terça-feira, 21 de maio de 2019

Livro “Coragem de existir” é lançado este mês

Redação

O escritor Matheus Jacob lança "Coragem de Existir" (Buzz Editora), em maio, publicação na qual aborda questões como: Quem nunca temeu o próprio viver? Ou até mesmo se sentiu paralisado pelo medo? Seja ele de amar, fazer escolhas, falhar diante dos outros ou até de sermos imperfeitos para nós mesmos.

Para Jacob, a coragem de existir nos faz viver, já o medo de viver nos faz inexistir | Imagem: divulgação

Assim, Jacob convida o leitor a compreender o valor do outro, para a construção de nós mesmos, o significado da coragem de existir, liberdade e a importância de exercê-la. "Compreenda o valor do eu e sua condição de igualdade com o todo existente. Compreenda o valor da vida e os caminhos necessários para percorrê-la. Ordem e caos. Conflito e união. Compreenda o tempo, o seu passado, o seu futuro. Compreenda o amor pela sua própria existência. Compreenda tudo o que for preciso para o seu verdadeiro existir. Mas, principalmente, exista".

Para Jacob, a coragem de existir nos faz viver, já o medo de viver nos faz inexistir. "Porque no fundo, nós não tememos a morte. No fundo, nós tememos a vida. Aos poucos, todo mundo morre. Não facilite a tarefa, deixando de viver. Coragem, caro leitor. Coragem!".

Anônimo em seus primeiros textos, Jacob tornou-se um dos autores mais lidos das redes sociais. Lançou em 2016, o seu primeiro livro "O Homem Que Sente", uma coletânea de crônicas inéditas e outras publicadas anteriormente com o mesmo alter ego. O escritor é mestre em filosofia e dedica-se, atualmente, ao entendimento de filosofias do cotidiano como o amor, felicidade, ética e à busca pela vida digna de ser vivida.


Documentário aborda exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas

Redação

Um alerta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas brasileiras. Com esse propósito, a Umiharu Produções Culturais e Cinematográficas lançará, em 28 de maio, o documentário “Mundo Sem Porteira”, que ficará disponível no canal do YouTube da produtora.

O  curta-metragem de 27 minutos é baseado na história real de Thaís | Foto: reprodução

O filme, roteirizado e dirigido pela cineasta Gisela Arantes, trata dos caminhos percorridos em 20 anos para o enfrentamento do problema e aponta as perspectivas de futuro para uma sociedade mais inclusiva e justa.

“A linha narrativa que permeia os depoimentos se baseia na história real de Thaís. Ela revela as experiências de diversas outras meninas, que passaram pela exploração sexual, pelo abuso sexual e o abandono. Foram muitas vozes ouvidas, representadas pelo drama poético de sua trajetória”, adianta Gisela.

Trata-se de um curta-metragem de 27 minutos, com uma visão multicausal do problema e de como solucioná-lo, apresentando diversos depoimentos, dando voz aos caminhoneiros, às organizações para proteção, educadores, especialistas, líderes em Direitos Humanos, jovens engajados, entre outros.

A consultoria técnica é da Childhood Brasil, organização social que faz parte da World Childhood Foundation, e atua há mais de 20 anos no enfrentamento do problema, principalmente por meio do Programa Na Mão Certa.

O filme conta com músicas compostas por André Abujamra e Eron Guarnieri e imagens do diretor de fotografia Luís Villaça, que revelam o universo das estradas e seus personagens. Além de contar com o apoio da Lei Proac do Governo do Estado de São Paulo e o patrocínio da C&A, Gerdau e Klabin.

Três padrões de comportamento que as pessoas insistem em repetir

*Por Alexandre Pedro

Todos nós temos uma tendência a repetir padrões de comportamento. Em outras palavras, a fazer sempre as mesmas escolhas, a seguir sempre o mesmo caminho. O problema é quando essas escolhas são erradas. Falhas são comuns e até necessárias para o nosso amadurecimento. No entanto, cometer o mesmo erro duas, três, quatro, cinco vezes, é sinal de que há algo de errado com seu discernimento. Pior: pode haver algum conflito interno que esteja mal resolvido ou até desconhecido.

"Um sinal evidente de auto sabotagem é a procrastinação", afirma o psicanalista  Alexandre Pedro | Foto: divulgação

Se você se identificou, é hora de rever o que o leva a seguir sempre o caminho mais tortuoso. Confira 3 constantes repetições de comportamento e como mudar esses padrões:

- Tenho “dedo podre”: Quem coleciona frustrações amorosas costuma dizer que tem o “dedo podre”, por atrair apenas relacionamentos destrutivos, cheios de mentira, traição, agressão (física ou verbal) e muito sofrimento. Ao invés de refletir e tentar entender porque a pessoa só se envolve em relações já destinadas ao fracasso, ela joga a culpa na falta de sorte. Se persistir nesta postura, a pessoa vai se enfraquecendo emocionalmente e não consegue mais se libertar dos relacionamentos tóxicos. Daí a importância de buscar respostas para este comportamento. Em muitos casos, essa insistência por amores desastrosos pode ser um reflexo do que se vivenciou em casa. É muito comum repetir o comportamento do pai ou da mãe. Se ambos tiveram uma relação tóxica, seu subconsciente vai entender que isso é normal. Mas não é. Caso esse padrão nocivo já esteja encravado, a ponto de você sequer saber por onde começar a mudar, vale buscar ajuda de um especialista.

- Na segunda-feira eu começo: Que atire a primeira pedra quem nunca disse essa frase. Seja para começar a academia, o curso de inglês, a dieta ou qualquer mudança de hábito. E quando chega a segunda, inventamos uma desculpa para empurrar a responsabilidade com a barriga. Isso se chama auto sabotagem. Sabemos o benefício ou a importância de realizar determinadas atividades, mas que não necessariamente nos proporcionam prazer. Então, de forma inconsciente, criamos obstáculos que atrapalham e até impedem a prática destas tarefas. Um sinal evidente de auto sabotagem é a procrastinação. Essa postura pode parecer apenas preguiça. Entretanto, é mais do que isso, e geralmente indica algum problema que está mascarado. Pode ser desde um medo de se comprometer e falhar, até uma fobia social. É imprescindível investigar a causa dessa “fuga”. Por que você está adiando ou evitando aquela situação? Por exemplo, se está prorrogando a possibilidade de deixar a casa dos pais e morar sozinho, talvez você esteja com medo de sair da zona de conforto e enfrentar as responsabilidades de uma independência financeira. Depois de entender o que está te bloqueando, desafie seus medos. Dê pequenos passos para atingir seus objetivos e visualize um ótimo resultado final.

- A culpa não é minha: Você se atrasa para um compromisso e culpa o trânsito. Você não entrega o trabalho no prazo e culpa a internet. Você briga com seu pai e a culpa é sempre dele. A resistência em assumir a parcela de culpa se tornou tão comum que as pessoas raramente percebem quando estão equivocadas. Na realidade, é extremamente positivo quando somos capazes de reconhecer que nos enganamos. Ao contrário do que se pensa, quando identificamos o que fizemos e as consequências que geramos, há uma sensação de libertação do peso, já que houve reparo nos danos causados. A responsabilidade é uma escolha que traz emoções positivas, como motivação e sensação de dever cumprido. Portanto, sempre que perceber que está tentando encontrar alguém ou algo para culpar uma frustração pessoal, tenha um momento de reflexão e identifique a real origem do problema. Foque nas soluções, e não nos culpados.
           
Entender e ressignificar esses padrões de comportamento significa adotar novos conceitos e hábitos, melhorando seus relacionamentos e dando outro rumo para sua vida.

*Alexandre Pedro é psicanalista pela Sociedade Internacional de Psicanálise de São Paulo; master practitioner de PNL filiado ao NLP Academy; hipnoterapeuta filiado ao International Board of Hipnosys e ao National Guild of Hipnotists. 


segunda-feira, 20 de maio de 2019

“Dia do Desafio” ocorre em maio em diversos países

Redação

Realizado sempre na última quarta-feira (29) de maio, o Dia do Desafio chega a 25ª edição.  Mais de 3 mil cidades do Brasil e de outros países participam desta ação, que estimula a integração e cooperação, por meio do incentivo à adoção de hábitos mais saudáveis e à prática regular de atividades físicas em benefício da saúde. Criado no Canadá, o evento é coordenado mundialmente pela  The Association for International Sport for All (TAFISA) e no continente americano pelo Sesc São Paulo.

Todas as unidades do Sesc no estado de São Paulo terão atividades no "Dia do Desafio" | Imagem: divulgação

O evento conta ainda com o apoio de instituições como a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO) e a International Sport and Culture Association (ISCA), além de ser realizado pelas prefeituras municipais.

A ação é explicada pelo diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda. “Com o protagonismo compartilhado com instituições públicas e privadas, nesta data,  forma- se uma rede de pessoas que abraçam o desafio de oferecer oportunidades de tornar a vida de todos mais ativa. Cria-se então um cenário que favorece a motivação para a adoção de hábitos saudáveis na rotina essenciais na promoção do bem-estar social e a melhora da qualidade de vida da população, princípios da ação do Sesc, ressalta.

Na última quarta-feira de maio, diferentes cidades da América Latina se superam em uma competição amigável, na qual a população é incentivada a praticar atividades físico-esportivas ao longo do dia. O município que conseguir mobilizar o maior número de participantes em relação a sua população total vence o desafio.

As duplas de cidades, de porte equivalente, foram definidas por sorteio na edição de 2018. Neste ano, elas continuarão disputando entre si e somando esforços para aumentar o número de praticantes de atividades físicas e esportes, em uma competição trienal que segue até 2020.

Além do desafio entre cidades, cada dupla também entra na classificação do ranking Cidade + Cidade, que contabiliza a soma dos resultados de ambos os municípios e é atualizado a cada ano. Atualmente, São Caetano está concorrendo com a cidade de Toledo (Paraná).

Para a coordenadora do Dia do Desafio para o continente Americano, Maria Luiza Souza Dias, esta realização local é o verdadeiro motor da campanha. "Com o envolvimento de instituições de diversos setores, o Dia do Desafio chega à sua 25ª edição incentivando o compartilhamento de boas práticas, que faz com que essa mobilização coletiva se fortaleça por meio da colaboração mútua, do apoio e da integração entre os mais diferentes parceiros, ampliando cada vez mais ações de atividades físicas e esportivas realizadas no mundo inteiro", afirma.

Com atividades em todas as unidades do Sesc no estado de São Paulo, além de espaços públicos, a programação oferece atividades gratuitas como aulas abertas, vivências, jogos e inúmeras práticas e ações com personalidades esportivas, fazendo desta ação uma prática diária de bem-estar e qualidade de vida, pilares de sua missão institucional. A programação completa do Sesc pode ser conferida aqui. 

Santo André terá eventos sobre literatura nesta sexta-feira

Redação

Nesta sexta-feira (24), às 20h, Santo André sedia a 2ª edição da Noite de Narrativas, evento literário gratuito que ocorrerá, simultaneamente, em nove  locais. Promovida pelas escolas Jardim dos Pequeñitos, Il Sole e Pequeñitos , e com apoio da Prefeitura de Santo André, o evento é uma iniciativa dedicada à arte da narração e inspirado no Reggio Narra – um projeto nos mesmos moldes, da cidade-educadora italiana de Reggio Emilia. Interessados devem se inscrever aqui. 

A Casa da Palavra é um dos nove locais que receberá a ação | Foto: reprodução 

Na ocasião, a Noite de Narrativas ocorrerá no Paço Municipal, Parque Celso Daniel, Casa da Palavra, Escola Jardim dos Pequeñitos, Il Sole, Colégio Xingú, Cia do Nó, Academia do Rock e Spazzio Italiano, que serão palcos para a leitura de fábulas, contos, livros e poesias, e também apresentações musicais e de dança.

A diretora do Jardim dos Pequenitos e Il Sole, Valéria Andreetto, comenta a ação. “Este ano levaremos as mais belas contações de histórias também aos principais marcos da cidade, como o Paço Municipal, Parque Celso Daniel e a Casa da Palavra. Nossa ideia, além de agitar a cena cultural do ABC, tão carente de eventos como esse, é transformar Santo André na cidade das histórias", finaliza.

Programação
• Local: Paço Municipal (Praça IV Centenário s/n - Centro - Em frente ao letreiro Santo André)
Narrativa Viva e apresentação de dança Kleine Szene - Escola de Dança;

• Local: Parque Celso Daniel (Av. Dom Pedro II, 940 - Bairro Jardim)
Contos populares: "O segredo do rei"/ "Aninha e o príncipe" / MPB;

• Local: Casa da Palavra (Praça do Carmo, 171 - Centro)
Contos: "Pula boi"/ "Da noite dos tempos" / "Você lembra, pai?";

• Local: Jardim dos Pequeñitos/ Il Sole (Rua Adolfo Bastos, 725 - Vila Alice)
Fábulas espanholas / Conto africano: "As duas mulheres e o céu" / Conto árabe: "A moeda de ouro e seus filhotes" / "O poeta e o vendedor de melancias" / "Cumade Fulozinha" / Histórias para bebês / Jacaré? Não! / Contos tchecos / "O gato que andava sozinho" / "O leão e o rato" / "O príncipe sem sonhos" / "Little red hen is cooking" / Fábula: "A raposa e o corvo" / Espaço dos autores: "O mistério da casa amarela", "O que Pedro aprendeu?", "Uma noite no castelo" e "Minha bruxa madrinha";

• Local: Escola Pequeñitos (Rua Bélgica, 766 - Pq das Nações), conto: Dumbo;

• Local: Praça Chico Xavier/ Colégio Xingú (Rua Albert Einstein, esquina com a Rua Paraguaçu - Vila Valparaíso), Uma aventura musical com valores indígenas;

• Local: Cia do Nó ( Rua Regente Feijó, 359 - Vila Assunção - ponto de encontro será no cruzamento na Praça Praça Assunção, s/nº, para ida até a Cia. do Nó).  Histórias sobre os refugiados;

• Local: Academia do Rock (Rua das Pitangueiras, 91 - Jardim)
Conto em inglês: Ricky, the rock that couldn´t roll;

• Local: Spazzio Italiano ( Rua Airo, 69 - Vila Gilda)
Conto em Italiano: Pinóquio.

O sharenting e os filhos de pais separados

*Por Silvia Felipe Marzagão

Nada mais comum, nos dias atuais, do que a exposição nas redes sociais. Dia a dia nos deparamos com dezenas de fotos de pessoas nas mais variadas situações: viagens, passeios... Questões cotidianas da vida pulam em nossas telas o tempo todo. As crianças, como não poderia deixar de ser, acabam fazendo parte desta realidade e ficam expostas, muitas vezes pelos próprios pais, ao mundo digital.

"Sharenting" termo criado da junção das palavras em inglês "share" (compartilhar) e "parenting" (criação, cuidado parental) | Foto: reprodução

A prática de compartilhar fotos e informações acerca dos filhos e do exercício da parentalidade passou a ser conhecida como sharenting, termo criado da junção das palavras em inglês share (compartilhar) e parenting (criação, cuidado parental). Entende-se como sharenting, portanto, a prática reiterada de compartilhamento, pelos pais ou responsáveis, de imagens e informações sobre a vida do filho e de seu cotidiano (escolas, atividades extras, viagens, etc).

Há, inclusive, nesta prática, quem ultrapasse a linha do compartilhamento em suas próprias redes e crie vidas digitais pararelas em nome das crianças, dando a elas perfis próprios que são geridos por seus responsáveis.

O sharenting, por si só, possui aspectos jurídicos na própria relação entre a criança e quem posta a sua imagem ou suas informações. Fato é que, ainda que quem publique na rede tome alguns cuidados – como fazer posts apenas em ambientes privados - supondo que isso seja realmente possível na internet - a imagem da criança permanecerá na rede mundial de computadores por muitos anos, podendo causar a ela prejuízos ou embaraços em algum momento de sua vida. Sob o viés criança versus adulto o sharenting é também bastante discutível, mas não será este o objeto de questionamento neste texto.

A questão principal, por ora, é a seguinte: e quando, em caso de pais separados, um dos genitores quer publicar excessivamente fotos do filho na rede e o outro não?

De fato, ao postar conteúdo sobre uma criança na rede mundial de computadores, os pais não sabem, ao certo, onde essa imagem poderá chegar. A exposição que podia acontecer em outros tempos (de participação em conteúdo televisivo, por exemplo), ganhou uma dimensão muito maior com a popularização das redes sociais, não havendo como prever o alcance da informação e por quanto tempo o que foi publicado perdurará.

É bastante compreensível, portanto, que um dos genitores não concorde com a exposição exagerada de seu filho nas redes sociais e pretenda protegê-lo de tal prática. A publicação de imagens das crianças de maneira excessiva pode comprometer a sua intimidade, sua vida privada e o direito à sua imagem.

A própria legislação vigente garante a proteção das crianças neste sentido, ao prever, tanto no artigo 227 da Constituição Federal, quanto nos artigos 17 e 100, V, do Estatuto da Criança e do Adolescente tutela aos direitos e meios efetivos de cuidado quando da violação de aspectos inerentes à exposição da criança e do adolescente.

Não podemos negar, portanto, que aquele genitor que perceber possíveis danos ao filho exposto em razão do exagero de postagens tem o direito – e mais, do que isso, o dever decorrente do direito-função que é o poder familiar – de consignar sua insatisfação e, se necessário, tomar providências judiciais para cessar a exposição demasiada da prole.

Por outro lado, aquele pai que posta a imagem do filho, também tem assegurada a sua liberdade de expressão e a livre manifestação de pensamento (direitos fundamentais tais como a privacidade). Deste modo, ao menos em tese, o direito deste genitor de falar de sua própria vida de maneira ampla e irrestrita - o que contemplaria tratar de momentos em que está ao lado de seus filhos e exercendo a sua parentalidade – merece guarida.

O assunto é polêmico e digno de atenção. Concluo pontuando que a exposição dos filhos nas redes sociais deve, preferencialmente, ocorrer em consenso entre os genitores (que precisam compreender, inclusive, a sua responsabilidade perante os direitos da própria criança). Caso contrário, infelizmente, restará judicializar a questão, cabendo ao Estado intervir para garantir tanto a preservação dos direitos das crianças e dos adolescentes, quanto o direito à liberdade de expressão e à livre manifestação do pensamento dos pais.

*Silvia Felipe é advogada do escritório Silvia Felipe e Eleonora Mattos Advogadas (SFEM). Especializada em Direito de Família e Sucessões e especialista em Direito Processual Civil (PUC-SP), Direito de Família e Sucessões (EPD), com formação em Mediação e Arbitragem (PUC-SP).



sexta-feira, 17 de maio de 2019

Você vive no piloto automático

*Por Cristiane Alves

A vida é tão corrida e competitiva que muitas vezes somos levadas por ela. Somos, em muitos momentos, tão automáticos e poucos conscientes.

A neurociência que estuda o cérebro e o comportamento humano, diz que agir no piloto automático não é ruim, pelo contrário! Isso que nos possibilita associar uma série de comportamentos, com agilidades, num processo cognitivo saudável: dirigir cantando uma música, caminhar e passear com o pet, ou seja, associar duas ou mais atividades ao mesmo tempo.

A aprendizagem, atrelada a repetição, nos possibilita adquirir uma habilidade que nos capacita a exercê-la sem grandes elaborações, e quando nos damos conta já estamos fazendo sem tantos esforços, praticamente no automático.

Nesta eficiência prazerosa de executarmos as coisas com exatidão, entramos na zona de conforto do "piloto automático", pois, um período de treino cria trilhas "neuronais" de acesso imediato para formação de rotinas e hábitos. Um exemplo disso é: todos os dias você faz um determinado percurso e num determinado dia você só precisa ir até metade do percurso e tem que retornar. Ou está iniciando uma nova dieta alimentar e quando percebe está com outro alimento do cardápio anterior...pois é, isto revela que nos acostumamos facilmente com uma rotina e nossa mente rapidamente nos domina e ficamos muito mais "automáticos" do que conscientes de nossos comportamentos.

Acontece que isto vale também para nossas emoções, comunicação, pensamento, e isto favorece uma fragilidade emocional, pois é imprescindível sermos os protagonistas da nossa vida, e para isto precisamos ser conscientes das nossas atitudes.

Uma vez que não paramos e damos um tempo para analisarmos nossas ações, planejarmos nossos dias, e sermos estratégicos, vivemos de forma reativa, ou seja, sem elaboração e isto nos coloca numa situação muito mais propensa a fragilidades.

Essas fragilidades, transformam-se em várias situações que nos levam a uma onda enorme de condutas e sentimentos desagradáveis, contribuindo para estresse, ansiedade, depressão, insônia, falta de foco, sensação de fracasso e diversos sentimentos que causam sofrimento emocional.
É fundamental parar e voltar ao PRE - (Pare – Reflita – Escolha) essa tríade que nos possibilita uma reflexão básica, para que ocorra um "reset mental" este com a finalidade de nos fazer se separar das obrigações e das exigências que muitas vezes não são nossas, mas são impostas pelo meio.

Pergunto: tudo o que você faz hoje são suas reais prioridades?

Sua rotina prioriza suas necessidades?

Diante da rotina que você tem estabelecido, quais emoções você mais tem lidado?

Se você continuar mantendo o mesmo ritmo de vida, como você estará daqui cinco anos (do ponto de vista físico, emocional, financeiro)?

Suas escolhas tem priorizado que área da sua vida?

O processo psicoterápico favorece a pessoa a encarar-se, a olhar para dentro de si, buscando respostas para as inúmeras ações que são tomadas e por diversos comportamentos gerados que são causadores de muitos desconfortos emocionais.

É fundamental compreendermos, é só olhando para dentro de nós, que enxergaremos a rota que nos levará aos pontos de satisfação que suprirá nossas necessidades emocionais, quando nos permitimos silenciar, ficar a sós, estamos no caminho certo da satisfação e do equilíbrio emocional.

*Cristiane Alves é formada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com aperfeiçoamento em Psicologia Organizacional e do trabalho, psicoterapia sistêmica para dinâmicas de grupos. É especializada em gestão estratégica de pessoas pela FGV e possui formação e atuação em coaching integrado (Executivo e Life coaching) pelo ICI – São Paulo. 

Livro “Coragem de existir” é lançado este mês

Redação O escritor Matheus Jacob lança "Coragem de Existir" (Buzz Editora), em maio, publicação na qual aborda questões como: Qu...