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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Cães: urinar fora do lugar adequado pode ser sinal de incontinência urinária

Redação

Quem tem cachorro precisa de truques para ensinar o animal urinar no lugar certo. As medidas vão desde o uso de produtos, que por meio do olfato, estimulam que o animal urine no mesmo espaço, até artifícios de recompensa quando o pet “acerta” o local, ou contratar o serviço de um adestrador. Mas quando nada disso funciona, a veterinária e gerente de produtos da unidade Pet da MSD Saúde Animal, Silvana Badra, alerta que este hábito inadequado pode ser sintoma de incontinência urinária, doença que pode e deve ser tratada.

Animais castrados sofrem mais com a incontinência urinária, devido à queda dos níveis do hormônio estrogênio, apesar disso a castração ainda é recomendada | Foto: reprodução

Por conta do desconhecimento, o diagnóstico da incontinência urinária em cães pode levar anos. Muitos animais acabam sendo doados ou abandonados, já que o tutor não saber lidar com os inconvenientes trazidos pela doença. “Além de comprometer o convívio com a família, a incontinência urinária faz com que o animal fique predisposto a outros problemas, como infecções genito-urinárias, lesões de pele nos locais onde a urina escorre e miíase (conhecida popularmente como bicheira)”, explica Silvana.

Comum em animais mais velhos, a incontinência urinária pode ser causada por uma série de fatores. Animais que sofrem com infecção urinária, cálculos, distúrbios hormonais e doenças na próstata também podem apresentar o problema. De acordo com a veterinária, ao notar uma resistência contínua do animal em urinar no local correto, procure um veterinário.

O problema pode se desenvolver após a castração, já que o procedimento pode aumentar as chances do animal, principalmente fêmea, desenvolver incontinência urinária. Tanto é que alguns levantamentos mostram que uma a cada cinco fêmeas castradas apresentam o problema ao longo da vida.

Silvana explica que isso acontece em uma parcela dos animais castrados, devido à queda dos níveis do hormônio estrogênio. Por outro lado, a veterinária reforça que “a castração não deve deixar de ser realizada por isso, já que o procedimento é benéfico sob vários aspectos para a saúde dos pets, além do controle reprodutivo”.

Atenção aos sinais
Para identificar o problema, cabe ao tutor observar mudanças no hábito de urinar do animal, por exemplo, se ele passa a urinar na casinha e em outros ambientes de repouso, comportamento que não é normal em um pet saudável.

“A incontinência pode fazer com que o cachorro não ‘segure’ a urina ao dormir. Por isso, os pets que têm o problema costumam ter recorrentemente a cama molhada ou com cheiro de urina”, ressalta a especialista.

Um erro muito comum dos tutores que notam a incontinência urinária no pet é a redução da oferta de água. A água é importante para a hidratação e saúde geral e não deve ser restringida em hipótese alguma. Inclusive, a partir da observação do seu consumo, o tutor junto ao veterinário pode identificar outros problemas de saúde, como o diabetes.

Tratamento
Há várias causas para a incontinência urinária, e, portanto, o animal deve receber o tratamento mais indicado para seu caso específico. “Hoje já existe no mercado um medicamento seguro e eficaz para a incontinência urinária hormônio dependente”, destaca Silvana. Vale ressaltar que somente o veterinário pode avaliar qual a melhor solução.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Incontinência urinária atinge mais as mulheres

Da Redação

O Dia Mundial da Incontinência Urinária, 14 de março, ressalta a necessidade de conscientização da população sobre sintomas e tratamentos desta disfunção. Caracterizada pela perda involuntária de urina, ela está entre as doenças do trato urinário mais comuns no Brasil. Os índices de incontinência urinária chegam a 15% em homens e 45% em mulheres, acimda dos 40 anos, no Brasil segundo estudo da Astellas Farma Brasil. Além disso, a patologia não é apenas natural do envelhecimento, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Sebastião Westphal.

Os tratamentos para a incontinência urinária variam de acordo com cada caso | Foto: Freepik
São três os tipos de incontinência urinária. A de esforço é caracterizada pela perda de urina ao realizar algum tipo de estímulo físico, como tossir, rir, fazer exercícios entre outros. Já a de urgência é quando ocorre a vontade súbita de urinar em meio as atividades diárias e acontece um escape antes de chegar ao banheiro. Por fim, a mista é a junção dos dois tipos sendo que o sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a micção pela uretra.

"Os impactos na vida da pessoa que convive com esse tipo de distúrbios são indiscutíveis, principalmente por afetar, em sua maioria, mulheres jovens na faixa dos 40 e 50 anos. E isso é preocupante", acrescenta o especialista. É sabido que os que sofrem com problemas do trato urinário podem ter que fazer mudanças nos comportamentos e hábitos sociais, além da perda de produtividade.

A qualidade de vida é afetada por diversos fatores, como físicos (limitações ou interrupções de atividades físicas), psicológicos (baixa autoestima, depressão, medo do odor da urina), sociais (redução da interação social, necessidade de planejar viagens e limitação no deslocamento distante de banheiros), domésticos (roupas íntimas especializadas, precauções com roupas), sexuais (fuga do contato sexual e intimidade) e ocupacionais (absenteísmo e redução de produtividade).

Por isso é muito importante que a doença seja investigada corretamente e tratada. Para o diagnóstico correto, é necessário que o paciente tenha um histórico da característica e da frequência da perda urinária, como um diário. Os tratamentos variam de acordo com cada caso.




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