terça-feira, 19 de março de 2019

Você sabia que desempregada pode ter salário maternidade? Tire essa e outras dúvidas

*Por Regina Nakamura Murta 

Mesmo já aprovada a nova lei para licença maternidade, no dia 04 de abril de 2018, ainda há muitas dúvidas sobre diversos aspectos. Saiba quais são:

 Empresas privadas poderão conceder licença maternidade de 180 dias corridos, bastando aderir ao Programa Empresa Cidadã, comenta a advogada Regina Nakamura Murta | Foto: divulgação 
Início
A licença maternidade pode iniciar até 28 dias antes do parto, ou então, a partir da data de nascimento do bebê. No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto. Compete a empregada, mediante atestado médico, notificar o seu empregador da data do início do afastamento do emprego. No caso de funcionários públicos, a licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação, salvo antecipação por prescrição médica.

Duração
A licença maternidade, no caso de empregadores privados, dura de 120 a 180 dias (de 4 a 6 meses), ficando a critério do empregador. Já no caso de serviço público, a duração é de 180 dias (cerca de 6 meses). Empresas privadas poderão conceder licença maternidade de 180 dias corridos, bastando aderir ao Programa Empresa Cidadã. Neste caso, a empresa recebe um incentivo fiscal para estimular a ampliação da licença maternidade. É válido dizer que os períodos de repouso, antes e depois do parto, poderão ser aumentados de 2 semanas cada um, mediante atestado médico.

Notificação ao empregador
Para as mães que trabalham com carteira assinada, recomenda-se avisar seu empregador imediatamente a ciência do estado gestacional, para fins de avaliação de eventuais riscos de acordo com atividade exercida. É aconselhável que a notificação seja feita por escrito ao empregador. O mesmo vale dizer sobre a adoção. Compete à empregada avisar imediatamente seu empregador quando do recebimento da guarda do menor. Recomenda-se que também seja feito por escrito.

Salário maternidade
O salário maternidade é um benefício custeado pela Previdência Social, que garante auxílio financeiro às mães no período inicial depois da chegada do filho. O objetivo é ajudar na complementação da renda de mulheres que precisam se afastar de suas funções profissionais em razão do nascimento ou da adoção de uma criança. O valor recebido durante a licença maternidade é equivalente ao salário fixo mensal da empregada. O pagamento do benefício é efetuado diretamente pelo empregador, que deduzirá o montante do total da contribuição previdenciária recolhida mensalmente sobre a folha de funcionários. No caso da empregada doméstica, o benefício será pago diretamente pelo INSS.

Demissão no período da licença maternidade
A constituição federal veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa, eis que garantida a estabilidade no emprego, desde a concepção até cinco meses após o parto. Na ocorrência de tal situação, a empregada tem direito a ser reintegrada ao trabalho ou à indenização. Importante destacar que a empregada tem direito à estabilidade mesmo que a gravidez tenha ocorrido no curso do aviso prévio (art. 391-A da CLT).

Benefício à desempregada e autônoma
Quem está sem trabalhar terá direito ao salário maternidade, desde que o nascimento ou a adoção tenha ocorrido dentro do período de manutenção da qualidade de segurada. Segundo o artigo 15º da lei 8.213/91, o período de graça é concedido ao segurado durante 12 meses. Esse prazo de ‘bônus’ passa a valer por 24 meses, caso o tempo de contribuição seja superior a dez anos. E ainda, se a empregada tiver como comprovar que está sem ocupação, por meio do seguro desemprego, por exemplo, é possível estender por mais 12 meses o período de manutenção.
Quem trabalha por conta própria (autônoma) também tem direito à licença. Todavia, o artigo 25, inciso III da Lei 8213/91 exige tempo de contribuição mínimo de 10 meses para a contribuinte individual ter direito ao benefício.

Unificação de férias à licença maternidade
A empregada poderá pleitear ao seu empregador a unificação do período de férias, desde que cumprido o período aquisitivo à licença maternidade. No entanto, a unificação fica a critério do empregador autorizar, posto que o período de férias é definido pelo empregador, e não pela empregada.

Licença paternidade
O pai da criança, em geral, tem direito a licença paternidade remunerada de cinco dias corridos, a partir da data de nascimento do bebê. Exceção feita a servidores públicos federais, que têm direito a licença paternidade de 20 dias. A licença para o funcionário de empresa privada poderá ser ampliada para 20 dias, desde que o empregador venha aderir ao Programa Empresa Cidadã. A lei não faz distinção entre pai biológico ou adotivo. Assim como é indiferente se o pai é casado com a mãe, vivem em união estável ou são separados. A condição paterna independe do estado civil.

Benefício em caso de aborto
Em caso de aborto não criminoso e comprovado por meio de atestado médico oficial, a empregada terá direito ao salário maternidade correspondente a duas semanas. Por outro lado, o período de afastamento pode ser majorado a depender do estado de saúde da mulher e desde comprovada a necessidade por atestado médico. No caso de servidora pública, essa licença remunerada será de 30 dias para repouso.

Quem não possui direito à licença maternidade/paternidade
Nos termos do Decreto nº 87.497/82, o estagiário não tem direito a licença maternidade/paternidade, e as demais pessoas que não preencherem os requisitos legais para tanto, quais sejam:

Quantidade de meses trabalhados (carência)
10 meses: para a trabalhadora Contribuinte Individual, Facultativa e Segurada Especial

Isento: para seguradas empregada de microempresa individual, empregada doméstica e trabalhadora avulsa (que estejam em atividade na data do afastamento, parto, adoção ou guarda com a mesma finalidade)

Para as desempregadas: é necessário comprovar a qualidade de segurada do INSS e, conforme o caso, cumprir carência de 10 meses trabalhados

Caso tenha perdido a qualidade de segurada, deverá cumprir metade da carência de 10 meses antes do parto/evento gerador do benefício (Lei nº 13.457/2017)

Licença amamentação
Instituído pelo artigo 396 da CLT, a licença amamentação refere-se ao direito da empregada em amamentar seu filho, até que este complete 06 (seis) meses de idade, onde a mulher tem o direito, durante a jornada de trabalho, a 02 (dois) períodos descansos especiais, de meia hora cada um exclusivamente para amamentar.
 
*Regina Nakamura Murta é sócia responsável pela Área Trabalhista do escritório Bueno, Mesquita e Advogados

Transtorno bipolar: saiba mais sobre a doença

Da Redação

De acordo com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), 30 de março se tornou o Dia Mundial do Transtorno Bipolar em homenagem à data de aniversário do pintor Vincent Van Gogh, que foi diagnosticado como portador do transtorno bipolar.

Segundo o psiquiatra Mario Louzã (foto), há dois tipos de transtorno bipolar: o tipo I, que apresenta quadros de mania e depressão, e o tipo II, com episódios de hipomania e depressão | Foto: divulgação
Trata-se de uma doença mental que representa um desafio significativo para portadores, profissionais de saúde, familiares e comunidades. Segundo a Abrata, o objetivo da data é chamar a consciência mundial para transtornos bipolares e eliminar o estigma social.

Dados da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o transtorno atinge 4% da população, o que representa cerca de 8 milhões de brasileiros, sendo que 60% dos casos tem sua primeira manifestação antes dos 20 anos de idade.

De acordo com o médico psiquiatra Mario Louzã  - doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha, e Membro Filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo -  o transtorno bipolar se caracteriza pela presença de episódios de mania ou hipomania, e episódios depressivos.

No episódio de mania, o portador apresenta euforia, uma alegria intensa, de felicidade fora do normal. Também ideias de grandiosidade, riqueza ou elevada autoestima e autoconfiança, com perda do bom senso, que pode atingir um grau fora da realidade (delírio). A pessoa pode apresentar também irritabilidade e impulsividade de forma exacerbada.

“O pensamento fica acelerado, muitas ideias fluem simultaneamente ou numa sequência tão rápida que não se consegue expressar verbalmente”, afirma Louzã. Há diminuição da necessidade de sono, comportamento sexual excessivo, descontrole nos gastos e atitudes sem a percepção de sua inadequação. Fica agitado, eventualmente agressivo, distraído e totalmente desconcentrado. Segundo o psiquiatra, o episódio de hipomania tem características similares ao de mania, mas os sintomas são mais brandos.

Já o episódio de depressão se caracteriza por tristeza profunda, perda de interesse por tudo, pensamentos negativos (ideias de ruína, culpa, inutilidade, baixa autoestima) que podem ser intensos a ponto de configurar um delírio. Há modificações no sono: enquanto algumas pessoas têm insônia, outras apresentam hipersonia (dormem mais do que o habitual). Em relação ao apetite, pode haver aumento no consumo de alimentos como forma de aliviar a ansiedade. No entanto, a perda de apetite é mais comum neste quadro.

Há também diminuição da libido, apatia, fadiga excessiva e desinteresse por tudo. “A pessoa mal tem vontade de levantar da cama pela manhã”, reforça Louzã. Nos casos graves de depressão, pode haver ideias de suicídio, e até tentativas. O transtorno bipolar é a doença mental que mais causa mortes por suicídio: cerca de 15% dos pacientes tiram a própria vida.

Tipos de transtorno bipolar
Segundo Louzã, há dois tipos de transtorno bipolar: o tipo I, que apresenta quadros de mania e depressão, e o tipo II, com episódios de hipomania e depressão. A sequência de manifestação dos episódios maníacos/hipomaníacos e depressivos é variada, ou seja, não acontece, necessariamente, de forma alternada. Os eventos, tanto de mania/hipomania quanto os de depressão, têm duração, em geral, de semanas.

Apesar de a doença se manifestar mais comumente no adulto jovem, ela pode acometer pessoas mais velhas, inclusive na terceira idade. Atinge ambos os sexos numa proporção semelhante e perdura a vida toda. As causas podem envolver genética, hereditariedade e fatores ambientais/externos como uso de drogas, álcool em demasia, estresse constante, entre outros.

O tratamento depende da fase da doença. De acordo com Louzã, os quadros maníacos/hipomaníacos são tratados com estabilizadores do humor, como o lítio (para evitar ou reduzir as chances de um episódio agudo), podendo associar o uso de antipsicóticos. Os quadros depressivos podem ser tratados com antipsicóticos ou anticonvulsivantes. Também é possível introduzir antidepressivos, porém, estes podem desencadear um quadro maníaco/hipomaníaco.

“Na dúvida quanto à possibilidade de ser portador de transtorno bipolar, o ideal é consultar um médico psiquiatra, que poderá fazer a avaliação dos sintomas, o diagnóstico e indicar os tratamentos adequados”, finaliza o psiquiatra.

Luto: como enfrentar essa fase inevitável

*Por Alexandre Pedro

Presumo que todos nós já perdemos alguém querido. Mas como digerir o luto? É difícil, mas é preciso passar por essa fase. O luto tem um ciclo que deve ser respeitado e uma dor que precisa ser sentida. E cada pessoa tem um tempo diferente para superar uma perda. Pressionar alguém a voltar a ter uma vida normal, sem dar seu tempo necessário, implicará em outros problemas ou reações negativas. Não se deve esconder seus sentimentos e tampouco querer passar a imagem de que está tudo bem. Exteriorizar as emoções é a melhor forma de aliviar a dor e enfrentar o luto.

Algumas pessoas precisam de um suporte maior (como a terapia, por exemplo) para restabelecer o equilíbrio emocional e até mesmo evitar possíveis traumas, após o luto, comenta o psicanalista Alexandre Pedro
Cada pessoa tem uma maneira própria de lidar com dores, fracassos, frustrações. Há quem tenha mais facilidade para superar a perda. Outras, precisam de um suporte maior para restabelecer o equilíbrio emocional e até mesmo evitar possíveis traumas. São aquelas que demonstram raiva ou hostilidade excessiva, não expressam nenhum luto, ou apresentam mudanças significativas de comportamento, a ponto de interferir nas atividades cotidianas. Estas devem ter um acompanhamento com um profissional o mais rápido possível, antes que haja uma sucessão de gatilhos emocionais que, certamente, serão ainda mais difíceis de se controlar.

Vale lembrar que, como todo ciclo, é necessário que o luto tenha um fim. Olhar para a morte como um ponto final é esquecer tudo de maravilhoso que se viveu ao lado de quem partiu. É mergulhar na tristeza e se entregar ao sentimento de perda e de ausência. Não permita que isso aconteça. Viva seu luto, mas saiba a hora de seguir em frente, ainda que a saudade te acompanhe. Reconstruir sua vida será o grande próximo desafio. Conte com amigos e familiares para este recomeço. Se não for o suficiente, aposte na terapia. Ela irá reestruturar suas emoções e seu equilíbrio interior, te impulsionando a um novo ciclo.

*Por Alexandre Pedro é psicanalista pela Sociedade Internacional de Psicanálise de São Paulo; Master Practitioner de PNL filiado ao NLP Academy; Hipnoterapeuta filiado ao International Board of Hipnosys e ao National Guild of Hipnotists.

Marcelo Rubens Paiva lança livro sobre o ridículo dos homens nas relações amorosas

Da Redação

O escritor Marcelo Rubens Paiva reúne no livro O Homem Ridículo (Tordesilhas) novos contos e crônicas reescritas à luz da recente onda feminista. Na obra, ele retrata de maneira irreverente e divertida conflitos com as mulheres.

Os contos e crônicas deste livro contam histórias que o autor viveu e reinventou | Imagem: divulgação
Fã de Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, o autor segue seus mestres literários e, como eles, reescreve suas obras antigas ao reeditá-las – corta, enxuga, acrescenta. Assim, um volume sobre as verdades que as mulheres não dizem se transformou em outro livro, com contos novos, narradores trocados e novas situações dramáticas.

Os contos e crônicas deste livro contam histórias que o autor viveu e reinventou, ouviu dos amigos e acompanhou de perto. Boêmio assumido, caçula numa família de quatro irmãs, adora escutar as mulheres e admite que o homem perde espaço para a persistência sofisticada e a inteligência das mulheres.

Em O Homem Ridículo, Paiva auxilia na reflexão sobre os sucessos e fracassos das relações amorosas, sobre as dificuldades de se amadurecer e entender o mundo, por meio dos olhos de quem amamos.

segunda-feira, 18 de março de 2019

WME Conference reunirá mais de 100 mulheres

Da Redação

Após o sucesso da premiação WME Awards by Music2!, realizada em dezembro de 2018 com homenagem especial à cantora Elza Soares, o Women's Music Event - plataforma criada para aumentar o protagonismo da mulher na música - anuncia a programação da 3ª edição de sua conferência focada em música, negócios e tecnologia, a WME Conference, que reúne mais de 100 mulheres entre artistas e profissionais da música brasileira. O evento acontece nos dias 22 e 23 de março, no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1.000).

A plataforma foi criada por Claudia Assef (à esquerda) e Monique Dardenne | Foto: Vtao Takayama
Este ano, a WME Conference conta com um número maior de painéis, 15 no total, oito workshops e novidades como o Pitch dos Estados, atividade em que produtoras culturais de várias regiões do país irão proporcionar uma imersão pela cena de 6 estados brasileiros. Ainda entre as novidades, um painel especial assinado pelo Spotify, o Discografia WME, além do já tradicional momento de networking e das festas e shows da programação.

Entre os nomes confirmados na programação de painéis e workshops da WME Conference 2019 até agora estão: Eliane Dias, Sarah Oliveira, Céu, Anna Butler, Patrícia Palumbo, Claudia Assef, Monique Dardenne, Samantha Almeida, Fabiana Lian, Tulipa Ruiz, entre outras.

Já a programação musical conta com apresentações das seguintes artistas no Centro Cultural São Paulo: Maria Beraldo, Slam das Minas, Mahmundi, Anelis Assumpção e o grupo de hip hop formado por refugiadas bolivianas Santa Mala.

O WME 2019 também traz uma atividade desenvolvida em parceria com o projeto SÊLA. Com o nome CONHE| SÊLA, trata-se de uma releitura dos tradicionais speed meetings e a proposta é ir além de uma reunião, incorporando conceitos de associação cognitiva, como a dinâmica e a performance. Através de uma inscrição prévia, mulheres do mercado respondem a um questionário e passam por uma triagem antes de se conhecerem. No dia do evento a SÊLA coloca frente a frente mulheres que têm afinidades em seus perfis revelando suas potencialidades. Esse projeto tem parceria com a analista comportamental Laura Faria e com a performer Maria Moreira, da coletiva Casarelas.

O Spotify, player oficial, passa a integrar a programação da WME Conference e apresenta o espaço Discografia WME: Histórias por trás dos álbuns comentados pelos próprios artistas, que conta com a participação da Karol Conka falando de Ambulante, Julia Branco falando sobre Soltar os Cavalos, Luiza Lian falando de Azul Moderno e Maria Rita Stumpf falando do clássico Brasileira.

A festa de encerramento acontece no domingo (24), na House of All, em Pinheiros, com parte da Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto fechada para o evento.  Os line-ups das festas de sexta-feira (22) no Jazz nos Fundos, sábado (23) no Jerome Club e do encerramento, no domingo (24), serão anunciados em breve.

Madrinha 2019
Depois de estrear com Marina Lima como madrinha num dos momentos mais emocionantes do WME 2017 e com a homenagem à cantora e compositora baiana Pitty na edição de 2018, a WME Conference de 2019 traz Céu, indicada ao Grammy três vezes, como madrinha.

Para participar da extensa programação de painéis, workshops e momentos de networking, o valor do ingresso é de R$ 50 (R$ 25 meia entrada) por dia. Os shows de Mahmundi, Santa Mala, e Anelis Assumpção, programados para o CCSP nos dois dias da conferência, são gratuitos.

Temas dos painéis
Sustentabilidade - Quando o legado musical de uma festa ou festival combina com baixo impacto para o meio ambiente, todo mundo ganha.

O Som das Refugiadas - O Brasil se consolidou como um importante destino de imigrantes em busca de sobrevivência longe de casa. Todos lucram quando essas vivências se transformam em música. Conheça histórias poderosas de algumas dessas refugiadas.

Management, profissão perigo - Como empresárias mantém a sanidade diante das demandas malucas de artistas.

Performance é uma arte - Nem todo mundo veio com o DNA da performance nas veias. Neste painel, artistas que sabem exatamente como domar multidões contam seus segredos (ou não) de palco.

O feminino muito além do RG - Como a música pode acelerar a quebra de tabus envolvendo representatividade de gêneros.

O artista nas redes sociais -  O que veio antes, o post ou a vida? Em que ordem pensamos nossas ações? Fazer Stories pode ser autopromoção, mas também é ativismo? Como as artistas enxergam suas plataformas.

Uma 5-D na mão e uma ideia na cabeça - Um videoclipe bem feito pode mudar a trajetória de uma música. Mas e o dinheiro para fazer? Diretoras de guerrilha contam como viabilizam vídeos usando a criatividade no conceito e na planilha de custos.

Q&A Madrinha WME 2019 - Um papo sobre a vida e a obra de uma das artistas mais plurais da música brasileira, Céu.

Música dá Ibope? - Reza a lenda no universo audiovisual que música não dá audiência. Por outro lado, programas de calouros, documentários e vídeos em streaming nunca bombaram tanto. Reunimos profissionais que fazem música no audiovisual para debater o que é mito e o que é realidade nessa história.

Data SIM - A importância de dados e informações confiáveis para o desenvolvimento do mercado da música no Brasil.

Inspiração x Composição - Os momentos de inspiração são mais importantes do que o trabalho braçal? Como se desenrola o processo de composição de uma música, afinal?

Produção Executiva de Festivais e Festas - Festa é que nem dar palpite em escalação da Seleção, todo mundo acha que sabe. Mas, muito mais do que comprar gelo suficiente, a produção executiva esconde bem seus truques e artimanhas. Aprenda com quem conhece tudo desse assunto!

Plataformas de Streaming - Plataformas de streaming, como ganhar dinheiro com a música que a galera ouve no computador?

BRMC Apresenta: DJs Além da Cabine - Elas são empresárias, artistas, produtoras de eventos, donas de clubes, fazem todo o corre para fomentar suas cenas dentro da música eletrônica. Esse perfil multitask é algo que todx DJ deveria se preocupar em ter?


Workshops (Até o momento)

Music Content como amplificador da estratégia digital – Samantha Almeida (Mynd/Music2);

Booking Artístico – Estratégias de compra e venda artistas – Fabiana Lian (OnStageLab);

Produção Executiva de Festivais e Festas – Letícia Frungillo (Lets Produções);

As Marcas podem resolver o seu problema de grana? – Fátima Pissarra.

Especialista fala sobre a proibição de formol como alisante de cabelo

Da Redação

O uso do formol (formaldeído) nos salões de beleza, especialmente em alguns procedimentos de alisamento dos cabelos, é uma discussão ainda presente, que impacta diretamente a saúde dos profissionais e clientes. A diretora executiva do Instituto Harris, referência em avaliação da segurança dos ingredientes e produtos cosméticos, Maria Inês Harris, explica as razões para a proibição do uso da substância em procedimentos de beleza e comenta que existem locais que ainda a utilizam.

O formol pode causar desconforto nas narinas, dores de cabeça e sensação de sufocamento, no longo prazo, os prejuízos podem ser mais graves | Foto: divulgação  
Isso porque não existe uma quantidade mínima segura para a incorporação da substância na fórmula dos produtos cosméticos. Ainda assim, pelo Brasil afora, há estabelecimentos que ignoram os riscos e seguem utilizando produtos que contém esta substância.

O formol é considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Pesquisa realizada em 2018 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revela que o formol ainda é utilizado profissionalmente em quantidades acima do limite estabelecido pela Agência (RDC 15/2013). Atualmente, é permitido até 0,2% na composição total de produtos para cabelos e até 5% em fortalecedores de unhas. Outro dado apontado pelo levantamento é que o teor excessivo de formol pode estar presente no produto desde seu processo de fabricação, ou ser adicionado aos produtos dentro dos salões de beleza.

“Produtos alisantes de cabelo vêm sendo adulterados em indústrias e salões com a adição do formol, o que é proibido e pode resultar em ações drásticas da Anvisa. As consequências no curto prazo desse uso imprudente para a população e, principalmente, para os profissionais expostos continuamente, são problemas de pele como irritações oculares e no couro cabeludo, lesões profundas ou descamativas, queda de cabelo, entre outras", afirma Maria Inês.

Uma das justificativas para o uso indiscriminado do composto é o fato de o percentual da substância preconizado pela Anvisa (0,2%) não ser comercialmente vantajoso, uma vez que não tem potencial alisante e apenas conserva a fórmula.

Segundo a especialista, quando aspirado, o formol ainda pode causar desconforto nas narinas, com ocorrência de coriza, tosse, dores de cabeça e sensação de sufocamento. "No longo prazo, os efeitos podem ser ainda mais dramáticos, como cegueira, comprometimento das vias aéreas, levando à pneumonia e câncer", alerta.

O trabalho realizado pela Anvisa ainda apontou que a grande quantidade de estabelecimentos de beleza no País é um desafio para o controle e diminuição do uso de formol em alisamentos. Segundo o relatório, medidas socioeducativas adotadas pelas Vigilâncias Sanitárias, como palestras, panfletos e orientações no momento da inspeção, colaboram para a redução do uso irregular da substância nos salões.

Doenças reumáticas: conheça cinco sinais

Da Redação 

O corpo dá sinais a toda hora quando algo está errado com a nossa saúde. Sentir dor, por exemplo, não é normal, e serve como aviso de que algo não está bem no organismo – além de funcionar como um alerta de doenças. As doenças reumáticas podem acometer desde crianças até idosos e, por isso, a Sociedade Catarinense de Reumatologia (SCR) destaca a seguir cinco sinais de que você deve procurar um médico reumatologista.

A dor crônica é o principal sinal de que o reumatologista deve ser consultado | Foto: divulgação
1 – Dor
Conforme a reumatologista e vice-presidente da SCR, Adriana Zimmermann, a dor crônica é o principal sinal de que o reumatologista deve ser consultado. Dores na coluna, pescoço, tórax, lombar ou articulações precisam ser observadas. "Dor que persiste ou recorre por aproximadamente três meses precisa ser avaliada por um reumatologista", comenta.

2 – Dificuldade e rigidez ao realizar movimentos articulares
Rigidez articular de longa duração, principalmente no período da manhã, é um importante sinal de alerta.

3 – Inchaço
Inchaço das articulações acompanhado de calor na região; um dos sinais que evidenciam inflamação da articulação.

 4 – Alterações de cor
Alterações da cor (palidez, arroxeamento ou vermelhidão) das extremidades, principalmente mãos e pés, relacionadas com exposição ao frio ou com estresse.

5 – Fraqueza muscular
Fraqueza muscular podendo manifestar-se com dificuldade para subir escada, levantar-se da cadeira e/ou pentear o cabelo. 

A presidente da Sociedade Catarinense de Reumatologia, Mara Suzana Cerentini Loreto, destaca que algumas doenças são "silenciosas" e não manifestam sintomas, como é o caso da osteoporose. Por isso, é importante procurar um reumatologista para a prevenção, o correto diagnóstico e tratamento mais adequado, se for o caso.

Você sabia que desempregada pode ter salário maternidade? Tire essa e outras dúvidas

*Por Regina Nakamura Murta  Mesmo já aprovada a nova lei para licença maternidade, no dia 04 de abril de 2018, ainda há muitas dúvidas sob...