terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Animais são motivos de atritos entre moradores de condomínios

Da Redação


São mais de 130 milhões de animais de estimação nos lares brasileiros, de acordo com dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, a convivência com eles nem sempre é tão fácil para alguns vizinhos, principalmente para quem mora em condomínios, de acordo com Roger Silva, diretor da Auxiliadora Predial, empresa de gestão condominial e negócios imobiliários.

Excesso de barulho envolvendo animais é uma das reclamações recorrentes em condomínios | Foto; Freepik
“Eles são a causa das reclamações mais comuns entre condôminos, geralmente por excesso de barulho e de sujeira ou por comportamento inadequado, que possam oferecer riscos aos demais moradores”, comenta Silva.

Na Constituição há jurisprudência que garante ao morador o direito de ter animal de estimação em casa. No entanto, é importante que as regras de permanência e convivência com os pets, que devem constar no regulamento interno do condomínio, sejam respeitadas.

O especialista diz que é nas assembleias entre os condôminos que devem ser estabelecidas as regras, o que pode e do que não pode em relação aos pets. “Precisa detalhar no regimento interno questões como a limitação de espaços permitidos aos bichos, cuidados em seu transporte, limpeza e bom comportamento do animal, além de incluir multas e outras sanções para casos de descumprimento de alguma regra”, recomenda Silva, que sugere, por exemplo, que moradores com pets que moram em andares mais baixos instalem redes de segurança nas janelas ou sacadas para evitar que eles escapem e circulem em locais proibidos.

Quando algum vizinho se sentir incomodado, o ideal é que ele converse diretamente com o dono do animal e que juntos tentem chegar a um acordo. “Uma conversa tranquila, explicando a situação e dando alguns exemplos. Caso não resolva, pode ser o caso de recorrer ao síndico”, recomenda o especialista.

Silva ressalta que é importante que haja bom senso entre as partes para resolver qualquer impasse. “Mas o síndico tem autoridade para, em casos de persistência, advertir o infrator e até mesmo aplicar as multas previstas no regimento interno, se houver reincidência”, conclui.  Casos de expulsão do animal só acontecem em situações extremas.

Por isso, é indispensável manter o regimento do condomínio atualizado, para o tutor ter consciência da sua responsabilidade em relação ao animal, assim, o bichinho não prejudicará a rotina dos demais moradores.

Terceirização da infância: uma reflexão, um alerta

Da Redação

Depois de 30 anos como professor, em várias áreas, ou seja, ensino fundamental, ensino médio, ensino superior, especializações, mestrado e doutorado e, ainda estar estudando - agora em uma área apaixonante que é o cérebro - arrisco escrever este artigo para promover uma reflexão e um alerta sobre a terceirização da infância.

Em O Inferno, de Dante Alighieri (primeira parte da obra Divina Comédia) há uma tragédia silenciosa, onde pais, tendo em vista a sua rotina de trabalho e o deslocamento de hora e horas, terceirizam a educação dos seus filhos, e como consequência terceirizam a infância. Não posso chamar de culpados, porém é preciso fazer um alerta, tendo em vista dados da Organização Mundial de Saúde, em que:

- Uma em cada cinco crianças tem transtornos de saúde mental;

- Registrou-se um aumento de 43% no Transtorno do Déficit da Atenção e da Hiperatividade (TDAH);

- 37% de casos de depressão em adolescentes;

- Aumento da taxa de suicídio em crianças de 10 a 14 anos.

O que vem acontecendo para termos esse cenário que faz com que acendamos uma luz de alerta: crianças e adolescentes estão sendo estimulados e superdimensionados com objetos materiais e privados de uma infância saudável. E qual a causa desse fenômeno mundial? Pais digitalmente distraídos com redes sociais, WhatsApp, aplicativos; e emocionalmente perturbados com uma estimulação sem fim. Ou seja, vemos verdadeiras armas tecnológicas, gratificações instantâneas e ausência de afetividade e amor.

A criança deve ser estimulada e a presença dos pais na sua infância ajudará a determinar a sua personalidade. Para isso, os pais devem impor limites nos usos de tecnologia, horas e tempo diários, oferecer um estilo de vida equilibrado, sempre levando em consideração o que elas precisam e não o que elas querem. Fornecer alimentos adequados e nutritivos e não a “comida lixo”, ou seja, embalada, modificada geneticamente, refrigerantes entre outros. Passar alguns momentos ao ar livre com a criança, fazendo caminhadas, observando aves, insetos, o ambiente natural, como um modelo de educação e ecologia a tornará mais segura de si e do meio por onde ela vive.

Por fim, estar emocionalmente disponível para se conectar com as crianças e ensinar-lhes autorregulação e habilidades sociais. Isso com certeza vai melhorar a sua infância e ajudá-las a tornarem-se adultos muito melhores do que somos hoje.

*Rodrigo Berté é diretor da Escola Superior de Saúde, Biociência, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter, aluno de pós-doutorado em Neurociências e Doenças Degenerativas com o projeto Aprendizagem Significativa na Infância.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Direitos da pessoa com deficiência é tema de exposição

Da Redação

Até 28 de fevereiro, o Memorial da Inclusão recebe a mostra Virada Inclusiva: Direitos Humanos Para Quê? Que este ano retrata a Convenção Sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência. A exposição gratuita traz painéis interativos com jogos infantis e conteúdo acessível com temas sobre direitos básicos como: moradias, justiça, trabalho, participação, saúde, equidade, educação, saúde e segurança.

O Memorial da Inclusão fica na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, na Barra Funda | Foto: reprodução
A exposição pode ser visitada de segunda a sexta, das 10h às 18h e aos sábados, das 13h às 17h. O Memorial da Inclusão está localizado na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, na Barra Funda.

Inaugurado no dia 3 de dezembro de 2009, o Memorial da Inclusão tem o propósito de reunir em um só espaço fotografias, documentos, manuscritos, áudios, vídeos e referências aos principais personagens, às lutas e às várias iniciativas que incentivaram as conquistas e melhores oportunidades às pessoas com deficiências.

Esportistas diabéticos precisam de atenção especial

Da Redação

Portadores de diabetes podem e devem fazer exercícios físicos, pois a prática colabora para estimular importante proteína (GLUT-4), que carrega a glicose que está sobrando no sangue para dentro da célula. Com isso, a pressão arterial, peso e taxas de colesterol ficam mais controlados, o que ajuda a saúde, segundo o endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), Marcio Krakauer.

É fundamental que qualquer atleta monitore a glicemia | Foto: Freepik
"Mas todo diabético precisa de cuidados específicos. Quando o atleta é de alto rendimento, como um jogador de futebol profissional, por exemplo, toda a equipe que o acompanha precisa estar atenta aos sintomas de hipoglicemia e hiperglicemia e, principalmente, aos métodos adequados para socorrer esse atleta", alerta Krakauer.

O esportista deverá seguir um cardápio diferenciado, com treinos dirigidos especialmente a ele. O monitoramento constante da glicose é fundamental e o conhecimento das necessidades do próprio organismo também é importante.

"Esses atletas precisam se conhecer muito bem acima de tudo e entender como seu corpo e glicemia reagem ao estresse, ao exercício intenso, à competição e alimentação", pontua Krakauer. Tontura, tremores, visão turva, fome, irritabilidade e suor excessivo são os sintomas mais comuns da hipoglicemia.

Para os atletas profissionais diabéticos, é fundamental que as monitorizações sejam feitas constantemente, antes, durante e depois das atividades, seja com caneta ou até sensores que medem a glicose continuadamente e podem eventualmente ser usados durante a partida ou competição.

"Caso o atleta venha a ter alguma complicação como retinopatia, por exemplo, não se deve recomendar esforços intensos. Alterações cardiológicas derivadas do diabetes também merecem atenção", alerta o médico.

É fundamental que qualquer atleta monitore a glicemia e conheça bem os medicamentos que utiliza, tenha controle sobre a alimentação e conheça o próprio corpo e como ele lida com desafios, estresse, tensão. Assim, será possível conviver com a doença e a prática de qualquer esporte.


Carnaval: ortopedista explica como aliviar a dor nos pés e nas pernas

Da Redação

Faltam poucas semanas para o Carnaval, mas alguns blocos já agitam o fim de semana de quem é folião de carteirinha. Com o calendário cheio de eventos é difícil sair ileso daquela dorzinha incômoda depois de tanta agitação e horas em pé. Segundo o ortopedista Mauricio Marteleto, especialista em coluna e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, é possível evitar a dor nos pés, se o folião optar por calçados confortáveis, tênis ou outro sapato acolchoado.

Ortopedista Marteleto comenta que calçado com cano alto é uma boa opção para evitar torções | Foto: reprodução
"As rasteirinhas não são boa opção por conta do risco de pisões que podem causar pequenas fraturas e também porque o solado totalmente horizontal sobrecarrega a lombar. Calçados com cano alto também são boas opções para evitar torções", orienta o especialista. 

O alongamento também pode ser um grande aliado para evitar contraturas musculares e tendinites por esforços repetitivos. "Se possível, faça um breve alongamento dos membros inferiores antes e depois da folia. Ele vai ajudar a evitar lesões musculares. Também é valido manter os membros inferiores elevados durante pelo menos uma hora", sugere o ortopedista.

Mas, se nenhum desses cuidados evitar aquela dor de fadiga muscular, nos primeiros três dias pode ser aplicado gelo sobre a área dolorida e em seguida compressas mornas. Entretanto, o especialista alerta: "Os casos mais graves que apresentem inchaço e perda da mobilidade devem ser avaliados por um ortopedista. A consulta médica precoce pode excluir as lesões mais graves que exijam imobilização e/ou cirurgia, evitando sequelas permanentes", finaliza Marteleto. 

Atrium Shopping tem show cover dos Rolling Stones

Da Redação

A banda cover Rockinstones se apresentará no Atrium Shopping (Praça de Alimentação), em Santo André, neste sábado (23), às 19h. O grupo recria um show típico dos Rolling Stones, com figurinos e instrumentos semelhantes, além de uma incrível performance.

Show da Rockinstones está marcado às 19h | Foto: Marina Dias/Mood Foto Arte
Com cerca de 400 apresentações no currículo, a Rockinstones tem mais de sete anos de estrada. Já a lendária banda Rolling Stones vendeu mais de 240 milhões de álbuns ao longo da carreira,  iniciada nos anos 1960. A banda de rock britânica realizou, em 2018, uma das mais lucrativas turnês do planeta e já se prepara para cair na estrada em 2019.

No repertório do show cover estão hits memoráveis como (I Can't Get No) Satisfaction, Sympathy for the Devil, Angie, Start Me Up, It’s Only Rock n’ Roll, Gimme Shelter e Brown Sugar.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Cerca de 75% das pessoas que fazem cirurgia bariátrica são mulheres

Da Redação

Apesar de o índice de obesidade ser semelhante entre mulheres (19,6%) e homens (18,1%), de acordo com o último relatório do Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, o número de mulheres que procuram por cirurgia bariátrica no Brasil é muito maior. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), dos 105.642 procedimentos realizados, em 2017, no País, 75% foram em mulheres.

Bariátrica é indicada a pacientes com IMC de 35 a 40, com doenças causadas pela obesidade, ou IMC superior a 40 | Foto: Freepik
Para o cirurgião bariátrico Admar Concon Filho, membro titular da SBCBM, que já realizou cerca de 4 mil cirurgias bariátricas, o índice de mulheres que o procuram para fazer o procedimento é ainda maior que a média nacional. “Cerca de 80% dos nossos pacientes de cirurgia bariátrica são mulheres. O que nós percebemos, no dia a dia, é que as mulheres, além de se preocuparem mais com sua saúde, também são mais corajosas na hora de fazer a cirurgia”, comenta.

O cirurgião ressalta, no entanto, que os problemas causados pela obesidade são os mesmos em homens e mulheres. “A obesidade é uma doença grave e está relacionada a muitas outras doenças, como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol, triglicérides, com alto risco cardiovascular”, explica. “Portanto, ela não só prejudica a qualidade de vida do paciente como também reduz sua expectativa de vida”, complementa Concon Filho.

Mas, de acordo com o cirurgião, não é qualquer pessoa obesa que pode ser submetida a uma cirurgia bariátrica. “Nós seguimos um protocolo internacional para a indicação deste procedimento. O paciente precisa ter IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 40 ou IMC de 35 a 40, mas, neste caso, com doenças causadas pela obesidade. Além disso, precisa comprovar que já tentou, por pelo menos dois anos, emagrecer com outros tipos de tratamento. Fora isso, é necessário o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, formada pelo cirurgião, nutricionista, endocrinologista e psicólogo, entre outros”, diz.

De acordo com a SBCBM, o Brasil tem 4,9 milhões de pessoas com indicação para a cirurgia bariátrica. Deste total, 1,07 milhão estão no Estado de São Paulo.  Uma pessoa é considerada obesa quando seu IMC é superior a 30. No Brasil, há 39,2 milhões de pessoas nessa situação. Em 2006, eram 21,5 milhões. Portanto, em 10 anos, o número de obesos cresceu 60%. Já o sobrepeso (acima de IMC 25) atinge 111,7 milhões de pessoas.

A obesidade é uma doença multifatorial, com impactos clínicos, sociais e econômicos. Estima-se que de 2% a 7% de todos os gastos com saúde são destinados à prevenção ou tratamento da obesidade. No Brasil, ela chega a custar 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB). 

O especialista comenta ainda que há estimativas que apenas 2% das pessoas com indicação de cirurgia sejam de fato operadas, por vários motivos: falta de acesso, falta de informações e até por medo. “Hoje a cirurgia bariátrica é muito segura. Os riscos são equivalentes à retirada da vesícula ou a uma cesárea. A obesidade oferece muitos mais riscos que a cirurgia ao paciente”, finaliza o médico.




Animais são motivos de atritos entre moradores de condomínios

Da Redação São mais de 130 milhões de animais de estimação nos lares brasileiros, de acordo com dados mais recentes divulgados pelo Inst...