quarta-feira, 19 de junho de 2019

Brasileiras ainda vivem na bolha

*Por Priscila Queiroz

Relatórios apontam que as mulheres já são responsáveis por 57% dos novos negócios criados no Brasil desde 2016.

As mulheres já são responsáveis por 57% dos novos negócios criados no Brasil | Foto: divulgação

Porém ainda somos a minoria em startups, em missões internacionais e isso se dá por problemas muito sérios:

Falta de incentivo familiar;
Organização do tempo com os filhos;
Sexismo (preconceito);
Mulher não consegue ficar tanto tempo fora de casa por conta de suas obrigações.

São tantos os desafios que as mulheres enfrentam baseado em suas obrigações multi tarefadas, falta de incentivo e apoio do cônjuge e da família e tantas outras atribuições que não conseguem se dedicar para sair da bolha!

As impressões diante destas informações acima considerando que merecemos sim começar a olhar nossos negócios para viver uma experiência diferenciada, indica que este quadro já está mudando.

“Resolvi partir para ação dentro da Rede Mulheres que Decidem, trazendo para todas as empreendedoras o quanto se permitir fazer diferente faz toda diferença!

Esta agenda está pronta para 2019 e 2020 e estou eu e meu time diretor e colaboradoras dos meus projetos pessoais, envolvidas nesta missão mór de trazer a diferença na vida e no mind set da mulher que empreende, da mulher vendedora, da mulher empresária…”

O calendário está maravilhoso e quero compartilhar com você, porque tem oportunidade para todas as mulheres.

Vale do Silício – EUA
29 de julho a 01 de agosto
Grupo fechado. Lista espera já para 20 a 23 de abril 2020.


Eader Woman Valência Espanha
23 a 26 setembro 2019 – valor promocional até 30 junho 2019:
Quanto vale você desenvolver a liderança e gestão na sua vida e nos seus negócios?
A Fundação Brito, com sede em Valência na Espanha me convidou como Representante Oficial deste treinamento no Brasil para esta missão e claro que resolvi não só apoiar como também convidar você mulher a fazer parte desta certificação internacional.

Investimento em si é o melhor investimento do mundo!
https://www.liderancafeminina.net/
Quem te indicou: Mulheres Que Decidem – Pri Queiroz.


Vip Experiencie em Orlando – EUA
20 a 23 novembro de 2019
O mundo está totalmente diferente e cada vez mais as máquinas tomarão nossos lugares.
Como lidamos com as experiências nos negócios!?

Vou levar mulheres e homens para entender o mind set na Disney com a visão da experiencia praticada nos negócios.

Eu e o Mauricio Louzada comandaremos esta experiência com conteúdo exclusivo, vivência e certificação.  Pré-reserva para pri@prisciliaqueiroz.com.br

O empreendedorismo brasileiro e o empreendedorismo feminino precisam se desenvolver rapidamente e eu junto com a Rede Mulheres que Decidem temos como missão contribuir para que aconteça.

Só não vai dizer que depois não sabia…

Oportunidades existem para serem agarradas, pegas com a máxima força!

É nisso que eu acredito.

Este é o impacto que desejamos deixar.

*Priscila Queiroz é presidente da Rede Mulheres que Decidem.

Substâncias ilícitas podem causar problemas cardíacos

Redação

Maconha, cocaína, crack, anfetamina e LSD, além de causarem dependência química, podem gerar graves problemas ao sistema cardiovascular. É sobre esse tema que o psicólogo Rafael Trevizoli Neves, diretor científico do Departamento de Psicologia da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), discorrerá no congresso anual da entidade, no Transamérica Expo Center, entre 20 e 22 de junho.

 cocaína e o crack, além de arritmias, aumentam o risco de infarto | Foto: reprodução

De acordo com o especialista, as alterações da maconha estão mais relacionadas ao ritmo cardíaco, com a ocorrência de arritmias. A cocaína e o crack, além de arritmias, aumentam o risco de infarto e causam prejuízo ao funcionamento do coração (disfunções valvares e insuficiência cardíaca), assim como as anfetaminas e o LSD.

"O uso de substâncias ilícitas aumenta os riscos de doenças cardiovasculares, principalmente em decorrência das alterações no sistema nervoso simpático que essas drogas promovem", explica o psicólogo. Durante a apresentação, as consequências do uso de drogas e sua relação com a frequência e o tempo de consumo serão discutidas.

Também serão abordadas possibilidades de atuação com pacientes internados por alterações cardiológicas em decorrência da dependência química. "O maior desafio é articular o tratamento clínico com a abordagem da dependência, como a abstinência e o encaminhamento para a Rede de Atenção Psicossocial", afirma Neves.

Destaques do congresso da Socesp
Nesta edição do congresso, a grande novidade é a Arena Inovação e Tecnologia, que apresentará cerca de 15 startups da área de saúde com soluções em Digital Health, incluindo aparelhos, aplicativos e novidades em imagem. O evento conta com mais de 160 atividades para o público médico, 100 atrações para profissionais de outras áreas da saúde e oito palestrantes internacionais para debater e trocar experiências sobre formas de reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares.

São esperados mais de 7 mil profissionais da saúde de todo o Brasil, destaca a presidente do evento, Lilia Nigro Maia: "A programação científica foi preparada por equipe multidisciplinar, formada por profissionais referenciais em sua área de atuação".

Além da Arena Inovação e Tecnologia, haverá sessões como hands on, medicina de consultório, palestras em 21 arenas e atividades voltadas aos acadêmicos.

Toxoplasmose: saiba como proteger o bichano

Redação

A Secretaria Municipal de Saúde elevou para 79 o número de casos de toxoplasmose na capital paulista. Desde março, três surtos foram registrados em regiões diferentes da cidade. Com isso, a veterinária Lívia Chimati Fatini do Centro Veterinário Seres, do Grupo Petz, explica como proteger os bichanos da chamada "doença do gato".

Limpe diariamente a caixa de areia do gato. A forma infectante do parasita ocorre após, aproximadamente, dois dias de exposição das fezes no ambiente | Foto: reprodução

"Primeiro é importante ficar claro que apenas gatos que tenham sido contaminados pelo protozoário Toxoplasma gondii é que eventualmente podem transmitir a doença pelas fezes. E esse grupo é minoritário. Apesar do triste apelido de ‘doença do gato’, é mais comum as pessoas terem contato com o parasita ingerindo alimentos ou água contaminados do que pelo contato com as fezes contaminadas dos felinos", explica Lívia.

Além dos gatos, outros mamíferos, incluindo o homem, podem manifestar a doença, mas não a transmitem. Os felídeos são os únicos capazes de concluir o ciclo do Toxoplasma, porque conseguem eliminar o parasita nas fezes.

"O gato desenvolve a doença ao ingerir cistos presentes nos tecidos de animais contaminados ou, de forma menos comum, ao ingerir os ‘ovinhos’ (chamados oocistos) presentes em fezes contaminadas de outros gatos. Esses oocistos só se tornam infectantes, após passarem por um processo chamado esporulação, que ocorre em alguns dias de exposição no ambiente. A maioria dos gatos elimina oocistos nas fezes apenas uma vez ao longo de toda vida", explica a veterinária.

Como perceber e tratar a doença nos felinos
Gatos adultos, e com boa saúde, na maioria das vezes não manifestam sintomas da toxoplasmose. Geralmente a doença afeta os animais mais jovens ou mais velhos, por causa do sistema imunológico enfraquecido.

Sintomas que podem ser observados
Perda de apetite;
Prostração;
Febre;
Dificuldade respiratória (em casos de pneumonia);
Mucosas amareladas (em casos de comprometimento do fígado);
Desconforto abdominal (em casos de comprometimento do pâncreas);
Cegueira;
Alterações de comportamento (em casos de comprometimento do sistema nervoso – como, por exemplo, no cérebro).

Como evitar
Para evitar riscos de contaminação é melhor manter o gato em casa e controlar a alimentação, oferecendo apenas ração ou alimentos com tratamento térmico adequado. Nunca ofereça carne crua ou mal cozida.

Já para os gatos que têm costume de brincar ou dormir no quintal recomenda-se o uso de coleira com guizo. Assim ele terá dificuldade em capturar pássaros e roedores.

Como a doença afeta humanos
A contaminação de humanos e outros mamíferos também se dá pela ingestão de alimentos e água contaminados, além da ingestão de oocistos presentes nas fezes de felídeos contaminados. Em muitos casos, a doença se manifesta com sintomas muito parecidos com os da gripe e vai embora depois de algumas semanas.

"Geralmente a toxoplasmose é uma doença que passa despercebida, mas em alguns casos podem aparecer sintomas parecidos com os da gripe, como dores de cabeça, na garganta e no corpo, coriza e febre. De maneira geral, o sistema imunológico se defende bem contra as ações do parasita", comenta Lívia.

Entretanto, a toxoplasmose pode evoluir para quadros graves em pessoas que estejam com a imunidade baixa e entre mulheres grávidas, porque pode afetar os bebês. As mamães podem transmitir o parasita ao feto, através da placenta. Quando isso ocorre no início da gestação, aumenta a probabilidade de aborto ou má formação fetal.

Como nos proteger e prevenir a toxoplasmose
Limpe diariamente a caixa de areia do bichano. A forma infectante do parasita ocorre após, aproximadamente, dois dias de exposição das fezes no ambiente. Portanto, quando a limpeza é feita com frequência, o risco de contaminação é quase nulo.

Cozinhe bem os alimentos, principalmente carnes. E lave bem os utensílios domésticos usados com carne crua.

Lave bem frutas e legumes. Higienize bem as mãos, antes de cozinhar e antes de comer.

Mulheres grávidas e indivíduos com baixa imunidade devem evitar manusear caixas de areia. Boa higiene ajuda a prevenir a toxoplasmose.

Reposição hormonal: quando e por que fazer

*Por Karina Tafner

Há um determinado período da vida em que mulheres e homens começam a ter sintomas bem desconfortáveis. Este período é chamado de menopausa (para a mulher) e andropausa (para o homem), e caracteriza a queda das taxas dos hormônios sexuais. Na menopausa, há o término dos ciclos menstruais e ovulatórios em mulheres entre os 45 e 55 anos, enquanto na andropausa, há diminuição progressiva da produção de testosterona em homens, após os 50 anos.

"Para amenizar os sintomas da andropausa e da menopausa, é possível realizar a reposição hormonal", comenta a ginecologista Karina Tafner | Foto: divulgação 

A menopausa na mulher, como ocorre uma diminuição abrupta dos níveis de estradiol, tende a ser muito sintomática (fogachos, ondas de calor, ressecamento vaginal), enquanto no homem (andropausa) ocorre uma diminuição mais lenta dos níveis de testosterona, resultando em sintomas mais leves como cansaço e fadiga.

Quando a menopausa e andropausa ocorrem antes da idade esperada, tem-se um quadro que denominamos "precoce". Isto pode ocorrer por algum processo "destrutivo" nas gônadas (ovário e testículo) e podem decorrer de quadros infecciosos/inflamatórios ou até mesmo serem autoimunes, quando existem anticorpos que passam a "atacar" a glândula.

Para amenizar os sintomas da andropausa e da menopausa, é possível realizar a reposição hormonal. Nas mulheres, o tratamento consiste na reposição do estrógeno, que pode ser por via transdérmica (gel ou adesivo) ou oral, combinado ou não a progesterona (naquelas mulheres não histerectomizadas, ou seja, que possuem útero). Nos homens, a reposição é feita com testosterona, que pode ser por diferentes vias.

Com a reposição hormonal, as mulheres sentem a diminuição destes sintomas desconfortáveis, além de minimizar problemas comuns do período como mal estar, perda cognitiva (algumas mulheres queixam-se de perda de memória, piora da depressão e ansiedade) e perda de massa óssea (osso vai ficando mais fraco – osteoporose). Já os homens que fazem a reposição hormonal apresentam melhora na disposição e aumento da libido.

Vale lembrar que não são todas as mulheres que teriam a indicação de fazer reposição hormonal na menopausa. Normalmente, o ginecologista faz uma análise minuciosa de cada caso para indicar ou não a terapia de reposição hormonal após a menopausa. Além disso, como em todo tratamento médico, há efeitos colaterais. Dentre eles, destacam-se aumento do endométrio (efeito minimizado com uso da progesterona), aumento de triglicérides (apenas com a via oral de estrógeno), retenção de líquido e aumento da pressão arterial (mais comuns também com a via oral). Por isso, o tratamento deve ser sempre indicado e acompanhado por especialista da área.

*Karina Tafner é ginecologista e obstetra; médica assistente do ambulatório de Reprodução Assistida da Santa Casa (FCMSCSP); especialista em Endocrinologia Ginecológica e Reprodução Humana pela Santa Casa e especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo. 

terça-feira, 18 de junho de 2019

Osteoporose, uma doença do envelhecimento que se inicia na infância

*Por Vera Szejnfeld

A osteoporose, doença metabólica que leva ao enfraquecimento dos ossos e aumenta a chance de fraturas, é um sério problema de saúde pública. Estima-se que 10 milhões de brasileiros tenham osteoporose. A doença é silenciosa de modo que a maioria dos pacientes não sabe que tem ossos frágeis até o momento da fratura. As primeiras fraturas ocorrem quando já houve perda de 30 a 40% da massa óssea. Pesquisas apontam que, a partir dos 50 anos, cerca de 30% das mulheres e 13% dos homens apresentarão alguma fratura em decorrência da osteoporose.

Para prevenir a osteoporose é necessário praticar atividade física regular, ter uma dieta saudável e rica em cálcio, evitar hábitos nocivos (fumo e bebidas alcoólicas) e tomar sol | Imagem: reprodução

A doença é mais comum em mulheres na menopausa e homens idosos. Uma vez que o nosso osso é construído na infância e adolescência, podemos dizer que a osteoporose é uma doença geriátrica, mas que começa na pediatria. Embora rara na faixa etária pediátrica, crianças e adolescentes podem sofrer de osteoporose e osteopenia (condição que também leva ao enfraquecimento dos ossos).

O primeiro sinal da osteoporose costuma ser o aparecimento de fraturas, após traumas leves, como uma queda da própria altura, durante as brincadeiras, prática de esportes ou mesmo na ausência de um trauma (fraturas espontâneas). As vértebras, o punho e o quadril são as regiões mais acometidas pela doença. Nos adultos a osteoporose e osteopenia estão relacionadas à perda dos hormônios sexuais (menopausa e andropausa) e ao envelhecimento em si. Nas crianças e adolescentes, a osteoporose quase sempre ocorre como decorrências de outras doenças.

Durante a infância e adolescência construímos um "banco de ossos", que será a base para toda a nossa vida. Para construir uma boa reserva de osso, precisamos ingerir diariamente cálcio (por meio principalmente do consumo de leite e derivados), praticar exercícios físicos e sintetizar a vitamina D, por meio da exposição (moderada!) ao sol. Esses hábitos de vida saudáveis permitem que aos 30 anos de idade alcancemos um pico de massa óssea maior. Após essa fase, a massa óssea permanece estável até a menopausa ou andropausa (ao redor dos 50 anos), ocasião em que se inicia a perda óssea. Pessoas que atingiram um maior pico de massa óssea terão menor risco de osteoporose. Por outro lado, pessoas com pico de massa óssea reduzido terão risco maior de fragilidade óssea.

Atividade física regular, dieta saudável e rica em cálcio e evitar hábitos nocivos como o fumo e o excesso de bebidas alcoólicas são as medidas preventivas eficazes para minimizar o risco de osteoporose. Precisamos estimular as nossas crianças a evitar o sedentarismo, praticar atividades físicas e esportes e melhorar o consumo de leite e derivados. Assim, desenvolverão ossos fortes e serão menos suscetíveis à fragilidade óssea na fase adulta e no envelhecimento.

*Vera Szejnfeld é doutora em Reumatologia, professora da Unifesp e médica do Cura – Imagem e Diagnóstico.

Cerca de 97% das mulheres afirmam ter sido vítimas de assédio em meios de transporte

Redação

O assédio sexual é uma realidade na vida da maior parte das mulheres brasileiras: 71% conhecem alguma mulher que já sofreu assédio em espaço público e, ainda mais impressionante, 97% dizem já ter sido vítimas de assédio em meios de transporte. Os dados são da pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com o apoio da Uber, sobre violência contra a mulher no transporte.

Imagem: divulgação 

Para entender os obstáculos e desafios que as mulheres enfrentam em sua locomoção pelas cidades diariamente, a pesquisa ouviu 1.081 brasileiras – com 18 anos ou mais, de todas as classes sociais (A a D), de todas as regiões do Brasil - que utilizaram transporte público e por aplicativo, nos três meses anteriores ao início do estudo, que começou em fevereiro deste ano.

O levantamento aponta que, para as mulheres que trabalham e/ou estudam, o tempo gasto se deslocando entre sua casa e o trabalho/instituição de ensino é um fator decisivo e central na vida delas: para 72% das entrevistadas, o tempo para chegar ao trabalho influencia na decisão de aceitar um emprego ou de permanecer nele. Ainda assim, 46% das entrevistadas não se sentem confiantes para usar meios de transporte sem sofrer assédio sexual.

Segundo a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, os dados confirmam que o assédio sexual faz parte da rotina das mulheres. “Para elas, que em sua maioria estudam e trabalham fora de casa, a segurança no deslocamento é uma questão essencial. É importante não só aplicar a lei que criminaliza essa prática, como também desenvolver políticas e mecanismos para prevenção, para garantir que as brasileiras possam se sentir seguras ao exercerem seu direito de ir e vir, garantindo também seu direito a uma vida sem violência", afirma Jacira.

Quando o assunto é locomoção, segurança é mesmo o fator que mais preocupa as mulheres: de olhares insistentes a serem “encoxadas”, passando por cantadas indesejadas, passadas de mão, comentários de cunho sexual ou serem seguidas, são diversas as situações de assédio relatadas. Em regra, o percentual de citações de assédio no transporte público é maior do que nas demais alternativas analisadas (ver quadro acima).

A pesquisa também apontou que três em cada quatro mulheres (75%) se sentem seguras usando transporte por aplicativo - número maior do que as que se sentem seguras usando táxis (68%) e quase três vezes maior do que o número de mulheres que se sentem seguras no transporte público (26%).

Ou seja, as mulheres não têm segurança para se locomover pelas cidades, afirma a diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, Maíra Saruê Machado. "Elas são assediadas, seja nas ruas ou nos meios de transporte, quando saem para trabalhar, levar as crianças para a escola, se divertir... Para que as mulheres tenham mais autonomia, precisamos de políticas de combate à violência que incluam o olhar para esses deslocamentos", avalia Maíra.

Elas também apontam que os transportes por aplicativo permitem às mulheres denunciar os abusadores mais facilmente (55%) e que é onde acreditam que há mais chances de os homens que cometem assédio serem punidos (45%) - fatores que podem contribuir para a maior sensação de segurança.

Por fim, para 91% o surgimento do transporte por aplicativo melhorou sua capacidade de locomoção pela cidade e 94% afirmam que se sentem mais seguras sabendo que, se precisarem, podem chamar um motorista de aplicativo para voltar à casa.

Especialistas explicam boatos sobre alimentação e a relação com o câncer

Redação

Em fóruns pela internet e grupos de redes sociais é comum aparecerem "milagres" contra o câncer a todo momento, alguns citam "alimentos poderosos". Para a oncologista clínica do Centro Paulista de Oncologia (CPO), Denise Leite, muitos boatos são aceitos como verdades, pois as pessoas se sentem fragilizadas diante do câncer.

O chá verde deve ser evitado, durante o tratamento contra o câncer, para não diminuir a eficácia da medicação | Foto: reprodução 
"É uma doença de que as pessoas têm muito medo, acham que não há cura – mesmo que haja. Elas se agarram a qualquer coisa que crie uma esperança, além do tratamento convencional", afirma Denise.

O oncologista do CPO, Marcelo Aisen, também concorda e acrescenta que alguns pacientes em fases mais avançadas do câncer procuram saídas alternativas, sem pensar racionalmente sobre sua eficácia. "Se alguém relata que se curou de um câncer ou que conhece alguém que tenha ficado bom depois de comer ou beber algo, eles acreditam. Não importa se não há estudo que comprove; aquilo é falado e escrito tantas vezes, em tantos lugares diferentes, que eles tomam como verdade", conta.

Denise explica que  a escolha de alguns alimentos como “milagrosos”, por exemplo, pode ocorrer pelo fato da indústria farmacêutica ter estudado, mas acabaram descartados por não terem sido encontradas neles substâncias eficazes para a elaboração de medicamentos, ou cujo trabalho ainda não terminou. "Um pedaço de informação é manipulado e a história toma proporções enormes", afirma.

A seguir, Denise e Aisen esclarecem mitos e verdades na relação entre a alimentação e o câncer. Mas, antes, os especialistas lembram: uma alimentação balanceada e saudável, com o máximo de alimentos naturais e o mínimo possível de processados, é realmente uma aliada para o sucesso dos tratamentos contra o câncer e para o bem-estar geral das pessoas, tenham elas câncer ou não.

Graviola é a nova arma na cura do câncer?
Mito. Alguns compostos da folha da graviola estão sendo estudados devido às suas características antioxidantes e profiláticas, mas ainda não há nenhuma conclusão quanto à sua eficácia contra o câncer, ou mesmo em relação ao seu uso em medicamentos para o tratamento da doença.

Maçã evita o câncer de pulmão?
Mito. Um estudo realizado em 2017 pela Universidade John Hopkins (EUA) indica que quem come três porções (cerca de 400 gramas) de maçã por dia tem a função pulmonar mais forte e preservada, devido principalmente às características antioxidantes e anti-inflamatórias da fruta. Mas não há nenhuma ligação formal entre isso e o desenvolvimento de um câncer de pulmão.

Não se deve tomar chá verde durante o tratamento contra o câncer?
Verdade. O chá verde é metabolizado pelas mesmas enzimas necessárias para a absorção de alguns dos medicamentos do tratamento contra o câncer. Assim, é melhor evitar a bebida para não haver a diminuição da eficácia dos remédios.

Tomate previne contra o câncer de próstata?
Não chega a ser mito, mas é difícil chamar de verdade. O licopeno presente no tomate realmente tem a capacidade de prevenir contra o câncer de próstata, mas não existem estudos científicos que comprovem na prática, se é possível alcançar algum resultado – além de ter toda uma alimentação geral exemplar.

Gengibre cura qualquer tipo de câncer?
Mito. Não há nenhuma evidência científica de que algum elemento do gengibre tenha a capacidade de curar o câncer. Porém, é verdade que o gengibre alivia os sintomas de mal-estar da quimioterapia e da radioterapia, como náuseas e enjoos.

Vegetais verdes protegem contra o câncer de intestino?
Verdade. Eles aceleram o movimento intestinal, facilitam a evacuação e, possivelmente, impedem a formação de células cancerígenas no órgão, embora, novamente, não haja estudos definitivamente comprobatórios em relação a isso.

Brasileiras ainda vivem na bolha

*Por Priscila Queiroz Relatórios apontam que as mulheres já são responsáveis por 57% dos novos negócios criados no Brasil desde 2016. A...