quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Sua autocobrança não vai te ajudar a conquistar o que deseja

*Por Mariana Vieira

Mal começou o ano e é nítido o excesso de autocobrança que boa parte das pessoas já está. Não por menos, pois muitas vezes estão, há décadas, tentando conquistar algo sem êxito. Como iniciar a dieta, começar as atividades físicas, ou usufruir mais tempo com a família. E, exatamente por isso, que já começo esse artigo com uma das bases da Programação Neurolinguística (PNL) e da Hipnose que norteiam o meu trabalho: atitudes iguais geram resultados iguais. Se você quer ter um resultado diferente, independente de qual seja o seu objetivo, então tenha atitudes diferentes. Até porque, se somente a sua autocobrança fosse fazer algo por você, com todo o tempo que você já se cobra, ela já teria feito, concorda?

A mudança começa na mente | Foto: divulgação 
Logo, para começar a ter atitudes diferentes, o primeiro passo é deixar de se cobrar desse jeito, pois isso só gera tensão e enrijece todo o seu corpo. Aqui vale lembrar que o cérebro também, e tenso ele não vai produzir nada de bom.

Segundo passo, você precisa compreender o funcionamento da sua mente, para assim conseguir o que quer. E nesse cenário, é preciso entender um sistema da nossa mente que é responsável pelo nosso foco. Sabe quando você compra um carro e começa a ver dezenas do mesmo carro nas ruas? Ou quando vai ser mãe/pai e vê várias gestantes? Então essa função do foco acontece automaticamente, mas se você não está alcançando um objetivo então temos de calibrá-lo.

Por isso, pergunte-se: "Qual é o meu objetivo?" (objetivo é aquilo que você quer, pode ser saúde, estética, dinheiro, trabalho, relacionamento, etc.). Depois pergunte-se: "Quais são as dificuldades que enfrento ou posso enfrentar para alcançá-lo?". E, liste pelo menos três. E, nesse momento reflita nos seguintes questionamentos: Quando você pensa no seu objetivo, o que vem primeiro a sua mente? Onde está colocando o seu foco? No que deseja ou nas dificuldades?

Possivelmente a sua resposta é em uma das dificuldades. De nada adianta ficar se cobrando, pois você não vai conseguir sair do lugar desse jeito. Agora, para mudar, você pode usar uma técnica rápida e fácil - a palavra “mas”. Sim! Simples assim!

Costumamos usar a palavra, mas de maneira incorreta, pois ela serve como um "apagador" mental e tudo o que vem antes dela não será considerado pela sua mente. Ou seja, se eu disser, por exemplo, que o meu objetivo é fazer uma faculdade e penso "Eu quero fazer uma faculdade, mas é cara" ou "eu quero fazer uma faculdade, mas não tenho tempo", a sua mente vai ressaltar apenas o que vem depois do, mas. Repita essas frases e perceba que até a sensação é ruim e isso ficará em destaque na programação mental. Agora pense na frase ao contrário. "É cara, mas eu vou fazer a faculdade" ou "eu não tenho tempo, mas eu vou fazer a faculdade".

Percebe a diferença? Até a sensação muda!

Use sempre a regra, deixe a dificuldade na frente da frase + mas + o que você deseja! E comece a programar melhor a sua mente. Acredite, essa pequena dica já pode produzir mudanças em vários aspectos à sua vida. Faça! O que tem a perder? Ao contrário, irá ganhar muito!

E lembre-se sempre, a sua mente não está contra você, ela pode estar apenas mal programada.

*Mariana Vieira - Hipnoterapeuta clínica, com certificações internacionais pela ABH – The American Board of Hypnotherapy e Instituto Milton H. Erickson (USA), especialista em Programação Neurolinguística com certificação da The Society of NLP™ e Psicoterapeuta Transpessoal, iniciou sua atuação no desenvolvimento humano em 2004 atuando como voluntária em ONGs descobrindo-se uma apaixonada pela complexidade da mente humana o que lhe fez descobrir seu propósito no mundo: o de apoiar as pessoas a encontrarem o caminho do equilíbrio e de uma vida saudável, no âmbito profissional e pessoal.



quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Sesc São Caetano recebe instalação artística

Da Redação

O Sesc São Caetano recebe até 17 de fevereiro de segunda a sexta das 9h às 21h30, sábados e feriados, das 9h às 17h30 a instalação artística “À liberdade de criação artística”, projeto que valoriza e abre espaço para artistas da região do ABC. O resultado é transposto para as paredes, por meio da edição gráfica de Nídia Linhares, como um manifesto em prol da liberdade de criação artística.

“Fale de sua aldeia e estará falando do mundo”

Dialogando com este pensamento do escritor russo Leon Tolstói, o Sesc São Caetano valoriza a presença de artistas do Grande ABC em sua programação.  Em 2017, estes criadores das mais diferentes linguagens – da música ao teatro, das artes visuais à literatura –  reverberaram em nosso espaço o ponto de vista de quem vive, cria e atua na região.

Foto: Divulgação
Convidamos estes artistas para juntos comporem um mosaico de frases que inspiram suas práticas, valorizando assim a autonomia do momento da criação como um valor fundamental das sociedades democráticas.

Nídia Linhares ,Designer e fotógrafa com 15 anos de experiência, é bacharel em Design Gráfico pelo Centro Universitário Senac e possui um Master em Design pela Paris 1 Panthéon-Sorbonne. No design, atua nas áreas de web, identidade corporativa e vídeo, e na fotografia atua nos segmentos de eventos culturais, pedagógicos, dança e arquitetura. Seu trabalho de graduação – Célula – foi selecionado para a 8ª Bienal Brasileira de Design Gráfico, e sua dissertação de mestrado recebeu menção honrosa.

SERVIÇO: Sesc São Caetano
Dias: até 17 de fevereiro de segunda a sexta, 9:00 às 21:30, sábados e feriados, das 9:00 às 17:30.
Rua Piauí, 554 – Santa Paula – São Caetano do Sul
Recomendação etária: Livre
Ingresso: Grátis
Telefone para informações: (11) 4223-8800
Para informações sobre outras programações acesse o portal sescsp.org.br
Horário de atendimento/bilheteria do Sesc São Caetano – De segunda a sexta, 9:00 às 21:30, sábados e feriados, das 9:00 às 17:30 .



Estudo relaciona medo de agulhas das crianças ao comportamento dos pais

Da redação

Mais da metade das crianças tem medo de agulhas. Os pesquisadores da Universidade de York, no Canadá, encontraram uma forte conexão entre esse medo antecipado e o comportamento dos pais durante as vacinas infantis. Eles observaram como as crianças se comportavam antes das vacinas com agulhas e depois delas, quando eram pequenas e pré-escolares.  

É aconselhável aplicar analgésicos tópicos, antes da injeção em crianças menores de 12 anos | Foto: Dreamstime
Segundo o pediatra e homeopata Moises Chencinski, para algumas crianças, o medo de agulhas e vacinações é maior. “É tão grave que elas experimentam mais dificuldades relacionadas à dor, logo após a vacinação, e também aprendem a evitar futuros procedimentos e compromissos médicos", afirma. 

Os pesquisadores analisaram dados de 202 pais na região da Grande Toronto e 130 crianças, entre quatro e cinco anos, essas crianças estavam entre as 760 que foram acompanhadas durante a primeira, segunda, quarta e sexta imunização até os 12 meses.

O objetivo deste acompanhamento foi vincular a regulação da dor aos resultados de saúde mental, de acordo com os pesquisadores. O estudo para descobrir o que leva as crianças a desenvolverem o medo da agulha, intitulado "Previsão de dificuldade antecipatória relacionada à dor pré-escolar: a contribuição relativa de fatores longitudinais e concorrentes", foi publicado no jornal Pain.

Os pesquisadores estavam interessados em saber se o comportamento dos pais, durante a infância, refletia-se no medo de agulha das crianças, na pré-escola. Profissionais de saúde também foram observados, antes  de as crianças receberem as vacinas.

"Esta é uma grande preocupação de saúde pública e enfatiza a importância de entender o que leva ao medo da agulha em crianças pequenas e como podemos prevenir isso. As descobertas evidenciam a importância de intervenções para ajudar os pais a apoiarem e auxiliarem melhor seus filhos durante os procedimentos médicos doloridos, desde suas primeiras experiências com injeções, ainda bebês", enfatiza o pediatra.


Reduzindo a dor durante a vacinação

Uma nova orientação canadense visa garantir que a dor durante a vacinação seja minimizada em crianças e adultos. A diretriz, publicada no Canadian Medical Association Journal (CMAJ), é direcionada a todos os prestadores de cuidados de saúde que administram vacinas.

"A dor das vacinas é comum e pode fazer as pessoas hesitarem em se vacinar novamente, mesmo adultos. Isso pode colocar as pessoas em risco de contrair doenças infecciosas que são em grande parte evitáveis através da vacinação", afirma Chencinski.

Esta orientação ampliada e atualizada inclui recomendações para crianças e adultos. A orientação de 2010 era focada apenas em crianças. Um grupo multidisciplinar de 25 pessoas de todo o país (equipe HELPinKids & Adults) com experiência em dor, medo, vacinas, enfermagem, epidemiologia e outros campos relacionados revisou a literatura para desenvolver a diretriz.

"Muitas dessas recomendações podem ser usadas em uma variedade de configurações onde as vacinas são realizadas, seja no consultório de um médico ou num ambiente de saúde pública, como uma escola ou um local de trabalho", defende o pediatra.

Principais recomendações:

Todas as idades:

• A aspiração não deve ser utilizada durante injeções intramusculares em pessoas de todas as idades. (A aspiração é puxar para trás a seringa para garantir que a agulha não entre em um vaso sanguíneo);
•Injete a vacina mais dolorosa durante consultas diferentes.

Crianças:

•Crianças menores de 2 anos devem receber aleitamento materno ou fórmulas, durante a vacinação;
• Abrace as crianças de 0 a 3 anos, durante as injeções, para proporcionar conforto;
•Recomenda-se uma posição vertical para crianças e adultos com mais de 3 anos, porque proporciona uma sensação de controle e pode diminuir o medo. A retenção de crianças não é recomendada;
•Aplique analgésicos tópicos antes da injeção em crianças menores de 12 anos;
•Os pais de crianças com idade inferior a 10 anos devem estar presentes durante a vacinação, para reduzir os níveis de angústia da criança.

Os autores também recomendam educar pais, crianças mais velhas e adultos sobre o que esperar da vacinação, o que podem sentir e o que eles podem fazer para gerenciar a dor.

"Nenhuma intervenção única nesta diretriz é capaz de prevenir toda a dor (ou seja, alcançar um nível de dor de "0"). As intervenções individuais podem ser combinadas, conforme apropriado, para melhorar o alívio da dor. Para crianças menores e em idade escolar, devido aos altos níveis de angústia em relação às vacinas, por meio de injeção, e maior potencial de danos, em longo prazo, (como, por exemplo, desenvolvimento de medo de agulhas e prevenção de cuidados de saúde), recomenda-se uma abordagem mais abrangente e consistente", diz o médico.

No entanto, faltam evidências para grupos específicos. Houve uma diferença notável nas evidências de pesquisas para populações de adolescentes e de adultos. Os esforços devem se concentrar em tornar as campanhas de vacinação uma experiência de saúde mais positiva para as crianças.






terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Nutrição equilibrada contribui para o crescimento das crianças

Da redação

Muitas vezes o crescimento dos filhos acaba sendo um motivo de preocupação dos pais, principalmente quando a criança é mais baixa que os amigos da escola. Em 2015, o Banco Mundial descobriu que, globalmente, 23% das crianças menores de cinco anos possui uma estatura mais baixa do que o recomendado para a idade. No entanto, a nutrição pode ser uma ótima aliada para melhorar esse quadro.

Carboidratos, proteínas e gorduras auxiliam no crescimento | Foto: Getty Images
Diversos fatores podem influenciar no crescimento inadequado de uma criança. E, por mais que possa parecer apenas uma questão física, ele também pode influenciar no aprendizado e no desenvolvimento infantil. 

Para garantir que o desenvolvimento esteja em um padrão saudável, os médicos usam gráficos de crescimento pediátrico, que são séries de curvas que traçam os padrões de crescimento da criança junto aos dados populacionais. Qualquer queda considerável nesse nível pode ser motivo de preocupação, de acordo com a nutricionista Patrícia Ruffo, gerente científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil, é importante estar atento.

"Por isso, é sempre importante estar atento para detectar sinais de crescimento lento das crianças e, mais importante, ajudá-las a serem mais saudáveis por meio da nutrição equilibrada", diz Patrícia.  

Um estudo recente mostrou que o crescimento lento não precisa ser permanente em crianças com idade acima de três e quatro anos. É possível recuperá-lo por meio da intervenção nutricional e aconselhamento alimentar. Além disso, foi constatado que: 

As crianças que complementaram sua alimentação e consumiram duas porções por dia de suplemento nutricional mostraram recuperação do crescimento em peso e altura.

De acordo com os pais, as crianças também tiveram melhoras nos níveis de atividade física e redução no número de dias doentes. 

Em outro levantamento, após a recuperação, as crianças cujo crescimento não estava adequado apresentaram resultados de testes cognitivos similares às crianças que nunca tiveram nenhuma interferência para atingir o seu potencial de crescimento.

A nutricionista listou abaixo os itens que auxiliam no crescimento das crianças:

1 - Calorias
Crescimento requer energia e  por isso, as crianças abaixo do peso precisam de calorias extras para se recuperar. Então, adicione calorias extras a estas recomendações para ajudar nos padrões de crescimento.

2 - Carboidratos, proteínas e gorduras
As calorias extras podem ajudar a aumentar o crescimento, mas é importante certificar-se de que estas calorias vêm de uma mistura saudável de carboidratos, proteínas e gorduras, principalmente as de fontes vegetais. Tenha em mente que os carboidratos e as proteínas contêm quatro calorias por grama, enquanto cada grama de gordura contém nove calorias.

3 - Ferro
Durante períodos de crescimento, o corpo é altamente dependente do ferro, o que ajuda a fornecer oxigênio para as células do corpo. Por isso, aumentar a ingestão de ferro, tanto por meio de alimentos quanto de suplementos nutricionais, pode estimular o crescimento de crianças que estão com deficiência deste mineral. O ferro pode ser encontrado em alimentos, como carnes (bovina, peixes, aves), feijões, ervilhas, cereais fortificados e folhas verdes escuras.

4 - Zinco
O aumento da ingestão de zinco pode ajudar as crianças pré-adolescentes que estão abaixo do peso a se recuperarem. Carne, espinafre, camarão e feijão são fontes alimentares de zinco.

5 - Vitamina D
A vitamina do sol promove a formação e o crescimento saudável dos ossos. No entanto, 40% dos bebês e crianças saudáveis possuem níveis inferiores ao recomendado de vitamina D. O ideal é ajudar a recuperar estes níveis com brincadeiras ao ar livre, e a ingestão de alimentos ricos em vitamina D, como leite/produtos lácteos e, se necessário, suplementação.



Saiba como a nutrição equilibrada contribui para o crescimento das crianças

Da Redação

Muitas vezes o crescimento dos filhos acaba sendo um motivo de preocupação dos pais, principalmente quando a criança é mais baixa que os amigos da escola. Em 2015, o Banco Mundial descobriu que, globalmente, 23% das crianças menores de cinco anos possui uma estatura mais baixa do que o recomendado para a idade. No entanto, a nutrição pode ser uma ótima aliada para melhorar esse quadro.

O CRESCIMENTO IMPORTA

Diversos fatores podem influenciar no crescimento inadequado de uma criança. E, por mais que possa parecer apenas uma questão física, ele também pode influenciar no aprendizado e no desenvolvimento infantil.

Para garantir que o desenvolvimento esteja em um padrão saudável, os médicos usam gráficos de crescimento pediátrico, que são séries de curvas que traçam os padrões de crescimento da criança junto aos dados populacionais. Qualquer queda considerável nesse nível pode ser motivo de preocupação. “Por isso, é sempre importante estar atento para detectar sinais de crescimento lento das crianças e, mais importante, ajudá-las a serem mais saudáveis por meio da nutrição equilibrada”, diz Patricia Ruffo, nutricionista e Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil.

Um estudo recente mostrou que o crescimento lento não precisa ser permanente em crianças com idade acima de três e quatro anos. É possível recuperá-lo por meio da intervenção nutricional e aconselhamento alimentar. Além disso, foi constatado que:

•        As crianças que complementaram sua alimentação e consumiram duas porções por dia de suplemento nutricional mostraram recuperação do crescimento em peso e altura.

•        De acordo com os pais, as crianças também tiveram melhoras nos níveis de atividade física e redução no número de dias doentes. 

Em outro levantamento, após a recuperação, as crianças cujo crescimento não estava adequado apresentaram resultados de testes cognitivos similares às crianças que nunca tiveram nenhuma interferência para atingir o seu potencial de crescimento.

Confira aqui os nutrientes que auxiliam no crescimento das crianças listados por Patricia:

1. CALORIAS
Crescimento requer energia e é por isso que as crianças abaixo do peso precisam de calorias extras para se recuperar. Por isso, adicione calorias extras a estas recomendações para ajudar nos padrões de crescimento.

2. CARBOIDRATOS, PROTEÍNAS E GORDURA
As calorias extras podem ajudar a aumentar o crescimento, mas é importante certificar-se de que estas calorias vêm de uma mistura saudável de carboidratos, proteínas e gorduras, principalmente as de fontes vegetais. Tenha em mente que os carboidratos e as proteínas contêm quatro calorias por grama, enquanto cada grama de gordura contém nove calorias.

3. FERRO 
Durante períodos de crescimento, o corpo é altamente dependente do ferro, o que ajuda a fornecer oxigênio para as células do corpo. Por isso, aumentar a ingestão de ferro, tanto por meio de alimentos quanto de suplementos nutricionais, pode estimular o crescimento de crianças que estão com deficiência deste mineral. O ferro pode ser encontrado em alimentos, como carnes (bovina, peixes, aves), feijões, ervilhas, cereais fortificados e folhas verdes escuras.

4. ZINCO
O aumento da ingestão de zinco pode ajudar as crianças pré-adolescentes que estão abaixo do peso a se recuperarem. Carne, espinafre, camarão e feijão são fontes alimentares de zinco.

5. VITAMINA D
A vitamina do sol promove a formação e o crescimento saudável dos ossos. No entanto, 40% dos bebês e crianças saudáveis possuem níveis inferiores ao recomendado de vitamina D. O ideal é ajudar a recuperar estes níveis com brincadeiras ao ar livre, e a ingestão de alimentos ricos em vitamina D, como leite/produtos lácteos e, se necessário, suplementação.



Meditação: cinco motivos para começar hoje

Da Redação

Sabia que meditar pode trazer melhoras para a sua saúde, como prorrogar o envelhecimento, aguçar a memória, diminuir dores crônicas, reduzir insônia, aumentar a produtividade no trabalho, entre outros milhares de pontos positivos? 

A meditação é um conjunto de técnicas que desenvolve a regulação das emoções e o controle da atenção. O livro “Cérebro e Meditação”, da Editora Alaúde, escrito pelo monge francês Matthieu Ricard – considerado o homem mais feliz do mundo, segundo pesquisadores da Universidade de Wisconsin - e pelo neurocientista alemão Wolf Singer, enaltece a necessidade da troca entre a ciência moderna e os conhecimentos milenares, em uma conversa leve e de fácil leitura, para desvendar os benefícios da meditação à nossa saúde.

Abaixo, listamos alguns dos principais benefícios que a prática regular de meditação pode trazer, baseados na obra:

1.Para regular suas emoções e em vez de ser escravo delas: 
“Sabemos que a mente pode ser nossa melhor amiga ou nossa pior inimiga” (Matthieu Ricard). A meditação permite que você saiba distinguir seu estado mental e aproveitar o melhor dele, controlando o seu lado negativo. Por exemplo, a cólera possui aspectos positivos que podem ser administrados por quem a sente: a atenção, a lucidez evocada por situações que te deixam indignado, por exemplo. Isso diminui o sofrimento que essas emoções podem provocar. 

2.Foco: 
“Quem medita pode manter sua atenção a um nível ideal durante períodos relativamente longos (…) mesmo após quarenta e cinco minutos” (Matthieu Ricard). Ao se concentrar em sons, na respiração, em um objeto específico, criando um fluxo de atenção. Paradoxalmente, essa capacidade é mais ativada nos praticantes iniciantes.

3.Melhorar seu estado de consciência: 
“É inútil tentar bloquear os pensamentos que estão na sua cabeça (…) Meditar se trata de impedir que esses pensamentos invadam nosso espírito” (Matthieu Ricard). Ou seja, esse trabalho interior permite que você se apegue ao que você escolhe como sentimentos de empatia e compaixão.

4.Desenvolver a compaixão: 
A meditação aumenta a sensibilidade em relação ao outro. De acordo com um estudo feito pelo Instituto Max-Planck (Alemanha), dirigido por Wolf Singer, os burn-outs são um resultado do desgaste emocional causado graças à “fadiga da empatia”. Portanto, trabalhar a compaixão pode ser uma forma de combatê-los.

5.Manter um fluxo positivo durante o sono: 
Aqueles já habituados a meditar mostram um crescimento de ondas gama que se mantém mesmo enquanto dorme, em uma intensidade proporcional ao número de horas que passam meditando.

SOBRE OS AUTORES

Matthieu Ricard é monge budista há mais de quarenta anos. Vive no Nepal, onde se dedica aos projetos humanitários da Associação Karuna-Shechen. É intérprete do Dalai Lama para o francês. 

Wolf Singer é neurocientista, diretor emérito do Instituto de Pesquisas Cerebrais Max Planck e diretor fundador do Instituto de Estudos Avançados de Frankfurt.



segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Pneumologista fala sobre mitos e verdades da asma

Da redação

A asma é responsável por mais de 100 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com números do Ministério da Saúde. Para elucidar dúvidas sobre a doença, o pneumologista Oliver Nascimento, médico assistente da disciplina de pneumologia da Unifesp e especialista interno da GSK, elaborou uma lista com os principais mitos e verdades. 

Asma não tem cura, mas pode ser controlada, com orientação médica | Foto: reprodução
Caracterizado pela inflamação crônica das vias aéreas, hoje existem diversos tratamentos que podem ajudar a amenizar os sintomas da doença e melhorar a qualidade de vida. Ao todo, estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas sofram com a enfermidade no Brasil, já no mundo a doença atinge mais de 300 milhões de pessoas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. 

1 – A famosa “bombinha” de asma vicia? Mito.
Os broncodilatadores como são chamados, aliviam a falta de ar momentaneamente quando inalados. Entretanto, é muito comum os pacientes não tratarem a asma de forma contínua, fazendo com que necessitem utilizar as bombinhas com maior frequência. O ideal é sempre procurar um médico e seguir as orientações do profissional, evitando assim crises asmáticas mais graves.

2 – Asma em adultos pode estar relacionada à insônia? Verdade.  
De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Pittsburgh, pacientes que têm problemas para dormir costumam ter mais crises de asma. Os pacientes que sofrem das duas doenças, asma e insônia, têm  mais chances de apresentarem quadros de depressão e sintomas de ansiedade. 

3 – A genética do paciente pode favorecer o aparecimento de asma? Verdade.  
Sim, a genética tem grande influência na asma e crianças de pais asmáticos possuem um risco maior de desenvolver a doença. Se um dos pais forem asmáticos o risco é de 25%, enquanto se os dois tiverem o problema a probabilidade sobre para 50%.   

4 – O uso contínuo de medicamentos como as “bombinhas” faz mal para o coração? Mito.  
No passado, quando surgiram os primeiros remédios broncodilatadores para a asma, existiam substâncias que tinham como efeito colateral a aceleração do coração. Contudo, esses efeitos foram minimizados com as novas drogas e dispositivos que existem hoje no mercado. 

5 – Asma e bronquite crônica são a mesma coisa? Mito.  
As duas doenças costumam ser muito confundidas por apresentarem sintomas parecidos. A diferença é que a asma se manifesta em crises reversíveis, enquanto a bronquite crônica se caracteriza pela ocorrência de tosse produtiva crônica, por mais de três meses no ano, durante pelo menos dois anos consecutivos. 

6 – Atividade física faz bem para pessoas asmáticas? Verdade. 
Atividade física é fundamental para um estilo de vida saudável. A natação, por exemplo, ajuda no fortalecimento da musculatura respiratória. Já beber de dois a três litros de água por dia ajuda a fluidificar as secreções e facilita na sua eliminação. 

7 – Asma começa na infância e se cura na vida adulta? Mito. 
A asma não tem cura, mas pode ser controlada a ponto dos seus portadores levarem uma vida normal. Procure um pneumologista. 

8 – Gripes e resfriados podem piorar os sintomas da asma? Verdade.  
Proteja-se das infecções virais, como gripe e resfriado comum. Eles podem desencadear sintomas da asma.  Lavar as mãos com frequência e manter a carteira de vacinação em dia podem ajudar no combate a infecções mais graves. A vacina contra a gripe é indicada para todas as pessoas asmáticas, independente da idade.




Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...