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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Dezembro Laranja: alerta para o câncer de pele

Redação

Por conta das altas temperaturas no fim do ano, é preciso que os cuidados com a pele sejam dobrados, para evitar os efeitos nocivos dos raios solares, que são os principais fatores do aumento nos índices de tumores de pele, entre a população brasileira. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 180 mil novos casos da doença devem ser diagnosticados em 2019 - valor que corresponde a 33% de todos os casos de tumores malignos no Brasil, sendo o tipo de câncer mais comum no País. Com isso, a campanha "Dezembro Laranja" alerta para o problema.

As pessoas, que costumam ficar expostas ao Sol, devem reforçar o uso do protetor solar diariamente, principalmente no rosto. Na praia ou piscina, o produto deve ser aplicado em todo corpo, recomendam os especialistas | Foto: Freepik

Em linhas gerais, a principal causa evitável da doença é o Sol. Os melanócitos e queratinócitos (células da pele) são os principais envolvidos no processo de fotoproteção e quando expostos à radiação solar podem aumentar em número e tamanho. O câncer de pele ocorre quando há um crescimento anormal e excessivo dessas células que compõem a pele e pode ser de dois tipos: melanoma e não-melanoma, sendo o primeiro responsável por 95% dos tumores cutâneos identificados entre os brasileiros.

De acordo com a oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO/Oncoclínicas), Sheila Ferreira, esse índice está diretamente relacionado à constante exposição à radiação ultravioleta (UV), sem uso de proteção adequada. Por isso, é preciso estar atento aos sinais de alerta.

“Os principais sinais e sintomas de câncer não-melanoma são a presença de lesões cutâneas com crescimento rápido, ulcerações que não cicatrizam e que podem estar associadas a sangramento, coceira e algumas vezes dor e, geralmente, surgem em áreas muito expostas ao Sol como rosto, pescoço e braços”, explica a oncologista. 

De olho na prevenção 
As pessoas que costumam ficar expostas ao Sol, devem reforçar o uso do protetor solar diariamente, principalmente no rosto. Se a exposição aos raios solares for maior, como na praia ou piscina, por exemplo, é importante abusar do protetor no corpo todo, usar chapéus e evitar horários em que a incidência solar esteja mais forte.

“Pessoas de pele clara, cabelos claros ou ruivos, com sardas e olhos claros são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao Sol, mais envelhecida ela fica, aumentando também a possibilidade de surgimento do câncer não-melanoma”, destaca Sheila.

É importante a avaliação frequente de um especialista (dermatologistas) para acompanhamento das lesões cutâneas. A análise da mudança nas características destas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce. O dermatologista tem o papel de orientar uma proteção adequada, para descobrir os possíveis riscos que os raios solares de verão podem causar na pele.

Entenda os diferentes tipos de câncer de pele e os possíveis tratamentos 
O câncer de pele não-melanoma pode ser classificado em: carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. O primeiro é o tipo mais frequente, com crescimento normalmente mais lento. O diagnóstico se dá, usualmente, pelo aparecimento de uma lesão nodular rosa com aspecto peroláceo na pele exposta do rosto, pescoço e couro cabeludo. Já no carcinoma espinocelular, mais comuns em homens, ocorre a formação de um nódulo que cresce rapidamente, com ulceração (ferida) de difícil cicatrização.

“Tanto o carcinoma basocelular quanto o espinocelular estão relacionados a alta exposição dos raios solares e devem ser prevenidos com protetor solar e consultas frequentes com dermatologista são importantes para detecção do câncer na sua fase inicial”, aponta a oncologista.

O câncer de pele do tipo melanoma é o mais agressivo. São geralmente os casos que se iniciam com o aparecimento de pintas escuras na pele, que apresentam modificações ao longo do tempo. As alterações a serem avaliadas como suspeitas são o “ABCDE”- Assimetria, Bordas irregulares, Cor, Diâmetro, Evolução. “A doença é mais facilmente diagnosticada quando existe uma avaliação prévia das pintas”, destaca Sheila.

É recomendável à ressecção cirúrgica destas lesões por especialista habilitado, para adequada abordagem das margens ao redor da mesma. Posteriormente, dependendo do estágio da doença, pode ser necessária a realização de tratamento complementar. Quando diagnosticada precocemente, quimioterapia ou radioterapia são raramente necessárias e a cirurgia é capaz de resolver a maioria dos casos.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Vamos juntos combater o câncer de pele?

*José Roberto Toshio Shibue

O combate ao câncer da pele é um movimento que precisa do apoio de muita gente, especialmente na disseminação das principais dicas para prevenir a doença. Um dos motivos da relevância do assunto são os dados registrados no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer da pele. Para o biênio 2018/2019, a estimativa é de 165.580 mil novos casos de câncer da pele não melanoma. Um dado novo desse período é que, em relação à última estimativa do Inca (2016/2017), a doença acometerá mais homens (85.170 mil) do que mulheres (80.410 mil).

"Se exponha, mas não se queime" é o slogan da campanha Dezembro Laranja deste ano | Imagem: reprodução
Este ano, o tema da campanha nacional de prevenção ao câncer de pele é "Se exponha, mas não se queime". A ação faz parte do movimento Dezembro Laranja, que começou em 2014 por iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), e tem o objetivo de divulgar as formas de prevenção com a adoção de medidas fotoprotetoras, e também orientar os pacientes a procurarem um médico especializado para diagnóstico e tratamento, quando necessário.

A iniciativa da SBD conta com o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB). Em 2018, o tema da campanha tem como meta atrair as pessoas ao fazer um trocadilho entre a exposição solar e a exposição nas redes sociais.

A primeira ação do movimento foi realizada no dia 1º de dezembro, quando cerca de quatro mil médicos dermatologistas e voluntários prestaram atendimento e esclareceram as pessoas quanto à importância de adotar medidas preventivas. As consultas foram realizadas gratuitamente em 132 postos de atendimento em diversos estados. Desde 1999, o mutirão já beneficiou mais de 594 mil brasileiros.

As recomendações da SBD incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h); utilizar chapéus de abas largas, óculos de sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra, bem como manter uma boa hidratação corporal. A sociedade médica também orienta para o uso diário de protetor solar com fator de proteção de no mínimo 30, que deve ser reaplicado a intervalos de duas a três horas, ou após longos períodos de imersão na água.

Convido você a compartilhar nas redes sociais uma foto vestindo uma peça de roupa laranja, publicando-a com a hashtag #dezembrolaranja. Participe!

E para saber mais informações sobre o #DezembroLaranja é só acessar: www.dezembrolaranja.com.br.

*José Roberto Toshio Shibue é médico especialista em dermatologia, cooperado da Unimed Curitiba.


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Lesões podem ser sinal de câncer de pele

Da Redação

Os cânceres de pele são os mais incidentes no Brasil, representando cerca de 30% de todos os casos da doença – um número que chega a 180 mil novos casos por ano, segundo dados do  Instituto Nacional de Câncer (INCA). O melanoma corresponde a 3% deste total, mas apesar de ser um dos tipos de tumores que afetam o órgão com menor prevalência entre a população, é considerado o mais grave e com grande potencial metastático. Entretanto, a chance de cura é de mais de 90%, se houver diagnóstico precoce.

O protetor solar deve ser usado diariamente, para prevenir a doença | Foto: Freepik 
Esse tipo de tumor surge por conta do crescimento anormal dos chamados melanócitos, células que produzem a melanina, dando cor e pigmentação à pele. Pessoas de pele clara, cabelos claros e sardas são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao sol, mais envelhecida ela fica. Evitar a exposição excessiva e constante aos raios solares sem a proteção adequada é a melhor medida – e isso vale desde a infância. Vale lembrar que, mesmo áreas não expostas diretamente ao sol e menos visíveis – como o couro cabeludo - podem apresentar manchas suspeitas.

De acordo com o oncologista e especialista em genética do Centro Paulista de Oncologia (CPO), Bernardo Garicochea, é importante a avaliação frequente de um dermatologista para acompanhamento das lesões cutâneas. "As alterações a serem avaliadas como suspeitas são o que qualificamos como 'ABCD'- Assimetria, Bordas irregulares, Cor e Diâmetro. A análise da mudança nas características destas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce".

Além dos cuidados gerais indicados à toda a população quando o assunto é câncer de pele, o que inclui o uso do protetor solar e atenção ao período de exposição solar prolongada, pessoas com propensão a desenvolver o melanoma devem estar constantemente mais atentas, pois ele pode surgir em áreas difíceis de serem visualizadas.

 "Uma lesão aparentemente inocente pode ser suspeita aos olhos do médico. Métodos diagnósticos auxiliares, como biópsia e dermatoscopia (espécie de microscópio que aumenta a imagem da pele em 10 a 70 vezes e permite a visualização das estruturas cutâneas sem nenhum corte ou desconforto), podem ser indicados. Além disso, pacientes que já tiveram um tumor de pele diagnosticado estão sob maior risco de apresentar uma recidiva, e devem ser submetidos a exames dermatológicos periódicos", explica o oncologista.

Novos tratamentos dobram chances de cura
O melanoma é o tipo de câncer que apresenta o maior número de mutações genéticas no DNA do tumor. Essas mutações podem confundir o sistema imunológico do paciente e dificultar a ação de terapias tradicionais. Por isso, a imunoterapia é uma das grandes aliadas no tratamento da doença.
"A Imunoterapia é o tratamento que promove a estimulação do sistema imunológico por meio do uso de substâncias modificadoras da resposta biológica. Em resumo, trata-se de um grupo de drogas que, ao invés de mirar o câncer, ajuda as nossas defesas a detectá-lo e agredi-lo", afirma Garicochea.

De acordo com ele, 3% dos melanomas são hereditários. Ele indica alguns pontos de atenção que podem indicar propensão à doença:

• Pessoas que possuem uma grande quantidade de pintas escuras espalhadas pelo corpo;
• Incidência de melanoma em algum parente muito jovem (menos de 35 anos);
• Mais de dois casos de melanoma na família (em qualquer idade).

Nesses casos, há um teste genético capaz de identificar se há predisposição genética ao melanoma. O teste coleta uma amostra de saliva ou sangue para detectar a presença de genes ligados à doença. Já para quem não conta com um histórico ou indicação que justifique a realização do exame específico de análise do DNA, o médico recomenda que, em especial para áreas em que há mais dificuldade de visualização, seja solicitado a um familiar ou conhecido um apoio para a avaliação dos sinais existentes no corpo.

 "Muitas das pintas suspeitas surgem nas costas e pescoço, lugares de difícil visualização. É muito importante também estar atento a manchas que surjam sob as unhas, na palma das mãos e planta dos pés", finaliza Garicochea.


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Campanha “Dezembro Laranja” alerta para a prevenção ao câncer de pele

Da Redação

A 20ª edição da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer, organizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD),  começa em dezembro.  Este ano, a campanha Dezembro Laranja dá continuidade ao tema “Se exponha, mas não se queime”, um trocadilho entre a exposição solar e a exposição nas redes sociais. Segundo a última estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) – 2016/2017 - a doença acometerá mais homens (85.170 mil) do que mulheres (80.410 mil) nos próximos anos.

Em 1º de dezembro, haverá mutirões de atendimento com dermatologistas em diversos locais | Imagem: divulgação  
Outro dado aponta da pesquisa aponta que os números de novas ocorrências de câncer da pele não melanoma diminuiu em 10 mil casos de um biênio para o outro. Além disso, vale lembrar que o câncer da pele acomete, de acordo Inca, 30% de todos os tumores malignos do Brasil e que a estimativa de câncer da pele não melanoma é de 165.580 mil novos casos.

A primeira ação que assume maior relevância na campanha Dezembro Laranja ocorrerá em 1º de dezembro, quando cerca de 4  mil médicos dermatologistas e voluntários somarão forças para a prestação de atendimento e esclarecimento gratuito, quanto à importância de adotar medidas preventivas. O mutirão já beneficiou mais de 594 mil brasileiros e a previsão é que 30 mil pessoas sejam atendidas este ano.  Para conferir os locais de atendimento, clique aqui.



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