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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Pneumologista lista algumas recomendações para combater as doenças respiratórias

Redação

Em 20 de junho começa o inverno. Além de preparar os tradicionais agasalhos, é preciso ter cuidados extras com a saúde, pois as doenças respiratórias costumam aumentar neste período. Para auxiliar neste processo, a pediatra e pneumologista Natália Barbosa Gomes, do Grupo Prontobaby, listou 15 dicas para prevenir doenças.

É Importante a rotina de aspiração da casa pelo menos uma a duas vezes por semana, para diminuir os ácaros e minimizar as crises alérgicas | Foto: reprodução

Para crianças e adultos, todo cuidado é pouco, desde fazer a manutenção da casa até o uso correto de materiais de limpeza, que também podem ser vilões do ambiente. Uma "orientação de ouro" é a vacinação.

"A aspiração e organização da casa são as principais aliadas na hora de se proteger. Limpar o ar condicionado, usar antimofo e manter a higiene deixam o ambiente livre de bactérias e fungos, que trazem alergias", explica a pediatra. Confira a seguir as demais recomendações.

1. Evitar aglomerações
Nesta época o clima fica mais propicio a transmissão de vírus e a proliferação de bactérias e fungos, sendo assim, evitar locais com aglomeração de pessoas diminui este risco.

2. Limpeza regular
É impossível eliminar toda presença de ácaros da poeira, porém é possível reduzir, quanto menor a população de ácaros, menor o risco de exacerbações.

3. Aspiração da casa
Importante a rotina de aspiração da casa pelo menos uma a duas vezes por semana, preferencialmente com aspiradores de filtro HEPA (alguns alérgenos por serem muito pequenos acabam passando pelos filtros normais). Caso não tenha aspirador use a vassoura ou rodo com pano molhado, nunca use a vassoura, pois a mesma levanta a poeira deixando os ácaros no ar.

4. Organização da casa
Evitar acúmulo de caixas, roupas e etc., pois podem se tornar locais de acúmulo de poeira.

5. Evite tapetes, carpetes ou cortinas
Esses são grandes vilões no acumulo de poeira, por mais limpo e higienizado que sejam o acumulo de partículas pode desencadear uma crise alérgica. Caso não seja possível a retirada destes objetos, é importante lavar regularmente e sempre deixar secar ao sol.

6. Casa livre de mofo
Manter sempre vigilância para possíveis infiltrações e focos de mofo, pois a presença de fungos é um forte gatilho para a alergia.

7. Arejar a casa
Manter a casa arejada diariamente, pelo menos uma vez ao dia, por 30 minutos, para permitir a circulação de ar com janelas abertas.

8. Lavagem frequente da roupa de cama
Faça a troca frequente da roupa de cama, pelo menos uma vez na semana. Fazer a lavagem das mesmas com água quente evita proliferação de germes e mata os ácaros já existentes. Se possível, fazer a secagem na máquina com altas temperaturas, se não, deixe secando exposta ao sol.

9. Utilizar capas em travesseiros e colchões
Existem hoje no mercado diversas capas protetoras, que são resistentes ao ácaro, evitando que os colchões e travesseiros acumulem esse germe. A capa deve ser lavada a cada dois meses.

10. Bichinhos de pelúcia
No quarto de crianças alérgicas os bichinhos de pelúcia devem ser evitados, por ser um grande acumulador de poeira. Para aqueles que têm deve-se ser feita a lavagem frequente com água quente e exposição ao sol regular.

11. Uso correto de materiais de limpeza
Evitar sempre produtos com forte odor.

12. Limpeza do ar condicionado
Atente-se a limpeza regular tanto do filtro quanto de seus dutos, o acumulo de poeira nesses locais pode levar a disseminação de ácaros no ar, quando o aparelho estiver ligado.

13. Animais de estimação
Manter sempre o animal limpo (banhos semanais) e evitar que este frequente o quarto do alérgico, e se possível, evitar que o animal fique no sofá.

14. Limpeza regular do sofá
Manter o sofá limpo e higienizado evita o acúmulo de ácaros.

15. Vacinação
Por ser um período propício à transmissão de vírus a vacinação torna-se essencial, para proteção de pacientes alérgicos.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Refluxo infantil pode ser doença

Da Redação

Popularmente conhecido como refluxo infantil, o refluxo gastresofágico é caracterizado pelo retorno dos alimentos, sólidos ou líquidos, do estômago para o esôfago, provocando regurgitações ou golfadas. Nos primeiros meses de vida é um sintoma comum à maioria das crianças, mas quando começa a atrapalhar o crescimento e o desenvolvimento da criança ou quando piora a qualidade de vida do lactente, causando perda ou não ganho de peso, choro, irritabilidade, recusa alimentar, anemia e até vômitos com sangue, é considerado uma doença que pode gerar outras complicações como dores abdominais e problemas respiratórios.

Bebês com refluxo normal, após regurgitar, recompõem-se rapidamente, sem apresentar sinais de incômodo | Foto: Freepik
Segundo  a Sociedade Brasileira de Pediatria, de 60% a 80% das crianças apresentam refluxo fisiológico até os seis meses. A partir do sétimo mês, o percentual cai para 21% e, após o primeiro ano, apenas 5% das crianças continuam com os sintomas. Ainda de acordo com a entidade, até 15% das crianças com refluxo têm o tipo patológico.

Bebês com refluxo normal, após regurgitar, recompõem-se rapidamente, sem apresentar sinais de incômodo. Outros demonstram claro desconforto, por meio do choro, da irritação ou de expressões de dor. Neste caso, é importante procurar um médico. Existem diversos exames (laboratoriais e de imagem) que podem identificar o refluxo, segundo o médico e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho, responsável clínico da Dimen São Paulo.

"Na Medicina Nuclear temos a cintilografia, procedimento diagnóstico por imagem, a partir da radiação emitida pelo órgão que está sendo examinado. Este exame contribui para a investigação da presença e a determinação da intensidade do refluxo em crianças", explica o médico.

Conheça o exame
O exame é realizado com a administração oral de um radiofármaco, geralmente misturado ao leite, e da realização de imagens do estômago, do esôfago e, posteriormente, do pulmão.

A imagem obtida com a Cintilografia pode detectar o refluxo com mais sensibilidade que os exames de raio-x com contraste realizados no esôfago, estômago e duodeno. "A exposição à radiação é mínima e não há contraindicações nem riscos para os pequenos pacientes", esclarece o médico.

O tratamento pode variar desde medidas simples, como mudanças posturais na rotina do bebê, até a administração de medicamentos.

Medicina nuclear
Ainda pouco conhecida pelos brasileiros, a especialidade analisa a anatomia dos órgãos e também seu funcionamento em tempo real, permitindo diagnósticos e tratamentos mais precoces e precisos. A prática atua na detecção de alterações das funções do organismo acometidos por cânceres, doenças do coração e problemas neurológicos, entre outros.

A medicina nuclear conta com exames de alta tecnologia, como o PET/CT, que é capaz de realizar um mapeamento metabólico do corpo e captar imagens anatômicas de altíssima resolução, com reconstrução tridimensional, localizando com exatidão nódulos, lesões tumorais e inúmeras outras condições clínicas. O SPECT/CT é a tecnologia de diagnóstico mais rápida, precisa e com menos radiação, que permite melhor localização anatômica dos achados de cintilografia, permitindo um procedimento mais preciso e menos invasivo.

 



quinta-feira, 12 de abril de 2018

Doenças causadas pelo frio podem ser prevenidas

Da redação

Com a chegada do frio aumenta os casos de gripes, resfriados e doenças respiratórias, as famosas “ites”. Por isso, é preciso ficar atento para preveni-las. Para facilitar a tarefa, o  médico e coordenador da equipe médica do Docway, Aier Adriano Costa, explica como essas doenças atacam nosso organismo e separou algumas dicas para amenizar os problemas causados nesta época do ano.

Médico deve ser procurado se os sintomas das doenças respiratórias não desaparecerem em cinco ou sete dias | Foto: divulgação
O primeiro fato importante é que nosso organismo costuma combater sozinho essas doenças, eliminando-as do nosso corpo em cinco ou sete dias. “Nosso organismo está programado para isso. Na grande maioria dos casos ele mesmo elimina o vírus. Claro, devemos tomar cuidados básicos como beber bastante água para manter a hidratação, ter uma alimentação adequada e repousar bastante”, explica o médico.

Agora, se após esse período a pessoa apresentar os mesmos sintomas, podendo ser agravados por secreções amareladas ou esverdeadas no nariz e no ouvido ou pontos de inflamação e pus na garganta, é melhor procurar um médico. “Com a chegada do inverno, nosso organismo acaba ficando suscetível a essas doenças. Nosso sistema respiratório é basicamente mucosa com cílios, que tem a função de eliminar possíveis invasores. Com o frio, esses pelinhos sofrem, e vírus e bactérias entram com mais facilidade no nosso corpo”, complementa.

Segundo Costa, é bom evitar lugares fechados e sem ventilação, já que eles concentram um número maior de micro-organismos, aumentando as chances de contágio. Por isso, não importa o local, seja ônibus, casa ou escritório, mesmo com as temperaturas mais baixas é importante que haja ventilação.

“Ao chegar em casa, lave o nariz com soro fisiológico. Ele ajuda a limpar a poluição das vias respiratórias e eliminar possíveis invasores que causaram as doenças. Se o ar estiver seco, use um umidificador de ar ou uma toalha úmida no ambiente. Beba muita água, pois ela ajuda a prevenir as infecções”, afirma o médico.

Para prevenção da gripe, existe ainda a possibilidade de vacina. Idosos com mais de 65 anos, grávidas e crianças com idade entre seis meses e dois anos devem ser vacinadas. O médico lembra ainda que esse método de prevenção não é aconselhável a pessoas com alergia a albumina, proteína encontrada no ovo e usada em sua fabricação.

Dados mundiais

Segundo estima a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1,2 bilhão de pessoas tem risco elevado de contrair a gripe e suas complicações. Desse total, 385 milhões são idosos acima de 65 anos, 700 milhões de crianças e adultos com doenças crônicas e outros 140 milhões de crianças. Estudos demostraram que a vacina, no caso da gripe, pode reduzir em até 75% a mortalidade global. Quanto aos idosos que residem em lares especiais, a imunização pode diminuir em até 60% o risco de pneumonia e 68% o risco de internação.

Vale lembrar que em 95% dos casos a gripe é causada por vírus, e apenas 5% por bactéria. Em determinado casos, a infecção por vírus pode acabar facilitando a infecção por bactéria, já que por conta da infecção há uma redução das defesas. Segundo Costa, a vacina não causa gripe nos pacientes imunizados, mas leva de quatro a oito semanas para ter eficácia plena, por isso a pessoa que tomou a vacina pode chegar a ficar doente nesse período.




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