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terça-feira, 16 de julho de 2019

Férias de julho: mergulhar em águas rasas pode causar acidentes fatais

Redação

Durante as férias escolares de julho é comum as famílias viajarem para lugares com cachoeiras, rios, lagos, praias e piscinas. Porém, o presidente da Comissão de Campanhas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Sandro Reginaldo, alerta sobre os riscos de mergulhar em águas rasas, que podem causar lesão medular e levar à paraplegia ou tetraplegia.

"Brincadeira" é a quarta causa de lesão medular no Brasil e pode levar à paraplegia ou tetraplegia, segundo a SBOT | Foto: divulgação

"Em momentos assim é importante lembrar que a diversão só será completa se ela vier acompanhada de prudência, que, nesse caso, inclui redobrar a atenção ao entrar em águas desconhecidas. E isso vale tanto para as turvas, onde você não enxerga o fundo, que ainda pode ter variação de altura devido à maré e à formação de bancos de areia; como as transparentes, cujo reflexo pode distorcer a noção de profundidade", alerta Reginaldo.

Fazer o reconhecimento da região, entrando na água andando antes de dar o primeiro salto ou mergulho, é fundamental para evitar acidentes que podem ser incapacitantes e até mesmo fatais.

"Dependendo do modo como pula e da profundidade da água, a pessoa pode ter desde uma simples contusão da musculatura a uma luxação vertebral, um trauma grave na cabeça, fraturas nas mãos, nos antebraços, nas pernas e nos pés ou uma lesão na medula capaz de deixa-la paraplégica ou tetraplégica", destaca o presidente da SBOT, Moisés Cohen.

Diante de tamanho risco, a SBOT lança uma campanha de prevenção de acidentes em parceria com a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) que tem como alvo o público em geral, especialmente pais e mães com filhos em idade escolar. As peças, que serão publicadas no site e nas redes sociais das entidades, ressaltam ainda como se divertir com segurança.

Entre as recomendações mais importantes estão: sempre entrar na água andando para se certificar da profundidade; nunca mergulhar ou pular em águas turvas; não empurrar os amigos para dentro da água; e jamais entrar na água depois de ingerir bebida alcoólica, medicações ou qualquer outra substância que prejudique os reflexos.

Além disso, ao ajudar uma pessoa que sofreu algum tipo de lesão, o mais importante é chamar o socorro imediatamente e mantê-la deitada numa superfície plana, com o pescoço imóvel e os braços e as pernas alinhados.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Lesões na medula espinhal aumentam no verão

Da redação

Sol, calor e muita diversão, com banhos de mar, piscina, rio e cachoeira podem se transformar em um problema de saúde grave, como as lesões da medula espinhal, causadas por mergulhos em águas rasas ou desconhecidas.   

Se for mergulhar, certifique-se que a profundidade tem pelo menos o dobro da sua altura | Foto: reprodução
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), mergulhos mal calculados são a 4ª maior causa de lesão medular no Brasil e no verão passa a ser a segunda causa, entre pessoas de 10 a 30 anos, ou seja, nos mais jovens. Homens, na idade média de 21 anos, são as principais vítimas. A maioria das lesões ocorre quando a pessoa mergulha de cabeça em águas desconhecidas, escuras, turvas e rasas. 

De acordo o neurocirurgião Iuri Weinmann, do Centro Neurológico Weinmann, esses acidentes podem ocasionar graves lesões na coluna, como fraturas, luxações e, em alguns casos, quadros de paraplegia ou tetraplegia. “Trata-se de uma emergência médica. Quanto antes o paciente chegar ao hospital, melhor será o prognóstico”.
  

Gravidade depende do local atingido
“Todos os nossos movimentos e sensações têm origem nos impulsos nervosos que saem do cérebro e são transmitidos pela medula espinhal. Traumas nessa região podem cortar, comprimir ou danificar essa estrutura. Quanto mais próxima do pescoço a lesão, maior a gravidade, pois os sinais nervosos do cérebro deixam de ser enviados para os nervos das vértebras abaixo daquela que foi lesionada. Por isso, por exemplo, quando a pessoa quebra o pescoço, pode ser fatal”, explica o neurocirurgião. 


Dr. Iuri explica que a paraplegia ocorre quando a lesão da medula acontece abaixo dos níveis espinais torácicos (T1 a L5). “As pessoas com paraplegia conseguem movimentar as mãos, mas o grau de mobilidade das pernas irá depender da gravidade da lesão. Uma parcela irá ficar totalmente paralisada da cintura para baixo e outra poderá apresentar dificuldade de mobilidade ou perda de sensibilidade na parte inferior do corpo”.

Vale lembrar que nem toda lesão na medula espinhal irá causar a tetraplegia ou a paraplegia, mas o risco existe.

Prevenção
Algumas dicas para curtir o verão com segurança:
Antes de mergulhar, certifique-se qual a profundidade da água. Estima-se que 89% das lesões de medula acontecem em águas rasas, com profundidade de menos de 1,53 metro; 
Se for mergulhar, certifique-se que a profundidade tem pelo menos o dobro da sua altura;
Se estiver alcoolizado, evite pular ou mergulhar em rios, cachoeiras e piscinas;
Jamais pule de pedras ou penhascos;
Não mergulhe em locais totalmente desconhecidos;
Evite pular de cabeça, ao mergulhar em pé a probabilidade de lesionar a medula é menor;
Águas turvas ou escuras podem esconder pedras ou bancos de areia, portanto, não mergulhe nestas condições.



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