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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Shopping e animais: veterinária comenta o tema

Redação

Segundo estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
52,2 milhões de cães já fazem parte da família dos brasileiros, são mais animais do que crianças nos lares. Diante da quantidade de animais de estimação, mais de 132 milhões no total, muitos estabelecimentos adotaram o selo pet friendly, que permite o acesso dos pets aos locais antes considerados proibidos, entre eles, está o shopping center.


A veterinária da Nutrire, Luana Sartori, separou algumas dicas para quem pretende levar o animalzinho para fazer compras.

Nem todo shopping aceita animais
O primeiro passo é se informar se o estabelecimento é realmente pet friendly e quais são as regras para o acesso. Geralmente, os animais podem circular na guia ou no colo, exceto na praça de alimentação - onde é proibida a entrada de animais por questões de segurança e higiene. Lembrando sempre que cães-guias, por Lei, podem entrar em todo e qualquer estabelecimento.

Cuidados essenciais
Garantir a segurança do pet é fundamental, por isso, é recomendável usar os elevadores para acessar os andares, visto que a escada rolante pode causar acidentes graves. Alguns locais disponibilizam carrinhos para cachorros, o que é bastante seguro e evita qualquer inconveniente.

Evite deixar o pet nas mãos das crianças, o animal pode ficar agitado e escapar, especialmente os maiores. Aliás, é importante verificar junto ao shopping se o seu cão tem acesso livre, isso pode variar conforme porte, peso e raça.

Saúde do animal
Os animais precisam estar vermifugados e vacinados para passear em qualquer shopping. Se o pet estiver doente evite tirá-lo de casa, isso não é apenas regra dos estabelecimentos, mas um cuidado obrigatório. Não esqueça as idas frequentes ao veterinário para garantir a boa saúde.

Afinal, devo levar meu pet ao shopping?
Só quem pode responder é você mesmo, conforme explica Luana. “Cada cachorro é um, alguns gostam de movimento, mas outros se agitam e ficam extremamente estressados com certos tipos de saídas. Só leve o pet ao shopping se ele, realmente, gostar de ir e demonstrar alegria com esse tipo de passeio, caso contrário, prefira parques onde o animalzinho possa correr e se divertir”, conclui.

Respeitando as regras da boa convivência e com bom senso, é possível levar o cachorro ao shopping. Vale ressaltar que fezes e urina são de responsabilidade dos tutores.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Dor nos animais: saiba como identificar o problema

Redação

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem hoje mais de 50 milhões de cães e 22 milhões de gatos de estimação. Metade dos tutores desses animais consideram seus pets como membros da família e cuidam com atenção para que eles tenham vida longa e com qualidade. No entanto, uma das preocupações dos tutores com os pets é identificar quando os fiéis companheiros estão sentindo dor.

Falta de interesse em brincar/passear é um dos sintomas que o animal pode estar com dor | Foto: Freepik

Segundo a médica-veterinária Karin Botteon, coordenadora técnica especialista da Boehringer Ingelheim Saúde Animal, é preciso estar atento a sinais sutis de comportamento, tais como:

Apatia e perda de apetite;
Inatividade e/ou intolerância a exercícios;
Relutância ou dificuldade para caminhar, subir escadas, pular;
Falta de interesse em brincar/passear;
Distúrbios de eliminação, ou seja, defecar ou urinar em lugares inadequados;
Mudança nos hábitos de higiene (no caso dos gatos, que param de se lamber/limpar).

"As dores agudas, decorrentes de um trauma, por exemplo, geralmente são fáceis de identificar, porque os tutores estão atentos e esperando alterações diante do ocorrido: os animais geralmente vocalizam, lambem o local acometido, demonstram algum incômodo. No entanto, em processos crônicos como no caso de uma doença articular degenerativa (que envolve as articulações), a manifestação é muito mais comportamental, sendo necessário se atentar àquelas alterações. Desse modo, é fundamental observá-los e conhecê-los bem", afirma a especialista.

O tratamento da dor geralmente é multimodal, ou seja, pode demandar o uso de medicações, terapias de suporte como acupuntura e fisioterapia, e também o manejo do ambiente no qual vive o animal, explica Karin.

As medicações mais utilizadas para o controle da dor são os analgésicos e os anti-inflamatórios, que serão prescritos de acordo com a necessidade de cada paciente e do seu estado de saúde. "É importante reforçar que devemos sempre consultar o médico-veterinário ao menor sinal de mudança comportamental, e não medicar o pet sem prescrição médica", finaliza.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Veterinária fala sobre a interação entre as crianças e animais

Da Redação

A relação entre as crianças com os animais de estimação é comprovada por vários estudos como benéfica para ambos os lados, desde que alguns cuidados sejam adotados. Segundo a veterinária e gerente de serviços técnicos Pet da MSD Saúde Animal, Tatiana Braganholo, é importante estabelecer limites – tanto para a criança, como para o pet – e atentar-se a prevenção de doenças no animal.

Dependendo da personalidade do animal, o contato precisa ser supervisionado para evitar que o animal  reaja negativamente a alguma ação da criança | Foto: Freepik
“As crianças, principalmente as menores, podem não entender muito bem a fragilidade e a necessidade de respeitar o espaço do pet. Por isso é importante ensinar a elas que o animal nem sempre está disposto a interagir”, aponta a veterinária. A veterinária ressalta ainda que dependendo do tempo de convivência (se for recente) e da personalidade do animal, o contato precisa ser supervisionado para evitar que o animal  reaja negativamente a alguma ação.

Para as famílias que estão pensando em adquirir um animalzinho, vale lembrar que é preciso avaliar alguns fatores para evitar possíveis dores de cabeça no futuro: veja se a sua criança tem alergia aos pelos - que assim como a saliva do animal, pode causar reações - e avalie o animal que melhor se adequaria à família. Sempre lembrando que o pet precisará de atenção – incluindo brincadeiras e passeios externos – e cuidados com seu bem-estar, que requerem a supervisão de um adulto. Por outro lado, destinar algumas tarefas relacionadas ao animal pode ajudar no senso de responsabilidade e organização da criança.

Cães tendem a ser mais agitados e brincalhões, e têm mais dificuldade de se adaptar à solidão. Portanto, são mais indicados para crianças enérgicas e que passam mais tempo em casa. Já os gatos são mais introspectivos e reservados, tendo menos problemas em ficar sozinhos. Crianças mais tranquilas têm mais facilidade para se adequar aos bichanos.

Amizade para toda a vida

Permitir à criança a convivência com um pet pode estimulá-la a desenvolver o amor e respeito aos animais, que serão levados com ela ao longo de toda sua vida. Quando bem inserido na rotina da casa, o animal também pode ser um elo para as atividades em família.

“Os animais costumam estabelecer uma boa relação com as crianças. Acredito que esse contato ensina muito aos pequenos, já que com o pet aprendem a perceber os sentimentos do outro e a ter responsabilidade, principalmente quando são incluídos nos cuidados diários com o animal”, destaca Tatiana, que finaliza “com responsabilidade, todos saem ganhando com essa relação”.

Saúde em dia

Como é crescente o número de brasileiros que consideram o animal um membro de suas famílias - segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente no Brasil, há cerca de 132 milhões de pets, com isso, cresce também os cuidados preventivos com a saúde desses animais, evitando assim a transmissão de doenças a todos, principalmente as crianças.

“Sabemos que, tanto os gatos como os cachorros vêm passando mais tempo dentro de casa, muitas vezes dormindo com os seus tutores. Portanto, para manter a saúde de todos é preciso tomar alguns cuidados. A higiene dos animais é essencial, bem como a vermifugação e a prevenção de parasitas externos, pulgas e carrapatos”, afirma Tatiana, que complementa “é preciso oferecer a esses animais soluções preventivas de longo prazo, diminuindo assim as chances do ciclo da pulga e do carrapato se reiniciar e infestar a casa e seus moradores”.

Pode parecer exagero, mas as pulgas e carrapatos quando dentro de casa podem transmitir diversas doenças para os humanos, como doença de lyme, babesiose, febre maculosa, entre outras. A prevenção é fundamental, e deve ser feita nos pets desde filhotes.


Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...