segunda-feira, 15 de julho de 2019

Você é falsamente feliz?

*Por Leonardo Torres

As redes sociais digitais são cheias de mensagens positivas, fotos felizes, em lugares lindos, radiantes. Ostentação é uma palavra que é muito praticada diariamente. É foto com produtos, no espelho, nos restaurantes, bares, etc.. Grande parte dos coaches nos ajudam a ter maior autoestima e a traçar o nosso planejamento da carreira. E a beleza? Maquiagens para um lado, "corpo perfeito" para outro. Dicas, dicas e mais dicas. Como você deve fazer para isso e aquilo. No fim, é o que você deve fazer para não ser você e ser aquela imagem "photoshopada" da rede. Ainda tem aquele comediante que faz todos rirem.

"Vale, no entanto, parar de passar uma falsa felicidade quando não estamos bem. E, talvez, até nos recolher, para dentro, para as redes internas, para dar ouvidos à alma", avalia o pós-graduando em Psicologia Junguiana, Leonardo Torres | Foto: divulgação  

Realmente, as redes sociais digitais têm muitas pessoas com vidas interessantíssimas. Se alienígenas nos observassem pelas redes sociais, com certeza eles concluiriam que a humanidade é muito feliz. Essa felicidade é falsa, na verdade. A única coisa que as redes sociais geram é inveja e infelicidade. Quanto mais alguém vê a vida falsamente perfeita de outros, mais esse ele questiona o porquê sua vida não é assim. Essa infelicidade leva para a ansiedade e depressão. Tudo isso é um grande teatro.

Parece que estamos com medo de mostrar que somos imperfeitos, que choramos, que somos mortais, que sofremos e, por vezes, a vida é um belo de um problema. À medida que escondemos nosso sofrimento, fingimos que eles não existem. O fato é que eles crescem e incomodam cada vez mais, até que você os perceba. Fingir que você não está sofrendo é sofrer duas vezes: sofre por fingir, e ainda sofre por não se permitir sofrer.

Sofrer faz parte da vida e não devemos negar tal emoção e sentimento. Vale, no entanto, parar de passar uma falsa felicidade quando não estamos bem. E, talvez, até nos recolher, para dentro, para as redes internas, para dar ouvidos à alma. 

*Leonardo Torres é pesquisador, professor, doutorando em Comunicação e Cultura e pós-graduando em Psicologia Junguiana.

Festival da Fundação das Artes começa nesta sexta-feira

Redação

O Parque Espaço Cerâmica Tom Jobim (ao lado do ParkShoppingSãoCaetano) recebe o 1º Festival de Inverno Fundação das Artes São Caetano do Sul, de 19 a 21 de julho. Além dos shows gratuitos que integram o evento, haverá oficinas, workshops e cursos voltados aos estudantes de música, educadores, músicos e demais interessados. As atividades acontecem antes do festival e são gratuitas. Os interessados em participar podem se inscrever pelo telefone 4239-2020.

O Festival de Inverno ocorre Parque Espaço Cerâmica Tom Jobim (foto), ao lado do ParkShoppingSãoCaetano, com entrada gratuita | Foto: reprodução

De terça (16) a sexta-feira (19), das 9h às 12, terá o curso "Prática de Grupos de Metais". O público-alvo são estudantes com conhecimentos intermediários ou avançados em instrumentos de metais (trompetes, trombones, eufônios, trompas e tubas). Como resultado do curso, o Grupo de Metais se apresentará no Festival, no sábado (20), às 11h.

Na terça-feira (16), às 19h, acontece a oficina "Explorações e Criações Sonoro-Musicais na Diversidade da Sala de Aula". A proposta é explorar as sonoridades do corpo, de diferentes objetos e dos instrumentos musicais e do ambiente. Para participar da atividade não é necessário possuir conhecimento musical prévio.

As ações abrem espaço também para o estudo de nomes importantes na música nacional. É o caso da masterclass "Elegance – Tributo a Tom Jobim", marcada para quinta-feira (18), às 19h. A atividade busca analisar aspectos constitutivos das peças mais internacionalizadas do artista.

Já o workshop "Criatividade e Música" pretende trabalhar a importância do processo e do despertar criativo como elemento facilitador no estudo da música e na resolução de problemas.  Improvisação sonora, dentro e fora da partitura, expressão, corpo e voz serão tópicos abordados.

Todas as ações acontecem na sede da Fundação das Artes de São Caetano do Sul (Rua Visconde de Inhaúma, 730, Oswaldo Cruz).

Atrações
O Festival de Inverno conta com apresentações de artistas renomados no cenário nacional. Nesta sexta-feira (19), o destaque será o show da dupla Sá & Guarabyra, às 20h. No sábado (20), também às 20h, é a vez do cantor Pedro Mariano subir ao palco e, no domingo (21), às 18h30, o encerramento do Festival será com o show do grupo Choronas. Completam a programação shows de diversos grupos formados dentro da instituição.


Vícios: como lidar com a dependência comportamental e química

Por Alexandre Pedro

Vício, seja ele químico (provocado por droga, álcool, tabaco ou medicamento) ou comportamental (jogo, compras, sexo ou internet) se caracteriza por uma compulsão, ou seja, um ato sem controle por parte da pessoa, muitas vezes percebido como um ato indesejado.

"Abordagens psicoterápicas são utilizadas para auxiliar o dependente a lidar com a ausência do elemento do vício", destaca o psicanalista Alexandre Pedro | Foto: divulgação 

O vício (ou dependência) apresenta três aspectos: o desejo intenso (“fissura” ou “craving”) pelo elemento do vício; a abstinência, com sintomas como ansiedade; agitação; irritabilidade devido à falta do elemento do vício; e tolerância, quando a pessoa precisa de doses cada vez mais altas (ou atos cada vez mais intensos ou frequentes) para obter a mesma sensação de prazer.

A pessoa pode se viciar em algo quando, ao experimentar o elemento (droga ou jogo), o cérebro ativa um circuito neuronal chamado “sistema de recompensa”. A repetição deste circuito retroalimenta o desejo de estimulá-lo, gerando o vício. Aspectos psicossociais e culturais podem influenciar no comportamento da pessoa viciada (dependente), perpetuando o círculo vicioso da dependência, seja química ou comportamental.

Os princípios gerais do tratamento de vícios são parecidos. A primeira conduta é obter a “abstinência”, o que não é fácil, pois a síndrome de abstinência gera uma sensação de total desconforto pela falta do elemento. A vontade incontrolável de tê-lo novamente pode fazer com que ele o busque a qualquer custo, se não estiver 100% empenhado no tratamento.

Nos primeiros dias da privação, a pessoa pode se sentir ansiosa, inquieta, insone, depressiva e irritável. Se os sintomas de abstinência (química) forem muito intensos, é possível que o médico indique medicações para aliviar o mal-estar ou até mesmo uma internação em uma clínica especializada (que dará segurança ao dependente e apoio 24 horas por dia). O período mais difícil de abstinência dura cerca de semanas, até que a pessoa esteja “desintoxicada”.

Abordagens psicoterápicas são utilizadas para auxiliar o dependente a lidar com a ausência do elemento do vício. A psicoterapia pode ajudá-lo também a entender a origem do vício, como lidar com os fatores que podem ter gerado este problema e quais alternativas adotar para se livrar do vício. É importante que os familiares se envolvam com o tratamento, que participem das orientações e/ou que façam psicoterapia familiar, que ajudará a própria família a entender melhor o problema e a lidar com o dependente da forma mais acolhedora possível.

*Alexandre Pedro é psicanalista pela Sociedade Internacional de Psicanálise de São Paulo; master practitioner de PNL filiado ao NLP Academy; hipnoterapeuta filiado ao International Board of Hipnosys e ao National Guild of Hipnotists.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Paço Municipal de Santo André tem “Beer’s Arraiá” neste fim de semana

Redação

O estacionamento Paço Municipal de Santo André recebe neste sábado e domingo (13 e 14) o Beer’s Arraiá, das 12h às 22h. Nos dois dias, o público poderá curtir atrações com temática junina, comidas típicas, food trucks, 15 cervejarias artesanais e espaço kids com diversos brinquedos. Haverá ainda oito bandas de country e rock, que se apresentarão em dois palcos. Para participar basta levar uma lata de leite em pó – as arrecadações serão destinadas ao Banco de Alimentos.

Evento ocorre neste fim de semana (13 e 14), das 12h às 22h. Entrada: uma lata de leite em pó, que será destinada ao Banco de Alimentos | Foto: Helber Aggio/PSA

A idealizadora do festival, Monika Cavalera, comenta sobre o evento. “Faremos um encontro bem especial e repleto de novidades com a temática junina, incluindo comidas típicas desta época, correio elegante, touro mecânico infantil e adulto, entre outros. A presença de uma mini Kombi, que trará cervejas com a marca do evento, é um dos destaques. A estreia de espetarias também é uma grande novidade no Beer’s Arraiá, incluindo cortes de carnes nobres. Teremos ainda novas opções de doces e a participação da Kombosa Shake, que trará receitas não alcoólicas e alcoólicas, como a que inclui whisky Jack Daniel's na receita”, destaca.

O tema sustentabilidade também fará parte do Beer’s Arraiá. De acordo com os organizadores, haverá a participação da Sea Shepherd Conservation Society, organização sem fins lucrativos focada na conservação de seres marinhos. A proposta é diminuir a quantidade de resíduos no evento e, para isso, serão comercializados copos reutilizáveis.

Para animar ainda mais o público, a programação musical está caprichada. No sábado, dia 13, a Acoustic Folk Duo se apresenta às 13h30 e às 15h30, no palco 2 e a banda Texas Flood toca no palco 1, às 14h30 e às 16h30. Os integrantes da Fever - Aerosmith Cover se apresentam às 18h no palco 2. Para fechar a noite, a banda Killers - Kiss Tributo recepciona o público a partir das 20h no palco 1.

No domingo, dia 14, a programação começa com a Família Bourbon, a partir das 13h, no palco 2. A banda retorna às 15h30 no mesmo local. Às 14h30 é a vez de O Bardo e o Banjo, no palco 1 - a segunda apresentação do grupo está marcada para as 16h30. A Supertramps inicia o show, no palco 2, às 18h, e quem encerra os shows do evento é a Alcohollica (Metallica), às 20h, no palco 1.

Mulheres pobres e negras no Brasil têm menos filhos, aponta estudo da ONU

Redação

O Brasil passou por uma forte queda de fecundidade, nas últimas décadas, com uma média atual de 1,7 filhos por mulher, mas a taxa declinou de forma considerável entre as mulheres mais vulneráveis, grupo que compreende as mulheres mais pobres e as mulheres negras. É o que demonstra um levantamento apresentado nesta última quinta-feira (11), por ocasião do Dia Mundial de População. Com o título "Fecundidade e Dinâmica da População Brasileira", a publicação foi elaborada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e busca traçar um retrato populacional e de desenvolvimento do País.

O  maior acesso aos serviços e informações sobre métodos contraceptivos foi fundamental para que todas as mulheres, inclusive negras e pobres, conseguissem planejar melhor suas famílias | Foto: Freepik

Conforme mostra o documento, entre as mulheres que integram os 20% mais pobres da população, a taxa de fecundidade caiu de 3,92 por mulher, em 2001, para 2,90 em 2015, o que corresponde a quase um filho a menos. Em comparação, entre as 20% mais ricas, a queda foi de 1,41 para 0,77. O cenário é parecido quando levadas em consideração a raça/cor: entre as mulheres pretas, a taxa de fecundidade caiu de 2,75 (2001) para 1,88 (2015). As mulheres pardas que, em 2001, tinham em média 2,65 filhos, apresentaram média de 1,96 em 2015. No mesmo período analisado, a mulher branca, que tinha 2,10 filhos, em média, passou a ter 1,69.

Os dados demonstram que maior acesso aos serviços e informações sobre métodos contraceptivos, em larga escala, foi fundamental para que todas as mulheres, inclusive negras e pobres, conseguissem planejar melhor suas famílias, fator importante no empoderamento e engajamento dessas mulheres na vida produtiva. O representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil, Jaime Nadal, explica que tudo isso reflete as mudanças socioeconômicas que o País atravessou, além de importantes avanços na garantia do acesso à saúde sexual, reprodutiva e direitos.

"Alguns dos fatores responsáveis por isso são a melhoria no acesso aos serviços em saúde sexual e reprodutiva, além do acesso à informação e ao sistema de saúde de uma maneira geral. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é um grande responsável pela melhoria no acesso à contraceptivos e a informações. Além disso, é importante destacar que a melhoria nos índices socioeconômicos também vem resultando em melhoria para esses indicadores", afirma.

O Brasil tem, hoje, uma taxa de prevalência de uso de contraceptivos equivalente a 77%. Há 25 anos, em 1969, apenas 35% das mulheres casadas ou em algum tipo de união utilizavam algum método para postergar ou evitar a gravidez, o que comprova, na prática, as mudanças vistas nas configurações familiares de todo o País.

O representante do UNFPA ressalta que é necessário continuar investindo em serviços de qualidade e informação, para que mais mulheres possam ter exatamente o número de filhos que desejam e para que não haja demandas não satisfeitas em contracepção, nem desigualdades associadas às taxas de fecundidade. A publicação foi feita com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios e o Censo Demográfico de 2010.

Dia Mundial da População

O estudo reforça o tema deste ano para  o Dia Mundial da População, "25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento: acelerando a promessa". Com base nos avanços conquistados, o Fundo de População promoveu a ação "Mais que minha mãe, menos que minha filha", e foi às ruas para convidar as pessoas a refletirem sobre as mudanças e os desafios encontrados na agenda de população e desenvolvimento e no acesso a seus direitos.

"A Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento representou uma mudança de paradigma na forma como o mundo passou a encarar os direitos reprodutivos, concordando em colocar as pessoas em primeiro plano e empoderando mulheres, para que todas as pessoas pudessem decidir quando e se terá filhos, e quantos. Isso é fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável", afirmou o representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Jaime Nadal.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência de desenvolvimento internacional da ONU que trata de questões populacionais. Desde sua criação, tem sido um ator chave nos programas de desenvolvimento populacional. Os principais objetivos do UNFPA, desde então, são ampliar as possibilidades de mulheres e jovens levarem uma vida sexual e reprodutiva saudável, acelerar o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva, incluindo o planejamento familiar voluntário e a maternidade segura, e a busca da efetivação dos direitos e oportunidades para as pessoas jovens.

Endocrinologista pediátrica comenta as principais dúvidas sobre puberdade precoce

Redação

Puberdade precoce é um assunto que preocupa muitos pais. Assim, a especialista em endocrinologia pediátrica pelo Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Vanessa Radonsky, comenta as principais dúvidas que aparecem em seu consultório sobre este tema.

A puberdade precoce em meninas acontece antes dos oito anos de idade, nos meninos antes dos nove anos. Aparecimento de pelos pubianos e odor axilar são alguns dos sintomas | Foto: reprodução

A médica, que também é especialista da Clínica Croce, comenta ainda que é preciso fazer exame clínico detalhado, incluindo a dosagem dos hormônios, e uma avaliação da idade óssea para que o médico possa analisar o estágio de maturação e puberdade dessa criança, se for o caso.

Como identificar se meu filho está entrando na puberdade precoce?
Vanessa Radonsky (VR) - A puberdade precoce é caracterizada pelo aparecimento de caracteres sexuais secundários. Em meninas acontece antes dos oito anos de idade e nos meninos antes dos nove anos. Caracteres sexuais secundários nas meninas são o aparecimento da mama e dos pelos pubianos. Nos meninos, também surgem os pelos pubianos e o aumento no volume testicular e do comprimento peniano.

Quais são as principais causas de puberdade precoce?
VR - A puberdade precoce é considerada idiopática, sem causa definida, em 90% das meninas. Já nos meninos essa incidência é menor. Uma investigação criteriosa pelo endocrinologista pediátrico deve ser realizado, para afastar alguma causa patológica como um tumor e malformação de sistema nervoso central ou exposição a esteroide.

Menstruar antes dos oito anos de idade é um problema?
VR - A menstruação é a última etapa do desenvolvimento da menina, já que antes ocorre o aparecimento das mamas e dos pelos pubianos. Quanto mais cedo ela menstruar, antes ocorrerá o fechamento da cartilagem de crescimento e menor será a sua estatura final, portanto, pode afetar o crescimento.


Quais os outros sinais da puberdade?
VR - Além dos caracteres sexuais secundários, percebemos uma irritabilidade comum em meninos e meninas, odor axilar, aceleração na velocidade do crescimento e espinhas.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

“Chocolate cake” é tendência nos cabelos

Redação

Quem pretende mudar o visual dos cabelos neste inverno pode apostar no básico cabelo castanho, porém numa versão repaginada, conforme comenta o hairstylist Carlos Lima.

Estilo traz mechas suaves em nuances que lembram as camadas de um bolo de chocolate| Foto: Pinterest/MF Press Global 

"Esse novo visual conta com mechas muito suaves em nuances que lembram as camadas de um bolo de chocolate. Essas mechas proporcionam um ar iluminado ao tradicional castanho, e um efeito de brilho aos tons de marrom profundo", explica Lima.

Além disso, ele alerta também para os cuidados necessários para a manutenção do visual “chocolate cake”, pois como o visual é construído com tons mais quentes, “a manutenção é fundamental para que o cabelo não desbote ou fique com o tom avermelhado em evidência”. Então, é necessário fazer a manutenção com linhas de produtos para cabelos coloridos, pois estes possuem tratamento antioxidante.


Você é falsamente feliz?

*Por Leonardo Torres As redes sociais digitais são cheias de mensagens positivas, fotos felizes, em lugares lindos, radiantes. Ostentação ...