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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Fisiologista alerta para a importância de ingerir água durante o inverno

Redação

No verão, a desidratação é um perigo bem conhecido. Mas o que poucos sabem é que as baixas temperaturas típicas do inverno também podem oferecer risco, por diminuir a vontade de tomar água, segundo o fisiologista do esporte do HCor, Diego Leite de Barros.

Sentir sede já pode ser um sinal de desidratação. O ideal é tomar entre 1,5 e 2,5 litros de água por dia, quantidade que pode variar de acordo com o sexo, idade, massa corporal e estilo de vida | Foto: reprodução

"As pessoas tendem a achar que no inverno não precisam beber tanta água quanto no verão, por não sentirem sede com a mesma frequência. Isso aumenta o risco de desidratação", alerta Barros.

O especialista esclarece que, nas baixas temperaturas, os mecanismos regulatórios do nosso organismo desencadeiam reações, que fazem com que a circulação sanguínea se concentre nos vasos centrais para preservar o calor do corpo. Esse processo traz uma sensação interna de hidratação, por isso levamos mais tempo para sentir sede. Apesar disso, a quantidade de água ingerida durante o dia deve ser mantida, pois continuamos perdendo líquido.

De acordo com Barros, sentir sede já pode ser um sinal de desidratação. "A sede nada mais é que o organismo sinalizando que precisa de líquido", revela. Entretanto, os sintomas da desidratação vão muito além dessa simples sensação, que também pode se manifestar pela pele ressecada, temperatura corporal elevada, cansaço, sonolência, vontade de urinar com menor frequência e coloração mais escura, prisão de ventre, além de perda de coordenação motora e consciência, nos casos mais severos.

Para evitar o problema o indicado é tomar entre 1,5 e 2,5 litros de água por dia, quantidade que pode variar de acordo com o sexo, idade, massa corporal e estilo de vida. "O ideal é ter água sempre por perto para se hidratar tanto nos dias quentes, quanto nos mais frios", orienta o fisiologista.

Entre os praticantes de atividade física, o consumo de líquidos deve ser proporcional ao gasto, que pode ser acompanhado na balança antes e depois do treino. "Ao se pesar é possível ter uma noção da perda líquida e estabelecer um equilíbrio entre gasto e consumo. Essa consciência é ainda mais importante no caso de quem pratica exercícios regularmente, o que sempre demanda mais cuidados com a hidratação", finaliza Barros.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Desidratação: saiba como identificar e tratar

Da redação

Muitas vezes o cansaço, dor de cabeça e até mesmo o mau-humor podem indicar a chegada de um resfriado, ou uma doença causada por vírus e/ou bactéria. Com isso, pode haver diarreia ou vômitos e, consequentemente, uma das consequências pode ser a desidratação, que é basicamente a perda da água do corpo, incluindo eletrólitos vitais como sódio, cloreto e potássio.

Bebês, crianças e idosos estão mais  propensos à desidratação | Foto: reprodução
A água é tão essencial que representa cerca de 60% do peso corporal em adultos e até 75% do peso corporal em bebês, sendo essencial para a nossa saúde, de acordo com a nutricionista e gerente científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil,  Patrícia Ruffo. “Precisamos dela (água) para funções importantes como a regulagem da temperatura do corpo, a manutenção da saúde da pele e das articulações, a digestão dos alimentos, a remoção de resíduos e para auxiliar o cérebro a trabalhar em sua melhor forma”, afirma.

 A desidratação em um estágio mais elevado pode causar complicações sérias, como convulsões, insuficiência renal e queda no volume de sangue, o que afeta a pressão arterial do indivíduo.

Saiba quem está em risco

Bebês e crianças: a desidratação pode afetar qualquer pessoa, não importa a idade — se mais velho ou mais jovem —, mesmo se forem completamente saudáveis. Algumas pessoas estão especialmente propensas à desidratação, como bebês, crianças jovens e idosos. “A desidratação se torna uma preocupação quando uma pessoa perde apenas 3% da água do corpo”, ressalta Patrícia. Para um bebê de 2,25 kg isso se traduz em apenas 236,5 ml (cerca de um copo de água pequeno), portanto, a desidratação pode acontecer rapidamente.

Adultos idosos: quando se trata de adultos idosos, eles podem ter um baixo volume de fluidos por vários motivos diferentes. “O primeiro é que eles podem simplesmente se esquecer de tomar água. Conforme a sensação de sede se torna menos aguçada com a idade, alguns podem até mesmo nem perceber que não beberam líquido suficiente”, lembra a nutricionista.

Existem outras causas de desidratação como, por exemplo, tomar medicações como diuréticos que acabam desidratando a pessoa, ou evitar beber líquidos suficientes simplesmente para reduzir as idas frequentes ao banheiro.

Sintomas sutis 
Embora a desidratação possa tornar a maioria das pessoas irritáveis e letárgicas, outros sintomas podem variar de idade para idade. “Bebês podem não produzir lágrimas, ter a boca seca ou uma febre de baixo grau, e podem parar de molhar as fraldas. Os adultos podem apresentar tontura ou sentir sede, dor de cabeça, constipação ou pele seca, e a urina pode ser mais escura e concentrada do que o normal (geralmente transparente ou de cor amarela muito clara)”, alerta.
“Como os bebês são afetados rapidamente pela perda de fluidos, é fundamental ligar para o pediatra assim que suspeitar de uma desidratação e continuar com a alimentação normal, conforme necessário”, diz Patrícia.

Reidratação 
Caso as evidências apontem para a desidratação, um copo de água é um bom começo, mas também é possível prosseguir com uma solução de reidratação oral. “Quando perdemos fluido devido ao suor, ao calor, diarreia e vômito, os corpos também perdem eletrólitos — como sódio, potássio e cloreto — necessários para manter o equilíbrio de fluidos e manter o sistema nervoso e músculos funcionando de forma adequada”, explica. A reidratação oral pode ajudar a restaurar estes eletrólitos perdidos.

“Também é importante ter em mente que a hidratação não se trata apenas do que bebemos. Os fluidos somam aproximadamente 80% da ingestão diária de água, enquanto os alimentos somam os 20% adicionais. Por isso, opte por alimentos ricos em água como frutas, vegetais, aveia, sopa, iogurte entre outros”, finaliza.


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