quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Alunos do Colégio Stocco escrevem cartas aos sobreviventes de Brumadinho

Por Vivian Silva

O rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro, resultou em uma das maiores tragédias ambientais do mundo, nas últimas décadas, causada por rejeitos de mineração, além de causar diversas mortes (169 confirmadas – até o momento). Com a comoção nacional que este crime causou, os alunos do Colégio Stocco, em Santo André, escreveram na última semana cartas aos sobreviventes de Brumadinho, com o objetivo de transmitir mensagens de esperança e otimismo.

Alunos escreveram cerca de 350 cartas | Foto: divulgação 
As cartas serão enviadas esta semana pela equipe do Jornal Joca, pois o colégio aderiu à campanha do jornal, que solicitava que as pessoas enviassem mensagens de solidariedade aos sobreviventes e trabalhadores de Brumadinho. Porém, na campanha original as mensagens poderiam ser por e-mail ou WhatsApp, mas o colégio optou pelas cartas.

A coordenadora pedagógica do Stocco, Simone Zambeli, conta que esta tragédia também foi trabalhada em sala de aula de maneira interdisciplinar. “Esse ano, no colégio a gente vai trabalhar o tema ‘Cidadão Global’, então, (a tragédia) veio ao encontro de tudo”. Com isso, questões como compaixão e responsabilidade social também puderam ser abordadas com os alunos.

Sobre as cerca de 350 cartas escritas, Simone ressalta: “Foi bastante interessante, porque a gente fez desde a educação infantil, então, lá o pequenininho do 1º ano desenhou, o envelope foi todo colorido, nós conseguimos assim transmitir um sentimento, uma forma de ajudar, pela palavra ou mesmo pelo desenho”.

O Colégio Stocco recebe alunos desde a educação infantil até o ensino fundamental (9º ano). Todos participaram da ação.

Histórias em quadrinhos retratam o movimento feminista

Da Redação

As feministas desafiaram padrões, lutaram por direitos e revolucionaram a sociedade. Uma breve história do feminismo no contexto euro-americano, lançamento em quadrinhos da Editora Blucher, traça a evolução do feminismo na Europa e na América do Norte, desde a Antiguidade até os tempos atuais.

Obra é assinada pela pela ilustradora Patu e pela jornalista e cientista política Antje Schrupp | Foto: divulgação  
Assinado pela ilustradora Patu e pela jornalista e cientista política Antje Schrupp, a obra discute, por meio de quadrinhos e explicações afiadas, temas relevantes para a luta das mulheres, como direito ao voto, autonomia sobre o corpo e independência intelectual. Também destaca personalidades importantes para o movimento, como Simone de Beauvoir, Angela Davis, Olympe de Gouges e Audre Lorde.

Para as autoras, "quem quer entender as ideias feministas precisa sempre enxergá-las em seu contexto e não deve jamais exigir uma definição inequívoca. O feminismo existiu e existe em todo lugar do mundo, ele apenas parece diferente dependendo das circunstâncias".

O livro parte dos primórdios da tradição judaico-cristã, com os questionamentos de Maria Madalena; passa pela Idade Média, pela Idade Moderna, pelo Iluminismo, pelos movimentos organizados das mulheres a partir do século XIX, pela "segunda onda"; e chega ao feminismo queer e à "terceira onda feminista".

Nutricionista alerta para a importância do café da manhã

Da Redação

Realizar todas as refeições ao longo do dia é importante, mas o café da manhã é fundamental para iniciar as atividades do dia. A nutricionista Marcela Tardioli, consultora da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI) explica que entre o intervalo da última refeição e a primeira do dia seguinte, há um longo período em jejum (possivelmente de 8 a 12 horas), por isso, a refeição é tão importante, para a saúde.

De acordo com a nutricionista Marcela Tardioli é essencial reabastecer o corpo ao acordar e repor energia para iniciar um dia produtivo | Foto: reprodução
"Durante o sono, nosso organismo continua gastando energia para manter suas funções básicas como respiração, funcionamento do coração e circulação. Sendo assim, é essencial reabastecer o corpo ao acordar e repor energia para iniciar um dia ativo e produtivo", afirma a especialista.

De acordo a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), pessoas que não possuem o hábito de realizar essa refeição tendem a ingerir quantidades insuficientes de vitaminas, ácido fólico, cálcio, ferro e outros nutrientes essenciais para o corpo. Por isso, na hora de escolher o que comer no café da manhã, o ideal é ingerir um pouco de cada grupo alimentar, que são carboidratos, proteínas e gorduras com o objetivo de uma refeição equilibrada. "Uma fatia de pão de forma integral e uma fruta ou iogurte com algum cereal contêm fibras que ajudam a regular o intestino", explica Marcela.
Para quem optar por pular o café da manhã, a nutricionista alerta que essa ação obriga o organismo a utilizar fontes internas de energia e pode prejudicar a função cerebral cognitiva (interfere nas habilidades e na memória).

 "A pessoa poderá ter alguns sintomas como tonturas, dor de cabeça, além de ter mais fome e querer comer em outros horários, deixando o indivíduo mais propenso a ganhar peso. Lembrando que esses sintomas variam de acordo com a capacidade de cada indivíduo durante o período de jejum prolongado", destaca Marcela.

Esteticista fala sobre mitos e verdades da criolipólise

Da Redação

Quem deseja “enxugar” as gorduras indesejadas, além de investir em uma alimentação equilibrada e uma rotina de exercícios físicos, pode apostar no procedimento de criolipólise, de acordo com a esteticista e fundadora da EmagreSee, Christiane Perin. Para que não haja dúvidas sobre o método, ela esclarece a seguir alguns mitos e verdades.

A criolipólise é um tratamento que elimina a gordura localizada, por meio de baixas temperaturas |  Foto: divulgação 
1) Criolipólise emagrece?
Mito. "A criolipólise comum elimina a gordura localizada enxugando apenas medidas", conta Christiane. A criolipólise é um tratamento que elimina a gordura localizada, por meio de baixas temperaturas.

Na EmagreSee existe a Criolipólise Método 360°. "Na criolipólise comum, a paciente consegue eliminar, no máximo, 30% de gordura da área tratada. No método 360°, além de dobrar essa porcentagem, é possível sentir diferença na balança, já que o tratamento visa a associação da criolipólise com outros equipamentos", afirma.

2) A criolipólise pode ser feita em todas as partes do corpo?
Mito. A Criolipólise pode ser realizada nas principais partes do corpo em que se concentram as gordurinhas indesejadas, como flancos, abdômen, parte interna das coxas, joelhos, braços, costas e a papada. "Apesar de o procedimento poder ser aplicado em várias regiões, cabe destacar que não é indicado se há pouca gordura localizada", alerta Christiane.

3) É possível obter resultados rápidos?
Verdade. Na criolipólise comum é possível obter resultados em até 30 dias, além de uma redução de até 5 cm de circunferência abdominal. "No método 360° esse processo é ainda mais acelerado. Após 3 dias do congelamento da gordura já é possível notar diferença no corpo", afirma Christiane. Além disso, na Criolipólise 360° a circunferência abdominal cai em até 10 centímetros.

4) Grávidas não podem realizar o tratamento de criolipólise?
Verdade. Assim como diversos outros procedimentos, por questões de segurança as gestantes não podem fazer a Criolipólise. Mas segunda a fundadora da EmagreSee, após seis meses do parto elas já podem recorrer ao procedimento tranquilamente. Já em relação a amamentação, ao contrário do que muitos pensam, o tratamento não é contraindicado.

5) O tratamento dói ou causa queimaduras?
Mito. "Por não se tratar de um tratamento invasivo, a dor é quase nula. O que pode acontecer é um pequeno desconforto na hora que a máquina do congelamento suga a pele, mas é algo que passa rápido", aponta Christiane. De acordo com a profissional, o que pode ocorrer em alguns casos é uma vermelhidão na pele, mas é algo passageiro e que o paciente não precisa se preocupar.

Em relação as queimaduras, não há o que se preocupar. Para se evitar o congelamento da pele, uma manta embebida em material anticongelante é posicionada sobre a área a ser tratada. "Há um risco mínimo de a pele sair queimada, após o congelamento. Desde que os equipamentos sejam de alta qualidade e estejam dentro da garantia, não há com o que se preocupar", ressalta.

6) Apenas uma sessão de criolipólise resolve?
Mito. Normalmente para obter um resultado satisfatório em apenas uma sessão, a paciente precisa ser bem magrinha e ter apenas uma gordurinha localizada. Mas na maioria dos casos é necessário um número maior de sessões, pelo menos cinco sessões, geralmente.

7) É necessário repouso após o procedimento?
Mito. "Vida normal após o congelamento da gordura", destaca Christiane. Segundo a profissional, não há nenhuma atividade que não possa ser realizada após o procedimento. Muito pelo contrário, praticar exercícios físicos, por exemplo, ajuda aumentar o metabolismo e a queimar calorias mais rápido.

8) É preciso esperar um tempo para congelar uma mesma área do corpo?
Verdade. São necessários no mínimo 30 dias para congelar uma mesma área do corpo. "Esse tempo é necessário para que o organismo passe pelo processo inflamatório e se recupere". Mas caso a segunda sessão for realizada em outra parte do corpo, esse tempo de espera não é necessário.

9) Apenas um médico pode realizar o congelamento da gordura corporal?
Mito. De acordo com Christiane, dermatologistas, esteticistas, fisioterapeutas e biomédicos pode realizar o treinamento. "O que o paciente pode – e deve – exigir o diploma de formação do profissional. É uma forma de garantir que o profissional realmente está capacitado para aplicar o congelamento", conta.

Outra dica da profissional para não cair em cilada é observar a tabela de preços do local onde o tratamento será realizado. "Desconfie de valores muito abaixo do mercado". Também é preciso ficar atento nas certificações das máquinas de congelamento. "Mantas fora da validade ou de procedências não confiáveis podem causar graves queimaduras na pele", aconselha Perin.

10) É permitido fazer diversas sessões de criolipólise em uma única região?
Verdade. Desde que se respeite o intervalo de pelo menos 30 dias, após a primeira sessão, não há restrições de quantidade. "Porém é importante o paciente ter ciência que o tratamento tem a finalidade de reduzir medidas. Muitas pessoas optam por fazer várias vezes, pois desejam ver redução na balança. Mas apenas a criolipólise, de modo isolado, não ajudar a eliminar os quilos que julgamos excedentes", finaliza. Christiane.

Apae de São Paulo: dez sinais de alerta para se detectar o autismo

*Por André Luiz de Sousa, Cindy Mourão, Regina Viana Nojoza e Luciana Mello Di Benedetto

É provável que a maioria das pessoas nunca tenha ouvido falar tanto no Transtorno do Espectro Autista (TEA) quanto atualmente, mas ainda há dúvidas sobre o que realmente é, seus sintomas e as implicações para o indivíduo. O TEA é conhecido também de diferentes maneiras, como Transtorno Autístico (Autismo), Transtorno/Síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno Global ou Invasivo do Desenvolvimento sem outra especificação e é considerado um dos Transtornos do Neurodesenvolvimento.

Apae tem avaliação para diagnosticar casos de TEA | Foto: reprodução 
Entre as organizações que oferecem avaliação diagnóstica para identificar casos de TEA está a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Paulo, referência no tratamento de deficiência intelectual. Por meio do Ambulatório de Diagnóstico, profissionais investigam sinais característicos desta condição em crianças, jovens e adultos. Os atendimentos podem ser realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por planos de saúde e consultas particulares.

No diagnóstico é detectado se o paciente possui características que envolvam prejuízos na interação social, na linguagem/comunicação, e se há padrões repetitivos de comportamento. A orientação é para que os pais, professores e/ou responsáveis procurem auxílio médico quando há os seguintes sinais:

1. Pouco contato visual: a criança não olha quando é chamada pelo nome ou não sustenta o olhar.

2. Não interagir com outras pessoas: não interage com outras pessoas, por meio de sorrisos, por exemplo.

3. Bebês que não fazem jogo de imitação: os bebês começam a imitar atitudes e comportamentos por volta dos seis a oito meses de vida, portanto, deve-se ficar atento quanto à ausência desse comportamento.

4. Não atender quando chamado pelo nome: a criança pode parecer desatenta, pois não atende quando é chamada pelo nome.

5. Dificuldade em atenção compartilhada: não demonstra interesse em brincadeiras coletivas e parece não entender a brincadeira.

6. Atraso na fala: criança acima de dois anos que não fala palavras ou frases.

7. Não usar a comunicação não-verbal: não usa as mãos para indicar algo que quer.

8. Comportamentos sensoriais incomuns: se incomoda com barulhos altos, por vezes colocando as mãos nos ouvidos diante de tais estímulos; não gosta do toque de outras pessoas, irritando-se com abraços e carinho.

9. Não brinca de faz de conta: não cria suas próprias histórias e não participa das brincadeiras dos colegas. Também não utiliza brinquedos para simbolizar personagens. Suas brincadeiras costumam ser solitárias e com partes de brinquedos, como a roda de um carrinho ou algum botão.

10. Movimentos estereotipados: apresenta movimentos incomuns, como chacoalhar as mãos, balançar-se para frente e para trás, correr de um lado para outro, pular ou girar sem motivos aparentes. Os movimentos podem se intensificar em momentos de felicidade, tristeza ou ansiedade.
Não há medicação para o TEA, mas há casos em que são necessárias medicações para controlar quadros associados ao autismo, como insônia, hiperatividade, impulsividade, irritabilidade, atitudes agressivas, falta de atenção, ansiedade, depressão, sintomas obsessivos, raiva e comportamentos repetitivos. Em alguns casos, o indivíduo desenvolve problemas psiquiátricos.

O tratamento do autismo baseia-se em estratégias como:
Treinamento dos pais: é a família que mais interage e estimula o comportamento das crianças, portanto, um tratamento eficaz depende do auxílio dos familiares e amigos.

Análise Aplicada do Comportamento (ABA): a Metodologia de Análise Aplicada do Comportamento (ABA – Applied Behavior Analysis) é um conjunto de procedimentos aplicados com o intuito de melhorar o comportamento socialmente adaptável e a aquisição de novas habilidades por meio de práticas intensas.

Tratamento e Educação para Crianças Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação (TEACCH): é um programa desenvolvido para educadores. Desenvolvido na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, e iniciado em 1972 por Eric Schopler, tem sido amplamente incorporado nos contextos educativos e contribuído para uma base concreta de intervenções do autismo. É também chamado de estrutura de ensino, pois de baseia na evidência e observação de que indivíduos com autismo compartilham um padrão de comportamento semelhante na maioria dos casos.

Psicoterapia em abordagem cognitivo-comportamental (TCC): a abordagem psicológica demonstra ter eficácia nos quadros de ansiedade, autoajuda e habilidades de vida diária.

Para a Apae de São Paulo, o diagnóstico precoce é fundamental para que o indivíduo possa receber o tratamento adequado e desenvolver uma vida produtiva e inclusiva, com chances de estudar e trabalhar. A Organização atua há 57 anos para promover assistência e desenvolver o potencial de seus pacientes, a fim de capacitá-los e incluí-los na sociedade.

*André Luiz de Sousa, Cindy Mourão, Regina Viana Nojoza e Luciana Mello Di Benedetto são  psicólogos/neuropsicólogos do Ambulatório de Diagnóstico da Apae de São Paulo

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Animais são motivos de atritos entre moradores de condomínios

Da Redação


São mais de 130 milhões de animais de estimação nos lares brasileiros, de acordo com dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, a convivência com eles nem sempre é tão fácil para alguns vizinhos, principalmente para quem mora em condomínios, de acordo com Roger Silva, diretor da Auxiliadora Predial, empresa de gestão condominial e negócios imobiliários.

Excesso de barulho envolvendo animais é uma das reclamações recorrentes em condomínios | Foto; Freepik
“Eles são a causa das reclamações mais comuns entre condôminos, geralmente por excesso de barulho e de sujeira ou por comportamento inadequado, que possam oferecer riscos aos demais moradores”, comenta Silva.

Na Constituição há jurisprudência que garante ao morador o direito de ter animal de estimação em casa. No entanto, é importante que as regras de permanência e convivência com os pets, que devem constar no regulamento interno do condomínio, sejam respeitadas.

O especialista diz que é nas assembleias entre os condôminos que devem ser estabelecidas as regras, o que pode e do que não pode em relação aos pets. “Precisa detalhar no regimento interno questões como a limitação de espaços permitidos aos bichos, cuidados em seu transporte, limpeza e bom comportamento do animal, além de incluir multas e outras sanções para casos de descumprimento de alguma regra”, recomenda Silva, que sugere, por exemplo, que moradores com pets que moram em andares mais baixos instalem redes de segurança nas janelas ou sacadas para evitar que eles escapem e circulem em locais proibidos.

Quando algum vizinho se sentir incomodado, o ideal é que ele converse diretamente com o dono do animal e que juntos tentem chegar a um acordo. “Uma conversa tranquila, explicando a situação e dando alguns exemplos. Caso não resolva, pode ser o caso de recorrer ao síndico”, recomenda o especialista.

Silva ressalta que é importante que haja bom senso entre as partes para resolver qualquer impasse. “Mas o síndico tem autoridade para, em casos de persistência, advertir o infrator e até mesmo aplicar as multas previstas no regimento interno, se houver reincidência”, conclui.  Casos de expulsão do animal só acontecem em situações extremas.

Por isso, é indispensável manter o regimento do condomínio atualizado, para o tutor ter consciência da sua responsabilidade em relação ao animal, assim, o bichinho não prejudicará a rotina dos demais moradores.

Terceirização da infância: uma reflexão, um alerta

Da Redação

Depois de 30 anos como professor, em várias áreas, ou seja, ensino fundamental, ensino médio, ensino superior, especializações, mestrado e doutorado e, ainda estar estudando - agora em uma área apaixonante que é o cérebro - arrisco escrever este artigo para promover uma reflexão e um alerta sobre a terceirização da infância.

Em O Inferno, de Dante Alighieri (primeira parte da obra Divina Comédia) há uma tragédia silenciosa, onde pais, tendo em vista a sua rotina de trabalho e o deslocamento de hora e horas, terceirizam a educação dos seus filhos, e como consequência terceirizam a infância. Não posso chamar de culpados, porém é preciso fazer um alerta, tendo em vista dados da Organização Mundial de Saúde, em que:

- Uma em cada cinco crianças tem transtornos de saúde mental;

- Registrou-se um aumento de 43% no Transtorno do Déficit da Atenção e da Hiperatividade (TDAH);

- 37% de casos de depressão em adolescentes;

- Aumento da taxa de suicídio em crianças de 10 a 14 anos.

O que vem acontecendo para termos esse cenário que faz com que acendamos uma luz de alerta: crianças e adolescentes estão sendo estimulados e superdimensionados com objetos materiais e privados de uma infância saudável. E qual a causa desse fenômeno mundial? Pais digitalmente distraídos com redes sociais, WhatsApp, aplicativos; e emocionalmente perturbados com uma estimulação sem fim. Ou seja, vemos verdadeiras armas tecnológicas, gratificações instantâneas e ausência de afetividade e amor.

A criança deve ser estimulada e a presença dos pais na sua infância ajudará a determinar a sua personalidade. Para isso, os pais devem impor limites nos usos de tecnologia, horas e tempo diários, oferecer um estilo de vida equilibrado, sempre levando em consideração o que elas precisam e não o que elas querem. Fornecer alimentos adequados e nutritivos e não a “comida lixo”, ou seja, embalada, modificada geneticamente, refrigerantes entre outros. Passar alguns momentos ao ar livre com a criança, fazendo caminhadas, observando aves, insetos, o ambiente natural, como um modelo de educação e ecologia a tornará mais segura de si e do meio por onde ela vive.

Por fim, estar emocionalmente disponível para se conectar com as crianças e ensinar-lhes autorregulação e habilidades sociais. Isso com certeza vai melhorar a sua infância e ajudá-las a tornarem-se adultos muito melhores do que somos hoje.

*Rodrigo Berté é diretor da Escola Superior de Saúde, Biociência, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter, aluno de pós-doutorado em Neurociências e Doenças Degenerativas com o projeto Aprendizagem Significativa na Infância.

Alunos do Colégio Stocco escrevem cartas aos sobreviventes de Brumadinho

Por Vivian Silva O rompimento da barragem da mineradora Vale , em Brumadinho, no dia 25 de janeiro, resultou em uma das maiores tragédias ...