionando secreção espessa e purulenta, dores no rosto, muita tosse e dores de cabeça”, afirma Cristiane.

O que é rinossinusite?
Rinossinusite é todo processo inflamatório da mucosa da cavidade nasal e dos seios paranasais. Essa resposta inflamatória representa uma reação a um agente físico, químico ou biológico (bacteriano, fúngico ou viral), ou também pode ser decorrente de mecanismos alérgicos.
“O termo rinossinusite é atualmente usado com consenso entre os especialistas, já que rinite e sinusite são frequentemente doenças em continuidade. Assim, podemos ter um episódio de rinite isolado ou que pode estender-se para os seios da face, caracterizando uma rinossinusite”, diz a especialista.

O que fazer?
Ao perceber alguns dos sintomas, o primeiro passo é procurar um médico otorrinolaringologista, alergista ou imunologista. Em casos mais graves, é recomendado buscar atendimento em um pronto-socorro o mais rápido possível.

É importante também evitar lugares fechados com muitas pessoas, mofo, poeira e cheiros fortes de produtos com química. Para evitar as doenças, é necessário sempre manter a higiene das mãos e evitar o contato delas com os olhos, nariz e boca. Usar soro fisiológico nasal para limpar diariamente o nariz e beber muita água também favorecem o combate desses problemas.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Médica orienta como prevenir alergias respiratórias

Redação

No período de outono e inverno, a baixa umidade do ar favorece o aumento de alergias respiratórias, principalmente em crianças, idosos e portadores de doenças crônicas. Assim, o Dia Nacional de Prevenção da Alergia, em 7 de maio, tem como objetivo conscientizar a população sobre os riscos de contrair doenças neste período. Neste ano, a data também coincide com a primeira terça-feira do mês do maio, na qual é celebrada o Dia Mundial de Combate a Asma. Com isso, a otorrinolaringologista Milena Costa orienta como prevenir a rinite e asma.

É essencial evitar o acúmulo de poeira em casa, para evitar crises alérgicas | Foto: reprodução 

A asma é uma doença comum das vias aéreas causada pela inflamação dos brônquios e provoca sintomas como falta de ar, dificuldade para respirar, sensação de aperto do peito, chiado e tosse.

Já a rinite alérgica é uma inflamação do nariz causada por alergias respiratórias que podem variar a causa, entre os sintomas estão espirros persistentes, obstrução nasal, coriza e coceira no nariz, que também podem ser acompanhados de coceiras nos olhos, garganta e ouvidos. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), cerca de 30% da população sofre com algum tipo de alergia, sendo a rinite uma das mais comuns.

Quando a temperatura está baixa, as pessoas se fecham mais em suas casas, criando ambientes propícios para o desenvolvimento de agentes precursores da doença, como ácaros e fungos. Milena explica que a asma e a rinite são doenças concomitantes e ainda que seus sintomas sejam diferentes, as duas possuem gatilhos em comum.

Vale lembrar que o tratamento adequado de ambas as doenças somente é determinado após diagnóstico do médico e, mesmo sendo crônicas, as duas podem ser controladas por meio de medicamentos e hábitos de prevenção, como:

• Realizar lavagem nasal com soro fisiológico ao menos uma vez por dia;
• Manter a casa bem arejada;
• Evitar o acúmulo de poeira;
• Limpar o ambiente com pano úmido;
• Evitar dormir com animais domésticos;
• Trocar a roupa de cama duas vezes por semana e fazer revestimentos para os cobertores com capas laváveis;

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Alérgicos sentem a produtividade afetada no período de crise, aponta estudo

Redação

A Johnson & Johnson encomendou duas pesquisas com pessoas alérgicas, incluindo uma fase presencial, executada pela Perception, e fase online, executada via Google Survey, para entender mais a fundo o consumidor brasileiro que apresenta alergia respiratória. Mais da metade dos participantes relataram apresentar o problema mais de uma vez por mês. A maior incidência está entre jovens adultos de 25 a 34 anos: 36% relatam pelo menos uma crise ao mês. Além disso, 55% dos entrevistados relataram ter sua produtividade afetada no período de crise.

Mais da metade dos alérgicos possuem ao menos uma crise por mês | Foto: reprodução

Na fase online, 2.078 homens e mulheres responderam ao questionário, com idade entre 18 até 54 anos, em duas amostras – contemplando exclusivamente pessoas que possuem histórico alérgico e consomem medicamentos com frequência dessa categoria. No estudo, o cansaço foi mencionado como uma emoção frequente durante esse período por 75% dos participantes, e está diretamente relacionado aos processos alérgicos, podendo ser o principal causador da baixa produtividade citada anteriormente.

A diretora de Assuntos Médicos da Johnson & Johnson Consumo do Brasil, Leila Carvalho, comenta as pesquisas. “Os dados mostraram o impacto emocional e as frustrações que as alergias respiratórias podem causar nos períodos de crises, apresentando-se como um grande incômodo para as pessoas, além de atrapalhar a rotina e a qualidade de vida de quem apresenta essa condição” afirma.

Confira outras conclusões levantadas pela pesquisa:

Frequência
Mais da metade dos alérgicos possuem ao menos uma crise por mês. Respondentes relataram crises de alergias respiratórias:
54% Uma ou mais vezes por mês;
22% Duas a três vezes por ano;
16% A cada dois ou três meses;
8% A cada quatro ou cinco meses.

Diagnóstico
Os consumidores buscam comprovações de seus sintomas. Participantes da pesquisa relataram que as alergias respiratórias foram:
64% identificada/diagnosticada por um médico;
18% identificada/diagnosticada pelo próprio indivíduo;
11% identificada/diagnosticada por familiares e amigos;
7% identificada/diagnosticada por um farmacêutico.

Gênero
Mulheres têm uma tendência menor de se autodiagnosticarem em relação aos homens.
66% das mulheres identificaram/diagnosticaram alergia respiratória com um médico;
34% dos homens identificaram/diagnosticaram alergia respiratória com um médico.

Sintomas
Irritação ou coceira no nariz e espirros são os sintomas mais frequentes entre os respondentes.
71% irritação ou coceira no nariz;
65% espirros frequentes;
60% congestão nasal;
51% dificuldade para respirar;
50% irritação e coceira na garganta;
47% coriza.

Gatilhos
Os principais gatilhos das alergias respiratórias para os entrevistados são:
74% pó/ácaros;
66% mofo;
65% mudança de tempo/clima;
56% mexer em armários/móveis;
44% cortinas, carpetes, tapetes e cobertores.

Sentimentos
Os respondentes sentem sua produtividade prejudicada (55%) e tomam anti-histamínicos de forma preventiva quando sabem que vão a lugares que podem causar alergia (36%). Ainda relataram:
36% são conhecidos pelas frequentes crises alérgicas;
36% sentem medo ou aflição de ficar sem ar;
32% deixam de ir a lugares que gostariam de ir, como casa de amigos e familiares.

Emoções durante a crise
Alergia e cansaço estão diretamente relacionados, podendo ser o principal causador da baixa produtividade citada anteriormente. Os participantes relataram se sentir, durante as crises:
75% cansados;
40% frustrados;
26% tristes e com vergonha;
22% medo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Pediatra fala sobre o consumo de leite de vaca e alergia

Da Redação

Notícia publicada no portal do Ministério da Saúde, em 7 de janeiro, informa que soluções a base de soja, de proteínas hidrolisadas e de aminoácidos serão subsidiadas pelo governo federal e distribuídas pelo SUS, para crianças até dois anos de idade com diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Essa proposta deve entrar em vigor em até 180 dias, ainda em 2019. O pediatra e homeopata Moises Chencinski comenta este fato e orienta como prevenir esta situação.

Pediatra ressalta a importância da amamentação até os dois anos de idade, para prevenir a alergia à proteína do leite de vaca | Foto: Freepik 
"A melhor forma de prevenção de APLV  é o aleitamento materno exclusivo desde a sala de parto, em livre-demanda, estendido até dois anos ou mais. O melhor 'tratamento' para lactentes com APLV é o aleitamento materno exclusivo (quando possível) associado à retirada de toda proteína do leite de vaca da alimentação da lactante (mãe), mantendo-se, assim, a amamentação com totais vantagens para o bebê", afirma Chencinski.

O médico comenta ainda que, antigamente, esta situação não era comum. E avalia as possíveis causas para tanta alergia ao leite da vaca:

1º As vacas podem ter mudado. Sua alimentação mudou. As vacinas, o acompanhamento, seu local de confinamento hoje são diferentes;

2º - O leite das vacas pode ter mudado. Se imaginarmos os pastos de hoje, com agrotóxicos, com fertilizantes e a composição das rações, podemos visualizar essa diferença;

3º - Nós podemos ter mudado. A cada década temos novas doenças aparecendo, novos remédios, alimentos novos, mais estímulos que nos diferenciam radicalmente da geração de nossos pais e de nossos avós.

Podemos ficar sem leite?
Segundo o pediatra, não dá para adequar as necessidades de cálcio (presente o leite) apenas na alimentação, sem o leite. Nesse caso, seria necessário recorrer às farmácias para suplementação medicamentosa.

O leite de vaca tem em 100 ml – 125 mg de cálcio / 66 calorias / 3,9 mg de gordura. Vegetais não têm e não oferecem a composição e os nutrientes obtidos de um leite de mamífero. Mesmo que a quantidade de cálcio contida nos "leites" de gergelim (875 mg em 100 gramas) e amêndoa (237 mg / 100 g) pudessem ajudar nessa oferta, a quantidade de gordura contida neles é imensa (gergelim- 50,4 g /100 g; amêndoas – 47,3 g /100 g) e as calorias também  (gergelim – 584 cal / 100 g; amêndoas - 581 cal / 100 g). Contas feitas sem contar a fração real de absorção (biodisponibilidade).

Assim, Chencinski recomenda que, em crianças com APLV, se tiver que ser feita a mudança da fonte de oferta de cálcio mais ampla, é fundamental:

1. Manter, sempre que possível, o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês  e complementado até dois anos ou mais, com restrição de leite e derivados da alimentação da lactante;

2. Não se "substitui" o leite de vaca por bebidas à base de vegetal;

3. Procurar o pediatra para uma orientação adequada;

4. Procurar a orientação de um nutricionista experiente na área para minimizar as deficiências provocadas pela mudança alimentar e para a adequação de nutrientes e micronutrientes da dieta da criança;

5. Não substituir leite de vaca por outros leites animais (cabra, égua, por exemplo), pois sua composição é semelhante aos da vaca;

6. "Leite" (bebida vegetal à base) de soja pode ser iniciado apenas após o sexto mês de vida (existe a isoflavona em sua composição que é uma substância que tem ação semelhante ao estrógeno – hormônio sexual feminino).

"Tanto meninos como meninas podem consumir "leite de soja", após o sexto mês, sob orientação e acompanhamento pediátricos adequados, e não há aumento de risco de aparecimento de mamas em homens ou câncer em mulheres (os medos mais comuns). Todo exagero é ruim e prejudicial. Por isso, é importante o cuidado. E o ‘leite’ de soja pode ser uma boa opção para crianças com APLV ou IL (Intolerância à lactose) acima dos seis meses", finaliza o médico.


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Hábito de coçar os olhos pode aumentar o grau de astigmatismo

Da Redação

Coçar os olhos é uma prática bastante comum no dia a dia de qualquer indivíduo, mas o que poucos sabem é que este hábito, que parece ser inofensivo, pode agravar o grau de astigmatismo e até desenvolver o ceratocone, doença na qual o formato e espessura da córnea são afetados, de acordo com o oftalmologista e professor da Universidade de São Paulo (USP), Rony Preti, fundador do Preti Eye Institute.

A coceira nos olhos pode ocorrer por diversos fatores como condições climáticas (tempo seco), poluição e cansaço, além de quadros alérgicos | Foto: iStock 
"O astigmatismo é um dos vícios de refração, que se caracteriza como uma imperfeição na curvatura do olho, por este motivo, pacientes com esse quadro apresentam visão borrada ou distorcida. Quando coçamos os olhos com muita frequência, a córnea pode ser afetada, sofrendo alterações e desenvolvendo ou agravando o grau de astigmatismo. Situações como esta são bastante comuns em crianças e adolescentes, que, na maioria das vezes, já apresentam um quadro de alergia, o que os leva a coçar os olhos, por isso, é importante que pais ou responsáveis fiquem sempre atentos", ressalta Preti.

Além do risco de desenvolver doenças oculares, esfregar os olhos favorece o contato entre micro-organismos presentes nas mãos e nos olhos, podendo causar infecções e irritações oculares, como, por exemplo, a conjuntivite bacteriana. A coceira nos olhos pode ocorrer por diversos fatores como condições climáticas (tempo seco), poluição e cansaço, além de quadros alérgicos.

De acordo com o especialista, esfregar os olhos regularmente pode provocar o descolamento de retina. "O descolamento acontece quando o humor vítreo, substância gelatinosa e viscosa que preenche a porção entre o cristalino e a retina, escapa do seu local de origem, causando a rasgadura da retina, acumulando a substância entre a retina e o fundo do olho. Nesta situação, parte da retina acaba não tendo contato com a camada de vasos sanguíneos, localizada no fundo do olho, o que faz com que deixe de receber a quantidade de sangue e oxigênio necessários, causando, assim, a morte dos tecidos e até cegueira", diz.

Existem algumas medidas preventivas para que a vontade de coçar os olhos não prejudique a saúde ocular: fazer compressas com água ou chá de calêndula ou camomila gelados, higienizar os olhos com soro fisiológico, utilizar colírios antialérgicos ou lubrificantes, conforme orientação méica, descansar a vista, desviando algumas vezes o olhar ao utilizar aparelhos eletrônicos, e piscar os olhos com frequência, para evitar que o olho fique seco.



terça-feira, 30 de outubro de 2018

Picada de inseto pode ser fatal em pessoa alérgica

Da Redação

As picadas de insetos estão entre as alergias mais comuns e também entre as que causam reações mais graves, como a anafilaxia. Recentemente, uma estudante de medicina da Bahia morreu após ser picada por uma formiga. Os venenos de vespas, abelhas e formigas são os mais perigosos e podem provocar reações muito graves e rápidas com uma única ferroada. Podem levar a pessoa à morte pelo edema de glote (asfixia) ou pelo choque (queda da pressão a zero).

Abelhas, vespas e formigas injetam veneno, que pode causar anafilaxia | Foto: Freepik
"O tratamento dessas alergias é difícil, mas muito eficaz, com uma taxa de sucesso próxima de 98%", explica Dr. Fábio Morato F. Castro, médico alergista e imunologista, diretor da Clínica Croce, pioneira nesse tipo de tratamento no Brasil.

Existem dois grupos de insetos que provocam alergias: os hematófagos injetam saliva (pernilongos, pulgas e borrachudos) e os himenópteros veneno (abelhas, vespas e formigas). O primeiro é importante pela frequência, ocorre mais em crianças e, geralmente, causa reações leves. No segundo grupo, as reações são menos frequentes, mas causam a anafilaxia.

"Entre os sintomas mais comuns no primeiro grupo estão o aparecimento de pequenas pápulas ou vesículas nos locais das picadas com prurido intenso. Já no grupo dos himenópteros as reações podem surgir em forma de urticária, edema de glote, hipotensão, choque e morte", explica Castro.

Tratamentos 
 Nos casos em que o paciente é picado por pernilongos, pulgas e borrachudos, o tratamento deve ser feito apenas no local. "Já as picadas de abelhas, vespas e formigas requerem um tratamento emergencial com adrenalina, antialérgicos e cortisona. A imunoterapia, tratamento feito por meio de vacinas, apresentam resultados excelentes", explica o médico.



terça-feira, 23 de outubro de 2018

Médico fala sobre as alergias comuns na infância

Da Redação

Alergia alimentar, rinite, asma e urticária estão entre as alergias mais comuns entre as crianças, de acordo com o especialista e diretor da Clínica Croce, Fábio Morato Castro. Para minimizar os problemas, é preciso seguir um protocolo de tratamento. Abaixo ele detalha cada doença e comenta como preveni-las.

A criança com alergia respiratória pode ter nariz entupido e/ou coriza, espirros, coceira no nariz e nos olhos, entre outros sintomas | Foto: Freepik
"A primeira exposição a um alérgeno estimula o sistema imune para reconhecer a substância. Qualquer exposição posterior, geralmente ocasionará sintomas. Quando um alérgeno entra no organismo de uma pessoa que tem o sistema imune sensibilizado, certas células liberam histamina e outros químicos, que produz coceira, edemas, produção de muco, espasmos musculares, urticária, erupção cutânea e outros sintomas", explica Castro.

Alergias Respiratórias - Neste caso, os principais agentes desencadeantes são os ácaros, pelos de animais e as mudanças bruscas de temperatura. A criança com alergia respiratória pode ter nariz entupido e/ou coriza, espirros, coceira no nariz e nos olhos e/ou olhos vermelhos, lacrimejantes.

Asma e rinite alérgica: a asma, que acomete cerca de 10% da população brasileira, é ainda mais prevalente na infância, quando chega a afetar 20% das crianças e adolescentes.

Por ano, são 2 mil mortes de adultos e crianças, e a falta de informação é um dos fatores que mais contribuem para os óbitos por asma, doença respiratória que está entre as mais prevalentes do mundo.

A rinite alérgica, doença que no Brasil atinge, aproximadamente, 25% das crianças e 30% dos adolescentes, é uma inflamação crônica da membrana mucosa que reveste as vias nasais, causada por uma reação alérgica. Os sintomas comuns são: nariz entupido, coriza, espirros frequentes e uma tendência a respirar pela boca. Em geral, os olhos da criança ficam vermelhos e lacrimejantes, além de ocorrer inchaço no rosto. "Os bebês com rinite crônica são, muitas vezes, alérgicos a alimentos, e, na maioria das vezes, ao leite de vaca", enfatiza Castro.

Tratamento 
O médico explica que o tratamento das alergias respiratórias deve seguir o seguinte tripé de controle:

1. Ambiental: É preciso eliminar aquilo que causa a alergia.
2. Medicamentoso: sintomático e anti-inflamatório.
3. Imunoterapia específica: Recurso bastante indicado para diminuir a sensibilidade ao alérgeno.




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