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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Apenas 38% dos bebês são alimentados exclusivamente pelo leite materno até os seis meses

Redação com Ag. do Rádio

O leite materno é um recurso natural que oferece todos os ingredientes necessários até os seis meses de vida do bebê. Atualmente, apenas 38% dos bebês são alimentados exclusivamente pelo leite materno até os seis meses de vida, e só 32% são amamentados até os 24 meses. A consultora nacional de Alimentação e Nutrição da Organização Pan-Americana da Saúde, Alice Medeiros, comenta as metas globais de nutrição, para mudar estes índices.

Amamentar fortalece o sistema imunológico do bebê | Foto: Freepik 

“Em 2012, na Assembleia Mundial da Saúde foi pactuado o que a gente chama de metas globais para nutrição até 2025, umas delas é um aleitamento materno até os seis meses de 50% das crianças. Então, a gente espera que os países membros atinjam essa meta de crianças amamentadas até os seis meses”, afirma Alice.

Além disso, amamentar a criança até os dois anos de idade ajuda no desenvolvimento do sistema imunológico, além de prevenir doenças e fortalecer os vínculos entre mãe e filho. A coordenadora da Saúde da Criança do Ministério da Saúde, Janine Ginani, reforça a importância de começar a amamentação na fase inicial da vida, para reduzir a mortalidade infantil por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos. 

“O aleitamento tem várias evidências científicas que demonstram a sua eficácia para combater várias doenças prevalentes na infância. Amamentar evita a mortalidade infantil, além de tudo evita questões que são recorrentes e que podem levar a mortalidade, como a diarreia e infecções respiratórias. Ela tem um impacto muito positivo na redução de alergias, isso tudo no contexto da criança”, explica Janine.

Um estudo publicado em 2016 pela revista The Lancet mostrou que 823 mil mortes de crianças e de 20 mil mães poderiam ser evitadas, por meio da amamentação em 75 países de baixa e média renda.

Para incentivar e informar os profissionais de saúde, pais e famílias sobre a melhor forma de apoiar o aleitamento materno, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disponibilizaram a nova orientação com dez passos para aumentar o apoio à amamentação nas unidades de saúde, que prestam serviços de maternidade para recém-nascidos.

“Tem os dez passos que foram reatualizados no começo de 2018, que são orientações para que os serviços de saúde saibam lidar e tratar, e que tenham normas específicas de como orientar, proteger e promover esse aleitamento materno, que vai desde orientar os pais quanto ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses, até orientar os profissionais de como lidar com essa família”, finaliza Alice.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Agosto dourado: amamentação do bebê prematuro deve ser incentivada

Redação

Desde 2017, agosto é considerado o mês do aleitamento materno, também conhecido como Agosto Dourado. O dourado faz alusão à definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o leite materno: alimento que vale ouro para a saúde dos bebês. Não por coincidência, a Semana Mundial de Aleitamento Materno de 2019 acontece entre 1º e 7 de agosto com o slogan "Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro!". Além disso, a  Associação Brasileira de Pais e Familiares de Bebês Prematuros - ONG Prematuridade.com reforça ainda o papel essencial que a amamentação e o leite materno têm para a saúde dos prematuros.

Theo nasceu prematuro com 24 semanas e 800 gramas, então, nos primeiros dias recebia o leite materno, por meio de uma sonda | Foto: divulgação

Mesmo a amamentação sendo uma grande aliada da saúde da criança devido aos seus inúmeros benefícios multifuncionais, que além de nutrição tem grande poder de prevenir doenças, de acordo com dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), as taxas mundiais de aleitamento materno ainda estão muito abaixo do ideal. A cada três crianças nascidas no mundo, duas não são alimentadas exclusivamente com leite materno até os seis meses. Porém, quando se trata de bebês prematuros, as dificuldades são ainda maiores.

Hoje, a prematuridade é a principal causa de mortalidade infantil no Brasil. O país é 10º no ranking mundial da prematuridade onde mais de 12% dos partos realizados são de prematuros. Então, a ONG Prematuridade.com reforça ainda que a amamentação influencia a qualidade de vida durante a primeira infância até a fase adulta, pois pode evitar doenças como diabetes e hipertensão, entre outras.

O leite materno das mães de prematuros é diferente do leite produzido pelas mães de bebês que nascem a termo, principalmente no que diz respeito à quantidade de proteínas, calorias e fatores de proteção da imunidade. A amamentação do prematuro, além de fortalecer o vínculo mãe-filho, muitas vezes abalado por longas permanências na UTI Neonatal, é responsável por favorecer a maturação gastrintestinal e aumentar o desempenho neuropsicomotor dessas crianças.

A diretora executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani, acredita que a amamentação de recém-nascidos prematuros é um desafio que exige muita dedicação e paciência por parte tanto das famílias, e aqui logicamente a mãe tem papel principal, quanto dos profissionais de saúde. "Todos, família e profissionais, precisam estar afetivamente disponíveis para que o aleitamento do prematuro aconteça, e isso significa empatia, doação de tempo, não desistir e realmente acreditar na importância daquele ato", afirma Denise.

Já o professor (IBCLC e UFRJ) Marcus Renato de Carvalho, editor do portal aleitamento.com, explica que o método canguru também pode ser aplicado nesta fase, aumentando ainda mais o vínculo da mãe com o bebê prematuro. "O cuidado mãe-canguru possibilita que o recém-nascido prematuro possa ser amamentado. Na impossibilidade, o contato pele-a-pele permite que a mãe produza mais leite e que o aleitamento materno seja possível de alguma maneira", explica.

Mãe do Theo, que nasceu prematuro com 24 semanas e 800 gramas, a arquiteta de 42 anos, Cândida Damasio, conta que sua gestação aconteceu de forma tranquila, mas que uma infecção assintomática, acelerou o parto. Cândida conta que no começo tinha pouco leite, tanto pelo parto no sexto mês de gravidez, quanto pelo choque do parto prematuro. Ela explica que ainda durante a internação, extraia o pouco colostro produzido com uma bombinha e que depois de sua alta, continuou a extração do leite materno na Sala de Coleta do hospital, de três em três horas, todos os dias.

Por muitas vezes ela teve vontade de desistir pelo desgaste da situação, por ainda produzir pouco leite e não poder amamentá-lo no colo, mas seguiu firme. Mesmo após várias complicações comuns aos prematuros, e com a perseverança na mãe, o Theo começou a receber o leite por meio de uma sonda especial, até que conseguiu sugar o peito da mãe com a ajuda da equipe de saúde da UTI neonatal, 93 dias depois do nascimento.

"Quem não está familiarizado com o universo da prematuridade, não tem a dimensão real das batalhas diárias que enfrentam os bebês e os pais de prematuros. É como vivenciar o stress de uma guerra, já que todos os dias acontecem pequenas intercorrências que nos assustam", comenta Cândida. Theo ficou quase cinco meses na UTI neonatal, mas continuava a ser amamentado pela mãe e, à noite, com a ajuda das enfermeiras, com o complemento de fórmula na mamadeira para ajudar na demanda necessária ao bebê. Em casa, ele foi amamentado pela mãe de três em três horas até os nove meses.

Para ajudar as mãe de prematuros na importante etapa da amamentação, a ONG Prematuridade listou dez dicas para o aleitamento materno de bebês pré-termo (prematuros):

1. Apesar de nem tudo correr como planejado, é preciso estar calma e ser perseverante, para que o bebê prematuro possa usufruir todos os benefícios da amamentação e se desenvolva com mais saúde.

2. As mamães não podem se esquecer da qualidade de sua alimentação, pois o bebê vai necessitar de gorduras, proteínas e outros componentes do leite. Então, é importante manter uma alimentação saudável. Também não se esqueça de beber muita água, no mínimo 2 litros por dia!

3. Tão logo seja possível, a equipe de profissionais de saúde deve estimular a mama da mãe, extraindo o colostro, de preferência nas primeiras 24 horas após o parto.

4. A ordenha pode ser feita com as mãos (solicite ajuda de um profissional na primeira ordenha e sempre que necessário) ou com uma bombinha (manual ou elétrica). Não tenha vergonha de procurar ajuda.

5. Faça a extração do leite com uma frequência aproximada de 3/3 horas, de seis a oito vezes por dia. No começo, a quantidade de leite que sai pode parecer pequena, mas não desista. Mantenha a ordenha do leite - quanto mais você ordenhar, mais leite vai produzir!

6. Tente não ficar mais de seis horas sem tirar leite. Quanto mais regulares forem as ordenhas, maior será a produção.

7. Já é possível encontrar bombinhas elétricas para comprar ou alugar, visando facilitar a retirada do leite em casa após a alta. Informe-se no próprio hospital.

8. Para os prematuros que não têm condições de sugar adequadamente, a equipe de saúde deve orientar sobre qual a melhor forma de oferecer o leite materno por outras vias: sonda, seringa ou copinho.

9. Com o passar dos dias, à medida que desenvolve os reflexos naturais de sucção e de deglutição, o bebê fica apto a alimentar-se por via oral. Daí cabe à equipe da UTI Neonatal avaliar a viabilidade do início da amamentação.

10. Já em casa, amamente exclusivamente, evite o uso de mamadeiras e chupetas. Se precisar sair de casa sem o bebê, peça para alguém oferecer seu leite ao bebê utilizando um copinho.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Pediatra fala sobre o consumo de leite de vaca e alergia

Da Redação

Notícia publicada no portal do Ministério da Saúde, em 7 de janeiro, informa que soluções a base de soja, de proteínas hidrolisadas e de aminoácidos serão subsidiadas pelo governo federal e distribuídas pelo SUS, para crianças até dois anos de idade com diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Essa proposta deve entrar em vigor em até 180 dias, ainda em 2019. O pediatra e homeopata Moises Chencinski comenta este fato e orienta como prevenir esta situação.

Pediatra ressalta a importância da amamentação até os dois anos de idade, para prevenir a alergia à proteína do leite de vaca | Foto: Freepik 
"A melhor forma de prevenção de APLV  é o aleitamento materno exclusivo desde a sala de parto, em livre-demanda, estendido até dois anos ou mais. O melhor 'tratamento' para lactentes com APLV é o aleitamento materno exclusivo (quando possível) associado à retirada de toda proteína do leite de vaca da alimentação da lactante (mãe), mantendo-se, assim, a amamentação com totais vantagens para o bebê", afirma Chencinski.

O médico comenta ainda que, antigamente, esta situação não era comum. E avalia as possíveis causas para tanta alergia ao leite da vaca:

1º As vacas podem ter mudado. Sua alimentação mudou. As vacinas, o acompanhamento, seu local de confinamento hoje são diferentes;

2º - O leite das vacas pode ter mudado. Se imaginarmos os pastos de hoje, com agrotóxicos, com fertilizantes e a composição das rações, podemos visualizar essa diferença;

3º - Nós podemos ter mudado. A cada década temos novas doenças aparecendo, novos remédios, alimentos novos, mais estímulos que nos diferenciam radicalmente da geração de nossos pais e de nossos avós.

Podemos ficar sem leite?
Segundo o pediatra, não dá para adequar as necessidades de cálcio (presente o leite) apenas na alimentação, sem o leite. Nesse caso, seria necessário recorrer às farmácias para suplementação medicamentosa.

O leite de vaca tem em 100 ml – 125 mg de cálcio / 66 calorias / 3,9 mg de gordura. Vegetais não têm e não oferecem a composição e os nutrientes obtidos de um leite de mamífero. Mesmo que a quantidade de cálcio contida nos "leites" de gergelim (875 mg em 100 gramas) e amêndoa (237 mg / 100 g) pudessem ajudar nessa oferta, a quantidade de gordura contida neles é imensa (gergelim- 50,4 g /100 g; amêndoas – 47,3 g /100 g) e as calorias também  (gergelim – 584 cal / 100 g; amêndoas - 581 cal / 100 g). Contas feitas sem contar a fração real de absorção (biodisponibilidade).

Assim, Chencinski recomenda que, em crianças com APLV, se tiver que ser feita a mudança da fonte de oferta de cálcio mais ampla, é fundamental:

1. Manter, sempre que possível, o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês  e complementado até dois anos ou mais, com restrição de leite e derivados da alimentação da lactante;

2. Não se "substitui" o leite de vaca por bebidas à base de vegetal;

3. Procurar o pediatra para uma orientação adequada;

4. Procurar a orientação de um nutricionista experiente na área para minimizar as deficiências provocadas pela mudança alimentar e para a adequação de nutrientes e micronutrientes da dieta da criança;

5. Não substituir leite de vaca por outros leites animais (cabra, égua, por exemplo), pois sua composição é semelhante aos da vaca;

6. "Leite" (bebida vegetal à base) de soja pode ser iniciado apenas após o sexto mês de vida (existe a isoflavona em sua composição que é uma substância que tem ação semelhante ao estrógeno – hormônio sexual feminino).

"Tanto meninos como meninas podem consumir "leite de soja", após o sexto mês, sob orientação e acompanhamento pediátricos adequados, e não há aumento de risco de aparecimento de mamas em homens ou câncer em mulheres (os medos mais comuns). Todo exagero é ruim e prejudicial. Por isso, é importante o cuidado. E o ‘leite’ de soja pode ser uma boa opção para crianças com APLV ou IL (Intolerância à lactose) acima dos seis meses", finaliza o médico.


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Famosas defendem amamentação em público

Da redação  

Na última quarta-feira (25), foi aprovada nos Estados Unidos uma lei que permite a amamentação pública em todos os 50 estados do país.  No Brasil, as mães podem amamentar seus filhos em locais públicos, apesar de muitas mulheres relatarem constrangimentos pelo ato.

Muitas famosas como, por exemplo, Ivete e Gisele defendem a amamentação em locais público | Fotos: Reprodução Instagram
Em defesa da amamentação pública, algumas mães famosas como a cantora Ivete Sangalo e a modelo Gisele Bündchen, por exemplo, já publicaram fotos mostrando esse momento tão especial da maternidade. Em 15 de julho, a modelo Mara Martin desfilou amamentando sua filha de cinco meses, durante o "Miami Swim Week", nos Estados Unidos. 

Modelo Mara Martin amamentou a filha durante desfile | Foto: Getty Images 
Vale lembrar que agosto é considerado o mês de conscientização sobre o aleitamento materno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde instituíram a semana de 1 a 7 de agosto como a Semana Mundial da Amamentação. O objetivo é incentivar o aleitamento materno e a criação de bancos de leite, para melhorar a qualidade de vida das crianças.



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A hora certa de amamentar é definida pelo bebê

Da redação

O universo da maternidade é cercado por muitas dúvidas. Uma delas é de quanto em quanto tempo a mãe deve amamentar o bebê para que ele seja saudável. A pediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Miquelina Lucia Santarsiere Etchebehere, explica que o aleitamento materno deve ser livre demanda, ou seja, feito sempre que o bebê tiver fome. 

Não deve existir uma preocupação com relação à quantidade de vezes da amamentação | Foto: Shutterstock
Muitas vezes, a insegurança das mães pode atrapalhar este ato e criar normas que não existem. A pediatra ressalta que com o aleitamento materno não pode, nem deve existir uma preocupação com relação à quantidade de vezes oferecidas. "Amamentar de três em três horas é apenas uma média de ingestão de alimento. Quando a criança chora, você pode dar de mamar".

De acordo com a médica, nem sempre o bebê chora por fome. "Tirando todos os desconfortos, como dores, temperatura, posição, se mesmo assim continuar chorando, a mãe deve amamentar", afirma. Mas alerta para que esse processo seja feito apenas quando o alimento for exclusivamente o leite materno. Alimentar com complemento ou leite artificial não deve ser livre demanda.

Segundo a especialista, oferecer o leite materno sempre que o bebê estiver com fome não traz nenhum risco ao peso ou mesmo de ocorrer uma sobrecarga de alimentação. Além disso, a  importância da amamentação é enfatizada pela pediatra, pois fortalece a relação entre mãe e filho e traz grandes benefícios à saúde de ambos. 

"A mãe volta ao peso de antes da gravidez mais rapidamente e a criança controla o peso. Já os bebês amamentados com mamadeiras tendem a ser mais obesos do que os alimentados com leite natural", afirma a médica.

Outro ponto importante neste processo, é que o leite natural é específico, com todas as vantagens possíveis, como a passagem de anticorpos à criança. 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Pediatras lançam consultório amigo da amamentação

Da redação

Médicos, inspirados numa recente publicação da Academia Americana de Pediatria, adaptaram a proposta americana para criar nos consultórios um ambiente de apoio à amamentação e, assim, lançaram a iniciativa Consultório Amigo da Amamentação, para que não apenas os pediatras, mas também obstetras, nutricionistas, psicólogas, entre outros especialistas que acompanham, com regularidade ou eventualmente, lactantes possam, em consonância com o tema da 25ª Semana Mundial de Aleitamento Materno (2017): “Proteger a amamentação: construindo alianças sem conflitos de interesse!”.

Profissionais de saúde precisam estar preparados para orientar as lactantes | Foto: Reprodução
Para o pediatra Marcus Renato de Carvalho, docente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina – UFRJ e responsável pelo portal aleitamento.com, todos os profissionais de saúde precisam estar preparados para orientar as lactantes em eventuais dúvidas.   

“Visto que mães e bebês são vistos com regularidade por profissionais de saúde em consultas periódicas, desde a gestação até os primeiros anos de vida, criam-se oportunidades ímpares de acolhimento e informação. Assim sendo, todos os profissionais de saúde precisam estar preparados para orientar, prevenir, diagnosticar e solucionar problemas relacionados ao aleitamento, acolhendo e ouvindo as mães em suas dificuldades e apoiando-as em suas decisões”, afirma Carvalho. 


Como fazer um Consultório Amigo da Amamentação?
  
1. Tenha uma política (norma) de promoção, proteção e apoio ao aleitamento que seja do conhecimento de todos que trabalham no consultório;

2. Conte com profissionais capacitados e atualizados periodicamente em manejo clínico da lactação e nas habilidades de aconselhamento;

3. Oriente sobre aleitamento, avaliação das mamas durante o pré-natal com recomendação de consulta da gestante e seus familiares com um pediatra no começo do último trimestre da gestação; 

4. Explique sobre as vantagens do parto normal com clampeamento tardio de cordão, contato pele-a-pele e amamentação na sala de parto e em livre-demanda e a importância do alojamento conjunto; 

5. Observe uma mamada durante as primeiras consultas e sempre que for necessário (Puericultura), ratificar as recomendações sobre aleitamento materno exclusivo até o 6º mês, e complementar até 2 anos ou mais, com introdução alimentar oportuna e desmame natural;

6. Informe às mães sobre a coleta e doação de leite materno, desde as primeiras consultas e como manter a amamentação na volta ao trabalho;

7. Indique, quando necessário, profissionais experientes (enfermagem, nutrição, fonoaudiologia, odontopediatria, psicologia...) na adesão e manutenção do aleitamento, bem como grupos de apoio éticos;

8. Estimule a amamentação na sala de espera e na sala de consulta, mas fornecer espaço privado, caso seja solicitado;

9. Não receber fórmulas infantis, mamadeiras e intermediários de silicone de representantes de indústrias e não promover a distribuição de fórmulas, brindes ou materiais informativos dessas empresas;

10. Conhecer e divulgar ações relacionadas ao estímulo do aleitamento materno, como a SMAM, direitos da lactante, leis que protejam a amamentação em público e oferecer fontes de consulta oficiais, reconhecidas e éticas para que os pais possam acessar.


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