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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Câncer de colo do útero: dados alarmantes pedem atenção

*Por Karina Tafner

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 80% da população mundial será acometida por pelo menos um dos tipos de HPV ao longo da vida, e mais de 630 milhões de homens e mulheres (1:10 pessoas) estão infectados. No Brasil, acredita-se que haja de 9 a 10 milhões de infectados por esse vírus e que, a cada ano, 700 mil novos casos ocorram.

"A realização de exames preventivos, como o Papanicolau, aumenta as chances de um diagnóstico precoce e de cura", ressalta a ginecologista Karine Tafner | Foto: divulgação 
Segundo o Inca, aproximadamente uma mulher morre a cada 60 minutos de câncer de colo de útero no Brasil: são 16.370 mil novos casos e 8.079 mortes a cada ano. O câncer de colo de útero é o 3º mais comum entre mulheres no Brasil. Estima-se que para cada ano do biênio 2018/2019 haverá um risco de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres.

Diante deste cenário alarmante, é fundamental conhecer e prevenir a doença. De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o câncer de colo do útero tem início com alterações na região cervical chamadas de neoplasia intraepitelial cervical (NIC). Essa neoplasia no útero tem como característica um desenvolvimento lento, que sofre interferências da angiogênese do colo do útero (quando as células tumorais estimulam a formação dos novos vasos sanguíneos necessários para o fornecimento dos nutrientes essenciais para seu crescimento acelerado).

O câncer de colo do útero pode ser dos seguintes tipos: carcinoma de células escamosas, que representa 70 a 80% dos casos; adenocarcinoma, de células pequenas e o sarcoma uterino, que é um tumor formado a partir de músculos, gorduras e tecidos fibrosos. Esse tipo de câncer uterino geralmente é descoberto quando já está em um estágio avançado. A realização de exames preventivos, como o Papanicolau, aumenta as chances de um diagnóstico precoce e de cura. A colposcopia e a biópsia são exames que também podem ser realizados para o diagnóstico.

Para o tratamento do câncer de colo do útero podem ser realizados três tipos de procedimentos: cirurgia (tais como a criocirurgia, cirurgia a laser, conização, histerectomia, traquelectomia, extração pélvica ou dissecção dos linfonodos pélvicos), quimioterapia e radioterapia. A vacinação preventiva está disponível para a população pelo SUS para meninas de 9 a 14 anos. O câncer de colo de útero tem quase 100% de prevenção com vacinação, diagnóstico e tratamento.

* Karina Tafner é ginecologista e bbstetra; médica Assistente do ambulatório de Reprodução Assistida da Santa Casa (FCMSCSP); especialista em Endocrinologia Ginecológica e Reprodução Humana pela Santa Casa; Especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Dor na pelve: ginecologista explica quando é necessário buscar ajuda

Redação

Há uma série de fatores que podem desencadear dor na região pélvica ("pé da barriga”): problemas ortopédicos, intestinais, urológicos, doenças inflamatórias e até mesmo endometriose. Segundo a ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, Bárbara Murayama, caso a dor persista por mais de duas semanas, ou piore rapidamente, é preciso buscar avaliação médica.

 Caso a dor persista por mais de duas semanas, ou piore rapidamente, é preciso buscar avaliação médica | Imagem: reprodução

A pelve é uma área ligada a diversos sistemas do corpo e, por isso, quando apresenta sintomas persistentes ou graves, é preciso fazer uma investigação diagnóstica mais detalhada. Além de eventuais problemas intestinais ou ortopédicos, por exemplo, no âmbito ginecológico há pelo menos duas grandes possibilidades: as causas inflamatórias, cuja origem geralmente está ligada a alguma Doença Sexualmente Transmissível (DST); e a endometriose (doença que se caracteriza pela presença do endométrio - tecido que reveste o útero - fora da cavidade uterina).

"A endometriose é uma das mais importantes causas de dor pélvica com origem ginecológica, pois atinge uma a cada dez mulheres. E, tão importante quanto cuidar do sintoma, é preciso tratar a doença que pode levar à infertilidade feminina", afirma a especialista.

No caso específico da endometriose, a cólica menstrual com piora progressiva, dor na relação sexual e infertilidade são os principais indicadores da doença.

Tratamentos

Quando a dor pélvica tem origem inflamatória, normalmente com base nas DSTs, a opção terapêutica dependerá do tipo de agente causador do problema, mas normalmente é medicamentosa.

Já no caso de endometriose, são analisadas a complexidade, o local das lesões e a intensidade dos sintomas. "Podemos encontrar focos de endometriose não apenas no útero, mas também no intestino, sistema urinário, músculo diafragma que faz parte do processo de respiração ou mesmo no pulmão e, hoje, cada dia mais temos descoberto endometriose em nervos pélvicos. O tratamento envolve uma parte clínica para controle dos sintomas, pode envolver cirurgia em algum momento da trajetória de endometriose da vida da mulher. A boa notícia é que hoje já é possível tratá-la com opções minimamente invasivas", conta a ginecologista.

A mais moderna tecnologia de tratamento cirúrgico para endometriose é a cirurgia robótica. Nela, o médico opera de um console semelhante a um joystick e, assim, como a videolaparoscopia convencional oferece um procedimento seguro e de qualidade, mas com alta tecnologia.

"Com a robótica conseguimos ter visão 3D, o robô nos dá maior precisão cirúrgica, tudo isso agrega valor para atingir o grande objetivo que é fornecer qualidade de vida para as pacientes", finaliza Bárbara.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Reposição hormonal: quando e por que fazer

*Por Karina Tafner

Há um determinado período da vida em que mulheres e homens começam a ter sintomas bem desconfortáveis. Este período é chamado de menopausa (para a mulher) e andropausa (para o homem), e caracteriza a queda das taxas dos hormônios sexuais. Na menopausa, há o término dos ciclos menstruais e ovulatórios em mulheres entre os 45 e 55 anos, enquanto na andropausa, há diminuição progressiva da produção de testosterona em homens, após os 50 anos.

"Para amenizar os sintomas da andropausa e da menopausa, é possível realizar a reposição hormonal", comenta a ginecologista Karina Tafner | Foto: divulgação 

A menopausa na mulher, como ocorre uma diminuição abrupta dos níveis de estradiol, tende a ser muito sintomática (fogachos, ondas de calor, ressecamento vaginal), enquanto no homem (andropausa) ocorre uma diminuição mais lenta dos níveis de testosterona, resultando em sintomas mais leves como cansaço e fadiga.

Quando a menopausa e andropausa ocorrem antes da idade esperada, tem-se um quadro que denominamos "precoce". Isto pode ocorrer por algum processo "destrutivo" nas gônadas (ovário e testículo) e podem decorrer de quadros infecciosos/inflamatórios ou até mesmo serem autoimunes, quando existem anticorpos que passam a "atacar" a glândula.

Para amenizar os sintomas da andropausa e da menopausa, é possível realizar a reposição hormonal. Nas mulheres, o tratamento consiste na reposição do estrógeno, que pode ser por via transdérmica (gel ou adesivo) ou oral, combinado ou não a progesterona (naquelas mulheres não histerectomizadas, ou seja, que possuem útero). Nos homens, a reposição é feita com testosterona, que pode ser por diferentes vias.

Com a reposição hormonal, as mulheres sentem a diminuição destes sintomas desconfortáveis, além de minimizar problemas comuns do período como mal estar, perda cognitiva (algumas mulheres queixam-se de perda de memória, piora da depressão e ansiedade) e perda de massa óssea (osso vai ficando mais fraco – osteoporose). Já os homens que fazem a reposição hormonal apresentam melhora na disposição e aumento da libido.

Vale lembrar que não são todas as mulheres que teriam a indicação de fazer reposição hormonal na menopausa. Normalmente, o ginecologista faz uma análise minuciosa de cada caso para indicar ou não a terapia de reposição hormonal após a menopausa. Além disso, como em todo tratamento médico, há efeitos colaterais. Dentre eles, destacam-se aumento do endométrio (efeito minimizado com uso da progesterona), aumento de triglicérides (apenas com a via oral de estrógeno), retenção de líquido e aumento da pressão arterial (mais comuns também com a via oral). Por isso, o tratamento deve ser sempre indicado e acompanhado por especialista da área.

*Karina Tafner é ginecologista e obstetra; médica assistente do ambulatório de Reprodução Assistida da Santa Casa (FCMSCSP); especialista em Endocrinologia Ginecológica e Reprodução Humana pela Santa Casa e especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo. 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Ginecologista fala sobre síndrome dos ovários policísticos

Redação

Menstruação irregular, pelos em excesso no rosto ou no corpo, aumento de peso e o surgimento de acne podem indicar a presença da síndrome dos ovários policísticos. De origem ainda desconhecida, ela é uma doença metabólica geralmente identificada e acompanhada pelo ginecologista, mas que se beneficia de tratamento multiprofissional, segundo o  médico gestor do serviço de Ginecologia da  Beneficência Portuguesa de São Paulo, Maurício Simões Abrão.

A doença atinge entre 8% e 13% das mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 44 anos) | Imagem: reprodução 
"A síndrome só é caracterizada quando detectamos nos exames de imagem e laboratoriais a presença de, ao menos, três fatores conjuntamente: ciclo menstrual irregular, aumento da produção de hormônio masculino e aumento do tamanho dos ovários, que também apresentam microcistos", explica Abrão.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional de São Paulo, a doença atinge entre 8% e 13% das mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 44 anos). "Por isso, é importante estar atento aos sinais que a síndrome apresenta e consultar um especialista o quanto antes para evitar problemas mais graves no futuro, como obesidade e o diabetes - decorrentes da resistência à insulina resultante da síndrome -, ou a infertilidade, fruto da irregularidade da ovulação", detalha o especialista.

O tratamento normalmente passa pela mudança do estilo de vida e, em alguns casos, há necessidade do uso de medicamentos. Abrão comenta que as mulheres que têm a síndrome precisam adotar rotinas mais saudáveis, com alimentação balanceada e prática de exercícios físicos, além de manter o acompanhamento médico.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Ginecologista fala sobre vida sexual das mulheres na terceira idade

Redação

O mundo mudou e o comportamento das mulheres também. Na terceira idade, além das alterações hormonais, que ocorrem nessa fase da vida, surge o ressecamento vaginal e o desejo sexual varia, em um “efeito ioiô”, mas tudo pode ser contornado com acompanhamento médico.  A ginecologista Juliana Pierobon, da Altacasa Clínica Médica, explica que, por causa da menopausa, a redução dos hormônios mexe com a lubrificação da mucosa vaginal, tornando o ato sexual, por vezes, desconfortável.

"O acompanhamento ginecológico adequado é fundamental para minimizar os sintomas (como ressecamento vaginal, por exemplo) e assegurar um sexo prazeroso", afirma a ginecologista Juliana | Foto: reprodução

"A diminuição do estrogênio e da testosterona influenciam na cognição, na sensibilidade e textura da pele e mucosas, bem como na motivação sexual. A fisiologia se modifica, mas a resposta sexual ainda existe. Ela está apenas mais lenta", explica.

A médica ressalta, no entanto, que a vida sexual pós-menopausa também tem muito a ver com a parte emocional e não apenas com os hormônios. "As mulheres devem derrubar o tabu de que a partir da menopausa terá uma vida sexual ruim. O acompanhamento ginecológico adequado é fundamental para minimizar os sintomas e assegurar um sexo prazeroso", afirma a especialista, lembrando que, a partir dos 65 anos, as mulheres podem ter orgasmos diferentes, com sensações menos intensas. Além disso, diversas áreas do corpo podem deixar de ser sensíveis ao toque.

Para a especialista, uma mulher saudável, motivada, em um bom relacionamento a dois, tem mais disposição para o sexo. Já quem viveu relacionamentos não tão gratificantes, acumulou mágoas ou adquiriu doenças ao longo da vida, como depressão e hipertensão, ou as que tomam medicamentos que interferem na libido, podem ter o desejo comprometido. O mesmo pode ocorrer com quem passa por situações estressantes, como a saída dos filhos de casa e a aposentadoria.

Juliana alerta que as mulheres devem se esforçar para manter uma atitude positiva diante da velhice, aproveitando as vantagens da prática do sexo na terceira idade, com mais tempo para curtir o parceiro e sem as ilusões da juventude. No entanto, não podem jamais esquecer do uso da camisinha.

"O preservativo proporciona segurança durante o sexo para pessoas de qualquer idade e não deve ser deixado de lado apenas pelo fato de essas mulheres não mais engravidarem. A falta de discussão sobre sexualidade e uso de preservativo levaram ao aumento no contágio e o número de doenças sexualmente transmissíveis em idosos, dobrou na última década", afirma a ginecologista.

"Acredito que o tema muitas vezes não seja discutido por ser um tabu e porque muitos profissionais acreditam que a sexualidade das mulheres idosas é inexistente. Com orientação adequada e medicamentos, a vida de muitas mulheres pode aflorar da noite para o dia, aumentando sua autoestima e bem-estar", ressalta Juliana.

Dicas para as mulheres terem uma boa vida sexual na terceira idade
- Uso de lubrificante na hora do sexo facilita a penetração e a torna mais prazerosa;
- Uso frequente de creme intravaginal a base de estriol – por indicação do ginecologista – combate o ressecamento interno da vagina e melhora a elasticidade da muscosa vaginal;
- Tratamentos com laser vaginal melhoram a atrofia genito-urinária a longo prazo e podem ser indicados pelo ginecologista
- Terapias e exercícios físicos melhoram o emocional e o físico, e podem ajudar na hora do sexo;
- Beber bastante água pode ajudar na produção de fluidos necessários a uma boa relação sexual;
- A aceitação do próprio corpo é fundamental, para se sentir segura junto ao parceiro; além de um entendimento mais amplo do sexo, além da penetração.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Ginecologista fala sobre útero retrovertido e fertilidade

Redação

A saúde feminina transita em torno de alguns grandes mitos, entre eles, a dificuldade em engravidar quando a mulher é diagnosticada com útero retrovertido. De acordo com o ginecologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Fernando Moreira de Andrade, a condição é frequente e não passa de uma mudança anatômica, não interferindo na fertilidade.

Na maioria das vezes, o órgão está voltado para a bexiga, já nos casos de útero retrovertido, esse posicionamento segue em sentido ao reto | Imagem: reprodução

Segundo o médico, a situação refere-se à posição do útero, que pode ser descoberta em um exame de rotina. Na maioria das vezes, o órgão está voltado para a bexiga, já nos casos de útero retrovertido, esse posicionamento segue em sentido ao reto.

"Essa alteração não é considerada uma doença e não traz nenhuma consequência grave ao organismo. Portanto, não há tratamento para reverter o posicionamento do útero", tranquiliza Andrade.

As mulheres nesta condição, entretanto, podem sentir incômodos ao evacuar ou mesmo durante a relação sexual. Para estes casos, o tratamento é direcionado apenas aos sintomas, seja com medicação, ou mesmo adaptação com a escolha de posições mais confortáveis, para o casal no momento da relação.

O especialista lembra que mesmo após engravidar não é preciso ter atenção especial, pois entre o terceiro e quarto mês de gestação, com o crescimento do útero, o órgão fica na disposição convencional.

"Depois desse período da gravidez, em um ultrassom, é difícil saber se a paciente tem ou não útero retrovertido. Mas é importante salientar que após o parto, o órgão volta a sua posição de origem", complementa o ginecologista.

terça-feira, 26 de março de 2019

Especialista alerta mulheres sobre a importância dos exames preventivos

Da Redação 

Durante o mês de março, a Santa Casa de Mauá realiza várias ações, entre elas, a entrega do passaporte da prevenção para suas colaboradoras, no qual constam os principais exames que as mulheres devem fazer. Segundo o oncologista Fernando Justo, os exames preventivos colaboram para a detecção inicial de várias doenças ginecológicas, como endometriose, infecções, câncer de mama, útero e cistos ovarianos.

Exames preventivos colaboram para a detecção inicial de várias doenças ginecológicas | Foto: Freepik
A primeira consulta ao ginecologista deve ser realizada quando ocorrer a primeira menstruação, a fim de que a jovem esclareça suas dúvidas e receba orientações. Já o check-up ginecológico precisa ser realizado anualmente, assim que iniciar a vida sexual ou por volta dos 25 anos, caso, ainda não tenha ocorrido. "É importante lembrar que os exames não excluem uma consulta bem-feita e exame físico detalhado", ressalta o oncologista.

Para as pacientes com menos de 35 anos é recomendada, nas consultas de rotina, a realização de ultrassonografia de mama e pélvica para avaliar útero e ovários, exame preventivo de Papanicolau e screening laboratorial sanguíneo - hemograma e hormônios tireoidianos. Caso exista alguma queixa, também são importantes os marcadores tumorais e de doenças infectocontagiosas.

As mulheres de 35 anos ou mais que apresentam fatores de risco para câncer de mama, associa-se também a mamografia, uma vez por ano, para avaliação complementar. Dos 50 aos 69 anos, a mamografia deve ser realizada a cada um ou dois anos, dependendo de cada caso. A partir dos 60 anos a pesquisa de sangue oculto nas fezes faz parte dos exames preventivos pelo aumento da incidência de câncer do colo retal.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Ginecologista cita os principais fatores que podem causar ressecamento vaginal

Da Redação

A saúde íntima da mulher pode, muitas vezes, ser negligenciada por conta da correria do dia a dia, excesso de tarefas no trabalho, cuidados com a casa e a família. O ginecologista Márcio Elias explica que a região íntima da mulher é muito sensível aos fatores externos e psicológicos, como problemas profissionais, preocupações familiares, por exemplo. Mas alguns cuidados podem diminuir a incidência de doenças e ressecamento vaginal.

Vale destacar que sensação de queimação na área vaginal, coceira, dificuldade de urinar ou até mesmo dor durante o contato íntimo são sintomas comuns da secura vaginal e devem ser investigados. A seguir o ginecologista lista algumas causas para o problema.

Falta de estrogênio
Fabricado naturalmente pelo corpo feminino, esse hormônio estimula a produção de glicogênio, que serve de alimento para as bactérias benéficas encontradas na vagina que equilibram o Ph natural deste local. A falta deste hormônio compromete todo o ciclo menstrual, além de deixar a parede vaginal mais fina. Em geral, as baixas concentrações de estrogênio no corpo das mulheres pode causar ressecamento vaginal, situação comum  na menopausa e na fase de aleitamento materno.

Medicamentos
O uso prolongado de alguns tipos de medicamentos e tratamentos oncológicos (quimioterapia e radioterapia) também podem interferir na produção de estrogênio. As mulheres que estiverem recebendo este tipo de tratamento devem observar se o ressecamento vaginal se faz presente.

Infecções
A Candidíase vaginal e outras infecções que afetam a cavidade vaginal muitas vezes alteram a flora natural da vagina e são capazes de desenvolver um quadro de secura vaginal. Tratamento é necessário bem como hidratação local caso necessite.

Pílula anticoncepcional
Usuárias de contraceptivos hormonais orais podem apresentar quadro de ressecamento vaginal. É pouco frequente, mas pode afetar a lubrificação íntima e dificultar relação sexual.

Problemas de natureza psicológica
Como alguns dos sintomas da secura vaginal só são sentidos durante a relação sexual, o problema pode estar, justamente, relacionado à falta de excitação, lubrificação, insatisfação com o parceiro, situações de estresse e até quadros de depressão.

“Para tratar o ressecamento vaginal é imprescindível identificar os sintomas que estão causando o problema. O tratamento é multifatorial e pode ser combinado entre medicamento, suplementação e dietas. Hoje no mercado, existem maneiras rápidas e eficazes para minimizar o problema, como o uso de gel hidratante intravaginal, que auxilia na manutenção da hidratação vaginal natural e da hidratação tecidual. Opte por gel à base de ácido hialurônico e sem hormônios. E atenção, é importante sempre utilizar o hidratante intravaginal sob supervisão médica”, alerta o especialista.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Candidíase: ginecologista alerta para os cuidados no verão

Da Redação 

Praia, piscina, sol e calor... ingredientes ideais para muita diversão e badalação, mas também época de redobrar a atenção quando se trata da saúde íntima da mulher. Nos dias de calor mais intenso aumenta a incidência de candidíase, uma infecção na região vaginal causada por um fungo, a candida albicans, que atinge três em cada quatro mulheres pelo menos uma vez ao longo da vida, alerta a ginecologista Juliana Pierobon, da Altacasa Clínica Médica, na Capital paulista.

Biquíni molhado no corpo, por muito tempo, pode provocar a proliferação de fungos e causar a candidíase | Foto: reprodução 
As mulheres, então, precisam redobrar os cuidados com a higiene, pois o fungo se manifesta quando há variação da acidez vaginal. “A vagina é habitada por vários microorganismos, dentre eles, bactérias e fungos, que compõem a flora vaginal. Se houver algum desequilíbrio, tanto na flora quanto no sistema imune da mulher, pode ocorrer uma proliferação dos fungos causando a candidíase”, esclarece a médica.

Os principais sintomas da doença, segundo a especialista, são ardor e coceira na região vaginal e um corrimento de cor esbranquiçada. Para prevenir a doença, alguns cuidados básicos devem ser tomados.

"As mulheres devem evitar manter o biquíni molhado no corpo por muito tempo, assim como evitar o uso de roupas em tecido sintético, principalmente nos dias mais quentes. O ideal é usar roupas leves, de tecidos naturais, que facilitem a ventilação nesta região. O fungo também pode se proliferar na flora vaginal devido ao uso de antibióticos ou corticóides sistêmicos, que podem desbalancear a flora”, orienta a ginecologista.

Entre as opções para tratar a doença está o uso de antifúngicos à base de clotrimazol ou fluconazol, disponível na forma de creme vaginal, comprimido vaginal de dose única ou comprimido via oral. Os antifúngicos eliminam o fungo causador da candidíase e contribuem para restabelecer o frágil equilíbrio da flora da região íntima feminina. A posologia varia em cada caso, dependendo da paciente e da quantidade de sintomas. Não é necessário fazer qualquer tipo de tratamento dos parceiros, pois não se trata de uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).

"Os medicamentos restabelecem o equilíbrio da flora vaginal, diminuindo a quantidade de agressores. Além de utilizá-los, é importante também localizar a causa da candidíase para evitar que ela se manifeste novamente. Quando a doença é recorrente, deve-se investigar a possibilidade de diabetes, que pode tornar o ambiente vaginal mais ácido e, com isto, mais propício à presença da Candida albicans”, ressalta Juliana.

Para prevenir a contaminação, a médica recomenda também o uso de sabonete neutro, além de evitar o uso de amaciantes e sabão em pó para lavar as peças íntimas femininas.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Ginecologista orienta como evitar problemas ginecológicos comuns no verão

Da Redação

Com a chegada do verão, alguns episódios desagradáveis costumam aparecer e prejudicar a saúde feminina. O ginecologista Domingos Mantelli aponta alguns cuidados que as mulheres devem ter com a estação mais quente do ano.

Mulheres devem apostar em roupas mais leves e ventiladas durante o verão, para evitar doenças | Foto: divulgação
"Ficar com o biquíni molhado ou até mesmo usar roupas sintéticas podem fazer com que os corrimentos se tornem mais recorrentes nessa época do ano", alerta o médico.

Para Mantelli, é fundamental manter uma higienização adequada e evitar a umidade prolongada na região da vagina.  "Trocar os biquínis úmidos por secos, apostar em roupas mais leves e ventiladas como saias e vestidos e, principalmente, buscar orientação médica sempre que notar algo errado", adverte.

 Dentre as doenças ginecológicas que surgem mais no verão, o médico destaca a candidíase, a tricomoníase e a vaginose. Entenda cada uma:

Candidíase
"É causada pelo fungo do gênero "cândida", microrganismo que pode ser transmitido durante o ato sexual, embora não seja considerada uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) ", explica Mantelli. A doença causa coceira e dores vaginal, para urinar e no ato sexual, além de corrimento branco com odor cítrico. O problema tem cura, e o tratamento deve ser feito com medicação antifúngica via oral e creme vaginal, por uma semana, comenta o ginecologista.

Tricomoníase
Doença causada pelo parasita Trichomonas vaginalis e a transmissão é por via sexual. O mal causa inflamação da vagina acompanhada de corrimento amarelo-esverdeado com odor desagradável. A doença causa dores ao urinar e durante o ato sexual. Se não for tratada, a doença pode suscitar em infertilidade e câncer do colo do útero. O tratamento é feito com medicamento via oral.

Vaginose bacteriana
Causada principalmente pela bactéria chamada Gardnerella Vaginalis, seu principal sinal é um corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com um odor forte, e que piora durante as relações sexuais e na menstruação. Também pode provocar ardor e um pouco de coceira. O tratamento também é realizado com medicamento via oral e creme vaginal.

Infecção urinária
A infecção urinária pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário como rins, bexiga, uretra e ureteres. Esse tipo de infecção é comum em mulheres devido ao tamanho da uretra feminina. Os principais sintomas são: ardência ao urinar, excesso de vontade de urinar, e urina escura e com forte odor, além de dores pélvica e retal. Em casos mais graves há sangramento na urina.

Para evitar problemas, o ginecologista sugere algumas dicas simples que podem minimizar os riscos de desenvolver tais doenças:

-  Evite usar calças apertadas, prefira utilizar vestidos e saias, além de calcinhas de algodão;
- Sempre apare os pelos pubianos. Isso facilita a higienização;

- Faça sempre uma higiene íntima após o ato sexual, urinar e evacuar. Troque o absorvente durante a menstruação. O sabonete utilizado deve ser o neutro ou o íntimo e com indicação do ginecologista;

-Não utilize sabonete comum na higiene íntima e, após a lavagem externa, utilize toalha higiênica. O uso regular e descuidado do papel higiênico pode causar irritação local;

- Lave as roupas íntimas com água e sabão e seque-as ao sol. Não seque peças íntimas em ambientes fechados e úmidos como banheiros;

- Não compartilhe sabonetes, peças íntimas e toalhas.



segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Ginecologista fala sobre ressecamento da região íntima

Da redação

O corpo feminino muda constantemente, principalmente devido a alterações hormonais, que podem influenciar a função sexual. Assim, o ressecamento da região íntima, também conhecido como secura vaginal, é um dos problemas que afeta as mulheres.  O ginecologista Luciano Pompei,  que é professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e Presidente da Associação Brasileira de Climatério (Sobrac), esclarece dúvidas sobre este tema e fala sobre as  diferenças entre lubrificante e hidratante vaginal.

Ginecologista Luciano Pompei alerta que lubrificante e hidratante vaginal têm finalidades distintas | Foto: Getty Images
A secura vaginal é muito comum, principalmente no climatério, pós-menopausa, pós-parto e em mulheres que estão em tratamento quimioterápico. Apesar de comum, a condição ainda é pouco discutida com profissionais de saúde, pois muitas mulheres têm vergonha e ficam desconfortáveis em falar sobre o problema.

Já as mulheres com idade mais avançada, na fase pós-menopausa, acreditam que o ressecamento vaginal faz parte do processo de envelhecimento e precisam conviver com a situação. Nesta fase, o quadro pode ser mais acentuado, pois de acordo com estimativas, até 50% das mulheres nesse período sofrem com os sintomas da atrofia vaginal – afinamento da camada de células que reveste internamente a vagina–, sendo o ressecamento um dos principais incômodos.

"É importante que as mulheres sintam confiança em falar com seu médico sobre o problema, pois embora seja uma situação comum, ela pode ser contornada, independente da idade para assim resgatar a sua qualidade de vida e recuperar a autoestima, muitas vezes prejudicada por conta do ressecamento vaginal", afirma Pompei.

Uma das alternativas é fazer o uso de hidratantes íntimos, produtos não hormonais que ajudam a manter a umidade nas células da região íntima, proporcionando o restabelecimento da umidade local e, consequentemente, alívio do ressecamento na região íntima. É importante ressaltar que os hidratantes vaginais são diferentes dos chamados lubrificantes.

O médico alerta que os produtos são para finalidades distintas. "Os hidratantes devem ser utilizados regularmente e têm efeito por prazo mais longo, já os lubrificantes são usados apenas na ocasião das relações sexuais. Os lubrificantes atuam somente na diminuição do atrito momentaneamente, sem cuidar do ressecamento de fato, ao contrário dos hidratantes", explica.

Antes de fazer o uso de qualquer produto, seja o hidratante ou lubrificante, é importante procurar um especialista e seguir as orientações.



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