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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Idosos: casa deve ser adaptada para proporcionar mais segurança

Redação

O aumento da expectativa de vida, aliado a um envelhecimento ativo e com maior qualidade são fatores decisivos no bem-estar e independência da população com mais de 60 anos. Pensando nisso, a TeleHelp, serviço pioneiro de teleassistência no País, desenvolveu o “Guia Morar Sozinho”, elaborado por profissionais especialistas de diversas áreas, com dicas de como manter a casa segura e cuidados para envelhecer com qualidade e autonomia.

Mais de 10,4 milhões de pessoas moram sozinhas no Brasil, deste total 44,3%  têm 60 anos ou mais | Foto: Freepik

Entre as dicas, pensadas principalmente para evitar acidentes, estão cuidados específicos para cada cômodo da casa como, por exemplo:

Banheiro: instale barras na bacia sanitária, para apoio ao se sentar e ao se levantar;

Entrada: utilize um capacho emborrachado ou bem fixado ao chão;

Sala: prefira poltronas com apoio de cabeça e de braços, para descanso e para facilitar os movimentos ao levantar e sentar.

Dormitório: Observe a altura da cama, para que seja possível levantar-se apoiando bem os pés no chão.

Cozinha: Tenha armários ou prateleiras, para os objetos de uso frequente com uma altura entre 80 e 120 centímetros medidos a partir do chão.

Iluminação: priorize uma boa iluminação em locais de circulação como corredores, escadas, degraus e também locais mais escorregadios, como o banheiro e a cozinha.

Escadas: sinalize a beirada dos degraus com fita adesiva de cor diferente do piso.

Segundo o CEO da TeleHelp, Bruno Mouco, a tecnologia é também uma grande aliada, pois é possível pedir socorro, por meio de um botão de emergência, no serviço de teleassistência. "A ideia é auxiliar em questões do dia a dia e voltar a atenção aos cuidados específicos, que devem ser tomados com o passar da idade. Queremos estimular a independência desse público e muni-lo de informação”, finaliza Mouco.

De acordo com os últimos dados da Síntese de Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 10,4 milhões de pessoas moram sozinhas no Brasil, deste total 44,3%  têm 60 anos ou mais.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Residência vazia é sinônimo de alerta para a segurança

*Por Amilton Saraiva

Os criminosos estão sempre atentos a uma residência com poucos cuidados na segurança, mais ainda se ela estiver vazia e o período de férias escolares é um momento propício para a ação dos bandidos. Por isso, além de investir na segurança, é essencial que os moradores, inclusive de condomínios, estejam de olhos abertos nas dicas dos especialistas sobre esta questão.

Se for passar muito tempo fora, é importante deixar avisado o zelador e o porteiro, ressalta Saraiva | Foto: divulgação 
Para pessoas que moram em condomínios (sejam de casas ou apartamentos), a dica é evitar, ao máximo, divulgar o itinerário de sua viagem para os outros. Agir com discrição pode impedir que pessoas mal-intencionadas saibam que o lar está vazio. Se for passar muito tempo fora, é importante deixar avisado o zelador e o porteiro, e também deixar uma autorização com alguém no caso de alguma pessoa ou empregado precisar entrar no seu apartamento durante a ausência. Por mais que se confie em funcionários da residência, por exemplo, faxineira ou jardineiro, eles podem inocentemente comentar com alguém de fora, que pode não ser uma pessoa bem intencionada.

A portaria conhece a rotina do condomínio, e é muito difícil os profissionais desta área não perceberem a ausência de algum morador. Por isso, é recomendável que os porteiros sejam contratados através de uma empresa terceirizada confiável, que ofereça um treinamento especializado de atendimento, discrição e segurança preventiva. A empresa, profissional e especializada, realiza contratações após verificar o histórico profissional e pessoal do porteiro e também ao investigar possíveis antecedentes criminais, sua conduta e por indicação. Quando contratados diretamente pelo condomínio, geralmente a contratação não dispõe de todos esses recursos, aumentando o risco de maus profissionais adentrarem em um ambiente onde a segurança deveria ser prezada e mantida.

Como em toda e qualquer residência, a atenção deve ser intensificada também quanto ao fechamento correto de portas, grades e janelas, e objetos valiosos precisam ser colocados em um lugar seguro e longe de serem vistos facilmente, caso ocorra alguma invasão. Para prevenir a entrada indesejada de mal-intencionados, pode-se instalar um sistema de segurança 24h, com alarmes e circuito interno de câmeras. E ainda, não é indicado deixar a luz acesa durante o tempo em que estiver fora, porque na verdade pode ser uma evidência de que não há ninguém em casa, além de poder ser um gasto desnecessário de energia. É importante, também, pedir a um vizinho ou uma pessoa de confiança para visitar sua casa sempre que for possível. Isto indica que o lar não está vazio e engana os ladrões.

Os cuidados com a segurança durante as férias não devem ser apenas quanto a ações criminosas, é crucial também se certificar de que registros de água e gás, por exemplo, foram bem fechados, para assim evitar eventuais desperdícios e acidentes. Estes procedimentos de segurança garantem tranquilidade à família que irá curtir a viagem, sem ninguém precisar se preocupar se irá encontrar surpresas desagradáveis ao voltar.

*Amilton Saraiva é especialista em condomínios da GS Terceirização.


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Pediatra explica como manter as crianças seguras dentro e fora de casa

Da Redação

Nunca é demais lembrar a importância de manter as crianças seguras e protegidas, especialmente quando ainda são bebês e requerem mais atenção e cuidados, devido a sua dependência e dificuldade de expressar dor, sofrimento, além da falta de noção do perigo. Da escolha das roupas, passando por móveis, carrinhos e brinquedos, tudo precisa ser pensado para a sua segurança e conforto. O pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e autor do livro “Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses”, elaborou algumas dicas básicas para orientar pais e cuidadores.  

Andador causa mais malefícios que benefícios, alerta o pediatra Barros 
Roupas
Durante os primeiros meses de vida o bebê tem a pele mais sensível a processos alérgicos e, por isso, é indicado que suas roupas sejam de tecidos naturais e leves, como algodão, linho e lã (dependendo do clima).  Importante também evitar babados e laços que possam ser manuseados pela criança e se enrolar em mãos e pescoço. Considere também o tamanho ideal, para garantir a perfeita movimentação da criança.

Ainda sobre processos alérgicos é contraindicado o uso de amaciantes e outros produtos químicos com cheiro forte na lavagem das roupas das crianças.

Mobiliário
É preciso estar atento não apenas com o quarto do bebê, mas com a casa em geral, visto que ele cresce rápido e logo começa a explorar todos os cantos. Tudo o que tenha quina pontiaguda, especialmente de vidro, pode oferecer riscos (mesas, aparadores e cômodas, por exemplo). Se não for possível mudar os móveis é indicado colocar adaptadores de silicone especialmente desenvolvidos com esta finalidade para minimizar possíveis impactos. Evitar também deixar ao alcance os bibelôs e outros objetos decorativos de materiais quebráveis, como cerâmica, louça e vidro. E ainda, tampe tomadas com fitas adesivas ou protetores próprios para isso.

Dentro do quarto da criança evite excesso de prateleiras, tecidos e tapetes que possam acumular pó, incluindo cortinas pesadas. Dentro do berço, nada de bichos de pelúcia e cobertas cheias de babados e fitas que podem se enrolar na criança ou atrapalhar a sua mobilidade e respiração.

Brinquedos
A legislação do setor exige a identificação na embalagem sobre a idade recomendada para cada tipo de brinquedo e deve ser obedecida, porque considera não apenas o aproveitamento do brinquedo, mas as contraindicações, como a presença de peças pequenas que podem se soltar e serem engolidas, por exemplo. Mesmo assim, é preciso ficar atento até mesmo aos indicados e considerar a manutenção contínua. Olhos e botões de bichinhos, bem como rodinhas de carrinhos, são alguns itens para especial observação. Além de checar se o produto possui o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Carrinho do bebê
Cada fase da criança oferece um modelo de carrinho, mas é possível comprar um que se adapte ao maior número de fases. "Quando a criança está no primeiro mês e dorme junto aos pais o modelo "Moisés" pode ser indicado, mas depois é preciso considerar a introdução alimentar, a partir dos seis meses com acessório de inclinação para as refeições e cinto de três pontas, que prende todo o tronco do bebê e evita que ele escorregue ou tombe para frente.", explica o pediatra.

Andador
Apesar de projetado para estimular o andar, o andador causa mais malefícios que benefícios. Embora dê mobilidade à criança ele pode fazer com que ela se acomode sobre o conforto das rodas e não exercite o equilíbrio e a força necessários para andar corretamente. Além de viciar o corpinho em uma postura errada de tronco e pernas, ele ainda pode gerar acidentes ao permitir o deslocamento para locais onde possa cair, como escadas.

Cadeirinha para carro
A recomendação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) é enfática de que a cadeirinha no banco traseiro é indispensável do nascimento aos sete anos de idade. Ela deve ser usada sempre, mesmo para curtas distâncias, sendo o acessório essencial para a segurança da criança em casos de acidente. O modelo usado deve seguir a tabela de compatibilidade de idade e peso orientada pelo Contram.

Barros explica que todas as medidas indicadas não têm a intenção de limitar as descobertas da criança, mas de assegurar que ela experimente o mundo com segurança e bem-estar. "Os olhos e a atenção dos pais são os principais itens de segurança, mas não devem comprometer o desenvolvimento físico e emocional da criança", finaliza.


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