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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Tecnologia deve acabar com medo de dentista

Redação

O medo de dentista é um tabu que assombra grande parte da população. Seja por trauma de infância ou, simplesmente, por algum receio pessoal. Mas a tecnologia tem ajudado, e muito, a transformar essa experiência cada vez menos desconfortável.

A dentista Daniela comenta algumas das novidade tecnológicas na área da Odontologia como, por exemplo, o check up preventivo digital | Foto: divulgação 

Para a dentista Daniela Yano algumas novidades tecnológicas auxiliam na rotina do atendimento.  "Com o surgimento das câmeras intraorais, hoje é possível realizar o check up preventivo digital, uma ferramenta indispensável para avaliações odontológicas. Nele, nós realizamos imagens de toda a boca, com uma câmera que aumenta em até 60 vezes o tamanho do dente. Assim, ela funciona como uma lupa e nos mostra, muitas vezes, o que não é possível enxergar a olho nu", conta.

A dentista explica que esta é uma ferramenta importante pra identificar o problema logo no início, o que torna a solução muito mais simples, rápida e indolor. Além de possibilitar ao paciente visualizar essas imagens em alta definição e, com isso,  entender o que se passa dentro da boca e quais os cuidados necessários. Assim como qualquer doença, a cárie e a doença gengival, por exemplo, quando identificadas no início, permitem um tratamento muito menos invasivo, mais barato e mais rápido.

Existe anestesia sem agulha, porém este método não se aplica a todos os casos. A anestesia computadorizada, um robozinho que controla a pressão com que o anestésico é depositado e permite que qualquer anestesia local seja realizada completamente sem dor. É tudo programado e controlado pelo computador. Além disso, é claro que a tecnologia já solucionou aquele barulhinho do "motorzinho", hoje existem canetas odontológicas de alta rotação completamente silenciosas e precisas.

Outro procedimento que causa muito desconforto aos pacientes é a moldagem dos dentes, aquela massinha que copia todas as estruturas bucais, muito usada em tratamentos com aparelhos e prótese. Mas isso também é coisa do passado. Hoje, pode-se usar o escaneamento digital, um escâner que copia toda a boca e transmite essa informação diretamente para o computador. A partir daí, é possível realizar todo o planejamento das movimentações ortodônticas e inclusive prever exatamente qual a duração do tratamento.

Nos casos dos famosos alinhadores estéticos, aparelhos removíveis e transparentes, utiliza-se este escanamento para criar o modelo virtual, que servirá como base para a confecção dos alinhadores nas impressoras 3D com corte à laser. Isso torna o tratamento mais previsível, mais rápido, mais confortável, mais estético, sem intercorrências e sem restrição alimentar. Isso é ortodontia digital. Nos casos protéticos, este escaneamento também substitui a moldagem e é utilizado para a confecção de coroas, lentes de contato dentais, facetas e outras peças.

Você já ouviu falar em laserterapia na odontologia? Existem frequências de ondas que podem ser utilizadas na odontologia e que permitem uma melhor cicatrização dos tecidos, possui ação anti-inflamatória e bactericida. Este aparelho pode ser utilizado para acelerar a cicatrização nos casos cirúrgicos, melhora o desconforto e estimula a cicatrização em pacientes que sofrem com herpes e aftas. A aplicação de laser pode também diminuir edemas e melhorar até mesmo sensibilidade dentinária.

A tecnologia também chegou aos aparelhos de raio x. "Hoje, contamos com o raio x digital, que trabalha com uma radiação bem menor, tornando os exames radiográficos, tão importantes e utilizados na odontologia, ainda mais seguros", explica  Daniela.

Para a especialista, a área que mais ganhou com a evolução da tecnologia foi a estética. Hoje é muito comum receber no consultório pacientes que desejam um sorriso mais bonito. Mas, muitas vezes, eles não sabem exatamente o estão buscando. Pensando nisso, foram desenvolvidas diversas técnicas que permitem desenhar o sorriso ideal para cada tipo de rosto e personalidade.

A base do planejamento estético é a fotografia. Elas serão utilizadas para realizar o estudo das proporções ideais e avaliar melhor a relação estética entre dentes, gengiva, sorriso e face, permitindo ao dentista e o paciente uma melhor compreensão dos problemas e criação das possíveis soluções. Isso tudo engloba o planejamento digital do sorriso.

Está sendo desenvolvido um aplicativo que permite realizar todo esse procedimento de maneira prática e rápida na palma da sua mão, apenas com a câmera do seu celular. "De nada adianta toda essa tecnologia, se não soubermos ouvir o nosso paciente, por que embora não existam fórmulas prontas, um dos segredos para conseguirmos atingir o tão sonhado sorriso é abrir as portas da percepção, é ouvir o paciente com a devida atenção valorizando seus desejos e expectativas. Somente assim, conseguiremos desenhar um sorriso em que ele realmente se identifique e não somente um sorriso harmônico," conclui a dentista.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

O que levar em consideração antes de escolher entre prótese, órtese e implante

*Maria Carolina Oliveira

Todo o recurso usado pela odontologia para atender o paciente idoso têm como finalidade a de restaurar as funções básicas mastigatória e estética. Dessa forma, é possível novamente sentir o paladar dos alimentos, e as refeições voltam a ser prazerosas.

A dentista Maria Carolina explica que para paciente cardíaco ou com diabetes é desaconselhável o implante | Foto: divulgação    
Mas qualquer que seja a modalidade escolhida, é preciso que seja feito um planejamento, inclusive contando com o apoio e compreensão da família, até que o paciente esteja totalmente adaptado.

Entretanto, antes desta etapa é preciso primeiramente analisar o que o paciente perdeu. Além desse cuidado o especialista deve analisar a parte estética e conversar abertamente sobre o que o idoso pretende investir no tratamento. Segundo é investigar as condições clínicas do paciente, por exemplo, se ele tem problema cardíaco ou diabetes.

Para quem apresenta esse quadro é desaconselhável indicar o implante, que é um procedimento cirúrgico e o pós-operatório é mais dolorido. Neste, o dentista fará uma incisão para colocar o pino de titânio que vai rosquear o osso onde será colocado a prótese. Depois, é preciso esperar seis meses para que o osso grude no implante e então iniciar a parte protética.

Há no mercado algumas próteses com preço acessíveis, sendo que uma das mais conhecidas é a dentadura e a fixa, que muitos chamam de "perereca", usada quando o paciente perde todos os dentes. Ela é sustentada pela mucosa, que trabalha como cola, e por isso quando o usuário fala ou sorrir deve tomar muito cuidado, o que gera muita insegurança. O problema pode ser amenizado com o corega ou o fixodente.

A prótese removível é usada em casos em que o paciente perde alguns. Há a tradicional com grampos metálicos e a flexível, que é de silicone, mais maleável, machuca menos e é mais fácil de se adaptar. A fixa que é indicada em casos em que ainda restam alguns dentes, que são devidamente preparados para servir de apoio. Para que se tenha o efeito desejado, o material é colado com um cimento específico, mas é preciso ter alguns cuidados específicos para não apresentar cárie.

Há casos em que as próteses estão inadequadas e precisam ser trocadas, principalmente se há retenção, podendo estar folgada ou apertada, estabilidade e reciprocidade (se apresentava deslocamento ou báscula), fixação (se causava lesão aos tecidos) ou estética, quando apresenta manchas ou fraturas.

A órtese, normalmente, é usada como uma placa de mordida quando o paciente ainda tem dente, mas sofre com o bruxismo. O objetivo é fazer com que cessem os desgastes.

*Maria Carolina L. B. de Oliveira é dentista e graduada pela Universidade São Paulo. Possui uma clínica odontológica chamada L.B Sorrisos Assistência odontológica há 10 anos, todos dedicados ao atendimento ao idoso e implantação de próteses aliado a tratamento estéticos. 


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