Mostrando postagens com marcador olhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador olhos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Glaucoma: automedicação pode ser um “gatilho” para a doença

Redação

Coceira, irritação e vermelhidão nos olhos são comuns durante o verão, época em que a proliferação de bactérias e vírus é maior por conta do uso coletivo de piscinas e passeios ao ar livre. Quando esse tipo de problema surge, muitas pessoas recorrem à automedicação com colírios que algum conhecido usa e indica. Segundo o oftalmologista do Hospital 9 de Julho, Aníbal Mutti, o uso indevido desse medicamento pode elevar a pressão dos olhos e desencadear doenças graves como o glaucoma.

Para manter a saúde dos olhos, é importante olhar atentamente a data de validade dos cosméticos, que entram em contato direto com os olhos e não se automedicar | Foto: reprodução

O glaucoma é a doença ocular que mais causa cegueira irreversível no mundo. Portanto, o diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais. Existem mais de vinte tipos de glaucoma. O fator comum a todos eles é a atrofia do nervo óptico secundária e o aumento na pressão de dentro dos olhos (pressão intraocular - PIO), que ultrapassam o limite de resistência das células deste nervo.
"A pressão intraocular elevada, seja em picos ou de maneira constante, provoca um "esmagamento" do nervo, visível ao exame de fundo de olho", esclarece o especialista.

Mutti explica que, apesar da doença ter também fatores como diabetes, tendência genética e até catarata, a automedicação ainda é um gatilho relevante para desenvolver a doença. Para manter a saúde dos olhos e evitar infecções nas estruturas deste órgão tão sensível, o oftalmologista listou alguns cuidados importantes:

Higiene: lavar os olhos com soro para retirar as impurezas pode reduzir drasticamente as chances de contágio das doenças oculares. Além de lavar as mãos, antes de entrar em contato com os olhos. A higiene das pálpebras e da base dos cílios com xampu infantil ou produtos específicos para os olhos também são de grande ajuda na prevenção de infecções.

Descansar: fazer pausas durante o dia para reduzir o tempo de contato com celulares, computadores e demais eletrônicos. Nestes momentos, procurar olhar para o horizonte ou focalizar algum objeto distante.

Atenção com os produtos: olhar atentamente a data de validade dos cosméticos, que entram em contato direto com os olhos e não se automedicar.

Mutti ressalta a importância dos cuidados com os olhos: "Assim como qualquer outro órgão do corpo humano, os olhos merecem atenção e cuidado, como a visita periódica ao oftalmologista, lembrando que é uma das partes do corpo que está mais exposta a poluição e bactérias", finaliza o especialista.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Oftalmologista comenta erros comuns durante o uso de lentes de contato

Da Redação

As lentes de contatos são opções para substituir os óculos. Elas oferecem também proteção contra raios ultravioleta e mais liberdade na prática esportiva e na ida à academia. Porém, existem alguns passos importantes que devem ser seguidos, para evitar doenças oculares e insatisfações relacionadas à má adaptação.  Para prevenir essas complicações, a oftalmologista Thais Packer, da Johnson & Johnson Vision, comenta os descuidos mais comuns dos usuários e dá dicas para não cair nessas armadilhas.

Sempre coloque e retire as lentes em um ambiente limpo, após lavar e secar bem as mãos | Foto: reprodução
Comprar as lentes sem a indicação de um especialista
É verdade que as lentes de contato podem ser adquiridas com alguns cliques, pela internet. Mas antes de efetuar a compra, o primeiro passo deve ser a consulta com o especialista.  "O indicado é que o paciente tenha uma receita atualizada. Além disso, o médico é o responsável por realizar o exame oftalmológico completo do paciente e recomendar a lente de contato mais adequada às suas necessidades", afirma Thais.

Também na consulta, a pessoa deve realizar o teste de adaptação da lente nos olhos para verificar se estão atendendo às suas necessidades. É nesse momento que o especialista orientará o paciente como colocar, retirar e higienizar adequadamente suas lentes – esclarecendo todas as dúvidas.

Não tomar cuidado com o manuseio do produto
Quem nunca sentiu algum incômodo nos olhos durante o dia e resolveu tirar a lente de contato ali, no meio do trabalho ou na rua? Para a especialista, um dos erros mais comuns é fazer o manuseio inadequado das lentes sem lavar as mãos e sem utilizar a solução adequada para limpeza do produto. "Esse hábito aumenta o risco de complicações oculares", sinaliza a oftalmologista.

Por isso, a orientação é sempre colocar e retirar as lentes em um ambiente limpo, após lavar e secar bem as mãos - evitando toalhas felpudas que soltem fiapos de tecido. Para quem fica bastante tempo na rua e não quer carregar os produtos de limpeza e o estojo, uma boa alternativa é optar por lentes de descarte diário. Assim, se você precisar passar a noite fora, é só jogar a lente usada no lixo e a substituir por uma nova.

 Usar lentes que estão fora do prazo de validade
O que pode parecer uma economia de dinheiro, pode sair caro para a saúde. Quando retirada da embalagem, a lente fica exposta ao ar e ao ambiente e, se for usada além da recomendação do fabricante, perde a segurança de uso e a eficiência. Thais aponta que isso quer dizer que os olhos ficam suscetíveis a infecções, desconforto e piora da acuidade visual com as lentes. Por isso, ela indica que o usuário deve seguir à risca a indicação da embalagem e, depois disso, descartar no lixo.

"As lentes de descarte diário não podem ser reutilizadas e precisam ser descartadas ao final do dia. Já as opções de troca programada, como lentes de 14 dias, devem ter seu tempo contado a partir da abertura da embalagem. Por essa razão, é fundamental conversar com o médico sobre a sua rotina para escolher a forma de descarte ideal para você", reforça a especialista.

 Não tirar o produto antes de dormir
Já chegou em casa cansado, foi direto para cama e só percebeu que esqueceu de retirar as lentes de contato no dia seguinte? Mesmo em dias corridos, o recomendado pelos especialistas é sempre retirar a maquiagem e as lentes ao fim do dia. Caso o produto seja de troca programada, é fundamental fazer a limpeza com solução multipropósito própria para lentes e armazenar o produto no estojo. A oftalmologista reforça que não é recomendado dormir com lentes nos olhos.

Não trocar o estojo
Para lentes de troca programada, o estojo e a solução para lentes de contato são itens indispensáveis. Contudo, muitos usuários esquecem que o estojo necessita de cuidados ou podem contaminar as lentes. A especialista indica a higienização do recipiente com a mesma solução multipropósito utilizada para as lentes. Atenção para o prazo de troca do estojo a cada três meses de uso.

Para quem não tem tempo para todos esses cuidados, a especialista indica as lentes de descarte diário, porque são mais práticas e não exigem o cuidado de higienização das lentes e estojo.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

“Abril Marrom” alerta para os cuidados com a saúde dos olhos

Da Redação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 60% a 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados, por isso, a campanha “Abril Marrom” é destinada à conscientização da população para a prevenção da cegueira.  Segundo o IBGE, mais de 35 milhões de pessoas no Brasil possuem algum tipo de problema de visão, correspondendo a 19% da população brasileira. Aproximadamente 500 mil pessoas receberam o diagnóstico de cegueira.

Para manter a saúde dos olhos é essencial manter os exames oftalmológicos em dia | Foto: Freepik

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, associados à conscientização da população, são capazes de prevenir a cegueira e outras doenças oculares, que muitas vezes são silenciosas e, consequentemente, diagnosticadas em estado avançado ou até irreversível.

Para manter a saúde dos olhos é essencial manter os exames oftalmológicos em dia, conhecendo o histórico familiar de doenças oculares, protegendo os olhos de exposições excessivas à luz solar e artificial, e sempre usar lentes de alta qualidade adequadas à necessidade visual.

 A oftalmologista Alessia Braz, especialista em cirurgia refrativa e catarata, médica parceira da empresa Zeiss, aponta cinco dicas para prevenir problemas oculares:

Alimentação: consumir alimentos como cenouras, folhas verdes, ovos, frutas vermelhas, frutas cítricas e peixes ajuda a evitar problemas na visão. Para se beneficiar, mantenha uma alimentação balanceada e adequada à sua rotina, incluindo alguns desses alimentos nas refeições e nos lanches.

Exposição à luz: a constante exposição à luz azul violeta emitida por TVs, celulares, computadores, tablets e também por lâmpadas de LED pode causar danos irreversíveis aos olhos, por isso, é muito importante fazer pausas a cada 30 minutos de exposição. Para isso, cubra os olhos com as mãos (em formato de concha e sem apertar) e permaneça assim, com os olhos fechados, por cerca de 1 minuto.

Controle da diabetes: o descontrole do diabetes, que atinge 16 milhões de brasileiros segundo a OMS, pode causar bloqueio e rompimento do vaso sanguíneo dos olhos, chamado retinopatia diabética que, se não tratada, causa cegueira. Assim, é muito importante fazer o controle periódico da glicemia e seguir as orientações médicas para evitar danos à visão.

Exposição ao sol: o Brasil tem registrado alta incidência de raios ultravioletas (UV), segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). A exposição solar de forma intensa e acumulativa pode causar cegueira. Para auxiliar na proteção aos olhos, é necessário usar óculos de sol com lentes que tenham proteção aos raios ultravioletas.

Dormir: o sono inadequado pode contribuir para a fadiga ocular, causando irritação nos olhos, dificuldade para focalizar, secura ou lágrimas excessivas, visão turva e sensibilidade à luz. Para evitar esses problemas, procure dormir, no mínimo, sete horas contínuas e em ambiente com nenhuma ou baixa luminosidade todas as noites.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Lacrimejar com frequência é sinal de alerta

Da Redação

A principal função da lágrima é lubrificar e proteger os olhos. Elas são produzidas continuamente e drenadas por um canal chamado via lacrimal. Se esse sistema de drenagem estiver comprometido, ocorre o acúmulo da lágrima e, então, o lacrimejamento contínuo e excessivo, conforme explica o médico oculoplástico André Borba.

A obstrução da via lacrimal não escolhe idade | Foto: reprodução
Esse problema chama-se obstrução das vias lacrimais.  “As lágrimas são produzidas pela glândula Lacrimal, que fica anexa às pálpebras, e fluem ao longo da superfície do olho, até que sejam drenadas e escoadas até o nariz. Se houver um entupimento da via lacrimal, o paciente começará a lacrimejar continuamente”, explica Borba.

Olhos molhados e secreção também são sinais de alerta, além do lacrimejamento constante. O diagnóstico precoce é importante para evitar uma futura infecção por bactérias, causada pelo acúmulo de água.

“Algumas pessoas apresentam secreção ocular, dor e vermelhidão na região do canto interno do olho, próximo ao nariz. Isso quer dizer que a lágrima pode estar com bactérias e consequentemente representar um caso de infecção ”, alerta o médico. 

Vale ressaltar que a obstrução da via lacrimal não escolhe idade. Existe um alto índice em mulheres com mais de 50 anos, mas pode acometer até mesmo bebês. A obstrução pode ser congênita, ou seja, quando a criança já nasce com o canal entupido. Nesse caso, Borba ressalta que uma massagem pode resolver o problema.

“Essa massagem deve ser realizada na região do saco lacrimal e faz com que a pressão rompa a membrana de hasner - que deveria ter se rompida em torno do nono mês de gestação. Esta membrana funciona como uma válvula que impede que a lágrima escoe”, explica o oculoplástico.

Porém, em qualquer dos casos é importante procurar um especialista para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível. Se for um problema crônico, o tratamento é a cirurgia que se chama Dacriocistorrinostomia. A cirurgia permite a confecção de um novo canal entre o saco lacrimal e o nariz, permitindo o escoamento de maneira natural, e que a pessoa volte a ter sua vida normal.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Hábito de coçar os olhos pode aumentar o grau de astigmatismo

Da Redação

Coçar os olhos é uma prática bastante comum no dia a dia de qualquer indivíduo, mas o que poucos sabem é que este hábito, que parece ser inofensivo, pode agravar o grau de astigmatismo e até desenvolver o ceratocone, doença na qual o formato e espessura da córnea são afetados, de acordo com o oftalmologista e professor da Universidade de São Paulo (USP), Rony Preti, fundador do Preti Eye Institute.

A coceira nos olhos pode ocorrer por diversos fatores como condições climáticas (tempo seco), poluição e cansaço, além de quadros alérgicos | Foto: iStock 
"O astigmatismo é um dos vícios de refração, que se caracteriza como uma imperfeição na curvatura do olho, por este motivo, pacientes com esse quadro apresentam visão borrada ou distorcida. Quando coçamos os olhos com muita frequência, a córnea pode ser afetada, sofrendo alterações e desenvolvendo ou agravando o grau de astigmatismo. Situações como esta são bastante comuns em crianças e adolescentes, que, na maioria das vezes, já apresentam um quadro de alergia, o que os leva a coçar os olhos, por isso, é importante que pais ou responsáveis fiquem sempre atentos", ressalta Preti.

Além do risco de desenvolver doenças oculares, esfregar os olhos favorece o contato entre micro-organismos presentes nas mãos e nos olhos, podendo causar infecções e irritações oculares, como, por exemplo, a conjuntivite bacteriana. A coceira nos olhos pode ocorrer por diversos fatores como condições climáticas (tempo seco), poluição e cansaço, além de quadros alérgicos.

De acordo com o especialista, esfregar os olhos regularmente pode provocar o descolamento de retina. "O descolamento acontece quando o humor vítreo, substância gelatinosa e viscosa que preenche a porção entre o cristalino e a retina, escapa do seu local de origem, causando a rasgadura da retina, acumulando a substância entre a retina e o fundo do olho. Nesta situação, parte da retina acaba não tendo contato com a camada de vasos sanguíneos, localizada no fundo do olho, o que faz com que deixe de receber a quantidade de sangue e oxigênio necessários, causando, assim, a morte dos tecidos e até cegueira", diz.

Existem algumas medidas preventivas para que a vontade de coçar os olhos não prejudique a saúde ocular: fazer compressas com água ou chá de calêndula ou camomila gelados, higienizar os olhos com soro fisiológico, utilizar colírios antialérgicos ou lubrificantes, conforme orientação méica, descansar a vista, desviando algumas vezes o olhar ao utilizar aparelhos eletrônicos, e piscar os olhos com frequência, para evitar que o olho fique seco.



quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Crianças pequenas são as mais afetadas por queimaduras químicas nos olhos

Da Redação

Crianças de um a dois anos estão em maior risco de queimar os olhos com produtos químicos, apesar de existir a crença de que os adultos em idade laboral eram os mais expostos a esse tipo de lesão ocular grave, segundo a última pesquisa  da JAMA Ophthalmology de saúde pública.

As lesões nos olhos das crianças podem ser evitadas, se os produtos de limpeza forem armazenados adequadamente | Foto: reprodução 

O oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO) comenta o estudo.  “As descobertas, divulgadas no JAMA Ophthalmology, destacam a necessidade de educar o público sobre o que parece ser evitável e potencialmente causador de lesões permanentes. As fábricas e empresas onde os produtos químicos perigosos estão em uso possuem precauções contra incidentes, como óculos de segurança e tratamentos, como estações de lavagem de olhos. Acredita-se que este estudo seja o primeiro a salientar que as crianças estão realmente em risco”.

Segundo os autores do estudo, essas lesões em crianças são terríveis e podem ser evitadas, pois ocorrem principalmente por causa de produtos de limpeza domésticos armazenados incorretamente.

“As queimaduras químicas dos olhos estão entre as lesões oculares mais críticas e graves porque continuam a queimar o olho, após o contato e podem danificar as estruturas internas de forma irreparável’”, ressalta o oftalmologista.
Acredita-se que o estudo seja o primeiro a usar uma amostra nacional em todas as faixas etárias. Para a pesquisa, os autores analisaram quatro anos de dados das amostras do Departamento de Emergência Nacional, que inclui informações de cerca de 30 milhões de visitas anuais de emergência de mais de 900 hospitais nos Estados Unidos.  Entre 2010 e 2013, houve mais de 144 mil consultas de emergência relacionadas a queimaduras oculares químicas em todo o país. As lesões mais comumente ocorriam em casa, eram mais comuns entre aqueles na metade inferior da escala de renda e eram mais propensas de ocorrer no Sul.

“As lesões eram mais comuns entre as crianças de um e dois anos. Crianças de um ano são duas vezes mais propensas a sofrerem queimaduras oculares do que as crianças de dois  anos. As lesões em jovens caem substancialmente depois que as crianças têm idade suficiente para entender os perigos; com um ano de idade são 13 vezes mais prováveis de queimar os olhos do que aos sete anos de idade”, diz o médico.
Os autores defendem que a chave para reduzir essas lesões é manter produtos de limpeza doméstica e outros produtos químicos - principalmente produtos em garrafas de pulverização - fora do alcance de crianças pequenas.

Os tipos mais comuns de lesões em crianças pequenas são causadas por agentes alcalinos - comumente encontrados em produtos de limpeza - e não de ácidos, como bateria e ácidos sulfúricos. Os agentes alcalinos tendem a causar mais danos, porque as queimaduras continuam causando lesões por mais tempo nos olhos. Se alguém tiver contato com esses produtos químicos nos olhos  deve imediatamente lavá-los com água, algo que pode ser feito jogando a água da torneira sobre os olhos por muitos minutos”, destaca Lucca.

Enquanto as crianças de um ano e dois têm as maiores taxas de queimaduras oculares químicas por ano, individualmente, as pessoas em idade laboral ainda estão em alto risco. Os jovens de 20-29 anos têm as taxas mais altas, seguidas dos de 30-39 anos, 40-49 anos e 0-9 anos de idade. Isso mostra que ainda há margem para melhorias nos locais de trabalho.

As queimaduras oculares químicas são um problema considerável nos Estados Unidos. A pesquisa mostra que as estratégias de prevenção específicas para cada idade precisam ser postas em prática para manter as pessoas seguras contra lesões devastadoras.


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Excesso de exposição às telas eletrônicas causa danos à saúde ocular também das crianças

Da Redação

O oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares, comenta a epidemia mundial de miopia. “Um novo estudo, publicado na Ophthalmology,  revista da Academia Americana de Oftalmologia, oferece mais evidências de que pelo menos parte do aumento mundial da miopia tem a ver com atividades relacionadas ao trabalho; não apenas ao uso de telas, mas também ao de livros tradicionais. E que passar tempo ao ar livre, especialmente na primeira infância - pode retardar a progressão da miopia”, afirma.

Depois de completarem um nível em um videogame, peça que olhem pela janela por 20 segundos, orienta a oftalmologista Maria José | Foto: Freepik
Ainda não está claro se o aumento da miopia deve-se ao foco em smartphones o tempo todo ou à luz interagindo com nossos ritmos circadianos, para influenciar o crescimento dos olhos ou a nenhum dos itens anteriores.

 Enquanto os pesquisadores buscam uma resposta definitiva, não há dúvida de que a maioria dos usuários de computador experimenta a fadiga ocular digital. “As crianças não são diferentes dos adultos quando se trata de fadiga ocular digital. Elas também apresentam olho seco, cansaço visual, dores de cabeça e visão embaçada. Embora os sintomas sejam tipicamente temporários, eles podem ser frequentes e persistentes”, alerta a oftalmologista do IMO, Maria José Carrari.

 Mas isso não significa que  elas  precisam de uma receita para óculos de computador ou que tenham desenvolvido uma condição ocular de meia-idade que requer óculos de leitura, como alguns sugerem, mas “significa que elas precisam fazer pausas mais frequentes. Isso ocorre porque não piscamos com tanta frequência ao usar computadores e outros dispositivos digitais”, alerta a oftalmologista. Com isso, os oftalmologistas recomendam uma pausa de 20 segundos a cada 20 minutos de trabalho.

Dicas para ajudar a proteger os olhos das crianças da fadiga ocular do computador:

1 - Use um temporizador de cozinha ou um temporizador de dispositivo inteligente para lembrá-las de fazer pausas;
2 - Oriente-as a alternar a leitura de um e-book com um livro real e incentive as crianças a olharem para cima e para fora da janela a cada dois capítulos;
3 - Depois de completarem um nível em um videogame, peça que olhem pela janela por 20 segundos;
4 - Marque previamente os livros com um clipe de papel, em intervalos, de alguns capítulos, para lembrar as crianças de fazerem pausas.  Em um e-book, use a função “bookmark” para o mesmo efeito;
5 - Oriente-as a não usar o computador fora ou em áreas muito iluminadas, pois o brilho na tela pode criar tensão ocular;
6 - Ajuste o brilho e o contraste da tela do computador para que fique confortável para o usuário;
7 - Oriente as crianças sobre a boa postura ao usar um computador;
8 - Incentive-as o a manter a mídia digital mais distante possível dos olhos;
9 - Lembre-as de piscar ao fazer uso de telas.
10 - Ofereça opções de atividades não ligadas a computador, de preferência, exercícios físicos, esportes, etc.


terça-feira, 30 de outubro de 2018

Smartphones e computadores aceleram envelhecimento da visão

Da Redação

Problemas oculares relacionados à predisposição genética podem se manifestar em diferentes períodos da vida, independentemente da faixa etária do indivíduo. No entanto, ao se aproximar dos 40, é comum que algumas complicações surjam, devido ao envelhecimento natural da visão – enfraquecimento dos músculos dos olhos e perda de elasticidade. De acordo com o oftalmologista Mário Filippo, da COI, entre os fatores que potencializam esses prejuízos e podem até mesmo antecipá-los estão: uso excessivo de aparelhos eletrônicos, dietas inadequadas e ausência de proteção contra o sol.

Quem utiliza muito o computador ou smartphone, deve olhar em direção ao horizonte, de hora em hora, para relaxar a musculatura e criar o hábito de hidratar os olhos, orienta Filippo | Foto: Freepik 
Com o passar dos anos, a musculatura da visão perde sua tonicidade e a contração da lente natural dos olhos, o cristalino, começa a ser prejudicada. "Isso causa o que é popularmente conhecido como 'síndrome do braço-curto', ou seja, quando as pessoas têm de afastar os objetos para conseguir enxergá-los ou ler alguma coisa", explica Filippo. Denominado presbiopia, esse fenômeno tem início, de maneira geral, a partir dos 40 anos de idade.

O uso constante de celulares e computadores, no entanto, pode antecipar a chegada desse tipo de problema. "Ao manter o foco em telas de aparelhos eletrônicos por longos períodos de tempo, os músculos oculares ficam muito tempo contraídos, e a recorrência desse hábito pode predispor à miopia em crianças e adolescentes", diz o especialista. Não à toa, um estudo publicado pela Associação Americana de Oftalmologia (AAO) aponta que aproximadamente 5 bilhões de pessoas terão algum tipo de problema na visão até 2050 – o que equivalerá a metade da população mundial.

Além disso, ficar muito tempo vidrado nas telas faz com que se pisque menos e reduz a lubrificação, causando secura – ainda mais para quem trabalha com o ar-condicionado ligado o dia inteiro. A recomendação de Filippo é que, de hora em hora, o indivíduo desfoque dos gadgets e olhe em direção ao horizonte para relaxar a musculatura e crie o costume de hidratar mais os olhos, por meio do uso de colírios lubrificantes ou lágrimas artificiais.

Outros maus hábitos

Má alimentação, diabetes, tabagismo e exposição ao sol sem proteção também podem causar o surgimento ou agravar quadros de doenças relacionadas à visão, sobretudo para quem já atingiu a marca dos 50 anos, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), que causa a perda progressiva da visão central e pode levar à cegueira. Para se prevenir, é recomendável buscar uma dieta balanceada, evitar o tabagismo, utilizar óculos de sol e, uma vez que pertença à faixa etária de risco, ir ao oftalmologista ao menos uma vez por ano: "O quanto antes um problema de saúde é identificado, melhor será o prognóstico", lembra Filippo.



quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Síndrome do olho seco atinge mais as mulheres

Da Redação

A lágrima é responsável pela lubrificação e proteção dos nossos olhos e qualquer disfunção que interfira na sua qualidade ou produção pode desencadear o olho seco. O problema é tão importante que já tem uma data para marcar o assunto: 6 de outubro é o Dia Nacional de Conscientização do Olho Seco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a síndrome do olho seco atinge mais as mulheres, na proporção de três para cada homem.

Desconforto nos olhos é um dos sintomas | Imagem: divulgação 
A doença é consequente de fatores ambientais, ou comportamentais e pode se tornar uma doença crônica, chamada de síndrome do olho seco, que causa bastante desconforto e pode comprometer atividades simples do dia a dia. Isso ocorre porque o filme lacrimal natural tem a função de manter a umidade e lubrificação dos olhos, fornecendo hidratação, nutriente e oxigênio à córnea, protegendo-a contra infecções.

Dentre alguns dos fatores associados à doença crônica estão: alterações hormonais ao longo da vida, especialmente na menopausa; traumas por queimaduras químicas; uso de determinados medicamentos; idade avançada; uso de lentes de contato, além de doenças reumatológicas.

O oftalmologista Marcelo Netto, professor e doutor em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo (Usp), explica que “existem pessoas que apresentam deficiência na produção lacrimal e não conseguem produzir a quantidade adequada de lágrima, mas na grande maioria dos casos o sintoma do olho seco ocorre por agentes externos e ambientais. Os sintomas nos dois casos é ardor, irritação e vermelhidão, sendo que nos casos de doença crônica ocorre também a dificuldade para movimentar as pálpebras”, explica.

Aqueles que são diagnosticados com a síndrome do olho seco precisam de acompanhamento oftalmológico frequente, com tratamentos especiais a base de colírios e alguns procedimentos invasivos para a manutenção da hidratação, evitando que lesões na córnea comprometam a visão de forma temporária ou mesmo definitiva.

Para os casos mais simples de sintomas esporádicos por fatores ambientais, o tratamento consiste basicamente no uso de lágrimas artificiais ao longo do dia, além de mudança de hábitos nocivos que propiciam a desidratação dos olhos.

“As lágrimas artificiais são colírios com funções especificas de proteção dos olhos, que equilibram o filme lacrimal e suas camadas contra a evaporação da lágrima”, explica o médico.

Cada colírio nesta categoria possui uma composição específica. Alguns colírios combinam dois importantes agentes, o ácido hialurônico e a carboximetilcelulose, substâncias que ajudam a lubrificar e a hidratar os olhos oferecendo mais conforto ocular e alívio de longa duração.

A prevenção do olho seco está em ações simples, como descanso dos olhos ao longo do dia, especialmente em relação ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos (celular, computador, televisão), higienização dos olhos contra poluentes do ar, entre outros. Mas o especialista faz um alerta: “Mesmo que não haja necessidade de prescrição médica para o uso de colírios, recomenda-se a consulta periódica com o oftalmologista para a identificação da frequência dos sintomas, fatores desencadeantes e identificação precoce dos casos da doença, antes de ela cronificar", finaliza o médico.


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Exame de fundo de olho pode detectar diversos problemas no organismo

Da redação 

Indicado para diagnosticar e acompanhar doenças oculares como o glaucoma, problemas do nervo óptico e da retina, o exame de fundo de olho, chamado também de fundoscopia, oftalmoscopia ou mapeamento de retina, pode revelar outras doenças crônicas, do sangue, infecciosas e neurológicas. Isso porque, o fundo de olho mostra a situação das artérias, veias e nervos do corpo humano, o que possibilita  avaliar a saúde do organismo de maneira geral.

Doenças infecciosas, leucemia e linfoma, por exemplo, também podem ser identificados, por meio do exame de fundo de olho | Foto: reprodução 
Diabetes e hipertensão, consideradas crônicas e silenciosas, porque, na maioria das vezes, não apresentam sintomas, estão entre as doenças detectadas.  No entanto, quando chegam aos olhos, é sinal que estão em estágio avançado. Neste caso, o exame de fundo de olho ajuda no acompanhamento clínico, avalia o risco de um acidente vascular ou outras complicações sistêmicas.

Sífilis, aids e toxoplasmose, doenças infecciosas, leucemia e linfoma, do sangue, e tumor na cabeça também podem ser identificados, por meio do exame de fundo de olho, solicitado tanto por um oftalmologista como por outros médicos, segundo o médico especialista em retina do Hospital de Olhos (H. Olhos), Renato Magalhães Passos.

 “O exame de fundo de olho é um meio prático e fácil de avaliar a situação clínica de vários órgãos. Pode ser feito em pessoas de qualquer idade, inclusive bebês, prematuros ou não, cujas mães sofreram infecções durante a gestação”, comenta Passos. O médico ressalta ainda que “pessoas portadoras de miopia também merecem uma avaliação rigorosa do fundo de olho, pois podem apresentar lesões assintomáticas, que aumentam a chance de descolamento de retina, quando não detectadas e tratadas precocemente”.

Envelhecimento 
No envelhecimento, o exame é indicado para detectar o surgimento de drusas – depósitos de cristais brancos ou levemente amarelados – na retina, que podem levar à cegueira. “As degenerações maculares, como são conhecidas as lesões na região central da retina, também são identificadas pela avaliação do fundo de olho. Apesar de irreversíveis, se diagnosticadas precocemente, têm tratamento”, complementa o médico.

Como é feito?
Há dois tipos de exames de fundo de olho. O direto é realizado com aparelho simples e portátil, proporciona imagem ampliada quinze vezes maior, mas com restrito campo de visão. O indireto demanda equipamentos mais complexos, garantindo uma imagem com ampliação menor, porém, com visualização mais ampla da retina, inclusive da sua periferia.

“É fundamental destacar que o exame é importante para todas as faixas etárias. As pessoas devem estar conscientes sobre a importância do cuidado com os olhos, e de realizar uma visita anual ao oftalmologista. Por meio de um exame simples, como a fundoscopia, diversas doenças podem ser prevenidas, controladas, e até curadas”, finaliza Passos.



terça-feira, 27 de março de 2018

Saiba como prevenir a irritação ocular

Da redação

Quem passa muitas horas diante do computador, smartphone ou dos livros costuma enfrentar períodos de irritação e ressecamento ocular. Lágrimas artificiais ajudam a controlar o problema, mas apenas temporariamente. Portanto, vale a pena seguir algumas recomendações do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, para ter olhos sempre saudáveis.


Lágrimas artificiais ajudam a controlar o problema | Foto: reprodução 
Condicione-se a piscar mais frequentemente
 “As pessoas piscam entre 14 e 18 vezes por minuto. O piscar promove uma limpeza de toda sujeira e oleosidade depositada na superfície dos olhos e os mantém hidratados. O problema é que, diante de um computador, de um livro, da TV ou de algum outro acessório tecnológico, as pessoas acabam piscando muito menos. Aos poucos passam a sofrer com o ressecamento dos olhos e a irritação desencadeada pelo acúmulo de sujeira. Uma boa ideia é recorrer a aplicativos de celular que alertam para a necessidade de piscar. Ou ainda se programar para fazer pausas a cada 60 minutos e piscar durante 20 segundos”, recomenda Neves.

Evite vento no rosto 
De acordo com o oftalmologista, não importa ser o vento é do  ventilador, ar-condicionado, ou mesmo do secador de cabelo,  o vento resseca a superfície dos olhos mais do que o normal. “As lágrimas têm também anticorpos e proteínas de defesa que são muito importantes no combate a bactérias oportunistas. Sendo assim, quem vai sair num dia de muito vento deve, no mínimo, estar bem protegida com óculos de sol”, ressalta.

Coma mais peixes e nozes
“As lágrimas têm óleos análogos ao ômega-3 e ao ômega-6, que são ácidos graxos. Se a pessoa tem tendência ao ressecamento dos olhos, terá também uma deficiência dessas substâncias que precisa ser compensada. O ideal, neste caso, é mudar o hábito alimentar, incluindo mais peixes e nozes (castanha-do-pará, castanha-de-caju, amêndoas, amendoim etc.) à alimentação diária. Em caso de intolerância, uma alternativa é recorrer aos suplementos – sempre com recomendação do oftalmologista”, diz Neves.

Tenha mais cuidado com os olhos
A rotina diária de cuidado com os olhos  inclui lavar bem as mãos antes de tocar nos olhos, manter sempre óculos e lentes de contato devidamente higienizados, jamais dormir com as lentes de contato, evitar exposição ao sol sem proteção de óculos escuros, evitar mergulhar em águas não tratadas ou muito povoadas, segundo o oftalmologista. “Mas a recomendação principal é sempre buscar um serviço especializado em caso de algum mal-estar visual, vermelhidão e irritação prolongada”, finaliza Neves.




quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Tempo excessivo em frente às telas eletrônicas pode causar danos à saúde

Uma boa saúde começa com pequenos cuidados e hábitos que fazem parte do dia a dia, alerta o médico, consultor e especialista em saúde corporativa,  Ricardo De Marchi. O número de horas em frente às telas de computadores, celulares e televisões tem crescido exponencialmente e, com isso, a saúde pode sofrer as consequências.

Deixe o smartphone na altura da cabeça. Uso errado (foto) sobrecarrega a cervical | Foto: Reprodução
As queixas são diversas: visão cansada, com diminuição da acuidade, irritação, dor, entre outros. "Cuidados com os olhos devem ser levados a sério. Ter a sensação de areia ou secura nos olhos têm diferentes causas", explica o médico.

O especialista cita dicas que podem ser úteis nesse cenário de utilização crescente de computadores ou smartphones:

Ajuste a tela
A ideia é que o ângulo na altura correta não faça você ficar com os olhos arregalados, o que contribui ao ressecamento. E no caso dos smartphones traga-o para a altura da cabeça, evitando a inclinação e sobrecarga da cervical.

Pisque os olhos mais vezes
Quando tiver fazendo qualquer atividade no computador, procure fazer algumas pausas e desviar os olhos da tela. Pisque várias vezes seguidas, isso lubrifica naturalmente os olhos e aliviará o ressecamento.

Regule o brilho
O brilho da tela em excesso contribui e pode causar cansaço nos olhos, então reduza o brilho e deixe o mais confortável possível não tão claro, nem tão escuro.
  
Consulte o médico
Ao sinal de desconforto e irritação constante, visite um oftalmologista. Ele será seu aliado em aconselhar o melhor tratamento, ou faça uma vez por ano um check-up ocular.  De Marchi alerta para o uso de colírio, que deve ser apenas aquele receitado pelo oftalmologista. E ressalta: "o uso de colírios sem orientação médica pode até piorar o problema e, por isso, deve se evitar a automedicação".

Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...