sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Desorganização está associada à depressão, ansiedade e compulsão alimentar

Da redação

Um estudo publicado no Environment and Behavior comprovou que ambientes caóticos levam ao estresse e à compulsão alimentar. Se a cozinha é um local bagunçado, aumenta em duas vezes a chance das mulheres comerem mais. 
Segundo a psicóloga Carolina Marques, cofundadora da Estar Saúde Mental, o local onde moramos ou onde trabalhamos reflete nosso estado emocional. 

“A bagunça extrema e contínua pode ser um sinal de sofrimento mental e de certos transtornos, como depressão e ansiedade. Além disso, o caos eleva o nível de estresse, pois a bagunça gera uma enorme quantidade de informações no cérebro e é um lembrete permanente da nossa incapacidade de organização ou ainda de que estamos adiando nossas atividades”.

Por onde começar?
O começo do ano é uma época excelente para tomar algumas atitudes que possam melhorar a qualidade de vida. “Uma delas é organizar a casa. Porém, muitas pessoas sentem dificuldade e não sabem por onde começar”, comenta Carolina, que elaborou uma lista para ajudar na mudança de comportamento. 

Tudo de uma vez: Não caia na armadilha de escolher uma gaveta ou um armário para fazer a arrumação. Tire um dia e arrume a casa inteira.

Desapega: Segundo a autora Mary Kondo, que publicou um livro chamado “A Mágica da Arrumação”, 60% daquilo que guardamos não tem utilidade! Portanto, na arrumação separe o que você vai doar, o que você jogar fora e aquilo que realmente é útil.

Boas lembranças: Uma das regras para descartar objetos é pensar se você usou nos últimos seis meses. Outra é se você gosta ou não daquilo. Se não usou neste período, doe ou descarte. Se não gosta, idem.

Espaços para cada item: Separe tudo por categorias, por exemplo, livros, cosméticos e roupas. Use caixas organizadoras se for necessário. Coloque etiquetas. Isso irá ajudar a encontrar mais facilmente os objetos, além de evitar bagunça e acumulação.

Solidão necessária: Se possível faça essa arrumação sozinho. Outras pessoas podem interferir nas decisões de manter, doar, jogar fora.

Trilha sonora: Use uma música para motivar você na hora da limpeza. Se for mais calma, melhor, mas use uma trilha que lhe dê motivação.

Manutenção: Se possível, depois de arrumar, mantenha a organização. Ao chegar a casa, guarde o sapato, as roupas e demais objetos, cada coisa no seu lugar.

“A arrumação é importante. Entretanto, se a pessoa já desenvolveu um quadro de depressão e ansiedade é importante também que ela procure uma psicoterapia e um psiquiatra para o manejo do transtorno. Essas patologias afetam todos os domínios, ou seja, o físico, mental e emocional e, com isso, toda ajuda é bem-vinda”, conclui Carolina.



quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Verão aumenta a incidência de terçol

Da redação

No verão há uma série de doenças que se proliferam justamente pelas condições climáticas, como temperaturas mais elevadas e maior umidade. Uma delas é o hordéolo, mais conhecido como terçol. Segundo a oftalmologista  Tatiana Nahas, chefe do serviço de plástica ocular da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o terçol é uma infecção bacteriana aguda que atinge as pálpebras.

“A bolinha (vermelha na pálpebra) na verdade é um abscesso que pode conter uma secreção purulenta devido à infecção, causada na maioria dos casos pela bactériaStaphylococcus aureus. Em geral, o tratamento é simples e envolve uso de antibiótico tópicos e compressas mornas. Muito raramente será preciso fazer uma drenagem do abscesso”, explica a oftalmologista.

Mas, além do verão, há outros fatores de risco. Pessoas com blefarite, dermatite seborreica, rosácea, diabetes e com colesterol aumentado têm um risco maior de desenvolver um terçol.  

O diagnóstico do terçol é clínico. Raramente será preciso fazer outros exames, mas pode ser necessário quando há suspeita de que a infecção se espalhou, o que pode levar a um quadro de celulite ocular, condição que requer tratamento imediato.

“O terçol, na maioria dos casos, se resolve sozinho e desaparece dentro de duas semanas. Pode ser preciso uso de antibiótico tópico e é recomendado fazer compressas com água morna”, afirma a médica.

Nos pacientes com blefarite, rosácea e outras doenças que aumentam o risco de desenvolver um terçol, a dica é realizar regularmente a higiene das pálpebras.




quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Produção de colágeno diminui 1% após os 30 anos

Da redação

Envelhecimento, rugas, celulites e flacidez são palavrinhas que assombram qualquer pessoa – principalmente as mulheres. Os efeitos da idade são inevitáveis e difíceis de serem combatidos apenas com hábitos saudáveis e a prática de exercícios físicos. Diante disso, cresce a busca pelos benefícios do colágeno para a pele e no combate ao desgaste que vem com a idade. Com produção própria no nosso corpo, o colágeno começa a ficar cada vez mais "restrito", e diminui a produção com o passar dos anos, ou seja, 1% ao ano após os 30 anos de idade. Na menopausa pode chegar a até 65% menos.

Proteína proporciona diversos benefícios, entre eles, na pele, cabelos, ossos e cartilagem | Foto: divulgação

A nutricionista e consultora da Vital Natus, Dalila Marciele Nunes, comenta a composição do colágeno: “Ele é constituído pelos aminoácidos Glicina, Prolina, Arginina e Hidroxiprolina, e representa a forma mais abundante de proteína que pode ser encontrada no corpo humano. Ele corresponde a 30% das proteínas presentes no organismo”.

Segundo a especialista, uma das principais funções do colágeno é formar as fibras que dão sustentação à pele, mas cabelos, unhas, dentes, ossos e cartilagens também têm muito a ganhar, e alguns estudos apontam que ajuda também no combate à Síndrome do Intestino Irritável. "Algumas práticas, como tabagismo, exposição ao sol de forma indevida e tensão emocional reduzem a produção de colágeno no corpo, diminuindo a elasticidade da pele, contribuindo para o surgimento de rugas, celulites e flacidez", explica. 

Na alimentação, o colágeno está presente, principalmente, nas carnes vermelha, frango e peixe – porém, elas também possuem gorduras saturadas e é preciso ter cuidado na quantidade ingerida desses alimentos. A melhor forma de se obter o colágeno puro é através da suplementação, e pode ser encontrado em pó, líquido ou em cápsulas, ser hidrolisado ou não. O hidrolisado é quando ocorre a quebra das moléculas de proteína do boi, sendo assim mais facilmente absorvidas pelo organismo.

"O intuito é facilitar a sua absorção pelo organismo sem que suas propriedades benéficas sejam perdidas. Portando, a absorção do colágeno hidrolisado a é considerada a melhor forma de consumo, porque torna o colágeno puro, concentrado e livre de gorduras", afirma Dalila. Até porque o colágeno hidrolisado tem dez vezes mais aminoácidos que um bife e ajuda na sensação de saciedade, que faz com que a pessoa sinta menos fome e, consequentemente, perca peso.

Por não ser um medicamento ou substância agressiva, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite a venda e o consumo livremente, mas o ideal é que a suplementação seja feita por meio de uma orientação médica. 

Aliado a uma alimentação saudável que potencializa suas ações, o colágeno também beneficia a pressão arterial, mantendo melhor controle, úlceras gástricas e osteoporose.



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Dor crônica atinge cerca de 37% dos brasileiros

Da redação

Evidentemente, ninguém quer viver com dor. No entanto, muitas vezes, a demora ou negligência no tratamento de um episódio doloroso pode fazer com que o quadro se torne mais grave. É a chamada dor crônica. De acordo com o neurocirurgião do Hospital CEMA, Joel Augusto Teixeira, “é como se o cérebro criasse uma 'memória da dor', tornando-a mais resistente e difícil de ser tratada", explica. A quantidade de pessoas que sofrem com esse quadro é bem significativa, no Brasil, o número chega a 37%, de acordo com a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).

Dor é considerada crônica quando ela dura mais de três meses | Imagem: reprodução
Para que uma dor seja considerada crônica, ela precisa durar mais que três meses. Alguns estudos apontam que é necessário ter seis meses de episódios dolorosos recorrentes para que o caso seja considerado um quadro crônico. A partir desse momento, a resolução é mais difícil, tendo em vista as alterações que ocorrem no sistema nervoso. "Quando o problema se torna crônico, existem mecanismos complexos de manutenção da dor por alterações que ocorrem no sistema nervoso em diferentes pontos: nervos, medula espinhal e cérebro", detalha o médico.

As causas da dor crônica são bastante variadas. Podem ser consequência de uma dor aguda, que não foi resolvida em um período curto de tempo, ou mesmo uma predisposição, embora a relação genética ainda não tenha sido confirmada por estudos. O principal sintoma é a duração do quadro. O especialista ressalta que, geralmente, grande parte dos episódios dolorosos estão relacionados a uma doença, mas é possível que a dor seja a própria enfermidade.

 "A dor crônica pode vir de um problema muscular que não se resolveu num curto período de tempo, como também de uma enxaqueca. No primeiro caso, a dor é secundária à inflamação. No segundo, é a própria doença", diz o neurocirurgião.

Embora exista uma série de medicações para tratar episódios dolorosos, como anti-inflamatórios, analgésicos, opioides, anticonvulsionantes e antidepressivos, é importante investigar a causa para o tratamento adequado. Em alguns casos, o médico pode indicar fisioterapia e prática de atividades físicas específicas. Em outros, cirurgia. Tudo vai depender da causa. O mais importante, em situações de dores crônicas, é buscar ajuda médica, o quanto antes, para evitar que um episódio pontual se transforme em problema para a vida inteira. "A melhor forma da dor não evoluir para crônica é fazendo tratamento precoce, logo que ela começa", finaliza o especialista.



segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Fonoaudióloga fala sobre mitos e verdades que envolvem a língua

Da redação

A língua é um órgão essencialmente muscular e dinâmico, que está envolvido em importantes funções como a mastigação, deglutição, paladar e fala. O que muita gente não imagina é que a movimentação inadequada pode atrapalhar a saúde de um modo geral. Para entender os mitos e verdades desse importante órgão, a fonoaudióloga Ana Lúcia Duran, da Clínica Zambotti & Duran da capital paulista, comenta o tema. 

Língua dói?
Sim e se deve ao fato que nela existem muitas terminações nervosas, por isso sentimos tantas dores quando acidentalmente mordemos a língua ou aparecem as desagradáveis aftas (de causas variáveis) e nos atrapalham nas atividades mais básicas do nosso cotidiano, como comer, falar e até mesmo beijar. “Qualquer sinal de dor na língua precisa ser investigado”, fala a fonoaudióloga.

Usar piercing na língua pode atrapalhar a saúde bucal?
A língua, mais que qualquer outra parte do nosso corpo, é propensa ao risco de infecção, pois em condições normais a boca possui um grande número de bactérias que auxiliam no processo de digestão. “Por isso os cuidados com  a higiene devem ser redobrados nos adeptos de piercing, já que o acessório pode sim atrapalhar a saúde”.

Ficou esbranquiçada?
Aquele aspecto da língua branca pode revelar que a higiene não anda muito bem, e daí já é importante ficar atento. “Outro fator comumente observado pela higiene precária da língua é o mau hálito. A limpeza da língua deve ser diária para evitar a formação da saburra (placa bacteriana que deixa a língua esbranquiçada ou amarelada), para tanto pode-se utilizar a escova de dentes ou o raspador de língua, que em geral é mais confortável para quem sente náuseas neste processo”, orienta a especialista.

Existem movimentos certos para falar?
A articulação dos sons da fala (fonemas)  depende da movimentação da língua, sendo desta forma um órgão muito importante para a efetividade da comunicação oral. “Falhas na percepção da posição correta da língua para a produção de um determinado som, ocasionam trocas, omissões e distorções que, após os quatro anos e seis meses não devem ocorrer e podem inclusive causar prejuízos sociais. Mas, muita gente não se dá conta que os erros de fala podem ser provenientes da movimentação da língua – mesmo na vida adulta – e deixam isso perdurar por anos, mesmo tendo tratamento pela fonoaudiologia”, alerta Ana Duran, que ainda finaliza: “É comum observarmos pessoas falando com a língua entre os dentes na tentativa de tornar a voz mais aguda (fina), muitos o fazem intuitivamente, mas há uma lógica anatômica, uma vez que anteriorizar a  língua, eleva a laringe e favorece a produção vocal em tom mais agudo”.

Ter a língua presa é um problema?
Falar soprando ou cuspindo, é popularmente conhecido pelo termo “ língua presa” que caracteriza a fala com sons distorcidos pela posição anteriorizada da língua, principalmente ao dizer palavras com fonemas s e z. Mas, neste caso, o que muita gente não sabe é que na verdade a “língua está solta”, ou seja pode se movimentar além dos limites do ponto correto de articulação do som, então o nome correto desta alteração é ceceio ou sigmatismo. 

“Na realidade a língua está presa quando o freio lingual, que é aquela pele pequena que está localizada embaixo da língua, está curto e ineficiente, ou seja, não permite a movimentação adequada da língua ao falar ou se alimentar. Na fala impede o movimento da língua para sons que exigem uma destreza maior deste órgão. Um exemplo que podemos citar é a troca ou distorção do r e l como na palavra maravilha que é pronunciada “magavia”, fala a especialista.

Dificuldade para engolir
Crianças e adultos que são diagnosticados mais tardiamente com algum problema na língua precisam de intervenção fonoaudiológica para aprender a falar e engolir corretamente. “No caso do ceceio (“língua solta”) também é necessário tratamento com fonoaudiólogo, para corrigir o ponto correto de articulação dos sons e algumas vezes adequar o tônus da língua, que em geral nestes casos, está flácida e causa deformação nos dentes, além de uma fala esteticamente feia”, explica a especialista.

Reconhecer sabores
Na língua estão localizadas as papilas gustativas, que reconhecem o gosto (doce, salgado, azedo, ácido e amargo) e então enviam a informação ao cérebro. “A saliva exerce um papel fundamental nesta função, já que as papilas só percebem os sabores em estado líquido, então cabe a ela dissolver os alimentos sólidos para que o sabor seja apreciado – caso haja dificuldade neste reconhecimento, é sinal de alerta e tem  que ser investigado”, finaliza Ana Lúcia.




sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Uma em cada quatro crianças é tratada ofensivamente na internet

Da redação

No fim de 2017, uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) mediu o comportamento online de jovens. Os dados revelam que uma em cada quatro crianças e adolescentes foi tratada de forma ofensiva na internet. Traduzido em números, é possível que cerca de 5,6 milhões de meninos e meninas entre nove e 17 anos tenham sido tratados de forma rude ou vítimas de cyberbullying

Os pais devem conhecer ferramentas online de controle de conteúdo | Foto: reprodução
Os números aumentaram. Eram 15% em 2014, 20% em 2015 e 23% no ano de 2016. O acompanhamento dos pais da vida online das crianças deve ser constante. Atitudes preventivas como um diálogo aberto sobre o mundo digital alertam as crianças sobre os perigos.

Para que esses números sejam cada vez menores, seguem alguns pontos de atenção pautados e listados por Fabiany Lima, CEO e fundadora do aplicativo Timokids, que por meio de histórias e jogos, conversa com as crianças sobre questões importantes que devem enfrentar durante o crescimento: 

Conhecer
Os filhos são nativos digitais, e a grande maioria de nós, não. As redes sociais e ferramentas online vão sempre estar presente na vida deles, não é moda do momento. É importante que eles tenham contato com o meio digital, até mesmo para não ficarem obsoletos e defasados no mundo profissional. O que os pais devem fazer é conhecer tudo. Qual a proposta de cada rede social, qual o tipo de conteúdo, qual é o perfil dos usuários. É trabalhoso, mas é algo preventivo.

Dialogar
A conversa é fundamental. Além disso, conhecer as crianças é muito importante para sabermos quais as áreas de maior risco para eles online. Se a criança gosta muito de futebol, por exemplo, canais do YouTube podem ter muitos comentários ofensivos e é dever dos pais orientá-las quanto a isso. Uma vez que os pequenos são instruídos e têm conhecimento prévio de situações de risco, podemos evitar problemas; 

Acompanhar
Todos têm direito à privacidade, no entanto, quanto menor a criança é necessário mais cuidado. Restringir, bloquear e barrar são verbos de conotação negativa, mas que podem ser extremamente positivos no futuro. Ferramentas online de controle de conteúdo e alternativas de entretenimento online mais saudáveis devem ser de conhecimento dos pais.

Compreender
Como mostra a pesquisa, muitas crianças possuem contato diário com falta de bom senso e ofensas online. Caso ela demonstre insatisfação e tristeza com a situação, mesmo com algum pequeno comentário ruim, após ter emitido sua opinião em vídeos e redes sociais, tudo isso é uma oportunidade de orientar e conversar. Entender o que isso significa para ela, como ela se sente pessoalmente atingida com determinadas palavras ou tons.



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dermatologista recomenda sete atitudes para lidar melhor com a dermatite atópica no verão

Da redação

A dermatite atópica, doença inflamatória crônica que afeta cerca de 20% das crianças e até 3% dos adultos, pode se agravar com a chegada da estação mais quente do ano. Isso porque o calor, suor, umidade, uso do ar condicionado e até mesmo o cloro da piscina podem estimular crises da doença. A dermatologista Cristina Laczynski, mestre da Faculdade de Medicina do ABC, coordenadora de estágio em dermatologia da instituição e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), listou sete dicas importantes para não deixar que a dermatite atópica atrapalhe o verão (veja abaixo).

A dermatite atópica tem forte influência hereditária e é causada por um desequilíbrio do sistema imunológico, provocando secura da pele, coceira extrema, lesões, rachaduras, inchaço e vermelhidão. Estes sintomas geram desconforto para os pacientes, ao ponto de tirá-los do convívio social nos casos moderados a graves. 

No verão, quando as atividades de lazer incluem ir à praia ou à piscina expondo o corpo, o impacto social da doença se agrava. "Por ser uma doença imunológica, a dermatite atópica não é contagiosa e, portanto, não existe recomendação para que as pessoas com a doença evitem contato com quem não tem o problema ou deixem de frequentar piscinas, por exemplo. É possível aproveitar o verão seguindo algumas orientações gerais", explica Cristina. 

1. Sol faz bem, mas com moderação
A exposição diária ao sol de 15 a 30 minutos pode ser uma aliada da saúde, contribuindo para a absorção do cálcio pelo organismo e o fortalecimento do sistema imunológico. No entanto, em excesso, pode ser um fator de irritação da pele. Não existe uma contra indicação do uso de protetores solares para os pacientes com a doença. Porém, é recomendado que use produtos para peles sensíveis. É imprescindível usar o protetor antes e depois de nadar, mesmo em dias de pouco sol. Já o repelente, se for usado, deve ser utilizado após o fotoprotetor.

2. Banhos de mar e de piscina
Apesar da água salgada ter um poder anti-inflamatório que pode ser benéfico para quem tem dermatite atópica, o banho de mar não é recomendado para quem apresenta a doença nas formas moderada a grave, principalmente se a pele apresenta fissuras ou infecções secundárias. Por conta do cloro, os banhos de piscina devem ser sempre seguidos de duchas e hidratação.

3. É importante manter sempre a hidratação
O ressecamento da pele causa microfissuras que facilitam o contato com os agentes que desencadeiam os sintomas da dermatite atópica. Por isso, é importante mantê-la sempre hidratada. Recomenda-se utilizar loção sem perfume, ao menos duas vezes ao dia, de preferência sobre a pele já úmida. No verão, utilize um hidratante mais leve, de absorção rápida.

4. Ar condicionado: melhor evitar
Ventiladores e ar condicionados precisam ser higienizados periodicamente para evitar a proliferação de fungos e bactérias, que podem causar irritação na pele. No verão, o uso de umidificador pode ser uma solução para amenizar a falta de umidade no ambiente, principalmente quando se faz uso do ar condicionado, pois o aparelho torna o ar mais seco.

5. Prática de esportes com moderação pode ser benéfica
A prática de esportes e atividades ao ar livre, em períodos mais frescos do dia, é benéfica para a saúde mental e física das pessoas. Porém no verão, o aumento da transpiração pode levar a sensação de coceira, agravando os sintomas da dermatite atópica. Com isso, é preciso avaliar cada caso, se exercitar com moderação e utilizar protetor solar específico, com poder de penetração e durabilidade maiores.

6. Usar roupas leves
É recomendado usar roupas leves, arejadas, de tecidos naturais como algodão, que ajudam na transpiração, além de evitar tecidos sintéticos. Para a praia ou piscina, outra sugestão é usar roupas com proteção solar. Não é recomendado que a criança ou o adulto fique com a roupa úmida sobre o corpo.

7. Cuidar do aspecto emocional e da autoestima
O estado emocional dos pacientes é afetado pelo constrangimento e estigma causados pelas lesões na pele, sintomas típicos da dermatite atópica, que, no verão, ficam mais evidentes devido ao uso de roupas mais leves. Estudo mostra que 51% dos pacientes com a patologia em sua forma moderada ou grave apresentam sinais de ansiedade e depressão. É importante que o paciente esteja sempre próximo de amigos e familiares que não deixam o preconceito e o isolamento tomar conta do cotidiano, bem como manter um acompanhamento médico e psicológico, se for o caso, em dia.



Desorganização está associada à depressão, ansiedade e compulsão alimentar

Da redação Um estudo publicado no Environment and Behavior comprovou que ambientes caóticos levam ao estresse e à compulsão alimentar. ...