segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Alimentação infantil: especialistas comentam os desafios

Redação

Como se alimentar de maneira saudável é um desafio constante na rotina de todas as famílias. Mas, na prática, não é tão fácil reproduzir o que tanto se sabe na teoria. Tratando-se de crianças então, o desafio é ainda maior. Especialistas ouvidas pelo Ministério da Saúde apontam desafios da alimentação infantil e dão dicas de como melhorar a relação com a comida.

O ideal é criar o hábito da alimentação saudável  na infância | Foto: Freepik

O leite materno é o primeiro alimento da criança. Ele é o alimento ideal, pois é totalmente adaptado às necessidades do bebê nos primeiros anos de vida. Um dos primeiros desafios é iniciar a amamentação exclusiva e mantê-la mesmo quando a mãe retornar ao trabalho ou até mesmo quando a criança for para a creche. O Ministério da Saúde recomenda que a criança seja amamentada já na primeira hora de vida e por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. A dica é contar com uma rede de apoio dentro de casa, no trabalho e na creche para manter esse vínculo.

O pediatra e diretor titular de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina (APM), Marun David Cury, afirma que o leite materno é o alimento mais completo para o recém-nascido e o lactante. “Contém todas as vitaminas necessárias, para o desenvolvimento da criança, a quantidade correta de proteína e açúcar e, o mais importante disso tudo, são os anticorpos. Além da dinâmica de sucção no seio é muito intensa e importante para o desenvolvimento neurológica e motor da língua, deglutição, da fala e posicionamento dos dentes”, explica.

Planejamento 
A professora associada do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Inês Rugani, destaca que “a chegada da criança é uma oportunidade para a família se conectar mais com a alimentação saudável”. Por isso, o planejamento da alimentação deve fazer parte da rotina da casa, pois facilita na hora de oferecer alimentos à criança e à toda família. “A habilidade culinária doméstica não é só saber cozinhar e temperar, é todo esse planejamento, é simplificar, deixar adiantado algumas preparações para que se possa ter um dia a dia tranquilo neste aspecto. Para que a alimentação não seja um problema, mas um espaço de cuidado e de exercício do afeto”, reforça Inês.

Complementos 
Outro desafio passa pela introdução alimentar. Para a nutricionista e professora da pós-graduação da Pediatria da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Márcia Vitolo, no primeiro ano de vida é importante garantir que a criança receba uma alimentação adequada, pois ela não tem autonomia e depende totalmente da família. A dica é oferecer alimentos naturais, da época e manter a regra de não oferecer açúcar antes dos dois anos de idade. “Não dar açúcar nos primeiros anos de vida retarda o prazer pelo açúcar, a criança não vai dar preferência a esse tipo de alimento”, informa Márcia.

Já a professora titular de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Elsa Giugliani, reforça a importância de começar a alimentação complementar de forma favorável: “Na fase dos dois primeiros anos de vida está se construindo os hábitos alimentares da criança”, explica. Por isso é importante oferecer alimentos saudáveis para as crianças e evitar a oferta dos não saudáveis.

O ideal é criar o hábito da alimentação saudável  na infância. Além disso, é extremamente importante contar com a orientação e acompanhamento de um pediatra para se informar a respeito da introdução dos alimentos, consistência, textura e o valor nutritivo. Para Cury “a alimentação infantil é um ato de educação alimentar, amor e responsabilidade. Os pais têm o compromisso com a formação intelectual e mental dos filhos. Uma alimentação correta trará tudo isso à criança em desenvolvimento”, enfatiza.

Não substituir as refeições principais por lanche é mais um desafio da alimentação infantil. O recomendado é ofertar comida e garantir que a criança pequena esteja com fome na hora de se alimentar. “Isso quer dizer que a criança não deve ter comido nada antes da refeição e nem ter tomado suco. O suco tira o apetite da criança e recupera a glicose sem muito esforço”, frisa Márcia. A família e os cuidadores devem estar atentos aos sinais de fome e de saciedade da criança.

Alerta
Outros desafios também merecem destaque: evitar a exposição às telas durante a alimentação; evitar a exposição à publicidade que estimule o consumo de alimentos ultraprocessados (formulações industriais, que normalmente tem pouca comida de verdade na sua composição); ter acesso às informações adequadas sobre alimentação saudável; mudar hábitos familiares que desfavoreçam a alimentação saudável.

Sem extremismo ou discurso "ecochato": a moda precisa ser mais sustentável e você faz parte dessa mudança

*Por Luanna Toniolo 

Posso apostar que se te perguntarem agora: "O que você pretende fazer para ser mais sustentável no próximo ano?", você logo imagina práticas que não se manteriam nem por dias, semanas, quiçá um ano todo.

Segundo a fundadora da TROC, Luanna Toniolo, as peças usadas custam 80% a menos | Foto: Freepik

O posicionamento radical do certo x errado nos afasta das mudanças simples e de hábitos mais conscientes, que podemos incluir sem dificuldade no nosso dia a dia. Ou seja, você não precisa vender seu carro para ser eco-friendly, ou então, não precisa se tornar vegano e se privar de momentos que te dão prazer - como a comida - se ainda não se sente preparado para isto.

Existem práticas fáceis que, infelizmente, só se tornam uma opção quando combinadas com a apresentação de números alarmantes sobre o meio ambiente. Dados estes que, apesar de verdadeiros e comprovados cientificamente, ainda são vistos como "problema dos outros" por grande parte da população.

Mas já que é assim a melhor maneira para conscientizar, segue abaixo alguns exemplos:

• Segundo pesquisa realizada em 2017 pela Fundação Ellen MacArthur, instituição que tem como missão acelerar a economia circular, as pessoas estão comprando duas vezes mais roupas e usando-as apenas a metade do tempo.

• Além disso, outros dados alarmantes do mesmo estudo demonstram que o futuro da moda é se reinventar: o equivalente a um caminhão de lixo de têxteis é depositado em aterro ou incinerado a cada segundo no mundo, 108 milhões de toneladas de recursos não renováveis são usados a cada ano para produzir roupas e a indústria têxtil será responsável por 25% da emissão mundial de carbono até 2050 (atualmente equivale a 10%).

Impacta, não é? 
Sem dúvidas, levantar esse assunto sobre sustentabilidade na moda é minha missão, já que fiz uma significativa mudança de carreira ao me apaixonar pelos desafios que estaria prestes a enfrentar. Ou melhor, quando descobri a oportunidade que eu tinha de despertar nas pessoas hábitos mais conscientes.

Ainda sobre o universo de possíveis novos hábitos, te pergunto: seria mesmo tão difícil optar por potes de vidro ao invés de potes de plástico? Ainda, haveria alguma complexidade em não descartar pilhas no lixo comum? Ou então, não faz todo sentido trabalharmos com coisas já produzidas, utilizando-as ao invés de gerar mais resíduos no mundo?

Essa última questão se explica para os mais diversos segmentos, desde o simples uso de ecobag para substituir as sacolinhas de plástico no mercado. Mas, funciona ainda mais ao falar de moda, minha grande paixão. Sabemos que existe roupa produzida para os próximos 200 anos no mundo. Que tal dar uma chance para a roupa usada? Se você ainda não se sente confortável e acha que não está preparado, por que não começar por um acessório que já foi de outra pessoa e hoje não está sendo mais utilizado?

Além da questão da sustentabilidade na moda, existem outros fatores que agregam valor às peças usadas e eu sei que é difícil quebrar esse tabu com nós mesmas. Antes de trabalhar com esse segmento eu não era uma usuária do second hand e agora 90% do meu guarda roupa é composto por peças que já foram usadas por outras pessoas. Isso aconteceu, porque eu me conscientizei e aprendi mais duas coisas importantes:

• Histórias: a maioria das peças que temos no guarda roupa carregam alguma história marcante. Seja porque você usou ela em um momento especial, ou uma situação difícil e, até mesmo, aquelas que te lembram alguém. Sempre que eu compro uma nova peça usada eu faço o exercício de imaginar como a antiga dona deve ter vivido bons momentos com aquela peça. Imagina um lindo vestido de festa usado em uma formatura da graduação - que honra poder usar uma peça que proporcionou um momento tão feliz para outra mulher. Provavelmente esta pessoa não iria usar um mesmo vestido festivo outras vezes, mas comigo essa peça pode viver ainda mais muito momentos felizes, não é?

• Oportunidade de preço - quem nunca desejou uma peça de luxo e pensou que nunca teria condições de comprá-la que atire a primeira pedra. As peças usadas são, em média, 80% mais baratas do que as vendidas nas lojas.

Um novo ano começa e junto com ele novas oportunidades, novas promessas e novos desafios. O meu desafio para você é marcarmos um encontro daqui um ano e analisarmos quais foram os avanços que conquistamos. Eu acredito que o nosso futuro é se tornar mais sustentáveis e imagino que 2020 trará muitas oportunidades para quebrar paradigmas e ter novos hábitos mais conscientes. Eu desejo que possamos ser mais flexíveis neste novo ano e que o extremismo ecochato não exista. Afinal, pensar no futuro de todos é cool, este é o futuro!

*Luanna Toniolo Domakoski é mãe, empreendedora e fundadora da TROC, plataforma que conecta pessoas que querem vender e comprar roupas, bolsas, sapatos e acessórios usados das melhores marcas e em perfeito estado. Luanna é advogada e especialista em Direito Tributário, mas sempre foi apaixonada pelo universo da Moda. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Fotógrafo com deficiência visual ganha câmera que fala da Canon

Redação

“Ou eu ficava chorando, me lamentando... Ou eu poderia ser feliz. E eu escolhi ser feliz!”. A declaração da paratleta Sabrina Custódia traduz perfeitamente a mensagem da nova campanha de Natal da Canon criada pela Dentsu Brasil. Intitulada “Um Natal para Acreditar”, a comunicação destaca histórias reais de superação, como a do fotógrafo cego João Maia.

A câmera do fotógrafo João Maia tem funções por arquivo de voz embutidos no cartão de memória | Foto: divulgação

Então, o filme apresenta Sabrina Custódia, Claudine dos Santos e Claudemir Aleixo, pessoas com deficiência física que conseguiram ultrapassar seus obstáculos e, hoje, se dedicam ao paratletismo. Além deles, também participa da peça o fotógrafo João Maia que, conhecido por registrar esse tipo de evento, foi convidado pela Canon para fazer fotos desses paratletas e gravar um minidocumentário sobre como a paixão pelo que faz – tanto o esporte como a fotografia - pode trazer inúmeros benefícios e transformar vidas por completo.

“Eu sempre falo que a minha máquina fotográfica é a extensão do meu corpo. E é assim que eu consigo me conectar para que essas pessoas possam ser vistas não como coitadinhas, mas como seres humanos capazes de quebrar os seus próprios recordes”, comenta o profissional no filme.

Mas o que o João não sabia era que a Canon, referência em equipamentos, câmeras e impressoras, estava preparando uma surpresa, conforme conta o VP de Criação da Dentsu Brasil, Filipe Cuvero.

“Primeiro mostramos imagens dos paratletas superando os seus limites e detalhamos o fotógrafo João Maia, que tem deficiência visual, explicando o seu trabalho com uma intensa sensibilidade. Mas aí, veio a verdadeira surpresa quando um dos paratletas traz um presente especial para João: uma câmera fotográfica otimizada para cegos com acessibilidade, através de leitura das funções por arquivo de voz embutidos no cartão de memória. Em outras palavras: uma câmera fotográfica que fala. Essa tecnologia foi desenvolvida pela Dentsu Brasil, IWS e Canon do Brasil”, relembra Cuvero.

Com o objetivo de criar uma história que ligasse uma inovação tecnológica sem precedentes com um relato real de superação pela fotografia, a Dentsu Brasil foi a responsável por idealizar a campanha e esse equipamento único. “Com base em um produto da Canon, criamos esse protótipo de câmera especialmente para o João Maia. Todo o processo levou oito meses de desenvolvimento e o resultado foi incrível”, conta Cuvero.

Com produção da Academia de Filmes e direção de Adriana Yanez, o filme será veiculado nas redes sociais da Canon.

Projeto Tamar completa 40 anos na proteção de tartarugas

Redação

Em 2020, o Projeto Tamar completará 40 anos de atuação e dará início às comemorações em 13 e 14 de dezembro deste ano, com apresentações musicais e solturas de tartarugas em nove estados do País, entre eles, São Paulo. Estima-se que a tartaruga de número 40 milhões nasça neste verão, na atual temporada de desova, de um dos milhares de ovos depositados pelas fêmeas no litoral brasileiro.

Estima-se que a tartaruga de número 40 milhões nasça neste verão, na atual temporada de desova | Foto: reprodução

Parceira do projeto há 39 anos, a Petrobras também celebra, junto com o Tamar, o marco de 40 milhões de tartarugas marinhas protegidas e devolvidas ao oceano.

A gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso, lembra o início da parceria entre Tamar e a Petrobras há 39 anos. “Esse patrocínio é o mais antigo em nossa carteira de projetos socioambientais. Iniciamos a parceria com o fornecimento de combustível dos jipes e, logo no ano seguinte, o projeto foi incluído no programa de patrocínio ambiental da companhia”, conta Olinta.

Um dos fundadores do Projeto Tamar, Guy Marcovaldi, explica que a cada mil tartarugas que nascem, apenas uma ou duas sobrevivem. As espécies de tartaruga têm ciclo de vida longo, de 20 a 30 anos para se reproduzir. “Antigamente registrávamos nascimento de filhotes apenas no período de quatro a seis meses e, hoje, acontecem ao longo do ano todo”, explica.

Para ele, o apoio da Petrobras e a participação das comunidades costeiras foram fundamentais para o crescimento do número de animais protegidos e devolvidos ao oceano. “A população local deixou de utilizar as tartarugas para consumo e passou a preservá-las”, afirma Marcovaldi.

Comemoração
Para marcar o início das celebrações do aniversário e dos resultados do Tamar, em 13 de dezembro em Ubatuba (SP), será realizada a apresentação musical com o músico Arnaldo Antunes e trio, no Espaço Cultural Projeto Tamar Ubatuba. Já no dia 14 de dezembro, na Praia do Forte (BA), haverá soltura de tartarugas, às 17h, seguida da apresentação musical de João Donato, às 19h. E em Aracaju (SE), a banda local The Baggios fará a apresentação principal do palco do Oceanário do Tamar.

Haverá, ainda, a “Caminhada da tartaruga 40 milhões ao mar” com a soltura de filhotes e tartarugas reabilitadas, nas praias onde estão localizadas as bases do Tamar na Praia do Forte, Aracaju e Ubatuba, e em outras localidades. A soltura simultânea, no dia 14, marca os resultados do projeto, reconhecido internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas iniciativas de conservação marinha do mundo.

Pesquisa e desenvolvimento científico
O Projeto Tamar contribuiu, em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICM-Bio), para o início da recuperação - comprovada cientificamente - das populações de quatro espécies de tartarugas marinhas: tartaruga-oliva, tartaruga-de-pente, tartaruga-cabeçuda e tartaruga-de-couro, e pela estabilidade da tartaruga-verde em Fernando de Noronha (PE) e Trindade (ES).

Atualmente, o Tamar está presente em 26 localidades do Brasil e suas ações se estendem por cerca de 1.100 quilômetros (km) de praias, distribuídas em áreas prioritárias de desova, alimentação, migração e descanso das cinco espécies, todas ameaçadas de extinção. A principal missão é a recuperação das populações de tartarugas marinhas, desenvolvendo ações de pesquisa, conservação e inclusão social.

Todo esse trabalho conta com o apoio das comunidades costeiras dos locais, onde há a ocorrência das espécies ameaçadas. Além disso, anualmente, são atendidas diretamente cerca de mil pessoas em ações socioeducativas, de valorização da cultura, de capacitação e inclusão social.

O Tamar é membro da Rede de Projetos de Biodiversidade Marinha (Rede Biomar), grupo composto também pelos Projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil, todos patrocinados por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Juntos, esses projetos atuam em diferentes frentes e são um símbolo da atuação da companhia na conservação marinha no Brasil.

Acupuntura e a oftalmologia

*Por Henrique Sidi 

A acupuntura - terapia milenar chinesa executada por meio da inserção de agulhas na profundidade dos tecidos corporais - foi criada há mais de três mil anos na China e, desde 1995, é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), estando disponível no SUS e nos serviços públicos e privados de saúde. Pouco se comenta, mas a acupuntura traz comprovados benefícios no tratamento dos males que acometem a estrutura ocular.

“A técnica pode ser aplicada em pacientes de todas as idades com resultados excelentes, devido ao seu efeito anti-inflamatório e analgésico”, afirma o especialista em acupuntura, Henrique Sidi | Foto: Freepik

Os problemas oftalmológicos mais comuns são os vícios de refração, relacionados à anatomia ocular e que geram a necessidade de uso de óculos (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia). Além deles existe uma gama de doenças inflamatórias, infecciosas e degenerativas, conjuntivites, alergias, olho seco, glaucoma, calázios (terçóis), catarata, degenerações de mácula, uveítes - quadro inflamatório da úvea - problema ocular que é associado a doenças reumáticas e uma das principais causas de cegueira no mundo, entre outras.

A acupuntura possui uma indicação muito interessante para o tratamento de alguns deles, tais como doenças inflamatórias e alérgicas. Já nas doenças infecciosas e degenerativas, a acupuntura pode ser um ótimo tratamento coadjuvante. Também pode ser extremamente resolutiva para olhos secos, conjuntivites alérgicas, inflamações oculares externas, terçóis, tremores e espasmos nas pálpebras. De forma combinada com medicações ocidentais, é útil em infecções e inflamações inclusive do polo posterior, como uveítes, glaucoma e inflamações da retina. Pode também reverter estrabismos adquiridos através de doenças metabólicas como o diabetes mellitus.

A técnica pode ser aplicada em pacientes de todas as idades com resultados excelentes, devido ao seu efeito anti-inflamatório e analgésico. Nos casos de pacientes com alterações que, muitas vezes, a medicina ocidental oferece resultados insatisfatórios - olhos secos, alergias e inflamações maculares, sequelas de AVC (Acidente Vascular Cerebral) -, a acupuntura poderá ter um efeito bastante superior. A melhora do quadro do paciente irá depender de qual estrutura está acometida e do grau de cronicidade da doença, podendo ter resultados ótimos em três ou quatro sessões.

Por fim, é importante salientar que a prática da acupuntura somente pode ser realizada por profissionais da medicina, da medicina veterinária e do cirurgião-dentista - cada qual em seu campo de atuação, também definidos por lei. O exercício da técnica, se realizado por qualquer outro profissional, é ilegal e pode causar sérios danos à saúde do paciente.

Como funciona
O mecanismo de ação da Acupuntura funciona a partir da inserção da agulha que estimula terminações nervosas presentes na pele e nos tecidos subjacentes, principalmente nos músculos. Esses estímulos seguem pelos nervos periféricos até o sistema nervoso central (medula e cérebro), o que faz liberar diversas substâncias químicas conhecidas como neurotransmissores que desencadeiam uma série de efeitos importantes, tais como, analgésico, anti-inflamatório e relaxante muscular, além de uma ação moduladora sobre as emoções, os sistemas endócrino e imunológico e sobre várias outras funções orgânicas.

O tratamento inicia-se por uma detalhada e completa anamnese, a partir desse exame detalhado, define-se o tipo de técnica empregada - com microssistema, como auriculoacupuntura, com agulhas, sementes vegetais, laser ou eletroacupuntura, podendo ser, com sucesso, empregada na oftalmologia.

*Henrique Sidi é oftalmologista, especialista em Acupuntura e membro do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo (CMAeSP).

"Festival Culturas e Sabores” ocorre neste fim de semana em São Bernardo do Campo

Redação

A 3ª edição do Festival “Culturas e Sabores” ocorre no Parque Salvador Arena (Avenida Caminho do Mar,  2.980, Rudge Ramos), em São Bernardo do Campo, neste fim de semana (14 e 15), com atrações para toda a família. Com entrada gratuita, o evento ocorrerá das 10h às 20h, contando também com um ambiente dedicado às crianças e, ainda, a realização de uma Feira de Adoção de pets.

"Festival Culturas e Sabores" tem entrada gratuita no Parque Salvador Arena | Foto: Gabriel Inamine/PMSBC

O secretário de Cultura e Juventude, Adalberto Guazzelli, explica a proposta do evento, que atrai cerca de 20 mil pessoas a cada edição: “Neste festival, conseguimos combinar todos os elementos que mais agradam ao público, mas há ainda um fator importante: o fomento à produção local, entre as opções gastronômicas e o artesanato. Estreitamos também o contato do público visitante com os empreendedores locais e, consequentemente, estamos conseguindo fortalecer os valores culturais da região. Tão importante quanto é que enaltecemos nossa vocação turística, para além do setor Industrial”, afirma.

Atrações 
Haverá variedade gastronômica, com pratos típicos do País, além de massas italianas, cozinha mexicana, opções orientais, hambúrguer e uma das combinações mais adoradas pelos paulistas: pastel e calda de cana.

No quesito artes, haverá shows de rock, sertanejo, pop e até música clássica. No sábado (14), a partir das 10h, sobe ao palco os músicos da Escola N.H.S e de Miriam Vieira. Na sequência, “Os Desconhecidos”, “Blue Rovers”, “Edu Marrom e, ainda, a dupla Igor Prado & Raphael Wressnig. No domingo (15), o público poderá conferir a apresentação do Conservatório André da Silva Gomes, seguidos da School of Rock. Depois, sobem ao palco a AST Escola de Música, a banda Giant Jellyfish, o Trio de Ferro e, encerrando as atrações do palco principal, a banda Made In Brazil.

Já o “Espaço Criança” terá oficinas gratuitas de agroecologia, origami, contação de histórias e até de abayomi (confecção de bonecas negras de pano, símbolo de resistência e de alegria). No dia 14, funcionará das 11h às 15h30 e, no domingo (15), das 10h30 às 15h.

Além disso, as pessoas poderão contribuir com a Campanha de Natal do Fundo Social de Solidariedade de São Bernardo, doando alimentos não-perecíveis para as cestas típicas, que serão montadas por entidades cadastradas no Fundo e, por fim, serão entregues às famílias assistidas por essas instituições no município.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Espiritualidade e cura com o simples toque das mãos

*Por Rachel Rothier 

Ainda hoje não compreendemos o ser humano como um todo: espírito e corpo. A Antroposofia já fala sobre o tema há quase um século, mas pouco demos a ela o merecido valor. O reiki teve seu início mais ou menos na mesma época - início do século XX - e já se provou (cientistas de renomadas universidades nacionais e estrangeiras estudam a técnica; Organização Mundial de Saúde reconhece o reiki como tratamento alternativo desde 2007; e desde 2017 o SUS oferece a terapia como prevenção à saúde) que com o simples toque das mãos é possível curar uma série de enfermidades.

A Organização Mundial de Saúde reconhece o reiki como tratamento alternativo, desde 2007 | Foto: Freepik

É de conhecimento geral que a humanidade adoece a passos largos. Os motivos são os mais variados possíveis, e todos buscam a pílula mágica para amenizar seus demônios internos. Não por acaso já alcançamos o posto de País mais ansioso do mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Nada menos do que 9,3% da população brasileira apresenta o transtorno.

Em sua história, a humanidade sempre conheceu métodos de cura, que se baseiam na transferência de uma energia vital universalmente presente. Tal energia seria a própria energia que dá origem a todas as formas do Universo e que as sustenta.

Reiki quer dizer energia vital universal. "Rei" significa "universal"- a natureza ilimitada da energia; "ki" significa "energia vital"- que flui através de todo ser vivo. Trata-se, por definição, da força que vive e age sobre toda a matéria criada.

A rotina insana a que muitos de nós estamos submetidos, assoberbada de trabalho e compromissos, adoece muita gente. Não à toa a busca por tratamentos alternativos aumenta a olhos vistos, sem falar na quantidade de remédios ingeridos na tentativa de abrandar os impactos de uma vida frenética, que já não estão dando conta.

Cuidar tanto do corpo quanto da alma faz-se urgente frente ao cenário atual. A importância é tamanha que muitas faculdades no exterior têm essa cadeira para que universitários compreendam a dimensão de nos enxergarmos como seres espirituais que somos. O israelense Dr. PhD Tal Ben-Shahar leciona em Harvard um dos cursos mais requisitados desta universidade, o de Psicologia Positiva, cujo tema é a felicidade. Aqui no Brasil temos a Universidade Federal Fluminense oferecendo a disciplina de espiritualidade como eletiva para os alunos de Medicina. É um caminho que já trilhamos em épocas passadas e tudo indica está sendo retomado atualmente em prol de um bem maior: a sanidade e o bem-estar do ser humano.

*Rachel Rothier é carioca, formou-se em Jornalismo pela PUC/SP em 2001, e fez pós-graduação em Marketing na FGV/RJ. Acumula mais de 20 anos de experiência em trabalhos voluntários na seara da espiritualidade. Iniciou no reiki em 2014 com diversas passagens em ambulatórios e atendimentos particulares. Formou-se mestra em reiki,  faz atendimentos e ministra cursos em seu consultório na Vila Madalena/SP. 

Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...