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quinta-feira, 4 de abril de 2019

A voz pode revelar emoções

Da Redação

O Dia Mundial da Voz é celebrado em 16 de abril. A  fonoaudióloga do Hospital Cema, Thaís Palazzi, explica que as emoções influenciam na fala e que podemos identificar sentimentos apenas pela voz. Mas também é possível “treiná-la” e disfarçar, por exemplo, a ansiedade.

"Tudo no ser humano é refletido para o mundo exterior, assim, estados de tensão, medo, ansiedade, insegurança e excitação são, muitas vezes, traduzidos pela voz. As emoções podem ser percebidas em variações muito sutis de fala, de frequência, velocidade e melodia", explica Thaís.

"Quando uma pessoa está alegre, a voz tende a soar mais alta e fina", exemplifica a fonoaudióloga Thaís Palazzi | Foto: Freepik
E essa relevância da voz na comunicação começa cedo, por meio do choro, segundo a fonoaudióloga, nem sempre o choro do bebê tem a mesma entonação, o que significa necessidades diferentes.

O ato de falar é bastante complexo e envolve muito mais do que o ressoar das cordas vocais. Existem três dimensões no processo de fala: orgânica (condições biológicas da pessoa), psíquica (condições subjetivas da pessoa) e social (a cultura com suas tradições, mitos, ideologias que envolvem e afetam o indivíduo). Embora sejam bem sutis, as emoções podem ser "traduzidas" pela forma como o indivíduo está falando.

"Quando uma pessoa está alegre, a voz tende a soar mais alta e fina, bem como a falar mais rápido. Já quando está triste, tende a falar mais lentamente e com tom mais grave. Quando fica nervosa, a voz pode ficar trêmula. A rouquidão sugere esforço e cansaço, ressonância equilibrada demonstra equilíbrio emocional, articulação precisa pode transmitir clareza de ideias e pensamentos e fala acelerada pode demonstrar ansiedade ou nervosismo", exemplifica a fonoaudióloga.

Essa associação do estado emocional com a forma de falar pode ser tão forte, dependendo da intensidade e qualidade da emoção, que a voz pode ficar "rouca" e até "sumir", provocando um quadro de disfonia. Nessa situação, o recomendado é procurar ajuda de um médico. O tom de voz entra nessa conta como um dos elementos com maior influência sobre a comunicação dos seres humanos.

Além disso, é possível também "treinar" para evitar que o ouvinte saiba o que o interlocutor está sentindo, segundo Thaís. “Existem treinamentos fonoaudiológicos específicos, por meio da prática de alguns exercícios de respiração, fala e articulação".

Vale ressaltar que a voz precisa de cuidados frequentes, como alimentação balanceada, ingestão de bastante água, evitar gritar, falar de modo pausado e evitar uso de bebidas alcoólicas e cigarro.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Inteligência emocional é um dos segredos para o sucesso

Da redação

Estudos científicos mostram que a inteligência emocional, uma habilidade que vem sendo muito requisitada em empresas de todo o mundo, é muito importante para o sucesso profissional e também na vida como um todo, pois afeta, por exemplo, a área afetiva e familiar.

Saber lidar com frustrações é uma das habilidades de quem desenvolveu inteligência emocional | Imagem: reprodução
Para a coach executiva e sócia-fundadora da Fellipelli Consultoria Organizacional, Chris Melchíades, “inteligência emocional é nossa capacidade de identificar emoções em si mesmo e no outro, e também nossa capacidade de lidar com elas”, explica.

Ter inteligência emocional significa saber se comunicar bem, saber ouvir o outro, colocar-se no lugar do outro, ter iniciativa, ser persistente e lidar com frustrações: são habilidades que não aprendemos na escola, mas que podem ser treinadas.

Ataques de nervos repentinos, surtos de ciúmes com o namorado e intolerância com amigos estão entre os sintomas de uma pessoa que está precisando desenvolver sua inteligência emocional.
“Emoções todos nós sentimos, mas o que nos diferencia um dos outros é a forma como reagimos a essas emoções. Inteligência emocional, em outras palavras, é o que você decide fazer com as emoções que sente sem se prejudicar e sem se prejudicar o outro”, acrescenta Chris Melchíades.

Emoções primárias 
O filme de animação da Pixar “Divertida Mente” aborda o tema das emoções de forma muito clara e interessante. O longa-metragem conta a história de uma garotinha de 11 anos que enfrentou desafios quando os pais decidiram se mudar para outra cidade. Dentro do cérebro de Riley convivem várias emoções diferentes, como raiva, medo, tristeza, alegria, desprezo e nojo.

“O filme fala um pouco sobre como as emoções convivem dentro de nós e como elas impactam em nossa felicidade. Inteligência emocional, aliás, tem tudo a ver com felicidade e bem-estar. É possível treinar o cérebro e desenvolver a inteligência emocional”, afirma Chris Melchíades.

Isso é possível graças à plasticidade do cérebro, capacidade que o cérebro tem de aprender coisas novas, de se modificar, e nossa capacidade de mudar comportamentos. Quando você estuda a Inteligência Emocional e entende como você funciona, você passa a se entender melhor, a entender melhor o outro e a lidar melhor com todas as situações inusitadas e desafiadoras da vida.


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