quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Sociedade de Dermatologia divulga orientações para pessoas que têm contato com o óleo nas praias

Redação

O desastre ambiental causado pelo derramamento de óleo cru no litoral brasileiro pode também causar graves problemas de saúde para a pele de voluntários que atuam na retirada dos resíduos. Com objetivo de reduzir riscos dessa exposição, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulga nesta quinta-feira (31) um guia com recomendações importantes para quem está participando desse trabalho e mesmo para os moradores das áreas atingidas.

A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilitam a remoção dos resquícios de óleo. Solventes não devem ser utilizados, segundo a SBD | Foto: Reuters/Diego Nigro 

Segundo o presidente da SBD, Sergio Palma, são recomendações simples e que podem ser incorporadas à rotina dos voluntários e dos moradores. “O empenho dessas pessoas deve ser acompanhado de uma preocupação com sua saúde. Os cuidados ao proteger o corpo da exposição aos resíduos e na hora de retirar os produtos que entraram em contato com a pele devem ser contínuos”, alerta.

Ele explica que, como óleo cru permanece impregnado na pele, as pessoas tentam retirá-lo com o uso de solventes (aguarrás, thinner, óleo diesel, querosene ou gasolina). No entanto, o contato com esses produtos aumenta o processo irritativo.

O presidente da SBD ressalta que a maneira mais adequada de limpar a pele é lavar a área atingida com água e sabão. A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até mesmo pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilita a retirada dos resquícios de óleo.  Após essa etapa, a aplicação de cremes ou loções hidratantes é importante.

Grupos 
As recomendações se dividem em três grupos: cuidados de proteção do corpo, que incluem o uso de material específico para o manuseio do óleo; cuidados na retirada do óleo que entrou em contato com a pele, como orientações de limpeza e dos melhores produtos para essa tarefa; e cuidados gerais para os moradores das regiões atingidas.

A SBD já recebeu relatos de complicações ocorridas em alguns locais do País e acredita que novos casos podem ser evitados se as medidas de prevenção e de proteção forem seguidas pela população. A dermatologista Rosana Lazarini, assessora do Departamento de Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais da SBD, que participou da elaboração desse guia da SBD chama atenção para os riscos envolvidos.

“Muitos voluntários têm trabalhado na remoção do material que chega as praias. Entretanto, o trabalho tem sido realizado de maneira inapropriada. Esses grupos têm entrado em contato com o óleo sem proteção adequada e, em alguns casos, com impregnação de toda a pele. Importante salientar que o petróleo ou óleo cru é constituído por uma série de compostos químicos com diferentes toxicidades, como tolueno, xileno, benzeno e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos”, ressalta.

De acordo com a dermatologista, esse contato pode desencadear problemas de saúde que afetam diferentes órgãos e sistemas, como hematopoiéticos, hepáticos, renais e pulmonares, além de causar alterações do humor e das funções cognitivas. Na fase aguda de intoxicação pelo contato com o óleo cru, as reações mais comuns são: irritação e dor na garganta e nos olhos, tosse, coriza, coceira e olhos vermelhos, cefaleia, náuseas, fadiga e pele irritada e vermelha, entre outros.

Recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Como se preparar para atuar nas ações de limpeza das praias?
1. Se houver a necessidade de contato com o óleo derramado nas praias, utilize equipamentos de proteção, como óculos, luvas e roupas que cobrem membros superiores e inferiores (mangas compridas e calças).

2. As luvas mais apropriadas são as de nitrila, ao invés das de borracha, pois apresentam melhor proteção contra óleos, graxas e petróleo.  A lavagem imediata após o contato é importante, embora nessas situações nem sempre seja possível.

O que fazer se sua pele entrar em contato com o óleo cru?
1. Caso, mesmo com uso de roupas adequadas, ocorra o contato, a pele deve ser lavada com água e sabão.

2. A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilitam a remoção dos resquícios de óleo.

3. Após a remoção, a aplicação de cremes ou loções hidratantes é importante para melhorar as condições da pele.

4. Não tente retirar o óleo com o uso de solventes (aguarrás, thinner, óleo diesel, querosene ou gasolina). O contato com esses produtos aumenta o processo irritativo, piorando a dermatite de contato.

Quais as medidas de prevenção para moradores ou turistas que estão nas regiões afetadas pelo derramamento?
1. Evite o contato direto com o óleo, especialmente gestantes e crianças.

2. Observe as orientações da vigilância sanitária para o consumo de alimentos, como peixes e mariscos, provenientes das áreas afetadas.

3. Não inale vapores gerados pelo óleo.

4. Use protetor solar de amplo espectro, com FPS de, no mínimo, 30.

Em caso de exposição e/ou contato com o óleo cru, quais os sintomas comuns?
1. Sintomas respiratórios como: irritação e dor de garganta, tosse, respiração mais difícil e coriza;

2. Irritação e dor nos olhos, coceira e olhos vermelhos;

3. Dor de cabeça;

4. Pele irritada e vermelha;

5. Náusea;

6. Tonturas;

7. Fadiga;

8. Ferimentos e traumas.

Alerta

A pele, quando acometida, apresenta processos irritativos, com eritema nas áreas de contato, evento conhecido como dermatite de contato, sendo a forma irritativa mais comum.  Esses efeitos pioram se a pele permanecer exposta ao Sol, podendo causar queimaduras solares.

Em caso de dúvida, o Ministério da Saúde pede que o paciente entre em contato com o Centro de Informações Toxicológicas pelo telefone 0800-722-6001 e procure ajuda médica.


Novembro azul: veja alguns fatos sobre o câncer de próstata

Redação

Novembro é o mês de conscientização sobre o câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença deve atingir mais de 68 mil pessoas entre 2018 e 2019. Uma pesquisa realizada no aplicativo Quinto aponta que 85% dos usuários disseram que o exame de toque ainda seria uma barreira no combate à doença. Já 57% dos respondentes disseram que não se previnem contra o câncer.

O urologista Alex Meller afirma que se o homem tiver alguém da família – principalmente do lado paterno – que tenha tido o câncer de próstata, deve começar a fazer o check-up a partir dos 45 anos

Pensando nestes números, o Quinto conversou com o urologista Alex Meller da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que comentou algumas orientações para a prevenção da doença.

Sem sintomas!
Meller explica que o câncer de próstata não apresenta sintomas e, raramente, quando isso acontece, o tumor já está em estado grave. Ele citou dificuldade de urinar e dores fortes na bexiga – por conta do tamanho do tumor.

Tabu desnecessário
O exame de toque, um dos mais eficazes na hora de detectar o tumor no paciente, ainda é um tabu. O urologista que as mulheres – sim, as mulheres – são as que tomam a iniciativa e convencem os homens a passarem pela consulta.

Alguém da família já teve?
O urologista afirma que se o homem tiver alguém da família – principalmente do lado paterno – que tenha tido o câncer de próstata, deve começar a fazer o check-up a partir dos 45 anos. Se não teve, pode começar a visitar o médico a partir dos 50.

Tem colesterol alto? Cuidado!
Pouquíssima gente sabe, mas manter o colesterol estabilizado pode ajudar a prevenir o câncer na próstata, inclusive, o urologista afirmou que pacientes que têm o câncer e mantêm o colesterol controlado tem uma diminuição considerável na gravidade do câncer.

Sexo
O sexo pode diminuir as chances do homem ser uma das 68 mil vítimas da doença. É o que ressalta Meller. Ele explica que, apesar de a eficácia do sexo não ser totalmente comprovada, esse é o tipo de terapia que não tem contraindicação!

Dados da pesquisa 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos pratiquem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ao longo de uma semana. Entretanto, 68% dos usuários do Quinto disseram se considerar pessoas sedentárias.

Quando questionados se vão ao médico para consultas preventivas, 61% dos usuários do aplicativo disseram que não procuram ajuda profissional para prevenir doenças.

Um dado interessante dos netos e netas presentes no Quinto é que 54% deles acham que vão viver mais que os avós – atualmente a expectativa de vida do Brasil é de 75 anos.

Já quando questionados sobre planos de saúde, 79% das pessoas que votaram afirmaram que o valor cobrado não é compatível com os serviços oferecidos pelas operadoras.

Ainda dentro do tema, 49% das pessoas que votaram na pergunta acreditam que a ciência vai conseguir barrar o envelhecimento.

Perguntas e Respostas no Quinto (parcial 30/10/2019)

Você se previne contra o câncer?
Votos: 14.352
Sim: 36% - 5158 votos
Não: 64% - 9194 votos
44% dos votantes desta questão são homens, 53% mulheres e 3% outros.

O exame de toque ainda é uma barreira no combate ao câncer de próstata?
Votos: 1.000
Sim: 85% - 846 votos
Não: 15% - 154 votos

Você é uma pessoa sedentária?
Votos: 2.628
Sim: 68% - 1781 votos
Não: 32% - 847 votos

Você vai ao médico para consultas preventivas?
Votos: 5.586
Sim: 39% - 2200 votos
Não: 61% - 3386 votos

Inscrições para cursos na Fundação das Artes começam em novembro

Redação

A Fundação das Artes de São Caetano do Sul abrirá as inscrições, de 04 de novembro a 5 de dezembro, para os cursos livres e profissionalizantes nas áreas de Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. Aulas terão início em 2020.

As inscrições começam em 4 de novembro e vão até 5 de dezembro | Foto: divulgação 

Interessados podem se inscrever de segunda a sexta-feira, das 9 horas às 20 horas, e aos sábados, das 9 horas às 12 horas, na secretaria da Fundação das Artes (Rua Visconde de Inhaúma, 730, Bairro Oswaldo Cruz).

Para os cursos em Artes Visuais podem se inscrever crianças a partir de 5 anos. No Ateliê de Adultos é oferecido os cursos livres de Iniciação em Artes Visuais, Aquarela, Cerâmica, Desenho, Pintura, Xilogravura e Gravura em Metal.

Em Dança, crianças a partir de 3 anos têm a oportunidade de cursar Ballet Clássico, além disso estão abertas também as inscrições para o curso Técnico em Dança: Intérprete-Criador. Para este curso, o candidato deverá ter idade mínima de 15 anos e possuir noções básicas em dança.

Na área musical, são oferecidos cursos para crianças a partir de 5 anos. Para os cursos técnicos em Canto e Instrumento Musical, o candidato deverá possuir 14 anos. Para os cursos livres de Teatro é possível ingressar a partir de 7 anos, já no curso Técnico em Teatro, o candidato deverá ter 18 anos.

Os participantes deverão apresentar no ato da inscrição uma cópia simples dos seguintes documentos: cédula de identidade (RG) ou certidão de nascimento, CPF do aluno (caso menor de idade, do responsável) e um comprovante de residência; além de duas fotos 3x4. O valor é de R$ 20.

Não é necessário ser morador de São Caetano do Sul para ingressar na Fundação das Artes e nem possuir experiência na área escolhida para os cursos Livres. Para mais informações ligue 4239-2020.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Especialista comenta a escrita na era das mídias sociais

Redação

Há pouco tempo, uma grande preocupação das mães era como estimular a leitura e a escrita das crianças.  Hoje, bebês manuseiam celulares e tablets, acessam seus vídeos e jogos favoritos e têm contato com letras, números, hashtags e outros símbolos antes mesmo de se livrarem das fraldas. Todos estes avanços fazem com que as questões da escrita na era digital tenham um impacto muito diferente do que ocorria na era analógica e é preciso se adaptar a tudo isso, segundo a fonoaudióloga Malka Birkman Toledano, especialista em distúrbios da comunicação.

 "Na era digital, a autoria está desaparecendo. É cada vez mais difícil saber quem escreveu um texto, pois eles percorrem a internet instantaneamente”, alerta a fonoaudióloga Malka Birkman Toledano, especialista em distúrbios da comunicação | Foto: Freepik

"A leitura não depende da escrita, que, por sua vez, não é uma transcrição da fala. Ainda que interligadas, escrita e leitura são movimentos distintos do ponto de vista cerebral", comenta Malka.
Na atividade neurológica, a leitura depende de decodificação, que acontece a partir da nossa memória visual, enquanto o movimento de escrita, é o inverso: são ideias apresentadas em códigos, explica a especialista.

"Já as letras remetem a um som e, a partir de uma associação da memória visual com a memória auditiva, buscamos um significante, uma palavra que corresponda àquela escrita e a seu significado", diz a fonoaudióloga.

Então, a escrita é muito mais complexa. Não é por acaso que existem catalogados 10 mil idiomas no mundo inteiro. Destes, somente 10% têm registro escrito. Todos os demais, possuem apenas registros de oralidade.

Se a escrita é ativa, a leitura também o é. Não do ponto de vista da atividade motora, mas da atividade interna.  "Lemos letras, grafemas, que se tornam palavras com sentido a partir de nossas vivências", afirma Malka.

O leitor ativo da era digital
O leitor ativo, que mais do que compreender o que está lendo, tem ideias que remetem a outras ideias simultaneamente ao processo de leitura. Ele “conversa com o texto”.

"Cada um lê o seu texto e o compreende de acordo com a sua interpretação, baseada em sua vivência, em sua percepção. Ainda que em um mesmo idioma, em uma mesma norma, cada indivíduo lê o seu texto, porque temos o nosso filtro de vivências. Cada palavra, cada encontro de palavras têm ressonâncias diferentes em cada um, de acordo com cada experiência de vida", aponta Malka.

Por este motivo, após a leitura de um mesmo texto, as opiniões podem ser tão divergentes que parece que as pessoas leram textos diferentes. Estas diferentes interpretações são responsáveis, hoje em dia, por grandes discussões nas redes sociais e até mesmo em aplicativos de mensagens. Quem nunca protagonizou ou ao menos assistiu a uma discussão iniciada a partir de uma frase, uma piada, um comentário aparentemente sem importância?

Autores anônimos
Da mesma forma que na leitura, a escrita é influenciada por diversos aspectos individuais. Para escrever, precisamos não apenas dominar a norma culta, gramática e  ortografia, mas também deixar a nossa marca.

"Na era digital, a autoria está desaparecendo. É cada vez mais difícil saber quem escreveu um texto, pois eles percorrem a internet instantaneamente, deixando para trás sua origem. Assim, muitas vezes recebemos frases ou textos ótimos, porém não sabemos de onde vieram ou quem é o autor", alerta a especialista.

Não sabemos nem mesmo com quem estamos interagindo, visto que a internet não nos permite acessar informações básicas, como a região de origem de quem escreve, o gênero ou a idade.

"Alguns autores têm a sua marca e conseguem ser identificados ao longo de seus textos, mesmo antes de chegarmos à assinatura. É preciso refinar a nossa condição de escritores para que consigamos marcar a nossa autoria. E isso vale, inclusive, para os comentários. Quem comenta também é autor, pois mesmo que em poucas palavras, coloca seus valores, seu modo de pensar", finaliza Malka.

Especialista comenta introspecção infantil

Redação

A introspecção é um traço de personalidade mal compreendido e, algumas vezes, é confundido, até mesmo, com arrogância. De acordo com o psicólogo e pesquisador Jonathan Chick, do Hospital Castle Craig, no Reino Unido, é possível que existam quatro tipos de introvertidos: sociais, pensantes, ansiosos e reservados. Essa linha de reflexão pode desmistificar o que se imagina sobre as pessoas introspectivas, inclusive por parte dos pais.

A psicóloga Camila Cury comenta que: “Os pais precisam entender que essa é apenas a natureza dele e não há nenhum problema em ser assim (introspectivo), desde que a pessoa não sofra com isso | Foto: Freepik

Os sociais têm um perfil mais falante, dão risadas e chegam a contar piadas, porém escolhem amigos com cuidado e se abrem com poucos. Os ansiosos costumam ser mal compreendidos e buscam a solidão, pois a companhia de outras pessoas os deixa assustados. Já os pensantes nem percebem a presença dos demais ao redor e podem permanecer por horas imersos em seus pensamentos. Por último, para os reservados a ideia de se relacionar não chega a ser assustadora, mas gostam de analisar tudo e pensar com bastante cuidado antes de se comunicar.

A psicóloga e presidente da Escola da Inteligência, Camila Cury, comenta que os pais muitas vezes não compreendem a personalidade do filho.  “Logo na infância o pai ou a mãe tem o costume de incentivar alguns comportamentos dos filhos, sem ter a sensibilidade e o cuidado de analisar se aquilo tem relação com a personalidade da criança ou não. É comum os pais insistirem para os filhos cumprimentarem todas as pessoas no ambiente, forçarem para ficarem em grupo com os amigos ou não se isolarem, por exemplo”, explica.

Então, a preocupação aumenta significativamente quando essas crianças chegam à adolescência e os traços da personalidade começam a ficar mais sólidos e evidentes. A pessoa mais introspectiva tem algumas características como eleger apenas um ou dois amigos para ter um relacionamento, preferem assistir a filmes sozinhos e não em família, e não gostam de programas coletivos.

“Os pais precisam entender que essa é apenas a natureza dele e não há nenhum problema em ser assim, desde que a pessoa não sofra com isso. O papel deles é conduzir a criança para que se sinta segura em ser o que é e se desenvolva como indivíduo, tenha liberdade dentro das suas peculiaridades, sem o receio de ser julgado ou mesmo rejeitado”, afirma Camila.

Ainda assim, a família de um modo geral, pode propor para essa criança ou adolescente a experiência de estar mais perto, de criar novos vínculos, fazer novos amigos e desenvolver mais afetividade, desde que isso seja feito sem pressão, com empatia.


Masculino em descontrole

*Por Jorge Miklos

Segundo o Instituto Patrícia Galvão, no Brasil, a cada 9 minutos uma mulher é vítima de estupro. Houve um crescimento de 8,4% de casos de estupros de 2016 a 2017. Em números exatos, são 60.018 casos registrados. Já, diariamente, três mulheres são vítimas de feminicídio. A recorrência dos homicídios também aumentou: o ano de 2016 registrou 929 casos, e em 2017, ocorreram 1.133 casos, tendo um aumento de 6,1% de casos registrados. A cada dois dias, a cada 2 minutos uma mulher registra agressão sob a Lei Maria da Penha, isto é, 606 casos diários registrados. É válido apontar que aqui se trata somente de casos registrados, ainda existem muitos casos que as autoridades não tomam conhecimento.

Diariamente, três mulheres são vítimas de feminicídio | Foto: Freepik

É alarmante constatar que alguns homens autores de violência contra mulheres declaram que: “tem mulher que só aprende apanhando bastante" e que: “agiram bem” e que: “bateriam de novo”. Essas declarações reforçam a imagem de uma mulher submissa e que “tudo deve aceitar”. À essa naturalização da violência, acrescenta-se o fato de que “a culpa é da mulher” e que agredi-la é uma forma de “domesticá-la”.

O que leva os homens agredirem as mulheres e naturalizarem essa violência? Há muitas respostas para essa pergunta. Uma delas situa-se na “masculinidade tóxica”, um modelo de masculino que estimula a obsessão por poder, dinheiro e sexo e, sobretudo, a violência contra a mulher. Para não perder seu espaço, o homem precisa provar constantemente o seu capital viril e, quanto mais inseguro ele se sente, mais violento fica. Masculino em descontrole. Quando um homem agride uma mulher, ele está agredindo a si mesmo.

O caminho de mudança passa pela ressignificação do perfil de masculinidade. Passa pela ruptura, transformação e transição para um modelo de masculino que desenvolva a alteridade, o vínculo, a empatia e a resiliência.  A masculinidade tóxica é parte do problema; homens com coragem para mudar o seu lugar na história e na sociedade, rumo para a solução.

*Jorge Miklos é professor universitário, sociólogo e psicanalista. Atualmente investiga a respeito da contribuição da mídia na construção da masculinidade tóxica no Brasil. 

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Novembro azul e a prevenção do câncer de próstata

*Por Marco Lipay

A próstata é uma glândula de aproximadamente 25 gramas, no adulto jovem, que fica abaixo da bexiga e na frente do reto (parte terminal do intestino).  A sua função está relacionada à reprodução (produção do líquido ejaculado) e ao prazer sexual (orgasmo), além de atuar como barreira às infecções e manter a continência urinária. 

O urologista Marco Lipay comenta que: “A SBU recomenda que homens com mais de 50 anos procurem um urologista, para avaliação individualizada. Homens da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos” | Foto: divulgação 

O câncer de próstata é a neoplasia sólida mais comum e a segunda maior causa de óbito oncológico no sexo masculino. É o câncer mais incidente nos homens (excetuando-se o câncer de pele não melanoma) em todas as regiões do País.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), haverá mais de 68 mil novos casos este ano no Brasil, enquanto nos Estados Unidos, segundo a Sociedade Americana do Câncer, a estimativa é de 174.650 novos casos e 31.620 óbitos em 2019.

É considerado um câncer da terceira idade, isto é, em três quartos dos casos no mundo manifesta-se a partir dos 65 anos. O aumento da incidência no Brasil pode ser justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação e também pelo aumento na expectativa de vida. 

O INCA e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) destacam a alta incidência do câncer de próstata e, assim, ressaltam a importância da consulta médica, que tem como objetivo o diagnóstico precoce. Lembramos que nos estágios iniciais a doença não manifesta qualquer sinal ou sintoma, justificando assim uma visita ao consultório do urologista, que fará um histórico clínico detalhado, somado ao toque prostático e solicitação dos exames necessários, dentre os quais o famoso PSA (antígeno prostático específico), que podem sugerir a suspeita de um câncer. A confirmação do diagnóstico faz-se por uma biópsia de próstata.

Os fatores de risco para câncer de próstata são: idade, homens de raça negra, obesidade, hábitos alimentares ricos em gorduras, sedentarismo e fator familiar (quando se tem um parente de primeiro grau com câncer de próstata, a probabilidade é de até duas vezes maior; e para aqueles que tem dois parentes de primeiro grau, essa probabilidade é de até seis vezes maior).

A SBU recomenda que homens com mais de 50 anos procurem um urologista, para avaliação individualizada. Homens da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios, em uma decisão compartilhada com o paciente. Ressaltamos que hoje faz-se um diagnóstico de câncer de próstata a cada 7 minutos, um óbito pela doença a cada 40 minutos, 25% dos portadores de câncer de próstata morrem devido a doença e 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados em estágios avançados.

Quando os sintomas começam a aparecer, 95% dos casos já estão em fase adiantada. Não é possível evitar a doença, mas é possível diagnosticá-la precocemente e, desse modo, as chances de cura são maiores – superiores a 90 %.

Segundo a SBU, muitos homens têm “medo” do diagnóstico de câncer, mas os urologistas enfatizam que a medicina tem evoluído para proporcionar aos pacientes tratamentos menos invasivos e cada vez mais eficazes.

Novidades em exames de imagem são incorporadas ao cotidiano, como a ressonância magnética multiparamétrica, que torna mais precisas as indicações de biópsias, evitando procedimentos desnecessários ou o PET CT com PSMA, que pode rastrear doenças metastáticas de pequeno volume em locais incomuns.

Os tratamentos estão sendo personalizados e, para isso, prioriza-se o maior número de informações sobre o tumor, como: volume; extensão e grau de agressividade do tumor prostático, além de considerar a perspectiva de vida do paciente, doenças associadas, valor do PSA e exames de imagem. Desse modo, evitam-se tratamentos agressivos e desnecessários para doenças de baixo risco de progressão.

Em minha opinião, todos os homens devem ser esclarecidos sobre o câncer da próstata e suas implicações. Jamais podemos deixar de diagnosticá-lo em homens saudáveis e, assim, discutir a melhor opção terapêutica. Deixar o câncer se manifestar espontaneamente é um grande risco e sofrimento para o paciente e sua família, considerando a evolução e potencial agressividade desse tumor.

*Marco Aurélio Lipay é doutor em Cirurgia (Urologia) pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, membro correspondente da Associação Americana e Latino Americano de Urologia e autor do livro "Genética Oncológica Aplicada a Urologia".

Ambiente de trabalho pode ser gatilho para transtornos mentais

Redação

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças e transtornos mentais afetam mais de 400 milhões de pessoas no mundo. Cerca de 75% a 85% das pessoas que sofrem desses males não têm acesso a tratamento adequado, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). A neuropsicóloga Marcella Bianca Neves, do Instituto do Cérebro e membro da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNP), alerta que as doenças mentais mais comuns que estão relacionadas ao ambiente de trabalho são depressão, transtorno de pânico, ansiedade e síndrome de Burnout.

Jornadas intermináveis, cobrança desenfreada, falta de reconhecimento, metas abusivas, suportar desaforos e não conseguir impor limites são algumas situações que favorecem o esgotamento emocional | Foto: Freepik

Então, a solução para os transtornos mentais vai além de oferecer medicamentos e internação. "O acompanhamento psicológico frequente é fundamental para uma vida mais saudável e produtiva. Precisamos repensar as questões do suicídio, da medicalização e do aumento de cerca de 500% no consumo de Ritalina, nos últimos anos. Temos que mudar o paradigma de que a psicoterapia serve apenas para pessoas com graves problemas psicológicos. A psicoterapia é fundamental para todas as pessoas e cuidar da saúde mental não é frescura".

A especialista destaca que alguns estudos provam que o trabalho está totalmente associado ao estado emocional das pessoas, pois jornadas intermináveis, cobrança desenfreada, falta de reconhecimento, metas abusivas, suportar desaforos e não conseguir impor limites são algumas situações que favorecem o esgotamento emocional. "Uma pesquisa realizada pela Universidade Nacional Australiana concluiu que ter um emprego estressante é pior para a saúde mental dos indivíduos do que não ter emprego. Segundo o artigo, os profissionais desempregados estavam em melhores condições do que aqueles que se sentiam sobrecarregados, inseguros e mal remunerados", comenta.

Muitos pacientes relatam ter insônia, acordar mais cedo do que o habitual, apresentar dor de cabeça constante, mau humor, desânimo, cansaço excessivo, falta de concentração, angústia quando o domingo termina, mal-estar e aperto no peito.

Segundo a neuropsicóloga, o estilo de vida pode desencadear os transtornos mentais, com isso, é importante desenvolver estratégias: “Como reconhecer que os pensamentos e sentimentos são apenas pensamentos e sentimentos - e não fatos; buscar auxílio especializado; manter o local de trabalho organizado; fazer pausas; procurar o autoconhecimento; desfrutar de momentos de lazer com amigos e familiares e aprender a separar o trabalho do cotidiano", finaliza Marcella.

No Brasil, a estimativa é de que 23 milhões de pessoas passem por tais problemas, sendo ao menos 5 milhões em níveis de moderado a grave.

Poluição do ar pode estar relacionada ao aumento de casos de infarto e AVC, aponta estudo

Redação

Pesquisa divulgada pela Universidade King’s College, de Londres (Inglaterra) reforça que a poluição do ar afeta negativamente a saúde cardiovascular dos seres humanos, podendo causar desde infarto até Acidente Vascular Cerebral (AVC). De acordo com o estudo, na Europa são quase 500 mil mortes ligadas aos efeitos deste mal por ano. Nesta terça-feira (29) é celebrado o Dia Mundial de Combate ao AVC, data na qual se reforça as formas de prevenção da doença.

Nas cidades em que há maior concentração de poluentes observa-se mais casos de arritmias, aumento da pressão arterial e aterosclerose, além das paradas cardíacas e dos derrames, comenta o cardiologista José Francisco Kerr Saraiva | Foto: reprodução 

Segundo o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), José Francisco Kerr Saraiva, nas cidades em que há maior concentração de poluentes observa-se mais casos de arritmias, aumento da pressão arterial e aterosclerose, além das paradas cardíacas e dos derrames. “O primeiro efeito, e mais claro, é que as substâncias entram em contato com o sistema respiratório do paciente. As partículas podem, também, entrar na corrente sanguínea e provocar gravíssimas inflamações em órgãos como o coração e o cérebro, além dos vasos sanguíneos”, explica o especialista. De acordo com o Ministério da Saúde, as enfermidades cerebrovasculares matam, em média, 100 mil pessoas no mesmo período no Brasil.

Os pesquisadores de Londres utilizaram dados das chamadas de emergência ao longo dos anos e, então, compararam com a média de pedidos de socorro dos dias em que a poluição estava acima dos níveis permitidos com os normais. Nos períodos em que o ar ficou em piores condições, houve 124 ligações extras relatando paradas cardíacas e 231 a mais por AVC.

Segundo o cardiologista, o derrame acontece por conta de alterações do fluxo de sangue ao cérebro e pode ser originado a partir de obstrução ou ruptura de vasos sanguíneos. No primeiro caso, correspondente a 80% do número de AVC no País, ocorre o acidente vascular isquêmico. No segundo, o hemorrágico. Ambos têm grandes chances de causar óbito no paciente acometido. Caso haja suspeita de ocorrência de AVC, deve-se chamar por ajuda médica com urgência para diagnóstico e início do tratamento o mais rápido possível.

“Além da poluição do ar, deve-se combater outros fatores de riscos bastante conhecidos como tabagismo, diabetes, consumo de álcool e drogas, estresse, colesterol elevado, sedentarismo e hipertensão. É notório que pessoas saudáveis têm mais condições de enfrentar problemas ambientais do meio urbano”, finaliza Saraiva.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Aniversário do Atrium Shopping tem show tributo a Tim Maia e DJ André Silva

Redação

Nesta terça-feira (29), o Atrium Shopping, em Santo André, comemora seis anos de existência com uma programação recheada de atrações. Das 18h às 19h30, o DJ André Silva comanda as pickups e transforma a Praça de Alimentação em uma pista de dança. Na sequência, às 20h, a festa prossegue com o show tributo a Tim Maia (1942-1998), interpretado pelo cantor Nenê Amaral e a banda Acesso Rock Big Band, com metais e coral. Além disso, será oferecido ao público brigadeiro e algodão doce, ao longo do dia.
O cantor Nenê Amaral interpretará sucessos de Tim Maia, nesta terça-feira (29), no Atrium Shopping | Foto: divulgação

Para a gerente-geral do Atrium, Vanessa Nery: “Esta é uma ocasião muito importante para expressar nossa alegria e gratidão a todos os clientes, lojistas e colaboradores que, junto conosco, fazem o sucesso deste empreendimento”, afirma.

Durante a sessão de discotecagem, serão sorteados CDs, chinelos personalizados e ingressos para o evento “Flashback White Party”, que acontecerá no Clube Aramaçan, em Santo André, em 30 de novembro.  Já no repertório do show tributo a Tim Maia, o público pode esperar sucessos como, por exemplo, “Do Leme ao Pontal”, “Azul da cor do mar” e “Réu confesso”.

O Atrium Shopping  fica na Rua Giovanni Batistta Pirelli, 155, em Santo André. Tel.: 3135- 4500.

Saúde bucal: é possível prevenir o dente envelhecido

Redação

Pode parecer difícil, mas é possível saber, olhando no espelho, qual é a idade que o dente aparenta. Especialistas do Grupo Ateliê Oral explicam que o dente de pessoas jovens, de 20 a 35 anos, deve ser rígido, ter uma ponta translúcida, e a engrenagem perfeita entre os dentes superiores com os inferiores, quando só os caninos se encostam e os outros dentes não, quando se fecha a boca. Essa condição só acontece quando possuímos o esmalte do dente rígido ou preservado.

Os dentes de uma pessoa jovem devem ser rígidos, ter uma ponta translúcida e a engrenagem perfeita entre os dentes superiores com os inferiores | Foto: Freepik

Já um dente envelhecido tem manchas e as pontas desgastadas, condição que deveria aparecer em pessoas com mais de 55 anos de idade, mas está se tornando cada vez mais comum nos dias atuais, com o aumento no número de pessoas com dentes com mais idade biológica (aparência) do que a compatível com a idade real do indivíduo.

Isso se explica, segundo especialistas, pela falta de conhecimento sobre produtos específicos que podem endurecer o esmalte do dente e, ainda, pela falta do hábito da limpeza e consultas nas quais se analisa: o índice de placa bacteriana, a saúde da gengiva, da mordida e da mastigação.

O que um dente envelhecido causa? 

O dente envelhecido é aquele que tem a dentina exposta e as pontas desgastadas. Com o tempo, pela exposição da dentina, o dente envelhecido começa a manchar, apresentando a coloração amarela e depois marrom, muito por causa dos corantes do que comemos. Além disso, pela perda do volume do esmalte, eles vão se movimentando e os dentes de baixo invadem o espaço dos dentes de cima, começando a “lixar” e desgastar toda a arcada -- pesquisas apontam que mais de 90% das pessoas, no mundo inteiro, apertam ou rangem os dentes, o que potencializa o desgaste.

É um processo sem fim. Em cinco anos, por exemplo, um dente que tem uma pequena retração de gengiva, se não for tratado, pode ter a dentina muito mais exposta e pigmentada. O perigo não é a estética, mas o colapso bucal.

A boa notícia é que existem novas pastas dentais - compostas por fluoreto de amina - que ajudam a endurecer o esmalte do dente. Para os mais sensíveis, hoje existe a tecnologia CalSeal, desenvolvida para melhorar a resistência a alimentos ácidos, ideal para pacientes com sensibilidade. E para quem perdeu a guia de proteção dos caninos, o especialista conta que é possível restaurá-las com fragmentos de porcelana, devolvendo o esmalte e ajustando novamente o nivelamento dos dentes.

Para Marcelo Kyrillos do Grupo Ateliê Oral, o alerta para o Dia da Saúde Bucal (25 de outubro) é que: o fato de termos essa engrenagem bucal perfeita na juventude (quando só os caninos se encostam e todos os outros dentes não se tocam), não nos garante um sorriso  saudável com o passar dos anos, mesmo que o indivíduo não tenha cárie ou outra doença. “O ritmo de vida atual impõe mais tensão na mordida que, aliada ao uso de pastas dentais clareadoras (que são mais abrasivas) sem a recomendação adequada, ou de escovas de cerdas muito duras e alimentação ácida, causam o desgaste do esmalte. É preciso ficar atento”, frisa.

Ele alerta ainda que: “Não existe uma idade certa para os dentes começarem a sofrer desgaste. Realizar limpezas e a rotina de cuidados a cada seis meses, pode fazer com que você previna qualquer envelhecimento precoce do dente”, reforça.

 Dicas para preservar a idade biológica do dente 

1. Evitar fazer refeições com alto índice de acidez e escovar os dentes imediatamente. É indicado esperar 30 minutos para escovar os dentes depois de consumir ácidos, evitando, assim, a ação abrasiva das pastas dentais na superfície ainda amolecida do dente.

2. Evitar bebidas ácidas antes de dormir, quando os efeitos protetores da saliva estão reduzidos.

3. Usar placa protetoras para dormir e em momentos que desencadeiam tensão entre os dentes (durante exercícios físicos, por exemplo). Essa proteção é fundamental para prevenir o grande malefício de perda de volume de esmalte.

4. Priorizar o fio dental e a boa escovação, para evitar a pigmentação e as manchas dentais e as inflamações de gengiva.

5. Ficar alerta: a gengiva não deve sangrar jamais. Se sangrar, é forte indício de alguma doença.

Assédio moral e suas implicações no ambiente de trabalho

*Por William Grespan Garcia      

Diversamente do que se pensa, o assédio moral não ocorre apenas do empregador para o empregado, do superior para o subordinado. Na verdade, a cadeia do assédio moral ocorre mais de superiores para subordinados, mas também entre os pares e, em menor grau, contra executivos. O assédio moral, assim, pode ser vertical de maneira descendente (mais comum do superior para o subordinado) ou ascendente (mais raro, do subordinado para o superior); horizontal, quando se dá entre os pares; misto, quando se dá em todas as direções acima, combinadas.

“Por sua especificidade e pela dificuldade em ser comprovado, o assédio moral deve levar a vítima à busca de ajuda especializada, tanto no âmbito médico quanto no âmbito jurídico”, orienta o advogado William Grespan Garcia  | Foto: reprodução
Condutas que evidenciam violência psicológica contra o assediado, atos repetitivos caracterizados por ações reiteradas do assediador, boatos, xingamentos, perseguições, punições injustas, condutas agressivas, inferiorização, exposição do assediado a situações humilhantes e vexatórias, exigências de cumprimento de metas inatingíveis, negação de folgas e férias, enquanto os demais são dispensados, rigor excessivo e colocação de apelidos constrangedores são alguns exemplos de assédio moral, dentre os muitos que existem.

Pontualmente, neste contexto, há que se considerar que acontecimentos comuns e isolados, como uma “bronca” eventual do chefe, uma chamada de atenção esporádica ou não, muitas vezes motivada pela necessidade de se aprimorar a ação, não podem e nem devem ser caracterizadas como assédio moral, embora, muitas vezes, por uma questão de má-fé, fatos como estes possam ser utilizados em processos trabalhistas indevidos, sendo, porém, facilmente derrubados em um Tribunal por não se sustentarem na caracterização do assédio moral.

Antes de se levar o caso aos Tribunais, deve-se recorrer ao RH da empresa para relatar o ocorrido, sempre documentando a conversa/denúncia. Não havendo solução, no âmbito interno da empresa, passa-se a instâncias superiores, como o Sindicato e até o Ministério Público. Queimar etapas, saltar instâncias, nunca facilita e até pode prejudicar o processo de solução do problema, seja por qual via possa vir esta solução.

Por sua especificidade e pela dificuldade em ser comprovado, o assédio moral deve levar a vítima à busca de ajuda especializada, tanto no âmbito médico quanto no âmbito jurídico, providências que devem caminhar paralelamente, ainda que os passos básicos para a solução dentro da empresa não sejam eficientes e/ou eficazes.

As empresas, por sua vez, devem agir de forma preventiva, para que casos de assédio moral não venham a ocorrer intramuros. Tal prevenção pode ser desenvolvida em reuniões periódicas por setores, onde se aborde, de modo direto e/ou indireto o assunto, visando a coibir atitudes negativas entre os funcionários, bem como entre a configuração hierárquica. Além das reuniões, periódicos (os chamados jornais da empresa) podem abordar em suas páginas o assunto, o qual deve ainda constar das diretrizes que costumeiramente são passadas aos funcionários, quando de sua admissão.

A criação de um canal que propicie discussões participativas entre chefias e chefiados, onde todos possam ter voz, é sempre um bom início para prevenir que o assédio moral se instale e que isso seja levado às vias de fato.

Todos os esforços no sentido de coibir ações de assédio moral, em quaisquer níveis, como acima já se destacou, não prescindem de uma correta e perene assessoria jurídica e, também, para as medidas cabíveis quando um eventual problema já instalado, de modo que, na medida do possível, sejam evitados os confrontos judiciais ou, na impossibilidade disto, para um correto acompanhamento da empresa, face a quaisquer processos que possam advir.

Importa, finalmente, dizer que ambos os lados da cadeia produtiva têm a perder com atitudes que induzam à instalação do assédio moral como realidade dentro da empresa. Assediados e assediadores, ambos são a ponta de um intrincado mundo, onde a falta de respeito colabora para a destruição de pessoas físicas e jurídicas, indo na direção inversa das metas pessoais e coletivas propugnadas para o desenvolvimento do ser humano e da empresa. 

*William Grespan Garcia é sócio-fundador do William Grespan Garcia Sociedade de Advogados.  

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

“Meia-noite no Museu” tem mais uma edição nesta sexta-feira em Santo André

Redação

Depois do sucesso da edição do ano passado, o Museu de Santo André realiza mais um “Meia-noite no Museu”. Nesta sexta-feira (25), a partir das 22h, o evento terá uma série de interpretações, contações de histórias, com destaque para as lendas urbanas relacionadas à história de Santo André, como a "Lenda da Noiva", da Vila de Paranapiacaba. A atividade é aberta às pessoas de todas as idades.

Evento “Meia-noite no Museu” terá interpretações e contações de histórias | Foto: divulgação

O local também realizará, neste sábado (26), mais uma edição do Piquenique no Museu, a partir das 10h. A atividade é destinada às famílias, que podem ocupar o pátio do local para se divertir, enquanto acompanham a contação de histórias com a Cia. Os Rouxinóis. No local é possível conferir ainda exposições como “Caboclo Boiadeiro”, que mostra um pouco da história destes personagens do sertão.  O museu fica na Rua Senador Flaquer, 470, Centro. Entrada gratuita, em ambos dias.

Escritora Paula Cassim lança terceira edição do livro que promete ajudar na reconquista do ex

Redação

A escritora Paula Cassim traz na 3ª edição do livro "Como reconquistar seu ex" (Editora Allure), 148 páginas divididas em 20 capítulos, recheados de dicas para quem deseja reconquistar o ex (sem ajuda de simpatias).
Segundo a autora, para reconquistar o ex é preciso acionar o sentimento de perda na pessoa | Imagem: divulgação 

No  livro, Paula assume o papel de "melhor amiga" e traz uma fórmula  para recuperar a autoestima, reconhecer e evitar novos erros e trazer o amor de volta.
         
Ela conta que já recebeu até convite para ser madrinha de casamento e aceitou: "Eu estava ali, junto com as outras madrinhas e o noivo com cara de quem não fazia a menor ideia de quem eu era e por qual motivo ela havia escolhido uma madrinha, que ele nunca tinha visto antes, se o mais normal é sempre chamar familiares e melhores amigos, mal sabia ele”, conta a escritora.

Paula diz que o segredo é acionar o sentimento de perda no ex: "Enquanto ele sentir que você ainda está em suas mãos e que na hora que ele quiser você sai correndo para encontrá-lo, ele dificilmente vai te valorizar ao ponto de querer voltar com você. Ele tem que achar que te perdeu, que fez uma escolha errada e correr contra o tempo para te ter de volta, antes que outro leve a melhor".
               
E, para quem já conquistou ou reconquistou o moçoilo, Paula indica o segundo livro "Conquistar é fácil, difícil é manter", com dicas preciosas para sair de todas as brigas e discussões do seu relacionamento" além dos seus vídeos semanais em seu canal do Youtube que leva o seu nome.

Parto: obstetra fala sobre o “campo cirúrgico transparente”

Redação

Pensando em humanizar ainda mais a cesárea, a  ginecologista e obstetra, Elis Nogueira, foi pioneira ao realizar no Brasil o parto com o chamado “campo cirúrgico transparente”, que nada mais é do que uma cortina transparente, que permite aos pais assistirem o parto juntos, participando do nascimento do filho, inclusive do exato momento em que ele deixa a barriga da mamãe.

A  ginecologista e obstetra, Elis Nogueira, foi pioneira ao realizar no Brasil o parto com o chamado “campo cirúrgico transparente” | Foto: divulgação

No começo, algumas maternidades estranharam a utilização do aparato, mas durou pouco. Os pais que antes, na maioria dos casos, se levantavam para ver o nascimento do filho, começaram a participar ao lado da mãe, dando todo apoio possível e, juntos, presenciando o milagre da vida: o nascimento de um filho. O campo cirúrgico transparente é esterilizado e, portanto, não há risco de infecção... Já a visão é a mais linda possível, sem ver os cortes e nada de muito sangue, para isso, toda a equipe é treinada com cuidado para proporcionar a melhor a gestante e ao pai.

Novidade no Brasil, Elis pesquisa há anos uma maneira de humanizar ainda mais o parto e, em 2017, ela descobriu que dois hospitais dos Estados Unidos, haviam realizado este parto. A partir de então pesquisou meios de realizar este parto aqui no País, de forma a fazer com que suas pacientes ficassem mais confiantes, tranquilas e que também participassem ainda mais da cesárea.

Desde então, vem fazem diversos testes e experiências com materiais esterilizados, que a possibilitaram desenvolver o “campo cirúrgico transparente”, que será lançado, em breve, por um grande hospital e maternidade de São Paulo. Mas, o mais interessante é o resultado obtido com a família. A cesárea se torna uma cirurgia mais tranquila e harmoniosa para os pais, pois eles participam e enxergam todo o procedimento, interagem com os médicos e equipe, podem ver o nascimento e conseguem ter mais contato com o bebê.

“Após 20 anos de profissão, o que me motivou a desenvolver o “campo cirúrgico transparente” foi trazer mais confiança e tranquilidade para a mamãe que escolhe a cesárea, ou que, por algum motivo, não pode realizar o parto natural. É um momento especial na vida da família, repleto de expectativa, insegurança, medo e ansiedade. Conseguir humanizar ainda mais esse momento para que a mamãe tenha um parto mais calmo traz inúmeros benefícios a ela e ao bebê. Além disso, o momento do nascimento é um momento especial e singular para cada casal; é um privilégio que ela possa ver e eternizar o nascer de um filho”, finaliza a ginecologista.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Uniões estáveis simultâneas e o reconhecimento do STJ: como está a situação no Brasil?

*Por Samira Tanus Madeira 

No passado, tamanha era a influência da Igreja Católica na sociedade que o casamento válido era o celebrado no religioso. A partir do reconhecimento do Estado Laico pela Constituição de 1891, a primeira mudança ocorreu, de fato, desvinculando o casamento da religião, momento em que passou a ser válido somente o casamento civil, celebrado de acordo com os ditames legais.

“Essas formas de relacionamentos vão continuar existindo, quer gostemos ou não, queiramos ou não, já que a vida como ela é se sobrepõe ao Direito”, afirma a advogada Samira Tanus Madeira | Foto: Free´pik

Mesmo com o reconhecimento do Estado laico, até a Constituição da Republica de 1988, os filhos havidos fora do casamento eram todos ilegítimos. Embora existissem na vida real, não podiam existir para o Direito, ou seja, ficavam à margem da sociedade. Afirmavam que, deste modo, estavam protegendo o casamento, a moral e os bons costumes.

Somente com o Novo Código Civil de 2002 é que o casamento deixou de ser o regime absoluto de convivência “com intuito de criação de uma família”. Foi reconhecida a modalidade chamada de união estável e seus direitos foram tutelados.

É aqui o cerne do presente artigo, em que o Estado muitas vezes deixa de tutelar um tipo específico de relação existente, negando-lhe existência, sob fundamentos morais ligados ao Estado católico por essência.

Como exemplo, podemos citar um recente julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) , ocorrido em 2018, em que o requerido mantinha duas relações : um casamento e uma união estável. Porém, o pedido de reconhecimento da união estável foi julgado improcedente, apenas pelo fato da companheira não ter comprovado que não possuía ciência do casamento. Ou seja, foi negado o fato social de que conviveram por 17 anos cumprindo os requisitos formais caracterizadores da união estável, pelo simples fato da ciência (ou não) da existência do casamento.

Mas a pergunta é: e se a esposa tivesse ciência da união estável, não estaria ela aceitando as conseqüências jurídicas desta relação concomitante? Qual é o motivo que nos leva a beneficiar o casamento em detrimento das diversas relações contemporâneas? Qual é a razão de prejudicar a companheira em benefício da esposa?

O jurista Rodrigo da Cunha Pereira, no brilhante artigo Direito de Família e Fetichismo, afirma que: “O justo e o legal nem sempre são coincidentes. Ao depararmos com esse velho e persistente dilema, melhor seguirmos pelo caminho do justo. Ficar apegado excessivamente à literalidade da lei pode significar insegurança ou um fetichismo".

Enquanto a jurisprudência do STJ não admite o reconhecimento de uniões estáveis paralelas ou de união estável concomitante a casamento, os tribunais estaduais andam em caminhos diversos, reconhecendo o fato e aplicando os direitos assegurados pela norma. Se, de fato, existem duas relações com todos os fundamentos jurídicos inerentes à união estável, negar-lhe vigência é o mesmo que negar existência do Estado democrático de direito e seus princípios, em especial os da dignidade humana, da pluralidade das famílias, da menor intervenção estatal e autonomia privada.

O STF está prestes a julgar dois processos que discutem o presente tema, o Recurso Extraordinário 1045.273/SE e o RE 883.168/SC. O primeiro diz respeito a possibilidade da divisão da pensão por morte entre dois companheiros, de duas relações estáveis diferentes. Já o segundo, vislumbra a possibilidade da divisão da pensão por morte entre a viúva do casamento e da união estável paralela ao casamento, em caso de morte daquele que era o companheiro de uma e o esposo da outra.

Pelo exposto, inevitável é apegar-se à literalidade da lei sem interpretá-la no contexto social, que exige a constante evolução do Direito. Foi essa mesma moral de exclusão que também negou aos relacionamentos homoafetivos o direito de constituírem família, dos filhos havidos fora do casamento não serem reconhecidos e, por fim, dos casamentos religiosos serem a única forma de constituição familiar.

E o que é necessário saber é que, com proibição ou não, essas formas de relacionamentos vão continuar existindo, quer gostemos ou não, queiramos ou não, já que a vida como ela é se sobrepõe ao Direito.

*Samira Tanus Madeira é advogada (OAB/ RJ 174.354), com especialização em Direito Processual Civil e Direito Imobiliário. Sócia do escritório Tanus Madeira Advogados associados, fundado em 1983, com unidades nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Macaé- RJ. 

Crianças impulsivas: tempo de tela e sono influenciam no comportamento

Redação

Crianças em idade escolar que dormem mais cedo do que aquelas que ficam diante de seus aparelhos celulares, noite adentro, podem estar mais preparadas para controlar seu comportamento, sugere um novo estudo publicado no Pediatrics, que é comentado pelo pediatra  homeopata, Moises Chencinski.

Segundo estudo, as crianças que dormiam pouco e passavam muito tempo nas telas tinham mais impulsividade | Foto: Freepik

Os pesquisadores descobriram que crianças de 8 a 11 anos que dormiam adequadamente, e tinham limites de tempo de tela, eram menos propensas do que seus pares a relatarem problemas com comportamento impulsivo.

A impulsividade é geralmente descrita como uma tendência para agir sem pensar, ou uma incapacidade de esperar por algo que você deseja. É um problema central no Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Mais tarde, em outras etapas da vida, a impulsividade também pode tornar as crianças vulneráveis a outros problemas, como abuso de substâncias e outras formas de dependência. Segundos os pesquisadores, o objetivo do estudo era aferir quais fatores podem afetar essa tendência impulsiva: “agir antes de pensar”.

“Em geral, as crianças eram menos propensas a relatar comportamento impulsivo se cumprissem as recomendações de sono e de tempo de tela. Isso significava 9-11 horas de sono, a cada noite, e não mais de duas horas por dia dedicadas ao tempo de tela recreativo (os trabalhos da escola não contam)”, afirma Chencinski.

No entanto, os resultados apontaram apenas uma correlação. Eles não provam que horários para dormir mais cedo e limites da tela realmente influenciam a impulsividade. “Será que crianças impulsivas não cumprem as recomendações ou será que crianças que não cumprem as recomendações se tornam mais impulsivas?”, questionam os pesquisadores. O cenário mais provável, defendem os autores, é que o relacionamento siga nos dois sentidos - criando uma espécie de ciclo vicioso.

Por que o tempo de tela importa?
“A equipe de pesquisadores aponta uma teoria: tempo demais nos dispositivos - que geralmente exigem respostas imediatas, seja nas mídias sociais ou nos videogames – pode afetar a capacidade das crianças de se autorregularem. Mas, a outra questão pode ser o que as crianças não estão fazendo durante essas horas na frente da tela - como dormir. Essas coisas estão muito inter-relacionadas”, afirma o pediatra.

As descobertas baseiam-se em dados de mais de 4.500 crianças canadenses de 8 a 11 anos. Os pesquisadores analisaram se as crianças cumpriam as recomendações de sono, tempo de tela e atividade física (60 minutos de exercício moderado a vigoroso por dia).

Então, as crianças preencheram alguns questionários padrão sobre impulsividade – onde foram questionadas até que ponto concordavam com declarações como: "Quando estou chateado, geralmente ajo sem pensar" e "termino o que começo".

Geralmente, as crianças que dormiam pouco e passavam muito tempo nas telas tinham escores de impulsividade mais altos. Os exercícios físicos, por outro lado, não mostraram muita conexão.

Embora o estudo não prove causa e efeito, os pais podem repensar algumas práticas, sugere Chencinski, que lista abaixo alguns pontos para reflexão:

01) É importante definir um horário, à noite, em que os dispositivos precisam ser desligados - o que deve ajudar as crianças a dormirem.

02) É importante pensar no contexto mais amplo da questão: o tempo de tela substitui não apenas o tempo de sono, mas também o de exercícios físicos, lição de casa ou o tempo presencial com amigos e familiares?

03) O quadro geral – incluindo não apenas a quantidade, mas o conteúdo do tempo de exibição das crianças – também importa.

04) Há também os hábitos dos pais. Os pais podem ter que estar conectados em seus dispositivos, às vezes, por razões de trabalho. Mas é importante estabelecer limites também.

Cantor Maykel Amaral lança álbum neste domingo em Diadema

Redação

O Teatro Clara Nunes (Rua Graciosa, 300, Centro), em Diadema, sedia show gratuito do lançamento do CD Acredite do cantor sertanejo Maykel Amaral, neste domingo (27), às 19h.

Lançamento do CD será neste domingo (27), no Teatro Clara Nunes | Foto: divulgação 

Nascido em Diadema, Maykel Amaral já foi conhecido pelo nome artístico de Patrício, quando fez dupla com o cantor Caetano Carreiro, filho do saudoso compositor e cantor Peão Carreiro. Durante os sete anos de trabalho (2008 - 2015), fizeram muitos shows, programas de TV e rádio, além de gravarem três CDs e um DVD, entre eles, o álbum em homenagem ao Peão Carreiro, que é o compositor de Telefone Mudo, entre outras canções famosas que marcaram época.

No show de lançamento do novo álbum, Maykel Amaral se apresentará com a banda, formada por Juan Bastos (contrabaixo), Júnior Santos (teclado), Eduardo Hilário (sanfona), Rafael Leôncio (bateria), Custódio Ferreira (violão) e Eliezer Victor (piano e violão).  No repertório, desde o “modão” ao sertanejo universitário.

O Teatro Clara Nunes possui 375 lugares e amplo estacionamento interno. A entrada é franca e o evento é destinado a todos os públicos (sem faixa etária). A presença no show, pode ser confirmada pelo WhatsApp (11) 99461-8483.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Segurança digital: aplicativo que compara usuário a celebridade pode “custar caro”, afirma especialista

Redação

Com mais de 1 milhão de downloads em apenas uma semana na Play Store, o aplicativo fenômeno de popularidade Gradient - que mostra com qual celebridade o usuário se parece - tem levantado desconfiança quanto à segurança de dados pessoais na internet, de acordo com o doutor em Direito Digital pela Universidade de São Paulo (USP) e sócio do Bulgueroni Advogados, Marcelo Bulgueroni.

O aplicativo “sobe” as imagens do usuário para um servidor. A partir daí é impossível ter controle sobre o tipo de uso que será feito com a informação compartilhada, alerta o advogado Marcelo Bulgueroni | Foto: divulgação 

Segundo técnica similar de outro aplicativo que viralizou na rede, o FaceApp - que envelhecia o rosto do usuário e foi tido como uma ameaça à privacidade dos internautas -, a nova brincadeira digital têm merecido a atenção de especialistas por se basear no chamado machine learning, com o envio das imagens aos servidores.

Os vários recursos de edição colocados à disposição do usuário (incluindo o “transformador em celebridade”) só é acessível por meio de uma assinatura mensal (que varia de R$ 16 ou R$ 78 por ano). Para atrair e aumentar as chances de converter o usuário, após o upload das fotos, ele é convidado a testar o serviço por alguns poucos dias, gratuitamente.

Segundo Bulgueroni, além de não ficar totalmente clara a cobrança e cancelamento, o internauta precisa refletir sobre a sua disposição em trocar dados pessoais por uma brincadeira. Ele explica que para realizar a transformação, o aplicativo “sobe” as imagens do usuário para um servidor. A partir daí é impossível ter controle sobre o tipo de uso que será feito com a informação compartilhada, o que acaba colocando o usuário em situação de vulnerabilidade.

Entre os tipos de riscos que podem ocorrer, o especialista destaca o uso de reconhecimento facial, compartilhamento de bases de dados e até situações que envolvam montagens com finalidades obscuras.

Bulgueroni destaca, ainda, que não há informação assertiva sobre o fabricante, seu paradeiro e nem histórico de outros aplicativos fabricados, o que também deveria ser alvo de atenção.

“ThetaHealing”: meditação guiada que promete reprogramar memórias

Redação

A meditação, geralmente, está associada a uma prática de relaxamento do corpo e da mente, porém há quem enxergue como uma contribuição para o autoconhecimento. Já o ThetaHealing, prática ainda pouco conhecida no Brasil, é a junção de técnicas de cura energética que ensina a identificar e mudar crenças, sentimentos, pensamentos e comportamentos que podem afetar, de forma restritiva, o desenvolvimento de qualquer ser humano.

“Na meditação você se desconecta e relaxa. No ThetaHealing, acessamos o subconsciente e reprogramamos memórias, dores, crenças limitantes, desenvolvemos esses programas e trazemos novos”, afirma a instrutora de ThetaHealing Renata Moesia | Foto: divulgação 

De acordo com a instrutora oficial de ThetaHealing e do Programa Rua da Gente, Renata Moesia, há uma grande diferença entre as duas práticas. “Na meditação você se desconecta e relaxa. No ThetaHealing, acessamos o subconsciente e reprogramamos memórias, dores, crenças limitantes, desenvolvemos esses programas e trazemos novos. É uma meditação guiada que nos leva a outra dimensão, afetando todo o campo inconsciente e fazendo com que você atraia para a sua vida novas oportunidades”, explica.

Renata conta que a duração de uma sessão pode variar entre 30 a 60 minutos, tempo suficiente para entrar na onda cerebral Theta e começar a acessar as informações do inconsciente. “Esses gatilhos que levam a alguns padrões repetitivos, dissolvem medos, traumas, fobias e ressentimentos. Há momentos que algumas pessoas choram de emoção, porque trazemos para a superfície dores, crenças, revelações que estavam ocultas. É uma libertação, um alívio para a pessoa ver o que a vida inteira a bloqueou”, detalha.

Sessões gratuitas em São Paulo
Pensando em apresentar a nova modalidade de meditação para a população e de forma gratuita, o Programa Rua da Gente - em parceria com a Prefeitura de São Paulo - oferece sessões gratuitas aos finais de semana.

Renata, que faz parte da equipe de instrutores que ministram o ThetaHealing, afirma que as experiências têm sido maravilhosas. “Em um dos finais de semana do Rua da Gente só estavam as crianças para participar da sessão. Quando cheguei, elas não imaginavam o que aconteceria ali, mas quiseram descobrir. Fui guiando a meditação com essas crianças de 4 a 10 anos de idade, trabalhando a reprogramação de acreditar no próprio sonho e viver com alegria. Todos estavam de olhinhos fechados e concentrados. Logo após, começaria uma nova sessão e para a minha alegria e surpresa, as mesmas crianças continuaram para fazer de novo, porque estavam totalmente entregues. Foi maravilhoso!”, conta Renata.

Para saber sobre os próximos locais e horários das práticas meditativas no Programa Rua da Gente, acesse aqui o portal do programa. 

Estudo mostra os tipos de relacionamentos com “sugar daddies’’

Redação

Uma análise realizada pela universidade do Colorado, em Denver, apontou que há várias formas de se relacionar com um sugar daddy. Para entender como esse tipo de relação funciona, que segundo descrição de um dos sites significa que são “relacionamentos pré-definidos e expectativas atendidas com benefícios mútuos”, a socióloga, Maren Scull, entrevistou 48 jovens de diferentes sites sugar, que relataram suas experiências como sugar babies.

Os termos sugar daddy e sugar baby fazem parte de uma relação baseada na troca de benefícios econômicos, e tem sido mercantilizada por plataformas nos Estados Unidos, Canadá e, inclusive, no Brasil | Foto: divulgação

“Não é somente um acordo por dinheiro’’, afirma a socióloga, que destacou desde “encontro recompensado'' a “amor pragmático’’. Os termos sugar daddy e sugar baby fazem parte de uma relação baseada na troca de benefícios econômicos, e tem sido mercantilizada por plataformas nos Estados Unidos, Canadá e, inclusive, no Brasil.

Abaixo confira os tipos de relacionamentos sugar apresentados pelo estudo:

Encontros compensados 
Consiste em compensação monetária ou presentes em troca de companhia durante um almoço, ou um café, por exemplo. O estudo destaca que essa modalidade não envolve sexo para a maioria das pessoas.

Namoro sugar
O mais comum entre sugar daddies e babies, são encontros rotineiros com contato físico. Neste caso, muitas mulheres recebem uma quantia semanal ou mensal como mesada. De acordo com a professora, esse valor varia entre U$ 200 e milhares de dólares.

Amizade sugar
São relacionamentos com benefícios mútuos, com alguém que as jovens consideram como um amigo. Os patrocinadores passam a fazer parte da vida delas. Existem casos onde podem ocorrer um romance, porém não são tão comuns. Os daddies costumam pagar todas as despesas das babies, incluindo aluguel, contas de celular, roupas, carros e viagens.

Amor pragmático
Sugar babies que buscam construir uma relação duradoura, para o resto da vida, e preferem um acordo pragmático do que apostar em um romance convencional.

Troca consciente de favores sexuais por dinheiro
Uma maneira de receber mimos e dinheiro em troca de sexo, além de preencher sentimentalmente anseios do daddy.

Para a pesquisadora Maren, o estereótipo dos relacionamentos com os sugar daddies é deturpado. “Sempre que leio um artigo sobre sugar daddies ou sugar babies, muitas vezes eu vejo a mesma abordagem sensacionalista: jovens universitários ambiciosos e interesseiros. Isso me causa indignação’’, afirma a professora.

A usuária do Universo Sugar, Michele B., 22 anos, do Espírito Santo, se tornou sugar baby há três anos e mantém uma amizade com um sugar daddy. Ela se enquadra na categoria Amizade Sugar.

"Há três anos uma amiga me apresentou um site sobre sugar dating. Já tinha visto anúncio em uma rede social e me interessei, justamente pela discrição’’, conta a jovem.

''Comecei a conversar com o dono de uma empresa, que me conseguiu um emprego de recepcionista de um dia para o outro. Além de também quitar a dívida do meu cartão. Na época, ele disse que nem precisaríamos nos conhecer pessoalmente. Mas nos encontramos e viramos amigos'', conclui a jovem.

Segundo a pesquisa publicada na revista Sociological Perspectives, cerca de 40% das jovens nunca tiveram relações sexuais com os sugar daddies. 

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Advogada fala sobre alteração do regime de bens, após o casamento

Redação

Poucas pessoas sabem, mas é possível mudar o regime de bens do casamento depois do matrimônio realizado. Em 1916, quando foi criado o Código Civil, a alteração no regime de bens do casamento era proibido, só passando a ser possível após a entrada em vigor do Código Civil de 2002, possibilitando que a mudança seja feita, se os dois cônjuges estiverem de acordo, se não prejudicar terceiros e se tiver uma motivação significativa, conforme explica a advogada Debora Ghelman, especialista em Direito Humanizado nas áreas de Família e Sucessões.

Embora não seja comum mudar o regime de bens, após o casamento, a mudança pode ser feita, segundo a advogada Debora Ghelman | Foto: Freepik 

Atualmente, os regimes de bens são:


Comunhão universal de bens: neste modo, todos os bens, presentes ou futuros, são compartilhados entre o casal, mesmo que alguns bens tenham sido obtidos somente em nome de um dos noivos. As dívidas também são compartilhadas.

Comunhão parcial de bens: esta é a regulamentação de matrimônio mais usada no Brasil e consiste em: o que foi adquirido pelo casal antes do casamento é de propriedade individual de cada um, mas o que for conquistado durante a união, passa ser metade de um, metade do outro.

Separação total de bens: neste regime os bens são totalmente individuais, mesmo se adquiridos depois do matrimônio. Geralmente este contrato é aplicado quando os envolvidos já têm um grande patrimônio antes de se tornar um casal. Além disso, há a separação obrigatória de bens, usada em casos específicos. Por exemplo, a justiça assegura este tipo de regime quando um dos cônjuges tem mais de 70 anos.

Participação final nos bens materiais adquiridos por ambos durante o matrimônio (aquestos): Durante o casamento vigora o regime da separação total de bens, sendo que cada cônjuge administra o seu próprio patrimônio e não há comunicação das dívidas contraídas. Ao término do casamento vigoram as regras da comunhão parcial de bens, devendo os bens adquiridos onerosamente, após o matrimônio serem partilhados.

Além dos quatro regimes, o Código Civil de 2002 permite que haja um regime misto a ser escolhido pelo casal. Para determinados bens pode vigorar um tipo de regime e para outros, outro tipo de regime.

Embora não seja comum mudar o regime de bens, após o casamento, a mudança pode ser feita, segundo a advogada Debora: "O casal pode mudar de ideia, após o matrimônio, por não se adaptar ao que foi escolhido primeiro, ou porque pode estar trazendo complicações para o relacionamento. Muitas pessoas não sabem que é possível fazer esta mudança, por isso processos como este não são frequentes".

De acordo com Debora, para dar entrada ao processo é preciso ter auxílio de um advogado e entrar com uma ação judicial de alteração com um pedido apresentando a motivação do casal, devendo ser apurada a procedência das razões incômodas e sem violar direitos de terceiros (como herdeiros e credores, por exemplo).

"O artigo 734 do Código de Processo Civil de 2015 criou a Ação de Alteração do Regime de Bens, a qual deverá ser proposta perante a Vara de Família, exigindo a manifestação do Ministério Público. Após isso, será publicado o edital, e decorridos 30 dias de tal publicação, o juiz decidirá se autoriza a alteração do regime de bens", esclarece a advogada.

Ela ainda relata que apesar de não ser tão conhecida, a mudança do regime de bens é um processo simples, porém, pode se tornar complicado se o juiz entender que não há motivo justo para o requerimento da mudança: "Muitos doutrinadores criticam essa interferência do Estado na vida privada de cada indivíduo. Há inclusive o Projeto de Lei conhecido como Estatuto das Famílias, que em seu artigo 39, cria a possibilidade de alteração do regime de bens pela via extrajudicial, ou seja, nos cartórios. Se o casamento é celebrado no cartório, se o regime de bens é definido no cartório e se o divórcio pode ser realizado no cartório, porque não alterar o regime de bens no cartório?", finaliza a especialista.

O novo papel da escola no universo dos nativos digitais

*Por Rebeca Barbalat

Vivemos o boom da evolução tecnológica. Possibilidades se apresentam e novos caminhos são trilhados. As facilidades se mostram e se conectam em apenas um clique, principalmente nos últimos 20 anos. Neste período, temos uma geração totalmente envolta desde o nascimento por uma cultura digital. Os nativos digitais, utilizam as ferramentas tecnológicas de forma intuitiva, chegaram às escolas com novos comportamentos, habilidades, necessidades e expectativas. Eles precisam, portanto, de métodos e sistemas de ensino que utilizem os benefícios das novas tecnologias. A escola precisa evoluir.

“O uso da internet nos ambientes escolares ainda não é uma realidade em todos os lugares. É preciso melhorar muito ainda o acesso e, para tanto, uma boa e estruturada rede interna é fundamental”, avalia a diretora de Produto da Positivo Tecnologia Educacional, Rebeca Barbalat | Foto: Freepik

Nesse sentido, o papel das instituições educacionais consiste em encontrar o espaço dentro da realidade atual e tirar proveito da tecnologia para incrementar o ensino e a formação dos alunos. A escola, o professor e a família não perdem o papel na responsabilidade de educar. A orientação é necessária para que o aluno aprenda de maneira correta para potencializar a capacidade de discernimento. Nesta realidade tecnológica, a escola precisa orientar os alunos a distinguir as fontes, interpretar dados, raciocinar, tirar conclusões e desenvolver competências. O professor não é mais a única a fonte das informações. E tornou-se o caminho e o filtro para quem aprende, peça fundamental no processo de aprendizagem.

Com o uso da inteligência artificial é possível, inclusive, identificar como cada aluno aprende. Existem ações que só uma máquina consegue fazer. É muito difícil para um professor, que trabalha com 20 a 30 alunos, conhecer e tratar cada aluno individualmente. A tecnologia ajuda nesse processo, pois consegue analisar o desempenho de cada um de forma isolada, entender quando e como ele incorpora os conteúdos e ainda tratá-lo de forma personalizada. Cabe aos docentes analisar os dados, acompanhar e tirar o melhor proveito do que os meios digitais conseguem oferecer.

 É preciso pensar na melhor educação neste processo homem-máquina e ter os dois, professor e tecnologia, trabalhando juntos e complementarmente. Mesmo com todos esses ganhos, ainda são encontrados alguns entraves, mas que vão se rompendo com o tempo. O uso da internet nos ambientes escolares ainda não é uma realidade em todos os lugares. É preciso melhorar muito ainda o acesso e, para tanto, uma boa e estruturada rede interna é fundamental.

A formação dos professores também é outro desafio a ser superado. De acordo com a TIC Educação, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, divulgada em julho de 2019, cerca de 92% dos professores de escolas públicas e 86% de escolas particulares buscam, por conta própria, se informar sobre novos recursos que podem usar no ensino e sobre inovações tecnológicas.

Investir na atualização do professor é essencial para esse novo modelo de ensino que se apresentou na última década. Dessa forma, podemos supor a escola do futuro. Provavelmente ela não será muito diferente da atual. Porém, é preciso gradativamente se adaptar e adotar as novas tecnologias. Com todas as transformações, os pilares professor, aluno e espaço escolar serão mantidos. O que deve mudar são os conteúdos e habilidades que se espera do aluno, o formato e a dinâmica da sala de aula e, sobretudo, a relação de comunicação entre os atores desse processo.

*Rebeca Barbalat é diretora de Produto da Positivo Tecnologia Educacional.

Palestra “Humor e Caricaturas de Leonardo Da Vinci” ocorre em Santo André nesta semana

Redação

Nesta quinta-feira (24), às 19h30, o anfiteatro da Sociedade Cultural Ítalo-Brasileira, em Santo André, sediará a quarta palestra em homenagem aos 500 anos da morte de Leonardo Da Vinci. Desta vez, o tema será Humor e Caricaturas de Leonardo Da Vinci.

Palestra  na Sociedade Cultural Ítalo-Brasileira contará com os cartunistas Ed Sarro e Mario Mastrotti | Foto: divulgação 

Nesse dia, o cartunista e pesquisador Ed Sarro, doutor em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, abordará um lado pouco conhecido do gênio: o humor por meio de caricaturas de pessoas de sua época e, durante a palestra, o caricaturista Mario Mastrotti, professor da Universidade Metodista de São Paulo, fará caricaturas dos presentes, que poderão levar a obra para casa.

O evento é promovido pela escola de idiomas Spazio Italiano, em parceria com a Sociedade Cultural Ítalo-Brasileira e apoio da Trastevere - Cidadania Italiana. A inscrição é 1 kg de alimento não perecível ou R$ 10,00, que serão revertidos para a - Federação das Entidades Assistenciais de Santo André (Feasa), que assessora uma rede de mais de 50 entidades assistenciais federadas na cidade de Santo André.

As reservas de vaga deverão ser feitas na secretaria do Spazio Italiano (mesmo endereço da Sociedade Cultural Ítalo-Brasileira), que fica na Rua Airó, 69, Vila Gilda, em Santo André, ou pelos telefones (11)  4427-6500 / 98536-3893.

Filhos: xixi na cama saiba o que fazer

Redação

Uma dúvida muito comum dos pais é entender quando os episódios de xixi na cama estão fora do normal, para crianças que ainda estão aprendendo a controlar a urina, após a retirada das fraldas. Cientificamente, o paciente é diagnosticado com enurese noturna, nome como é chamado o transtorno de urinar na cama, quando tem acima de cinco anos de idade, apresenta dois episódios ou mais no mês e pode ou não ter também sintomas diurnos, como a incontinência urinária.

A enurese noturna pode ter complicações associadas, além dos sintomas urológicos | Foto: divulgação

Então, após perceber que o filho pode ter um problema relacionado ao xixi na cama, muitos pais não sabem o que fazer com aquela criança, pensando, muitas vezes, que apenas o acompanhamento psicológico pode resolver a questão.

A médica pesquisadora e colaboradora da Unidade de Nefrologia Pediátrica do Departamento de Pediatria do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP, Simone Fagundes, explica o que fazer nestas situações.  “Para iniciar a investigação da enurese, é necessário que se procure um médico para fazer as primeiras avaliações. O profissional pode ser um pediatra, para os menores de 18 anos, ou urologista e clínico geral, para os adultos. Dependendo do tipo de enurese, os colegas encaminharão para especialistas na área de distúrbios miccionais, como nefrologistas pediátricos, uropediatras, urologistas e nefrologistas”, afirma.

Porém, a enurese noturna pode ter complicações associadas, além dos sintomas urológicos, como presença de constipação (dificuldade para evacuar), roncos (apneia do sono), diabetes, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), “pedras” nos rins, entre outras. Por isso, a especialista destaca a importância da visão multidisciplinar para o paciente que sofre com o transtorno. 

“Levar informações detalhadas quanto a quantidade de episódios ao mês, volume de xixi e número de idas ao banheiro durante todo o dia, número e aspecto das evacuações e histórico familiar ajuda bastante na caracterização do episódio. Estas características irão definir a conduta realizada pelo profissional de saúde no tratamento. Além disso, a escolha pelo tratamento poderá ser em conjunto com o paciente e a família, dependendo do tipo de enurese”, completa a pesquisadora do Instituto da Criança.

Para ajudar essas famílias na busca pelo tratamento da enurese noturna, o site Sem Xixi na Cama, compilou uma série de Centros de Apoio e locais especializados em distúrbios miccionais da infância, espalhados pelo Brasil. A lista pode ser acessada na página www.semxixinacama.com.br e conta com clínicas, consultórios e hospitais, públicos e particulares.

Nutricionista fala sobre a importância da vitamina C e alerta sobre a suplementação

Redação Muitas pessoas consomem a vitamina C na prevenção de gripes e resfriados. Mas segundo a nutricionista Juliana Vieira, estudos comp...