sexta-feira, 11 de outubro de 2019

“Festival Culturas e Sabores” ocorre em São Bernardo do Campo neste fim de semana

Redação 

O Parque Salvador Arena (Av. Caminho do Mar, 2.980), em São Bernardo do Campo, sedia a 2ª edição do “Festival Culturas e Sabores”, neste fim de semana (12 e 13), das 10h às 20h.  A programação gratuita, promovida pela Secretaria de Cultura e Juventude, contará com feira de empreendedorismo, música, teatro, dança e atividades infantis.

O cantor Marcelo Jeneci é uma das atrações do festival. Ele se apresenta neste domingo (13), às 18h | Foto: reprodução
O secretário de Cultura e Juventude, Adalberto Guazzelli, afirma que este evento forma e fomenta ações que auxiliam no aprimoramento profissional dos empreendedores. "Realizamos encontros com os empreendedores indicando necessidades para o aprimoramento de suas atividades e possibilitando troca de experiências entre eles. Abrimos espaços para que atuem em suas atividades. Além disso, fazemos girar a economia, possibilitando uma nova forma de gerar renda numa época de crise”, destaca.

Além disso, o chefe da pasta acrescenta que o festival permite também o fomento dos artistas locais, e oferece uma oportunidade para a população usufruir de um espaço de convivência com arte e cultura.

Na ocasião, estarão 40 empreendedores de diversos segmentos do ABC. Com uma culinária diversificada, será possível apreciar desde massas, comidas nordestinas a veganas. Haverá ainda tendas de produção artesanal como roupas, turbantes, velas aromatizadas, artesanato em crochê, entre outras.

O evento contará com apresentações diversas para todos os gostos. Destaque para a Banda Zampo, no sábado, às 17h20, com repertório de música latina, e do cantor Marcelo Jeneci, ícone da nova MPB, encerrando as atrações no domingo, às 18h.

A Feira de Adoção de Animais, com a Protetoras Independentes Esperança Animal, marcará também presença no evento. Confira abaixo a programação completa:

Programação sábado (12)
Apresentações artísticas:
10h - Teatro de Bonecos da GCM;
10h30 - Cia Artclass;
11h - Banda da GCM;
12h - Taikô Infantil Mizuho;
14h - Marcelo Balvian - MPB;
15h20 - Don Ernesto - MPB;
16h20 - Myriam Lopez - MPB;
17h20 - Zampo - Música Latina.

Espaço Criança:
12h - Cia Teatral Ensebados;
14h - Teatro de Bonecos da GCM.

Programação domingo (13)
Apresentações artísticas:
10h - Oficina Cultural de Tarantela;
11h - Oficina Cultural de Dança de Salão - Flashback;
11h30 - Taikô - Mizuho;
12h - Alunos do CLM;
14h20 - AST Escola de Música;
15h20 - Leo Oliveira - Folk | Rock;
16h20 - Douglas DaKombi - Blues | Folk;
18h - Marcelo Jeneci - MPB.

Espaço Criança:
10h - Oficina de Brinquedos
14h - Flash Mob - Coral Infantil;
15h30 - Abracadabra - Espetáculo Dandara.

Espaço Criança – 10h às 17h
- Brinquedos
- Espalhando a Leitura;
- Encontro das Slimers com o youtuber Antoni Caldas.

Feira de Adoção
10h às 17h - Protetoras Independentes | Esperança Animal

TV Cultura faz parceria com TV Brics de Moscou

Redação

O presidente da TV Cultura, José Roberto Maluf, assinou acordo de parceria entre a emissora brasileira e a TV Brics, de Moscou, nesta semana. Além do executivo, estiveram presentes no encontro realizado na TV Cultura, na última segunda-feira (7/10), Yuri Lezgintsev, cônsul-geral da Rússia em São Paulo, e Pavel Grass, representante da TV Brics.

Os responsáveis reafirmaram que farão troca de conteúdo entre as duas emissoras | Foto: divulgação  

Os participantes reafirmaram o compromisso de troca de conteúdos entre os dois países. “A TV Cultura está calcada em três pilares: educação, informação e cultura. E buscamos com esse acordo apresentar o Brasil na Rússia e vice-versa, através do intercâmbio de materiais entre as duas emissoras”, afirmou Maluf.

A maneira como a criança fala pode indicar problemas auditivos

Redação

A aquisição da linguagem é um dos marcos de desenvolvimento mais significativos na infância. E, por trás dela, podem estar pistas sobre outro importante sentido da criança: a audição, segundo a fonoaudióloga do Hospital CEMA, Virgínia Brohem.

"Quando a perda (auditiva) é moderada, a criança pode apresentar atrasos na aquisição da linguagem, trocando fonemas por dificuldades em perceber as diferenças – como faca/vaca”, explica a fonoaudióloga Virgínia Brohem | Foto: Freepik

Por exemplo, uma criança que apresenta sinais de distração frequentes, sempre buscando olhar no rosto do interlocutor, pedindo para repetir o que foi dito, pode ter uma perda auditiva leve.

"Quando a perda é moderada, a criança pode apresentar atrasos na aquisição da linguagem, trocando fonemas por dificuldades em perceber as diferenças – como faca/vaca -, além de usar bastante as pistas visuais. Em perdas auditivas severas, a criança faz leitura labial, apresenta distorções de fala, pois tem dificuldades em perceber a intensidade e entonação vocal, tanto dela própria quanto do interlocutor, e pode ainda utilizar sinais para se comunicar", detalha a fonoaudióloga.

Atualmente, existe um importante aliado na detecção de perda auditiva na infância: o teste da orelhinha. Ele é feito ainda na maternidade, de forma rápida e indolor, e visa identificar se as células ciliadas da cóclea (órgão responsável pela audição) estão funcionando. Caso ocorra alteração no resultado, o teste é refeito após um mês. Se o novo teste continuar alterado, novos exames serão realizados para diagnosticar a perda auditiva.

"A importância de fazer esses testes precocemente é justamente poder proporcionar para o bebê com problema auditivo a estimulação mais próxima do normal, através do aparelho de amplificação sonora, ou mesmo o implante coclear, dependendo do caso. No bebê, meses podem fazer toda a diferença", diz a especialista.

Porém, se o teste da orelhinha não detectar alteração alguma, é essencial prestar atenção na fala. "Se a criança tem dois anos e não fala nada, é interessante avaliar sua audição. Problemas de orelha média, como otites de repetição, podem causar perda auditiva temporária, e a intervenção de um otorrinolaringologista se faz necessária, pois essa perda, mesmo que provisória, interfere negativamente no desenvolvimento da linguagem da criança", explica Virgínia.

Embora o desenvolvimento infantil seja único, os pais devem ficar atentos e estimular a linguagem, falando corretamente, e provocando na criança a vontade de falar. Caso percebam sinais de problemas auditivos, é essencial procurar um especialista para que ele faça um correto diagnóstico e indique o tratamento adequado.

Anvisa estuda se ondansetrona é prejudicial às grávidas

Redação com ABr

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um aviso para que os médicos tenham cautela ao prescrever ondansetrona às mulheres no primeiro trimestre de gravidez. A agência investiga se o medicamento causa malformação do bebê.

Segundo a Anvisa, o mecanismo pelo qual a ondansetrona pode interferir na gravidez é desconhecido. Estudos estão sendo realizados  | Foto: Freepik

O alerta da Anvisa cita um estudo que comparou 88.467 mulheres expostas à ondansetrona, durante o primeiro trimestre de gravidez com mais de 1,7 milhão de mulheres não expostas à substância. O resultado foi de três casos adicionais, 14 contra 11, de defeitos de fechamento orofacial identificados para cada 10 mil nascimentos de descendentes de mulheres expostas, principalmente relacionados à ocorrência de casos de fissura palatina.

Segundo a Anvisa, o mecanismo pelo qual a ondansetrona pode interferir na gravidez é desconhecido. Dessa forma, a segurança de uso desse medicamento durante o segundo e o terceiro trimestres de gravidez também não está estabelecida.

Diante dessas informações, a agência diz que analisa a possibilidade de se alterar esse medicamento para a categoria D de risco na gravidez, categoria em que há evidências positivas de risco fetal humano, no entanto os benefícios potenciais para a mulher podem, eventualmente, justificar o risco.
Atualmente, esse medicamento pertence à categoria B de gravidez, ou seja, não deve ser utilizado por mulheres grávidas, sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Tratamento de náuseas

A ondansetrona é um medicamento indicado na prevenção e no tratamento de náuseas e vômitos em geral, especialmente os casos induzidos por quimioterapia ou radioterapia e os relacionados ao pós-operatório.

Nos casos de uso da ondansetrona por mulheres em idade fértil, a Anvisa orienta que deve ser recomendado o uso de medidas contraceptivas eficazes. Além disso, os profissionais de saúde devem informar todas as mulheres em idade fértil, que estão em tratamento com ondansetrona, sobre o risco de esse medicamento ocasionar uma malformação congênita, especialmente no primeiro trimestre de gravidez.

A anvisa orienta pacientes que se enquadram nas características descritivas devem procurar orientação junto ao profissional de saúde. A Agência informa ainda que monitora continuamente os medicamentos e solicita aos profissionais de saúde e pacientes que notifiquem os eventos adversos ocorridos com o uso de qualquer medicamento, por meio do sistema VigiMed.

Filósofo comenta dicas para reagir bem ao ser contrariado

Redação

Para a maioria das pessoas é extremamente difícil a experiência de ser contrariado. Porém, a contrariedade tem também o seu lado positivo e pode ser pedagógica, ensinar que não somos soberanos e que nem tudo tem de se dobrar diante de nossa “magnífica” vontade, segundo o filósofo Fabiano de Abreu. 

Fabiano de Abreu afirma que é possível aprender valiosas lições ao ser contrariado | Foto: divulgação 

Ele acredita que quando somos contrariados temos a possibilidade de descobrir verdades e crescer emocionalmente: “Algumas pessoas possuem uma grande dificuldade em aceitar opiniões diferentes, não admitem serem contrariadas e se ofendem quando suas ideias não são aceitas. A essas pessoas, falta humildade intelectual, que está relacionada ao fato de saber ouvir o não, uma palavra negativa, que é a chave para um conhecimento que trará coisas positivas”, afirma.

Para ajudar as pessoas ao serem contrariadas e, assim, conseguir obter os benefícios da diversidade de ideias, Abreu listou abaixo quatro dicas. Confira:

1- Quando somos confrontados, a ofensa é opcional 
Para aprender a ouvir uma negativa, ou uma contraposta a ideia que, a princípio, achávamos genial, devemos nos manter abertos e ter humildade para receber novos conhecimentos.
Quando nos permitimos ouvir as opiniões contrárias, sem nos ofender com o que nos foi dito e crescer emocionalmente. Isto é necessário para que possamos avaliar as nossas ideias e objetivos. Assim seremos mais abertos e modestos na vida, sem a infantil pretensão de acreditar que nossa visão e posição devem ser sempre únicas e absolutas.

2- Pare de impor as suas ideias. Seja mais humilde
Não saber ser contrariado afeta problematicamente pontos cruciais da nossa vida, no pessoal e no profissional. No ambiente de trabalho, se a pessoa é uma funcionária e não sabe lidar com críticas e demandas, ela com certeza passará a ser malvista pelos colegas. Dentro de um relacionamento afetivo, seja um casamento, namoro ou amizade, a pessoa que não aceita ser contrariada vive impondo suas vontades e, geralmente, escolhe parceiros inibidos, fracos e submissos, até para não terem que bater de frente e em um dado momento precisarem ceder. Isto é muito mal.

Quem não sabe ouvir opiniões perde muitas oportunidades de aprender com os colegas, e até com os seus superiores, por acreditar que as suas ideias sempre são melhores do que as das outras pessoas. E mesmo quando precisa ceder, por uma força maior, porque o chefe mandou, ela fica revoltada e “torce o nariz” para a ideia aprovada, como se fosse torcer para ela dar errado, só para depois poder dizer: “Eu avisei”.

Aprenda a ter humildade intelectual. O hábito constante de impor e sobrepor a sua ideia às dos outros é considerado repugnante por muitos e te afasta das pessoas, tanto no ambiente de trabalho como na vida.

Seu orgulho não te levará e nem nunca te levou a nada. Tenha humildade e aprenda a escutar. Una isso a boa vontade, e todos perceberão que a convivência com você se tornou mais agradável. Você só tem a ganhar com isso.

3- Ouça mais para errar menos
O problema maior em uma pessoa que não aceita ser contrariada é que ela constantemente comete erros como resultado da ignorância, de ignorar o que o outro diz, ou por excesso de autoconfiança. Contudo, para justificar os seus fracassos, ela coloca a culpa nos outros, justamente porque não admite falhas e porque também não escuta as pessoas.

É importante ouvir mais para errar menos. Sabemos que devemos aprender com as falhas para crescer. Que não há vitória, sem derrota e que é com a experiência que alcançamos o sucesso. Mas a pessoa que não admite ser contrariada, finge não saber disso.

4- Use a razão para a autoavaliação, antes de dar lugar às emoções
Pare e pense: Se estão te contrariando algum motivo existe. Ou você está errado e deve parar e analisar suas atitudes, ou o outro está errado. Mas você só saberá isso, se você se abrir e escutar. Parar e refletir sobre tudo que foi dito.

Se permita discutir e expor os seus pontos de vistas, mas respeite também os pontos de vistas dos outros de forma lógica, racional e paciente.

Não é fácil, mas faz parte do crescimento. Atitudes imaturas e intransigentes causam muitos danos. Por isso, aceite que está na hora de ser mais maleável.

Livro do terapeuta William Sanches traz dicas para reprogramar a mente e ter uma vida plena

Redação

A baixa autoestima é um sentimento que atinge, cada vez mais, pessoas, elas passam a se sentir frágeis, inseguras, incapazes e pessimistas. Quem sofre com esse estado mental tende a interpretar sinais da vida de uma maneira sempre negativa. Para ajudar as pessoas a reprogramar a mente e sair desse estado, o terapeuta, treinador mental e autor de 12 obras sobre desenvolvimento pessoal William Sanches lança Autoestima blindada, obra que chega às lojas pelo selo Academia da Editora Planeta. O lançamento ocorre neste sábado (12), na Saraiva do Shopping Center Norte, em São Paulo. 

Lançamento do livro ocorre amanhã (12) no Saraiva do Shopping Center Norte | Foto: divulgação 

Conhecido por abordar questões relacionadas ao amor-próprio, prosperidade e autoconfiança em seu canal do YouTube, que conta com quase 300 mil inscritos, em treinamentos e palestras e em programas de TV, Sanches apresenta aos leitores um método real para alcançar os sonhos em oito poderosos passos. Com base em sua experiência em consultório e em pesquisa realizada com mais de 5 mil pessoas, para entender o comportamento por trás desse padrão mental, que identificou, por exemplo, que 44% das pessoas se encontram em relacionamentos tóxicos e 87% das pessoas não se sentem felizes com sua autoimagem, o autor apresenta técnicas que ajudam o leitor a encontrar a felicidade.

Com diversas atividades para guiar as pessoas na busca pelo eu interior, o livro traz técnicas que o autor utiliza há anos em seu consultório, como a “roda da autoestima”, com campos importantes da vida para que o leitor analise a satisfação em cada um deles, as quatro etapas para crença fortalecedora ou a técnica do espelho. Autoestima blindada reúne também afirmações poderosas, com palavras positivas para repetir para si mesmo, além de acesso, por meio de QR Codes, à websérie criada pelo autor que complementa o conteúdo do livro.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Casa Ronald McDonald ABC tem "hamburgada" beneficente neste mês

Redação

A Casa Ronald McDonald ABC e o grupo Bodes do Asfalto promoverão em 19 de outubro, a partir das 12 horas, uma Hamburgada Beneficente. Os convidados serão recepcionados pelo presidente da instituição, Nelson Tadeu Pereira. O evento acontecerá na própria instituição, em Santo André (Avenida Príncipe de Gales, 821). 

A Casa Ronald McDonald ABC sedia a "Hamburgada Benficente" em 19 de outubro | Foto: Reprodução

São esperados 250 convidados, que desfrutarão de diversas atrações de lazer e opções de alimentação. Toda a verba arrecadada com o evento será revertida para a Casa Ronald McDonald ABC e aplicada nas obras  de revitalização. 

Atualmente, a Casa Ronald McDonald ABC atende 23 hóspedes de zero a 20 anos de idade, acompanhados por um responsável, que vêm dos mais diversos lugares do País em busca de tratamento para o câncer e não desembolsam nenhum valor durante sua estadia. 

Os convites já podem ser adquiridos pessoalmente, pelo telefone (11) 4433-4490 ou e-mail relacionamento@casaronaldabc.org.br . 

Abandono afetivo às avessas: e quando os filhos abandonam os pais?

*Por Natalia Bacaro Coelho

É de conhecimento público e notório que a população está envelhecendo. E não chegamos a essa conclusão apenas por conta das várias informações veiculadas nos meios de comunicação sobre o andamento da proposta de reforma do atual sistema previdenciário. Se pararmos em uma estação de metrô, em uma praça de alimentação de qualquer shopping center, perceberemos que há mais idosos caminhando pelos corredores do que crianças correndo pelos mesmos espaços.

"Cabe aos filhos, à família em que o idoso está inserido, além da sociedade, do Estado, de modo subsidiário, a obrigação de proporcionar o melhor ambiente para que o idoso possa desenvolver-se, participar da sociedade em que pertence", destaca a advogada Natalia Bacaro Coelho | Foto: Freepik

É sabido que algumas enfermidades acometem exclusivamente a faixa etária daqueles que possuem mais de 60 anos, tais como alguns tipos de demência, e algumas doenças degenerativas, tais como o mal de Alzheimer, o mal de Parkinson, dentre outras, pelo fato de tal relação estar crescendo a cada nova descoberta da ciência.

E justamente por conta desse aumento da população da terceira idade na sociedade, que se começou a perceber que os idosos, da mesma forma que as crianças, possuem necessidades especiais. Tais necessidades podem restringir-se a um auxílio para que o idoso possa participar ativamente na comunidade em que está inserido, ou um auxílio material por um determinado período de tempo, a fim de que o idoso possa manter as condições básicas para a sua subsistência, incluindo os gastos com despesas médicas, alimentação, moradia, dentre outros.

O legislador constituinte, ao perceber que o idoso possui algumas necessidades especiais, da mesma forma que as crianças também possuem algumas necessidades específicas, já determinou, nos artigos 229 e 230 da Constituição Federal, que cabe aos filhos, à família em que o idoso está inserido, além da sociedade, do Estado, de modo subsidiário, a obrigação de proporcionar o melhor ambiente para que o idoso possa desenvolver-se, participar da sociedade em que pertence. Ou seja, viver, mesmo que sejam pelos últimos anos da caminhada do ancião, de uma forma digna, como previsto no artigo 1º da Carta Magna.

Acontece que, nem sempre, toda a entidade familiar e o meio social que o idoso participa verdadeiramente promovem esse auxílio aos anciãos.

Auxílio esse que não se restringe ao campo material, tal como a prestação de alimentos. É preciso mencionar que, da mesma forma que qualquer outra pessoa em qualquer faixa etária, o idoso possui sentimentos, um estado emocional que depende da manifestação de carinho, afeto e cuidado de quem, um dia, já foi acalentado pelo idoso de hoje.

E é justamente essa falta de cuidado afetivo do idoso pelos seus familiares que causa um agravamento nas doenças que o idoso já possui, tais como demência, o agravamento de quadros depressivos, dentre outras enfermidades que são estudadas com mais afinco pelo campo psicológico da medicina.

Não são raros os casos em que vistorias feitas pelos órgãos fiscalizadores, tais como secretarias de assistência social, Promotorias de Justiça especializadas, dentre outros dependendo da organização administrativa do município ou do Estado em questão, encontram idosos internados em clínicas médicas nas mais degradantes condições, tanto materiais quanto morais, sem poder usufruir dos benefícios previdenciários de que são titulares, pela ação danosa de estelionatários, que visam apenas e tão somente enriquecer-se às custas do sofrimento de quem já possui mais de 70, 80 ou 90 anos de idade, e sem receber uma única visita de um único parente, seja ele quem for, há muito tempo.

Tanto o abandono material quanto o abandono moral caminham juntos, e ambos são gravemente nocivos quando são caracterizados no ancião. Seria um tanto incoerente pensar que aquele que auxiliou tantos quando possuía alguns anos a menos, hoje, estar em uma situação de abandono, tendo que se sujeitar a continuar no mercado de trabalho para complementar a renda fornecida pelo benefício previdenciário.

Não se pode esquecer que os jovens e os adultos de hoje, aqueles que, atualmente, possuem 20, 30 ou 40 anos, daqui a alguns anos, caso não ocorra nenhum outro grave contratempo, estarão em uma situação de maior vulnerabilidade e precisarão ser amparados pelos mais novos; amparo esse que não se restringe ao campo material.

O idoso, como qualquer pessoa, em qualquer faixa etária, em qualquer classe social, merece todo o respeito e auxílio que a família, a sociedade e o Estado podem fornecer, não apenas pelo que eles ainda podem fazer, pois é crescente o número de idosos que ainda são considerados pessoas economicamente ativas nos índices que medem a atividade econômica de determinada região, mas por tudo aquilo que eles já fizeram, por toda a contribuição que eles já deram para o avanço da sociedade, da ciência, do Estado como um todo.

*Natalia Bacaro Coelho é pós-graduada em Direito de Família e Sucessões Aplicado pelo Centro Universitário da FMU e em Direito Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, advogada do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen e Longo Advogados Associados.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Alzheimer tem maior incidência a partir dos 60 anos

Redação

Atualmente, o Alzheimer é uma patologia que atinge 16% da população idosa. De acordo com a neurologista Sayonara Beatriz Ranciaro, da Santa Casa de Mauá, normalmente surge após os 60 anos.

A estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida é uma das maneiras de prevenir o Alzheimer | Foto: Freepik

Com o avanço da idade, alguns esquecimentos não prejudicam o dia a dia, mas quando os lapsos se tornam frequentes como, por exemplo, esquecer um fogão aceso, deixar uma torneira aberta, perder-se próximo de casa, não conseguir manejar dinheiro, atrapalhar-se com tarefas rotineiras é o momento de procurar ajuda médica. “A doença é neurodegenerativa progressiva, apresenta deterioração cognitiva e da memória de curto prazo, além de sintomas neuropsiquiátricos que se agravam ao longo do tempo”, comenta a especialista.

A principal causa está ligada ao processamento de proteínas do sistema nervoso central, quando surgem dentro dos neurônios e nos espaços entre eles. A consequência é a perda progressiva de neurônios em regiões do cérebro, como o hipocampo e o córtex cerebral, responsáveis pela memória, linguagem, raciocínio, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.

Outros fatores podem também contribuir para a piora da doença como o envelhecimento, perda do cônjuge, mudança de casa e perda de amigos, que podem ter um impacto negativo para o idoso e promover a depressão, que muitas vezes pode vir acompanhada da demência. Normalmente, a patologia evolui rapidamente para vários estágios e não há muito o que possa ser feito para barrar o seu avanço.

Já o quadro clínico é dividido em quatro estágios: inicial - alterações na memória, personalidade e habilidades visuais; moderado - dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos; grave - resistência à execução de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e deficiência motora progressiva; terminal - restrição ao leito e infecções intercorrentes.

Entre os principais fatores de risco estão a idade, histórico familiar, baixo nível de escolaridade – pessoas com maior nível de escolaridade executam atividades intelectuais mais complexas, oferecendo mais estímulos cerebrais e, consequentemente, criam mais conexões entre os neurônios, ampliando a possibilidade de contornar as lesões. Assim, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

Um estilo de vida saudável, envolvendo boa alimentação – à base de peixes, carnes magras, frutas, verduras e legumes; atividades físicas frequentes, sem fumo e consumo de bebidas alcoólicas, além de  aprendizado de coisas novas colaboram para a prevenção da doença.

“O diagnóstico do Alzheimer é feito por meio do relato do paciente, da identificação de modificações cognitivas específicas, da avaliação de depressão, exames de laboratório com ênfase especial na função da tireoide e nos níveis de vitamina B12 no sangue. O tratamento é medicamentoso e visa minimizar os distúrbios da doença, a estabilização do comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária. Assim como em qualquer doença, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para possibilitar o alívio dos sintomas e a estabilização ou retardo da progressão da doença”, finaliza a neurologista.

"Dia das Crianças" tem programação especial na Sabina e Planetário de Santo André

Redação

Neste sábado (12), Dia das Crianças, haverá uma sessão diferente a cada hora no Planetário e Cinedome de Santo André, que fica na Sabina Escola Parque do Conhecimento (Rua Juquiá, s/nº, Vila Eldízia - entrada na altura do nº 135). Além disso, a criançada poderá participar de oficinas que serão realizadas ao longo do dia.

No Dia das Crianças haverá uma sessão diferente a cada hora no Planetário e Cinedome de Santo André | Foto: Júlio Bastos/PSA

O festival de sessões infantis do Planetário começa às 11h, com o filme “O Nosso Endereço Cósmico”, que leva o público para uma viagem fantástica em busca de informações e descobertas sobre o planeta Terra, e termina às 16h, com a pré-estreia da sessão “Raízes do Céu”.

Integralmente produzido pela equipe do Planetário, “Raízes do Céu” leva o público a fazer uma viagem no tempo até o momento da chegada dos portugueses ao Brasil, terra já habitada por povos indígenas, e a partir daí aprender mais sobre os índios brasileiros e  sobre seus mecanismos de sobrevivência a partir da observação dos corpos celestes, a chamada astronomia indígena.

O festival traz ainda as sessões: “Kaluoka’hina, o Recife Encantado”, às 12h; “O Aniversário do Pingo”, às 13h; “O Segredo do Foguete de Papelão”, às 14h e “Sol, o Astro Rei”, às 15h.

Crianças menores de 5 anos de idade e pessoas com deficiência não pagam a entrada na Sabina e nem a sessão no Planetário.

Oficinas na Sabina
A Sabina Escola Parque do Conhecimento também tem programação especial no Dia das Crianças. Às 10h, a criançada poderá participar da oficina “Amigos do Bit”, e aprender a fazer robôs com material reciclável inspirados no simpático anfitrião da Sabina, o Bit. Às 13h começa a oficina de pintura em tela com o artista plástico Alexandre Huber, que se dedica a promover a conscientização de crianças e seus familiares sobre a importância da preservação do meio ambiente, por meio da arte.

Às 15h, começa a oficina “Livro de Pano”, na qual  os pequenos visitantes participarão da confecção de um livro de pano, inspirado no título e personagem do livro “A Fada Amarela”, do arte-educador Ronnie Corazza, utilizando canetas de pintura em tecido e materiais variados.

Vale destaca que aSabina Escola Parque  promove oficinas para as crianças todos os finais de semana. A programação pode ser consultada no portal sabina.santoandre.sp.gov.br.

Ciúme: quando ele se torna doentio e destrutivo

*Por Tatiana Pimenta

Ciúme: sentimento incômodo, motivado pela insegurança. Nasce de um medo quase inexplicável de perder a atenção e o interesse da pessoa amada. Quem nunca sentiu ciúmes que atire a primeira pedra!
Pessoas inseguras têm uma tendência maior a sentirem ciúmes | Foto: Freepik

Essa manifestação não ocorre só nos relacionamentos amorosos, mas também entre irmãos, amigos e colegas de trabalho, por exemplo. No entanto, dizem que sentir ciúmes é algo natural e até mesmo uma herança deixada pelos nossos ancestrais. O homem primitivo sentia ciúme de sua parceira. Ele temia a possibilidade de que seus filhos não fossem legítimos e, por isso, protegia sua linhagem. A mulher primitiva, por outro lado, sentia ciúmes do parceiro pelo medo de que ela e sua prole fossem abandonadas, temendo ficar sem o sustento oferecido pelo chefe da família.
Se observarmos com cuidado, há uma grande parcela de verdade nessa correlação. Ficar enciumado diante de algumas situações é bastante comum a quase todas as pessoas. Há quem diga, inclusive, que gosta quando seu par demonstra esse sentimento. Isso porque a ausência completa de ciúme pode dar a ideia de indiferença. De fato, há uma porção saudável de ciúme, que remete ao cuidado, carinho e desejo de preservar a relação. Mas é preciso estar atento para que esse sentimento não seja dominante e acabe prejudicando o relacionamento, a ponto de causar um rompimento.

A seguir, vamos entender um pouco mais sobre o ciúme e porque ele pode ser uma ameaça à felicidade e ao futuro dos relacionamentos.

Entendendo o ciúme
No dicionário encontramos a seguinte definição de ciúme:
1. Estado emocional complexo que envolve um sentimento penoso provocado em relação a uma pessoa de que se pretende o amor exclusivo; receio de que o ente amado dedique seu afeto a outrem; zelo (mais us. no pl.).

2. Medo de perder alguma coisa. 

Podemos perceber - sem muito esforço - que esse sentimento está relacionado ao desejo de exclusividade. Ou seja, são as situações que representam ameaça à essa exclusividade que mais despertam o ciúme entre um casal.
Muita gente confunde o ciúme com a inveja, mas estes são sentimento diferentes. A inveja parte do princípio do querer ser como o outro ou ter o que o outro tem. Esse "querer ter" pode se referir à atenção e ao afeto de um terceiro. A inveja, porém, costuma ser uma relação unilateral, de desejo por coisas materiais ou pelo status social de uma outra pessoa.

Ciúme e o terceiro elemento
O ciúme sempre possui um pivô, um terceiro elemento "ameaçador". O filho mais velho pode sentir ciúmes da mãe por achar que ela dá mais atenção ao mais novo; a garota pode sentir ciúmes da melhor amiga quando esta dá atenção para uma outra amiga. E o namorado tende a sentir ciúme quando a namorada desperta a atenção de outros homens, por sua beleza ou comportamento.

Observe que a possibilidade de ser preterido, enganado e, principalmente, traído faz qualquer ser humano, por mais seguro e autoconfiante que seja, ficar enciumado diante de um potencial cenário de rejeição. Todavia, pessoas inseguras têm uma tendência maior a sentirem ciúmes. Os motivos podem ser os mais banais e infundados. Nesse caso, há uma linha tênue que separa realidade de fantasia.

Para evitar crises e até desconfiança do parceiro ou parceira, é preciso entender o ciúme a partir de algumas emoções e situações que tendem a desencadeá-lo. Vejamos:

Fantasmas do passado
Não é incomum que o ciúme passe a fazer parte da vida de uma pessoa a partir de uma experiência traumática em relacionamentos, sejam eles atuais ou anteriores. Ao passar por uma traição, por exemplo, a pessoa que antes não se considerava ciumenta passa a se sentir desconfiada, com medo de passar por tudo aquilo novamente. Se estiver em um novo relacionamento, pode achar que o parceiro atual tende a fazer o mesmo que o anterior. Ou ainda, caso tenha dado uma segunda chance a quem "pisou na bola", torna-se muito mais cautelosa dali em diante, deixando aflorar um ciúme que antes não existia.

Autoestima lá embaixo
Um indivíduo com baixa autoestima pode não se sentir merecedor do amor e da atenção dos outros. Por ter uma imagem distorcida de si mesmo, acreditando que não é bom o suficiente em determinados aspectos, pode acabar se tornando muito ciumento ao entrar numa relação. Assim, a falta de autoestima o fará temer a rejeição, constantemente. Nesses casos, o ciúme é um sentimento que estará presente na vida a dois, impedindo que a pessoa viva plenamente seus relacionamentos.

Possessividade: sinal de alerta para o ciúme doentio
Pior do que o próprio ciúme é a falta de controle sobre ele. Os extremos da possessividade e da tentativa de controlar o outro são alertas para um tipo de ciúme patológico, que pode beirar o descontrole e ter consequências graves. 

Nem todo mundo que sente ciúme é possessivo, mas todo possessivo é ciumento. Isso porque há uma espécie de ansiedade de abandono envolvida, que torna a pessoa mais vulnerável. Por se sentir impotente, surge a necessidade de controlar o outro e se manter o mais próximo possível, o que dá ao parceiro a sensação de estar sendo sufocado. Dessa forma, tentar exercer controle sobre o outro vem da incerteza – que é algo intolerável para o ciumento. Com isso, ele cria situações, observa detalhes e se torna questionador sobre todos os passos que a outra pessoa dá, demonstrando sua possessividade.

Se chegar ao extremo de atitudes como vasculhar os pertences do parceiro ou até mesmo querer proibi-lo de sair sozinho e manter suas amizades, é importante ficar atento ao alerta de um estágio avançado do ciúme, que pode ser considerado doentio e profundamente prejudicial.

Síndrome de Otelo
O ciúme doentio já ganhou status de síndrome e foi batizado de "Síndrome de Otelo", fazendo referência ao personagem shakespeariano, que mata a própria esposa por causa de sua obsessão e ciúme doentio.

De fato, a possessividade pode ter consequências desastrosas. Da tentativa de controlar os passos da pessoa amada com perguntas constantes sobre sua rotina, passando pela invasão de redes sociais, celular e e-mail até reações mais agressivas. O ciúme patológico pode, inclusive, custar a vida de uma pessoa. Apesar de nem todos os casos chegarem a esse ponto trágico, em muitos relacionamentos abusivos podem ocorrer estragos psicológicos, que deixarão marcas profundas em cada um. A pressão causada pela desconfiança e a perda da individualidade que o ciúme doentio causa podem levar uma pessoa a desenvolver depressão e transtornos de ansiedade graves.

Como manter o autocontrole e driblar o ciúme?
Lidar com o ciúme pode parecer difícil. Talvez seja mesmo algo que cause um certo nível de sofrimento. No entanto, é possível – e necessário – administrar as próprias emoções e fundamental buscar alternativas para driblar esse sentimento sem deixar que ele controle sua vida e suas relações.

Reconhecimento do problema
O primeiro passo é perceber o que acontece e se reconhecer como alguém que sente ciúme de maneira desmedida. Seja por orgulho, ou mesmo por falta de compreensão das próprias emoções, algumas pessoas não conseguem assumir seu ciúme, quanto mais aceitar que ele ultrapassa o limite do aceitável. No entanto, esse é um requisito fundamental para não se deixar dominar pela insegurança e pelo medo da perda, sem que haja uma razão verdadeira para isso.

Trabalhar a autoestima
Manter-se fortalecido e com a autoestima elevada fará toda diferença na hora de driblar o ciúme. Para isso, é importante realizar atividades prazerosas, direcionar o foco para tarefas importantes, enfim… sentir-se útil! Que tal iniciar aquele curso que está sendo adiado há tanto tempo? Ou retomar um hobby que ficou esquecido? Quando fazemos coisas que gostamos e temos habilidade, percebemos como nossas ações são importantes e isso nos fortalece emocionalmente. Além disso, cuidar da aparência, fazer atividades físicas e alimentar corretamente o corpo e a mente também são formas de elevar a autoestima. 

Manter um diálogo aberto entre o casal
Se você reconhece seu ciúme, é importante dizer ao parceiro como se sente em determinadas situações. Não se feche acreditando que o outro irá adivinhar o motivo da sua insatisfação. Seja claro ao demonstrar o que lhe deixa desconfortável. Abra o caminho para que a pessoa com que você se relaciona possa falar também das coisas que lhe desagradam. Busque se colocar no lugar do outro e acredite que ele está ao seu lado porque escolheu você para amar.

Exercitar a autoconfiança e a confiança no outro
Confiar em si mesmo é requisito para manter longe as consequências desastrosas do ciúme excessivo. Quando reconhecemos nossas qualidade e sabemos que somos dignos do amor e do respeito de nosso parceiro ou parceira, deixamos de ter motivo para tanta insegurança e passamos a confiar mais no outro também.

Quando o ciúme chega a ser destrutivo e prejudica a vida a dois, a ponto de refletir também na individualidade de cada um, é hora de buscar ajuda de um psicólogo.

A psicoterapia, seja individual ou na forma de terapia de casal, pode mostrar caminhos que antes eram desconhecidos. O acompanhamento psicológico pode dar uma nova perspectiva para os relacionamentos.

*Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude, plataforma que conecta psicólogos e pacientes. Faz psicoterapia pessoal há quase sete anos, sendo apaixonada por psicologia e comportamento humano. Idealizadora do Consultório Virtual da Vittude, desenvolvido especialmente para atendimentos de saúde, de forma segura e sigilosa.

Passeio no caminhão dos Bombeiros será no próximo dia 19 no ABC

Redação

O mês das crianças será agitado no Golden Square Shopping, em São Bernardo do Campo.  Entre as diversas atividades de outubro, o centro de compras programou, para o dia 19, das 17h às 21h, o tradicional passeio gratuito no Caminhão da Alegria na Avenida Kennedy. O evento é uma parceria do empreendimento com o 8º Batalhão do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, sob a coordenação da equipe educativa de São Bernardo do Campo.

O veículo, que recebeu o nome de “Educativa”, foi adaptado especialmente para transportar pessoas | Foto: divulgação

Por ordem de chegada, o embarque será realizado a cada 30 minutos e a parada de retorno será na entrada do shopping. O veículo, que recebeu o nome de “Educativa”, foi adaptado especialmente para transportar pessoas. Ele tem bancos na carroceria para acomodar com mais segurança todos que fizerem o passeio e tem capacidade para transportar 40 crianças sentadas e adultos acompanhantes em pé. A velocidade não ultrapassa 30 quilômetros, por hora. De acordo com o bombeiro Carneiro, “esse é o único momento que temos contato com a população fora de uma situação de perigo. Mostramos um lado social e educativo”.

Além de ter essa experiência incrível, os visitantes também poderão tirar fotos com o caminhão da corporação, que ficará na entrada do shopping. Os interessados em participar deverão gerar o voucher no aplicativo do centro de compras e retirar as pulseiras de acesso no Atendimento ao Cliente, piso L3 (Avenida Kennedy, 700). É importante ressaltar que, em caso de chuva, o evento será cancelado.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Mais de uma cirurgia plástica no mesmo dia exige cuidado extra

Redação

A opção de mais de um procedimento cirúrgico combinados já é muito comum e usual, e muitas clínicas já oferecem essa conveniência. Seja para aproveitar o período de internação, se submeter apenas a uma bateria de exames ou, acima de tudo, realizar vários desejos na mesma hora, comenta o diretor do Centro Nacional — Cirurgia Plástica, Arnaldo Korn. Porém, o paciente deve passar por exames rigorosos para que se evite qualquer complicação no momento da cirurgia.

Uma grande vantagem de fazer mais de uma plástica no mesmo dia é que isso evita que o paciente passe por dois pré e pós-operatórios | Foto: divulgação 

Mas a dúvida que muitos podem ter é: qual o risco de fazer mais de uma operação no mesmo dia? Por incrível que pareça, os especialistas garantem que é parecido com uma única cirurgia, estando sujeito, é claro, às dimensões, duração das intervenções e condições clínicas de cada paciente. Porém, é bom lembrar que se o procedimento cirúrgico for de porte grande, os riscos aumentam.

As combinações preferidas entre os pacientes são: mamoplastia de aumento com lipoescultura corporal; mamoplastia redutora com abdominoplastia; blefaroplastia com lipoaspiração; rinoplastia com lipoescultura; e lipoaspiração com aumento de glúteos. "Hoje, os cirurgiões plásticos precisam se reciclar frequentemente para não se tornarem obsoletos, tamanha a velocidade dos progressos. Os procedimentos podem ser associados de maneira que sejam minimamente evasivos e recuperem ou mantenham a autoestima do paciente", explica Korn.

Uma grande vantagem de fazer mais de uma plástica no mesmo dia é que isso evita que o paciente passe por dois pré e pós-operatórios. Outro benefício é a economia, já que os custos são menores, pois serão necessárias apenas uma anestesia e uma internação. Mesmo economizando em algumas despesas, unir procedimentos tem um custo alto e se o impedimento é o pagamento, hoje há facilidades como o parcelamento.

Mas antes de qualquer procedimentos, é importante consultar um cirurgião plástico de credibilidade, que seja credenciado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), e averiguar se não haverá nenhum risco para a saúde.

Cardiologista alerta sobre o excesso de gordura abdominal e riscos cardíacos

Redação

Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade (11 de outubro), o cardiologista e supervisor da Cardiologia Clínica do HCor, Ricardo Pavanello, reforça o alerta para a população quanto aos riscos de doenças cardiovasculares, causados pelo acúmulo predominante de gordura na região abdominal.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que a medida da circunferência abdominal igual ou superior a 94 centímetros (cm) em homens e 80 cm em mulheres já aumenta o risco, especialmente para doenças ligadas ao coração", explica o cardiologista  Ricardo Pavanello | Foto: Freepik

"A concentração de gordura no abdômen favorece a proliferação do processo inflamatório, que afeta os vasos sanguíneos e acelera a formação de placas de gorduras que dificultam a passagem do sangue - principal causa do infarto agudo do miocárdio e do AVC (Acidente Vascular Cerebral)", explica Pavanello.

Então, a gordura localizada no abdômen é considerada um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. Habitualmente encontra-se associada com níveis altos de triglicerídeos, baixos níveis do bom colesterol (HDL), resistência à ação da insulina com elevação dos níveis do açúcar no sangue (diabetes). "A gordura abdominal é responsável, também, por causar o aumento da gordura no fígado e, frequentemente, está associada com a hipertensão arterial e aumento da viscosidade do sangue", esclarece o cardiologista.

De acordo com Pavanello, a obesidade é causada pelo excesso alimentar combinado a vida sedentária. Além disso, contribuem também fatores genéticos, neurológicos, psicológicos, metabólicos e socioeconômicos. Se uma pessoa tem uma dieta rica em gordura saturada (que é encontrada principalmente em produtos de origem animal) pode ocorrer um aumento da taxa de colesterol no sangue, principal causa da formação de placas de gordura nas artérias. "Com esse acúmulo, as artérias coronárias vão se tornando mais estreitas, além de diminuir o fornecimento do sangue para o músculo cardíaco", detalha o especialista.

O coração do obeso

A obesidade e o excesso de peso causam mudanças importantes na estrutura e no tamanho do coração, além de comprometer seu funcionamento. A lógica é a seguinte: quanto maior é o sobrepeso, maior é o esforço do coração para conseguir bombear o sangue. "O acúmulo de células gordurosas aumenta o risco de entupimento das artérias, dificultando o desempenho adequado do coração", afirma Pavanello.

Se tratados os fatores de risco, a chance de as placas de gordura que estão depositadas nas artérias inflamarem diminui consideravelmente. Seja qual for o método de tratamento utilizado, estas placas permanecem nos vasos, porém numa condição estável, diminuindo as chances de ocorrer eventos adversos no coração.

Prevenção e tratamento
A obesidade é uma doença crônica e exige tratamento sério e contínuo. Assim, a combinação de atividade física e dieta equilibrada é o melhor tratamento. "Além de perder peso, com pequenas mudanças no estilo de vida é possível reduzir em até 60% o risco de desenvolver doenças cardiovasculares importantes", afirma Pavanello.

Como identificar o excesso de peso

É possível identificar o excesso de peso baseando-se no índice de massa corporal (IMC). O cálculo é feito dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. Esta fórmula possibilita diagnosticar se uma pessoa tem um peso normal (IMC de 20 a 25), se está com sobrepeso ou excesso de peso (IMC de 25 a 30) ou ainda, se está obesa (IMC superior a 30). A gravidade da obesidade é dividida em grau I (moderado excesso de peso) quando o IMC está entre 30 e 34,9; grau II (obesidade leve ou moderada) com IMC entre 35 e 39,9 e, por fim, grau III (obesidade mórbida) na qual IMC ultrapassa 40.


Gordura na barriga, perigo à vista!
Quando a gordura se acumula entre os órgãos do abdômen ela se torna perigosa. Este tipo de gordura está por trás de muitos males fatais associados à obesidade. Na avaliação do tamanho da cintura dos brasileiros feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a conclusão foi que 37,7% da população tem cintura aumentada, o que também eleva riscos de doenças cardiovasculares e diabetes.

Entre as mulheres, o problema foi bem mais prevalente: 52,1% das mulheres e 21,8% dos homens têm o problema. "A medida da circunferência abdominal reflete de forma indireta o conteúdo de gordura entre os órgãos da região. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que a medida igual ou superior a 94 centímetros (cm) em homens e 80 cm em mulheres já aumenta o risco - especialmente para doenças ligadas ao coração", detalha Pavanello.

Dicas para o controle da obesidade
"Manter um controle nutricional adequado e praticar exercícios físicos regularmente são capazes de reduzir em até 50% o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Por isso, vale a pena adotar hábitos de vida saudáveis, praticar atividade física com frequência (30 minutos de caminhada diária), dar preferência para os alimentos sem gordura, bem como para o consumo de verduras, frutas e legumes", aconselha o cardiologista.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Cerca de 60% dos obesos sofrem com algum distúrbio psiquiátrico

Redação

Que a mente controla a boca, não é novidade, mas essa relação é muito mais íntima do que se imagina. De acordo com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), cerca de 60% dos pacientes obesos sofrem de algum distúrbio psiquiátrico, sendo os mais comuns os transtornos de humor, como a depressão e a compulsão alimentar.

De acordo com a Abeso, o Transtorno Compulsivo Alimentar Periódico (TCAP) está presente em cerca de 6% das pessoas obesas | Foto: Freepik

A obesidade pode representar um símbolo visual dos insucessos físicos e psicológicos do indivíduo e, por isso, esses são fortemente estigmatizados. Essa não é uma regra, mas por ser constantemente identificada em pacientes que lutam contra a balança, é necessário levá-la em consideração na hora de definir um tratamento. De acordo com a associação, a psicoterapia pode fazer parte da estratégia integrada, redefinindo o estilo de vida e implicações emocionais da obesidade, assim como a atividade física, que possui efeito antidepressivo.

O nutricionista do Vigilantes do Peso, Matheus Motta, explica que, tentando sanar ambos os problemas, muitos indivíduos recorrem a meios sem eficácia comprovada. “Grande parte das pessoas que buscam emagrecer hoje, na verdade, lutam contra o peso durante toda a vida. Muitas delas já passaram por episódios em que foram confrontados com o seu peso ou condição física, provocando diversos efeitos psicológicos. Cansados, tanto do sobrepeso, quanto da carga emocional que ele carrega, elas tendem a optar por dietas da moda, altamente restritivas, que proporcionam uma perda de peso rápida, porém insustentável”, explica Motta.

É exatamente aí que o “efeito sanfona” passa a fazer parte do problema, agravando ainda mais as condições psicológicas e emocionais do indivíduo. “A relação entre corpo e mente também é comprovada nesse momento, já que o ‘efeito sanfona’, indiretamente relacionado à saúde mental , está associado ao surgimento de doenças crônicas, como a hipertensão e o diabetes”, complementa o nutricionista.

Transtorno Compulsivo Alimentar Periódico (TCAP)
O TCAP traz danos físicos e psicológicos. Assim como os episódios de compulsão alimentar - ao qual todos estão sujeitos, a TCAP se resume a incidentes em que há a ingestão de grande quantidade de calorias num intervalo curto de tempo, com a sensação de perda de controle sobre o que e o quanto se come. Quando esses episódios passam a acontecer frequentemente, ao menos uma vez na semana, durante no mínimo três meses, ocorre o diagnóstico de Transtorno Compulsivo Alimentar Periódico.

De acordo com a Abeso, o TCAP está presente em cerca de 6% das pessoas obesas. Quando falamos em pessoas que buscam por tratamento antiobesidade e se candidatam a cirurgias como a bariátrica, o percentual chega a 30% e 45%, respectivamente.

A enfermeira Maria das Graças, 58 anos, conhece bem essa realidade. “Cresci pensando que tudo se resolvia com a comida. O problema é que as celebrações deixaram de ser meu único motivo para comer demais e a prática se tornou um vício. Eu já comi 18 pedaços de pizza em um rodízio e, em certo período, comia uma caixa de bombom por dia. Até roubar comida dos colegas de trabalho eu já roubei! Era insaciável, começava a comer e não parava mais”, desabafa. 

Então, a enfermeira aposentada conta que durante toda a vida buscou controlar o peso e que apenas após buscar ajuda psicológica e psiquiátrica teve sucesso. “Eu tinha consciência de que a compulsão era uma doença. Além da ajuda médica e da reeducação alimentar que o Vigilantes do Peso me proporcionou, também recebi grande apoio de um grupo de amigas que encontrei no programa. Tenho certeza que desta vez eu consegui por causa delas”, diz animada.  Maria emagreceu mais de 19 quilos.

Para Motta: “A história da Maria é apenas um exemplo bem sucedido de como um tratamento multifatorial pode mudar o curso da vida das pessoas. É sempre bom lembrar que cada indivíduo tem suas necessidades, limitações e problemas e que, por isso, mesmo não é uma dieta da moda que irá curar a obesidade”, reforça. “É necessário ter ao lado uma equipe que te entenda, acolha e, acima de tudo, tenha conhecimento sobre a obesidade e a saúde mental”, finaliza o especialista.

Tattoo Week ocorre neste mês em São Paulo

Redação

A 9ª edição da Tattoo Week ocorre de 25 a 27 de outubro no São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5). Nesta edição, será discutida também a segurança ao se tatuar. Com rodas de conversa diárias, serão oferecidas orientações ao público sobre como escolher o profissional e quais cuidados são necessários para o procedimento ser seguro. 

Tattoo Week terá mais de 3,2 mil tatuadores e cerca de 600 estandes | Foto: divulgação 

Segundo a CEO da Tattoo Week e enfermeira de formação, Esther Gawendo, a Tattoo Week quer divulgar informações de segurança importantes em um procedimento de arte na pele. “O cliente deve escolher um estúdio pela qualidade técnica e artística e não somente optar por aqueles que possuem milhares de seguidores nas redes sociais ou que ofereçam um preço menor”, afirma.

 O grande crescimento do mercado da tatuagem, a crescente migração de profissionais de outros setores para a tatuagem, em conjunto com a falta de regulamentação e reconhecimento da profissão, aqueceu o segmento e trouxe, ao mesmo tempo, profissionais não devidamente habilitados. ”Alguns tatuadores desconhecem os procedimentos de segurança, o que coloca em risco sua saúde e de seus clientes e pode se tornar um grave problema de saúde pública”, alerta Esther.

É de grande importância que a segurança seja garantida, o que começa com a limpeza do ambiente que não pode ser feita com álcool comum e sim hospitalar (álcool 70) e o uso de materiais descartáveis. O profissional deve usar luvas, máscara, óculos de proteção e avental e o descarte do material usado deve ser feito em lixo hospitalar (caixa amarela para descarte de material perfurocortante) e não comum. O cliente deve ficar atento também se o tatuador está com sua carteira de vacinação em dia. E se o estúdio tem certificação da vigilância sanitária.

“Todo material usado no procedimento deve ser descartável e aberto na frente do cliente, como agulha, gilete, tinta, etc. É importante que o cliente se certifique que a tinta usada pelo profissional esteja dentro da validade e seja certificada pela Anvisa, pois a maioria das tintas importadas não possui essa certificação”, explica a CEO da Tattoo Week.

Além das rodas de conversas diárias sobre tatuagem e segurança, o evento conta com dois workshops de primeiros socorros, ministrados pela Cruz Vermelha, com certificado internacional para profissionais da área.

Arte, entretenimento e negócios 
A Tattoo Week terá  mais de 600 estandes, 3,2 mil tatuadores do mundo todo e mais de 200 marcas de produtos e serviços dirigidos ao segmento da arte na pele, sendo o maior evento do mundo, agregando arte, entretenimento e negócios. O público esperado é de 100 mil pessoas nos três dias do evento.

Também traz novidades e tendências na área como a brasileira Karlla Mendes, que utiliza a técnica “Jewelry Tattoo”, em português significa tatuagem de joias. Ela elabora as tatuagens com técnicas de traço fino e tridimensionais e traz em sua arte composições com joias.

O evento traz seu conceituado concurso de tatuagens em 27 estilos e a escolha da Miss e do Mister Tattoo Week 2019.  Exposições e shows também marcam esta edição, alcançando seu auge com a apresentação da banda  Raimundos, que marcou o estilo rock nos anos de 1990 no País.

Outubro Rosa: mitos e verdades sobre o câncer de mama

Redação

O cenário do câncer de mama no Brasil e no mundo traz números expressivos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil quase 60 mil mulheres são diagnosticas pela doença por ano. A enfermidade está entre as mais comuns neste grupo, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, além de ser a número um no ranking de causa de morte por câncer no mundo.

Cerca de 90% das pacientes com diagnóstico de câncer de mama não tem nenhum histórico familiar | Imagem: reprodução

Diante desta dimensão, o problema ainda gera muitas dúvidas. O mastologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Yong Kyun Joo, explica o que é mito e verdade sobre o assunto:

1. Realizar o autoexame todo mês e não sentir nada exclui a necessidade de fazer a mamografia? 
Mito. Apesar de importante, o autoexame feito como única forma de prevenção não é um método eficaz para detectar o câncer de mama. Isso porque o indivíduo só consegue apalpar o nódulo cancerígeno quando ele está em estágios avançados. Portanto, se você tem 40 anos ou mais, deve fazer mamografia todos os anos.

2. Apenas quem tem casos na família pode ter câncer de mama?
Mito. Devemos sempre valorizar os antecedentes familiares, principalmente em parentes de primeiro grau. Porém, cerca de 90% das pacientes com diagnóstico de câncer de mama não tem nenhum histórico familiar, ou seja, a maioria não tem um componente hereditário.

3. Ter filhos diminui a chance de ter câncer de mama?
Verdade. A gestação é um dos principais fatores protetores para câncer de mama, principalmente antes dos 30 anos. Isso porque o tecido mamário só atinge a sua diferenciação completa com a gestação, tornando-se, desta forma, menos suscetível à transformação maligna.

4. O ultrassom de mamas é um bom substituto para a mamografia no rastreamento de câncer mamário?
Mito. Embora o ultrassom seja muito mais confortável, ele não é eficaz para rastreamento como método isolado. Apesar de amplamente utilizado, o seu principal papel é complementar à mamografia, que é ainda o principal exame para a detecção do câncer de mama.

5. Homens também podem ter câncer de mama?
Verdade. É muito mais raro, com uma proporção de 1/100, mas homens também podem ter câncer de mama. Neles, a doença aparece mais tardiamente, geralmente na sexta ou sétima década de vida.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Oncologista comenta sinais que podem indicar câncer de mama masculino

Redação

Neste início de outubro, o empresário Mathew Knowles, pai da cantora Beyoncé, revelou em entrevista ao programa de TV Good Morning America que foi diagnosticado com câncer de mama no meio deste ano. Apesar de raro, estimativas indicam que 1% dos casos da doença afetam homens.

Homens que estão no grupo de risco para desenvolver o câncer de mama, precisam realizar o autoexame  | Foto: reprodução 

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil somará cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama em 2019, número que corresponde a 28% de todos os diagnósticos da condição registrada no país. E apesar do Outubro Rosa ser o mês de conscientização sobre a questão voltada, principalmente, às mulheres, é preciso lembrar que um dos grandes mitos da saúde é que o câncer de mama não afeta homens. Das 16.254 pessoas que morreram em decorrência de câncer de mama no país no ano passado, 185 eram homens.

O oncologista Daniel Gimenes, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), explica que homens também apresentam glândulas mamárias. Apesar da baixa incidência, o câncer de mama masculino pode se manifestar e existe um alto percentual de mortalidade. Em cerca de 100 casos da doença, apenas um ocorre no sexo masculino. Nos Estados Unidos, por exemplo, foram registrados 1.910 casos e, na maioria das vezes, o diagnóstico é tardio, já que homens não costumam realizar a mamografia anualmente.

“Existe um problema muito comum que faz com que os homens não procurem um médico por questões de machismo, pois não passa pela cabeça de ninguém que o homem pode desenvolver um câncer de mama. Por isso, qualquer mudança suspeita na região mamária, é preciso procurar um especialista para que o câncer não seja descoberto tarde demais”, explica Gimenes.

O tratamento e os sintomas são os mesmos. Nos homens, o diagnóstico costuma ser mais rápido pelo fato de que eles têm menor tecido mamário, facilitando a visualização de um nódulo. Mas a identificação também é feita através de mamografia. “Há, é claro, além de uma desinformação, um preconceito em relação a este tipo de incidência. Apesar de não encararmos dados alarmantes no quesito, é fundamental que a população em geral, independente do gênero, esteja alerta. O diagnóstico precoce é fundamental para as chances de recuperação dos pacientes”, ressalta o médico.

O oncologista frisa adicionalmente que em muitos casos, o câncer de mama em um homem é um indício sugestivo de que o paciente seja portador de uma mutação genética hereditária no gene BRCA, sendo recomendada em todos os casos a realização do teste molecular mesmo que não haja histórico de câncer na família.

Abaixo, Gimenes destaca os cinco principais fatores que podem ser importantes na hora de detectar um câncer de mama no homem:

Genética
Se existir um caso de alguma mulher (tia, mãe, avó) com câncer de mama na família, as chances de o homem desenvolver aumenta discretamente, mas se for relacionado à mutação do BRCA, os riscos são significantemente maiores. Para isso, é recomendável que o homem faça uma pesquisa de mutação para saber se terá chances de desenvolver a doença. Além disso, existe uma síndrome genética, associada ao alto nível de estrogênio, uma condição que aumenta o índice câncer de mama em homem, principalmente quando tem a mutação do gene BRCA. Se, por exemplo, um homem no qual a irmã/mãe teve câncer de mama, as chances são maiores, por isso, é preciso ser feito um acompanhamento mais de perto.

Hormônios
 O principal motivo pelo qual as mulheres apresentam câncer de mama com mais frequência do que os homens são os hormônios. A mulher produz muito mais estrógeno do que o homem. A maioria dos cânceres de mama femininos se desenvolve por conta de hormônios sensíveis. O homem apresenta uma baixa taxa se estrógeno no corpo, contendo mais testosterona, que não leva a este tipo de câncer.

Caroço na área do tórax
 Como os homens não tem o costume de realizar exames mamários frequentemente é preciso que se atentem a alguns sintomas suspeitos. Caroço na área do tórax é dos principais sintomas do câncer de mama masculino, que pode ser acompanhado de inchaço nos linfonodos axilares.

Retração na pele
Em situações mais avançados da doença, também pode ocorrer uma retração do mamilo, ou seja, um inchaço significativo ou distorção da pele, em alguns casos acompanhados de sangue na região. Quando estes sinais são detectados, é imprescindível que se procure um médico para saber o diagnóstico correto.

Cirrose, alcoolismo e obesidade
Pacientes com distúrbios do fígado (cirrose, alcoolismo e obesidade) correm mais risco de desenvolver câncer de mama e, quanto mais velho o homem for, maior a possibilidade de a doença aparecer. Na maioria das vezes, o homem com câncer de mama não procura uma orientação quando a neoplasia ainda está no começo, o que dificulta o tratamento. Quando mais cedo o câncer é diagnosticado, maiores são as chances de cura. Por isso, já que a mamografia masculina não é recomendada como um exame de rotina, homens que estão no grupo de risco para desenvolver o câncer de mama, precisam realizar o autoexame.

Canabidiol: mitos e verdades

*Por Neide Montesano

Em todas as discussões que ocorrem junto à opinião pública sempre nos defrontamos com mitos e verdades, alguns desses temas merecem nossa atenção pela relevância. O Canabidiol (CBD), esse composto químico encontrado na planta Cannabis, que nos últimos anos ganhou notoriedade por suas funções terapêuticas e cognitivas, é uma questão que merece bastante consideração por todos e urgência em sua regulamentação no Congresso Nacional.

Pesquisa realizada por Orrin Devinsky aponta que o grupo de pessoas tratadas com CBD a frequência de convulsões diminuiu em 39% | Foto: reprodução

As pessoas costumam generalizar a planta Cannabis, mas é importante esclarecer que ela tem três espécies principais: a Cannabis sativa, Cannabis indica e Cannabis ruderalis. Todas possuem características e compostos semelhantes, porém quando o assunto é Canabidiol (CBD), a atenção se volta à Cannabis ruderalis, conhecida como cânhamo (hemp). Esta variedade da planta possui uma porcentagem inferior a 0,3% de THC (Tetrahidrocanabinol), que é o responsável pelos efeitos psicoativos, e também cerca de 20% de CBD (Canabidiol), que tem mais efeitos farmacológicos e terapêuticos.

No Brasil, o tema CBD tem gerado muitas polêmicas e dúvidas pelo fato de a substância estar associada à planta Cannabis, já que ela continua sendo fonte lucrativa no tráfico de entorpecentes, ao ser utilizada para fins recreativos por grande parte da população. De fato, temos em nosso País um grande preconceito social com a planta, além de desinformação na sociedade e até ignorância generalizada.

Para melhorar a compreensão desse produto, separamos alguns mitos e verdades sobre o Canabidiol:

Mitos

1. CBD é o mesmo que THC?
Quimicamente falando, o CBD não é o mesmo que THC, embora tenham a mesma composição química. O que diferencia os dois compostos é o arranjo de um único átomo.  O THC atua diretamente na ativação de células do receptor cannabinoide CB1 (agonista). É o responsável pelo efeito psicoativo no cérebro e sistema nervoso central. Já o CBD atua no receptor cannabinoide CB2 (antagonista), suprimindo até as propriedades do THC nos receptores CB1. Isso que significa que o CBD não deixa o consumidor sem reação, não importa a quantidade consumida. As suas propriedades são benéficas com diversas aplicações terapêuticas.

2. Todo CBD é igual?
O CBD não é igual sempre. Os produtos que contêm CBD podem ser ‘Full spectrum’, ‘Broad spectrum’ ou isolados. O ‘Full spectrum’, ou espectro completo, é um extrato que contém todos os compostos encontrados naturalmente na planta, incluindo terpenos, óleos essenciais e outros canabinóides (incluindo THC e é responsável pelo efeito ‘entourage’). O CBD isolado é a forma mais pura dessa substância, que é produzida pela remoção de todos os outros compostos encontrados na planta, incluindo terpenos, flavonoides, partes de plantas e outros canabinóides.

3. CBD é viciante?
O CBD age mais como um suplemento do que como um medicamento. Para dar um exemplo: se você confia na melatonina para ajudá-lo a adormecer à noite, o mesmo se aplica ao CBD, que não é viciante ou causa distúrbio por uso.

4. CBD trata todas as pessoas?
Se você é novo no mundo do CBD, tenha cuidado. É importante estar atento às situações. Por exemplo, um site pode afirmar que o CBD é a melhor cura para a insônia, enquanto outro diz que é um estimulante natural que pode mantê-lo acordado à noite. O que você provavelmente não saiba é que esses efeitos dependem muito de cada indivíduo. As pessoas recorrem ao CBD por uma infinidade de razões.

5. CBD cura o câncer?
Isso não procede. O canabidiol, como foi explicado, age mais como um suplemento e por isso é utilizado em alguns tratamentos de câncer, porém sua função é aliviar alguns sintomas dos pacientes com essa doença. Pode-se dizer que o CBD contribui para o tratamento em algumas etapas.

6. CBD é maconha medicinal?
Isso não é verdade, porque a maconha é a nomenclatura comercial da apresentação recreativa da Cannabis. Tenho explicado em minhas palestras que seria como chamar a rapadura, de álcool combustível, afinal todos derivam da cana-de-açúcar. Trata-se de um grande equívoco, que inclusive impede alguns pacientes de utilizarem esse recurso ou mesmo resistirem intensamente ao uso, pois não querem fazer uso de ‘maconha’.

7. Faltam pesquisas ou evidências que comprovem a eficácia do CBD?
Não faltam provas para sua eficácia. Essa substância existe na milenar Medicina Chinesa, o que nos permite concluir que não faltam mais ao mundo comprovações de sua eficácia e segurança. Qualquer outro discurso é meramente desconhecimento científico, ou vontade de dificultar discussões ou ainda ‘vender’ soluções de interesse particular.

Verdades

1. CBD funciona naturalmente com o corpo?
O canabidiol, juntamente com vários outros produtos químicos da cannabis, funciona naturalmente nos mamíferos com os receptores locais de canabinóides. Eles compõem o sistema endocanabinoide e são encontrados principalmente no cérebro e no sistema nervoso central.

2. É impossível ter overdose de CBD? 
O CBD não é uma substância tóxica, portanto, não é possível que haja overdose utilizando canabidiol.

3. Tem potencial anti-inflamatório?
Quando o CBD se liga aos receptores, ele pode bloquear a transmissão de mensagens químicas que podem causar inflamação, dor e convulsões em pacientes vulneráveis.

4. O CBD é usado no tratamento de epilepsia?
Segundo Orrin Devinsky, principal pesquisador de Neurologia da Universidade de Nova York, depois de testes usando o Epidiolex (forma líquida do CBD já aprovado pelo FDA) concluiu que, no grupo tratado com CBD, a frequência de convulsões diminuiu em 39%, e de uma média de 12 convulsões por mês para aproximadamente seis.

As mais recentes informações proporcionam um novo olhar para a forma de medicar, de tratar doenças, de quebrar paradigmas e mais ainda, traz a esperança de, se não curar, pelo menos minimizar dores, reduzir ataques, melhorar a memória, reduzir síndromes e principalmente aprimorar o convívio dos pacientes com suas famílias e a sociedade. Esse não é o futuro, é o presente, que na verdade é um presente a todos que precisarem do canabidiol.

*Neide Montesano é engenheira química, CEO do Grupo Montesano, palestrante e expert em sustentabilidade regulatória e boas práticas de desenvolvimento de negócios.

Diabéticos são mais propensos a ter olho seco

Redação

O diabetes é uma condição de saúde debilitante que deve atingir proporções epidêmicas nos próximos 20 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Já pesquisas recentes revelam que a doença do olho seco deve causar preocupação a todas as pessoas com diabetes - especialmente aquelas com tipo 2 - quando se trata de agravar a visão.

Pesquisa aponta que a Síndrome do Olho Seco é duas vezes mais comum no diabetes tipo 2 | Foto: reprodução

Existem dois tipos de diabetes: pessoas com tipo 1 são incapazes de produzir o hormônio insulina (do pâncreas), que está envolvido no controle dos níveis de açúcar no sangue. Pessoas com diabetes tipo 2 não produzem insulina suficiente ou seus corpos são resistentes a ela. Como resultado, ambos os tipos podem levar a altos níveis de açúcar no sangue, o que aumenta o risco de complicações dos diabetes.

O oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO) e especialista em retina, comenta que complicações dos diabetes podem afetar a saúde ocular. “Uma dessas complicações é a doença da retina (retinopatia). Se os níveis de açúcar no sangue são constantemente altos em uma pessoa, isso pode danificar os vasos sanguíneos. Isso significa que o fluxo sanguíneo pode ser impedido ou bloqueado e, quando isso acontece, nos vasos sanguíneos que irrigam aos olhos, a retina não funciona adequadamente, levando a problemas de visão”, explica.

De acordo com a OMS, 108 milhões de pessoas em todo o mundo tinham diabetes em 1980; em 2014, esse número era de 422 milhões. Três anos depois, em 2017, 425 milhões de pessoas em todo o mundo estavam vivendo com a doença e esse número deve exceder os 629 milhões, em 2045.


O flagelo do olho seco
Pessoas com diabetes são mais propensas a sofrer com a Síndrome do Olho Seco. Mas essa condição é frequentemente negligenciada durante as avaliações oftalmológicas diabéticas, que se concentram na triagem de doenças da retina.

“O Síndrome do Olho Seco afeta aproximadamente 15% a 30% das pessoas com mais de 50 anos. Embora o olho seco pareça uma condição relativamente inócua, os sintomas podem ser muito angustiantes, incluindo visão embaçada, dor, queimação, coceira, secura, úlceras de córnea e em casos graves, cegueira. E como a boa visão está intrinsecamente relacionada à vida diária, a Síndrome do Olho Seco pode afetar a capacidade das pessoas de dirigir, ler, assistir TV e usar smartphones e computadores”, afirma a oftalmologista Sandra Alice Falvo, que também integra o corpo clínico do IMO.

Isso pode ter repercussões na qualidade de vida geral, com a Síndrome do Olho Seco prejudicando o bem-estar emocional, a produtividade no local de trabalho e outras atividades do dia-a-dia. Sabe-se que o olho seco tem um efeito negativo semelhante na qualidade de vida ao de pessoas  que vivem com angina, fraturas de quadril ou em diálise renal.

Apesar disso, a Síndrome do Olho Seco não é avaliada rotineiramente naqueles com diabetes, porque o monitoramento da doença da retina é considerado uma preocupação mais relevante e, portanto, o olho seco geralmente não é tratado. Para agravar o problema, existem poucas pesquisas investigando os efeitos da Síndrome do Olho Seco associada  ao diabetes na qualidade de vida dos pacientes. Também há pouca comparação da Síndrome do Olho Seco no diabetes tipo 1 e 2, que têm causas muito diferentes.

Novas descobertas
Um  estudo  recente de  pessoas com diabetes versus aquelas sem a doença buscou  descobrir quantas pessoas tinham sintomas da Síndrome do Olho Seco para  avaliar a gravidade desses sintomas. O  estudo  é o primeiro a avaliar o impacto da Síndrome do Olho Seco na qualidade de vida desses pacientes.

“A pesquisa apontou que a Síndrome do Olho Seco é duas vezes mais comum no diabetes tipo 2 (o tipo que representa 90% de todos os casos de diabetes) do que no tipo 1. Usando questionários que perguntavam aos pacientes se eles tinham sintomas de olho seco, descobriu-se que 55% das pessoas com diabetes tipo 2 tinham a Síndrome do Olho Seco, em comparação com 27% das pessoas com tipo 1 e 29% das pessoas que não tinham diabetes”, informa Sandra Falvo.

Também foi apontado pela pesquisa que a Síndrome do Olho Seco reduz drasticamente a qualidade de vida daqueles que portam olho seco e diabetes. Isso levanta grandes preocupações, não apenas sobre o subdiagnóstico da Síndrome do Olho Seco no diabetes, mas também sobre o bem-estar geral das pessoas com a doença.

“Os achados mostram, pela primeira vez, que o diabetes compromete consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes e que a Síndrome do Olho Seco é uma condição ocular clínica significativa para pessoas com diabetes (principalmente no tipo 2). E como a Síndrome do Olho Seco é mais dominante no diabetes tipo 2, deve-se adicionar uma avaliação clínica da Síndrome do Olho Seco ao rastreamento da retina para beneficiar  as pessoas com essa condição”, defende a oftalmologista do IMO.

A longo prazo, o custo adicional da triagem pode superar a perda de produtividade e produzir benefícios econômicos na forma de melhoria geral do bem-estar e da saúde ocular. “Um estudo recente mostrou uma forte ligação entre depressão e sintomas de olho seco. O alívio da Síndrome do Olho Seco pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes com diabetes do tipo 2, agregando benefícios sociais, físicos e psicológicos mais amplos, portanto, essa deve ser uma prioridade para os profissionais de saúde ocular e para os pacientes”, finaliza a especialista.

Spazio Italiano tem palestras inspiradas em Leonardo da Vinci

Redação

As comemorações aos 500 anos da morte de Leonardo Da Vinci, o grande gênio do Renascimento Italiano, continuam neste mês de outubro na escola de idiomas Spazio Italiano, em Santo André, em parceria com a Sociedade Cultural Ítalo-Brasileira e apoio da Trastevere - Cidadania Italiana.
 
As palestras "Estilo de Vida e Medicina na Época de Leonardo" e "Humor e Caricaturas de Leonardo Da Vinci" acontecem em outubro, no Spazio Italiano | Foto: divulgação 

Em 10 de outubro, às 19h30, Raul Emerich ministrará a palestra Estilo de Vida e Medicina na Época de Leonardo e, no dia 24 de outubro, no mesmo horário, será a vez de Ed Sarro abordar Humor e Caricaturas de Leonardo Da Vinci.
 
A inscrição é 1 kg de alimento não perecível ou R$ 10,00, que serão revertidos para a Feasa - Federação das Entidades Assistenciais de Santo André, que assessora uma rede de mais de 50 entidades assistenciais federadas na cidade de Santo André.
 
As reservas de vagas deverão ser feitas na secretaria do Spazio Italiano, localizada na Rua Airó, 69, na Vila Gilda, ou pelos telefones (11)  4427-6500 / 98536-3893. 

Especialista esclarece dúvidas sobre osteoporose

Redação

A osteoporose é uma doença que deixa os ossos fragilizados e se agrava com o envelhecimento. Em 20 de outubro ocorre o Dia Mundial da Osteoporose. Então, o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), Sergio Setsuo Maeda, esclarece as principais dúvidas sobre o tema.

Para prevenir a osteoporose é preciso praticar atividades físicas regularmente, consumir nutrientes como cálcio e proteínas ao longo da vida, além de manter níveis adequados de Vitamina D | Foto: reprodução

1 - Como se caracteriza a osteoporose?
Sergio Setsuo Maeda (SSM)- A osteoporose é uma doença que provoca o aumento da perda de massa óssea, pela diminuição da formação e absorção de minerais e de cálcio. A doença se agrava com o envelhecimento e dados apontam que cerca de 33% das mulheres e 15% dos homens com mais de 65 anos terão osteoporose. Portanto, é um problema de saúde pública. As fraturas osteoporóticas causam dor, levam à dependência física e estão associadas à maior mortalidade. A alimentação rica em cálcio e exposição solar, principal fator para absorção da Vitamina D é essencial para a saúde dos ossos, e podem minimizar esta evolução.

2 - O que provoca a osteoporose?
SSM – Existe uma predisposição genética e, por esta razão, a história familiar tem importância e merece ser avaliada. Temos ainda a contribuição de maus hábitos de vida como etilismo, tabagismo e sedentarismo.  A história clínica também deve avaliar o uso de medicamentos que prejudicam a saúde óssea como os glicocorticoides, entre outros. Várias doenças estão associadas a prejuízo ósseo como doenças de má-absorção intestinal, inflamatórias, endócrinas como por exemplo: hipercortisolismo (síndrome de Cushing), hipertireoidismo, estados de hipogonadismo (incluindo secundários a tratamento de câncer), hiperparatireoidismo, artrite reumatoide e diabetes mellitus.

3 - Quais os sintomas da osteoporose?
SSM - A doença é silenciosa e dificilmente apresenta sintomas, daí a importância de fazer alerta. A presença de cifose (corcunda) pode sugerir a presença de fraturas vertebrais. Quando é diagnosticada, a osteoporose, muitas vezes, está em estágio avançado. A fratura por baixo impacto causada por queda da própria altura ou por trauma mínimo é a manifestação da doença e mesmo assim há pacientes que não são investigados ou tratados.

4 - Qual o tratamento para a osteoporose? Tem cura?
SSM – Temos atualmente medicamentos que diminuem a destruição óssea, chamados de antirreabsortivos, e nos casos mais graves temos indicação de formadores. Devem ser avaliados os riscos e benefícios, e se fazer um plano de tratamento que deve ser individualizado, pois cada medicamento tem uma particularidade no seu uso. Isto deve ser avaliado pelo médico que acompanha o caso. Em alguns casos, pode-se reverter a osteoporose em osteopenia, mas o principal objetivo do tratamento é reduzir o risco de fratura.

5 - É possível prevenir a doença? 
SSM - Sim. Atividades físicas regulares que trabalhem equilíbrio e força, prevenção de quedas, consumir nutrientes como cálcio e proteínas ao longo da vida e a manutenção de níveis adequados de Vitamina D, obtida pela exposição solar e suplementos em alguns casos, são medidas básicas para garantir a saúde óssea.

6 - Como deve ser feito o diagnóstico da osteoporose?
SSM - A densitometria óssea é o principal exame para detectar precocemente a osteoporose. Toda mulher com mais de 65 anos e homens acima de 70 anos devem fazer esse exame. Adultos com mais de 50 anos, que tenham doenças que possam trazer fatores de risco, também devem ser avaliados. O Raio X de coluna auxilia na busca de fraturas vertebrais (muitas vezes assintomáticas), enquanto exames de sangue e urina ajudam a investigar a causa da osteoporose em conjunto com a história e suspeita clínica.

7 - A osteopenia é um pré-estágio da osteoporose? É possível frear a evolução da osteopenia para não se tornar osteoporose?

SSM – A osteopenia corresponde a um estágio antes da osteoporose. É uma situação que merece acompanhamento clínico para se avaliar os fatores de risco e sua evolução. Muitas vezes, apenas a adequação de cálcio e vitamina D em conjunto com exercícios e prevenção de quedas é o suficiente. Porém, alguns casos de osteopenia também têm indicação de tratamentocomo, por exemplo, aqueles que fazem uso de glicocorticoides, ou evoluem com perda óssea no seguimento.

“Festival Culturas e Sabores” ocorre em São Bernardo do Campo neste fim de semana

Redação  O Parque Salvador Arena (Av. Caminho do Mar, 2.980), em São Bernardo do Campo, sedia a 2ª edição do “Festival Culturas e Sabores”...